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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Olha o arrocho chegando aí, Gente! Vai sobrar para quem? Corte no Orçamento tem que convencer o mercado

Corte no Orçamento tem que convencer o mercado

Olha o arrocho chegando aí, Gente! Vai sobrar para quem?



Por Marise Jalowitzki
05.fevereiro.2011

Durante todo o exercício de 2010 os analistas econômicos falavam em arrocho, enquanto, durante a campanha eleitoral, a então candidata, hoje presidente do Brasil, falava em "dividir com os brasileiros a riqueza do Brasil", erradicar a "miséria extrema" e levar mais milhões de pessoas para a classe média.

Também neste blog foram publicadas tais informações (Veja: Manobra do Governo vira festa! - Link: http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/10/hoje-e-festa-la-no-meu-ape-pode-chegar.html ) . Teve gente que me chamava de "tão bobinha" quando eu comentava que o governo estava "tapando o sol com a peneira", que o governo estava gastando o dinheiro que os investidores adiantaram para a futura extração de petróleo em águas ultra profundas ANTES MESMO DE EXTRAIR O PETRÓLEO. O que continua acontecendo ainda hoje. Outros, declaravam: "Não importa se o governo já gastou o dinheiro recebido para extrair o petróleo. O povo não quer saber! O povo não quer acreditar!"

Mês após mês, ouvimos o governo usar de manobras para fechar em alta, quando o rombo continua sempre e sempre.

E como os governantes pensam em "driblar" esta bola de neve? Mexendo na esperança e no bolso do contribuinte, é claro.

A indústria que mais cresce é a automobilística. Você come carros?

Indústria automobilística continua crescendo, enquanto os agricultores,
com suas safras recordes,  não tem como vender seus alimentos.
Você come carros?


Enquanto isso, as super safras de feijão, por exemplo, não tem compradores e os nossos agricultores entregam de mão beijada o fruto árduo de seu trabalho para a população que, em filas, recebe de graça o que o governo, ano após ano, não tem planejamento para absorver.

As promessas feitas:
NINGUÉM VAI MEXER NO PAC... mas os prazos poderão ser adiados...!!!
O SALÁRIO MÍNIMO VAI PARA 600,00.... talvez em 2012!!!
O GOVERNO VAI AJUSTAR AS DESPESAS DO GOVERNO....

Os recursos para o Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2) não serão contingenciados, mas o cronograma de algumas das obras deve ser retardado para que os desembolsos não sejam feitos neste ano, segundo fonte ministerial que pediu para não ser identificada.

O Ministro da Previdência, Garibaldi Alves declara sua preocupação: "O que mais preocupa é que são cortes de Orçamento e não contingenciamento", afirmou à Reuters.

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O que é contingenciamento?

A resposta é do portal Contas Abertas:

O Contingenciamento consiste no retardamento ou ainda, na inexecução de parte da programação de despesa prevista na Lei Orçamentária. Em geral no início do exercício, freqüentemente em fevereiro, o Governo Federal emite um Decreto limitando os valores autorizados na Lei Orçamentária, relativos às despesas discricionárias ou não legalmente obrigatórias (investimentos e custeio em geral). O Decreto de Contingenciamento apresenta como anexos limites orçamentários para a movimentação e o empenho de despesas, bem como limites financeiros que impedem pagamento de despesas empenhadas e inscritas em restos a pagar, inclusive de anos anteriores. O poder regulamentar do Decreto de Contingenciamento obedece ao disposto nos Artigos 8º e 9º da Lei de Responsabilidade Fiscal e da Lei de Diretrizes Orçamentárias.
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O Ministério do Planejamento ainda estuda a forma como irá anunciar a restrição orçamentária. Pode até haver cortes definitivos nos gastos com o custeio. Ou seja, mesmo que a arrecadação mantenha a trajetória de alta, esse dinheiro não será disponibilizado para os ministérios. Irá cobrir o que já foi gasto em anos anteriores.


Você achou que seriam diminuídas as despesas com as mordomias, com a folha de pessoal, com os incentivos? Acreditou que alguém iria revisar a questão do abusivo e vergonhoso aumento dos parlamentares?

Você tinha dúvidas de que isto iria acontecer desse jeito? Eu não!

As moradias do PAC2, prometidas para construção ainda neste ano, podem chegar até 170 mil reais! Atenção! O Programa nasceu para favorecer os desprovidos! Quem, dentre eles, poderá arcar com um parcelamento para um imóvel desse porte?

Não houve, porém, reajuste nos subsídios ou aumento da renda das famílias que podem se incluir no Minha Casa Minha Vida

Foto: Paulo Liebert/AE

Minha casa Minha Vida - Empreiteiras comemoram reajuste: "Já estávamos preparando a redução de lançamentos para o mercado de baixa renda, caso não viesse o aumento" - Rodrigo Martins, da construtora Rossi.

  E Viva o enriquecimento das empreiteiras, Viva o mundo do Concreto e da Argamassa. Vamos brindar às Energias Sujas!  Viva o Petróleo, cujo dinheiro recebido dos investidores continua sendo gasto antes mesmo de ser extraído e comercializado!


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Referências: Notícias e Comentários (Carlos Alberto Sardenberg) - Jornal da Globo

Link-fonte: Corte no Orçamento tem que convencer o mercado, diz fonte
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Marise Jalowitzki
Escritora
Porto Alegre - RS - Brasil

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

PARLAMENTAR OU "PARA LAMENTAR" ? BISPO RECUSA COMENDA E IMPÕE CONSTRANGIMENTO AO SENADO FEDERAL


 


Bispo emérito de Limoeiro do Norte,
no Ceará, Dom Manuel Edmilson da Cruz, recusa comenda
 

 Bispo recusa comenda e impõe constrangimento ao Senado Federal 


Por Marise Jalowitzki
02.fevereiro.2011

Pela pertinência, transcrevo do link da referência, a nótícia, acontecida antes do Natal, logo após a aprovação vergonhosa do reajuste dos salários dos parlamentares em 62%.  

Foi no dia 21.dezembro.2010.

A sabedoria do Bispo de Limoeiro, dom Manuel Edmilson, foi dez! Ocupar a tribuna para, com propriedade, causar constrangimento a quem deveria estar "morto de vergonha" pelo abusivo reajuste.

Não deu em nada, pois, infelizmente, o que mais caracteriza nossos legisladores é a capacidade de "aguentar firme", mesmo quando as verdades são atiradas frente a seus olhos.

O lamentável é que notícias assim não recebem a notoriedade que merecem.

Mesmo assim, vamos continuar fazendo a nossa parte.

Divulgue você também!

Marise Jalowitzki
Escritora
Porto Alegre - RS - Brasil


Habituados a conviver com a insatisfação popular, mesmo assim não puderam disfarçar o constrangimento.
Como se diz popularmente: "Olha a cara de pastel!"

Bispo de Limoeiro do Norte (CE), Dom Manuel Edmilson da Cruz recusa comenda no Senado e diz que os homens que aprovam o vexatório aumento para si, enquanto categorias básicas do país vivem em dificuldades, não têm a estatura de representantes do povo.



  O bispo Dom Manuel da Cruz foi à cerimônia de entrega de sua comenda, dia 21/12/2010.

Abriu a folha de discurso e na sua dificuldade normal (86 anos) e humildade declara (resumo):
"Parlamento é coisa para ser respeitada. É a representação do povo, da vida democrática".

"Estamos vendo sindicatos e greve, tendo suas reivindicações salariais negadas. Empregados de transportes, educação, saúde.

Todos fundamentais ao povo e tendo suas reivindicações negadas após muita luta".

O bispo destacou que a realidade da população mais carente, obrigada a enfrentar filas nos hospitais da rede pública, contrasta com a confortável situação salarial dos parlamentares.

"Contudo, este congresso aprova para si aumento absurdo, na maior facilidade".

E acrescentou que o aumento “é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão contribuinte para bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade de seu trabalho”.

"Podem ser chamados de parlamentares? Representantes do povo?"

“Quem assim procedeu não é parlamentar, é para lamentar”, disse.

"Quem vota em político corrupto está votando na morte".

"O aumento dos parlamentares devia seguir o aumento do salario mínimo e da aposentadoria".

“A comenda hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Helder Câmara. Não representa. Desfigura-a, porém.

Sem ressentimentos e agindo por amor e por respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la. Receber a comenda é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão, à cidadã contribuinte para o bem de todos, com o suor de seu rosto e a dignidade de seu trabalho”, afirmou o bispo.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Manifestantes causam tumulto durante discurso de Kassab - Aniversário de São Paulo e Protesto


Protesto em São Paulo - manifestantes detidos -
Foto: Fernando Borges






 Povo nas Ruas - Manifestantes causam tumulto durante discurso de Kassab - Aniversário de São Paulo e Protesto




Por Marise Jalowitzki
25.janeiro.2011


Manifestação pacífica é direito na Democracia - Protesto em São Paulo


Em 25 de janeiro o calendário marca o aniversário de São Paulo. Importante festejar! Não há que se perder de vista que milhões de pessoas amam São Paulo, lá estão os seus laços afetivos, seu trabalho, lazer, Vida.


Com todos os problemas que São Paulo enfrenta: lixo, inundações, enchentes, mortes, problemas de tráfego e congestionamento, aumento de passagens, etc. não há como negar que é uma das maiores cidades do mundo, com tecnologia avançada, riquezas, oportunidades, convivendo lado a lado com a pobreza. Modelo atual de nossa "civilização" - Civil - III!!! zzzzzzzzzz! - Ação".


Nada mais justo que o povo se manifeste. Em suas diferentes correntes e segmentos.
"Numa democracia, manifestações são compreensíveis, mas o importante é que hoje é um dia de festa. Se houve algum excesso na repressão à manifestação, isso vai ser apurado posteriormente", afirmou o prefeito Kassab.


Na semana passada houve mais manifestações populares contra o aumento da passagem, que subiu de R$ 2,70 para R$ 3 no dia 5 de janeiro.


"Quando menos esperarem, vamos estar lá de novo", declarou Marco Magri, um dos participantes do protesto e membro do movimento Passe Livre.


Marcar presença é importante. É uma forma pacífica de exercer pressão e demonstrar a insatisfação frente a decisões governamentais.


Petições, abaixo-assinados, manifestações de rua, participação em assembléias, e-mails para os governantes, conteúdos compartilhados, são todos ingredientes válidos para manifestar sua opinião.


O aumento das passagens ocorreu nos mesmos dias em que as empresas de transporte receberam subsídios para reformar e aumentar a frota!


Este foi o terceiro protesto em São Paulo, contra o aumento.



Legítima manifestação da democracia - Protesto em São Paulo

Na quinta-feira passada mais de mil manifestantes ocuparam parte da Av. Paulista e, durante duas horas e meia ouviram-se palavras de ordem e "chega de aumento para deputados!". Também houve pedidos pela melhoria do transporte público, reclamações antigas devido ao reduzido número de ônibus em relação à demanda. Houve confronto com a polícia e, segundo ela, 26 manifestantes foram presos. Os manifestantes alegam que 31 foram detidos e 10 resultaram feridos. No mesmo dia, outro protesto aconteceu próximo à prefeitura, também contra o aumento da passagem de ônibus na capital.

Povo nas Ruas é sinônimo de povo antenado, que observa e emite opinião. É isso aí! Vamos lá, Brasil!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

"E o Lulinha aqui, ó...!" Você acredita no bom velhinho? Feliz Natal!

Feliz Natal

"E o Lulinha aqui, ó... !"
Você acredita no bom velhinho? Feliz Natal!

Por Marise Jalowitzki
23.dezembro.2010
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/e-o-lulinha-aqui-o-voce-acredita-no-bom.html

"E o Lulinha aqui, ó...!"   comentou o presidente, lamentando ter ficado de fora do aumento que os parlamentares exorbitantemente se deram. Arrancando risos na platéia composta por representantes de movimentos sociais.


Representantes de movimento sociais! Pessoas que estão no dia a dia trabalhando e convivendo com o cidadão que trabalha um mês inteiro para receber um salário mínimo, ou que acompanha a batalha diária de tantas famílias que, por vezes, são apenas sustentadas por um bolsa-família.


Alienados ou hipnotizados? Sim, pois, pelo menos os que estavam na platéia, portando camisetas com a inscrição "R$ 580,00 já!", pelo menos estes não deveriam sorrir, rir e bater palmas. Pelo menos estes, pareciam estar ainda lúcidos, sabedores da merreca que é o salário mínimo (primordialmente concebido por Getúlio Vargas para suprir uma família com 3 filhos). Ouvir um homem-que-foi-do-povo, que foi eleito por este mesmo povo, povo que acreditou nele e achar engraçado este "representante" pilheriar, como se estivesse ao lado da sua troupe e não junto a representantes que recebem mil, dois mil reais... é, no mínimo, ofensivo e ultrajante.


Lembro, com preocupação, o artigo que escrevi há mais tempo "O Povo tem sempre razão?" - http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/10/o-povo-tem-sempre-razao.html -, onde consta uma rápida relação de líderes mundiais que arrastaram milhares e milhões consigo, as mais das vezes com resultados avassaladores para toda a humanidade.


Mesmo sendo o IBOPE um canal pago para realizar pesquisas e, dizem quase todos, sujeito a manipulações nos resultados, não dá para negar que a aceitabilidade do até agora presidente é bastante forte. Transe? Esperança? Gratidão? Alienação? Nunca se sabe ao certo. Mas, os crimes e desmandos são publicados diariamente e, em nome de uma brincadeira, de um saquinho de moedas, de alguma bolsa, tudo acaba tendo uma outra cor, um vinil vermelho que encobre quase tudo.


Houve ganhos com este governo, sim senhor!
Citarei alguns:
No meu entendimento,


- UPPs são um bom começo - contanto que, juntamente com a ocupação permanente da polícia para assegurar a tranquilidade dos moradores de favelas, também haja incentivos no sentido de profissionalizar os moradores, inseri-los no mercado de trabalho condizente, educação a contento, infraestrutura digna , enfim, toda uma ação sócio-educativa. Só afugentar os bandidos não resolve.


Outras favelas já estão dando mostras da falta de segurança, já que os bandidos estão se instalando (e aterrorrizando) lá. Mesmo que isto já esteja sendo planejado (com atraso), pois deveria ser uma implementação simultânea, tem de "sair do papel" já!


Desconheço as datas, até mesmo as mudanças previstas. O que ouvi foi que Beltrame (Segurança - RJ) estava conclamando a indústria e empresários em geral do RJ para que assegurem melhorias à população. Será uma ação de cidadania, então? O governo precisa fazer mais e urgente!

- A atenção à criança através do Programa "Não ao Trabalho Infantil" e do combate à violência à Criança é um enfoque importante que precisa avançar com maior estruturação. Precisa urgentemente de mais programas e dotação orçamentária, pois só retirar a criança da atividade, sem dotar, paralelamente, de condições de integração social consistente, não resolve. Mesmo no sertão.

- Também o Bolsa Família - tão contestado por uns e tão festejado (por quem o recebe e por quem o concede) - é um bom programa. Contanto que tivesse vindo, "taco-a-taco" com os mesmos itens citados anteriormente: profissionalização, educação digna, inserção no mercado de trabalho. Oxalá isto não demore, pois o tempo é inimigo de uma coisa que se chama Motivação. Quanto mais tempo passa, mais o ser humano se acostuma com aquilo que lhe é dado; logo, logo passa a exigir, como se fosse apenas obrigação (no caso) do governo, sem querer (nem entender) que a contrapartida para o seu próprio progresso e desenvolvimento vai mais além do que receber "uma ajudinha" em forma de bolsa. Para não parecer doação-obrigação, teria de estar já atrelado a uma ação.


Tudo isto ainda está tão longe do "Fome Zero". Até agora, trata-se apenas de bolsas-dependência. Não sou a favor de receber dinheiro sem a contrapartida. Creio que já se perdeu tempo demais.


- Mesmo que muitas pessoas sejam contra, as cotas para as universidades, no meu entendimento, também foram uma boa pedida. Se em nada mais, serviu para "colocar no palco" um tema que todos fazem questão de negar que existe, fazem questão de não ver: a discriminação com os negros, com todos os afro-descendentes.


Tanto está enraizado o preconceito e a discriminação que basta ver os "maravilhosos" comerciais natalinos, recheados de famílias "brancas-beges". Jesus-menino continua sendo um lindo bebezinho loiro de olhos azuis e os rostos de crianças são sempre brancos, rechonchudos e alegres.


Muito há por ser feito. Todos sabemos disso.


O que me irrita em Lula é sua arrogância, prepotência e ironia. Aberta, sem véus. Deboche puro. Irrito-me tanto porque também foi o meu voto que o colocou onde está. No primeiro mandato. No segundo, já anulei meu voto, como o fiz também nas eleições 2010, no segundo turno.


Vetar e empurrar para a presidente eleita a questão da partilha do petróleo foi, no mínimo, escorregadio.



Não acredito mais no "bom velhinho" faz tempo...
 
Não acredito mais no bom-velhinho nem nos amigos dele. Faz tempo. Este câncer de encobrir falcatruas, minimizando as sérias questões de corrupção, como se "uma coisa boa apagasse tantas outras ruins" é inconcebível. Triste contabilidade.


E fundamentalmente, o divisor de águas, além da questão ética, é a questão da sustentabilidade. O mundo inteiro está acordando para a utilização de energias limpas e nós, com o nosso paraíso de recursos naturais, andando na contra-mão do futuro.


Feliz Natal! Ho-ho-ho!



Marise Jalowitzki
Porto Alegre - RS - Brasil
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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Porque o nosso povo não se rebela? Por Plinio de Arruda Sampaio


Porque o nosso povo não se rebela?



Porque o nosso povo não se rebela? Por Plinio de Arruda Sampaio

 

O artigo de Plinio Arruda Sampaio, intitulado "Por que o povo não se rebela?" foi publicado no Terra e o transcrevo a seguir. É um texto magistral, esclarecedor, contundentemente claro.

 

Receba PARABÉNS, Sr. Plinio, pela objetividade certeira.


 

Triste é constatar que é tudo isto mesmo e que vai se perpetuar por muito tempo, ainda. Há algum tempo escrevi neste blog um artigo "Povo Anestesiado?" link: http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/10/povo-anestesiado.html que, agora, através desse texto, recebe um epílogo marcador como ferro em brasa em lombo de boi.

Verdadeiro!

Em 1964 eu tinha 11 anos.
Quando começou a "caçada", nossa família foi acordada, pela madrugada, com os gritos desesperados de uma vizinha, que chorava e pedia por piedade que não levassem seu marido, o vereador Telismar Lemos. Foi em Santo Ângelo - RS. Os filhos pequenos também choravam. Foi um susto e um medo só.

Ninguém soube dele depois. A família se mudou e perdemos o contato. Hoje o 1º RRecMec não tem mais nenhuma bibliografia, nem em Wikipedia. O registro está apagado. Na nossa memória, só o susto e o medo ficaram. Eu também pertenço ao grupo dos "sem padrinho".

O medo e a "gratidão eterna", submissa, são ingredientes que inibem iniciativas e embotam a visão da realidade.

Também no MMS (Movimento Marina Silva) acompanhei o cuidado, o medo, as ressalvas trocadas entre os que se decidiram a publicar um manifesto de repúdio ao aumento dos parlamentares.
Marina, migra para o PSOL! Gabeira preferiu o palanque do Serra. Teus ideais de sustentabilidade, que são também os nossos, com certeza, continuarão sendo conquistados, passo a passo.

Marina se manifesta no ato, sem hesitação, contra o abusivo aumento que os parlamentares se deram. Gabeira, mesmo votando contra, nada declarou. Um líder PRECISA se manifestar. Pensem nisso, marineiros!

Abraços e votos de contínua clareza, como sempre.

Marise Jalowitzki
Porto Alegre - RS - Brasil





Plinio de Arruda Sampaio é presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária - ABRA
Foi um dos fundadores do PT - Hoje, no PSol
 

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Terça, 21 de dezembro de 2010, 08h17

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4853582-EI17081,00-Porque+o+nosso+povo+nao+se+rebela.html

Porque o nosso povo não se rebela?

Plínio de Arruda Sampaio
De São Paulo (SP)


Os telejornais estão cheios de noticias das rebeliões que estão acontecendo na França, Inglaterra, Itália e Grécia. Multidões de funcionários públicos, trabalhadores, agricultores, caminhoneiros, ocupam as ruas, bloqueiam estradas, ocupam edifícios públicos em protesto contra cortes em seus direitos.

Por que aqui não acontece o mesmo, sendo que os cortes são muito maiores?

Dois fatores explicam a passividade da nossa gente.

O primeiro deles é a terrível repressão policial sobre os insurgentes. Desde a Inconfidência Mineira, o povo sabe que a repressão dos revoltosos é seletiva: os figurões da conspiração foram deportados; o sargento de milícias foi enforcado, sua cabeça exposta ao público e o terreno da sua casa salgado para que nada jamais voltasse a nascer ali.

Em 1964, os deputados, senadores, governadores, políticos importantes e pessoas poderosas foram cassados e tiveram seus direitos políticos suspensos. Mas, o patrimônio deles não foi tocado, sua família sempre pôde vir ao Brasil, passada a cassação todos tiveram seus direitos restabelecidos e, muitos receberam polpuda indenização. Os líderes camponeses que se rebelaram foram todos assassinados.

O povo observa essas coisas.

O segundo fator da conformidade chama-se "cultura do favor". Roberto Scharwz tratou desse assunto com maestria. Segundo ele, durante os trezentos anos de escravidão, só havia dois grupos sociais organicamente ligados à produção e, portanto, à obtenção de renda (monetária ou sustentada pelo trabalho). Os demais grupos (negros alforriados, mulatos, cafusos, profissionais sem patrimônio, brancos pobres) só tinham duas maneiras de sobreviver: ou por meio de atos ilícitos ou pela proteção de um poderoso.

Surgiram daí o capanga; o mumbava; o cabo eleitoral.

A cultura do favor é uma ética da gratidão. O marginalizado, no sentido daquele que vive à margem dos direitos sociais, que recebe um favor do poderoso está moralmente obrigado a devolver esse favor, a fim de se sentir uma pessoa digna.

Esta cultura atingiu não somente o pobre, mas também o poderoso. Porque sempre há alguém mais poderoso de quem se necessita uma providência - um favor.

Num livro admirável, Ligia Osório de Souza demonstrou que a elite dominante brasileira desenvolveu uma técnica legislativa destinada a evitar que a lei seja aplicada imparcial e universalmente. Toda lei brasileira tem preceitos vagos e confusos para possibilitar o casuísmo. O casuísmo é o favor.

Conta-se até mesmo a anedota do cidadão que pediu um favor a um senador e quando este respondeu-lhe que não podia atender por ser ilegal respondeu: "Mas é por isso mesmo que estou recorrendo ao senhor; se fosse legal, eu protocolaria no balcão da repartição". No Brasil, no balcão só os pobres sem padrinho.

Pois bem, uma população totalmente sem esperança de conseguir que seus problemas sejam resolvidos contentou-se com migalhas e identificou na figura do Lula o poderoso que lhe faz um favor. Seu dever moral é retribuir esse favor e o meio de que dispõe para isto é o voto.

Não adianta nada demonstrar que o governo Lula está metido em falcatruas e que as migalhas distribuídas não resolvem o seu problema. Se dever moral é retribuir o favor.



Plínio Soares de Arruda Sampaio, 80 anos, é advogado e promotor público aposentado. Foi deputado federal por três vezes, uma delas na Constituinte de 1988, é diretor do "Correio da Cidadania" e preside a Associação Brasileira de Reforma Agrária - ABRA


Fale com Plínio Arruda Sampaio: plinio.asampaio@terra.com.br


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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

REAJUSTE DOS SALÁRIOS DOS PARLAMENTARES - Guardem estes nomes! E COBREM DOS QUE VOTARAM A FAVOR DO AUMENTO!

Enquanto Marina Silva expõe motivos para votar contra o reajuste...
 REAJUSTE DOS SALÁRIOS DOS PARLAMENTARES - Guardem estes nomes! E COBREM DOS QUE VOTARAM A FAVOR DO AUMENTO!


Por Marise Jalowitzki
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/reajuste-dos-salarios-dos-parlamentares.html

NÃO VAI DAR PARA ESQUECER!
É PRECISO CONTINUAR COMENTANDO SOBRE ESTE ABSURDO!!!

Enquanto Marina Silva expõe os motivos para votar contra o absurdo reajuste dos parlamentares, Suplicy olha "pasmadamente" para o nada (quem sabe está cantarolando "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer"!...) e, mais adiante, os demais colegas senadores apertam-se as mãos, consolidando seu ato inescrupuloso.

Bananas para o povo!

ANOTE aí quem votou contra e quem votou a favor do rejuste dos parlamentares.
Envie e-mails, manifestando sua indignação.

Simon, do RS, onde está o "Senhor"!!! "Senhora do PDT" o que diria o Brizola frente ao seu silêncio? Abster-se de votar não adianta nada! Vai receber igual!

No SENADO
Apenas três senadores se manifestaram contra o reajuste. Apenas Marina Silva (PV-AC) se manifestou contra no momento da decisão. Alvaro Dias (PSDB-PR) e José Nery o fizeram apenas depois.

Na CÂMARA

Quem votou a favor do reajuste? Traidores do Povo, a quem dizem servir.
Abelardo Camarinha (PSB)
Ademir Camilo (PDT)
Aelton Freitas (PR)
Alberto Fraga (DEM)
Alceni Guerra (DEM)
Aldo Rebelo (PCdoB)
Alex Canziani (PTB)
Alexandre Santos (PMDB)
Alexandre Silveira (PPS)
Alice Portugal (PCdoB)
Ana Arraes (PSB)
Andre Vargas (PT)
Angela Amin (PP)
Angela Portela (PT)
Angelo Vanhoni (PT)
Aníbal Gomes (PMDB)
Ann Pontes (PMDB)
Antônio Andrade (PMDB)
Antonio Bulhões (PRB)
Antônio Carlos Biffi (PT)
Antonio Carlos Biscaia (PT)
Antonio Carlos Chamariz (PTB)
Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM)
Antonio Carlos Pannunzio (PSDB)
Antonio Cruz (PP)
Antônio Roberto (PV)

Aracely de Paula (PR)
Ariosto Holanda (PSB)
Armando Abílio (PTB)
Arnaldo Jardim (PPS)
Asdrubal Bentes (PMDB)
Átila Lins (PMDB)
Átila Lira (PSB)
Bel Mesquita (PMDB)
Benedito de Lira (PP)
Bernardo Ariston (PMDB)
Beto Faro (PT)
Beto Mansur (PP)
Bilac Pinto (PR)
Bruno Rodrigues (PSDB)
Camilo Cola (PMDB)
Carlos Abicalil (PT)
Carlos Alberto Leréia (PSDB)
Carlos Bezerra (PMDB)
Carlos Eduardo Cadoca (PSC)
Carlos Sampaio (PSDB)
Carlos Santana (PT)
Carlos Willian (PTC)
Carlos Zarattini (PT)
Cassio Taniguchi (DEM)
Celso Maldaner (PMDB)
Celso Russomanno (PP)
Cezar Silvestri (PPS)
Ciro Nogueira (PP)
Ciro Pedrosa (PV)

Claudio Cajado BA (DEM)
Cláudio Diaz (PSDB)
Colbert Martins (PMDB)
Dagoberto (PDT)
Daniel Almeida (PCdoB)
Darcísio Perondi (PMDB)
Davi Alves Silva Júnior (PR)
Devanir Ribeiro (PT)
Dilceu Sperafico (PP)
Dr. Adilson Soares (PR)
Dr. Nechar (PP)
Dr. Paulo César (PR)
Dr. Ubiali (PSB)
Edio Lopes (PMDB)
Edmar Moreira (PR)
Edmilson Valentim (PCdoB)
Edson Aparecido (PSDB)
Edson Duarte (PV)

Edson Ezequiel (PMDB)
Eduardo Barbosa (PSDB)
Eduardo Cunha (PMDB)
Eduardo da Fonte (PP)
Eduardo Gomes (PSDB)
Elcione Barbalho (PMDB)
Eliene Lima (PP)
Eugênio Rabelo (PP)
Evandro Milhomen (PCdoB)
Fábio Ramalho (PV)

Fábio Souto (DEM)
Félix Mendonça (DEM)
Fernando Coelho Filho (PSB)
Fernando Ferro (PT)
Fernando Marroni (PT)
Filipe Pereira (PSC)
Flaviano Melo (PMDB)
Flávio Bezerra (PRB)
Francisco Rodrigues (DEM)
Francisco Rossi (PMDB)
Francisco Tenorio (PMN)
Gastão Vieira (PMDB)
Geraldo Pudim (PR)
Geraldo Resende (PMDB)
Geraldo Simões (PT)
Germano Bonow (DEM)
Gerson Peres (PP)
Gilmar Machado (PT)
Giovanni Queiroz (PDT)
Givaldo Carimbão (PSB)
Gonzaga Patriota (PSB)
Guilherme Campos (DEM)
Henrique Eduardo Alves (PMDB)
Homero Pereira (PR)
Hugo Leal (PSC)
Humberto Souto (PPS)
Indio da Costa (DEM)
Jair Bolsonaro (PP)
Jairo Ataide (DEM)
Janete Capiberibe (PSB)
Jilmar Tatto (PT)
Jô Moraes (PCdoB)
João Carlos Bacelar (PR)
João Dado (PDT)
João Leão (PP)
João Magalhães (PMDB)
João Matos (PMDB)
João Oliveira (DEM)
Joaquim Beltrão (PMDB)
Jofran Frejat (PR)
Jorge Khoury (DEM)
Jorginho Maluly (DEM)
José Carlos Aleluia (DEM)
José Carlos Araújo (PDT)
José Carlos Machado (DEM)
José Genoíno (PT)
José Guimarães (PT)
José Maia Filho (DEM)
José Mendonça Bezerra (DEM)
José Otávio Germano (PP)
José Rocha (PR)
José Santana de Vasconcellos (PR)
Julião Amin (PDT)
Júlio Cesar (DEM)
Júlio Delgado (PSB)
Jurandil Juarez (PMDB)
Jurandy Loureiro (PSC)
Lael Varella (DEM)
Laurez Moreira (PSB)
Lázaro Botelho (PP)
Léo Vivas (PRB)
Leonardo Quintão (PMDB)
Lira Maia (DEM)
Lobbe Neto (PSDB)
Luciano Castro (PR)
Lúcio Vale (PR)
Luis Carlos Heinze (PP)
Luiz Alberto (PT)
Luiz Bittencourt (PMDB)
Luiz Carlos Hauly (PSDB)
Luiz Carlos Setim (DEM)
Luiz Fernando Faria (PP)
Manato (PDT)
Manoel Junior (PMDB)
Marçal Filho (PMDB)
Marcelo Castro (PMDB)
Marcelo Melo (PMDB)
Marcelo Ortiz (PV)

Marcio Junqueira (DEM)
Márcio Marinho (PRB)
Márcio Reinaldo Moreira (PP)
Marco Maia (PT)
Marcondes Gadelha (PSC)
Marcos Lima (PMDB)
Marcos Medrado (PDT)
Marcos Montes (DEM)
Maria Helena (PSB)
Maria Lúcia Cardoso (PMDB)
Mário Heringer (PDT)
Mário Negromonte (PP)
Maurício Quintella Lessa (PR)
Maurício Rands (PT)
Maurício Trindade (PR)
Mauro Lopes (PMDB)
Mauro Mariani (PMDB)
Mendes Ribeiro Filho (PMDB)
Miguel Martini (PHS)
Milton Monti (PR)
Milton Vieira (DEM)
Moacir Micheletto (PMDB)
Moises Avelino TO (PMDB)
Moreira Mendes (PPS)
Narcio Rodrigues (PSDB)
Nelson Bornier RJ (PMDB)
Nelson Marquezelli (PTB)
Nelson Meurer (PP)
Nelson Pellegrino (PT)
Nelson Trad (PMDB)
NIlmar Ruiz (PR)
Odair Cunha (PT)
Odílio Balbinotti (PMDB)
Osmar Júnior (PCdoB)
Osmar Serraglio (PMDB)
Osmar Terra (PMDB)
Paes Landim (PTB)
Paulo Abi-Ackel (PSDB)
Paulo Bauer (PSDB)
Paulo Henrique Lustosa (PMDB)
Paulo Magalhães (DEM)
Paulo Pereira da Silva (PDT)
Paulo Piau (PMDB)
Paulo Rattes (PMDB)
Paulo Roberto Pereira (PTB)
Paulo Rocha (PT)
Paulo Teixeira (PT)
Pedro Eugênio (PT)
Pedro Fernandes (PTB)
Pedro Novais (PMDB)
Pedro Valadares (DEM)
Pedro Wilson (PT)
Pinto Itamaraty (PSDB)
Pompeo de Mattos (PDT)
Professor Setimo (PMDB)
Professora Raquel Teixeira (PSDB)
Ratinho Junior (PSC)
Raul Henry (PMDB)
Rebecca Garcia (PP)
Reginaldo Lopes (PT)
Renato Amary (PSDB)
Renato Molling (PP)
Ribamar Alves (PSB)
Ricardo Barros (PP)
Ricardo Tripoli (PSDB)
Rita Camata (PSDB)
Roberto Alves (PTB)
Roberto Balestra (PP)
Roberto Britto (PP)
Roberto Santiago (PV)

Rodrigo Maia (DEM)
Rodrigo Rocha Loures (PMDB)
Rogério Marinho (PSDB)
Rômulo Gouveia (PSDB)
Sebastião Bala Rocha (PDT)
Sérgio Barradas Carneiro (PT)
Sérgio Brito (PSC)
Sérgio Moraes (PTB)
Sergio Petecão (PMN)
Severiano Alves (PMDB)
Silas Brasileiro (PMDB)
Silas Câmara (PSC)
Simão Sessim (PP)
Solange Almeida (PMDB)
Solange Amaral (DEM)
Tadeu Filippelli (PMDB)
Thelma de Oliveira (PSDB)
Uldurico Pinto (PHS)
Valadares Filho (PSB)
Valdir Colatto (PMDB)
Valtenir Pereira (PSB)
Vanderlei Macris (PSDB)
Veloso BA (PMDB)
Vicentinho (PT)
Vieira da Cunha (PDT)
Vignatti (PT)
Vilson Covatti (PP)
Vinicius Carvalho (PTdoB)
Virgílio Guimarães (PT)
Vital do Rêgo Filho (PMDB)
Vitor Penido (DEM)
Waldemir Moka (PMDB)
Waldir Maranhão (PP)
Walter Ihoshi (DEM)
Walter Pinheiro (PT)
Wellington Fagundes (PR)
Wellington Roberto (PR)
William Woo (PPS)
Wilson Braga (PMDB)
Wilson Picler (PDT)
Wladimir Costa (PMDB)
Wolney Queiroz (PDT)
Zé Geraldo (PT)
Zé Gerardo (PMDB)
Zé Vieira (PR)
Zenaldo Coutinho (PSDB)
Zezéu Ribeiro (PT)
Zonta (PP)


Quem votou CONTRA O REAJUSTE

Alfredo Kaefer (PSDB)
Assis do Couto (PT)
Augusto Carvalho (PPS)
Capitão Assumção (PSB)
Chico Alencar (PSOL)

Cida Diogo (PT)
Décio Lima (PT)
Dr. Talmir (PV)

Eduardo Valverde(PT)
Emanuel Fernandes (PSDB)
Ernandes Amorim (PTB)
Fernando Chiarelli (PDT)
Fernando Gabeira (PV)

Gustavo Fruet (PSDB)
Henrique Afonso (PV)

Iran Barbosa (PT)
Ivan Valente (PSOL)

José C Stangarlini (PSDB)
Lelo Coimbra (PMDB)
Luciana Genro (PSOL)
Luiz Bassuma (PV)

Luiz Couto (PT)
Luiza Erundina (PSB)
Magela (PT)
Major Fábio (DEM)
Marcelo Almeida (PMDB)
Mauro Nazif (PSB)
Paes de Lira (PTC)
Paulo Pimenta (PT)
Raul Jungmann (PPS)
Regis de Oliveira (PSC)
Reinhold Stephanes (PMDB)
Sueli Vidigal (PDT)
Takayama (PSC)
Vander Loubet (PT)


(Relação transcrita do blogcatcher)


http://www.embudigital.com.br/2010/12/boas-festas-aumento-salarial-para-parlamentares-ministros-e-presidente/

Votos contrários
Três senadores se manifestaram contra o aumento salarial. A senadora Marina Silva (PV-AC) apontou a baixa média salarial do país e a necessidade de corte de gastos públicos.


Marina justificou sua posição dizendo que o momento atual é de grave crise econômica global e que, embora o Brasil não tenha sido “dramaticamente afetado” por seus efeitos, nenhum trabalhador recebeu aumento da ordem de 60%, como o que estava sendo proposto para os parlamentares e integrantes do Poder Executivo.



Senadora Marina Silva, um dos poucos votos contrários

“Gostaria de manifestar minha posição contrária. O mais correto seria um ajuste equivalente à inflação, como defende o Psol”, declarou Marina.

O líder do Psol, senador José Nery (PA), apresentou voto contrário do partido. “Não tivemos a mesma coragem e determinação para aprovar o reajuste do salário mínimo para R$ 580 por mês. O governo e sua representação no Congresso não permitiram que [o aumento do mínimo] fosse de acordo com a inflação”, criticou.

O líder do PSDB, senador Alvaro Dias (PR), disse concordar que há defasagem no salário dos parlamentares, mas que o aumento só seria plausível se viesse com um corte das verbas de gabinete.

Antes da votação, o presidente do Senado, José Sarney, disse que ouviria os líderes partidários sobre o assunto.
Com Agência Brasil e Senado

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AO REAJUSTE!!!
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domingo, 19 de dezembro de 2010

A senadora Marina Silva (PV-AC) manifestou posição contrária ao aumento dos parlamentares

Marina diz Não! ao aumento de Parlamentares

A senadora Marina Silva (PV-AC) manifestou posição contrária ao aumento dos parlamentares


Por Ana Rosa Carvalho de Abreu
19.12.2010

Gente, os jornais publicaram:

A senadora Marina Silva (PV-AC) manifestou posição contrária ao aumento, lembrando a baixa média salarial do país e a necessidade de corte de gastos públicos.

Num momento em que tudo sinaliza para a diminuição de circulação de dinheiro, como é o caso dos cartões de crédito que passaram de 10% como mínimo de pagamento para 20%, em que os depósitos compulsórios dos bancos no Banco Central aumentam, é pelo menos contraditória uma medida que aumenta em mais de 60% os salários dos parlamentares.

Felizmente o nosso pessoal está de olho. Já está programada uma manifestação pública em São Paulo no dia 20 e outra em Brasília no dia 21 deste. O pessoal de Brasília deverá ir de preto. A concentração será na Rodoviária, e seguirá pela esplanada até o Congresso. Eu vou levar uma Bandeira do Brasil.

Abraços
Ana Rosa
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Leia também:
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/reajuste-dos-salarios-deputados-e.html

http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/voce-acredita-em-manifestos-populares.html
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