quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Indústria Farmacêutica - A quem eu devo agradar - aos Acionistas!, diz CEO

Foto de Araquém Alcântara




Marise Jalowitzki

Esta foto de Araquém Alcântara é um verdadeiro contraste com o conteúdo deste post. Ela mostra a prática de um médico cubanos acompanhando uma paciente no sertão brasileiro, no Programa Mais Médicos (atualmente extinto).

Mas tem de estar aí, no topo, para lembrar que a verdadeira medicina é aquela que acompanha o paciente, que procura entender a funcionalidade do organismo em observação, e que medica levando em consideração a saúde, a preservação dela e a sua manutenção [ou a recuperação].

BEM DIFERENTE do que pensam os donos da maioria dos laboratórios farmacêuticos que proliferam de forma inusitada em todos os recantos de nosso mundão caótico. Há, nos grandes centros, 15 farmácias para cada padaria! O que representa isto? A ação desenfreada de uma indústria que quer, a todo custo, e sempre, aumentar seus processos de comercialização.

E o que esperar dos objetivos de uma indústria? Há anos venho comentando sobre o que mobiliza os passos, projetos e ações dos empresários: o lucro!

Neste mundo onde o valor do dinheiro ultrapassa os valores morais, éticos, de solidariedade, ultrapassa o dever de pensar nas consequências dos projetos e produtos lançados no mercado, apenas o lucro interessa. Lucro fácil, o maior possível, não importa a que preço.

E isto não é de hoje, não! A espécie humana é desprezível neste aspecto. Desde os tempos antigos, para marcar presença, reis e monarcas, faraós e todas as desinências do poder instituído, usaram do sofrimento e do desgaste dos subordinados, dos vassalos, dos escravos, para construir monumentos em homenagem aos seus egos. 

Não satisfeitos, muitos deles mandaram destruir as edificações dos monarcas anteriores, muitas vezes sem deixar vestígio.

Poder atual, superando o poder passado.

Tudo igual.

Nas empresas também acontece assim. Uma "boa gestão", nos moldes preconizados atualmente, "não pode parar", não pode estagnar, tem de crescer s-e-m-p-r-e, não basta ter superavit. Chegam os experts e dizem: tem de crescer mais a cada ano. 

E o que dizer das famílias que dominam, literalmente, a economia no mundo? Os clãs empresariais estão empenhados em abocanhar sempre e sempre, mais e mais, as empresas pequenas e incorporá-las aos seus mega grupos. Nem um guaraná de uma pequena empresa de nossa área metropolitana aqui de Porto Alegre-RS fica de fora. Já é de multinacional, agora.

Pensavas, por acaso que, por ser a indústria farmacêutica teoricamente voltada para a saúde do cidadão, que, com ela [indústria farmacêutica] seria diferente? Pois não é. E só não vê quem não quer! Medicamentos de concorrentes, que até então eram tidos como referência, de uma hora pra outra passam a ser demonizados, até ser substituídos por um "melhor" e, claro, bem mais caro. Que, muitas vezes, É O MESMO, apenas recebe nome diferente!

Raras são as farmácias que ainda possuem estoque de algumas referências de minha infância e, mais raro ainda, quem recomenda. Que dirá, fazer publicidade.

Então, por que o espanto?


J. Michael Pearson, cidadão inescrupuloso


J. Michael Pearson (60) é um executivo canadense de uma empresa farmacêutica americana. Ele é o ex-presidente e ex-CEO da Valeant Pharmaceuticals International, até ser demitido em abril de 2016, após um relatório publicado pela Citron Research. Sua prática consistia em adquirir medicamentos no mercado e patenteá-los novamente, aumentando o seu preço de maneira ultra abusiva, e, assim, aumentar rapidamente o preço das ações. 

Ele enfureceu a mídia em 2016 depois de dizer em uma entrevista à MSNBC que "a responsabilidade da empresa é com seus acionistas, não com os clientes que dependem de seus medicamentos para viver".

“Minha principal responsabilidade é com os acionistas da Valeant. Nós podemos fazer o que quisermos. Continuaremos a fazer aquisições, continuaremos avançando”, afirmou Pearson.

Ele acrescentou: "Se os produtos estiverem com preços incorretos e houver uma oportunidade, agiremos adequadamente em termos de fazer o que presumo que nossos acionistas gostariam que fizéssemos".

"A Valeant aumentou em média 66% o preço de 56 medicamentos em seu portfólio, destacado por sua recente aquisição, a Zegerid, que eles prontamente aumentaram 550%. 

Isso não apenas tem o infeliz efeito colateral de colocar o preço dos medicamentos que salvam vidas fora do alcance de pessoas seguradas, mas também começou a pôr em questão a sustentabilidade desse modelo de negócios em rápida expansão.

A Valeant adquiriu mais de 100 medicamentos e viu o preço de suas ações subir mais de 1.000% desde que Pearson foi nomeada CEO em 2008. Pearson começou a trabalhar na Valeant Pharmaceuticals como consultor externo em 2007, assumindo o cargo de CEO no próximo ano."

O Comitê da Câmara para Supervisão e Reforma do Governo emitiu intimação para obter informações sobre os aumentos de preços efetuados por Pearson. Ele  compareceu no Comitê Especial de Envelhecimento do Senado dos Estados Unidos para responder às preocupações sobre as repercussões para os pacientes e o sistema de saúde enfrentado pelo modelo de negócios da Valeant. 

Depois disso, Person foi deposto e, atualmente, está processando a Valeant Pharmaceuticals, reiterando US $ 32 milhões, como compensação por sua suposta rescisão indevida como CEO e presidente.

(...)
Pearson foi o CEO mais bem pago no Canadá em 2015, recebendo US $ 182,9 milhões."


Este senhor foi circunstancialmente travado em abril de 2016, mas esta é uma prática que permeia muitos executivos no planeta inteiro. Ganhos para uns poucos, ainda que em detrimento do descaso, abandono e sofrimento de bilhões. E quantos desistem no meio do caminho e acabam quitando sua vida, levados pelo desespero? 

Pessoalmente, não acredito que esta situação, de um modo geral, irá significamente mudar. A ganância já domina há tantos que enxergam na sede de acumular riquezas a sua própria razão de viver. 

Há um tempo conheci a política dos medicamentos de alto custo e dos esforços dos governos de vários países em obter parcerias para a distribuição à população que necessita da medicação para viver. Os valores são absurdos! Há medicamentos que custam (uma unidade) mais de um milhão de reais! Vários outros, 80mil reais, 40 mil reais! Qualquer acordo bilateral que é feito com um laboratório farmacêutico destes, só tem uma porta de entrada. 


Frear todo este filão bilionário que representa as movimentações da indústria farmacêutica tradicional (alopatia) está cada vez mais difícil.

Ao cidadão, resta a prevenção em termos da manutenção da qualidade de sua saúde. Depois que está ferrado, depois que está com um quadro difícil de tratar, só Deus mesmo pra decidir se vai ou não se safar. Se vai ou não conseguir receber a medicação necessária, e em quantidade certa para seu tratamento. 

O que precisa mudar é a consciência de cada indivíduo, que deve procurar na sua alimentação, o mais integral e livre de toxinas possível, sono de qualidade e mais exercícios e vida livre e harmônica, sem tanto estresse, tanto "eu tenho de conseguir". 


E, sempre que possível, tratar de seus problemas de saúde com as outras medicinas, que medicam com homeopáticos e fitoterápicos. 



N.B.:
O texto entre aspas (" ") são transcrição do link https://politicaldig.com/big-pharma-ceo-says-profits-over-people/?fbclid=IwAR26MGFK2h2agiLd2_SLT1j2diwOh2IS7ub9EyRfrdilFnaKzZ-nbGufuKk em tradução livre por Marise Jalowitzki

Outras informações sobre Pearson: https://en.wikipedia.org/wiki/J._Michael_Pearson

Link deste post: https://compromissoconsciente.blogspot.com/2019/10/industria-farmaceutica-quem-eu-devo.html










quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Dublin é declarada capital mundial do veganismo em 2019






Adorei!
Que proliferem! 
Viva!
Que os millenials e a Geração Z possam também tocar o coração dos 'mais velhos'!
Além de ser tão SAUDÁVEIS, NUTRITIVOS E SABOROSOS, alimentar-se sem sofrimento animal é tudo de bom!
Aqui já usamos esta opção alimentar há quase 4 décadas!
Adorei os paezinhos coloridos!

Pela saúde dos humanos, pela manutenção do direito à vida digna dos animais!

Chega de tanto sofrimento!
Go Vegan!


Transcrito de LyfeStyle

"Uma pesquisa feita pela Hayes e Jarvis, empresa de marketing de mercado, revela que Dublin é a capital com o maior número de restaurantes veganos em 2019. Com base em dados do site TripAdvisor, a cidade tem a maior presença de estabelecimentos culinários com esse perfil das 50 cidades mais visitadas do mundo.


De acordo com o levantamento, 21,2% de seus restaurantes oferecem produtos à base de vegetais como opções no cardápio ou são completamente veganos.
Na Irlanda, o veganismo registrou um aumento considerável. A venda de leite de origem vegetal teve uma alta significativa no início do ano após a campanha inglesa que estimula as pessoas a praticarem uma alimentação sem origem animal por 31 dias no mês de janeiro, a chamada "Veganuary".
O fundador da startup irlandesa FIID, Shane Ryan, afirma que não está surpreso com os dados da pesquisa. "Dublin é uma cidade jovem, com 120 mil estudantes universitários e conta com milhares de jovens de todo o mundo atraídos por empregos bem remunerados. Os dados mostram que a tendência por alimentos à base de vegetais é amplamente impulsionada pelos millennials e pela geração Z", disse em entrevista ao Vegconomist."


Por uma vida mais saudável, com foco, discernimento e aceitação
Conheça mais sobre os benefícios do veganismo
Sugestão de leitura: 


Aprenda 12 receitas de leite vegetal 











Laticínios não fazem parte de uma alimentação saudável afirma estudo da Universidade de Harvard http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2015/06/laticinios-nao-fazem-parte-de-uma.html





Faça você também um consumo consciente 
com maior qualidade de vida, respeito ao meio ambiente 
e as outras espécies que o dividem conosco.
Adquira o seu exemplar de Uma Escolha pela Vida.

Informações no link




segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Antidepressivos na terceira idade

Para aqueles que vivem com a família e estão inseridos na comunidade, a prevalência de sintomas depressivos gira em torno de 15% da população idosa. Esse número pode dobrar quando nos deparamos com idosos institucionalizados, que estão em casas de repouso ou asilos



"Em 1980 a população brasileira com 60 anos ou mais de idade era de 7.197.964 pessoas, em 2010 este número saltou para quase 20 milhões. E a previsão é de que em 2050 a população com 60 anos ou mais seja de mais 60 milhões de brasileiros. A pirâmide está se invertendo, característica de países desenvolvidos, por isso é importante pensarmos em como queremos envelhecer e nos males que mais acometem os idosos. 

A depressão é uma das doenças mentais que mais atinge os idosos. A prevalência da doença e como ela se manifesta pode variar de acordo com a situação vivida pelo idoso. “Para aqueles que vivem com a família e estão inseridos na comunidade, a prevalência de sintomas depressivos gira em torno de 15% da população idosa. Esse número pode dobrar quando nos deparamos com idosos institucionalizados, que estão em casas de repouso ou asilos. Em pacientes hospitalizados por problemas de saúde, a prevalência chega a quase 50%”, explica Fabio Armentano, coordenador da equipe de psicogeriatria do AME Psiquiatria Dra. Jandira Masur." (SPDM)

os casos de depressão não registraram uma redução, mesmo na presença de um aumento de receitas de antidepressivos

"Em 20 anos, o número de pessoas com idade acima de 65 anos que passaram a consumir antidepressivos duplicou. Estes são os resultados de um estudo publicado na Revista Britânica de Psiquiatria. 
Os pesquisadores da Universidade de East Anglia, em Norwich, Inglaterra, entrevistaram mais de 15 mil pessoas que responderam a questões gerais sobre a sua saúde mental, atividades diárias, e medicamentos que tomavam.  
Analisadas as entrevistas, os responsáveis pelo estudo identificaram um grupo de pessoas que apresentava sintomas de depressão - entre 2008 e 2011, mais de 10% dos inquiridos com idades acima dos 65 anos receberam uma prescrição para a tomada de antidepressivos. Segundo a imprensa britânica, no início de 1990 a percentagem era de 4,2%.
Para Carol Brayne, responsável pelo estudo e diretora do Instituto de Saúde Pública de Cambridge, não é certo se o aumento dos tratamentos reflete um sobrediagnóstico ou uma melhor capacidade de identificação da doença. Ainda assim, considera que esta pesquisa indica que os casos de depressão não registraram uma redução, mesmo na presença de um aumento de receitas de antidepressivos." (LifeStyle)
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