quinta-feira, 29 de julho de 2010

ABAIXO A CULTURA!!! (???) SÉCULOS DE TOURADAS, CHEGA!!!

Os touros agradecem! Catalunha já não promove touradas!!! Veja ao final deste artigo a Vitória!
Peta
A organização britânica de Peta (People for the Ethical Treatment of Animals), entidade que luta pelo direito dos animais, comemorou nesta quarta-feira, 28, com euforia a proibição das touradas decretada pelo Parlamento da Catalunha. A medida entrará em vigor a partir de 2012.

ABAIXO A CULTURA!!! (???) SÉCULOS DE TOURADAS, CHEGA!!!

Por Marise Jalowitzki
julho 2010
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2010/07/abaixo-cultura-seculos-de-touradas.html


Pesos e medidas, a fórmula!
Chega de violência e sofrimento! Qual a escolha de um animal frente a um "esporte" instituído pelo homem?
Diga não às touradas!
Brigitte Bardot.
Outras barbaridades que precisam ser extintas.


Tudo, na vida, precisa ser analisado, verificado, de tempos em tempos verificado novamente e, daí, extrair o que é conveniente, o que está adequado à visão daquele tempo, nivelado com o grau de entendimento e consciência das pessoas.

500 anos de um esporte (???) que marcou uma nação, que etiquetou milhões de pessoas, que manchou (literalmente) de sangue o chão por onde pisaram aqueles que são considerados artistas e heróis. Falo das touradas, dos toureiros e dos touros. Falo dos povos que assistem a esse espetáculo que se baseia no sofrimento de um ser [dito] irracional, frente a um ser [dito] racional, onde, mais uma vez, o humano escolhe e o outro "parceiro" é escolhido, sem chance de recusa!

Creio que, se pensarmos nos gladiadores romanos, as arenas incendiadas de gritos enlouquecidos quando os leões devoravam com vontade seja os soldados "heróis", seja os escravos e prisioneiros de guerra nas arenas, podemos afirmar, sim, que há uma grande evolução, que hoje já não se matam pessoas em público como um ato de diversão, legalmente aceito. Entretanto, qual o caminho da raça humana, se não for o da evolução? Séculos e milênios nos separam daquele "esporte" primitivo, instintivo e cruel.

Séculos nos separam do advento das touradas. Não chega? Chega, chega, sim!

O corpo esguio do toureiro é um símbolo, suas roupas, o porte, a habilidade, a capa, as lendas, tudo lindo... no imaginário! Mas, o que ele faz, o produto de todo o seu treinamento e exibição, não!

Pessoas de todo o mundo, como pode o entretenimento estar associado à violência, à dor, à crueldade, à submissão? À morte? Os jogos mortais virtuais já são um devaneio macabro, os crimes "reais" continuam absorvendo a estupefação de muitos.

Será que podemos pensar mais além? Nos seres indefesos? Nos animais? Será?

No caso das touradas, todos sabemos que o touro é excitado para que fique mais enraivecido, mais furioso, mais desesperado, encurralado, sem saída, antes mesmo de entrar na arena. A alimentação a que é submetido também acirra os ímpetos.

E o que são aquelas lanças, espetadas uma a uma em suas costas, desesperando-o até a consumação?

E, após a sua morte impiedosa, a carne é repartida entre as "autoridades" que lá estão. A fama do toureiro cresce não só por quantos touros consegue submeter e matar, mas, também, por quanto tempo consegue perpetuar o terrível espetáculo.

Aos 08 anos de idade comecei a ouvir histórias de toureiros mortos durante as touradas "por um touro impiedoso", "por um touro cruel", "por um touro sem coração" e outros adjetivos. Aí, interessei-me em saber como era aquilo, pois alguém treinar para ser um profissional matador de touros, onde estava o touro?  Aprendi COMO aconteciam esses episódios. Desde lá os repudio, embora entenda que CULTURA é algo arraigado, é crença enraizada, demora para se desvincular do cotidiano de quem a pratica. Mas já deu o que tinha p'ra dar!

IUUPPIII!!! BEM VINDA A LEI DA CATALUÑA, que entrará em vigor [apenas] em 2012 e que proíbe a prática das touradas. Esse movimento de conscientização já vem sendo divulgado há muito tempo e conta com a adesão de muitos órgãos internacionais. Torço, sincera e tenazmente, para que nada aconteça em oposição a essa lei e que ela possa, realmente, reinar, real, para todo o sempre. E que se alastre! (E que o mundo não acabe em 2012!!!...rsrs)


Quando Brigitte Bardot iniciou seu movimento, também revolucionário e hoje vitorioso, para diminuir o sofrimento do "bode expiatório" nos cultos religiosos que furam o pescoço do bode, o amarram e penduram de cabeça para baixo e, por dias e dias, deixam-no esvair-se em sangue, gota a gota, até morrer... PARA EXPIAR OS PECADOS dos humanos adeptos, ela sabia que não poderia bater de frente e, simplesmente, pedir para extinguir o culto.

Por isso, conseguiu que se promulgasse uma lei que instituiu a obrigatoriedade da anestesia para que o animal não sofresse tanto. Pelo menos isso!!!

Raça humana!

Agora, com o "espetáculo" da tourada não há como conseguir isso. Como anestesiar o touro, se é exatamente na sua desesperada fúria pela sobrevivência e tentativa de fuga da dor é onde reside a "alegria" de quem vem assistir o "show"?

Temos mais tristes episódios como esse, espalhados pelo mundo. Há tanta coisa! A farra do boi, tanto em Portugal como em Santa Catarina. As brigas de galos de rinhas, que na clandestinidade ainda enchem os fundos de páteos de muitos lugares. Os impiedosos adestramentos de elefantes e tantos outros animais. O horrível tratamento alimentar a que são submetidos os gansos para que se produza o "chique", o "sofisticado" e disputado patê de ganso!!! Gente! Vergonha pura! Pura Vergonha!

Há um bom tempo sinto que devemos acertar nossos dicionários para retirar dali o termo "humanização" como sinônimo de qualquer coisa elevada. Nós somos uma pobre raça perdida em seus devaneios e vaidades, sem nenhuma certeza de melhoria.

Que aumentem os movimentos de conscientização!

E VIVA A NÃO VIOLÊNCIA!



Em defesa dos animais

http://www.anda.jor.br/2010/07/28/brigitte-bardot-comemora-a-proibicao-das-touradas-na-catalunha/

Brigitte Bardot e Peta comemoram a proibição das touradas na Catalunha

28 de julho de 2010


A atriz francesa Brigitte Bardot, famosa por sua defesa dos direitos dos animais, comemorou a decisão do parlamento da Catalunha de proibir as touradas nessa região do nordeste da Espanha a partir de 1o de janeiro de 2012.

“É uma vitória da democracia sobre os lobbies taurinos. Uma vitória da dignidade sobre a crueldade. A tourada é de um sadismo incrível. Já não estamos nos jogos circenses e é necessário pôr um fim imediato a esta tortura animal”, afirmou a ativista em um comunicado.

Bardot precisou que, “depois do êxito legítimo desta iniciativa popular, recorreremos à iniciativa cidadã prevista pelo Tratado de Lisboa, pois abolir a barbárie na Europa é um dever moral”. “Parece-me inútil e doentio orientar o espírito das multidões para espetáculos de sangue e crueldade. Isso só faz alimentar o gosto pela violência que destrói nossa sociedade”, considerou.

“A França deve, agora, seguir o exemplo”, concluiu Bardot. O parlamento catalão aprovou nesta quarta-feira, com 68 votos a favor, 55 contra e 9 abstenções, o decreto de proteção dos animais, que implica a proibição das touradas nesta próspera região do nordeste da Espanha, a partir de 2012.

O parlamento regional catalão decidiu dessa maneira aprovar uma Iniciativa Legislativa Popular (ILP) apresentada em dezembro passado pelos opositores das touradas, que consideram essa prática uma barbárie, convertendo-se na segunda região espanhola a proibir sua realização depois das Ilhas Canárias, em 1991.

Peta
A organização britânica de Peta (People for the Ethical Treatment of Animals), entidade que luta pelo direito dos animais, comemorou nesta quarta-feira, 28, com euforia a proibição das touradas decretada pelo Parlamento da Catalunha. A medida entrará em vigor a partir de 2012.

Em uma nota emitida a partir de sua sede em Londres, o grupo destacou que houve conversas e que “a crueldade com os animais classificada como tradição não será tolerada”.

O grupo lembra que “várias cidades da Espanha, da França, de Portugal, da Colômbia, da Venezuela e do Equador se declararam recentemente contra as festas e corridas de touros” e considera uma boa notícia “a decisão da Catalunha de se converter na segunda região espanhola a proibir essas práticas”.

A Peta considera as touradas “uma perseguição covarde” e denuncia que o animal frequentemente sofre com “a administração de laxantes, golpes violentos, desidratação” e outras práticas.

Com informações do AFP e EFE



LEIA TAMBÉM:

CUADRILLERO - Touro de quase um tonelada assusta expectadores - VIVA!!!
Por Marise Jalowitzki 
10.fevereiro.2014
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/02/cuadrillero-touro-de-quase-um-tonelada_10.html
Cuadrillero - Touro assusta expectadores - Pelo FIM DAS TOURADAS NO MEXICO E NO MUNDO!!!
Pelo fim das vaquejadas e Rodeios! Chega de Crueldade Animal!!! - Foto original EFE



Leia mais sobre Direito dos Animais à VIDA! link: http://t.co/7Z4PBPu 

Animais são nossos irmãos e tem Direito à VIDA!

Links sobre Direito dos Animais à VIDA!

19.abril.2011

DIGA NÃO AO RETROCESSO!!
DIGA NÃO À UTILIZAÇÃO DE PELES DE ANIMAIS!
DIGA NÃO AOS EXPERIMENTOS CIENTÍFICOS COM ANIMAIS!DIGA NÃO ÀS QUEIMADAS!
DIGA SIM AO DIREITO À VIDA!
DIGA NÃO À MALDADE HUMANA!
Manifeste-se! Participe!

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Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente



Escritora, especialista em Desenvolvimento Humano,
Ambientalista, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil

sábado, 24 de julho de 2010

SACOLINHAS: ESTA QUESTÃO É NOSSA!


SACOLINHAS: ESTA QUESTÃO É NOSSA!
Marise Jalowitzki



Qual a diferença entre consumo e desperdício?

A estrutura básica está apta para resolver, com processos de reciclagem, o caos do plástico?
Qual a SUA PARTE?

Muito se fala sobre a questão das sacolinhas plásticas, sobre o consumo abusivo e o desperdício, que são coisas diferentes.

- Consumo abusivo - Pense bem: para cada coisinha que você adquire, recebe (e aceita) uma sacolinha plástica, por vezes revestida de outra. Por exemplo, você compra morangos: a embalagem de isopor (tóxico) sustenta os morangos, que estão revestidos com plástico aderente e etiquetado com o adesivo que traz o valor a ser pago; ao chegar no caixa, esse coloca a embalagem dos morangos em uma sacolinha plástica (!!!) para separar o produto (mais frágil) dos demais e, ao final, depois de empacotar todos os demais produtos - em mais sacolas plásticas, muitas vezes duplas (para sustentar o peso), coloca a sacolinha contendo os morangos bem em cima, para que não amasse. Cansou só de ler, não é mesmo? Contabilize quanto plástico está ali. E estamos falando somente de um produto! Porque acontece assim também com o queijo, com os produtos de limpeza e assim por diante.

- Desperdício é o que vem a seguir: você chega em casa, retira todos os produtos, amassa as embalagens, coloca tudo em um novo saco plástico para destinar ao lixo. Independentemente se acontece a seleção (no caso, plástico, papel, orgânico) ou não, tudo isso é desperdício.

Portanto, CONSUMO em si não é o problema. Cada um pode continuar comprando e usufruindo dos produtos que necessita. O que é preciso é uma conscientização de QUANTO de tudo isso efetivamente precisamos, de COMO esses produtos precisam estar embalados e, principalmente, PARA ONDE vai o que trazemos para casa, escritório, empresa. Qual o destino final. Assim, Desperdício é aquilo que não é aproveitado ou possível de ser reaproveitado. O que vai fora. O que é descartado.

Até onde vai a nossa parte? A nossa participação?


Fatos concretos:

- A indústria da reciclagem não aproveita tudo que recolhe - o interesse de compra e reciclagem ainda está concentrado em apenas alguns produtos e com dimensões mínimas especificadas - Vidros (tem de estar limpos), geralmente potes e garrafas; dificilmente alguém compra cacos de vidro; garrafas pet, preferencialmente as de 02 litros ou mais; latinhas amassadas; plásticos - limpos e dobrados; papelão e papel por quilo, amarrados em maços (quem se importa com as dezenas de pequenas embalagens, hiper coloridas, de balas e chicletes, por exemplo? Sabemos que, quanto mais cores impressas nas embalagens, mais tóxicas).

Em uma simples caixa de bombom, encontramos cada bombom embalado separadamente em duas camadas; todos eles dentro de um saco térmico, dentro de uma caixa, sendo que essa caixa está revestida, geralmente com celofane (tóxico). Chegamos ao caixa, mais uma sacola plástica... Gente, é só contabilizar!

Assim é fácil de entender que a indústria de reciclagem não dá conta de reutilizar tudo que é desperdiçado.

- Há uma gigantesca falta de estrutura para reaproveitar -
Mesmo considerando apenas a realidade das grandes capitais, não há estrutura disponível para encaminhar para reaproveitamento tudo o que é desperdiçado.

- Coleta seletiva ainda é uma meta a ser alcançada -
A maioria das grandes cidades brasileiras conta apenas com coleta seletiva PARCIAL; que dirá cidades pequenas. Os lixões das metrópoles, os lixões de todas as cidades, entulhos e apodrecimentos estão aí, são testemunhas por si só.

- A população ainda é espectadora -
A grande maioria da população ainda não está conscientizada o suficiente, ainda acredita que o problema é "apenas" com os animais, com a natureza, como se isso não lhe dissesse respeito; portanto, NÃO ESTÁ FAZENDO A SUA PARTE!

Iniciativas por parte do comércio varejista em relação à diminuição do consumo e desperdício de sacolas plásticas:

- Algumas grandes redes de supermercado estão oferecendo algum produto como brinde ou alguns centavos para cada cliente que DEVOLVER 50 sacolas plásticas que houver recebido naquela loja - NÃO RESOLVE! Pelo contrário! Incentiva o aumento do uso e solicitação abusiva naqueles clientes que se interessam em adotar a campanha e usufruir dela. Todos sabem do vício cultural do brasileiro de "ganhar um brinde".



- Algumas grandes redes de supermercados oferecem pequenos descontos (centavos) no total das compras para os clientes que dispensarem o uso de sacolas plásticas e trouxerem as suas de pano de casa. É um paleativo! Com um mérito: inicia o processo de conscientização para a diminuição do consumo de sacolas plásticas. Mas, é apenas um paleativo. TAMBÉM NÃO RESOLVE, pois o exemplo precisa ser ampliado ali dentro mesmo, do supermercado: TODOS os produtos são generosa e repetidamente embalados e reembalados, todos com material tóxico.

É muita coisa! É como uma neurose que tomou conta de tudo e todos! Em nome da higiene, chegou-se a um tal nível de "cuidados" que é fácil de se perguntar: a que leva tudo isso? Será que estamos, mesmo, nos preparando para viver dentro de bolhas? Sim, pois se nossas defesas são tão minúsculas, logo, logo não teremos mais lugar no mundo! Ele será das bactérias, vírus, microorganismos!...rs Onde estão os nossos anti corpos para fazer frente a algumas agressões (antes naturais) do meio ambiente?

Essas coisas pouco pensadas é que levam ao descarte e ao abandono.

Lembro de uma palestra que assisti de um norte-americado que veio fazer propaganda de um material para "limpar vegetais" (!!!). Era um produto que se misturava à água e, a seguir, se imergia um brócolis, por exemplo. Após alguns minutos, ficavam boiando dezenas de pequeníssimos bichinhos, que estavam alojados entre as florzinhas do vegetal. Todos sentiram TANTO nojo! Foi um "arghh" generalizado, muitos exclamando que "nunca mais comeriam brócolis"! Foi uma confusão! Estamos em uma era que procura através do microscópio, na vida cotidiana, comum, os "agressores que irão nos destruir", que representam risco. Ao mesmo tempo, descuidamos de algumas premissas:

- Alguém lembra do poder do cozimento? Quando se ferve ou gratina um brócolis, o que acontece com os minúsculos bichinhos? Você sente nojo em pensar que os está comendo? E a carne vermelha? Só porque vem embalada em bandejas e plásticos, deixou de fazer parte de um animal enorme, que tinha sangue, olhos, instinto de sobrevivência e tudo o mais? Quantas milhares de toxinas estão injetadas na carne do animal que pressente a morte instantes antes de ser executado? E tudo é ingerido com prazer! A minhoquinha também, só que é pequinininha!

- Alguém já sentiu, nem que seja da casa de um vizinho, aquele cheiro podre que exala quando o freezer é aberto e a carne passa de uma temperatura a outra? Com certeza devem saber que os consumidores de carne dificilmente põem tudo no lixo. Geralmente, colocam mais pimenta e condimentos, assam e... comem! Quantos [novos] microorganismos nasceram ali?

Voltando às sacolas plásticas.
A mudança maior com relação ao desperdício não acontecerá por parte das redes varejistas, não. A mudança fundamental irá acontecer quando cada um de nós se dispuser a fazer a sua parte.

DICAS:
1) Leve sua sacola de pano SEMPRE DENTRO DA BOLSA, ao fundo da maleta do notebook, no banco de trás do carro, seja onde for. Dispensar a plástica, mesmo quando o empacotador insistir em embalar. Agradeça e recuse. É só isso! Depois de tornado um hábito, fica fácil!

2) Chegando em casa, separe as sacolas limpas daquelas que estão com restinhos. Os sacos plásticos transparentes que embalam alface, por exemplo, podem ser guardados para a feira da semana seguinte e reutilizados várias e várias vezes. Não tem gordura, não tem sujeira; por vezes, um pouco de umidade; é só deixar do lado avesso tomando ar por alguns minutos e guardar em local específico (Os porta-sacos - também chamados de puxa-saco - de pano ou barbante são os melhores, pois ventilam).

3) Quando você vai escolher as batatas, cenouras, beterrabas, bananas, maçãs, mangas, dê um nó tipo "lacinho" no saco, antes de passar pelo caixa (ou no guichê de pesagem). Assim, ao chegar em casa, pode abri-lo sem danificar. E reutilizar mais tarde.

4) Na panificadora (padaria) sugira o retorno aos sacos de papel. Pela ventilação natural do papel, são até melhores, pois o pão quentinho não "murcha". Pela coloração natural do papel (meio marrom) nem necessita de muito preparo (e tinta), deixando o papel mais limpo e puro.

5) Ao efetuar o descarte, dobre, deixe direitinho, pois facilita todo o processo de reaproveitamento; pense no profissional da reciclagem que irá separar e processar. Somos, o tempo todo, clientes e fornecedores desse enorme processo de alimentação e realimentação vital.

São ações diárias que geram resultados. Não irão resolver as catástrofes que já aconteceram, mas, para os animais que continuam conseguindo nascer e sobreviver em meio ao caos que está instaurado, a esses, sim, estaremos fazendo diferença.

E, se você ainda não consegue pensar nos animais que você não consome, pense em você mesmo! Lembre que uma das maiores causas de enchentes urbanas residem no entupimento dos bueiros e é ali (nos bueiros) que vão parar as sacolinhas que todos os dias encontramos em ruas de nossas cidades. Ratificando: sacolas plásticas, em contato com a água e gordura que é ejetada nessa mesma água de esgoto, viram uma massa dura e cristalizada que entope o bueiro, sendo de difícil remoção, mesmo para os profissionais da área.

Vamos fazer o que está a nosso alcance? Diminua o consumo e o desperdício de sacolinhas plásticas. Esta questão é nossa! Está em nossas mãos.

Você está disposto a participar?

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MARISE JALOWITZKI é escritora, consultora organizacional e
palestrante internacional, certificada pela IFTDO-USA, pós-graduação
em RH pela FGV-RJ, autora de vários livros organizacionais.
marisej@terra.com.br
http://www.compromissoconsciente.blogspot.com/
http://www.marisejalowitzki.blogspot.com/
F (51) 97056424
Porto Alegre - RS - Brasil
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quarta-feira, 21 de julho de 2010

ASCENSÕES METEÓRICAS E NOÇÃO DE LIMITES



ASCENSÕES METEÓRICAS E NOÇÃO DE LIMITES
Marise Jalowitzki

Brasil continua acompanhando o caso do goleiro Bruno. O trágico caso de um assassinato brutal. Deturpadas noções de vida e valores. A história da Humanidade está perpassada de registros cruéis, secos, insólitos, absurdos. O que ainda domina? O Bem. Sim, pois ao constatar a perplexidade de tantas pessoas que, há semanas, acompanham o andamento das investigações, as novas informações e depoimentos, não podemos, simplesmente, dizer que é apenas curiosidade por algo, de novo, que arrepia. Não. Os comentários trazem questionamentos e reflexões sobre muitos aspectos:
- O que significa a vida de outra pessoa para alguns?
- Como é o enfrentamento das situações de conflito?
- Como algumas pessoas costumam se "livrar" dos problemas que as afligem?
- Como são encaradas as questões de script de vida do pequeno órfão? Qual a formação que essa criança terá? Baseada em que pilares familiares?

Ainda vivemos em um mundo que enterra seus mortos, que tem um feriado dedicado à memória deles. Pode ser tudo muito hipócrita. Os cemitérios viram feira de ofertas. As praias e lugares de lazer são mais procurados. Mas, o instituído, a chamada moral instituída, ainda preconiza um culto de respeito. Quais os valores e crenças de pessoas que cortam um corpo sem hesitar, jogam aos cães os restos mortais para ocultar pistas e identificações?

E essas são pessoas que aplaudíamos, que recebiam ovações de participantes, de torcidas, que eram bem queridas por muitos devido ao bom desempenho em campo.

A quem queremos aplaudir agora?

Independente do fecho que essa história há de ter é "apenas" mais uma história entre tantas. Agora, há um porém: se alguém está a dar de ombros, achando que as coisas "são assim mesmo", que nada há para se fazer, alto lá! Há, sim! E urgente! Vida é feita de tentativas. Tentativas que podem levar a resultados excelentes, resultados "mais ou menos" ou nenhum resultado. Mas é preciso continuar tentando. Sempre. É essa constância de propósito que pode fazer a diferença daqui a algum tempo, em tudo.

Chamo a atenção para a prevenção, em uma sociedade que vive imersa em remediação. As leis falam em flagrante para comprovar; em provas concretas para provar. E afrouxam criminosos, culpados confessos, de crimes hediondos, por reversão de pena.

O que resta ao cidadão comum? Mudar suas filosofias, sua visão de mundo.

O que precisa acontecer dentro de todos os times, dentro de todas as agremiações? Prevenção! Como? Trabalhando as pessoas, investindo em eventos constantes, rotineiros, de auto conhecimento, de desenvolvimento de equipes, de conhecimento e respeito às emoções dos outros, do convívio com idéias diferentes e, quiçá, divergentes. É preciso dotar cada vez mais e mais pessoas de encontros e situações onde tenham a oportunidade de conhecer, pensar, agir e interagir em grupo para modificar scripts, para melhorar a percepção e otimizar reações e relacionamentos.

Pegando só a realidade brasileira. Jogador de futebol é a carreira que proporciona uma das ascensões mais meteóricas aos que viram craques. Geralmente, as histórias são assim: Infância pobre, pais separados ou inexistentes, pé descalço, campinhos de várzea, sem recursos, escolas públicas, quantas vezes até falta de alimentação correta. Em questão de poucos anos, um menino simples, criado em favela, criado em uma vida com muita privação, cheio de carências afetivas e financeiras, convivendo com a falta de segurança diária, passa a ser reverenciado, milhares de pessoas gritam seu nome quando entra nos estádios, a conta bancária recebe cifras que o novo ídolo nem sabe contabilizar. De repente, tudo fica tão fácil! Se antes era difícil comprar um par de chinelos de borracha, agora, comprar casa para mais de um membro da família, até mesmo para amigos, virou barbada. Não faz diferença dar festas antes inimagináveis, dinheiro não é mais problema. Também não é mais problema ter a mulher que quiser, não é mais problema envolver-se em escândalos que, "paga-se a fiança" e "tudo se resolve neste país". - Afinal, este não é o país da impunidade? Não é aqui que tudo se resolve com dinheiro? Basta pagar, ter relações, que todos "livram a cara"?

Esta sensação de que "tudo pode" é que é a responsável pela ausência de uma noção de limites. O cara assume a condição de semi-deus, impune, inalcansável. Doidice de quem pensa assim? Não mesmo! É a própria sociedade que financia tudo isso! Os realittyshows da vida também mostram o mesmo quadro. Pessoas que vencem algum concurso ou programa, tendo vindo de uma situação bastante humilde, a priori, em pouco tempo, dilapidam o patrimônio que receberam e voltam à situação de escassez de antes. Falta de visão. Falta de noção. Falta de limites. Falta de planejamento. Falta de administração. Falta de metas.

Quando escrevi o artigo sobre o Dunga, em um dos sites em que ele foi publicado, uma pessoa incomodou-se, achando o texto por demais "corporativo". A Vida é uma grande corporação. Somos organizados por leis e normas que procuram reger passos, decisões, modos de pensar e agir. Alguns se rebelam e conseguem mudanças positivas, a médio ou longo prazo. Outros, se rebelam ou "não estão nem aí" e conseguem realizar grandes estragos. A maioria, entretanto, apenas segue, apenas executa, não pensa, não reflete, apenas consome e executa. É para esses que entrego estas palavras. Para que aceitem o convite para a reflexão. Isto também é Responsabilidade Social.

A "Organização Mundial" chamada Terra precisa investir em seus astros. Por eles mesmos, os astros; por aqueles que convivem com eles, familiares, amigos, fãs. Essas pessoas (os astros), são ídolos, são influenciadores e formadores de opinião de muitos. Precisam receber todo um ensinamento e prática nas questões sociais, nos relacionamentos e traquejos com os demais.

Em minha lide profissional, sempre insisti para que se implementassem encontros sistemáticos nos diferentes grupos organizacionais. Rever papéis, conhecer mais o outro, dividir anseios e planejar futuro, sempre foram temas que, quando consegui que acontecessem, geraram excelentes resultados individuais, grupais e corporativos. A maioria das empresas contratava alguns eventos (o máximo foi 32 horas com um mesmo grupo) e se acabava por aí. Mesmo quando algum gerente chamava para continuar trabalhando a sua equipe, mesmo havendo verba disponível, os encontros não saíam, sob a alegação de que o "gestor estava ficando dependente". Como se vida não fosse um processo, contínuo, interminente, constante. E as pessoas, seres cambiantes em suas verdades.

Voltando ao mundo futebolístico. Sei de alguns times de futebol que contratam palestrantes "motivacionais", palestras-show, teatros, mas, bem poucos é que realizam encontros regulares de auto conhecimento e troca. A presença de um(a) facilitador(a) de grupos ainda é visto como "perda de dinheiro e de tempo". Vivemos em um meio que, a grosso modo, ainda acredita que "orientação psicológica" é para quando se registra "um desvio" e "encontros de convivência" é para resolver um caso de bulling... Temos muito a andar! Tenho certeza de que no dia em que o verdadeiro trabalho em grupo se tornar uma rotina, quer sejam cidadãos comuns, quer sejam astros e ídolos, todos terão mais noção de si próprios, mais noção do que significam os que estão a seu redor, mais noção de quem influenciam e, assim, poderão avaliar mais pontualmente onde irão levar suas decisões; quais os riscos de suas ações; quais os resultados de Vida.

Limites: até onde posso ir e o que isso acarreta ao outro.

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MARISE JALOWITZKI é escritora, consultora organizacional e
palestrante internacional, certificada pela IFTDO-USA, pós-graduação
em RH pela FGV-RJ, autora de vários livros organizacionais.
marisej@terra.com.br
http://www.marisejalowitzki.blogspot.com/
F (51) 97056424
Porto Alegre - RS - Brasil
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sábado, 3 de julho de 2010

PESSOAS COM GARRA E PERSISTÊNCIA

Hoje contamos com mais um artigo enviado pela Profa. Rita Alonso, enfatizando questões que auxiliam para a boa convivência em equipe, fortalecendo-se em relação àquelas pessoas que nos roubam a energia, evido aos seus hábitos pessimistas.

O texto está em consonância com o conteúdo de meu livro "Lidando com o Vampirismo nas Relações Interpessoais". Encontre mais detalhes na coluna ao lado.
Abraços a todos!
Marise


PESSOAS COM GARRA E PERSISTÊNCIA
Rita Alonso


Fico muito feliz sempre que encontro pessoas com garra e persistência. Hoje em dia quando faço uma seleção de emprego levo muito mais em conta a característica agregadora do candidato do que o seu conhecimento e inteligência. Porque é importante termos nas empresas pessoas com espírito de equipe e não de “EU-quipe”. Pensando assim levo em conta coisas como flexibilidade, percepção, adaptabilidade, iniciativa, criatividade, empatia, etc.

A escolha deste perfil deve-se a tentativa de melhorar o relacionamento inter e intragrupal do corpo de funcionários da empresa. Porque é importante o comportamento para melhoria do clima empresarial e o que mais encontramos por aí são os “vampiros organizacionais”, aqueles pessimistas que sugam o sangue da gente, os que têm sempre uma palavra pra botar alguém pra baixo, enfim… a maçã podre que contamina todo o cesto.

E, quando a gente menos espera já foi mordido por um vampiro deste e nos transformamos em um também… Sabe, quando a gente está com um problema de saúde, tipo uma dor no braço? Pois bem, dói e vamos ao médico… Mas quando a doença é mental, tipo “vampirismo”, aí fica difícil… porque não se tem a consciência que precisa ser tratada. Quando nos damos conta, já é tarde, já nos tornamos uma pessoa amarga, pessimista, achamos que nada vai dar certo, que tudo na empresa é ruim, o chefe é péssimo, o salário é baixo, os colegas são uns chatos, até a comida do refeitório da empresa costuma ser amarga!!!

É preciso tomar muito cuidado para que pessoas negativistas não nos influenciem, não permitindo que elas decidam como deva ser nosso comportamento ou nossa maneira de pensar e agir… isso me faz lembrar da história do sujeito que todo o dia ao comprar seu jornal dava bom-dia ao jornaleiro e este não respondia; um amigo lhe perguntou, então, porque não desistia de cumprimentar o sujeito e ele respondeu: - Porque não quero que ELE decida como eu devo agir… O dia que eu parar de cumprimentá-lo será ele quem ganhou a batalha do comportamento.

Abraços e fiquem bem…
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RITA ALONSO é Professora da Graduação da Universidade Estácio de Sá. Leciona há 20 anos nos cursos extracurriculares e participa de jornadas da Semana de Comunicação Estácio de Sá, Instrutora dos Cursos do Sebrae, SESC e SENAC. Funcionária há 24 anos da Riotur – Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro, cedida há 19 anos para a Prefeitura do Município do Rio de Janeiro.
ritaalonso@ritaalonso.com.br
http://www.ritaalonso.com.br/
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sexta-feira, 2 de julho de 2010

A CARA DO DUNGA



A CARA DO DUNGA!
Marise Jalowitzki

O que acontece agora com Dunga?
O técnico italiano assume toda a responsabilidade do erro na escalação e no desempenho da equipe.
O técnico francês precisa se explicar até no Parlamento. Le Monde noticiou, por ocasião do retorno dos jogadores "Acabou o martírio", solidarizando-se com os jogadores e torcedores.(Blanc vem aí!)
O técnico brasileiro declara na primeira coletiva: "A responsabilidade é de todos!" Será?

No primeiro tempo, Holanda deixa o Brasil com o sabor da Vitória. Brasil foi maior em campo, saiu com o escore vencedor.

Sobre Felipe Melo: desde a escalação, todos os torcedores comentavam: "jogar ele joga bem, a maior briga dele é com o seu temperamento!".E todos torciam para que ele (Felipe) não se deixasse envolver em uma situação que exacerbasse seu temperamento revanchista, mais violento. E quem Dunga tinha como reserva? Para servir como equivalente em uma situação mais crítica?

Mesmo no primeiro tempo, Holanda, logo ao tomar o gol, tentou empatar. O comentarista falava: "É da personalidade do time holandês: toma bola, vem pra frente!" O que Holanda rearranjou no vestiário? Vamos voltar com tudo! Eles já estão meio cansados, ao mesmo tempo confiantes no 1x0 e irritados com a atuação do juiz! O 1x0 deu a impressão de vitória, agora vamos chegar mais, ficar mais no contra ataque, pular, fazer mais teatro, encenar, tentar comprar a percepção do juiz.
Brasileiro foi se esquentando. Foi se revoltando.

1° momento marcante de instabilidade emocional: o próprio técnico, gritando e esbravejando, mesmo quando não tinha razão na sua percepção.
2° momento marcante de instabilidade emocional: pouco antes de levar o gol da Holanda. Atleta brasileiro se revolta de maneira contundente pelo teatro do holandês, que pula um metro de altura, simulando a falta e recebe o acolhimento da arbitragem.

Holanda sabe do tendão de Aquiles dos brasileiros e aproveita. Resultado: empate.

De quem é a seleção? Do técnico? Da FIFA? Ou dos torcedores de uma nação? É preciso rever tudo isso!
Dunga ficou contra uma nação!
Há um disparate, um gigantesco desvio de foco!
Aconteceu na política, há pouco tempo, quando os parlamentares declararam "esta não é uma prioridade do governo, é uma prioridade do povo brasileiro. A prioridade do governo é o pré-sal" (referindo-se ao pedido de urgência na, agora vitoriosa, Lei Ficha Limpa).

Assim, também, com o (agora ex) técnico da Seleção. Dizer em coletiva, abertamente, que esta "não é a Seleção de vocês" foi tentar colocar os torcedores (razão da existência do esporte futebol) contra os jogadores! O rombo estava feito! Ficar contra 190 milhões e mais alguns milhões pelo mundo afora, resultaria em que? Joel Santana teve a dignidade de sair como técnico da seleção africana quando as solicitações para convocar certos jogadores ficou mais forte. "Eu não aceitei mais ser mandado" - disse ele - "Sou um técnico e monto um time pra tentar ganhar e não para satisfazer alguns!" Ok, se, porventura, Dunga tivesse pensado assim, e pedido pra sair (caso estivesse tão indignado), talvez o resultado fosse até o mesmo que foi, mas a tristeza e a indignação seriam menores.

Mesmo com as declarações agressivas do Dunga, (ex)técnico brasileiro, com maestria, a torcida entendeu a gravidade e a importância do momento e, passada a indignação inicial, continuou torcendo, encheu os espaços com o som das vuvuzelas, pintou a cara de verde amarelo, coloriu as ruas, elevando a esperança na vitória.

Papel do líder em situações de desafio
O papel do líder, em situações de desafio, é fundamental! O líder precisa ter bem claro quem é o seu público-alvo (no caso, os torcedores brasileiros!) e com quem ele conta (sua equipe técnica). Para que o seu produto seja bem aceito no mercado (resultado nas partidas e desempenhos dos comandados - colaboradores) precisa CATIVAR ESTE PÚBLICO-ALVO! E não será na base do "Viram que eu tinha razão?" - pois, assim, ao menor deslize, ou, pior, por ocasião do insucesso (como aconteceu hoje), todo mundo lembra de tudo, desde o início, e cai de pau em cima!

Nas empresas, no pós-venda (follow-up) há a realização de uma PESQUISA DE SATISFAÇÃO DO CLIENTE, que é o que garante a continuidade ou não de um produto. O resultado é que marca os próximos passos.

No caso da Copa do Mundo, a coisa fica até meio tranquila: não dá certo, amarga a manifestação do descontentamento dos torcedores (Clientes) e sai. Na próxima Copa, novo técnico, renova-se tudo outra vez, reacendendo as esperanças a partir do zero. Como na política.

Dois sistemas errados. Onde o Compromisso?
Como o povo não tem vez? Se é ele quem determina a liquidez no caixa dessas duas empresas (política e futebol)? Estará assim garantida a sobrevivência? O que garante a sobrevivência do esporte? O costume? O hábito? A necessidade de distração? OU a esperança sempre renovada de tentar ser feliz?

Onde Dunga teve participação direta no descontrole de seus pupilos: o tempo inteiro, no primeiro tempo; Brasil era superior em campo, tinha domínio da bola, tinha a favorabilidade do escore e ele pulando, gritando, acocorado no chão, batendo o punho no gramado, ou batendo forte nos pilares. Recebia até o sorriso dos colegas, pois, algumas vezes, nem razão tinha. Ora, se o líder demonstra tamanha indignação frente aos possíveis erros da arbitragem e pela atuação "teatral" em vários passes do adversário, claro que vai influenciar a equipe, que já tem como ponto fraco a instabilidade emocional.

Ou seja, o descontrole de Dunga, brigando com jornalistas, desdenhando dos torcedores brasileiros "...a seleção do Brasil, aliás, a minha Seleção, pois não é a Seleção de vocês"! já dava mostras, lá atrás, de que a coisa tinha grandes chances de acabar como acabou.


Trabalhar na previsibilidade do erro é cavar a derrota!

Desde o início, por ocasião da divulgação da convocação, que se falava em Felipe Melo como um cidadão por demais esquentado. Uma mudança no controle emocional não acontece assim por assim. Em primeiro lugar, está sendo feito um trabalho mais focado com este atleta? Que trabalho? Sim, pois não são algumas palestras motivacionais que irão mudar comportamentos arraigados. E, quando o próprio técnico estava com os nervos exageradamente à flor da pele, como questionar uma postura diferente de um jogador? E, mesmo, da equipe toda?

Há tempos venho trabalhando nos grupos a questão da competência emocional. Primeiro, a própria pessoa precisa se dar conta de que há um deslize; isso deve incomodar a ela, ela precisa querer mudar. E, aí, levar a sério!

Dicas Básicas - Âncoras
1 - Convencer-se de que é bom!
Será que a equipe que formou a Seleção 2010 assistiu, em grupo e isoladamente, 200, 300 vezes, videos onde ELES estavam bem, onde ELES tiveram atitudes de campeão, a fim de reforçar a auto estima? Sim, pois acessar essas imagens mentais de VENCEDOR nos momentos que exigem superação, concebe uma força de renovação muito grande para manter a postura de CAMPEÃO!


2 - Transformar a raiva em técnica!
Para trabalhar a raiva: Rever 200, 300 vezes uma imagem de raiva e descontrole SEU e, logo após, sobrepor aquela imagem com uma de acerto, de vitória, de sorriso, de ganho! Quem não tem condição de fazer um video real, faça-o mentalmente. Selecione primeiro as imagens em sua tela mental (lembrança), escreva, para se lembrar e, depois, exercite esta lembrança, em flashback, em qualquer lugar, até tornar-se uma reação normal.

E, quem quiser, cultive esta dica logo, pois vai precisar! Passado o primeiro momento de decepção e tristeza, o choro vai passar e vai ceder lugar à raiva, ao ressentimento. Dunga mora aqui em Porto Alegre, na Zona Sul. Que ninguém o espere em frente a sua casa!... Vamos ser equilibrados emocionalmente!!! Pero que merecia... Deixa prá lá!!! Agora, de nada adianta! Não tem vuvuzela, jabulani, o que seja, que vai trazer esse tempo de volta!!!

A vida, se for apenas erro-acerto, não sai do lugar! É preciso melhorar, evoluir!!!

Valeu! Às Mensagens! Às imagens! Às cores! À Vuvuzela! Aos sorrisos! À Esperança!
Não Valeu! Ao desequilíbrio! À constestação! Ao não saber ouvir! Ao fechar-se!


Não merecíamos ter a foto de nossos jogadores estampados em todos os jornais do mundo, de azul, sentados de cabeça baixa!... É a cara do Dunga!



Fica o SAY NO TO RACISM, DIGA NÃO AO RACISMO, GIVE PEACE A CHANCE, DÊ UMA CHANCE À PAZ!
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MARISE JALOWITZKI é escritora, consultora organizacional e
palestrante internacional, certificada pela IFTDO-USA, pós-graduação
em RH pela FGV-RJ, autora de vários livros organizacionais.
marisej@terra.com.br
F (51) 97056424
Porto Alegre - RS - Brasil
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