Mostrando postagens com marcador ajuda humanitária. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ajuda humanitária. Mostrar todas as postagens

domingo, 24 de janeiro de 2016

REFUGIADOS - A maior crise humanitária desde a Segunda Guerra Mundial - Assista video da ONU


Dor, sofrimento, exclusão, fome, falta de perspectivas! Até quando?

Como diz o emissário: "Se a Líbia abriga 1 milhão de refugiados, a Grã-Bretanha não pode abrigar 200 mil?"

E, mesmo quando são recebidos em algum país, continuam segregados. Os lugares de acesso continuam restritos (lembram dos tempos do Apartheid?)

REFUGIADOS - A maior crise humanitária desde a Segunda Guerra Mundial - Assista video da ONU

Compartilhe!



Marise Jalowitzki
24.janeiro.2016
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2016/01/refugiados-maior-crise-humanitaria.html


" As coisas estão ficando fora do controle." (...) "Eles fogem da perseguição, de violação dos direitos humanos e da pobreza incapacitante." (...)
"É como se estivéssemos mendigando! Meus filhos me pediam café da manhã e eu nao tinha nada para dar. O que eu poderia fazer?"(...)
E o choro deste jovenzinho dói demais!
Ainda se sentindo responsável pela família, pelas irmãs, "que são jovens demais para andar", que tinham sede e ele não tinha água para oferecer. "Na montanha, eu estava ajudando minha mãe levando as coisas quando ela não podia. Carreguei minha irmã mais nova várias vezes enquanto estávamos subindo."
Um dia, nossos descendentes (se existirem!) olharão para esta página da história com muita vergonha, tristeza e desalento!
"Alguns deles estão carregando traumas que os fazem avançar!" 

Sim, eles tem o direito de requerer seus DIREITOS HUMANOS e de pedir asilo!
QUE VERGONHA! QUE TRISTEZA! Os ditos "civilizados", na Grã-Bretanha, ocupando as ruas para protestar contra a chegada dos migrantes!

Marcas de terror e incertezas que dificilmente hão de cicatrizar


"Estou sempre triste, sempre triste, sempre triste!" - diz a mulher refugiada. 

Meu coração se aperta e, pelo menos, ora.
Por mais Compaixão em todo o mundo, também em nossas ações cotidianas, sempre!
Marise Jalowitzki

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Haiti - Imigrantes no Brasil - Justiça libera entrada de haitianos e processo corre em segredo para evitar perturbação internacional



Prefeitura de Iñapari, no Peru, onde existem 300 haitianos
Prefeitura de Iñapari, no Peru, onde existem cerca de 300 haitianos - Foto - Gleilson Miranda-Divulgação 

Haiti - Imigrantes no Brasil - Justiça libera entrada de haitianos e processo corre em segredo para evitar perturbação internacional


Por Marise Jalowitzki

18.fevereiro. 2012


Tudo o que acontecer a favor dos imigrantes haitianos, sou a favor. Muitos se manifestam contra. Contra, inclusive, a ação da Pastoral da Terra, que foi quem acolheu os primeiros refugiados após o terremoto, epidemia de cólera e corrupção, com consequente desvio de verbas enviados pela ajuda internacional.

O Brasil esteve (e ainda está) em solo haitiano, durante anos, enviando suas tropas para garantir a segurança dos civis. Não podemos esquecer, porém, que todo esse movimento serviu de escola, treinamento ímpar - e grátis - de como lidar em situações de caos. 

Como negar auxílio? Quem está vindo para cá são jovens e adultos, em plenas condições de trabalhar e, tal como acontece com os brasileiros que vão para EUA, Portugal, Espanha, China, Japão, etc., a cada mês enviam dinheiro para seus familiares que ficaram em situação de penúria. Alguns deles já estão com carteira assinada trabalhando na construção civil, no Paraná e outros estados. A maioria são formados, professores e arquitetos. E aceitam qualquer trabalho digno que garanta sobrevivência.

OK, a presidente Dilma já emitiu a resolução brasileira de limitar em 2.000/ano o acesso de novos imigrantes, todos já com visto recebido no país de origem. Agora, os que já haviam saído ANTES da promulgação dessa decisão, com certeza, devem ser recebidos e encaminhados.

Além da questão do Peru, pois em Iñapari, cidade limítrofe com Acre-Brasil, a prefeitura, pobre, também assolada com enchentes, não sabe o que fazer com os refugiados. São seres humanos, à procura de uma vida digna. Há muitas situações também em petição de situação extrema. Uma falta, porém, não justifica a outra.

País devastado, recebeu o desprezo de muitos. 
Outros, enxergam o Haiti como se estivesse "com os dias contados", como uma catástrofe eminente, contra a qual nada se pode fazer. Uma alta autoridade dos EUA chegou a declarar: "Acabou o período de sorte do Haiti!"

Sean Penn, ator que está se empenhando de corpo e alma para ajudar no reerguimento daquele país, recebeu duras críticas quando anunciou sua parceria nas ações para arrecadar fundos. "Quer aparecer!" - disseram seus colegas. Ele continua firme, levando sua família para trabalhar lá, também. Conhecer a duríssima realidade de quem perde tudo e recebe o descaso da maioria. Recentemente foi reconhecido como Embaixador Itinerante do Haiti. E prossegue, quando outros tantos fazem questão de esquecer. 

Na maior parte das vezes acontece assim mesmo: logo que uma catástrofe irrompe, a atenção é maciça. Depois, fica relegada a segundo plano. Pouco mais tarde, até incomoda quando alguém toca de novo no assunto.

Mais uma vez, parabéns ao Ministério Público do Pará e ao juiz Guilherme Michelazzo Bueno. É muito bom saber que há autoridades que persistem, apesar dos percalços.


Do Terra

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Justiça libera entrada de haitianos e processo corre em segredo para evitar perturbação internacional

Altino Machado às 12:16 pm
O juiz Guilherme Michelazzo Bueno, da 1ª Vara Federal de Rio Branco (AC), deferiu integralmente uma ação civil pública do Ministério Público Federal no Acre (MPF-AC) contra a União para que sejam garantidos direitos humanos dos imigrantes haitianos que vêm ao Brasil em busca de trabalho e condições dignas de sobrevivência, após o terremoto que devastou o Haiti há pouco mais de um ano.
Ao decidir o caso liminarmente, na segunda-feira (13), o juiz federal colocou o processo sob sigilo para evitar perturbações internacionais. A Polícia Federal foi intimada a cumprir a parte da decisão que lhe cabe, que é não barrar mais os haitianos na fronteira.
Leia mais:
Uma fonte da Polícia Federal consultada pelo Blog da Amazônia neste sábado (18) afirmou que a Advocacia Geral da União (AGU) recorreu e que a decisão do magistrado foi reformada na noite de sexta-feira (17), em Brasília, pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região. Porém, no sistema de consulta processual do TRF, consta apenas que a AGU pegou, às 10h51, o processo para recorrer da decisão.
Em janeiro, o MPF entrou com uma ação cobrando o reconhecimento da condição de refugiados dos imigrantes haitianos e o fim de barreiras para que eles possam transitar livremente pelo país.
O MPF pediu que a Justiça Federal fizesse cessar todo e qualquer impedimento para o ingresso no território nacional de imigrantes de nacionalidade haitiana.
Também pediu o fim de toda e qualquer ameaça de deportação dos haitianos que se encontram no Brasil em busca de refúgio e que seja oferecido auxílio humanitário, até que obtenham vínculos empregatícios e possam custear a própria subsistência e de suas famílias.
Mais de 300 haitianos estão em Inãpari, no Peru, esperando autorização do governo brasileiro para atravessar a fronteira. Iñapari é separada do município de Assis Brasil (AC) pelo Rio Acre.
Os imigrantes saíram do Haiti antes do dia 12 de janeiro, quando o governo brasileiro decidiu pela emissão limitada de vistos de trabalho para haitianos e determinou reforço policial para impedi-los de ingressarem a partir das fronteiras com a Bolívia, Colômbia e Peru.
Na verdade os haitianos já não estão em Iñapari, cuja população teve que ser evacuada por causa da enchente do Rio Acre, que já desabrigou mais de 3,8 pessoas apenas em Rio Branco, a capital. Os haitianos foram levados para Ibéria, a cidade mais próxima de Iñapari.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Direitos Humanos em xeque no Acre - MPF promove Audiência Pública com presença do MAP

Rio Branco, capital do Acre sedia audiência pública para debater Direitos Humanos - Brasil, Bolívia e Peru



Direitos Humanos em xeque no Acre - MPF promove Audiência Pública com presença do MAP


Por Marise Jalowitzki
03.maio.2011
http://t.co/XcMVpF3


Nação amiga, ajuda humanitária, Brasil, Peru e Bolívia terão espaço para debater assuntos que dizem diretamente de direitos humanos, nos dias 04 e 05 de maio.2011, em audiência pública na capital do Acre - Rio Branco - . Cidadãos haitianos tem direito a receber acolhimento digno, conforme rezam os acordos internacionais.


Eis uma das recomendações mais contendentes emitidas pelo Comitê MAP (Madre de Dios, Acre e Pando) e que serão objeto de debates na audiência pública que o MPF vai realizar dias 04 e 05 de maio.2011:


Que as instituições governamentais e privadas, tanto locais, regionais e nacionais dos três países, em observância ao mínimo respeito à dignidade que todo ser humano merece, rogamos que os haitianos sejam providos de alimentação diária, de pelo menos duas vezes ao dia e de um lugar onde possam ser abrigados temporariamente, até que resolvam a situação migratória."


Cidadãos haitianos, por ajuda da Pastoral, estão se alimentando uma (Peru) ou duas vezes ao dia (Brasil)!


Os haitianos dizem que não entendem porque o Brasil fechou sua fronteira para eles, se meses antes o ingresso era livre. Lamentam que a Polícia Federal não os deixa ter acesso sequer à ponte da integração, na tríplice fronteira do Brasil, Peru e Bolívia.


- Somos tratados como se não fôssemos humanos. Imploramos às autoridades brasileiras, que nos deixem ingressar em seu país para trabalhar, nos permitam a oportunidade de contribuir com o seu país e com o nosso também - apelaram por intermédio do padre René Salízar Farfán, do distrito de Iberia, na província de Tahuamanu, em Madre de Dios.


- Temos ouvido o grito dos irmãos haitianos. Eles expressaram com lágrimas nos olhos que, neste momento, estão comendo apenas uma vez ao dia. A família que estava acolhendo a todos, desde o dia que chegaram, já não está tendo possibilidade de ajudá-los. A estadia deles nesta cidade de Iñapari está cada vez mais difícil - relata o padre.


René Salízar Farfán, ativista da defesa dos direitos humanos na região peruana, tem se reunido com representantes de instituições e pessoas do Peru, Brasil,  Bolivia e Haiti. Ele denuncia a precariedade em que se encontram homens e mulheres haitianos que querem ingressar no Brasil em busca de trabalho.



Haitianos em Iñapari (Peru) são tratados como indesejáveis - MPF tem audiência dias 04 e 05 de maio para definir situação




MPF convoca audiência pública para lidar com haitianos


"O Ministério Público Federal no Acre vai promover, nos dias 4 e 5 de maio, em Rio Branco, uma rodada de debates em forma de audiência pública sobre o encaminhamento jurídico e humanitário a ser dado às centenas de haitianos que entraram e continuam entrando em território brasileiro.


- O objetivo da audiência pública é fazer com que os diversos órgãos convidados assumam suas respectivas responsabilidades com o atendimento humanitário e jurídico a ser dispensado a esses cidadãos, tendo em vista os tratados dos quais o Brasil é signatário e a política de relações exteriores adotada pelo governo brasileiro - afirma o procurador regional dos direitos do cidadão, Ricardo Gralha Massia.


Foram convidados para a reunião representantes do Ministério Público do Trabalho, Ministério da Justiça, Polícia Federal, Exército, Itamaraty, Conselho Nacional de Refugiados (Conare), Conselho Nacional de Imigrantes (CNIg), o Alto Comissariado da ONU para refugiados (Acnur), Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos do Acre, Secretaria de Saúde do Acre, Comitê de Solidariedade aos Haitianos e a organização Cáritas Brasileira.




No devastado Haiti há carência de tudo!
  Recomendações do comitê MAP (Madre de Dios, Acre e Pando), integrado por cidadãos do Brasil, Bolivia e Peru preocupados com direitos humanos e ambientais na região


1 - Que as instituições governamentais e privadas, tanto locais, regionais e nacionais dos três países, em observância ao mínimo respeito à dignidade que todo ser humano merece, rogamos que os haitianos sejam providos de alimentação diária, de pelo menos duas vezes ao dia e de um lugar onde possam ser abrigados temporariamente, até que resolvam a situação migratória;


2 - Que o Estado peruano, dada a situação de precariedade em que neste momento estão atravessando os irmão haitianos instalados na cidade fronteiriça de Inãpari, de maneira excepcional, possa declarar a todos eles o status de refugiados de maneira temporal;


3 - Que a República Federativa do Brasil considere o ingresso dos imigrantes haitianos, já que têm por objetivo principal o de trabalhar buscando recursos econômicos significativos, para assim ajudar a suas famílias e, desta forma, contribuindo para a reconstrução do afetado país do Haiti;


4 - Que durante sua estadia provisional, os haitianos solicitam capacitação na língua deste País, onde pretender ir trabalhar."


Fonte:
http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2011/04/19/em-busca-de-trabalho-no-brasil-haitianos-passam-fome-em-inapari-no-peru/


Parabéns ao Altino Machado, pela excelente reportagem!
----------

Haiti - video depoimento de Leonel Joseph



Leia mais sobre a situação no Haiti:


Haiti precisa se reerguer
 

Haiti - Quem se importa?
03.maio.2011
LINK: http://t.co/Qrko7xo




-----------


Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente



compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil





segunda-feira, 2 de maio de 2011

Acre - Pastoral acolhe com dignidade imigrantes haitianos - Governo Federal vai se manifestar em maio

Pastoral oferece duas refeições diárias e alojamento, enquanto não se define situação de trabalhadores

Acre - Pastoral acolhe com dignidade imigrantes haitianos - Governo Federal vai se manifestar em maio
Por Marise Jalowitzki
02.maio.2011
http://t.co/v3r9ArX


As tragédias sequentes desde o início de 2010 - terremoto, furacão Thomas, epidemia (importada) de cólera - promoveram o caos no Haiti. Com uma cultura diferente, assolados por necessidades de toda natureza e sofrendo as consequências de altos índices de corrupção governamental, vários cidadãos haitianos decidiram deixar o país em busca de trabalho, a fim de prover seu próprio sustento e auxiliar suas famílias.


Depois do fracasso da intervenção "humanitária-militarizada", poucas pessoas querem comentar sobre a situação e a população carente, continua à mercê da indigna situação.




PARABÉNS A PASTORAL pelo trabalho que tem realizado


Neste momento, quero enfatizar a maneira caridosa e digna com que a Pastoral (Igreja Católica) está lidando com a situação ainda indefinida.


Brasil, um país de todos!


O slogan é bonito, não é mesmo?
Pois o Brasil, apesar dos acordos de ajuda humanitária, fechou as portas para os haitianos sem visto que, destroçados pela pobreza e abandono, após tantos eventos trágicos, tentaram entrar em solo brasileiro e conseguir trabalho.
Por meses venho acompanhando a saga desses imigrantes errantes que, após vencer distâncias gigantescas, chegaram ao Acre e receberam o "Cartão Vermelho" ao invés de Boas Vindas! Sem visto, não entram. E o visto demora a sair. Há muitas correntes políticas querendo vetar a entrada desses cidadãos. Uns, alegam o medo de contágio do cólera, outros, alegam que "os haitianos vem roubar nossa chance de emprego"; outros mais, alegam medo de "bandidagem". Eles, os imigrantes, ficaram restritos a um dos lados de rua, sem poder atravessar, pois, se o fazem, são logo interpelados pelos policiais. Até barreiras foram erguidas na ponte que liga os dois países!


Zanzaram muito. Quem os acolheu? A Pastoral, da Igreja Católica! Deu-lhes um humilde - mas digno - alojamento. Deu-lhes oportunidade de banho, água  potável e duas refeições ao dia.


Brasil estava empenhado em ajudar os nossos irmãos do Haiti. Aqui de São Leopoldo, no RS, muitas famílias pobres se orgulharam por estar enviando seus filhos para o Haiti, a fim de ajudar o povo nas Missões de Paz, lideradas pelo Brasil! Agora, vetam a entrada deles aqui, em solo brasileiro!

Haiti - um ano após as tragédias, reconstrução não alcança 5% devido a desvios na ajuda financeira internacional


Parabéns à Pastoral!


Premidos pelas circunstâncias, pela total falta de recursos de suas famílias que ficaram no Haiti, quase 400 haitianos, trabalhadores, ingressaram no Brasil à procura de trabalho. O que deixam para trás? Pobreza, a epidemia de cólera, a violência urbana e um país devastado pelo terremoto de 2010. Também pela corrupção.


Neste mês de maio há promessas de definição pelos governos, alçada federal. Esperamos que seja pelo melhor.

Há questão de quinze dias (abril.2011), o Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), com sede na Argentina, começou a tarefa de reconhecimento da situação dos haitianos em Iñapari, que foram expulsos pelas polícias do Brasil e da Bolívia.


Há videos e matérias mostrando o constrangimento do grupo haitiano que não podia sequer pisar além das calçadas de Iñapari, já a polícia brasileira dava ordem para que voltassem. Acuados, os trabalhadores, a maioria sem nem saber falar nosso idioma, esperam receber a legalização de sua permanência, para que possam estudar, procurar emprego e se instalar condignamente.


Peru e Brasil
O grupo de cidadãos haitianos espera ser reconhecido como refugiado pelo governo peruano. A Comissão Católica Peruana de Migrações, agência executiva da Acnur, apelou às autoridades da província de Tahuamanu e à Polícia Nacional do Peru para que respeitem e protejam a situação migratória dos haitianos.


Iñapari faz fronteira com Assis Brasil (AC). Por causa das ameaças dos policiais, pelo menos 50 haitianos já se dispersaram em povoados da floresta peruana.


A saga
Para poder transitar por países de língua espanhola, os haitianos obtiveram visto na República Dominicana. Viajaram de avião até o Panamá e Equador. De Quito a Lima, Cusco e Puerto Maldonado, viajaram de ônibus. De táxi, foram para Iñapari com a esperança de poder ingressar no Brasil.


O secretário de Justiça e Direitos Humanos do governo do Acre, Henrique Corinto, disse que o Estado tem dado o acolhimento humanitário necessário.


"- Estamos preocupados com o ingresso deles no Brasil, claro, mas a permissão é de responsabilidade do governo federal. Os que conseguem ingressar no Acre, legal ou ilegalmente, recebem abrigo e alimentação básica até que consigam documentação para circulação no Brasil" - explica Henrique Corinto.




Algumas Fontes:
- https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/2/7/o-que-fazer-com-os-imigrantes-do-haiti/
- http://www.rondoniainfoco.com.br/ler.php?id=8865
- http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2011/04/19/em-busca-de-trabalho-no-brasil-haitianos-passam-fome-em-inapari-no-peru/




Leia mais sobre a tragédia que assolou o Haiti:

 
Haiti precisa se reerguer
 
 
Haiti - Quem se importa?
03.maio.2011
LINK: http://t.co/Qrko7xo








quarta-feira, 16 de março de 2011

A Ajuda dos EUA ao Japão - Ajuda internacional - brincadeira? Robô Aranha


Nuvem emanada do reator, na hora da explosão em Fukushima, no Japão

Diga NÃO! às usinas nucleares!


A Ajuda dos EUA ao Japão 
Ajuda internacional - brincadeira? 
Robô Aranha

Por Marise Jalowitzki
16.março.2011

Ajuda internacional - brincadeira?

Barack Obama, Prêmio Nobel da Paz e presidente dos Estados Unidos, nação que sempre se arvorou como a "salvadora dos países que passam por situações difíceis", ordena que seus soldados fiquem a mais de 80 quilômetros de distância do solo japonês, para que não corram risco de contaminação. Essa é a ajuda?  


Macacões supostamente usados na chegada à Lua são proteções radioativas


E o que foi feito dos famosos macacões dos astronautas que "foram à Lua", pularam e dançaram em videos para inglês ver? Acaso esses macacões não foram feitos à prova de radiação? Não estariam os USA preparados, desde a década de 60, para uma possível onda radioativa, indo para um espaço que não conheciam?

E o robô-aranha, projetado para ir à Lua? Nenhuma adaptação possível?


Robô-aranha, NASA - 2008 - Projetado para levar nave de até 7 toneladas

Você acha que é ficção científica? Não, ele já existe, desde 1998. Relembre matéria publicada no g1.

" O ATHLETE (sigla em inglês para Explorador Extra-Terrestre de Seis Pernas para Todo Terreno) seria capaz de abrigar uma base lunar de até 15 toneladas e levá-la para onde fosse necessário a uma velocidade média de 10 km/h. Assim, os astronautas não ficariam presos em uma só área da Lua e poderiam pesquisar onde fosse mais interessante, como nômades espaciais.

Com 7,5 metros de diâmetro e 6 metros em cada perna, o robô seria controlado tanto pelos astronautas no satélite quanto pelo controle de missão, na Terra. A energia viria de painéis solares."


( http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL392976-5603,00-ROBOARANHA+PODE+ABRIGAR+BASE+MOVEL+PARA+ASTRONAUTAS+NA+LUA.html )

A bandeira, ah! essa, sim, é hasteada até à exaustão!


Que o rumo destinado ao Japão poderia ser bem diferente, isso sabemos!
Piedade aos que espalham o sofrimento, a dor e a devastação! Vão precisar bem mais do que as inocentes vítimas que hoje perecem!

-----------



Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente




Escritora, pós-graduação em RH pela FGV, international speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil






-------Outros artigos sobre o desastre nuclear no Japão: Link -  http://t.co/jbksFiU
--------

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

HAITI - Porque as vacinas da Sanofi-Aventis contra o cólera não deram certo no Haiti?

Sanofi-Aventis no Haiti, em 2010, logo após o terremoto em janeiro 2010

HAITI - Porque as vacinas da Sanofi-Aventis contra o cólera não deram certo no Haiti?


Por Marise Jalowitzki
18.fevereiro.2011
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/02/haiti-porque-as-vacinas-da-sanofi.html


Quando o surto de cólera assolou o já castigado país do Haiti, em 2010, muitas esperanças foram depositadas na Sanofi-Aventis, uma das  maiores empresas farmacêuticas do mundo que, em 2007, especializou-se nas vacinas anti-cólera. 

Em nome do Grupo, a filial brasileira, a maior dos países chamados emergentes, para lá se deslocou, doando grande quantidade de vacinas e mais significativas doações em dinheiro, para auxiliar na reconstrução do país devastado pela sequentes tragédias: terremoto, furacão e a terrível epidemia, que, naqueles dias, estava chegando perto de 300 vítimas fatais.

Muitos eram os alertas dados pelos especialistas de que, caso não fossem tomadas medidas urgentes a fim de dotar a população carente de água potável, alimentação sadia e melhores condições do que aquelas em que estavam vivendo (estendidos a céu aberto pelas ruas) a doença iria virar epidemia. Não deu outra.

Publiquei um artigo, mostrando as atividades da Sanofi-Aventis, também no Haiti. Veja em: http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/conheca-sanofi-aventis-filial.html


Sanofi-Aventis, as vacinas não deram certo no Haiti?
 Àquela época, quando entrei no site da Sanofi-Aventis tive a impressão de que o auxílio dado por ela seria determinante. Vacinas, mais ajuda econômica (que estava vindo de muitos lados) resolveria a questão. Vacinas são a arma mais poderosa, pois trabalham na prevenção. Não resolveu.



Transcrevo parte de texto publicado no próprio site da Sanofi-Aventis e copiado para este blog:


A solidariedade faz parte do DNA do Grupo Sanofi-Aventis e, como um líder mundial e diversificado na área da saúde, é essencial atender às necessidades fundamentais de saúde daqueles em situação de calamidade.

Desde o início da crise, as equipes da sanofi-aventis se mobilizaram, trabalhando em conjunto com as autoridades e com as equipes locais, para assegurar uma ajuda financeira emergencial de 100 mil euros e fazer importantes doações de medicamentos e de vacinas, que continuam a ser feitas.


A sanofi-aventis lança também um apelo à generosidade de seus 100 mil colaboradores em todas as subsidiárias, incluindo a filial brasileira. As doações recolhidas serão complementadas pelo Grupo da seguinte forma: para cada euro doado, o Grupo doará um euro adicionalmente, duplicando os fundos recolhidos. Estes fundos serão destinados aos programas de ações pós-emergenciais conduzidos por seis associações: Assistência Médica Internacional, Care, Cruz Vermelha, ONG Handicap Internacional, ONG Médicos do Mundo e UNICEF, que são especialistas em situações extremas, parceiros do Grupo e já atuando no Haiti.


Estas associações assegurarão a coordenação das ações tomadas em benefício da população atingida.

Sanofi-Aventis remete um milhão de euros ao Haiti para a reconstrução a longo prazo e as iniciativas de reabilitação.

Site da Sanofi-Aventis no Brasil:
www.sanofi-aventis.com.br  


SANOFI-AVENTIS, não esqueça o Haiti!  

Agora, fevereiro de 2011, os destroços do terremoto ainda estão todos espalhados. A reconstrução é mínima, quase ridícula, os sobreviventes tentando com pás e carrinhos retirar o entulho.

O país, para acrescentar, vive mais uma crise política (veja importante explanação de Eduardo Galeano em http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/02/eduardo-galeano-haiti-e-maldicao-branca.html ) e as pessoas pobres...continuam morrendo!

O que aconteceu DE VERDADE naquele país?

Carecemos de declarações das organizações internacionais.

Também ansiamos pela declaração da Sanofi-Aventis.

O que tem a Sanofi-Aventis a declarar? 
As vacinas não fizeram efeito?
Não deu certo o projeto?


População pobre do Haiti, um ano depois, continua em meio aos destroços


INIMAGINÁVEL QUE UMA SITUAÇÃO COMO ESSA ESTEJA ACONTECENDO, EM PLENO SÉCULO XXI, E NADA POSSA SER FEITO PARA ESTANCAR UM QUADRO HORRENDO COMO ESSE!

HUMANIDADE!!!

Nesta data, encaminhei e-mail para a empresa farmacêutica. Eles são poderosos e, a sua arma, a mais potente: a vacina, a prevenção.
Vamos aguardar.
Eis o teor do e-mail:

Estimados!
O "Assunto" é esse. Tenho um blog e espero receber a resposta de vocês sobre a tragédia no Haiti e o que aconteceu que as vacinas não estão impedindo o número de mortos.
Querendo, leiam o artigo sobre o tema, com o mesmo título, que publico hoje, com cópia para outros jornais e redes.
O MUNDO NÃO PODE DEIXAR O HAITI MORRER!
Aguardo retorno.

Abraços!
Marise Jalowitzki
Escritora
Porto Alegre - RS - Brasil


Haiti - Haitianos, sem ter casa, abrigo, carecem de água, carecem de tudo!



A imagem e a declaração são de 2010. A situação, em 2011, são ainda piores!

Jornal O Globo, em 18.janeiro.2010 - "O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu aos haitianos que tenham paciência em relação aos esforços para o envio de ajuda humanitária ao país.
Durante uma visita à capital haitiana, Porto Príncipe, no domingo, Ban disse que a situação no país é "a pior crise humana em décadas".
----------
------------
Agora, passado um ano, o total de mortos pelo cólera no Haiti já contabiliza a assustadora cifra de 4.549 mortos!
--------


Leia mais em HAITI, QUEM SE IMPORTA?
Página com vários artigos sobre a tragédia no país. Acesse: http://t.co/Qrko7xo
Haiti precisa se reerguer - Quem se importa?



Vamos fazer a nossa parte?
Brasil tem histórico de hospitalidade.
Em uma situação difícil como a que passam os cidadãos haitianos, imprescindível a ajuda humanitária, prevista até em acordos internacionais entre os dois países!




quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sean Penn, siga adiante! QUEM CRITICA É PORQUE NADA FAZ! Haiti precisa de ajuda, sim!


Sean Penn, siga adiante! Quem critica é porque nada faz! Haiti precisa de ajuda, sim!

Sean Penn, siga adiante! QUEM CRITICA É PORQUE NADA FAZ! Haiti precisa de ajuda, sim


Por Marise Jalowitzki
17.fevereiro.2011
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2011/02/sean-penn-siga-adiante-quem-critica-e.html

Quem mais critica é quem menos faz.
Tenha o objetivo que quiser, publicidade, notoriedade, manter-se na mídia, a verdade é que o ator Sean Penn está realizando algo de proveitoso em prol dos haitianos e, mais uma vez, alguém consegue sacudir a consciência planetária, que esquece rápido e prefere sempre o comodismo das ações que não requerem responsabilidade.

Ator Sean Penn recebe duras críticas
por se solidarizar com a trágica situação no Haiti

Sean prometeu não desperdiçar sua energia para ouvir as críticas de que está sendo alvo após anunciar sua ajuda ao desprovidos do Haiti, que amarga quase 5 mil casos de mortes por cólera, uma epidemia devastadora, quando a população já não registrava um caso sequer há mais de 50 anos!

As críticas ao ator sugerem que ele tenha se oferecido a prestar ajuda às vítimas do Haiti apenas para aumentar seu status como celebridade.

Penn  levou 11 médicos ao Haiti para prestar auxílio à população.

Em entrevista ao Sunday Morning Show, nos Estados Unidos, o vencedor do Oscar de Melhor Ator de 2009 disse que levou os filhos Dilyan, 18 anos, e Hopper, 16, para visitar o país devastado pelos terremotos. "Eles irão ajudar. Assim como eu, já tiveram a experiência de que você deve primeiro servir para depois ser servido", disse o ator vencedor do Oscar em 2009.

Sean Penn já levantou cerca de US$ 1 milhão para ajudar as vítimas do Haiti.

Ajudar o Haiti é preciso! Fechar os olhos a esta trágica realidade é ignóbil!

Marise Jalowitzki
escritora
marisej@terra.com.br
Porto Alegre - RS - Brasil

Leia mais sobre o Haiti neste blog

Haiti amarga o triste número de quase cinco mil mortos por cólera, desde 2010

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Haiti - Agora já são 3.651 mortos por cólera - Chega ou querem mais? UM ANO!




Haitianos, com carrinho de mão tentam retirar o entulho!
Foto AFP
 
Haiti - Agora já são 3.651 mortos por cólera  - Chega ou querem mais? UM ANO!

Por Marise Jalowitzki
10.janeiro.2011
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/01/haiti-agora-ja-sao-3651-mortos-por.html

Bem, se para uma coisa toda esta catástrofe no Haiti está servindo é para mostrar o quanto a mídia é nada, o quanto denúncias são nada, o quanto autoridades que denunciam são nada! Tais autoridades (que denunciam) simplesmente são demitidas do cargo, e pronto!

Um ano! Um ano se passou! As denúncias se propagam, como o número de mortos, também! Chega, ou querem mais? No primeiro artigo que escrevi (Haiti - sobre os caixões da FEMA - http://ning.it/h6zEvQ ) lancei uma hipótese:

- de que a catástrofe poderia ter sido "programada", para que mais e mais voluntários e ajuda militarizada pudessem obter experiência,
- de que era uma boa oportunidade de se experimentar as novas vacinas contra cólera
- de que era uma boa forma de a indústria farmacêutica enriquecer um tanto mais
- de que os caixões da FEMA poderiam servir para os milhares de mortos, vítimas da epidemia (que chegou ao Haiti através de nepalenses, na comitiva de ajuda humanitária militarizada).

Será que alguém já investigou?

Onde estão sendo sepultados os mais de 3 mil mortos, só pelo cólera? Há um ano, quando ocorreu o terremoto, foram mais de 300 mil vítimas. Haiti é um país pequeno. Nem espaço tem. Nos caixões da FEMA há lugar para 3 corpos, dizem as declarações contidas nas dezenas de videos que podem ser visto no youtube.

Agora, passado um ano, após a solicitação da senadora haitiana e outras tantas petições, a ONU se decide a investigar COMO o cólera chegou ao Haiti, que não registrava nenhum caso há 50 anos.

Só que as tendas estão lá.
As milhares de pessoas desabrigadas, UM MILHÃO DE PESSOAS, continuam morando lá, estendendo-se nas ruas, esperando a morte.

Os médicos continuam tendo de optar por querm vai ser atendido e quem vai ser deixado morrer, devido à super lotação nos hospitais (os "fixos" e os improvisados).
A escassez de água potável continua uma constante.
Alimentos parcos.
Nem 5% do entulho foi retirado, apesar das vultuosas contribuições/doações de muitos órgãos e países. Carrinho de mão e pá são os instrumentos de limpeza!!! São os próprios haitianos, dia após dia, que tentam consertar o impossível.

O QUE MAIS PRECISA ACONTECER PARA QUE PROVIDÊNCIAS EFETIVAS OCORRAM?


Inaceitável, inadmissível, vergonha mundial!
Triste raça humana, que acredita que pode um dia vir a ser feliz, tendo tantos irmãos à deriva!

Marise Jalowitzki
Escritora
marisej@terra.com.br
www.compromissoconsciente.blogspot.com
www.marisejalowitzki.blogspot.com
Porto Alegre - RS - Brasil
-----------------------------

Links relacionados neste blog, por Marise Jalowitzki:

http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/haiti-3333-mortos-muito-triste-so-ficar.html

http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/sobre-os-caixoes-da-fema-e-o-haiti.html

http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/haiti-verdade-que-nao-agrada-demissao.html

http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/haiti-dinheiro-nao-utilizado-o-que-se.html

http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/saiba-mais-sobre-ricardo-seitenfus-o.html

http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/haiti-o-depoimento-de-ilda-e-familia.html

http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/mexico-epidemia-e-psicose-interessante.html

-----------------------------

Médicos Sem Fronteiras: 1 mi vivendo em tendas é inaceitável


http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4881389-EI8140,00-Medicos+Sem+Fronteiras+mi+vivendo+em+tendas+e+inaceitavel.html
10 de janeiro de 2011 • 15h22
Nuvens negras passam por sobre um dos acampamentos montados para pessoas desabrigadas pelo terremoto, em Porto Príncipe


Haiti - UM MILHÃO vivendo em tendas!!!
Com uma epidemia de cólera junto!!!
 

Foto: AFP






Por Felipe Franke - do Terra


Um ano depois do terremoto que devastou o Haiti, deixando mais de 200 mil mortos, a Médicos Sem Fronteiras (MSF) - uma das organizações mais atuantes no processo de reconstrução do país - criticou a forma como a ajuda à população foi conduzida e diz que a situação na nação mais pobre das Américas ainda é dramática. Em entrevista ao Terra, Alessandra Vilas Boas, coordenadora de comunicação da entidade, afirmou que a ação da Organização das Nações Unidas (ONU) "foi muito falha".




"Um ano depois do terremoto, ter um milhão de pessoas vivendo em barracas e acampamentos é inaceitável", sobretudo levando em conta uma "emergência que mobilizou tanta ajuda internacional", sintetiza. "Vimos isso no terremoto e estamos vendo de novo com o cólera. Realmente existe esse atraso. (Há) uma necessidade de mobilização das diferentes organizações e uma coordenação eficiente por parte das Nações Unidas de dar conta dessas necessidades da população".





No entanto, em meio a tantos problemas, Alessandra encontra algo para comemorar: a ampliação do atendimento do atendimento básico de saúde à população de baixa renda. "Isso praticamente inexistia no Haiti," recorda ela sobre o período anterior à enxurrada de apoio estrangeiro advindo com o terremoto. Mesmo assim, ela defende que a ampliação e a solidificação da oferta de cuidado médico especializado permanecem um desafio.




"A situação de saúde primária no Haiti, hoje, é, na realidade, melhor do que era antes do terremoto, porque tem um número muito grande de organizações, e hoje as pessoas têm acesso gratuito a cuidados primários", diz. "Mas a necessidade de cuidados especiais continua."





O desafio Haiti

No ano em que completa 20 anos de presença no Haiti, a MSF considera que 2010 foi o ano mais desafiador do seu trabalho no país. Na avaliação de Alessandra, pode-se inclusive dizer que, somados, o terremoto de janeiro e o surto do cólera do segundo semestre do ano passado se transformaram no maior desafio já enfrentado pela MSF.





"Você pode dizer que a nossa operação de ajuda humanitária no Haiti foi a maior da história da organização", que, fundada em 1971, acumula trabalhos em locais como o Sudão e a Faixa de Gaza. "Em todos países onde a gente já trabalhou, essa operação foi a maior em termos de números de pessoas envolvidas, de recursos, de volume de operação de atendimento e localidade", afirma.




Presente no Haiti desde 1991 para suprir a oferta de atendimento básico à população, a Médicos Sem Fronteiras conta hoje com 8,3 mil pessoas - entre estrangeiros e haitianos - atuando no país. "Isso é 10 vezes mais do que tínhamos antes do terremoto" de 12 de janeiro de 2010, que deixou um saldo de cerca de 200 mil vítimas fatais.




No episódio, a MSF foi essencialmente requisitada para realização de cirurgias, atendendo casos de traumatologia, ortopedia e também prestando serviços maternos. Passados os primeiros dias, o atendimento foi ampliado ao cuidado da saúde mental de sobreviventes da tragédia.






Não bastasse o terremoto, avaliado como um dos piores desastres naturais da história recente, os haitianos ainda tiveram de lidar com um surto do cólera no decorrer do segundo semestre. Alessandra diz que, embora a epidemia já apresente sinais de estabilização, há novos casos surgindo em locais de densidade populacional menor.

"É muito difícil prever o futuro da epidemia, mas o que é certo é que a única forma de realmente conter a doença e evitar que ela faça mais estragos no futuro é um trabalho importante no sistema de água: oferecer água clorada e um sistema de saneamento que não coloque as pessoas em risco", sugere. "A gente vai continuar tratando os pacientes do cólera enquanto o cólera persistir no país."



----------------------------------
Links relacionados no Terra:
AI pede que dominicanos interrompam deportação de haitianos - http://ning.it/fl5p3a

ONU apresenta balanço um ano após catástrofe no Haiti - http://ning.it/gCIocG

Um ano após tremor, Haiti chora mortos e a falta de reconstrução - http://ning.it/dWc7p6


Secretário da ONU cria comissão para investigar cólera no Haiti - http://ning.it/fNTo43

Número de mortos pela cólera no Haiti sobe para 3.651 - http://ning.it/hKfVVT
Entidade critica comissão de recuperação do Haiti após terremoto - http://ning.it/fBOa2g

AI denuncia aumento da violência sexual contra haitianas - http://ning.it/fRN7Gk

---------------------