quinta-feira, 20 de junho de 2019

Marfim não é só pra obra de arte. O maior uso é como afrodisíaco! Quem vai parar esta onda?

Brasil produz marfim vegetal, tão lindo quanto!



Por Marise Jalowitzki
21.junho.2019
https://compromissoconsciente.blogspot.com/2019/06/marfim-nao-e-so-pra-obra-de-arte-o.html


Em 2017 a China anunciou que estava proibido o uso de marfim proveniente dos chifres dos elefantes, o que implicava na ilegalidade do comércio, importação e exportação (1). Isto aconteceu um ano após a ONU promulgar uma Resolução, pedindo ao seus países-membro que parassem de comercializar o marfim, para preservar a vida dos elefantes (2). Em 2018 veio a notícia oficial, após manifestação expressa de mais de um milhão de pessoas em todo o mundo. (3)

Mesmo tendo acontecido esta proibição, e a adesão da China, será que, em algum ponto, ela efetivamente preserva a vida dos elefantes e rinocerontes? A resposta é: não! Ainda que o comércio do marfim seja considerado uma atividade criminosa, existe a venda ilegal, clandestina.

Tomando novamente a China como referência, sabe-se que mais de 90% de todo o marfim que é enviado para lá advém de contrabando.

"Para Tom Milliken, especialista em marfim do grupo de monitoramento de animais selvagens 'toda a proteção do mundo (ou seja, leis de proibição de venda de marfim) não compensará a fraca aplicação da lei, a corrupção desenfreada e a gestão ineficaz', fazendo-se compreender que a mera existência das leis que proíbem a comercialização de marfim não será o suficiente para conter as atividades ilegais. Isso apenas faria com que o que atualmente é contabilizado como 90% de marfim ilegal passe para o patamar de 100% de ilegalidade." (1)

Quem vai conter esta atividade? Só a conscientização das pessoas (em nível individual) e uma oferta maciça de produtos que ofereçam resultados similares aos preconizados.

MARFIM É USADO ESPECIALMENTE COMO AFRODISÍACO, E TAMBÉM PARA OBRAS DE ARTE

Sabemos que o marfim dos chifres de elefantes é usado como afrodisíaco (assim como dos chifres do rinoceronte). E, também, como peças de arte (esculturas, jarros, etc.).

"Em alguns países asiáticos, especialmente na China e no Vietnã, o pó do chifre de rinocerontes e das presas de elefantes - considerado afrodisíaco - o quilograma chega a ser comercializado no mercado ilegal por preços superiores a US$ 250 mil, cerca de 1 milhão de reais (valores expressos em 2016). Uma recompensa dessa magnitude motiva uma caçada desenfreada por esses animais gigantes. Estima-se que em menos de 20 anos existam apenas alguns espécimes 'conservados' em zoológicos e cativeiros. " (4)


Marfim vegetal - Obras de arte perfeitas

 


Fosse apenas para esculturas, jarros, etc., teríamos um substituto maravilhosamente à altura, que é o Marfim Vegetal. A Jarina, planta da floresta amazônica. Uma plantação responsável, sustentável é um caminho! 

O problema é convencer os humanos viciados em afrodisíacos, que uma alimentação saudável, atividade física e sono de qualidade fornecem todo o vigor que nosso organismo necessita!








Já publiquei em 2014 e transcrevo aqui:






Ler na íntegra:
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/02/marfim-vegetal-tao-perfeito-que-ate.html


Mais uma vez, a Floresta Amazônica e o seu santuário tão violentado abriga o tesouro que a Mãe Natureza legou para o benefício de todos!



O tráfico de marfim é um dos grandes desafios.
O animal é cruelmente morto, deixado agonizando
após ter os chifres cortados.

Rinocerontes também tem o mesmo azar
e campanhas mundiais tentam reprimir mais
esta crueldade 

CONTRA O TRÁFICO DO MARFIM ANIMAL!!! CONTRA A MORTE DE ANIMAIS!

Serviram de fonte:








Mais sobre o tema, neste blog:


Chifres em humanos são queratina compactada e tumor retirado sem afetar o crânio


Príncipe William - destruição de marfim no palácio




Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente

Escritora, Educadora, Blogueira,
Ambientalista de coração,Coordenadora de Grupos, 
Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela FGV,
International Speaker pelo IFTDO-VA-USA
compromissoconsciente@gmail.com.br 




Dez Dias no Hospício - Nellie Bly, a precursora do jornalismo investigativo e o retrato de uma dura realidade

Há pessoas que vêm ao mundo para melhorar as condições de muitas outras. Nellie Bly foi uma delas.
(Querendo, assista o filme - link ao final desta página)


Por Marise Jalowitzki
20.junho.2019
https://compromissoconsciente.blogspot.com/2019/06/dez-dias-no-hospicio-nellie-bly.html

Elizabeth Cochran Seaman mais conhecida pelo pseudônimo Nellie Bly, foi uma jornalista estadunidense. Primeira jornalista pioneira nas reportagens investigativas, fingindo insanidades para estudar uma instituição para tratamento de doentes mentais por dentro. Nascida em 5 de maio de 1864 - Nova Iorque, morreu aos 57 anos,  em 27 de janeiro de 1922, vítima de pneumonia. Foi também escritora, inventora, administradora e voluntária em obras de caridade.

Irmã de outros 14 irmãos, Elizabeth perdeu o pai cedo, tendo de ajudar a mãe, o que não a impediu de se tornar jornalista, o que era bastante raro em sua época.

Inicialmente decidiu que seria professora, mas logo teve de abandonar os estudos por falta de dinheiro. 
Em 1885, ao ler uma matéria no jornal "The Pittsburgh Dispatch", que alegava que as mulheres eram boas apenas para cozinhar e cuidar dos filhos, ela, irritada, escreveu uma resposta tão categórica e pontual ao jornal que impressionou tanto o editor, rendendo-lhe trabalho como repórter em tempo integral.
Pela primeira vez na história do jornalismo surgia o jornalismo investigativo, as reportagens que ela fazia eram fruto de uma vivência experienciada na prática. Ela costumava se disfarçar para entrar em locais como fábricas, refúgios e lojas para obter informações concretas das reais condições a que eram submetidas as mulheres.

Uma das revelações que lhe rendeu mais notoriedade foi a partir da sua participação como se fosse uma pessoa com doença mental e adentrar na realidade do hospital psiquiátrico New York City Lunatic Asylum, localizado às margens do East River, entre o Queens e Manhattan, e que, há vários anos, era objeto de boatos sinistros de como as pacientes eram tratadas.

Há 132 anos (1887)

A experiência de Nellie durou ‘apenas’ 10 dias no manicômio, mas foram dolorosamente marcantes, conforme retratado no filme citado a seguir. Quando passados os 10 dias, Nellie foi 'resgatada'. 

Caso isto não tivesse acontecido, ela provavelmente teria permanecido lá para sempre, como as demais, já que o médico que a tratava insistia que ela era louca, apesar de seu comportamento normal.
Sua impressionante e triste vivência tornou-se uma matéria que resultou em investigações, ajuda financeira e muito mais vigilância às casas para doentes mentais. Mais tarde, esta matéria foi transformada em livro "Dez Dias No Hospício".
Atualmente, ainda vivenciamos irregularidades em algumas instituições psiquiátricas, mas é inegável que a ajuda advinda de trabalhos como o de Nellie Bly auxiliam em muito a tornar públicas irregularidades e procurar obter sempre melhores condições aos pacientes psiquiátricos.

Para quem quiser, aí está o filme:

https://www.youtube.com/watch?v=7detrZ6TugE






 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 




terça-feira, 18 de junho de 2019

Incêndio na Boate Kiss - acusados vão a júri popular - Ainda bem!

Não, não há outra palavra que venha à tona: JUSTIÇA!
Aos pais e todos os familiares envolvidos, nosso abraço de apreço.

Estamos acompanhando!




Por Marise Jalowitzki
18.junho.2019

Demorou 6 anos pra sair a decisão de que o julgamento dos acusados pelo incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (2013) aconteça por júri popular. Ainda bem! 

Os ministros da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJdecidiram, nesta terça-feira (18.junho.19), que dois sócios da boate Kiss (os empresários Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr) e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira (Marcelo Santos e Luciano Bonilha) serão submetidos a julgamento com júri popular pela morte de 242 pessoas na casa noturna, tragédia ocorrida em janeiro de 2013, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Os quatro foram denunciados por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e emprego de meio cruel) por 242 vezes, e tentativa do mesmo crime - mais 636 vezes (número de sobreviventes identificados).

Por unanimidade, os juízes entenderam que o julgamento será sob acusação de homicídio doloso (quando se assume a intenção de matar), como era o pedido inicial.
Tragédia que abalou a todos, causou - além das 242 mortes - mais 680 feridos, muitos deles ainda hoje com acompanhamento médico. Muitos jovens que conseguiram sair a tempo do local (que contemplava apenas uma estreita porta de saída), voltaram para socorrer amigos, o que lhes causou igualmente o óbito, já que a inalação da fumaça tóxica (cianeto) foi demasiada para o organismo. 

Bombeiros ainda na manhã seguinte entravam munidos de máscaras protetivas. 

À época chegou a vir dos EUA um antídoto que anula o efeito tóxico do cianeto, mas para muitos não deu mais tempo, mesmo tendo lutados durante dias...

Não, não dá para esquecer. Nem o episódio, nem a covardia dos responsáveis que tentaram ludibriar a justiça por duas ocasiões, quando a defesa alegou que os jovens morreram por estar bêbados, o que teria dificultado sua saída a tempo do recinto. O juiz teve de proibir que tal argumento fosse apresentado novamente. Vergonhoso e cruel, machucando ainda mais os parentes que perderam seus entes queridos, e os sobreviventes que estavam lutando para manter-se  vivos.

Não, não há outra palavra que venha à tona: JUSTIÇA!
Aos pais e todos os familiares envolvidos, nosso abraço de apreço.

Estamos acompanhando!


Querendo, reveja:

Tragédia em Fogo - Santa Maria - Todos em Luto

Da balada para a morte - Incêndio na Boate Kiss







Por Marise Jalowitzki
27.janeiro.2013

http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2013/01/tragedia-em-fogo-santa-maria-todos-em.html










Boate Kiss torna-se ponto de honrar a memória dos que se foram









http://diariodesantamaria.clicrbs.com.br/rs/geral-policia/noticia/2016/06/ex-socios-da-kiss-terao-de-ressarcir-dinheiro-de-indenizacoes-ao-inss-5824444.html (Link de 02.junho.2016, publicado no Diário de Santa Maria:)


Comovente! Uma faixa com casais que foram 
separados pela tragédia 





Prefeito de Santa Maria se defende - 
"Essa acusação é uma aberração!"

Ventilação extracorpórea - ECMO 

Não ao esquecimento! Sim à responsabilidade!

Um mês da tragédia na Boate Kiss,
em Santa Maria - 


Marise Jalowitzki







Morte por rojão -
Pela proibição do uso de fogos de artifício 

Pela Proibição ao Uso de 
Fogos de Artifício






Sem plano de prevenção contra
incêndios 
Balões brancos - símbolo das caminhadas após incêndio na
(ex) boate kiss, tragédia em Santa Maria que matou 237 jovens


Jean Michel Jarre e sua harpa a laser
Diga Não aos Fogos de Artifício!








Festa dos Navegantes 2013,
 sem fogos de artifícios,
panfletos com papel reciclado.
Iniciativa de não usar fogos
adquire novo e forte significado.


Por Marise Jalowitzki

150 mil fiéis oraram pelos mortos na Tragédia de Santa Maria e pediram Justiça













Vigília - A concentração em frente à
boate kiss ocorreu mesmo depois
de a Igreja cancelar a vigília oficial
que deveria acontecer no local 

RS recebe doação dos EUA de kits
contendo antídoto que anula efeito tóxico
 no sangue das vítimas da tragédia em
Santa Maria

Antídoto combate cianeto que intoxicou os sobreviventes da tragédia

PAZ SEM VOZ, NÃO É PAZ, É MEDO!!! 35 mil pessoas participaram 
ontem da Caminhada por Justiça após tragédia em Santa Maria 




Tragedia em Santa Maria-  Cirurgias restauradoras
utilizam os estoques em Bancos de Pele 
Pele Humana para Queimados - Bancos de Pele existem. Fábricas também. 
O que resta: Aos parentes, só resta o pranto.
E a luta por Justiça.





Por Marise Jalowitzki
28.janeiro.2013
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2013/01/tragedia-em-santa-maria-gurizada.html















 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano.