sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Doenças que podem ser contraídas pela população, devido ao sepultamento inadequado de cadáveres - Necrochorume - Contaminação das águas - Descaso das prefeituras


Água potável evita doenças - Todos tem direito à Saúde!

Doenças que podem ser contraídas pela população, devido ao sepultamento inadequado de cadáveres
Necrochorume – Contaminação das Águas - 
Descaso das Prefeituras - 
Parte 10/10


Por Marise Jalowitzki
25.fevereiro.2011



O necrochorume nunca é adubo. Quando o tratamento é adequado, ele fica menos poluente e o solo tem capacidade de reabsorvê-lo sem mais danos. Entretanto, como vimos até aqui, a falta de tratamento leva à poluição e contaminação das água e solo. O que é grave! Quando as pessoas morrem com alguma doença, além de outros microorganismos, podem estar presentes no necrochorume os patogênicos, como bactérias e vírus, que são os agentes transmissores de doenças.

Embora a Resolução 335 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) preveja o licenciamento dos cemitérios desde 2003, a regularização pouco avançou no País. Tanto que uma nova resolução (337), de 2008, alterou a norma anterior e deu prazo até dezembro de 2010 para que todos esses locais sejam adequados.

Estamos em fevereiro de 2011. Não há registro de que as prefeituras tenham atendido ao requerido pela Resolução.

 De acordo com a engenheira sanitarista, Maria Rosí Melo Rodrigues, os microorganismos liberados durante o processo de apodrecimento dos corpos pode transmitir doenças por meio da ingestão ou contato com água contaminada pelo necrochorume. “É assim que muitas pessoas podem acabar sendo vítimas de enfermidades como hepatite, febre tifóide, paratifoide, tuberculose e escarlatina, entre outras”, afirma.
Vida digna é direito de todos - Chorume e necrochorume são uma grave ameaça à saúde da população!


Uma alternativa é que os cemitérios tenham estações de tratamento para o necrochorume. “Com o tratamento, todo o líquido é encaminhado para um sistema de drenagem devidamente projetado para evitar contaminação do solo, e desta drenagem segue até as unidades de tratamento que removem as cargas orgânicas mais tóxicas e lança no corpo hídrico um efluente menos impactante ao meio ambiente”, conta a engenheira.

São sistemas idealizados para atender este tipo de efluente, com uma tecnologia universal de processo anaeróbio, porém adaptada a absorção deste tipo de carga poluente, portanto, um sistema único de dimensionamento de projeto. “Os benefícios do tratamento são diversos, mas principalmente a proteção e a manutenção da qualidade de nosso meio ambiente e a proteção à saúde da população, o que é incontestável”, ressalta Rosí.
Assim, quando a população toma contato com a água ou o solo contaminados – e os alimentos advindos deste –, podem apresentar as seguintes doenças:

- Infecções tóxico-alimentares, a mais frequente, diarréia, acompanhada de febre e dores estomacais
- Hepatite A
- Tuberculose
- Febre tifóide
- Paratifóide
- Poliomelite
- Escarlatina
- Gangrenas de todos os gêneros
- Viroses, entre outras.

Os gastos com saúde pública estão sempre no topo das reclamações dos governos. A população, por sua vez, sabe-se sempre mal assistida. É preciso apostar e investir mais na PREVENÇÃO!


Quando as autoridades se conscientizarem de que prevenir vale mais do que remediar, estarão cada vez mais alertas para tomar as urgentes providências que se fazem necessárias para garantir água potável à população e garantir a saúde.

Prevenir vale mais do que remediar


Prevenir vale mais do que remediar! Para cada um dólar investido em prevenir, economizam-se 7 em remediar



Está comprovado de que para cada dólar (ou real) empregado em prevenção, 7 dólares (ou reais) são economizados em remediação. Ou seja, correr atrás do prejuízo, já se sabe, é sempre pior e mais caro do que antecipar-se e tomar as medidas corretas.

Entretanto, o que segura os governantes para que tal não aconteça?
Parece-me que devemos atentar para o que dá IBOPE na mídia. Piração? Não mesmo.
Já perceberam QUANTAS notícias de desgraça são veiculadas, com ENORME AUDIÊNCIA, enquanto as boas práticas passam quase desapercebidas?

Assim, dá muito mais notoriedade aos políticos entrar em caráter emergencial em alguma “desgraça” do que realizar obras que não apareçam e, portanto, roubam a notoriedade.

Com relação ao saneamento básico, que é o nosso tema, pois tudo implica em descontaminação das águas e solo, há até uma expressão entre eles:

“- Investir em saneamento básico não vale a pena pois é enterrar dinheiro no chão!” – Ou seja, não aparece! Não dá para tirar fotos no subsolo, sorrindo e recebendo manchetes na mídia.

Assim, ao concluir o 10º artigo desta série, conclamo a todos os que lêem este conteúdo:

PROCURE MUDAR OS SEUS HÁBITOS E OS HÁBITOS DAQUELES QUE ESTÃO PRÓXIMOS DE VOCÊ!

Mesmo que comentar catástrofes, desastres, mortes e assassinatos, tragédias de todos os matizes, já tenha se tornado um vício entre nós, comente! Mas, logo após, sugira uma saída, compartilhe uma idéia concreta, por mais simples que seja, para que as coisas possam sair do lugar em que estão e possam caminhar para uma melhoria contínua.

QUER APOSTAR?

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Transcrevo mais alguns informes que colhi ao longo da pesquisa.
Estou entrando em contato com Porto Alegre e, em recebendo resposta, incluo mais um tópico, mais adiante.

Material há para disponibiizar ao seu vereador, ao seu líder comunitário, ao seu deputado. Tente!
BOA SORTE!
O BRASIL AGRADECE!

Comentar catástrofes anuvia valor das boas práticas - Mude seus hábitos! Exalte o que você vê de bom!


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Joinville - Santa Catarina:
O presidente da Fundema, Marcos Schoene, diz que a regularização dos cemitérios de Joinville é uma maneira de a Prefeitura estar em acordo com as exigências ambientais.

Outros órgãos públicos potencialmente poluidores – a fábrica de tubos da Prefeitura, por exemplo – devem passar pela mesma adequação.
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O Estado de São Paulo

Novas regras ameaçam fechar 40 cemitérios
Espaços públicos e particulares da capital devem apresentar relatório ambiental até dezembro; caso sejam reprovados, podem até ser lacrados
Felipe Oda - O Estado de S.Paulo
JORNAL DA TARDE

Sem licença ambiental para funcionar, os 40 cemitérios particulares e públicos da capital paulista correm risco de ser lacrados pela Companhia Ambiental do Estado (Cetesb) e pela Prefeitura. Isso porque, mesmo sem obrigatoriedade de ter documentação, os locais devem apresentar até dezembro um relatório do impacto e, se necessário, das obras de adequação ambiental aos órgãos fiscalizadores.

Não existe um levantamento de quantos terrenos ocupados por cemitérios estão contaminados. Desde 2006, porém, as áreas onde se localizam os cemitérios públicos de Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte, e Vila Formosa, na zona leste, aparecem na lista de suspeita de contaminação da Cetesb.

A questão é discutida pela Câmara Municipal e tornou-se alvo de uma comissão parlamentar de inquérito denominada "CPI da Coordenadoria de Vigilância Sanitária". O licenciamento ambiental passou a ser exigido no Estado em 2002.
(...)
Construídos antes de 2002, os 22 cemitérios públicos e 18 particulares não poderão ser licenciados, mas receberão um documento de adequação ambiental - equivalente ao licenciamento.

O parecer será emitido pela Cetesb, após a análise dos laudos entregues no fim do ano. Caso o órgão não considere satisfatória a situação ambiental do cemitério ou as adequações sugeridas, advertências e multas serão aplicadas. "É um mecanismo para garantir que todos se adaptem. O licenciamento dos cemitérios antigos não pode ser cobrado, mas adequações ambientais, sim", afirma Mauro Kazuo Sato, gerente do Departamento de Apoio Técnico - Gestão Ambiental, da Cetesb.

O cemitério que não apresentar um laudo dos impactos ambientais adequado pode ser multado em até R$ 16 mil. Se receber uma segunda ou terceira notificação, o valor da autuação poderá atingir R$ 64 mil e até levar à interdição.

A Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente diz que "todos os cemitérios da cidade precisam se adequar às exigências ambientais".



Único local ecologicamente correto fica no PR
O Estado de S.Paulo
  
Cemitérios verticais
(...)
No cemitério vertical, o defunto não tem contato com o solo e neste caso o processo de sepultamento é diferente dos convencionais.O caixão é deposto sob uma espécie de bandeja impermeabilizante  e o líquido é retido ali até que se evapore por completo.

Segundo Camargo, os gases resultantes do processo de evaporação passam por um filtro com moléculas de carvão que age por adissorção (quando uma molécula gruda em outra, anulando o efeito que teria na atmosfera).
(...)
Wanderli Loyola

No caso dos cemitérios públicos da cidade de São Paulo aproximadamente 75% se encontram com problemas, devido a condições inadequadas de sepultamento.
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010


Informe-se com a EMATER para saber dos lençóis freáticos. Sua Saúde agradece!


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Em uma série de 10 tópicos, agrupei os temas mais relevantes, assim distribuídos:  


Parte 1 – Seremos adubo algum dia? Vamos cuidar das águas!  – Introdução - http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/02/seremos-adubo-algum-dia-vamos-cuidar.html

Parte 2 - O corpo humano e a liberação do necrochorume
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/02/o-corpo-humano-e-liberacao-do.html

Parte 3 – O que diz a Legislação sobre o tratamento de cadáveres
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/02/o-que-diz-legislacao-sobre-o-tratamento.html

Parte 4 – Outras alternativas para tratar o necrochorume
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/02/necrochorume-corre-ceu-aberto-em-alguns.html

Parte 5 – Como acontece a decomposição do corpo humano
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/02/como-acontece-decomposicao-do-corpo.html

Parte 6 - Como a qualidade do solo influencia no tempo de decomposição do corpo humano
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/02/como-qualidade-do-solo-influencia-no.html

Parte 7 - Como acontece o processo de contaminação do solo e de fontes d’água pelo necrochorume
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/02/como-acontece-o-processo-de.html

Parte 8 - O que dizem os pesquisadores sobre as consequências do necrochorume
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/02/o-que-dizem-os-pesquisadores-saude.html

Parte 9 – Impactos ambientais devido à liberação do necrochorume
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/02/impactos-ambientais-contaminacao-das.html

Parte 10 - Doenças que podem ser contraídas pela população, devido ao sepultamento inadequado de cadáveres
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/02/doencas-que-podem-ser-contraidas-pela.html

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A mídia dá mais atenção às catástrofes do que às boas práticas. A maioria da população, também.

A mídia precisa de audiência. Políticos também. Para que as boas práticas recebam tanta atenção quanto as tragédias, quem precisa mudar somos nós! Quem pode mudar essa realidade somos nós.

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Mais Links relacionados ao tema, neste blog:

- Governos, são VOCÊS que precisam pagar pela tragédia no RIO! Sistema meteorológico poderia ter alertado sobre chuvas no Rio! E agora?
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/01/sistema-meteorologico-que-poderia-ter.html
- O Cristo Redentor parece perguntar: E aí, Governos, vão ou não vão fazer a sua parte? 
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/01/tragedia-no-rio-o-cristo-redentor-esta.html
- Quatro anos é muito tempo! - Programa de Prevenção a enchentes
 http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/01/centro-nacional-de-prevencao-de.html
- Le Monde culpa o governo brasileiro pela tragédia no Rio
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/01/o-ceu-nao-e-o-agressor-le-monde-culpa.html 
- Cadeia neles! Antes que novas tragédias aconteçam - Por Franckin Sá
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/01/cadeia-neles-antes-que-novas-tragedias.html
- Vergonha de chorar, irmão?
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/01/vergonha-de-chorar-irmao-enchentes.html
- "Vamos esquecer!" - "Qual a próxima novidade?"
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/01/vamos-esquecer-qual-proxima-novidade.html
- Pesquisador: tragédia no Rio é social
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/01/pesquisador-tragedia-no-rio-e-social.html

E mais: confira na barra lateral (Tragédia no Rio)
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Conhecimento é nossa ferramenta de mudança - Água limpa é direito de todos!


Referências desta pesquisa (10 posts):

http://www.ebah.com.br/artigo-diagnostico-da-qualidade-das-aguas-subterraneas-nas-proximidades-dos-cemiterios-pdf-a41474.html

MARCAS AMBIENTAIS RESULTANTES PELA INSTALAÇÃO DE TUMULAÇÕES - Daurélio Barbosa Rocha e Osmar Mendes Ferreira
Universidade Católica de Goiás – Departamento de Engenharia – Engenharia Ambiental
Av. Universitária, Nº 1440 – Setor Universitário – Fone (62)3227-1351.
CEP: 74605-010 – Goiânia - GO.

Referência de um trabalho importante: http://www.bvsde.paho.org/bvsAIDIS/PuertoRico29/olaia.pdf



As coisas só mudam se nós mudamos!
 
Leia também: LINK: http://t.co/uYsGSWt

Só sirenes?  falta tudo! Necrochorume à mostra após a tragédia na região serrana do Rio

As fotos divulgadas nesta página foram enviadas por Cecília Valéria Oliveira da Silva, voluntária em Teresópolis, na tragédia do Rio - 2011

Região Serrana do Rio vai receber Sirenes de Alerta - Piada ou Tragédia?

Por Marise Jalowitzki e Cecília Valéria Oliveira da Silva
14.julho.2011
LINK: http://t.co/uYsGSWt

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4 comentários:

  1. Não seria o caso, também, de obrigar a cremação?
    Deixando os casos que podem requerer exumação para nova perícia para serem sepulados nos cemitérios já existentes?

    Não é mais higiênico cremar?

    Moro ao lado de um cemitério antigo, num bairro residencial, do meu prédio até lá não são nem cem metros em linha reta e o condomínio quer fazer poço arteziando aqui para não usr mais água tratada pela Casan. Fui contra na Assembléia porque não fizeram nenhum estudo sobre o solo, o fato de ter um cemitério onde se sepulta sem carneiras, maioria ainda não tem nas sepulturas as carneiras e não sei se fazem muita diferença.

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  2. Lia, tens toda razão em estar preocupada. Poços artesianos, caso não receberem avaliação e autorização do IBAMA - ou da EMATER - Empresa de Assistência Tecnica e Extensão Rural - que supervisiona o solo para ver se há condições de perfurar um poço artesiano.

    Perfurar sem esta autorização é clandestino. Passa essas informações ao síndico. A questão do necrochorume é muito séria. Ainda mais em um mundo onde praticamente todos tomam remédios, o que retarda a decomposição e aumenta a toxicidade.

    Quanto às carneiras, se são de madeira, sem os filtros que conduzem ao silo de tratamento, não faz diferença. As alças de metal também são poluentes...

    Quanto à cremação, eu concordo contigo. Entretanto, há tantas pessoas que ainda são contrárias, seja por questões de crenças, seja pela sua ética.

    Grata pela contribuição ao post e Felicidades!
    Abraço

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  3. oi ,estou preocupada porque a três anos enterrei meu cachorro no quintal de fundos da minha casa ,não tinha nocão dos danos.hoje vamos fazer obra e queremos usar esse quintal,o que devo fazer ,poderei plantar ,retirando o que resta dele ?

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    1. Tem de ver o que seu cachorrinho tomou de remédios alopáticos, vacinas, etc., querida. Se comeu ração a vida toda (que estão plenas de ingredientes q contem antibióticos e tudo o mais). É um cãozinho, depende da profundidade, quantos anos está ali enterrado, se há escoamento de água próximo (lençol freático), o tamanho do terreno... o melhor (é o que eu faria) é pegar um tantinho de terra e pedir a um agrônomo fazer uma avaliação (Emater, Vigilância Sanitária). Bjs

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