segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Irmãos-Objetos - 1


Irmãos-Objetos - 1
Marise Jalowitzki

Interesses, objetivos e desejos, quem se empenha em reavaliar?

Respeito e cuidado com os animais. Só assim, respeito e cuidado com o humano.
 
Quando uma mãe dá origem a seus filhos, cria-se um vínculo que chamamos de irmãos. Vínculo esse que deveria, minimamente, privilegiar o respeito, a livre convivência, a dignidade entre esses seres. Tudo que nasceu/nasce proveniente de nossa Grande Mãe Terra é irmão entre si, ou não? Assim, falando agora somente em seres que se movem, os animais, que têm instinto, vontade, reações, somos todos irmãos.

Acredito firmemente que somente a partir do momento em que o ser humano entender isso, verdadeiramente, na essência, é que poderemos viver uma nova realidade. Histórico momento! Ansiado momento! Enquanto este maldito vício de submeter, de usar a seu bel prazer, sem medir consequências, sem avaliar até onde está ferindo a funcionalidade do outro, não for erradicado, teremos sempre e sempre exemplos de ações degradantes. 

Muitos órgãos, mesmo internacionais, estão a alertar sobre a crueldade com os animais, tentando auxiliar para que leis proibitivas sobre abusos com eles sejam implementadas. Para tanto, denunciam cenas cruéis, "escandalizando" os "sensíveis" com suas fotos, onde aparecem cenas dantescas de insensibilidade. Alarma-me o descaso que essas publicações recebem. As pessoas que divulgam também comentam sobre o fato - o quão pouco o tema atrai, o quanto as pessoas "fogem" de ver a realidade que escancara os olhos.

Procuro encontrar um outro viés, o da conscientização mais branda, educadora, de prevenção, que, acredito, pegue com mais efetividade as crianças, seres em formação e que poderão criar novos moldes de visão e convivência, como já podemos observar. Não pelo nojo, aversão, terror, repúdio. Mas pela conscientização, pela amorosidade, pelo respeito e carinho para com os outros seres. Todos.




No último mês de agosto, em uma praia na França, um burrico foi acoplado a um pára-quedas e deixado no ar por mais de meia hora, a fim de atender as necessidades de uma campanha publicitária. Os veranistas presentes ficaram chocados com os uivos do animal. Rebocado por um barco, o pobre animal estava chorando como uma criança. Os responsáveis por esse evento podem ser processados por crueldade contra animais.


Não bastou domesticar, ensilhar, submeter a trabalhos exaustivos um animal que, originariamente, nasceu para andar livre pelos campos, comendo e dormindo onde lhe apetecesse?

Onde e como começou a abominável prática de achar que os animais que acabam se submetendo - geralmente a custa de continuados maus tratos ou por uma índole mais pacífica - podem ser usados e tratados como bem aprouver ao vilão humano - que se denomina racional?

Os animais "irracionais" carnívoros, apenas atacam quando estão com fome, ou quando se sentem ameaçados. Animais, mesmo os carnívoros, são capazes de brincar com outras espécies, ou pelo menos dividir os mesmos espaços, quando não estão com fome.

Interesses, objetivos e desejos, quem se empenha em reavaliar?

Respeito e cuidado com os animais.


Só assim, respeitando e cuidando dos mais desprotegidos de nosso vício adquirido de submeter e submeter é que aprenderemos a respeitar e cuidar de nosso próximo, semelhante humano.
 
Urge despertar esta competência.



Leia mais sobre Direito dos Animais à VIDA! link: http://t.co/7Z4PBPu 

Animais são nossos irmãos e tem Direito à VIDA!

Links sobre Direito dos Animais à VIDA!

19.abril.2011

DIGA NÃO AO RETROCESSO!!
DIGA NÃO À UTILIZAÇÃO DE PELES DE ANIMAIS!
DIGA NÃO AOS EXPERIMENTOS CIENTÍFICOS COM ANIMAIS!DIGA NÃO ÀS QUEIMADAS!
DIGA SIM AO DIREITO À VIDA!
DIGA NÃO À MALDADE HUMANA!
Manifeste-se! Participe!

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Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente



Escritora, especialista em Desenvolvimento Humano,
Ambientalista, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil

4 comentários:

  1. Marise,

    Este texto lembra-me de um que escrevi originalmente em espanhol, Los saltamontes de la tierra, (os gafanhotos da terra) em que comparei as diferenças e as semelhanças entre os seres humanos e os gafanhotos. A conclusão foi de que o homem, como espécie, deveria buscar a capacidade de usar o raciocínio, que é a diferença principal, para ser diferente na forma de viver, organizando-se de maneira a não destruir o próprio habitat natural. Porque hoje, assim como o gafanhoto, o homem é um dos poucos seres vivos que destrói o próprio ninho e em seguida muda de lugar. E como nós sabemos, caso prosssigamos neste caminho, restará ao ser humano a responsabilidade de ter destruído o próprio mundo e melhor seria, então, que realmente fôssemos iguais aos gafanhotos e não pudéssemos pensar, para que não nos culpássemos por esse mal irreparável.
    Por isso, é chegada a hora de que o grupo de gafanhotos humanos dominadores percebam a importância da mudança na forma de viver, para que não tenhamos o título de praga da terra, assim como os gafanhotos levam o título de praga do Egito, segundo a Bíblia. Principalmente, porque, de nada serve manter o poder sobre o que não existe!
    Um grande abraço
    Moacir

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  2. Amigo! Recebe meu abraço!
    Gostei por demais da analogia dos gafanhotos-humanos! De novo, o que nos difere é a capacidade de mudar o rumo das coisas, diferente de animais que são motivados apenas pelo instinto!
    Urge a mudança!

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  3. Marise,
    Escutar e atender aos contantes apelos da Vida
    é atitude abençoada na presente existência, e constitui-se na única "moeda" que levaremos ao
    Mundo Maior, quando daqui nos formos.
    Nossa verdadeira Pátria é a Espiritual, e tudo devemos fazer tendo em vista a nossa Verdadeira
    Dimensão.
    "Quem faz para si faz", jamais nos esqueçamos dessa sentença.
    O animais são nossos irmãos mais novos, e colheremos os frutos dos que lhes fizermos, seja para o bem, seja para o mal.
    Viver com inteligência é reconhecer que Todos Somos Um.
    Grande abraço,
    Eliana Crivellari

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  4. Grande abraço, também, Amiga Lili!
    Sofrimento não é parte do todo! Isto parece difícil de entender para tantos!
    Valorizando, entendendo, respeitando, toda a qualidade de vida muda para melhor!

    Cada um faz a sua parte!
    Muito grata pela parceria e comunhão!
    Abraços!
    Marise

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