sexta-feira, 6 de maio de 2011

Governo do Japão manda fechar usina nuclear por risco de terremoto


Reconstrução da área que foi afetada em Fukushima em vai custar 207 mil milhões de euros


Como alguém pode dizer que a energia gerada é barata? Em caso de desastre, onde fica o "lucro"?

06.maio.2011

 Governo do Japão manda fechar usina nuclear por risco de terremoto


Naoto Kan exige que o grupo Chubu Electric Power interrompa o funcionamento da usina de Hamaoka situada na falha sísmica dentro do arquípélago.


Pelo menos uma ação preventiva, depois de tantas calamidades.


"Tomamos esta decisão em função da segurança dos habitantes.Se houver um acidente em Hamaoka, isso poderia criar sérias consequências"



População japonesa contra a utilização da energia nuclear




estadão.com.br
TÓQUIO - O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, determinou nesta sexta-feira, 6, a paralisação das operações da usina nuclear Hamaoka, ao sudoeste de Tóquio, por motivo de segurança. A planta da usina está em uma área de falha sísmica, onde há risco de um terremoto, segundo a agência local Kyodo.

A usina nuclear de Hamaoka, operada pela Chubu Electric, fica no litoral do oceano pacífico em Tokai. A área é de confluência de três placas tectônicas e o temor do governo japonês é de que um forte terremoto possa atingir a região nos próximos 30 anos.

O primeiro-ministro acredita que todos os reatores da planta, localizada na província de Shizuoka, deveriam ser paralisados enquanto não existam medidas suficientes de segurança para enfrentar tsunami ou terremoto de elevada magnitude, o que deve acontecer no médio e no longo prazo.

Após a exigência do governo, a Chubu Electric, terceira companhia de energia nuclear do Japão, anunciou que vai paralisar os dois reatores nucleares que estão ativos nessa central e atualmente produzem 2,5 mil megawatts de eletricidade, informa a Kyodo.

 
Trabalhos de contenção e reparação de Fukushima vão até o final de 2011

"Esta é uma decisão tomada após refletir sobre a segurança das pessoas", disse o chefe de governo japonês, que previamente reconheceu que a resposta de seu gabinete à catástrofe de 11 de março foi "inadequada em vários aspectos".

A usina nuclear de Hamaoka ficará paralisada até que sejam tomadas as medidas de segurança necessárias, apontou em entrevista coletiva Kan, que não forneceu uma data para o reatamento de suas operações.

No complexo nuclear de Hamaoka estão neste momento em operação os reatores 4 e 5, enquanto as unidades 1 e 2 foram desativadas.

A operadora Chubu Electric havia anunciado sua intenção de retomar as operações no reator 3 uma vez sejam realizadas as inspeções previstas para julho.

O governo do Japão já tinha pedido à operadora revisão dos sistemas de segurança da planta após a crise nuclear que atinge o país. O governo acredita que as medidas são insuficientes no caso de um terremoto de grande magnitude.

Com Efe
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04/05/2011 às 11:40:06 - Atualizado em 04/05/2011 às 14:49:04

Japão vai rever em 2012 área de exclusão perto de usina



Seguindo costume japonês ao pedir desculpas, funcionários da Tepco se curvam frente à população atingida pelo desastre nuclear


 "Nós acreditamos em vocês! Vocês nos disseram que não haveria problemas."

Kyodo News/AP
Funcionários da Tokyo Electric Power Co (TEPCO) se curvam diante de moradores de Namie como pedido de desculpas pelo desastre nuclear, em um abrigo na cidade de Nihonmatsu, na província de Fukushima, Japão, nesta quarta-feira.

O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, disse hoje que seu governo irá determinar no início do ano que vem se as pessoas retiradas do entorno da usina Daiichi, em Fukushima, podem voltar para casa, informou a agência de notícias Kyodo. Já que a Tokyo Electric Power (Tepco), proprietária da usina Daiichi, em Fukushima, prevê que deve estabilizar a usina em um período entre seis e nove meses, Kan disse que "nós poderemos ver uma certa condição estável no início do ano que vem, se o trabalho de restauração for como previsto".

"A partir daí nós determinaremos se as pessoas retiradas podem voltar para casa, levando em consideração os resultados monitorados", afirmou Kan durante um encontro em Kazo, na região de Saitama, onde estão abrigadas algumas pessoas que viviam perto da usina Daiichi.

A Tepco divulgou os prazos para estabilizar a usina em entrevista coletiva realizada em meados de abril. Hoje a empresa anunciou em entrevista coletiva que adotará medidas para melhorar as condições de vida dos quase 200 trabalhadores que atuam na usina para controlar a crise.

A usina Daiichi começou a apresentar problemas após um terremoto e um tsunami ocorridos em 11 de março, causando a pior crise nuclear da história do Japão. A Tepco anunciou que os trabalhadores terão acesso a refeições mais frescas e banhos mais frequentes, para se evitar qualquer problema e manter elevado o moral dos trabalhadores.

Funcionários da Tepco anunciaram também que o trabalho para instalar a seção primária do sistema permanente de resfriamento do reator número 1 da usina começará em 16 de maio. Essa será a primeira vez que os trabalhadores entrarão no prédio desde 11 de março, quando quatro dos seis reatores apresentaram problemas por causa do terremoto de magnitude 9,0 e do violento tsunami.

O restabelecimento da refrigeração é um passo fundamental no plano da Tepco para acabar com a crise na usina. Em 9 de maio, a empresa começará uma operação para limpar o ar no prédio, usando ventiladores equipados com filtros especiais. O trabalho na segunda seção do sistema de refrigeração, que ficará localizado na parte de fora do prédio do reator, começa em 8 de maio. A companhia pretende instalar sistemas similares nos outros reatores danificados.

Começando já no início de maio, os trabalhadores receberão comida fresca. Logo após o 11 de março, os problemas para conseguir comida na área levaram funcionários a sobreviver com uma dieta de comida congelada e bolachas. A moradia para eles também melhorará, com camas mais confortáveis. Nas próximas semanas, serão construídas casas pré-fabricadas para mais de 220 trabalhadores.

Um graduado assessor do presidente japonês, Goshi Hosono, disse esperar que isso ajude os trabalhadores na "dura tarefa" pela frente. Segundo ele, a meta por ora vinha sendo conter o acidente, e além disso as condições difíceis atrapalhavam o processo de melhoria das condições para os empregados. As informações são da Dow Jones.

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Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente



compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA

Porto Alegre - RS - Brasil

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