segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

PRODUTOS QUIMICOS EM NOSSO COTIDIANO CAUSAM ALTERAÇÕES NEUROLÓGICAS, ESPECIALMENTE EM CRIANÇAS


Philippe Grandjean


Produtos químicos estão nos alimentos industrializados e em todos os que usam pesticidas (agrotóxicos)

Procurem alimentos orgânicos. Pesquisem as fontes.




Por Marise Jalowitzki
19.janeiro.2015
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/01/produtos-quimicos-em-nosso-cotidiano.html

Conheça e saiba como driblar os efeitos em seu cotidiano:

Bisfenol A ou BPA


O BPA é uma substância presente principalmente em embalagens de plástico feito de policarbonato. Também na produção da resina epóxi, que também está no revestimento interno de latas de alumínio, como as de refrigerante, por exemplo. Uma vez no organismo, o BPA imita a ação do estrogênio, um hormônio sexual feminino, interferindo diretamente no funcionamento de algumas glândulas endócrinas, podendo também aumentar ou diminuir a ação de vários hormônios. O bisfenol A vem sendo associado a alguns tipos de câncer, como o de mama, além de problemas de reprodução, obesidade, puberdade precoce e doenças cardíacas.

Em 2011, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu proibir, no Brasil, a venda de mamadeiras de plástico que tenham a substância. O BPA pode enganar o corpo e fazê-lo pensar que é hormônio estrogênio real. Na literatura média, tem sido associado a diversos tipos de câncer e problemas reprodutivos, além de obesidade, puberdade precoce e doenças cardíacas.


Como evitar: Preferir alimentos frescos a enlatados; evitar embalagens de plástico para alimentos e bebidas que tenham o símbolo ‘PC’, que significa policarbonato, ou cujo símbolo de reciclagem leve os números 3 ou 7, que indicam a presença do BPA.


Dioxina






A dioxina entra naturalmente no organismo dos animais pela alimentação (ração) ou pelo ambiente e se acumula na gordura.  É formada a partir da combustão que acontece com uma série de processos industriais. A dioxina está presente em muitos produtos alimentares. No corpo humano, ela afeta a sinalização dos hormônios sexuais tanto nos homens quanto nas mulheres. Uma pesquisa recente mostrou que o contato dessa substância ainda no útero materno e durante os primeiros anos de vida de um homem pode afetar de forma permanente tanto a qualidade quanto a concentração de espermatozoides no sêmen.



Como evitar: Reduzir o consumo de alimentos que são mais propícios a serem contaminados pela dioxina nas indústrias. São eles peixes, carnes vermelhas, leite, ovos e manteiga. Ou seja, comer menos produtos de origem animal (carne, bacon, salsichas, presunto, etc.)


Bifenilos policlorados – PCBs


Esta família de produtos químicos tem sido rotineiramente associada à função cognitiva reduzida na infância. Muitas vezes, estão presentes em alimentos, principalmente peixes, carnes e lácteos contaminados, e podem ser repassadas ao bebê pelo leite materno. Essas substâncias também são encontradas em aparelhos elétricos velhos, onde agem como isolantes térmicos.


Como evitar: Reduzir o consumo de alimentos que são mais propícios a serem contaminados por estas substâncias. São eles peixes, carnes vermelhas, leite e seus derivados. Ou seja, comer menos produtos de origem animal (carne, bacon, salsichas, presunto, etc.)

Clorpirifós e DDT (pesticidas)

Estes inseticidas estão ligados a anormalidades no desenvolvimento neurológico em crianças. Eles são proibidos em muitas partes do mundo, mas ainda utilizados em muitos países de baixa renda. Estudos recentes também o relacionam à doença de Alzheimer. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em 2004, a industrialização, produção, distribuição, comercialização e entrega de inseticidas de uso doméstico e em ambientes coletivos à base do princípio ativo clorpirifós. O DDT foi banido nos EUA na década de 70, mas ainda é usado em alguns países. No Brasil, o uso do DDT foi proibido em 2009, mas ainda há registros de uso, por entrada clandestina em fronteiras.


Éster fosfato

A substância é frequentemente usada na produção de agrotóxicos. Ela já foi associada a danos no desenvolvimento cerebral, no comportamento e na fertilidade. Além disso, pode afetar negativamente a forma como a testosterona se comunica com as células do corpo.

Como evitar: Comprar mais produtos orgânicos. Realizar um teste para saber o grau de iodo no corpo e, caso tenha insufciência, equilibrar. O iodo diminui os danos causados pelos agrotóxicos em nosso organismo.

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Conheça:

AGROTÓXICOS - Lavar os alimentos resolve?



(se você quiser saber mais sobre Iodo, aprender a fazer um teste seguro se precisa ou não, visite:
 http://www.docelimao.com.br/site/desintoxicante/simplesmente-saude/1852-iodo-um-nutriente-essencial.html )

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Fluoreto

Ele está presente em cremes dentais e anti-sépticos bucais para prevenir cáries, mas também é adicionado em inseticidas e venenos para ratos. Um dos usos que ganhou fama nos anos 1960 foi o de adicionar a substância em água, sob a crença de que a prática fortaleceria a saúde bucal. Mais de 27 estudos com crianças expostas a níveis elevados de fluor na água potável, sugerem um decréscimo médio de QI de cerca de sete pontos.
Como evitar: Sempre que possível, procure ingerir água pura. Faça a sua própria pasta de dentes. Consuma alimentos adstringentes, como melancia, pepino e maçã.


Ftalatos

Todo os dias, milhões de células no nosso corpo morrem, e isso é perfeitamente saudável. Estudos têm mostrado, no entanto, que químicos chamados ftalatos também podem desencadear a “sinalização da morte” em células testiculares, fazendo-as morrer mais cedo do que deveriam.
Comumente usados para dar mais flexibilidade aos plásticos, os ftalatos podem ser encontrados por todos os lados – na cortina do box do chuveiro, em cabos elétricos, na cobertura do chassi do carro e nos plásticos das portas. Outros estudos ligam os ftalatos a alterações hormonais, defeitos congênitos no sistema reprodutor masculino, obesidade, diabetes e irregularidades da tireoide.


Como evitar: Diminuir o contato com recipientes plásticos, brinquedos e produtos de higiene pessoal que contenham ftalatos e com objetos de plástico feitos de PVC, cujos rótulos levam o número 3 no símbolo da reciclagem

Arsênio ou arsênico

O arsênio é largamente empregado em processos de fundição de metais e na conservação de madeira e couro. Em seu estado elementar, é um material cinza sólido, frequentemente encontrado no meio ambiente combinado com outros elementos. Seus compostos geralmente formam um pó branco ou incolor que não tem cheiro ou sabor, o que dificulta identificação do tóxico em alimentos, na água ou na atmosfera.
Exposições pré-natal e pós-natal ao arsênico em água potável contaminada estão associados com déficits cognitivos em crianças com idade escolar e risco elevado de doença neurológica durante a vida adulta.


Como evitar: Usar filtros de água que consigam diminuir a concentração de arsênio.Os velhos filtros de cerâmica, recebendo limpeza regular, ainda são altamente confiáveis. 

Estudo Sugere que Água Engarrafada Contém Mais de 24 mil Substâncias Químicas

Tolueno ou metil benzeno

Esta substância caracteriza o que ficou popularmente conhecido no Brasil como cola de sapateiro, apesar de estar presente em outros tipos de colas, como as utilizadas na marcenaria. Ela também é usada como solvente, em pinturas, revestimentos, borrachas e resinas.

Como evitar: Procure usar tinta à base d'água ou tinta de terra e corantes vegetais. 

Manganês

Um estudo feito em Quebéc, no Canadá, expôs uma relação forte entre a concentração de manganês nos cabelos das crianças e hiperatividade. Pequenos em idade escolar que viviam próximo a áreas de mineração e processamento do minério demonstraram diminuição da função intelectual, deficiência em habilidades motoras e redução da função olfativa.
Presente na água potável em Bangladesh, por exemplo, este produto químico, usado para fabricação de aço, tem sido associado a baixo desempenho em matemática, função intelectual diminuída e déficit de atenção.


Compostos perfluorados (PFCs)

utensílios antiaderentes (teflon), forros de sofá, etc.

Testes feitos nos Estados Unidos já mostraram que 99% dos americanos apresentam o composto no organismo. A exposição à substância é associada a uma pior qualidade do espermatozoide, baixo peso do bebê ao nascer, doenças renais e da tireoide, além de hipertensão.

Como evitar? Não usar panelas antiaderentes; evitar tecidos impermeáveis ou resistentes a manchas.

Atrazina



A atrazina é um herbicida frequentemente utilizado em culturas de milho nos países do continente americano capaz de contaminar água potável. Pesquisadores descobriram que seu efeito hormonal é tão perigoso que pode até fazer com que sapos machos passem a ovular. A substância vem sendo associada a um maior risco de tumores na mama, puberdade tardia e inflamação na próstata entre animais, mas também há evidências de que ela possa estar ligada a câncer de próstata em seres humanos.

Como evitar: Consumir mais alimentos orgânicos; comprar um filtro de água certificando-se de que ele remove a atrazina.


Chumbo



As principais formas de contaminação pelo chumbo se dão pela ingestão de alimentos ou água contaminados e por inalação de partículas de poeira da substância. Segundo o estudo, não existem níveis seguros de exposição a essa substância. O contato diminui a capacidade do corpo em lidar com problemas como hipertensão, depressão e ansiedade.


Como evitar: Manter a casa limpa e conservada; não deixar tinta descascada nas paredes por muito tempo; ter um bom filtro de água; e manter uma boa alimentação, já que estudos demonstraram que crianças que seguem uma dieta saudável absorvem menos chumbo.

 


Mercúrio





A exposição ao metilmercúrio, que afeta o desenvolvimento neurológico do feto, muitas vezes vem de ingestão de peixe que contém altos níveis de mercúrio. Além disso, é capaz de afetar a ação de um hormônio que regula o ciclo menstrual e a ovulação; também pode provocar diabetes.

O ethylmercúrio ainda é utilizado como conservante em vacinas em vários países, incluindo o Brasil.

Essa substância, em contato com mulheres grávidas, pode prejudicar o cérebro do feto. Além disso, é capaz de afetar a ação de um hormônio que regula o ciclo menstrual e a ovulação, além de danificar as células produzidas pelo pâncreas, o que pode levar ao diabetes.

Como evitar: o que está em nossas mãos - diminuir o consumo de frutos do mar.



Éteres de difenila polibromados (PBDEs)



O grupo de compostos conhecidos como polibromados éteres difenil (PBDE) são amplamente utilizados como retardadores de chama, para proteger móveis, tapetes e roupas e podem ser neurotóxicos.Evite usar estes produtos!


Como evitar: É praticamente impossível evitar sozinho o contato com a substância – para isso, é preciso que leis ambientais sejam mais rígidas na hora de autorizar que certos produtos sejam vendidos. Algumas medidas, porém, podem ajudar. Usar filtros HEPA para aspiradores de pó, por exemplo, pode diminuir a poeira doméstica tóxica. Além disso, ao comprar um novo tapete, o ideal é optar por um cujo revestimento de baixo não contenha PBDE.

Tetracloroetileno ou percloroetileno

O tetracloroetileno é um líquido incolor e volátil à temperatura ambiente. É usado como desengraxante de peças metálicas, em lavagens a seco, na indústria têxtil, e produtos de limpeza e de borracha laminada.


Como evitar: Para sua limpeza doméstica, use produtos mais neutros, como sabão de glicerina, álcool, vinagre, etc.



Perclorato



A substância é usada na fabricação de combustível para foguetes, mas também pode ser aplicada em fertilizantes e herbicidas, sendo capaz de contaminar a produção de alimentos e o leite. Ao entrar em contato com o corpo humano, o perclorato compete com o iodo, nutriente necessário para que a glândula da tireoide produza hormônios. Ou seja, a exposição a grandes quantidades do composto pode alterar o equilíbrio hormonal do organismo e, consequentemente, afetar a regulação do metabolismo entre adultos e também o desenvolvimento cerebral e dos órgãos de crianças.

Como evitar: Prevenir o consumo de água que contenha perclorato é possível com o uso de filtros de osmose reversa; como é praticamente impossível evitar o contato com perclorato por meio da alimentação, o ideal é que sejam consumidas quantidades recomendadas de iodoComo evitar: Prevenir o consumo de água que contenha perclorato é possível com o uso de filtros de osmose reversa; como é praticamente impossível evitar o contato com perclorato por meio da alimentação, o ideal é que sejam consumidas quantidades recomendadas de iodo.


Éter de glicol


Esse produto químico é comumente usado como solvente de tintas, produtos de limpeza e cosméticos. A União Europeia já classificou a substância como um possível fator de prejuízo à fertilidade das pessoas ou ao feto, além de um fator risco para alergias e asmas em crianças.
Como evitar: Evitar produtos que tenham na fórmula ingredientes como o 2-Butoxietano


Conheça as denúncias e os alertas dos especialistas.
Clique:

Venenos do Cotidiano e TDAH - Perturbações neurológicas infantis causadas por roupas, móveis, alimentos e brinquedos que contêm substâncias químicas danosas




TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, autismo, síndrome de Asperger, dislexia, paralisia cerebral - A "epidemia silenciosa" de toxinas químicas ferem nossos filhos





Fontes:
www.pnuma.org.br
theglobeandmail.com/life/health-and-fitness
nydailynews.com/life-style/
g1.globo.com
veja.abril.com.br/noticia/ciencia/
Environmental Working Group (EWG)



Fontes com os links:
- http://www.pnuma.org.br/admin/publicacoes/texto/Inventario_Dioxinas_Furanos_web_-_ISBN978-85-7738-180-7.pdf
- http://www.theglobeandmail.com/life/health-and-fitness/health/the-silent-epidemic-of-chemical-toxins-hurting-our-children/article16893932/
- http://www.nydailynews.com/life-style/health/toxins-beauty-products-plastics-meats-harm-child-health-mt-sinai-experts-claim-article-1.987325
- http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL916532-5602,00-CARNE+BOVINA+TAMBEM+ESTA+CONTAMINADA+COM+DIOXINA+DIZ+GOVERNO+DA+IRLANDA.html
http://www.noticiasnaturais.com/2014/02/12-substancias-ocultas-que-envenenam-o-cerebro-das-criancas/#ixzz3PEa95OLK
- http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/o-futuro-e-de-velhos-gordos-e-inferteis - Os desreguladores endócrinos mais perigosos à saúde
- Lista elaborada pela organização americana Environmental Working Group (EWG) 



Resumo de emissões de dioxinas e furanos no Brasil (2013)
O inventário mostrou um potencial de liberação
de 2.235 g TEQ de dioxinas e furanos no Brasil.
A maior participação foi do meio ar, com 42,3%
do total liberado em 2008. Em seguida está a liberação
nos resíduos, com 24,4%, e em terceiro
lugar a liberação no produto, com 18,7%. Estas
WUrVFDWHJRULDV UHVSRQGHPSRU GR WRWDO
liberado. A maior participação por categoria de
fontes é da Categoria 2 – Metais ferrosos e não-
-ferrosos, com 38,2%, seguida pela Categoria 3
– Queima a céu aberto, com 22,8% e em terceiro
lugar a Categoria 7 – Produtos químicos e
bens de consumo, com participação de 17,5%.
A Região Sudeste se mostrou como a de maior
liberação, com 58,8% de participação, seguida
da Região Sul, com 12,4%. A menor participa-
ção coube à Região Norte com 8,4%. O Estado
de São Paulo é a UF com maior participação,
atingindo 28,9% do total de emissões, vindo a
seguir o Estado de Minas Gerais, com 12,9%. O
Estado do Rio de Janeiro contribui com 10,1%.
(VVHVWUrV(VWDGRVMXQWRVVmRUHVSRQViYHLVSRU
51,9% das liberações. Incluindo-se Espírito Santo
com 6,8% e Pará com 6,1%, esses cinco primeiros
colocados respondem por 65% das liberações.
Os dez primeiros colocados (SP, MG,
RJ, ES, PA, PR, RS, MT, BA e GO) respondem por
86% das emissões.



 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

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