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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

COP-16 terá sucesso para obter redução de GEE - gases de efeito estufa? Veja o que pensam os que votaram



A COP-16 terá sucesso para obter redução de GEE - gases de efeito estufa? Veja o que pensam os que votaram 

Por Marise Jalowitzki
10.dezembro.2010

A enquete promovida pelo site do Terra, colhendo a opinião popular sobre a eficácia da COP-16 - a Conferência do Clima - que está terminando hoje em Cancun, no Mexico, mostra o descrédito da população acerca das tentativas, sempre de novo frustradas, para diminuição do efeito estufa e o consequente aquecimento global.

Enquete

Você acha que a COP-16 terá sucesso em fixar metas para redução de emissões de gases causadores do efeito estufa?

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Dos quase 144 mil votantes, até o momento em que escrevo este texto, 72% não acreditam nos resultados da COP-16.


A pergunta que fica é: Até quando o único ganho de todas essas conferências será não fechar as portas para a continuidade das negociações em um próximo encontro?

Sim, pois mesmo quando há a assinatura de algum acordo, este acordo não é cumprido.


De onde partirão as decisões que farão a diferença?

  Parece claro que a solução para o planeta [se é que ainda há solução] não sairá através de ações governamentais.

As melhorias terão de acontecer através da iniciativa privada.

Serão os próprios cidadãos que farão a diferença.

Para isso, é preciso mudar o pensamento, os sentimentos e as crenças de cada um. Trabalho lento, mas o único realmente efetivo.

Desde 1992, quando o Brasil sediou a ECO-92, o que se conseguiu? Quais as melhorias efetivas, oriundas de compromissos das autoridades? Não aconteceu.

Assim, vale a declaração dos empresários do Japão. A despeito do governo japonês ter ficado na contramão o tempo todo, também em Cancun, vários empresários declararam que as mudanças vão acontecer em suas fábricas, em suas indústrias, independente da decisão governamental.

Que aconteça de verdade! Que aconteça já! E que divulguem bastante, para que sirvam de exemplo de verdade para os demais.

Marise Jalowitzki
Escritora e consultora organizacional
www.compromissoconsciente.blogspot.com
Porto Alegre - RS - Brasil
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Link relacionado, neste blog:
COP-16 - China mostra uma saída inédita para prosperidade com sustentabilidade
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/cop-16-china-mostra-uma-saida-inedita.html

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

COP-16 - Marasmo e indefinição - Qual exemplo?




COP-16 - Marasmo e indefinição - Qual exemplo?


Por Marise Jalowitzki
09.dezembro.2010


Está chegando ao fim, nesta 6a. feira, a COP-16, Conferência do Clima, que intentava apresentar ao mundo mudanças efetivas para conter a emissão de gases tóxicos na atmosfera, assinar estratégias reais para conter o desmatamento e assegurar uma melhoria de vida às populações desprovidas.


Mais uma reunião, mais um encontro, mais um tour. Os resultados? Bem, talvez na próxima reunião....


Nas reuniões anteriores já se falou do quanto se dispende nestas viagens, para os parcos resultados. Parcos? Talvez, nenhum. Pois, além dos gastos, há sempre os renovados acenos de novas sugestões e planejamentos. Muita conversa, nenhuma decisão. As comitivas, ah! Essas, sim, são enormes! Para Copenhague, só Mato Grosso enviou mais de 250 participantes!


Lembro da empresa a qual estive vinculada por duas décadas e de como eu era chamada de cdf por querer aproveitar todos os instantes para colher mais conhecimentos e dados, ao invés de "conhecer o lugar". Pelo que consigo saber pelos bastidores, a coisa não é nada diferente, só a representatividade é que aumenta. São pessoas que levam o emblema nacional. A responsabilidade, porém, não é proporcional.




Marina dá entrevista e pede que Brasil lidere pelo exemplo


Marina Silva pede que "o Brasil lidere pelo exemplo", em Cancún, participando de um acordo onde todas as nações assinem, comprometendo-se com ações efetivas para enfrentamento das mudanças climáticas e que todos os grandes emissores assumam metas obrigatórias de redução de gases de efeito estufa.


Discursos semelhantes já foram recitados antes. Parece voz no deserto. Parece um velho disco de vinil, rachado, que trancou no velho "toca-discos" e repete sempre a mesma frase.


Marina fala ainda em, através da [desejada] posição brasileira, criar um “constrangimento ético” dos grandes emissores de gases de efeito estufa - GEE, onde EUA, Japão, Rússia, China e Canadá aparecem como principais.


Pela primeira vez, vem-me à mente a expressão de Plinio de Arruda Sampaio, que a chamou de "Poliana". EU QUERO QUE MARINA CONTINUE PENSANDO, QUERENDO E SONHANDO O SEU SONHO, QUE TAMBÉM SÃO OS SONHOS, DESEJOS E PLANOS DE QUASE 20 MILHÕES DE BRASILEIROS, só que não dá para esperar das pessoas que aí estão, uma conscientização que elas não tem, uma visão de mundo com a qual elas não comungam! Provavelmente nem percebam.




Continuar explorando petróleo, quando o mundo todo sabe que o caminho do futuro (ainda que longo) é o da utilização de energias limpas, o Brasil com todos os seus recursos naturais, continua extraindo petróleo em escala crescente! Não combina!


O interesse que, até agora, o Brasil declarou, é sobre o compartilhamento das cotas-lucro sobre matéria prima extraída das nações [ditas] em desenvolvimento e industrializadas e comercializadas pelos países desenvolvidos. Uma divisão de patentes. De resto, nada mais ouvimos de compromisso real.


O desmatamento como um todo, diminuiu, sim (pelo menos é o que dizem as estatísticas) mas, NA AMAZÔNIA, não diminuiu nada. Aumentou.


Pedir que o Brasil, que o atual presidente, lidere pelo exemplo? O tempo do Brasil - leia-se Lula - passou nas Conferências (COPs) anteriores. A arrogância de Lula botou tudo a perder em Copenhague. Correr atrás desse prejuízo é perda de tempo. Marina, desculpe, mas, nesse momento, há que olhar as coisas de frente. VOCÊ tem uma visão diferente, clara, do que precisa ser feito. A reverência a Lula, um ícone que nem é mais respeitado, tanto pelo bloco europeu, como pelo asiático (sem falar nos EUA)gerou constrangimentos bastante fortes.

Brasil não está fazendo, como até agora não fez, nada de diferente dos outros países, a não ser blá-blá-blá, enquanto incentiva o aumento da indústria automobilística e seu comércio, além das parcerias internacionais na extração petrolífera. O que o Brasil quer falar em termos de contenção de emissão tóxica e desmatamento? Exemplo? Modelo? Desse jeito, não!

Em termos de não ao desmatamento, o que foi assinado pelo governo, é um percentual pequeno e não está atrelado ao PIB, como pretendia Marina Silva.


Para Marina continuar sendo vista como personalidade idônea que é, precisa ver (e falar) as coisas como são. Ou silenciar, se, neste momento, isto se torna mais estratégico.

Abraços!
Marise Jalowitzki
Escritora e consultora organizacional
http://www.compromissoconsciente.blogspot.com/


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Links relacionados:

COP-16 - China mostra uma saída inédita para prosperidade com sustentabilidadehttp://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/cop-16-china-mostra-uma-saida-inedita.html


Mudanças climáticas - COP-16, AVAAZ e Wikileaks - Em 24 horas, mais de 345 mil assinaturas pedem o fim à perseguição ao Site - http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/mudancas-climaticas-cop-16-avaaz-e.html

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Link do Blog da Marina:
Marina defende que Brasil lidere pelo exemplo para quebrar marasmo da COP-16 -  http://www.minhamarina.org.br/blog/2010/12/marina-defende-que-brasil-lidere-pelo-exemplo-para-quebrar-marasmo-da-cop-16/

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

BRASIL NÃO SERÁ ESTRELA NO G20


(Reuters)

BRASIL NÃO SERÁ ESTRELA NO G20
Marise Jalowitzki


Nosso país chega enfraquecido ao G20. Segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil, isto se deve às suas ausências em encontros anteriores, o que causou desconforto para os demais integrantes. Igualmente, a proposta brasileira de "impor multas" aos países que apresentassem manipulações cambiais, não é bem vista.

Segundo os analistas, um dos motivos para o enfraquecimento do Brasil na reunião do G20, que acontece em Seul, foi a ausência de Lula na última reunião de cúpula do grupo, em Toronto, em junho deste ano.

Igualmente, na reunião ministerial preparatória para a cúpula, realizada em outubro em Gyeongju, na Coréia do Sul, deixaram de comparecer Guido Mantega, ministro da Fazenda e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.


Ausências foram lidas como um boicote do Brasil ao G20 - Brasil não será "Estrela"

Estas ausências, nas duas reuniões, "foram lidas por muitos como um boicote do Brasil ao G20", declarou John Kirton, professor de ciência política da Universidade de Toronto e diretor do G8 Research Group e do G20 Research Group, que acompanham a atividade dos dois grupos.

"Espero que o Brasil participe da discussão, mas não vejo o país como protagonista", disse o economista Ignacio Angeloni, editor do G20 Monitor, do Instituto de Pesquisas Bruegel, da Bélgica. Apesar de Mantega ter sido a primeira figura internacional de peso a usar o termo, Angeloni também é de parecer que a posição do Brasil na cúpula de Seul está enfraquecida e que o país não deve ser protagonista nas discussões em relação ao principal tema da agenda, a chamada "guerra cambial".

"A ausência de Lula foi a primeira de um líder do G20 a uma cúpula. Se eles não estão lá para colocar a posição brasileira, isso enfraquece a posição do país. Funcionários de baixo escalão não têm a mesma força", afirmou John Kirton para a BBC Brasil.

Os signatários brasileiros tentaram se justificar (veja link ao final deste artigo), mas que não pegou bem, não pegou.

Kirton enfatiza: "Lula não era apenas um líder qualquer do G20, era a estrela do show. Sua ausência foi bastante sentida em Toronto e a desculpa que ele deu foi pouco convincente, assim como foram pouco convincentes as desculpas de Mantega e Meirelles para não irem à reunião ministerial", afirmou ele.



A proposta brasileira

Ao longo dos anos, muitas intervenções do FMI foram alvo de críticas e queixumes de muitos países, inclusive o Brasil. Mesmo com todo o histórico sofrimento, o FMI nunca conseguiu implementar, na prática mecanismos de controle. Agora, a proposta brasileira tenta apontar o mesmo dedo para os países que manipulam o câmbio. .

Para os analistas Kirton e Angeloni, a proposta brasileira, para a criação de um índice do FMI para identificar manipulações cambiais e determinar eventuais punições aos países, tem pouquíssimas chances de ser aprovada durante a cúpula do G20.



Para John Kirton, a aprovação da proposta brasileira significaria colocar o FMI na condição de xerife, "apontando o dedo para os países, com a China na primeira linha de ataque como manipuladora do câmbio.

Isso também obrigaria que o Congresso dos Estados Unidos e o Tesouro americano tivessem que identificar a China como manipuladora do câmbio e tomar medidas retaliatórias, o que eles têm evitado fazer até agora", disse.


Quem, nos dias atuais, com tudo o que está no bojo das considerações do potencial das nações, arriscaria "apontar o dedo" para uma potência como a China? China injeta dinheiro em muitas economias (como o fazem também outras potências); Venezuela de Chavez é uma das nações que recebe este aporte. A estratégia parece uma "jogada" tão evidente que é até ingênua!



As negociações prováveis


A proposta mais sensata e menos polêmica foi a aprovada na reunião ministerial de Gyeongju, a ser referendada pelos líderes nesta semana. "Tal proposta indica faixas apropriadas para superávits e déficits comerciais com processos de discussão caso essas faixas sejam superadas por algum país." - pondera Kirton.

"É uma posição muito diferente de dizer: 'Você é culpado, vou puni-lo'", afirmou. Para John Kirton, que rejeita a expressão "guerra cambial", "a contribuição brasileira foi apenas uma expressão chamativa e apocalíptica, que pegou nas manchetes da mídia, apesar de não descrever a realidade existente ou a que vai emergir (da reunião)".


"Eu diria que o Brasil está em uma posição enfraquecida com Lula de saída e a necessidade do novo governo de se afirmar", afirmou Alan Alexandroff, co-diretor do G20 Research Group, da Universidade de Toronto.

A presidente eleita acompanha a comitiva brasileira.

BRASILEIROS, VAMOS PRATICAR A COERÊNCIA!


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