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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Adolescente cria "raio solar da morte" com 5,8 mil espelhos - Ou será Raio Solar da Vida?



Eric Jacqmain cria Raio Solar da Morte - Ou será Da Vida?


Adolescente cola 5.800 espelhos em antena parabólica para criar RAIO SOLAR DA MORTE - ou será DA VIDA?



Por Marise Jalowitzki
31.janeiro.2011

O adolescente americano de 19 anos Eric Jacqmain criou um Raio Solar com a intensidade de 5.000 sóis (segundo ele próprio).  


Eric mora no estado de Indiana, e conta que a invenção custou apenas US$90 para ser feito, até ser destruído em um incêndio. O inventor já construiu um maior, com 32.000 espelhos.


Para o projeto original, ele só teve que tirar a antena parabólica de 1,75m, alinhá-la para pegar diretamente a luz do sol, para então qualquer coisa que entrasse no “ponto focal” (que tinha cerca de um a dois centímetros de tamanho) pegar fogo.






Alguém lembra dos antigos projetos de "Fogão solar" ou "Forno solar", lá da década de 80, que os alternativos já ensinavam a fazer?  Já fervi água, já assei pizza, já fiz até um arroz, naqueles tempos bons. Já fizemos sucesso, eu e meus netos, com essas "descobertas".


Sol é uma maravilhosa fonte de energia. Todos sabemos disso, só que este recurso sempre esteve a nosso dispor, sempre "veio do alto", mas as pessoas insistem em  vasculhar e desarrumar o fundo da terra, extraindo petróleo, tirando o chão debaixo dos nossos próprios pés, sujar as mãos e o ar que respiramos, provocar deslizamentos de terra e matar pessoas.


Claro que o adolescente norte-americano vai fazer muito sucesso com seu Raio da Morte. Isto está bem ao gosto de milhões de pessoas, que se excitam ao ver fogo, destruição, morte. Eu prefiro chamar O RAIO DA VIDA. (Em outro video, onde aparece o raio já maior construído, um amigo de Eric assa uma salsicha em poucos minutos)


Tudo, em nosso Universo, tem diferentes utilizações. Tudo que existe, quando utilizado em porções diversas, pode proporcionar a morte ou a vida, a doença ou a saúde. Cada um tenta ajustar a dosagem de acordo com seu padrão de sintonia.


Imaginem socializar este invento para os paises com grandes comunidades pobres, que não possuem gás de cozinha para cozer seus alimentos, para comunidades que moram em paises frios, para aquecer um café ou chá, para aquecer ambientes. E mais, direcionando, bem sabemos que a energia solar pode substituir tudo que as usinas hoje proporcionam em termos de energia.


O Mal e o Bem existem na proporção que lhes damos vida!


Marise Jalowitzki
Escritora
marisej@terra.com.br
Porto Alegre - RS - Brasil
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Link relacionado: http://www.gizmodo.com.br/conteudo/adolescente-cola-5-800-espelhos-em-antena-parabolica-para-criar-raio-solar-da-morte/
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Tunes - o presidente substituto no IBAMA diz que decisão sobre hidrelétrica do Xingu não é "fato consumado"


Reverter a situação da Usina Hidrelétrica do Xingu - Realidade ou Ficção?

Tunes - o presidente substituto no IBAMA diz que decisão sobre hidrelétrica do Xingu não é "fato consumado"

Por Marise Jalowitzki
28.janeiro.2011

Hoje chego até este espaço para, como brasileira em primeira fila em grande teatro, aplaudir! Sim, com ironia, aplaudir o vai-e-vem da ciranda política a que todos assistimos, todos os dias. A agressão ao meio ambiente e a pérfida impunidade a todos os envolvidos.

Somos sabedores que o ex-presidente do IBAMA, Abelardo Bayma, se demitiu justamente  devido às pressões para liberar o projeto. Bayma exigia o cumprimento das condicionantes antes de liberar a licença.


A simples notícia da lilberação da licença para a instalação da Hidrelétrica do Xingu já está atraindo milhares de pessoas em busca de trabalho e empregabilidade. Quem poderá segurar as consequências para o ambiente e a população?

Compartilho as declarações de Américo Ribeiro Tunes, o presidente substituto do IBAMA que, logo após a divulgação da concessão da licença para a Belo Monte (Norte Energia), enfatizou para a Folha de São Paulo que a concessão da licença de instalação parcial não significa um "fato consumado".

Tunes, do alto de seus 30 anos de carreira no serviço público, disse que o instituto tem independência e o direito de reverter a decisão, caso assim o desejar. Segundo ele, a agência pode exigir o desmonte dos canteiros e dos acampamentos se a Nesa (Norte Energia S.A.) não cumprir as 40 condicionantes previstas na licença prévia.

Então, não tinha ele certeza sobre o que acabara de assinar? Ou essas declarações são apenas para ganhar algum tempo, até que a mídia pare de comentar e o tema possa ser consumado livremente, sem a pressão popular?

Sim, pois morosa como é a nossa Justiça, os processos que o MPF - Ministério Público Federal impetra, esses, correm pelos anos afora até que sejam julgados e cumpridos. Até lá, os 238,1 hectares de mata já estarão mortos e os 150 anos que uma árvore majestosa levou para se tornar em deusa-verde, apenas uma lembrança.



Ibama - Quem pode reverter as consequências do desmatamento?

Nos outros casos onde o IBAMA concedeu licenças parciais (como para os setores petroquímico, de petróleo e de gás e energia, com vistas à instalação da usina de Jirau, no rio Madeira, RO), as licenças foram mantidas na Justiça.

Marise Jalowitzki
Escritora
marisej@terra.com.br
Porto Alegre - RS - Brasil

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Leia mais sobre Belo Monte e a Causa Verde - Link: http://ning.it/gzWrbi
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Democrata diz ser 'criminoso' trocar nome de campo para Lula


Democrata diz ser 'criminoso' trocar nome de campo para Lula



O deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO) postou na noite desta quarta-feira uma série de mensagens em sua página na rede de microblogs Twitter nas quais considerou uma "homenagem criminosa" trocar o nome da área Tupi, na camada pré-sal da bacia de Santos, para campo Lula. O anúncio foi feito nesta manhã pela Petrobras, que batiza seus campos com nomes de peixes - agora também moluscos - após a declaração de comercialidade.



"Essa possível desculpa de que 'Lula' é da fauna marinha não vai colar. O próprio Lula agradeceu a homenagem criminosa", escreveu o democrata, sobre um suposto agradecimento de Lula a José Sérgio Gabrielli, presidente da estatal. "Após defender mensaleiros e desrespeitar leis eleitorais, Lula rasga a Constituição e mais uma lei ao colocar seu nome na área de Tupi", disse Caiado em sua página.



O deputado afirmou também ter acionado a assessoria jurídica de seu partido contra o anúncio. "Acionei a assessoria jurídica do DEM. Vou entrar com ação popular na justiça federal para retirar com liminar o nome de Lula da área de Tupi". "O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, também responderá, apesar de ter 'apenas' cumprido ordens do chefe Lula-Tupi", escreveu.

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29 de dezembro de 2010 • 22h44 •  atualizado 23h01

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

"E o Lulinha aqui, ó...!" Você acredita no bom velhinho? Feliz Natal!

Feliz Natal

"E o Lulinha aqui, ó... !"
Você acredita no bom velhinho? Feliz Natal!

Por Marise Jalowitzki
23.dezembro.2010
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/e-o-lulinha-aqui-o-voce-acredita-no-bom.html

"E o Lulinha aqui, ó...!"   comentou o presidente, lamentando ter ficado de fora do aumento que os parlamentares exorbitantemente se deram. Arrancando risos na platéia composta por representantes de movimentos sociais.


Representantes de movimento sociais! Pessoas que estão no dia a dia trabalhando e convivendo com o cidadão que trabalha um mês inteiro para receber um salário mínimo, ou que acompanha a batalha diária de tantas famílias que, por vezes, são apenas sustentadas por um bolsa-família.


Alienados ou hipnotizados? Sim, pois, pelo menos os que estavam na platéia, portando camisetas com a inscrição "R$ 580,00 já!", pelo menos estes não deveriam sorrir, rir e bater palmas. Pelo menos estes, pareciam estar ainda lúcidos, sabedores da merreca que é o salário mínimo (primordialmente concebido por Getúlio Vargas para suprir uma família com 3 filhos). Ouvir um homem-que-foi-do-povo, que foi eleito por este mesmo povo, povo que acreditou nele e achar engraçado este "representante" pilheriar, como se estivesse ao lado da sua troupe e não junto a representantes que recebem mil, dois mil reais... é, no mínimo, ofensivo e ultrajante.


Lembro, com preocupação, o artigo que escrevi há mais tempo "O Povo tem sempre razão?" - http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/10/o-povo-tem-sempre-razao.html -, onde consta uma rápida relação de líderes mundiais que arrastaram milhares e milhões consigo, as mais das vezes com resultados avassaladores para toda a humanidade.


Mesmo sendo o IBOPE um canal pago para realizar pesquisas e, dizem quase todos, sujeito a manipulações nos resultados, não dá para negar que a aceitabilidade do até agora presidente é bastante forte. Transe? Esperança? Gratidão? Alienação? Nunca se sabe ao certo. Mas, os crimes e desmandos são publicados diariamente e, em nome de uma brincadeira, de um saquinho de moedas, de alguma bolsa, tudo acaba tendo uma outra cor, um vinil vermelho que encobre quase tudo.


Houve ganhos com este governo, sim senhor!
Citarei alguns:
No meu entendimento,


- UPPs são um bom começo - contanto que, juntamente com a ocupação permanente da polícia para assegurar a tranquilidade dos moradores de favelas, também haja incentivos no sentido de profissionalizar os moradores, inseri-los no mercado de trabalho condizente, educação a contento, infraestrutura digna , enfim, toda uma ação sócio-educativa. Só afugentar os bandidos não resolve.


Outras favelas já estão dando mostras da falta de segurança, já que os bandidos estão se instalando (e aterrorrizando) lá. Mesmo que isto já esteja sendo planejado (com atraso), pois deveria ser uma implementação simultânea, tem de "sair do papel" já!


Desconheço as datas, até mesmo as mudanças previstas. O que ouvi foi que Beltrame (Segurança - RJ) estava conclamando a indústria e empresários em geral do RJ para que assegurem melhorias à população. Será uma ação de cidadania, então? O governo precisa fazer mais e urgente!

- A atenção à criança através do Programa "Não ao Trabalho Infantil" e do combate à violência à Criança é um enfoque importante que precisa avançar com maior estruturação. Precisa urgentemente de mais programas e dotação orçamentária, pois só retirar a criança da atividade, sem dotar, paralelamente, de condições de integração social consistente, não resolve. Mesmo no sertão.

- Também o Bolsa Família - tão contestado por uns e tão festejado (por quem o recebe e por quem o concede) - é um bom programa. Contanto que tivesse vindo, "taco-a-taco" com os mesmos itens citados anteriormente: profissionalização, educação digna, inserção no mercado de trabalho. Oxalá isto não demore, pois o tempo é inimigo de uma coisa que se chama Motivação. Quanto mais tempo passa, mais o ser humano se acostuma com aquilo que lhe é dado; logo, logo passa a exigir, como se fosse apenas obrigação (no caso) do governo, sem querer (nem entender) que a contrapartida para o seu próprio progresso e desenvolvimento vai mais além do que receber "uma ajudinha" em forma de bolsa. Para não parecer doação-obrigação, teria de estar já atrelado a uma ação.


Tudo isto ainda está tão longe do "Fome Zero". Até agora, trata-se apenas de bolsas-dependência. Não sou a favor de receber dinheiro sem a contrapartida. Creio que já se perdeu tempo demais.


- Mesmo que muitas pessoas sejam contra, as cotas para as universidades, no meu entendimento, também foram uma boa pedida. Se em nada mais, serviu para "colocar no palco" um tema que todos fazem questão de negar que existe, fazem questão de não ver: a discriminação com os negros, com todos os afro-descendentes.


Tanto está enraizado o preconceito e a discriminação que basta ver os "maravilhosos" comerciais natalinos, recheados de famílias "brancas-beges". Jesus-menino continua sendo um lindo bebezinho loiro de olhos azuis e os rostos de crianças são sempre brancos, rechonchudos e alegres.


Muito há por ser feito. Todos sabemos disso.


O que me irrita em Lula é sua arrogância, prepotência e ironia. Aberta, sem véus. Deboche puro. Irrito-me tanto porque também foi o meu voto que o colocou onde está. No primeiro mandato. No segundo, já anulei meu voto, como o fiz também nas eleições 2010, no segundo turno.


Vetar e empurrar para a presidente eleita a questão da partilha do petróleo foi, no mínimo, escorregadio.



Não acredito mais no "bom velhinho" faz tempo...
 
Não acredito mais no bom-velhinho nem nos amigos dele. Faz tempo. Este câncer de encobrir falcatruas, minimizando as sérias questões de corrupção, como se "uma coisa boa apagasse tantas outras ruins" é inconcebível. Triste contabilidade.


E fundamentalmente, o divisor de águas, além da questão ética, é a questão da sustentabilidade. O mundo inteiro está acordando para a utilização de energias limpas e nós, com o nosso paraíso de recursos naturais, andando na contra-mão do futuro.


Feliz Natal! Ho-ho-ho!



Marise Jalowitzki
Porto Alegre - RS - Brasil
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Com veto, Lula sanciona dia 23 marco do petróleo, diz fonte


Leia (ou releia) a nota publicada em 13 deste mês e entenda o que é marco regulatório, distribuição de royalties e qual a intenção do sistema de partilhas do petróleo.


Com veto, Lula sanciona dia 23 marco do petróleo, diz fonte
13 de dezembro de 2010 • 18h56 •  atualizado 19h01
http://img.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201012132056_RTR_1292273764nN13200250

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva agendou para o próximo dia 23 a sanção do novo marco regulatório para exploração do petróleo na camada pré-sal, com veto à nova fórmula de distribuição de royalties entre os Estados, segundo fonte do Palácio do Planalto.

A aprovação do novo marco para o setor de petróleo, regulatório do pré-sal foi concluída na Câmara dos Deputados no início deste mês e, além de estipular um novo modelo de produção para áreas estratégicas, o de partilha, criou um novo sistema de distribuição de royalties entre Estados e municípios.

Essa parte da lei gerou uma grande controvérsia entre os chamados Estados produtores, aqueles que fazem fronteira com os poços de petróleo. Na conta dos governadores de São Paulo, do Rio de Janeiro e do Espírito Santo eles perderiam uma grande arrecadação com o novo sistema.

A grita foi tão grande que Lula já decidiu vetar essa parte da proposta aprovada no Congresso e a presidente eleita, Dilma Rousseff, terá que fazer uma nova negociação com os Estados para criar um novo sistema de distribuição de royalties.

Durante a campanha eleitoral, a petista disse por diversas vezes que a distribuição não poderia prejudicar os Estados produtores e que a grande riqueza da exploração da camada pré-sal não estava nos royalties, mas na repartição do Fundo Social.

O Fundo Social, uma das novidades do marco regulatório, prevê que a receita obtida pela União com a exploração de petróleo deverá ser aplicada em seis áreas prioritárias: saúde, meio ambiente, ciência e tecnologia, combate à pobreza e cultura e educação. Pelas novas regras, todos os Estados receberiam investimentos por meio do fundo.

O marco regulatório muda a lógica de concessão dos poços de petróleo. Os campos das águas ultraprofundas serão concedidos para os investidores que oferecerem a maior parte do óleo extraído para a União.

 Hoje, a União vende os campos para aqueles que fizerem a melhor oferta em dinheiro (bônus de assinatura) pelo direito de explorá-los, em regime de concessão. O governo resolveu mudar as regras de exploração depois que a Petrobras fez descobertas de grandes campos na camada pré-sal.

exploração em águas ultraprofundas


Outra novidade do marco regulatório é que a Petrobras será operadora em todos os campos. Isso garante que o governo tenha informações corretas de produtividade em todos eles. O governo também criou uma nova empresa estatal para gerir os interesses da União nos consórcios que serão criados para a exploração nesses campos.

(Qual é o nome da empresa?)



quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

COP-16 - Marasmo e indefinição - Qual exemplo?




COP-16 - Marasmo e indefinição - Qual exemplo?


Por Marise Jalowitzki
09.dezembro.2010


Está chegando ao fim, nesta 6a. feira, a COP-16, Conferência do Clima, que intentava apresentar ao mundo mudanças efetivas para conter a emissão de gases tóxicos na atmosfera, assinar estratégias reais para conter o desmatamento e assegurar uma melhoria de vida às populações desprovidas.


Mais uma reunião, mais um encontro, mais um tour. Os resultados? Bem, talvez na próxima reunião....


Nas reuniões anteriores já se falou do quanto se dispende nestas viagens, para os parcos resultados. Parcos? Talvez, nenhum. Pois, além dos gastos, há sempre os renovados acenos de novas sugestões e planejamentos. Muita conversa, nenhuma decisão. As comitivas, ah! Essas, sim, são enormes! Para Copenhague, só Mato Grosso enviou mais de 250 participantes!


Lembro da empresa a qual estive vinculada por duas décadas e de como eu era chamada de cdf por querer aproveitar todos os instantes para colher mais conhecimentos e dados, ao invés de "conhecer o lugar". Pelo que consigo saber pelos bastidores, a coisa não é nada diferente, só a representatividade é que aumenta. São pessoas que levam o emblema nacional. A responsabilidade, porém, não é proporcional.




Marina dá entrevista e pede que Brasil lidere pelo exemplo


Marina Silva pede que "o Brasil lidere pelo exemplo", em Cancún, participando de um acordo onde todas as nações assinem, comprometendo-se com ações efetivas para enfrentamento das mudanças climáticas e que todos os grandes emissores assumam metas obrigatórias de redução de gases de efeito estufa.


Discursos semelhantes já foram recitados antes. Parece voz no deserto. Parece um velho disco de vinil, rachado, que trancou no velho "toca-discos" e repete sempre a mesma frase.


Marina fala ainda em, através da [desejada] posição brasileira, criar um “constrangimento ético” dos grandes emissores de gases de efeito estufa - GEE, onde EUA, Japão, Rússia, China e Canadá aparecem como principais.


Pela primeira vez, vem-me à mente a expressão de Plinio de Arruda Sampaio, que a chamou de "Poliana". EU QUERO QUE MARINA CONTINUE PENSANDO, QUERENDO E SONHANDO O SEU SONHO, QUE TAMBÉM SÃO OS SONHOS, DESEJOS E PLANOS DE QUASE 20 MILHÕES DE BRASILEIROS, só que não dá para esperar das pessoas que aí estão, uma conscientização que elas não tem, uma visão de mundo com a qual elas não comungam! Provavelmente nem percebam.




Continuar explorando petróleo, quando o mundo todo sabe que o caminho do futuro (ainda que longo) é o da utilização de energias limpas, o Brasil com todos os seus recursos naturais, continua extraindo petróleo em escala crescente! Não combina!


O interesse que, até agora, o Brasil declarou, é sobre o compartilhamento das cotas-lucro sobre matéria prima extraída das nações [ditas] em desenvolvimento e industrializadas e comercializadas pelos países desenvolvidos. Uma divisão de patentes. De resto, nada mais ouvimos de compromisso real.


O desmatamento como um todo, diminuiu, sim (pelo menos é o que dizem as estatísticas) mas, NA AMAZÔNIA, não diminuiu nada. Aumentou.


Pedir que o Brasil, que o atual presidente, lidere pelo exemplo? O tempo do Brasil - leia-se Lula - passou nas Conferências (COPs) anteriores. A arrogância de Lula botou tudo a perder em Copenhague. Correr atrás desse prejuízo é perda de tempo. Marina, desculpe, mas, nesse momento, há que olhar as coisas de frente. VOCÊ tem uma visão diferente, clara, do que precisa ser feito. A reverência a Lula, um ícone que nem é mais respeitado, tanto pelo bloco europeu, como pelo asiático (sem falar nos EUA)gerou constrangimentos bastante fortes.

Brasil não está fazendo, como até agora não fez, nada de diferente dos outros países, a não ser blá-blá-blá, enquanto incentiva o aumento da indústria automobilística e seu comércio, além das parcerias internacionais na extração petrolífera. O que o Brasil quer falar em termos de contenção de emissão tóxica e desmatamento? Exemplo? Modelo? Desse jeito, não!

Em termos de não ao desmatamento, o que foi assinado pelo governo, é um percentual pequeno e não está atrelado ao PIB, como pretendia Marina Silva.


Para Marina continuar sendo vista como personalidade idônea que é, precisa ver (e falar) as coisas como são. Ou silenciar, se, neste momento, isto se torna mais estratégico.

Abraços!
Marise Jalowitzki
Escritora e consultora organizacional
http://www.compromissoconsciente.blogspot.com/


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Links relacionados:

COP-16 - China mostra uma saída inédita para prosperidade com sustentabilidadehttp://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/cop-16-china-mostra-uma-saida-inedita.html


Mudanças climáticas - COP-16, AVAAZ e Wikileaks - Em 24 horas, mais de 345 mil assinaturas pedem o fim à perseguição ao Site - http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/mudancas-climaticas-cop-16-avaaz-e.html

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Link do Blog da Marina:
Marina defende que Brasil lidere pelo exemplo para quebrar marasmo da COP-16 -  http://www.minhamarina.org.br/blog/2010/12/marina-defende-que-brasil-lidere-pelo-exemplo-para-quebrar-marasmo-da-cop-16/

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Agora chegou a nossa vez!? A saga do "ouro negro"

 


AGORA CHEGOU A NOSSA VEZ!?
A saga do "ouro negro"
Marise Jalowitzki


PARA ONDE LEVA A EUFORIA?


Muitas e muitas pessoas parecem estar cegas frente à perspectiva de enriquecimento que o opaco brilho do "ouro negro" promete. Brindemos!




Não sei bem porque, veio-me à lembrança os aplausos das focas que, com seus "bracinhos" curtos, aplaudem quando, bem treinadas, recebem seu alimento-peixe.


O contentamento toma conta também dos seres humanos quando sentem (ou pensam sentir) que suas aspirações estão por ser atendidas. Claro que é bem bacana ter este sentimento. É motivador. Faz acreditar. Dá esperança. E fé. Aí é que quero refletir com você: Vamos manter, também, o lado racional em alerta?

O grande risco da euforia é esquecer de ser objetivo, analítico, observador e contribuir com objetividade, em situações factuais. É preciso manter o foco, ser assertivo e pontual nas observações.


A maioria das pessoas "precisa" acreditar para continuar [sobre]vivendo, por isso, decide-se a não pesquisar, olhar mais fundo. Também, é uma atitude mais cômoda. Entretanto, a história da humanidade está plena de fatos onde o otimismo exagerado cegou populações inteiras, que, ao serem infladas a acreditar que "havia chegado o seu momento", passaram a agir irracionalmente, desmedidamente, derrubando o que lhe vinha a frente.


Todos conhecemos pessoas assim. Nada mais ouvem, nada mais lêm, a não ser aquilo que sedimenta sua euforia.

Desejo, sinceramente, que, passados os tempos de euforia, não sobrevenha a "grande depressão" que assola todos os estágios irrefletidos.


Quando Henry Ford lançou seu primeiro carro a manivela e gasolina, as pessoas também gritavam, eufóricas.


"Agora, chegou a nossa vez", dizem muitos brasileiros. E parecem acreditar, realmente, que também "podemos", como fizeram todos os outros países chamados desenvolvidos. Podemos enriquecer instantaneamente, podemos continuar destruindo, podemos poluir como os outros também fizeram. "Yes, we can!" - Tudo igual. Apenas não sentem (ou não querem perceber) que os tempos são outros e que o planeta ainda é o mesmo.



E que continuar invadindo e explorando o interior da terra, suas camadas mais profundas, pode gerar danos iguais ou bem maiores do que já produzimos sobre a superfície e na atmosfera.

Analise a extensão do programa que prevê a exploração de petróleo no pré-sal: do Maranhão a Santa Catarina.


Praticamente o litoral inteiro. E em águas ultraprofundas, mais de 7.500 metros da superfície ao fundo do mar.

Quais os impactos ambientais advindos desta agressão que a extração petrolífera acarreta? Provavelmente, só saberemos quando eles (os impactos) acontecerem! Como o velho e conhecido modelo de "chorar sobre o leite derramado" proclama e [ainda] age.

Noutro dia estive conversando com algumas pessoas humildes´, e quis, mesmo, checar a quantas anda a compaixão das pessoas. Expliquei um tanto dos riscos que o pré-sal acarreta e a necessidade das pesquisas preventivas e de um efetivo acompanhamento, passo-a-passo, de cada nova perfuração.

- Mas, quanto tempo vai levar isto? - perguntou um. - Eu não quero esperar mais! Se é prá vir, que venha logo!
E outro:
- Não pode ser tão perigoso assim. (E teceu alguns comentários sobre o que ouviu em promessas de campanha eleitoral, que prefiro nem repetir)

Apresentei mais alguns dados sobre desmoronamentos, inundações, catástrofes, "reassentamentos" do solo. 
E concluí:
- Eu não quero "enriquecer" à custa de catástrofes, nem da morte em desastres, de pessoas inocentes, irmãos brasileiros nossos.

Silêncio geral. E o assunto morreu por aí. As pessoas voltaram a seus afazeres.

Quais os valores sociais que comungamos? Interessante pensar nisso. 

Este pensamento de retorno lucrativo imediato parece ser bem comum, em todos os segmentos. Só que há outras saídas, com bons resultados.

Com o sol maravilhoso que temos e os ventos abundantes em tantas regiões, por que não investir mais em incrementar a utilização das energias solar e eólica?

A situação planetária está mudada. E o aquecimento global não é brincadeira. Os rios urbanos estão, na maioria, cobertos com asfalto e nem os conhecemos mais. Alguns, como o Riacho Ipiranga (em frente à PUC em Porto Alegre), permanece a céu aberto, cheirando mal, condutor de esgoto. Guaíba, Tietê, Rio dos Sinos, Gravataí, Capibaribe, permanecem abertos, escancarando seu odor fétido. Tudo morto ou quase morto.

Quem mais vai sofrer são as populações mais desprovidas, que não são, nem nunca foram, as responsáveis pelo atual quadro.

Conhecer, analisar, refletir é um tanto mais cansativo, sim. Porém, bem mais compensador. necessário.

Informe-se. Analise. Conclua.
Para que a natureza e toda a biodiversidade que ela ainda contem, não seja, daqui um tempo, apenas lembrança fotográfica.

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Outros links, neste blog, relacionados ao tema:
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MARISE JALOWITZKI
Mãe e Avó
Escritora e Consultora
Porto Alegre - RS - Brasil
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Petrobras - Fundo Social e sistema de partilha do Pré-sal só será revisto em 2011

 Nota de dezembro: Mexeram, enrolaram, votaram na calada da noite, deu em que, mesmo?

Mexeram, mas deu em que?
http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idnoticia=201012020117_EST_79415177

Palocci "dando as cartas"... no que vai resultar??...
Lucrar aplicando no exterior? Leia a matéria do link acima.
É brincadeira!
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E no país das bananas!...os políticos se ocupam com a disputa pela Presidência da Câmara e do Senado. Quem se importa com o povo?

http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201011172144_RTR_1290030279nN17232791

 Economia » Notícias

 Gabrielli: atraso em votar marco é inócuo para Petrobras
17 de novembro de 2010 • 19h44 •  atualizado 21h25


Um eventual adiamento para o ano que vem na votação, e talvez aprovação, do novo marco regulatório do setor de petróleo no Brasil não causaria qualquer mudança nas operações da Petrobras, informou o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli.

"Nos nossos planos não muda nada", afirmou ele ao ser questionado por repórteres sobre a possibilidade cada vez mais forte de que a matéria fique para ser avaliada apenas no ano que vem pelos parlamentares.

A Petrobras já possui um grande plano de investimentos para o período até 2014, que ainda será incrementado pelos trabalhos de exploração das reservas de 5 bilhões de barris que foram cedidas pela União à empresa em uma troca indireta por ações durante a capitalização.

Segundo Gabrieli, no entanto, "para o Brasil seria importante aprovar logo o marco". Oficialmente, o governo e seus líderes no Congresso sustentam a expectativa de aprovar neste ano o marco regulatório do pré-sal.

Mas, com o Orçamento de 2011 ainda em discussão e o ambiente já contaminado pela disputa pela presidência da Câmara e do Senado, articuladores do governo admitem que a votação das novas regras do setor petrolífero pode ficar para o ano que vem.

O projeto que cria o fundo social do pré-sal e estabelece o sistema de partilha da produção está parado desde julho na Câmara. Junto com essas duas propostas está ainda a emenda do senador Pedro Simon (PMDB-RS) que prevê uma distribuição mais equitativa entre os Estados da Federação dos royalties pagos pelas petroleiras.

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- Petrobras vendeu ações em setembro, sim! - http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/10/voce-que-comprou-acoes-da-petrobras-em.html

- Petróleo é "Bilhete Premiado"? - http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/10/petroleo-bilhete-premiado.html

- "Não fazemos a conta desta forma! Petrobras "Salva"! - http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/10/nao-fazemos-conta-dessa-forma-petrobras.html

- Noruega em águas profundas no Brasil - http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/noruega-em-aguas-profundas-no-brasil.html

- Mentiram prá você, meu! - http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/10/mentiram-pra-voce-meu.html

- Manobra do governo vira festa! - http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/10/hoje-e-festa-la-no-meu-ape-pode-chegar.html

- E quando os "lá-de-fora" descobrirem a manobra? - http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/10/e-quando-la-fora-descobrirem-manobra.html

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

OGX anuncia hidrocarbonetos na bacia do Parnaíba

17.11.2010

"O petróleo é nosso!"
Lembram do discurso de campanha da presidente eleita? "Vamos dividir com os brasileiros as riquezas do Brasil!"? Importante acompanhar!

"A OGX Maranhão, sociedade formada entre OGX S.A. (66,6%) e MPX Energia S.A. (33,3%), é a operadora e detém 70% de participação neste bloco, enquanto a Petra Energia detém os 30% restantes."


http://indexet.investimentosenoticias.com.br/arquivo/2010/11/17/463/OGX-anuncia-hidrocarbonetos-na-bacia-do-Parnaiba.html

A OGX Petróleo e Gás Participações (OGXP3) comunicou hoje que, através de sua subsidiária OGX Maranhão, identificou a presença de gás na seção devoniana superior do poço 1-OGX-22-MA, no bloco PNT-68, na bacia terrestre do Parnaíba.


A OGX Maranhão, sociedade formada entre OGX S.A. (66,6%) e MPX Energia S.A. (33,3%), é a operadora e detém 70% de participação neste bloco, enquanto a Petra Energia detém os 30% restantes.

Após perfurar os primeiros 10 metros da seção devoniana superior, com fortes indícios de gás, à profundidade de 1.520 metros, a OGX Maranhão decidiu realizar um teste de formação. O poço foi aberto para fluxo atingindo 1.950 psi de pressão com uma chama de aproximadamente 20 metros.

Após a conclusão do teste, a perfuração do poço OGX-22, prospecto denominado Fazenda São José, continuará em andamento até a profundidade total estimada de 3.200 metros em buscas de novos objetivos exploratórios.

"A perfuração deste segundo poço também descobridor, realizada em uma nova estrutura pioneira e independente, a 12,5km de distância do 1-OGX-16-MA (Califórnia), confirma a presença de uma província petrolífera na região e ressalta o potencial dos nossos blocos", afirmou Paulo Mendonça, Diretor Geral da OGX.

O poço OGX-22, localizado no bloco PN-T-68, situa-se a aproximadamente 260 km de São Luis, capital do Maranhão. A sonda QG-1, fornecida pela Queiroz Galvão, iniciou as atividades de perfuração no dia 23 de outubro de 2010.(Redação - Agência IN)

OGX e MPX - empresas pertencentes a Eike Batista

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Links relacionados ao tema neste blog em, Petróleo: Solução ou Problema?
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terça-feira, 9 de novembro de 2010

NORUEGA EM ÁGUAS PROFUNDAS NO BRASIL - PETRÓLEO


NORUEGA EM ÁGUAS PROFUNDAS NO BRASIL - PETRÓLEO
Marise Jalowitzki


A Noruega vê o Brasil como "o futuro", o novo Mar do Norte
Advertência sobre a extração acelerada do petróleo no pré-sal

É preciso investir em energias renováveis
O mundo precisa de petróleo para manter a economia e produção, mas, até onde o clima pode tolerar? A indústria petrolífera está cega para este paradoxo.

Nos próximos 12 meses, a Statoil efetuará a perfuração de seis poços no Brasil.
Statoil já está trabalhando no Brasil há muitos anos e não faz segredo de que o Brasil é um país chave para nossos negócios internacionais.



Por ocasião de minha participação no Movimento Marina Silva, recebi o contato de Runa Tierno, free-lancer da Revista NyTid (Novo Tempo), da Noruega. A reportagem saiu muito boa sobre Marina Silva, o Movimento, o PV e a importância da Onda Verde.

Passei, a partir dali, a acompanhar, de tempos em tempos, as edições da revista, conjuntamente às publicações da jornalista norueguesa. Lá, tomei conhecimento de como os investidores noruegueses estão entusiasmados com as expectativas do pré-sal no Brasil, de como estão se familiarizando com nossa cultura e nosso jeito de negociar.

Recentemente enviei um e-mail a ela, perguntando se as repercussões com relação à exploração petrolífera continuam no mesmo patamar. Runa respondeu:
"A Noruega vê o Brasil como "o futuro", o novo Mar do Norte. A produção de petróleo vai estar caindo nos próximos anos (no Mar do Norte), e os investidores estão olhando para o Brasil como um pais onde vai ter boas oportunidades de ganhar dinheiro e crescer nos próximos anos.

Outro fato importante é que as empresas norueguesas deste ramo tem uma competência nas aguas profundas, e essa competência vai ser muito útil para o Brasil/a Petrobras no presal. Por isso estão falando de "uma parceria perfeita".

A estatal norueguesa Statoil está no Brasil desde 1998 (eu acho). 5 anos atras teve 55 empresas nor. no Brasil. Em 2010 tem 120, a maioria é do ramo P&G (petróleo e gás).

Os noruegueses se sentem bem vindos aqui, e as relacões são boas.

Uma dificuldade que eles enfrentam (mas aceitam) é a regra do "Local content": 70 % dos projetos tem que ser construídos aqui no Brasil. Tb 70 % dos trabalhadores precisam ser brasileiros. Não conheço os detalhes, só sei que nas empresas norueguesas aqui há, por exemplo, um chefe noruegues e o resto é tudo brasileiros. A procura de mão de obra qualificada (de brasileiros) é muito grande.

Por isso as empresas norueguesas precisam procurar parceiros brasileiros o tempo todo, e na minha opinião essas parcerias são boas para os dois paises" - conclui Tierno.


Vamos acompanhando o cenário para os próximos meses/anos.

Do jeito como todos os governos e investidores se comportam,  parece mesmo que, no caso do Brasil, o pré-sal seja, efetivamente, utilizado como a "grande tacada" para uma resposta sólida em relação a crise mundial e "guerra cambial" instaurada.

Mesmo não concordando com tais pensamentos, filosofias e práticas de exploração de petróleo, considero importante manter atualização dos temas, pois, só assim é que se constrói opinião.
Assim pensando, decidi apresentar a tradução da reportagem de Runa, publicada em 07 de Novembro de 2010.



EM ÁGUAS PROFUNDAS NO BRASIL 




(Foto: Sevan Marine)

"No total, as empresas norueguesas investiram mais de US $ 15 bilhões no Brasil desde que aconteceram as descobertas de petróleo em águas profundas, em 2007. Os campos podem ser a maior descoberta do mundo do petróleo em 30 anos, e é referido na Noruega como "um novo mar do Norte". Na prática, isso significa que a era do petróleo está apenas iniciando no Brasil. Uma dezena de empresas norueguesas celebraram contratos valiosos no Brasil nos últimos seis meses, e apenas durante o próximo ano, a Statoil vai efetuar a perfuração de seis poços no país.

Em Julho deste ano aconteceu a primeira produção no campo do pré-sal e, no final de outubro, poucos dias antes da eleição presidencial, iniciou-se a produção em um grande campo de Tupi, que por si só contém 5-8000000000 barris de petróleo. Dilma Rousseff, eleita presidente, usou de todos esses argumentos em sua campanha eleitoral, mostrando o quanto vale a pena.

- O óleo do pré-sal vai ajudar a criar milhares de empregos e, além disso, criamos um fundo social a ser usado para combater a pobreza, saúde, educação, investigação e desenvolvimento tecnológico ", disse Dilma Rousseff, nos seus programas eleitorais na televisão.

O fundo social, tendo o fundo petrolífero norueguês como modelo, o Brasil tornou-se um parceiro tão importante para a Noruega que, em 2011, o governo lança a sua própria estratégia brasileira.

Somente durante o primeiro semestre de 2010, mais de 100 empresas norueguesas contataram com a Innovation Norway e mostraram interesse no Brasil.


É preciso investir em energias renováveis

Muitas dessas mesmas empresas que estão agora olhando para o Brasil, já estão presentes nos países produtores do petróleo Africano, onde a riqueza do petróleo nunca foi a bênção que muitos esperavam.

Sigurd Jorde, que em 2006 foi editor do livro "Oil Spill - busca da África para o ouro negro" levanta questões sobre os rumos das empresas de petróleo e o lugar que ocupam na realidade mundial.

- A continuidade da extração ajuda a prolongar a era do petróleo e cria uma sempre maior mudança climática, e isso é algo que a indústria do petróleo não quer discutir. É incrível o valor deste negócio. Há, por parte dos investidores, uma grande vontade de estar envolvidos, mas esta é uma corrida que o mundo não vai poder suportar a longo prazo. É uma espécie de junco que faz com que uma pessoa fique cega, podendo facilmente ignorar os perigos ", disse Jorde, que é o atual gestor da informação do Fundo de Desenvolvimento, a Novo Tempo.

Além disso, a candidata presidencial Marina Silva, a parte ambiental PV, que foi eliminada no primeiro turno, critica o enfoque unilateral do petróleo e a noção de que as receitas futuras do petróleo vão resolver todos os problemas sociais do país.

- A utilização do petróleo como energia ainda é um mal necessário no mundo e no Brasil também. Temos de fazer os investimentos necessários para garantir uma utilização segura e eficaz dos recursos do pré-sal. Acredito também que uma grande parte das receitas provenientes do petróleo do pré-sal devam ser investidas em tecnologia e inovação, para que o mais rapidamente possível possamos substituir combustíveis fósseis por energias renováveis. Um dos diretores do Banco Mundial disse uma vez que nós não saímos da Idade da Pedra, porque saímos da pedra, foi porque achamos melhores métodos. É necessário sair da era do petróleo antes do petróleo acabar com o nosso planeta ", disse ela em entrevista durante a campanha.


Petróleo

O Pesquisador Helge Ryggvik, do Centro de Tecnologia, Inovação e Cultura, da Universidade de Oslo, diz que é a forma como as autoridades norueguesas também devem pensar. E ele adverte: "O Brasil não deve cometer o mesmo erro que a Noruega". Ryggvik não quer dizer que a Noruega esteja em posição de dizer que o Brasil e outros países do Sul não devam extrair o óleo, quando foi isto, exatamente, o que os noruegueses fizeram.


- Eu quero dizer ao Brasil que eles não têm que nos copiar. A Noruega extraiu seu petróleo muito rapidamente e, em pouco tempo, ele acabou. Em vez disso, o Brasil, take it easy, deve construir a indústria local e extrair a maior parte do petróleo para si, seu território, ao invés de abrir todas as fechaduras e deixar para as empresas estrangeiras que estão olhando apenas para o creme de leite desnatado. Brasil vai enfrentar uma pressão muito forte para uma rápida expansão. Infelizmente, porque isso significa que a produção do petróleo terá um ritmo tremendo, o Brasil estará muito dependente das receitas advindas do petróleo e se tornará muito vulnerável. Para o Brasil, esta é uma solução de curto prazo para os problemas econômicos ", diz Ryggvik.



Statoil
Statoil já está trabalhando no Brasil há muitos anos e não faz segredo de que o Brasil é um país chave para nossos negócios internacionais.

- Olhamos para o Brasil hoje como um país muito interessante para desenvolver a indústria de petróleo e gás, porque vemos que as competências principais do grupo, inclusive em atividades em águas profundas, nos permite encontrar oportunidades de negócio interessantes aqui. As descobertas do pré-sal tornaram o Brasil ainda mais interessante ", disse o diretor regional para o Atlântico Norte, Thore E. Kristiansen.

Nos próximos 12 meses, a Statoil efetuará a perfuração de seis poços no Brasil.
- O maior Peregrino da Statoil em campos estrangeiros. Em 2007, a Statoil fez descobertas ao sul da área que agora estamos expandindo, o que indica que pode ter consideravelmente mais óleo aqui. Na primeira metade do próximo ano pretendemos fazer drill up em dois poços que vão se chamar Peregrino sul e sudoeste, e com resultados positivos, podemos obter um desenvolvimento semelhante no sul ", diz Kjetil Hove, que é chefe do grupo no Brasil.

Petrobras do Brasil também é o maior cliente para a empresa norueguesa Sevan Marine. A Petrobras, entre outras coisas, decidiu alugar um equipamento de perfuração Sevan Driller até 2016, que funcionará em um campo do pré-sal no norte da Bacia de Campos.

Em 2012, o segundo equipamento de perfuração Sevan, atualmente em construção na China, estará pronto para ser colocado em operação em campos do pré-sal. O presidente da companhia no Brasil, Heitor Gioppo, analisa oportunidades de crescimento muito bom para Sevan no Brasil.

- Para aqueles que querem entrar e se estabelecer no Brasil, este é o momento certo ", disse ele a Ny Tid.


Sigurd Jorde acredita que a indústria do petróleo deve ser muito consciente do papel que desempenham

"- Aos olhos da indústria do petróleo, o mundo precisa de petróleo para manter a economia e produção, mas, até onde o clima pode tolerar? A indústria petrolífera está cega para este paradoxo, e seu papel fundamental no fornecimento de energia, inibe o desenvolvimento de formas de energia alternativa e limpa. Eles não fazem nada de ilegal, mas estão no jogo", disse Jorde a New Time.

A indústria petrolífera argumenta frequentemente que o carvão é a fonte de energia alternativa ao petróleo, mas o pesquisador da Universidade Helge Ryggvik discorda :

- Baixa produção de petróleo eleva o preço do produto, levando, dessa forma, as outras formas de energia se tornarem novamente mais rentáveis. Eu também sou cético de que empresas como a Statoil saiam e se convertam em uma empresa internacional (privada), porque acredito que os lucros do petróleo pertencem à nação. Em países com um governo mais forte, que pode suscitar o interesse da nação, fica menos problemático, e eu diria que o Brasil está numa posição intermediária, disse Helge Ryggvik.


Vá para casa!

O movimento sindical brasileiro acredita que as empresas norueguesas devam simplesmente ficar de fora.
- Para mim, todas as empresas multinacionais são iguais. Elas querem ganhar dinheiro, e sua presença aumenta a exploração. O óleo do pré-sal deve ser utilizado de forma estratégica e utilizado para financiar projetos de desenvolvimento de fontes de energia mais limpa e para resolver os problemas sociais do país ", diz Emanuel Cancelar, da Sindipetro do Rio de Janeiro a New Time.



Publicado por Runa Tierno na Revista NyTid - Novo Tempo 5 Novembro 2010 em uma edição abreviada de / version.
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Duas referências de reportagens anteriores, que já li, sempre com o auxílio do tradutor do google, é claro.

http://blondieibrasil.blogspot.com/2010/09/ser-ny-nordsj-i-brasil.html
http://blondieibrasil.blogspot.com/2010/09/kamp-om-beinet-i-brasil.html
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Artigos relacionados, publicados neste blog:
http://ning.it/bLhEBa
http://ning.it/a1qp1B
http://ning.it/aErVjT
http://ning.it/agFvl7

Statoil no Irã
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MARISE JALOWITZKI é escritora, consultora organizacional e
palestrante internacional, certificada pela IFTDO-USA, pós-graduação
em RH pela FGV-RJ, autora de vários livros organizacionais.
marisej@terra.com.br
http://www.compromissoconsciente.blogspot.com/
F (51) 97056424
Porto Alegre - RS - Brasil
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

E QUANDO OS "LÁ-DE-FORA" DESCOBRIREM A MANOBRA?


E QUANDO OS "LÁ-DE-FORA" DESCOBRIREM A MANOBRA?
Marise Jalowitzki


Postado em:29.10.2010
http://ning.it/a5bH59


POLÍTICA DO "PIOR DOS MUNDOS"


A manobra efetuada pelo governo, de pegar o valor dos investimentos no pré-sal para pagar suas despesas deixou muita gente revoltada. Usar 16,4 bi para cobrir despesas e liberar 11,6 bi para investimentos é brincadeira de mau gosto, para não dizer o que me vem à cabeça!

"Para o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, o fenômeno está no padrão da política fiscal dos últimos anos. Segundo ele, bancar gastos correntes se utilizando de manobras contábeis que antecipam recursos é o “pior dos mundos”. Segundo Vale, o correto seria que esse dinheiro da Petrobras fosse utilizado para bancar mais investimentos ou fazer um superávit primário elevado, que reduzisse mais rapidamente a dívida pública."



Mas, afinal, não foi dito em campanha que o dinheiro advindo da exploração de petróleo seria para dar andamento e incrementar projetos sociais? Alguém ouviu dizer que seria para pagar os gastos do governo?

Lembram de um artigo, postado neste blog, onde um profissional sugere a criação de um Código de Defesa do Eleitor? Punindo os candidatos que mentem? Que não cumprem o que prometem? Que esquecem e se descompromissam com aquilo que disseram?
Pois é!
Porque "pedir explicações" é o mesmo que nada!
No noticiário da noite, mesmo, lá esteve a candidata explicando tudo, negando tudo, justificando com voz cândida...

As notícias são sempre desencontradas.

Há bem pouco tempo foi anunciado que, face à situação inovadora, seriam necessários desenvolver projetos igualmente inovadores. Os empresários de várias regiões foram conclamados para trazer sugestões de equipamentos que possibilitassem a extração do petróleo a 7mil metros de profundidade e a previsão para iniciar a extração era 2012.

Em 22.10.2010, em reportagem da Exame, consta que "a declaração de comercialidade está prevista para 31 de dezembro de 2010, de acordo com a empresa Galp Energia, de Portugal". A Galp anunciou que "o nono poço explorado em águas ultraprofundas da Bacia de Santos confirmou o potencial de reservas de petróleo leve de Tupi entre 5 e 8 bilhões de barris, reduzindo as incertezas sobre os volumes estimados de óleo na camada pré-sal".


"É do Brasil, para os brasileiros".
 
 
 
A Galp Energia tem participação de 10 por cento no consórcio que explora o poço, sendo que 65 por cento pertencem à Petrobras e 25 por cento ao BG Group.

Seis dias depois, em 28.10.2010, descobrem um novo poço, ainda maior que Tupi, com capacidade para extrair 15 bilhões de barris. O anúncio está programado para segunda-feira, logo após as eleições...

Que Deus nos ajude!

Quem acompanha há mais tempo os artigos deste blog, deve lembrar que, antes do 1º turno, uma jornalista norueguesa, da Revista Nytid (Novo Tempo) me procurou para saber mais sobre a Onda Verde e o Movimento Marina. A matéria saiu e saiu bem.

Aí, colocando o tradutor a serviço, tentei ler também outras reportagens da revista. Em outro artigo vou me deter a trazer um tanto do que eles revelam sobre o que pensam de nós e nossa maneira de ser. As expectativas deles, porém, são as mais altas possíveis, querendo entrar com tudo e falando de uma LISTA DE ESPERA do governo brasileiro com mais de 100 empresas interessadas! Isto foi em setembro, quando as ações estavam à venda. Noruega, bem sabemos, junto com tantos outros países, são também acionistas.

A pergunta que fica é: Como eles, os acionistas estrangeiros, estão reagindo com relação à manobra de cobrir despesas do governo com o dinheiro dos investidores?

E QUANDO OS "LÁ-DE-FORA" DESCOBRIREM?


Vai sobrar para o próximo governo! O próximo governo é que terá de promover um ajuste fiscal mínimo, para deter as despesas correntes. São as palavras de Sérgio Vale, da MB Associados.

"Segundo Vale, quando os analistas internacionais perceberem que a política fiscal brasileira tem recorrido a subterfúgios para cumprir suas metas, em um ambiente de déficit em conta corrente elevado, o Brasil vai ter problemas.  - A história mostra que isso não vai dar certo! - diz, explicando que, nesse cenário, a taxa de câmbio tende a “estourar” e criar sérias dificuldades para a economia brasileira."

Euforia ou Incerteza?! Qual dos dois sentimentos você escolhe?
Em momentos de incerteza, quando não se sabe muito bem onde se está pisando, é preciso ter confiança em quem repassa os dados. O governo tem dado inúmeras mostras de que aquilo que é dito não é verdade.


E, voltando à preocupação perene:


- QUAIS OS CUIDADOS que estão sendo tomados para COM O MEIO AMBIENTE?
- QUAIS OS RISCOS PARA A POPULAÇÃO COSTEIRA?






ALTO-MAR E ÁGUAS ULTRAPROFUNDAS, QUAL A PROJEÇÃO DO IMPACTO PELAS PERFURAÇÕES, EXTRAÇÕES E INJEÇÃO DE CO2 no fundo do oceano PARA ACELERAR A EXTRAÇÃO DO PETRÓLEO?


São muitas as perguntas. Fica o registro do anseio por respostas confiáveis.
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Fontes:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+brasil,manobra-com-dinheiro-da-petrobras-vai-cobrir-alta-de-gastos-do-governo,not_41127,0.htm
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