quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Natal - Festa de Consumo e Angústias

Natal - Rua 25 de Março, em São Paulo - Pessoas se acotovelam na ânsia de comprar presentes

Natal - Festa de Consumo e Angústias




Por Marise Jalowitzki e Miguel Arcanjo
07.dezembro.2011
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/12/natal-festa-de-consumo-e-angustias.html


Há um ano escrevi um texto sobre o Natal e a relação com suicídios. Trata-se de uma pesquisa bastante séria feita no Brasil e corroborada pelo mundo da medicina. Realmente, de agora até fevereiro, acontecem os maiores índices de pessoas que se tiram a vida.


Isto é bastante grave, pois tem a ver com posses materiais, ideias e ideais de prosperidade, comparações com outros (parentes ou não), cobranças e... solidão.


Nada mudou. Exacerbou, isso, sim. As pessoas parecem anestesiadas pela epidemia consumista, onde tudo passa a ser medido pela quantidade de aquisições, ainda que de quinquilharias ou inutilidades. Até mesmo os relacionamentos afetivos tem correlação com compras e presentes.


Há alguns dias recebi a visita de um Anjo, na verdade, um Arcanjo. Miguel. Nome forte. Benção que os pais concedem a um filho ao lhe dar este nome, pois Miguel é o Guardião dos Infernos, aquele que "impede a passagem do "Mal para a Terra do Bem" e vice-versa. A metáfora é bem verdadeira. Este tempo natalino, como nenhum outro, talvez, é o período onde cada um tem de ter discernimento para manter seu eixo de coerência.


Miguel Arcanjo é médico no Rio de Janeiro e enviou um comentário no artigo "Natal e Suicídios - link ao final ) que, pela pertinência, transcrevo:


"Concordo plenamente Marise, sou médico da área cirúrgica e não da área psi, mas atento à "covardia" que é essa data, pois incita o ser humano a um estado de plenitude, fraternidade com recursos muito fortes como vc bem falou "a chamados que afloram de todos os lados". 


Só não seguram depois disso o que acontece em todos os sentidos. Eu por 2 anos,1981/82 trabalhei, (na verdade estudava anatomia) no IML aqui do RJ e ficava impressionado pelas histórias de suícidios quase que na sua totalidade ligadas a depressão, angústia..sempre na esfera emocional. Trabalho muito com câncer (sou cirurgião colorretal) e nunca tive um paciente que se matasse por estar com alguma doença física grave. Por isso tenho muito cuidado em respeitar (devo, sem ter consciência, usar meus 12 anos de análise) o lado emocional do paciente. Lí seu artigo por acaso querendo saber sobre suicídio/natal e achei-o bastante procedente.
Meu nome é Miguel Arcanjo e meu email é [miguel@miguelarcanjo.com.br] um forte abraço, Miguel Arcanjo"


Pessoas sensíveis assim são raras. Ainda mais na área médica.
Exemplos a serem seguidos, em um mundo que parece ficar, a cada dia, um tanto mais alheio aos valores que sustentam a cada um de nós e com os quais todos, em algum momento, nos defrontamos: Amor, Solidariedade, Empatia, Compreensão, Entendimento, Tolerância, Convivência Pacífica.


Paz a Todos! 


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Mais sobre o tema na página de links, neste blog:
 http://compromissoconsciente.blogspot.com/2012/01/suicidio-o-que-leva-uma-pessoa-desistir.html

Direito à Vida



Suicídio - O que leva uma pessoa a desistir

Por Marise Jalowitzki
10.janeiro.2012





Querendo, leia também:
Natal é momento de avaliação e 
redirecionamentos, de abraços e gratidão


Natal - Festas e Reencontros

07.dezembro.2011



Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


Escritora, Educadora, Ambientalista,
Coordenadora de Dinâmica de Grupo,
Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV,
International Speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil 

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