12 Perguntas sobre Cimento e queima de resíduos tóxicos - A co-incineração de resíduos é um bom negócio para quem?
Por Marise Jalowitzki, Auxiliadora Maria Moura Santi e Arsênio Oswaldo Sevá Filho
09.setembro.2011
http://ning.it/nzlact
Se queremos, efetivamente, trazer mais conhecimento às pessoas é preciso dedicar um tempo precioso para alcançar o público alvo.
Transcrevo a seguir algumas perguntas apresentadas em Congresso sobre a Indústria Cimenteira e os Impactos Ambientais gerados. Com toda a certeza, a intenção é esclarecer mais a todos os envolvidos, que somos todos nós.
Leia este e os demais artigos sobre o tema (veja link ao final).
Divulgue.
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Um abraço!
Transcrito do original em pdf
"A seguir, apresentamos uma série de questões com o intuito de expandir a avaliação para além da questão tecnológica, das situações constituídas e seus riscos, e para orientar as discussões futuras, ou mesmo, a tomada de decisão, em relação a este ou a outros casos semelhantes que se queira implantar nos sítios cimenteiros espalhados pelo Brasil afora:
1- A co-incineração de resíduos é um bom negócio para quem? (link: http://ning.it/q6TIj1 )
2- Quem paga a conta dos custos sociais desta atividade?
2- Quem paga a conta dos custos sociais desta atividade?
3- Quais são as vantagens da co-incineração (tão alardeadas pelas empresas e também pelos órgãos ambientais)?
4- Quais são os pontos negativos (até agora, o quanto possível, bem camuflados, ou não informados)?
5- Qual a relação entre a co-incineração e as políticas públicas (meio ambiente, energia, saúde, segurança pública)?
6- Qual a relação entre a co-incineração e as políticas empresariais (melhoria nos balancetes, marketing ambiental)?
7- A quem a atividade afeta mais (exposição aos riscos)?
8- Que informações sobre os combustíveis, a co-incineração e os riscos da fabricação de cimento são apresentados à população que vive nas proximidades das fábricas ou são usuárias do cimento, e aos trabalhadores da planta industrial e da construção civil? São claras e suficientes para a percepção dos riscos pelas pessoas expostas?
9- Os analistas ambientais estão devidamente capacitados ou dispõem de recursos laboratoriais
e de informações (toxicológicas, climáticas, demográficas, sobre geração e emissão de poluentes em diferentes condições de operação das plantas etc.) que permitam a eles analisar com o rigor necessário os pedidos para concessão de licenças ambientais para a coincineração de centenas de resíduos perigosos? O que dizer em relação ao licenciamento da co-incineração de blends de resíduos?
10- A sociedade está devidamente informada sobre a extensão do emprego de resíduos na fabricação de cimento (incluindo o transporte por rodovias e vias urbanas) e sobre os riscos potenciais que decorrem dessa atividade?
11- Quem responderá (será responsabilizado) pelos danos à sociedade, como, por exemplo, o desenvolvimento de doenças na população exposta durante anos seguidos à poluição oriunda das fábricas de cimento que co-incineram resíduos, considerando que tal atividade está sendo autorizada pelos órgãos ambientais?
12- Quais as vantagens (em termos econômicos, por exemplo), para os municípios cimenteiros que estão se tornando local de destinação e onde estão sendo tratadas milhares de toneladas de resíduos perigosos?
Ao nosso ver, a resposta a estas questões dependerá do compromisso ético de cada um e das instituições – especialmente as de Ensino e de Pesquisa que ainda são públicas, e as agências ambientais e de saúde – com as questões maiores e atuais da Sociedade e do Meio Ambiente."
(Nota de Marise: Os dados a seguir são de 2003. Publico-os com o intuito de dar conhecimento ao público leigo - como eu - de quais os metais que estão contidos nos resíduos que são enviados para co-inicineração e que acabam constituindo o clínquer, que é base para o cimento.
Embora a co-incineração seja uma saída para a não concentração de resíduos tóxicos, ou o simples e irresponsável descarte clandestino, como ainda acontece em inúmeras situações, a população precisa ser informada dos riscos a que está sujeita e de quais as providências efetivas tomadas pela indústria cimenteira para diminuir a emissão de gases. Fica também, a dúvida sobre a consequência do uso de tijolos com alto teor de resíduos. Podem as altas temperaturas "matar" a nocividade?)
(Nota de Marise: Os dados a seguir são de 2003. Publico-os com o intuito de dar conhecimento ao público leigo - como eu - de quais os metais que estão contidos nos resíduos que são enviados para co-inicineração e que acabam constituindo o clínquer, que é base para o cimento.
Embora a co-incineração seja uma saída para a não concentração de resíduos tóxicos, ou o simples e irresponsável descarte clandestino, como ainda acontece em inúmeras situações, a população precisa ser informada dos riscos a que está sujeita e de quais as providências efetivas tomadas pela indústria cimenteira para diminuir a emissão de gases. Fica também, a dúvida sobre a consequência do uso de tijolos com alto teor de resíduos. Podem as altas temperaturas "matar" a nocividade?)
Aspectos tecnológicos da co-incineração de resíduos nas fábricas
de cimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte
Parâmetro Descrição
Produção anual de cimento
* Holcim: 1500 mil t
* Camargo Corrêa: 1350 mil t
* Soeicom: 1200 mil t
* Brasil Beton: 900 mil t
Taxa de alimentação de resíduos 0,5 t/h a 5 t/h
Poder calorífico dos resíduos 11700 kJ/kg a 50100 kJ/kg (2800 kcal/kg a 12000 kcal/kg)
Taxa de substituição energética 0,8% a 49%
Transporte de res: estimado em 26 caminhões por dia; capacidade do caminhão: 25 t
Tipos de carga: a granel, em big-bags, em tambores
Principais resíduos, origem e taxas de geração
* refino de petróleo: borra de landfarm (500 t/mês), borra de tanque (300 t/mês)
* fabricação de alumínio: resíduos das cubas (160 t/mês), carvão de criolita (350 t/mês), alumina fluoretada (170 t/mês), alumina fora de especificação (500 t/mês), cake de neutralização dos lavadores de gases (140 t/mês)
* rerrefino de óleos lubrificantes usados: borra ácida (210 t/mês);
* indústria siderúrgica: lodo de ETE (1500 t/mês), óleo usado (150 t/mês), lamas oleosas (250 t/mês), óleo usado (150 t/mês)
* fundições: areia verde para moldagem (360 t/mês), areia shell para moldagem (300 t/mês), escória (400 t/mês)
* indústria química: tar (1300 t/mês), resíduo de MBT (200 t/mês)
Fonte: Santi (2003)
II ENCONTRO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM
AMBIENTE E SOCIEDADE – ANPPAS
Campinas
http://www.fem.unicamp.br/~seva/anppas04_SantiSeva_cimento_RMBH.pdf
(continua)
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Leia mais sobre este importante tema: Link http://ning.it/q4ESTJ
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(continua)
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Legislações específicas e Convenções Internacionais - Cimento e Petróleo - Desmatamento e Sustentabilidade - Resíduos Tóxicos e Legislação |
Cimento e Petróleo - Desmatamento e Sustentabilidade - Resíduos Tóxicos e Legislação
02.setembro.2011LINK: http://ning.it/q4ESTJ
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Marise Jalowitzki Compromisso Consciente |
compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil
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