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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Mensalão e Satiagraha vão ficar por isso!!! Prá ninguém ler! Prá ninguém saber! prá ninguém nem entender! Você duvida?

Satiagraha e Mensalão

Mensalão e Satiagraha vão ficar por isso!!! Pra ninguém ler! Pra ninguém saber! pra ninguém nem perceber! Você duvida?

Por Marise Jalowitzki
30.dezembro.2010

Como se dizia na minha infância: Tem de "tirar o chapéu!" Que "O Cara" sabe "governar", isso ele sabe! Do velho jeito que todos conhecem! às vésperas da virada do ano, quando "todos" os brasileiros já estão envolvidos com a "festa da virada", pensando em "encher a cara" e se esquecer de todas as mazelas, o governo dá a nota de mestre!

Lula confirma promoção e De Sanctis não julgará Satiagraha

Fausto de Sanctis aceita a promoção e agora, como desembargador, deixa o processo da operação Satiagraha. Posa mostrando as "mãos limpas" e todo o escândalo do Mensalão fica em suspenso, até que venha outro, quiçá menos comprometido, para que tudo acabe em pizza outra vez!
É assim na republiqueta das bananas!

Republiqueta das bananas


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http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4867058-EI12081,00-Lula+confirma+promocao+e+De+Sanctis+nao+julgara+Satiagraha.html

Lula confirma promoção e De Sanctis não julgará Satiagraha30 de dezembro de 2010 18h24 atualizado às 18h38
 . Foto: Hermano Freitas/Terra Fausto de Sanctis é promovido a desembargador e deixa o processo resultante da operação Satiagraha
Foto: Hermano Freitas/Terra

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou o juiz Fausto Martin de Sanctis como desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF) de São Paulo. Com a promoção, divulgada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, o magistrado deixará de julgar o processo resultante da operação Satiagraha, da Polícia Federal.

Segundo a imprensa oficial, De Sanctis recebeu a promoção pelo critério de antiguidade e vai ocupar a vaga decorrente da aposentadoria da juíza Anna Maria Pimentel. A promoção já havia sido autorizada pelo TRF, dependendo apenas da sanção presidencial.

O juíz ficou conhecido pelo trabalho na operação Satiagraha, ao determinar a prisão do banqueiro Daniel Dantas por duas vezes. A operação investigava o desvio de verbas e a lavagem de dinheiro e envolvia banqueiros e pessoas envolvidas com o mercado financeiro.

Operação Satiagraha
Comandada pelo delegado da Polícia Federal (PF) Protógenes Queiroz, a Operação Satiagraha cumpriu 24 mandados de prisão e 56 ordens de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e em Brasília. Foram presos o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, que morreu de câncer em 2009, o banqueiro Daniel Dantase o investidor Naji Nahas.

Os presos foram acusados por crimes como formação de quadrilha, gestão fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, entre outros. O grupo teria movimentado cerca de US$ 1,9 bilhão em paraísos fiscais. Gravações da PF indicariam que Pitta receberia dinheiro em espécie do grupo, diretamente no escritório de Nahas. Os valores que o ex-prefeito receberia teriam chegado a R$ 50 mil em um único dia.

Segundo a PF, a operação resultou das investigações do chamado mensalão. A Polícia Federal afirma que o suposto esquema comandado pelo publicitário Marcos Valério desviava recursos públicos para o mercado financeiro. A operação contaria com a participação do banqueiro Daniel Dantas. De acordo com a polícia, o dinheiro desviado era lavado no mercado de capitais. Outro grupo, comandada por Naji Nahas seria responsável por lavar o dinheiro obtido ilegalmente.
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Haiti, Dinheiro Não Utilizado - O que pretendem os governos???

Haiti - desespero e desalento


Haiti, Dinheiro Não Utilizado - O que pretendem os governos???


Por Marise Jalowitzki
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/haiti-dinheiro-nao-utilizado-o-que-se.html

Quem trabalha pontual e assertivamente neste mundo hipócrita?

Quando o cidadão comum faz uma denúncia, cai no vazio. Alguns lem, poucos comentam, nada acontece. Agora, quando alguém importante, idôneo, imerso na questão, faz uma declaração que é uma verdadeira denúncia, nada, igualmente, acontece. Ninguém apura nada! E então, o que fazer?

Tyler Sainstat é o diretor executivo no Brasil da organização internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF). O canadense Tyler denunciou, no início de dezembro (6), como tantos outros já o fizeram, que a ajuda internacional para o Haiti está demorando a chegar e a demora pode comprometer o combate à doença.

“A resposta das organizações internacionais têm sido muito lenta. A falta de dinheiro não é desculpa porque desde o terremoto, elas não gastaram nem metade”, disse Tyler. “Sem dinheiro não podemos continuar” - completa.


Brasil

Em final de outubro o Brasil enviou US$ 2 milhões (cerca de R$ 3,4 milhões) em ajudas no combate ao surto de cólera no Haiti, destinados a aquisição de remédios e fornecimento de equipamentos para hospitais locais, além de dois médicos epidemiologistas, “para auxiliar as autoridades sanitárias locais na montagem de estratégia de combate à doença”, explicou a chancelaria em nota oficial.

Muitas autoridades internacionais e organizações particulares se solidarizaram e enviaram quantias vultosas. Onde está sendo aplicado este dinheiro? Ninguém vai averiguar? Quem vai tomar uma providência?

Toda esta história é, no mínimo, nebulosa.


A doença de cólera estava erradicada no Haiti há mais de um século, mas voltou a aparecer depois das fortes chuvas que castigaram várias regiões do norte do país, após a passagem do furacão Tomas. O Haiti passou, em um ano, por um devastador terremoto, depois pelo furacão (e consequentes inundações) e, daí, a epidemia.

Caso tivesse acontecido mais comprometimento na reconstrução acelerada junto às vítimas do terremoto, a população não estaria tão precariamente exposta ao cólera, doença que é transmitida através de água e alimentos contaminados. As vítimas sofrem com vômitos e diarreia, que podem levar à morte caso não tratadas a tempo.

A epidemia de cólera, que atinge o Haiti há quase 3 meses, já fez 2.000 vítimas fatais e, apesar do empenho de algumas organizações, o atendimento médico-hospitalar continua precário e as condições de higiene, desalentadoras. 

Denúncia sobre "Epidemia importada"

Quando a senadora haitiana Edmonde Suplice Beauzile, do departamento de Plateau Central, denunciou a suspeita de que a doença se tratava de uma "epidemia importada", solicitou uma investigação independente sobre a responsabilidade da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) na propagação da epidemia de cólera. A principal alegação da senadora era a de que o cólera apareceu justamente depois que voluntários nepalenses vieram junto à Comitiva de Ajuda (militarizada) em auxílio às vítimas do terremoto. Não há notícia de que a investigação tenha acontecido.

Vincenzo Pugliese, porta-voz da missão, declarou ser "errado tentar estabelecer um vínculo direto entre a propagação da doença no Haiti e a missão do Nepal" e ficou assim!  Ele ressaltou que "as denúncias de que os soldados" foram responsáveis pela contaminação do rio "são totalmente falsas".


O que a senadora queria?

Uma investigação para apurar responsabilidades e, no mínimo, assegurar uma indenização aos parentes das vítimas, em um país pobre e, agora, tão mais castigado. A senadora defendeu que soldados nepaleses da Minustah foram responsáveis pela contaminação de um afluente do rio Artibonite em sua passagem por Mirebalais, no leste do Haiti. "Os sedimentos contaminaram o rio, causando a morte de muitas pessoas neste departamento e no de Artibonite, no norte", ressaltou. "Pedimos à Minustah" que solicite a "um organismo independente que abra uma investigação", disse a senadora.

O próprio Tyler declarou: "Agora, não se trata de responsabilizar culpados, temos de nos voltar para o socorro às vítimas". Está certo, foco em resultados imediatos. Só que, passado todo este tempo, ele mesmo tem de admitir que, mais uma vez, interesses excusos tomam pé da questão e impedem o auxílio eficaz.

Foram quase 300 mil mortos pelo terremoto. Mais de três mil pessoas hospitalizadas, com suspeitas de terem contraído a doença. Mais de 300 mortes confirmadas. Quase um milhão e meio de cidadãos desamparados, sem ter onde morar, sem nenhuma estrutura.

Marise Jalowitzki
Escritora e cronista


Haiti - povo vive o conflito: falta água potável, alimento, hospitalização
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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Porque o nosso povo não se rebela? Por Plinio de Arruda Sampaio


Porque o nosso povo não se rebela?



Porque o nosso povo não se rebela? Por Plinio de Arruda Sampaio

 

O artigo de Plinio Arruda Sampaio, intitulado "Por que o povo não se rebela?" foi publicado no Terra e o transcrevo a seguir. É um texto magistral, esclarecedor, contundentemente claro.

 

Receba PARABÉNS, Sr. Plinio, pela objetividade certeira.


 

Triste é constatar que é tudo isto mesmo e que vai se perpetuar por muito tempo, ainda. Há algum tempo escrevi neste blog um artigo "Povo Anestesiado?" link: http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/10/povo-anestesiado.html que, agora, através desse texto, recebe um epílogo marcador como ferro em brasa em lombo de boi.

Verdadeiro!

Em 1964 eu tinha 11 anos.
Quando começou a "caçada", nossa família foi acordada, pela madrugada, com os gritos desesperados de uma vizinha, que chorava e pedia por piedade que não levassem seu marido, o vereador Telismar Lemos. Foi em Santo Ângelo - RS. Os filhos pequenos também choravam. Foi um susto e um medo só.

Ninguém soube dele depois. A família se mudou e perdemos o contato. Hoje o 1º RRecMec não tem mais nenhuma bibliografia, nem em Wikipedia. O registro está apagado. Na nossa memória, só o susto e o medo ficaram. Eu também pertenço ao grupo dos "sem padrinho".

O medo e a "gratidão eterna", submissa, são ingredientes que inibem iniciativas e embotam a visão da realidade.

Também no MMS (Movimento Marina Silva) acompanhei o cuidado, o medo, as ressalvas trocadas entre os que se decidiram a publicar um manifesto de repúdio ao aumento dos parlamentares.
Marina, migra para o PSOL! Gabeira preferiu o palanque do Serra. Teus ideais de sustentabilidade, que são também os nossos, com certeza, continuarão sendo conquistados, passo a passo.

Marina se manifesta no ato, sem hesitação, contra o abusivo aumento que os parlamentares se deram. Gabeira, mesmo votando contra, nada declarou. Um líder PRECISA se manifestar. Pensem nisso, marineiros!

Abraços e votos de contínua clareza, como sempre.

Marise Jalowitzki
Porto Alegre - RS - Brasil





Plinio de Arruda Sampaio é presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária - ABRA
Foi um dos fundadores do PT - Hoje, no PSol
 

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Terça, 21 de dezembro de 2010, 08h17

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4853582-EI17081,00-Porque+o+nosso+povo+nao+se+rebela.html

Porque o nosso povo não se rebela?

Plínio de Arruda Sampaio
De São Paulo (SP)


Os telejornais estão cheios de noticias das rebeliões que estão acontecendo na França, Inglaterra, Itália e Grécia. Multidões de funcionários públicos, trabalhadores, agricultores, caminhoneiros, ocupam as ruas, bloqueiam estradas, ocupam edifícios públicos em protesto contra cortes em seus direitos.

Por que aqui não acontece o mesmo, sendo que os cortes são muito maiores?

Dois fatores explicam a passividade da nossa gente.

O primeiro deles é a terrível repressão policial sobre os insurgentes. Desde a Inconfidência Mineira, o povo sabe que a repressão dos revoltosos é seletiva: os figurões da conspiração foram deportados; o sargento de milícias foi enforcado, sua cabeça exposta ao público e o terreno da sua casa salgado para que nada jamais voltasse a nascer ali.

Em 1964, os deputados, senadores, governadores, políticos importantes e pessoas poderosas foram cassados e tiveram seus direitos políticos suspensos. Mas, o patrimônio deles não foi tocado, sua família sempre pôde vir ao Brasil, passada a cassação todos tiveram seus direitos restabelecidos e, muitos receberam polpuda indenização. Os líderes camponeses que se rebelaram foram todos assassinados.

O povo observa essas coisas.

O segundo fator da conformidade chama-se "cultura do favor". Roberto Scharwz tratou desse assunto com maestria. Segundo ele, durante os trezentos anos de escravidão, só havia dois grupos sociais organicamente ligados à produção e, portanto, à obtenção de renda (monetária ou sustentada pelo trabalho). Os demais grupos (negros alforriados, mulatos, cafusos, profissionais sem patrimônio, brancos pobres) só tinham duas maneiras de sobreviver: ou por meio de atos ilícitos ou pela proteção de um poderoso.

Surgiram daí o capanga; o mumbava; o cabo eleitoral.

A cultura do favor é uma ética da gratidão. O marginalizado, no sentido daquele que vive à margem dos direitos sociais, que recebe um favor do poderoso está moralmente obrigado a devolver esse favor, a fim de se sentir uma pessoa digna.

Esta cultura atingiu não somente o pobre, mas também o poderoso. Porque sempre há alguém mais poderoso de quem se necessita uma providência - um favor.

Num livro admirável, Ligia Osório de Souza demonstrou que a elite dominante brasileira desenvolveu uma técnica legislativa destinada a evitar que a lei seja aplicada imparcial e universalmente. Toda lei brasileira tem preceitos vagos e confusos para possibilitar o casuísmo. O casuísmo é o favor.

Conta-se até mesmo a anedota do cidadão que pediu um favor a um senador e quando este respondeu-lhe que não podia atender por ser ilegal respondeu: "Mas é por isso mesmo que estou recorrendo ao senhor; se fosse legal, eu protocolaria no balcão da repartição". No Brasil, no balcão só os pobres sem padrinho.

Pois bem, uma população totalmente sem esperança de conseguir que seus problemas sejam resolvidos contentou-se com migalhas e identificou na figura do Lula o poderoso que lhe faz um favor. Seu dever moral é retribuir esse favor e o meio de que dispõe para isto é o voto.

Não adianta nada demonstrar que o governo Lula está metido em falcatruas e que as migalhas distribuídas não resolvem o seu problema. Se dever moral é retribuir o favor.



Plínio Soares de Arruda Sampaio, 80 anos, é advogado e promotor público aposentado. Foi deputado federal por três vezes, uma delas na Constituinte de 1988, é diretor do "Correio da Cidadania" e preside a Associação Brasileira de Reforma Agrária - ABRA


Fale com Plínio Arruda Sampaio: plinio.asampaio@terra.com.br


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