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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Pedro Estevam Serrano: Morte de Kadafi foi queima de arquivo


A morte de Kadafi foi o retrato de uma governabilidade global que cada vez mais se aproxima em métodos do mais rasteiro banditismo - Pedro Estevam Serrano

25.outubro.2011
Link: http://ning.it/u4qSyZ

Transcrito de Viomundo
23 de outubro de 2011 às 15:57

Pedro Estevam Serrano: Morte de Kadafi foi queima de arquivo

por Pedro Estevam Serrano, em CartaCapital

A morte do ditador Muamar Kaddafi põe fim, indiscutivelmente, a um período histórico da nação líbia. A esperança do mundo é que daí nasça um período de paz e democracia para este povo já tão sofrido
Kaddafi é um líder que não deixa saudades. Um terrorista de Estado, exemplo fácil de ser lembrado em sala de aula para ilustrar as formas de se usar o poder para cometer crimes lesa-humanidade.

Entretanto, o grau de civilização de uma sociedade é medido pela forma como trata seus culpados. E, convenhamos, a morte de Kaddafi, na forma como ocorreu, em meio a um tratamento indigno, degradante e cruel com o prisioneiro (como registraram as imagens divulgadas) foi o retrato de uma governabilidade global que cada vez mais se aproxima em métodos do mais rasteiro banditismo.

Se as forças internacionais, agindo como força policial e não como Forças Armadas, optaram, corretamente ou não, ao arrepio da soberania do povo líbio, por intervir militarmente no conflito civil daquele país, por evidente haveriam de se responsabilizar pelo tratamento jurídica e humanamente adequado dos prisioneiros que de alguma forma contribuíram para com seu aprisionamento.

Com a sofisticação dos instrumentos tecnológicos que dispõem os serviços de inteligência das nações envolvidas nas operações é difícil acreditar que tudo tenha ocorrido ao mero acaso, como declarou o comandante das tropas insurretas líbias – que aprisionaram Kaddafi. Mais improvável ainda é supor que o descontrole tenha sido tanto ao ponto de o referido comandante presente no local não ter conseguido controlar seus subordinados.

Para convalidar as suspeitas, cito a indesculpável decisão do atual governo líbio de vedar qualquer exumação ou perícia no corpo (decisão mais tarde revista).

Da mesma forma que ocorreu na morte do terrorista Bin Laden, não apenas direitos humanos fundamentais do prisioneiro foram desconsiderados, mas suprimiu-se algo que seria de todo interesse público: o legítimo processo junto ao Tribunal Penal Internacional.

No caso de Kaddafi a situação é mais instigante. Kaddafi foi chefe de Estado por décadas. Durante este período contou com o apoio, suporte ou tolerância de Estados ocidentais às atrocidades que praticou.

Seria de toda importância para a opinião publica global ouvir seus depoimentos na Corte Penal Internacional. As culpas de Kaddafi são conhecidas e evidentes, mas não as de seus parceiros em diferentes momentos históricos. Certamente lideres de países ocidentais de diferentes matizes ideológicas ao menos teriam suas biografias maculadas.

Por conta deste evidente e relevante interesse político em eliminar Kaddafi é que a utilização da expressão “queima de arquivo”, jargão usado para designar o homicídio de testemunha ou comparsa para evitar seu depoimento, me parece adequada ao menos como suspeita a ser verificada com relação à morte do prisioneiro.

Diversos autores contemporâneos já têm apontado como as forças armadas dos Estados nacionais das nações ocidentais, em especial as de primeiro mundo, vêm se transformando paulatinamente, de forças de defesa territorial e da soberania de países em força policial a serviço de uma governabilidade global que tem mais feição Schimittiana que liberal, insubmissa que é a qualquer regra de direito.

Ocorre que nos casos das mortes de Bin Laden e Kaddafi vemos estas forças se degradando até mesmo do já degradado papel de força policial global para adotar atitudes de verdadeiro banditismo, “queimando arquivos” às abertas e sem qualquer contestação dos órgãos da mídia comercial.

Diga-se, estes terroristas mortos não deixam saudades, mas a ausência de seus depoimentos perante uma corte internacional, no devido processo legal, que certamente os condenariam, deixa um vácuo histórico insuscetível de reparação, além da evidente agressão aos direitos fundamentais do homem perpetrada por nações que se dizem civilizadas.

Pedro Estevam Serrano é advogado e professor de Direito Constitucional da PUC de São  Paulo.
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/pedro-estevam-serrano-morte-de-kadafi-foi-queima-de-arquivo.html




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O QUE ACONTECEU EM 20.OUTUBRO.2011 FOI UM ATO QUE DIMINUIU A EVOLUÇÃO DA RAÇA HUMANA. Olho-por-olho, dente-por-dente, não!
Que a tolerância e a reverência sejam o Caminho para a Paz na Líbia



Paz para o Oriente, Paz para o Planeta!





Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente



Escritora, especialista em Desenvolvimento Humano,
Ecologista, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil

terça-feira, 3 de maio de 2011

Direitos Humanos em xeque no Acre - MPF promove Audiência Pública com presença do MAP

Rio Branco, capital do Acre sedia audiência pública para debater Direitos Humanos - Brasil, Bolívia e Peru



Direitos Humanos em xeque no Acre - MPF promove Audiência Pública com presença do MAP


Por Marise Jalowitzki
03.maio.2011
http://t.co/XcMVpF3


Nação amiga, ajuda humanitária, Brasil, Peru e Bolívia terão espaço para debater assuntos que dizem diretamente de direitos humanos, nos dias 04 e 05 de maio.2011, em audiência pública na capital do Acre - Rio Branco - . Cidadãos haitianos tem direito a receber acolhimento digno, conforme rezam os acordos internacionais.


Eis uma das recomendações mais contendentes emitidas pelo Comitê MAP (Madre de Dios, Acre e Pando) e que serão objeto de debates na audiência pública que o MPF vai realizar dias 04 e 05 de maio.2011:


Que as instituições governamentais e privadas, tanto locais, regionais e nacionais dos três países, em observância ao mínimo respeito à dignidade que todo ser humano merece, rogamos que os haitianos sejam providos de alimentação diária, de pelo menos duas vezes ao dia e de um lugar onde possam ser abrigados temporariamente, até que resolvam a situação migratória."


Cidadãos haitianos, por ajuda da Pastoral, estão se alimentando uma (Peru) ou duas vezes ao dia (Brasil)!


Os haitianos dizem que não entendem porque o Brasil fechou sua fronteira para eles, se meses antes o ingresso era livre. Lamentam que a Polícia Federal não os deixa ter acesso sequer à ponte da integração, na tríplice fronteira do Brasil, Peru e Bolívia.


- Somos tratados como se não fôssemos humanos. Imploramos às autoridades brasileiras, que nos deixem ingressar em seu país para trabalhar, nos permitam a oportunidade de contribuir com o seu país e com o nosso também - apelaram por intermédio do padre René Salízar Farfán, do distrito de Iberia, na província de Tahuamanu, em Madre de Dios.


- Temos ouvido o grito dos irmãos haitianos. Eles expressaram com lágrimas nos olhos que, neste momento, estão comendo apenas uma vez ao dia. A família que estava acolhendo a todos, desde o dia que chegaram, já não está tendo possibilidade de ajudá-los. A estadia deles nesta cidade de Iñapari está cada vez mais difícil - relata o padre.


René Salízar Farfán, ativista da defesa dos direitos humanos na região peruana, tem se reunido com representantes de instituições e pessoas do Peru, Brasil,  Bolivia e Haiti. Ele denuncia a precariedade em que se encontram homens e mulheres haitianos que querem ingressar no Brasil em busca de trabalho.



Haitianos em Iñapari (Peru) são tratados como indesejáveis - MPF tem audiência dias 04 e 05 de maio para definir situação




MPF convoca audiência pública para lidar com haitianos


"O Ministério Público Federal no Acre vai promover, nos dias 4 e 5 de maio, em Rio Branco, uma rodada de debates em forma de audiência pública sobre o encaminhamento jurídico e humanitário a ser dado às centenas de haitianos que entraram e continuam entrando em território brasileiro.


- O objetivo da audiência pública é fazer com que os diversos órgãos convidados assumam suas respectivas responsabilidades com o atendimento humanitário e jurídico a ser dispensado a esses cidadãos, tendo em vista os tratados dos quais o Brasil é signatário e a política de relações exteriores adotada pelo governo brasileiro - afirma o procurador regional dos direitos do cidadão, Ricardo Gralha Massia.


Foram convidados para a reunião representantes do Ministério Público do Trabalho, Ministério da Justiça, Polícia Federal, Exército, Itamaraty, Conselho Nacional de Refugiados (Conare), Conselho Nacional de Imigrantes (CNIg), o Alto Comissariado da ONU para refugiados (Acnur), Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos do Acre, Secretaria de Saúde do Acre, Comitê de Solidariedade aos Haitianos e a organização Cáritas Brasileira.




No devastado Haiti há carência de tudo!
  Recomendações do comitê MAP (Madre de Dios, Acre e Pando), integrado por cidadãos do Brasil, Bolivia e Peru preocupados com direitos humanos e ambientais na região


1 - Que as instituições governamentais e privadas, tanto locais, regionais e nacionais dos três países, em observância ao mínimo respeito à dignidade que todo ser humano merece, rogamos que os haitianos sejam providos de alimentação diária, de pelo menos duas vezes ao dia e de um lugar onde possam ser abrigados temporariamente, até que resolvam a situação migratória;


2 - Que o Estado peruano, dada a situação de precariedade em que neste momento estão atravessando os irmão haitianos instalados na cidade fronteiriça de Inãpari, de maneira excepcional, possa declarar a todos eles o status de refugiados de maneira temporal;


3 - Que a República Federativa do Brasil considere o ingresso dos imigrantes haitianos, já que têm por objetivo principal o de trabalhar buscando recursos econômicos significativos, para assim ajudar a suas famílias e, desta forma, contribuindo para a reconstrução do afetado país do Haiti;


4 - Que durante sua estadia provisional, os haitianos solicitam capacitação na língua deste País, onde pretender ir trabalhar."


Fonte:
http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2011/04/19/em-busca-de-trabalho-no-brasil-haitianos-passam-fome-em-inapari-no-peru/


Parabéns ao Altino Machado, pela excelente reportagem!
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Haiti - video depoimento de Leonel Joseph



Leia mais sobre a situação no Haiti:


Haiti precisa se reerguer
 

Haiti - Quem se importa?
03.maio.2011
LINK: http://t.co/Qrko7xo




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Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente



compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil





segunda-feira, 2 de maio de 2011

Acre - Pastoral acolhe com dignidade imigrantes haitianos - Governo Federal vai se manifestar em maio

Pastoral oferece duas refeições diárias e alojamento, enquanto não se define situação de trabalhadores

Acre - Pastoral acolhe com dignidade imigrantes haitianos - Governo Federal vai se manifestar em maio
Por Marise Jalowitzki
02.maio.2011
http://t.co/v3r9ArX


As tragédias sequentes desde o início de 2010 - terremoto, furacão Thomas, epidemia (importada) de cólera - promoveram o caos no Haiti. Com uma cultura diferente, assolados por necessidades de toda natureza e sofrendo as consequências de altos índices de corrupção governamental, vários cidadãos haitianos decidiram deixar o país em busca de trabalho, a fim de prover seu próprio sustento e auxiliar suas famílias.


Depois do fracasso da intervenção "humanitária-militarizada", poucas pessoas querem comentar sobre a situação e a população carente, continua à mercê da indigna situação.




PARABÉNS A PASTORAL pelo trabalho que tem realizado


Neste momento, quero enfatizar a maneira caridosa e digna com que a Pastoral (Igreja Católica) está lidando com a situação ainda indefinida.


Brasil, um país de todos!


O slogan é bonito, não é mesmo?
Pois o Brasil, apesar dos acordos de ajuda humanitária, fechou as portas para os haitianos sem visto que, destroçados pela pobreza e abandono, após tantos eventos trágicos, tentaram entrar em solo brasileiro e conseguir trabalho.
Por meses venho acompanhando a saga desses imigrantes errantes que, após vencer distâncias gigantescas, chegaram ao Acre e receberam o "Cartão Vermelho" ao invés de Boas Vindas! Sem visto, não entram. E o visto demora a sair. Há muitas correntes políticas querendo vetar a entrada desses cidadãos. Uns, alegam o medo de contágio do cólera, outros, alegam que "os haitianos vem roubar nossa chance de emprego"; outros mais, alegam medo de "bandidagem". Eles, os imigrantes, ficaram restritos a um dos lados de rua, sem poder atravessar, pois, se o fazem, são logo interpelados pelos policiais. Até barreiras foram erguidas na ponte que liga os dois países!


Zanzaram muito. Quem os acolheu? A Pastoral, da Igreja Católica! Deu-lhes um humilde - mas digno - alojamento. Deu-lhes oportunidade de banho, água  potável e duas refeições ao dia.


Brasil estava empenhado em ajudar os nossos irmãos do Haiti. Aqui de São Leopoldo, no RS, muitas famílias pobres se orgulharam por estar enviando seus filhos para o Haiti, a fim de ajudar o povo nas Missões de Paz, lideradas pelo Brasil! Agora, vetam a entrada deles aqui, em solo brasileiro!

Haiti - um ano após as tragédias, reconstrução não alcança 5% devido a desvios na ajuda financeira internacional


Parabéns à Pastoral!


Premidos pelas circunstâncias, pela total falta de recursos de suas famílias que ficaram no Haiti, quase 400 haitianos, trabalhadores, ingressaram no Brasil à procura de trabalho. O que deixam para trás? Pobreza, a epidemia de cólera, a violência urbana e um país devastado pelo terremoto de 2010. Também pela corrupção.


Neste mês de maio há promessas de definição pelos governos, alçada federal. Esperamos que seja pelo melhor.

Há questão de quinze dias (abril.2011), o Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), com sede na Argentina, começou a tarefa de reconhecimento da situação dos haitianos em Iñapari, que foram expulsos pelas polícias do Brasil e da Bolívia.


Há videos e matérias mostrando o constrangimento do grupo haitiano que não podia sequer pisar além das calçadas de Iñapari, já a polícia brasileira dava ordem para que voltassem. Acuados, os trabalhadores, a maioria sem nem saber falar nosso idioma, esperam receber a legalização de sua permanência, para que possam estudar, procurar emprego e se instalar condignamente.


Peru e Brasil
O grupo de cidadãos haitianos espera ser reconhecido como refugiado pelo governo peruano. A Comissão Católica Peruana de Migrações, agência executiva da Acnur, apelou às autoridades da província de Tahuamanu e à Polícia Nacional do Peru para que respeitem e protejam a situação migratória dos haitianos.


Iñapari faz fronteira com Assis Brasil (AC). Por causa das ameaças dos policiais, pelo menos 50 haitianos já se dispersaram em povoados da floresta peruana.


A saga
Para poder transitar por países de língua espanhola, os haitianos obtiveram visto na República Dominicana. Viajaram de avião até o Panamá e Equador. De Quito a Lima, Cusco e Puerto Maldonado, viajaram de ônibus. De táxi, foram para Iñapari com a esperança de poder ingressar no Brasil.


O secretário de Justiça e Direitos Humanos do governo do Acre, Henrique Corinto, disse que o Estado tem dado o acolhimento humanitário necessário.


"- Estamos preocupados com o ingresso deles no Brasil, claro, mas a permissão é de responsabilidade do governo federal. Os que conseguem ingressar no Acre, legal ou ilegalmente, recebem abrigo e alimentação básica até que consigam documentação para circulação no Brasil" - explica Henrique Corinto.




Algumas Fontes:
- https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/2/7/o-que-fazer-com-os-imigrantes-do-haiti/
- http://www.rondoniainfoco.com.br/ler.php?id=8865
- http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2011/04/19/em-busca-de-trabalho-no-brasil-haitianos-passam-fome-em-inapari-no-peru/




Leia mais sobre a tragédia que assolou o Haiti:

 
Haiti precisa se reerguer
 
 
Haiti - Quem se importa?
03.maio.2011
LINK: http://t.co/Qrko7xo








segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Haiti - Agora já são 3.651 mortos por cólera - Chega ou querem mais? UM ANO!




Haitianos, com carrinho de mão tentam retirar o entulho!
Foto AFP
 
Haiti - Agora já são 3.651 mortos por cólera  - Chega ou querem mais? UM ANO!

Por Marise Jalowitzki
10.janeiro.2011
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/01/haiti-agora-ja-sao-3651-mortos-por.html

Bem, se para uma coisa toda esta catástrofe no Haiti está servindo é para mostrar o quanto a mídia é nada, o quanto denúncias são nada, o quanto autoridades que denunciam são nada! Tais autoridades (que denunciam) simplesmente são demitidas do cargo, e pronto!

Um ano! Um ano se passou! As denúncias se propagam, como o número de mortos, também! Chega, ou querem mais? No primeiro artigo que escrevi (Haiti - sobre os caixões da FEMA - http://ning.it/h6zEvQ ) lancei uma hipótese:

- de que a catástrofe poderia ter sido "programada", para que mais e mais voluntários e ajuda militarizada pudessem obter experiência,
- de que era uma boa oportunidade de se experimentar as novas vacinas contra cólera
- de que era uma boa forma de a indústria farmacêutica enriquecer um tanto mais
- de que os caixões da FEMA poderiam servir para os milhares de mortos, vítimas da epidemia (que chegou ao Haiti através de nepalenses, na comitiva de ajuda humanitária militarizada).

Será que alguém já investigou?

Onde estão sendo sepultados os mais de 3 mil mortos, só pelo cólera? Há um ano, quando ocorreu o terremoto, foram mais de 300 mil vítimas. Haiti é um país pequeno. Nem espaço tem. Nos caixões da FEMA há lugar para 3 corpos, dizem as declarações contidas nas dezenas de videos que podem ser visto no youtube.

Agora, passado um ano, após a solicitação da senadora haitiana e outras tantas petições, a ONU se decide a investigar COMO o cólera chegou ao Haiti, que não registrava nenhum caso há 50 anos.

Só que as tendas estão lá.
As milhares de pessoas desabrigadas, UM MILHÃO DE PESSOAS, continuam morando lá, estendendo-se nas ruas, esperando a morte.

Os médicos continuam tendo de optar por querm vai ser atendido e quem vai ser deixado morrer, devido à super lotação nos hospitais (os "fixos" e os improvisados).
A escassez de água potável continua uma constante.
Alimentos parcos.
Nem 5% do entulho foi retirado, apesar das vultuosas contribuições/doações de muitos órgãos e países. Carrinho de mão e pá são os instrumentos de limpeza!!! São os próprios haitianos, dia após dia, que tentam consertar o impossível.

O QUE MAIS PRECISA ACONTECER PARA QUE PROVIDÊNCIAS EFETIVAS OCORRAM?


Inaceitável, inadmissível, vergonha mundial!
Triste raça humana, que acredita que pode um dia vir a ser feliz, tendo tantos irmãos à deriva!

Marise Jalowitzki
Escritora
marisej@terra.com.br
www.compromissoconsciente.blogspot.com
www.marisejalowitzki.blogspot.com
Porto Alegre - RS - Brasil
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Links relacionados neste blog, por Marise Jalowitzki:

http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/haiti-3333-mortos-muito-triste-so-ficar.html

http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/sobre-os-caixoes-da-fema-e-o-haiti.html

http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/haiti-verdade-que-nao-agrada-demissao.html

http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/haiti-dinheiro-nao-utilizado-o-que-se.html

http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/saiba-mais-sobre-ricardo-seitenfus-o.html

http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/haiti-o-depoimento-de-ilda-e-familia.html

http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/mexico-epidemia-e-psicose-interessante.html

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Médicos Sem Fronteiras: 1 mi vivendo em tendas é inaceitável


http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4881389-EI8140,00-Medicos+Sem+Fronteiras+mi+vivendo+em+tendas+e+inaceitavel.html
10 de janeiro de 2011 • 15h22
Nuvens negras passam por sobre um dos acampamentos montados para pessoas desabrigadas pelo terremoto, em Porto Príncipe


Haiti - UM MILHÃO vivendo em tendas!!!
Com uma epidemia de cólera junto!!!
 

Foto: AFP






Por Felipe Franke - do Terra


Um ano depois do terremoto que devastou o Haiti, deixando mais de 200 mil mortos, a Médicos Sem Fronteiras (MSF) - uma das organizações mais atuantes no processo de reconstrução do país - criticou a forma como a ajuda à população foi conduzida e diz que a situação na nação mais pobre das Américas ainda é dramática. Em entrevista ao Terra, Alessandra Vilas Boas, coordenadora de comunicação da entidade, afirmou que a ação da Organização das Nações Unidas (ONU) "foi muito falha".




"Um ano depois do terremoto, ter um milhão de pessoas vivendo em barracas e acampamentos é inaceitável", sobretudo levando em conta uma "emergência que mobilizou tanta ajuda internacional", sintetiza. "Vimos isso no terremoto e estamos vendo de novo com o cólera. Realmente existe esse atraso. (Há) uma necessidade de mobilização das diferentes organizações e uma coordenação eficiente por parte das Nações Unidas de dar conta dessas necessidades da população".





No entanto, em meio a tantos problemas, Alessandra encontra algo para comemorar: a ampliação do atendimento do atendimento básico de saúde à população de baixa renda. "Isso praticamente inexistia no Haiti," recorda ela sobre o período anterior à enxurrada de apoio estrangeiro advindo com o terremoto. Mesmo assim, ela defende que a ampliação e a solidificação da oferta de cuidado médico especializado permanecem um desafio.




"A situação de saúde primária no Haiti, hoje, é, na realidade, melhor do que era antes do terremoto, porque tem um número muito grande de organizações, e hoje as pessoas têm acesso gratuito a cuidados primários", diz. "Mas a necessidade de cuidados especiais continua."





O desafio Haiti

No ano em que completa 20 anos de presença no Haiti, a MSF considera que 2010 foi o ano mais desafiador do seu trabalho no país. Na avaliação de Alessandra, pode-se inclusive dizer que, somados, o terremoto de janeiro e o surto do cólera do segundo semestre do ano passado se transformaram no maior desafio já enfrentado pela MSF.





"Você pode dizer que a nossa operação de ajuda humanitária no Haiti foi a maior da história da organização", que, fundada em 1971, acumula trabalhos em locais como o Sudão e a Faixa de Gaza. "Em todos países onde a gente já trabalhou, essa operação foi a maior em termos de números de pessoas envolvidas, de recursos, de volume de operação de atendimento e localidade", afirma.




Presente no Haiti desde 1991 para suprir a oferta de atendimento básico à população, a Médicos Sem Fronteiras conta hoje com 8,3 mil pessoas - entre estrangeiros e haitianos - atuando no país. "Isso é 10 vezes mais do que tínhamos antes do terremoto" de 12 de janeiro de 2010, que deixou um saldo de cerca de 200 mil vítimas fatais.




No episódio, a MSF foi essencialmente requisitada para realização de cirurgias, atendendo casos de traumatologia, ortopedia e também prestando serviços maternos. Passados os primeiros dias, o atendimento foi ampliado ao cuidado da saúde mental de sobreviventes da tragédia.






Não bastasse o terremoto, avaliado como um dos piores desastres naturais da história recente, os haitianos ainda tiveram de lidar com um surto do cólera no decorrer do segundo semestre. Alessandra diz que, embora a epidemia já apresente sinais de estabilização, há novos casos surgindo em locais de densidade populacional menor.

"É muito difícil prever o futuro da epidemia, mas o que é certo é que a única forma de realmente conter a doença e evitar que ela faça mais estragos no futuro é um trabalho importante no sistema de água: oferecer água clorada e um sistema de saneamento que não coloque as pessoas em risco", sugere. "A gente vai continuar tratando os pacientes do cólera enquanto o cólera persistir no país."



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Links relacionados no Terra:
AI pede que dominicanos interrompam deportação de haitianos - http://ning.it/fl5p3a

ONU apresenta balanço um ano após catástrofe no Haiti - http://ning.it/gCIocG

Um ano após tremor, Haiti chora mortos e a falta de reconstrução - http://ning.it/dWc7p6


Secretário da ONU cria comissão para investigar cólera no Haiti - http://ning.it/fNTo43

Número de mortos pela cólera no Haiti sobe para 3.651 - http://ning.it/hKfVVT
Entidade critica comissão de recuperação do Haiti após terremoto - http://ning.it/fBOa2g

AI denuncia aumento da violência sexual contra haitianas - http://ning.it/fRN7Gk

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Haiti - 3.333 mortos - Muito triste só ficar assistindo!!!

Haiti - Escola

Haiti - 3.333 mortos - Muito triste só ficar assistindo!!!


Por Marise Jalowitzki
31.dezembro.2010

Porque a ajuda é militarizada?
Porque os voluntários são inexperientes, quando o caso é uma epidemia?
Porque haiti está sendo escola para soldados inexperientes, voluntários inexperientes, experimentos de vacinas?

"Inimigo é a miséria"

Seintenfus denuncia e é demitido
 “Nós estamos com uma missão de paz no âmbito do capitulo VII da Carta das Nações Unidas, com capacetes azuis, mas provavelmente o inimigo não exista no Haiti a não ser a miséria, a desesperança, o desemprego, a falta de perspectiva, de desenvolvimento econômico.” Palavras de Seitenfus, que mereceram sua demissão da OEA.
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 Segundo ele “não seria o Conselho de Segurança, mas o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da ONU que deveria ter a primazia na participação da comunidade internacional para tentar resolver as questões haitianas”.

O que fazer?
Muito, muito ruim só ficar lendo, assistindo, sabendo que as melhores estratégias ainda estão por serem tomadas!

Número de mortos por cólera no Haiti chega a 3.333


31 de dezembro de 2010 15h21 atualizado às 16h08

O número de mortos no Haiti pela epidemia de cólera que atinge o país desde meados de outubro chegou a 3.333, informou nesta sexta-feira o Ministério da Saúde Pública e População (MSPP).

De acordo com um boletim divulgado pelo ministério em seu site, 148.787 pessoas foram contaminadas e 83.166 tiveram que ser hospitalizadas.

Entre o boletim desta sexta-feira, datada de 26 de dezembro, e o anterior, do dia 20, 432 pessoas morreram por causa da doença.

Desde sua aparição em outubro, na cidade de Mirebalais, a cólera se estendeu aos dez departamentos do país e chegou à República Dominicana, onde 139 pessoas foram contaminadas.

O departamento mais afetado é Artibonite, no noroeste, onde 828 pessoas morreram pela cólera, seguido por Norte, com 558 mortos; Oeste, que inclui a capital, Porto Príncipe, com 461; e Grande Anse, no sudoeste, com 433.

Em seguida vem Centro, com 286 mortos; Noroeste, com 220; Nordeste, com 182; Sudeste, com 160; Sul, com 124, e Nippes, com 81.

A origem do surto ainda não foi esclarecida, mas um estudo médico francês afirma que começou por causa do vazamento de sedimentos fecais em um rio por soldados do Nepal pertencentes à Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), o que será investigado pela ONU.

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Haiti - Voluntários cheios de boa vontade e sem experiência- O momento é grave!



segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Haiti, Dinheiro Não Utilizado - O que pretendem os governos???

Haiti - desespero e desalento


Haiti, Dinheiro Não Utilizado - O que pretendem os governos???


Por Marise Jalowitzki
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/haiti-dinheiro-nao-utilizado-o-que-se.html

Quem trabalha pontual e assertivamente neste mundo hipócrita?

Quando o cidadão comum faz uma denúncia, cai no vazio. Alguns lem, poucos comentam, nada acontece. Agora, quando alguém importante, idôneo, imerso na questão, faz uma declaração que é uma verdadeira denúncia, nada, igualmente, acontece. Ninguém apura nada! E então, o que fazer?

Tyler Sainstat é o diretor executivo no Brasil da organização internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF). O canadense Tyler denunciou, no início de dezembro (6), como tantos outros já o fizeram, que a ajuda internacional para o Haiti está demorando a chegar e a demora pode comprometer o combate à doença.

“A resposta das organizações internacionais têm sido muito lenta. A falta de dinheiro não é desculpa porque desde o terremoto, elas não gastaram nem metade”, disse Tyler. “Sem dinheiro não podemos continuar” - completa.


Brasil

Em final de outubro o Brasil enviou US$ 2 milhões (cerca de R$ 3,4 milhões) em ajudas no combate ao surto de cólera no Haiti, destinados a aquisição de remédios e fornecimento de equipamentos para hospitais locais, além de dois médicos epidemiologistas, “para auxiliar as autoridades sanitárias locais na montagem de estratégia de combate à doença”, explicou a chancelaria em nota oficial.

Muitas autoridades internacionais e organizações particulares se solidarizaram e enviaram quantias vultosas. Onde está sendo aplicado este dinheiro? Ninguém vai averiguar? Quem vai tomar uma providência?

Toda esta história é, no mínimo, nebulosa.


A doença de cólera estava erradicada no Haiti há mais de um século, mas voltou a aparecer depois das fortes chuvas que castigaram várias regiões do norte do país, após a passagem do furacão Tomas. O Haiti passou, em um ano, por um devastador terremoto, depois pelo furacão (e consequentes inundações) e, daí, a epidemia.

Caso tivesse acontecido mais comprometimento na reconstrução acelerada junto às vítimas do terremoto, a população não estaria tão precariamente exposta ao cólera, doença que é transmitida através de água e alimentos contaminados. As vítimas sofrem com vômitos e diarreia, que podem levar à morte caso não tratadas a tempo.

A epidemia de cólera, que atinge o Haiti há quase 3 meses, já fez 2.000 vítimas fatais e, apesar do empenho de algumas organizações, o atendimento médico-hospitalar continua precário e as condições de higiene, desalentadoras. 

Denúncia sobre "Epidemia importada"

Quando a senadora haitiana Edmonde Suplice Beauzile, do departamento de Plateau Central, denunciou a suspeita de que a doença se tratava de uma "epidemia importada", solicitou uma investigação independente sobre a responsabilidade da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) na propagação da epidemia de cólera. A principal alegação da senadora era a de que o cólera apareceu justamente depois que voluntários nepalenses vieram junto à Comitiva de Ajuda (militarizada) em auxílio às vítimas do terremoto. Não há notícia de que a investigação tenha acontecido.

Vincenzo Pugliese, porta-voz da missão, declarou ser "errado tentar estabelecer um vínculo direto entre a propagação da doença no Haiti e a missão do Nepal" e ficou assim!  Ele ressaltou que "as denúncias de que os soldados" foram responsáveis pela contaminação do rio "são totalmente falsas".


O que a senadora queria?

Uma investigação para apurar responsabilidades e, no mínimo, assegurar uma indenização aos parentes das vítimas, em um país pobre e, agora, tão mais castigado. A senadora defendeu que soldados nepaleses da Minustah foram responsáveis pela contaminação de um afluente do rio Artibonite em sua passagem por Mirebalais, no leste do Haiti. "Os sedimentos contaminaram o rio, causando a morte de muitas pessoas neste departamento e no de Artibonite, no norte", ressaltou. "Pedimos à Minustah" que solicite a "um organismo independente que abra uma investigação", disse a senadora.

O próprio Tyler declarou: "Agora, não se trata de responsabilizar culpados, temos de nos voltar para o socorro às vítimas". Está certo, foco em resultados imediatos. Só que, passado todo este tempo, ele mesmo tem de admitir que, mais uma vez, interesses excusos tomam pé da questão e impedem o auxílio eficaz.

Foram quase 300 mil mortos pelo terremoto. Mais de três mil pessoas hospitalizadas, com suspeitas de terem contraído a doença. Mais de 300 mortes confirmadas. Quase um milhão e meio de cidadãos desamparados, sem ter onde morar, sem nenhuma estrutura.

Marise Jalowitzki
Escritora e cronista


Haiti - povo vive o conflito: falta água potável, alimento, hospitalização
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