quarta-feira, 9 de março de 2011

Extermínio de onças no Brasil é histórico - Jirau - Em tempos mais modernos, o envenenamento é o meio mais usado

Nas fazendas próximas a Hidrelétrica de Jirau, onças estão ameaçadas de extermínio por envenenamento

Extermínio de onças no Brasil é histórico - Em tempos mais modernos, o envenenamento é o meio mais usado


Por Marise Jalowitzki
08.março.2011
http://t.co/rpGcxgS


Quando  Luiz Fernando Babdetti enviou a "matéria-mãe" para o artigo sobre as onças que estão por ser envenenadas em Jirau, perto de Porto Velho - Rondônia (Link: http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/03/oncas-invadem-fazendas-em-rondonia.html ), era um sábado à noite. A falta de um projeto eficiente que avaliasse os Impactos Ambientais e estabelecesse uma reserva para a preservação dos felinos, traz um problema sério para as comunidades.  Fui logo tratar de redigir o texto final, pela gravidade do assunto.


De imediato voltei ao fundo do baú existencial. Quando criança, minha mãe contava a nós, seus filhos pequenos, olhos arregalados, as histórias de um tempo em que ela e seus pais amargavam colheitas destruídas por pragas e novilhos mortos para servir de alimento a felinos que invadiam as propriedades. Onde gafanhotos eram afugentados com fumaça. E onde as onças eram temidas e respeitadas.



Falta de avaliação dos impactos ambientais
antes da instalação da Hidrelétrica de Jirau,
em Rondônia,
pode acarretar extermínio,
por envenenamento, das onças.
  À noite - contava ela - elas e os irmãos ficavam encolhidos a um canto da casa, aterrados, janelas recebiam travas mais fortes, quando a onça circundava os lares dos colonos. Ela contava que chegavam a ouvir o rugido-rosnado e o bafo da respiração ofegante e esfomeada. Nós ouvíamos, aterrorizados, também.


Os homens mais valentes, quando o rebanho recebia baixas consideráveis, armavam-se em tocaias para matar a onça com tiros de espingarda. Geralmente conseguiam. A mãe contava que, certa vez, mataram uma onça prenha e que foi uma tristeza geral. Mas que aquilo era preciso, pois não contavam "nem com polícia" para ajudar.


Naqueles idos tempos, por volta de 1930, os colonos imigrantes alemães já falavam mal de seus governos. O de lá e o daqui. Tinham sido enganados. A "Terra Prometida" como alardeavam os panfletos em preto e branco colados nas paredes além-mar, davam conta de uma vinda ao Édem, onde receberiam todo o apoio e sustentação. Sementes, equipamentos (arados, inclusive), um soldo mensal para os dois primeiros anos - até se estebelecerem, terras demarcadas e madeira para construir logo suas casas.


Quando aportaram aqui, o que receberam foi um punhado de sementes e a floresta para desbravar. Fizeram o que puderam, do jeito que puderam e souberam. Tive parentes que vieram com seus violinos, para ensinar; entalheiro famoso em Berlin, que vinha para fazer entalhes artísticos nos móveis dos recém chegados. Um escritor, que trouxe junto vários livros de literatura universal para ensinar nas escolas... Tudo para o fogo. Uma enxada, uma foice, com as botas até o altura das coxas para desbravar o mato fechado.


As onças, de todas as espécies, lobos, cervos, veados, praticamente nada mais existe no Rio Grande do Sul. Na terra que ficou, agrotóxicos e transgênicos são o selo das fartas colheitas.


Com relação ao despreparo da população, à falta de planejamento para o desmatamento, a prospecção de exploração sustentável: o que mudou de lá para cá? A área geográfica.



Mutum-Paraná sofre com
os impactos ambientais
que a Hidrelétrica de Jirau impõe

Posso imaginar o pavor dos ribeirinhos, das famílias de "caseiros", pessoas pobres e simples, que estão expostos ao perigo de um felino esfaimado, enquanto os fazendeiros, na capital, resolvem se querem ou não pedir indenização à prefeitura pelas perdas dos bichos de seus rebanhos...


A falta de um projeto que cuide, efetivamente, de todos os habitantes da floresta, incluindo a floresta, tem sido a tônica de tantos programas, que não há mais como prever as consequências de tanto descaso.


Assim, quando os órgãos governamentais não se preocupam com os cidadãos, estarão, acaso, preocupados com os animais? Com a preservação das florestas? É claro que não!


Onças?

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Preservação ambiental e dos animais selvagens






Pra ter opinião, tem de conhecer!


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Animais são nossos irmãos e tem Direito à VIDA!

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19.abril.2011

DIGA NÃO AO RETROCESSO!!
DIGA NÃO À UTILIZAÇÃO DE PELES DE ANIMAIS!
DIGA NÃO AOS EXPERIMENTOS CIENTÍFICOS COM ANIMAIS!DIGA NÃO ÀS QUEIMADAS!
DIGA SIM AO DIREITO À VIDA!
DIGA NÃO À MALDADE HUMANA!
Manifeste-se! Participe

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Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente



Escritora, especialista em Desenvolvimento Humano,
Ecologista, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil

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