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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Indústria Farmacêutica - A quem eu devo agradar - aos Acionistas!, diz CEO

Foto de Araquém Alcântara




Marise Jalowitzki

Esta foto de Araquém Alcântara é um verdadeiro contraste com o conteúdo deste post. Ela mostra a prática de um médico cubanos acompanhando uma paciente no sertão brasileiro, no Programa Mais Médicos (atualmente extinto).

Mas tem de estar aí, no topo, para lembrar que a verdadeira medicina é aquela que acompanha o paciente, que procura entender a funcionalidade do organismo em observação, e que medica levando em consideração a saúde, a preservação dela e a sua manutenção [ou a recuperação].

BEM DIFERENTE do que pensam os donos da maioria dos laboratórios farmacêuticos que proliferam de forma inusitada em todos os recantos de nosso mundão caótico. Há, nos grandes centros, 15 farmácias para cada padaria! O que representa isto? A ação desenfreada de uma indústria que quer, a todo custo, e sempre, aumentar seus processos de comercialização.

E o que esperar dos objetivos de uma indústria? Há anos venho comentando sobre o que mobiliza os passos, projetos e ações dos empresários: o lucro!

Neste mundo onde o valor do dinheiro ultrapassa os valores morais, éticos, de solidariedade, ultrapassa o dever de pensar nas consequências dos projetos e produtos lançados no mercado, apenas o lucro interessa. Lucro fácil, o maior possível, não importa a que preço.

E isto não é de hoje, não! A espécie humana é desprezível neste aspecto. Desde os tempos antigos, para marcar presença, reis e monarcas, faraós e todas as desinências do poder instituído, usaram do sofrimento e do desgaste dos subordinados, dos vassalos, dos escravos, para construir monumentos em homenagem aos seus egos. 

Não satisfeitos, muitos deles mandaram destruir as edificações dos monarcas anteriores, muitas vezes sem deixar vestígio.

Poder atual, superando o poder passado.

Tudo igual.

Nas empresas também acontece assim. Uma "boa gestão", nos moldes preconizados atualmente, "não pode parar", não pode estagnar, tem de crescer s-e-m-p-r-e, não basta ter superavit. Chegam os experts e dizem: tem de crescer mais a cada ano. 

E o que dizer das famílias que dominam, literalmente, a economia no mundo? Os clãs empresariais estão empenhados em abocanhar sempre e sempre, mais e mais, as empresas pequenas e incorporá-las aos seus mega grupos. Nem um guaraná de uma pequena empresa de nossa área metropolitana aqui de Porto Alegre-RS fica de fora. Já é de multinacional, agora.

Pensavas, por acaso que, por ser a indústria farmacêutica teoricamente voltada para a saúde do cidadão, que, com ela [indústria farmacêutica] seria diferente? Pois não é. E só não vê quem não quer! Medicamentos de concorrentes, que até então eram tidos como referência, de uma hora pra outra passam a ser demonizados, até ser substituídos por um "melhor" e, claro, bem mais caro. Que, muitas vezes, É O MESMO, apenas recebe nome diferente!

Raras são as farmácias que ainda possuem estoque de algumas referências de minha infância e, mais raro ainda, quem recomenda. Que dirá, fazer publicidade.

Então, por que o espanto?


J. Michael Pearson, cidadão inescrupuloso


J. Michael Pearson (60) é um executivo canadense de uma empresa farmacêutica americana. Ele é o ex-presidente e ex-CEO da Valeant Pharmaceuticals International, até ser demitido em abril de 2016, após um relatório publicado pela Citron Research. Sua prática consistia em adquirir medicamentos no mercado e patenteá-los novamente, aumentando o seu preço de maneira ultra abusiva, e, assim, aumentar rapidamente o preço das ações. 

Ele enfureceu a mídia em 2016 depois de dizer em uma entrevista à MSNBC que "a responsabilidade da empresa é com seus acionistas, não com os clientes que dependem de seus medicamentos para viver".

“Minha principal responsabilidade é com os acionistas da Valeant. Nós podemos fazer o que quisermos. Continuaremos a fazer aquisições, continuaremos avançando”, afirmou Pearson.

Ele acrescentou: "Se os produtos estiverem com preços incorretos e houver uma oportunidade, agiremos adequadamente em termos de fazer o que presumo que nossos acionistas gostariam que fizéssemos".

"A Valeant aumentou em média 66% o preço de 56 medicamentos em seu portfólio, destacado por sua recente aquisição, a Zegerid, que eles prontamente aumentaram 550%. 

Isso não apenas tem o infeliz efeito colateral de colocar o preço dos medicamentos que salvam vidas fora do alcance de pessoas seguradas, mas também começou a pôr em questão a sustentabilidade desse modelo de negócios em rápida expansão.

A Valeant adquiriu mais de 100 medicamentos e viu o preço de suas ações subir mais de 1.000% desde que Pearson foi nomeada CEO em 2008. Pearson começou a trabalhar na Valeant Pharmaceuticals como consultor externo em 2007, assumindo o cargo de CEO no próximo ano."

O Comitê da Câmara para Supervisão e Reforma do Governo emitiu intimação para obter informações sobre os aumentos de preços efetuados por Pearson. Ele  compareceu no Comitê Especial de Envelhecimento do Senado dos Estados Unidos para responder às preocupações sobre as repercussões para os pacientes e o sistema de saúde enfrentado pelo modelo de negócios da Valeant. 

Depois disso, Person foi deposto e, atualmente, está processando a Valeant Pharmaceuticals, reiterando US $ 32 milhões, como compensação por sua suposta rescisão indevida como CEO e presidente.

(...)
Pearson foi o CEO mais bem pago no Canadá em 2015, recebendo US $ 182,9 milhões."


Este senhor foi circunstancialmente travado em abril de 2016, mas esta é uma prática que permeia muitos executivos no planeta inteiro. Ganhos para uns poucos, ainda que em detrimento do descaso, abandono e sofrimento de bilhões. E quantos desistem no meio do caminho e acabam quitando sua vida, levados pelo desespero? 

Pessoalmente, não acredito que esta situação, de um modo geral, irá significamente mudar. A ganância já domina há tantos que enxergam na sede de acumular riquezas a sua própria razão de viver. 

Há um tempo conheci a política dos medicamentos de alto custo e dos esforços dos governos de vários países em obter parcerias para a distribuição à população que necessita da medicação para viver. Os valores são absurdos! Há medicamentos que custam (uma unidade) mais de um milhão de reais! Vários outros, 80mil reais, 40 mil reais! Qualquer acordo bilateral que é feito com um laboratório farmacêutico destes, só tem uma porta de entrada. 


Frear todo este filão bilionário que representa as movimentações da indústria farmacêutica tradicional (alopatia) está cada vez mais difícil.

Ao cidadão, resta a prevenção em termos da manutenção da qualidade de sua saúde. Depois que está ferrado, depois que está com um quadro difícil de tratar, só Deus mesmo pra decidir se vai ou não se safar. Se vai ou não conseguir receber a medicação necessária, e em quantidade certa para seu tratamento. 

O que precisa mudar é a consciência de cada indivíduo, que deve procurar na sua alimentação, o mais integral e livre de toxinas possível, sono de qualidade e mais exercícios e vida livre e harmônica, sem tanto estresse, tanto "eu tenho de conseguir". 


E, sempre que possível, tratar de seus problemas de saúde com as outras medicinas, que medicam com homeopáticos e fitoterápicos. 



N.B.:
O texto entre aspas (" ") são transcrição do link https://politicaldig.com/big-pharma-ceo-says-profits-over-people/?fbclid=IwAR26MGFK2h2agiLd2_SLT1j2diwOh2IS7ub9EyRfrdilFnaKzZ-nbGufuKk em tradução livre por Marise Jalowitzki

Outras informações sobre Pearson: https://en.wikipedia.org/wiki/J._Michael_Pearson

Link deste post: https://compromissoconsciente.blogspot.com/2019/10/industria-farmaceutica-quem-eu-devo.html










quarta-feira, 5 de junho de 2019

Brasil sofre uma epidemia de ansiedade. Somos o país com mais pessoas ansiosas do mundo, diz a OMS



Por Marise Jalowitzki
05.junho.2019
https://compromissoconsciente.blogspot.com/2019/06/brasil-sofre-uma-epidemia-de-ansiedade.html

Não tem uma semana que não leio sobre jovens que se suicidaram e que sofriam de ansiedade e-ou depressão. Suicidalidade é um dos efeitos colaterais dos psicotrópicos (tá na bula!).

Uma tristeza ver a exacerbação da medicalização!!

São 18,6 milhões de brasileiros (9,3% da população) que convivem com o transtorno. Objetivos além do seu possível, cobrança excessiva a si próprio, aceitação excessiva das cobranças e julgamentos dos outros, "receitas prontas" de como ter sucesso, realização, ser o "must", alimentação indevida, má qualidade do sono e metas desajustadas são fatores que, aliados ao desmesurado incentivo ao consumo, fazem com que a maior parte da população viva ou triste e arrependida em relação ao passado (remorso, desilusão) ou preocupada com o futuro (medo e stress por algo que ainda não viveu). Ou seja, nada do hoje, nada do agora, nada do que realmente faz a diferença! 

Aprender a ver a Vida com seus diversos fatores, o que inclui stress, frustração, estilos de ver e sentir diferenciados, e em tempo diverso, tudo isto auxilia na diminuição da ansiedade e tantas outras "tarjas".


Como diz Raul Seixas: 
"Se você correu, correu tanto
Não chegou a lugar nenhum
Baby, oh! Baby!
Bem vindo ao século 21!!!"


É isso aí!!


Psicotrópicos são muletas que viciam. Tem de pesar MUITO a relação custo-benefício (uma criança consegue avaliar??? claro que não!!). E, mesmo que os pais optem por medicar, ou o adulto encontre certo conforto ao tomar as drogas psiquiátricas, saiba que deve ser por um tempo determinado! Depois, o efeito rebote toma conta!


Para muitos médicos, em especial os da área da psiquiatria, receber um paciente significa prescrever medicamentos controlados, os famosos "tarja-preta", já na primeira consulta... Infelizmente, são passados como se fossem docinhos, sem anunciar o risco de efeitos colaterais... ou o indivíduo chega tão desesperado que nem se preocupa mais se tiver o famoso efeito rebote, que é quando o medicamento começa a não fazer mais efeito, ou piora a situação inicial ou, ainda, faz surgir novos sintomas e doenças (as famosas comorbidades). 

Ontem mesmo, vi um senhor sentado em uma das cadeiras do Banco, máximo 45 - 50 anos, batendo ritmadamente uma das pernas, as mãos, "roendo" os maxilares sem poder frear.

Triste.


Embora, na maioria das vezes, nas primeira doses, o indivíduo se sinta muito bem, no uso prolongado a situação costuma frequentemente se modificar substancialmente e o que era alívio passa a ser pesadelo.

O Medo 
O medo é um componente voraz. Depois que a pessoa "se convence" que tem um problema, torna-se ainda mais insegura, passa a depender da medicação. Mesmo quando o paciente argumenta que está realizando atividades físicas, ou meditação, terapia, que está cuidando da alimentação e  ele ouve de seu médico: "Não adianta, esta doença vai te acompanhar sempre, não há cura pra ansiedade, ela vai estar sempre ali te ameaçando" o que acontece? Este tremendo "balde de água fria" tem um efeito devastador! A insegurança aumenta, a autoestima vai pro saco, a dependência medicamentosa aumenta e os lucros da indústria farmacêutica também...


Brasil é o país mais ansioso do mundo, segundo a OMS


Medicalização *
Leandro Karnal, historiador e colunista do jornal O Estado de S. Paulo, aponta outro lado da questão e vê uma "medicalização" do comportamento humano. "Se o aluno não consegue acompanhar as aulas, dão remédio para ele. Nem todo mundo que não presta atenção tem déficit de atenção. A aula pode ser chata mesmo", argumenta.
Rosely Sayão, psicóloga e consultora em educação, chama a atenção para o que ela intitula de "epidemia de diagnósticos", que envolve leigos e profissionais de saúde. Para ela, cada um de nós hoje usa a lógica médica para olhar para o outro e dizer: "Essa pessoa é chata; essa pessoa tem TOC; fulano surtou". "Nós vivemos à base de diagnósticos e, quando fazemos isso, apagamos a pessoa que está por trás dele".
( * Os dois últimos parágrafos deste post foram retirados do LifeStyle Ao Minuto )

É sabido que um dos maiores indutores à ansiedade é o consumo de açúcar. Querendo, leia sobre o que fazer para diminuir o consumo, clicando AQUI:


Um dos grandes desafios dos profissionais da área médica  é conscientizar as pessoas contra o uso excessivo de açúcares adicionado a bebidas e produtos industrializados. Claro, depois que eles próprios tiverem esta conscientização.


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

Querendo, leia também:

Sobre os interesses da indústria farmacêutica e a ética médica

É alarmante como eles conseguiram
psicopatologizar a infância. 



http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/10/sobre-os-interesses-da-industria.html













"A psiquiatria está em crise."





Por 
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2016/08/doencas-mentais-nao-se-devem-alteracoes.html







Poderá gostar também de:






http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2017/08/anatomia-de-uma-epidemia-pilulas.html












SÍNDROME DE STEVENS-JOHNSON


Síndrome de Stevens-Johnson (SJS) e um novo fármaco anti-epiléptico, oxcarbazepina, está estruturalmente relacionado com a carbamazepina, também tem sido demonstrado como indutor de SJS." ( NCBI -Gov.EUA) - Trileptal - carbamazepina - oxcarbazepina - Tegretol -





Modafinil,  Stavigile no Brasil, comercializado
também como Provigil, Vigil, Modioda,
Modavigil, Vigicer. Nos EUA, os riscos foram
considerados altos de mais
e o medicamento foi proibido para crianças.




http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2017/04/sobre-o-uso-de-modafinil-e-ritalina-em.htm























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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Mitos da psiquiatria que são erros - Peter C. Gotzsche - Universidade de Copenhagen - Denmark - Assista também os videos


Excertos do video "Medicamentos Letais e Crime Organizado - Como a indústria farmacêutica corrompeu a saúde" Peter C. Gotzsche, MD - Diretor do Nordic Cochrane Center - Professor e Coordenador de Projetos de Pesquisa da Universidade de Copenhagen - Denmark
(autor de "Deadly Medicine and Organised" - Medicina Mortal e Organizada)

"Há alguns anos havia mil vezes menos diagnósticos para depressão.
No DSM III (Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais o luto só era considerado depressão depois de um ano.
No DSM IV, o tempo caiu para 2 meses!!
E agora, no DSM V, são apenas 2 semanas!!!
Por pior que tenha sido a relação, quem pode ultrapassar este estágio de perda em duas semanas?"
Peter C. Gotzsche, MD - Diretor do Nordic Cochrane Center - Professor e Coordenador de Projetos de Pesquisa da Universidade de Copenhagen - Denmark
(autor de "Deadly Medicine and Organised" - Medicina Mortal e Organizada)

Mitos da Psiquiatria - Que são ERROS!

1) "Medicamentos psicotrópicos são eficazes" - Um dos piores erros! A indústria farmacêutica só divulga 1/10 dos reais efeitos adversos.

Os medicamentos para depressão, por exemplo, deveriam ser anunciados como "O comprimido que destrói a sua vida sexual". (8'04")
De acordo com a indústria farmacêutica, o efeito adverso (disfunção sexual) é de apenas 5%, quando, na verdade, aumentasm em 50% os efeitos.
Os psiquiatras remunerados pela indústria farmacêutica prescrevem mais antipsicóticos a crianças que os psiquiatras sem vínculos com os grandes laboratórios. Os psiquiatras que servem ao Ministerio da Saúde também são financiados pela indústria farmacêutica.

ISRS -
Os resultados não são confiáveis. (10'50")
Os antipsicóticos são mortalmente perigosos. Fiz um levantamento e calculei que só a Zyprexa provavelmente custou a vida de 200.000 pessoas!
O médico deve pensar muito, e muito bem, antes de prescrever antipsicóticos, especialmente para um paciente psiquiátrico.

Sobre placebo (12'30")

Benzodiazepinas são iguais a narcóticos.

Ritalina - "O pequeno ajudante da mamãe."
Por que alguém com transtorno de ansiedade ou com TOC, sem relação alguma com depressão, após medicado por mais de 6 semanas, e, interrompendo o tratamento, tem os mesmos sinais de abstinencia que um depressivo?

2) ISRS são tão necessários como a insulina para os diabéticos." Isso não é verdade! (18'13")

A hipótese de que a depressão é causada por falta de serotonina no cérebro nao tem o menor cabimento!
Os estudos sérios nunca confirmaram isto. Nunca se provou a existencia deste desequilíbrio..

O risco de suicídios aumenta ao tomar ISRS e também ao aumentar as doses, também quando alteramos qualquer coisa no tratamento com ISRS e até mesmo quando suspendemos a droga. (20')

3) Alardeada recuperação - Dizem que o tratamento diminuiria o número de pessoas necessitando do auxílio desemprego. Não é verdade.
Dados oficiais mostram que jovens com menos de 18 anos, que se tornaram dependentes de assistencia social, depois da introdução dos ISRS, o índice teve um aumento de 3.400%! (21'39")

Sim, em casos isolados e se usados por pouco tempo, podem produzir efeito positivo. (21'54")

Segundo Whitaker, 10% das crianças que recebem medicação para TDAH, convertem seu quadro para transtorno bipolar, antigamente chamado transtorno maníaco-depressivo. (22'12")

Nós somos os "Médicos Sem Patrocínio", por isso recebemos doações e vendemos nossos livros. Falamos aquilo que a indústria farmacêutica não quer que seja divulgado.
A Dra. Lisbeth Kortegaard, por exemplo, é pediatra infantil em Jutland. Ela é membro de "Médicos sem Patrocínio", "Médicos contra a Corrupção". Ela vem sendo muito, muito pressionada pela gestão do hospital onde trabalha porque retira mais medicação de seus pacientes do que prescreve.
Ela diz que a situação mais dificil é convencer os pais para o desmame dos medicamentos. (25'46")

Suicídios - (29'26")

4) O Papel dos Conselheiros médicos (33'15")
Os conselheiros médicos constituem uma categoria criada pelos grandes laboratórios para manter os médicos em fidelidade. Funciona assim: Após um jantar promovido pela farmacêutica, recebem um certificado e passam a ser chamados de conselheiros. Eles viram consultores, dão palestras, dão "dicas", influenciam até mesmo nos órgãos do Ministerio da Saúde, apresentam reivindicações no Parlamento Europeu. Tem acesso a estudos que a indústria não divulga e contam uma historia bem diferente. O laboratório Cilag, por exemplo, chega a ter 19 mil conselheiros! (34')

5) Credibilidade da indústria farmacêutica (34')
Tente entrar nos sites de busca, como o google e outros, digite o nome das dez maiores empresas farmacêuticas e junte a palavra "fraude" (que inclui a ideia de 'propaganda enganosa' e 'desfalque')...você vai se surpreender.

O uso de medicamentos são a 3ª maior causa de morte no mundo, só ficam atrás dos problemas cardíacos e cancer. EUA, União Europeia e Noruega confirmam estes dados.

E as mortes acontecem mesmo que o paciente tenha seguido todas as recomendações (dosagens, horários, tempo). (38'11")

Ou seja, a metade dessas mortes se deve aos muitos efeitos adversos do tratamento.
A outra metade das mortes acontece por causa de erros na posologia, por exemplo, superdosagem.

6) Tratamento de Idosos com psicotrópicos (39')
Idosos recebem medicamentos diferentes para cada problema que apresentam. Acabam tomando, em media, 5 a 10 drogas cada um. Interações? Quem conhece todas? Ninguem sabe ao certo o que vai acontecer!

pseudo-soluções! "fake-fixes", "procure o médico"!! (40'27")

Somente 5% do dinheiro gasto com remedios seria necessário.

A situação atual está tão séria que precisamos nos unir para mudar o rumo! (43'33")

Pergunta da plateia (médicos): "Com que podemos substituir a medicação durante o desmame?" (44'33")

Peter Gotzsche: Devemos usar estes medicamentos o mínimo possível. Se eu tivesse um transtorno psiquiátrico eu não aceitaria tomar estas drogas. Nenhum tipo. Não teria coragem. Pessoas saudáveis que tomamarm Fontex apresentaram comportamento suicida.
Foi demonstrado que o exercício físico é tão eficaz quanto o uso de ISRS inicial.
Praticar esportes. Movimentar-se.
Psicoterapia ajuda bastante, especialmente em transtorno de ansiedade, e também na depressão.

Allan Holmgren dispuk.DK - "É preciso testar as alternativas para ver o que é melhor para cada paciente. E, em primeiro lugar, evitar a solidão e não morar sozinho.


O que pode ajudar pessoas com esquizofrenia? Diálogo aberto, sem julgamentos.

"Remédios" para incontinencia urinária ou "bexiga hiperativa" aumentam a taxa de suicídio em adultos. (47') Um dos "remédios" que mais causaram suicidalidade em pacientes com "bexiga hiperativa" foi Cymbalta, da Eli Lilly, um antidepressivo aprovado na Inglaterra para incontinencia urinaria.

Quanda a FDA não aprova um medicamento, o laboratório se recusa a divulgar as pesquisas. (47'16")

Plateia: Por que até agora nenhum político tomou uma medida para acabar com isso? As coisas que V.Sa. apresentou hoje lembram os debates dos anos 80! (47'39") Há anos as associações de consumidores vem reclamando disso. A sua documentação é bem sólida. Mesmo assim, os políticos não intervêm. Por que?

Peter Gotzsche: Os políticos se concentram mais em pesquisas sobre o câncer. Na psiquiatria multiplicam-se os doentes devido à incompetencia no manejo dos medicamentos. Estou começando a pensar que precisamos seguir no sentido oposto, não esperar pelos governos, ir direto no paciente e esclarecer, porque a situação fugiu do controle.

Uma psicóloga pergunta: O que fazer com pacientes que fazem terapia e tomam 4, 5 remédios psiquiátricos?

Peter Gotzsche: Pegue o meu livro, pegue o livro do Whitaker e leia com seu paciente! Sugira, mas esclareça! É muito importante advertir ao cliente que é como ser viciado em drogas ilícitas. Pode ser uma experiencia muito desagradável o desmame. "Você vai sentir uma urgencia em voltar a tomar medicação." Lembrem-se: os drogadictos passam por este mesmo conflito!

7) Médicos subvencionados pela industria farmacêutica (50') Os professores, nas faculdades de medicina, temem desobedecer as orientações dos médicos-chefes de seus hospitais.

Os mais bem recomendados impõem esse espírito a todos no hospital. "Aqui a prática é essa!"

Farmacêutico Bertel Rüdinger: Alguns colegas prescrevem medicamentos que tem interação com outros. O sentimento é de raiva, é de tristeza, de impotencia.


8) Comorbidades
Peter Gotzsche: Não falamos ainda sobre um grave mal-entendido: Os efeitos adversos graves que os pacientes tem de suportar são atribuídos a "doenças" (comorbidades) (52')
As empresas farmacêuticas são especialistas em convencer os médicos de que, por mais terríveis que sejam os efeitos adversos dos medicamentos, são sintomas da doença e é preciso continuar com a medicação! E se os efeitos se intensificarem é sinal de que é preciso aumentar a dose ou utilizar 2-3 medicamentos ao mesmo tempo. Isto é um absurdo!

Fontes:
Medicamentos Letais e Crime Organizado - legendado em português - https://www.youtube.com/watch?v=klcrbIBOVAk





https://www.youtube.com/watch?v=dozpAshvtsA
https://www.youtube.com/watch?v=jVylSIqW5MU






 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:
www.compromissoconsciente.blogspot.com.br


LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade

Tarja Preta: Os Segredos que os médicos não contam


POR Marcia Kedouk

Nós não podemos esperar que os médicos perguntem, temos de chegar lá e dizer na frente deles. Jantares, programas de educação médica continuada, consultoria- tudo isso funciona muito bem, mas não se esqueçam do cara a cara. É aí que precisamos estar, segurando a mão deles e sussurrando em seus ouvidos."
"Nada deixa um médico mais interessado num remédio do que um estudo. Use o poder do estudo para abrir portas, mas não perca muito tempo com isso e não diga que você pode conseguir um estudo para ele. Nós não temos muito dinheiro sobrando."
"Se algum deles perguntar por dados adicionais, diga que estamos reunindo tudo, depois sugira que o médico coloque alguns pacientes em tratamento com a droga."
Os diálogos que você acabou de ler estão no depoimento  que o cientista David P. Franklin deu à Justiça americana sobre como os promotores de venda e consultores médicos da farmacêutica Parke-Davis, comprada depois pela Pfizer, eram orientados a falar com os profissionais da saúde.
Franklin entrou na empresa em abril de 1996 e pediu demissão menos de três meses depois, principalmente por não concordar com práticas de promoção do remédio Neurontin. Ele gravou e registrou várias conversas e e-mails para comprovar as denúncias.
O Neurontin foi lançado em 1994 como medicamento coadjuvante contra crises de convulsão em pacientes epiléticos que não respondiam bem a outros tratamentos. Era um mercado relativamente pequeno. Acontece que as vendas anuais do medicamento passaram de 97,5 milhões de dólares em 1995 para 2,7 bilhões de dólares em 2003- um crescimento de 2.700%. E não foi exatamente porque tivesse aumentado o número de doentes com esse quadro tão específico.
Segundo Franklin, a companhia contratava consultores médicos para atuar exclusivamente como representantes de venda e oferecer dinheiro a quem receitasse o medicamento e conseguisse influenciar o maior número de colegas a fazer o mesmo. Os consultores eram orientados também a dizer que estavam "envolvidos em pesquisas", para passar maior credibilidade, quando na verdade só estavam envolvidos mesmo em engordar suas contas bancárias. Não havia estudos relevantes nem dados comprovados para divulgar.
No mundo ideal, consultores médicos trabalham em funções médicas, científicas, sem nenhum vínculo com departamentos de vendas. No mundo ideal, eles são treinados para oferecer informações técnicas (e verdadeiras) sobre os produtos da empresa para onde trabalham, de modo a ajudar os médicos nos consultórios.
Mas o mundo real pode ser diferente. De acordo com o depoimento, a farmacêutica fornecia informações falsas sobre o medicamento, plantava pessoas na plateia de congressos para fazer perguntas sobre os benefícios do remédio, promovia medicamentos para usos não aprovados, dava dinheiro para que médicos permitissem a presença de representantes do laboratório nas consultas e ainda distribuía uns trocados para aqueles que fornecessem gravações de conversas com pacientes que estavam em tratamento com a droga. Eram US$ 50 por cabeça mais pagamentos de despesas gerais. Teve médico que mandou mais de 300 áudios, diz Franklin, embolsando US$ 15 mil na brincadeira. Segundo ele, essas gravações não serviram, na época, para compor nenhum estudo clínico. O negócio ali era incentivar os participantes a colocar mais pacientes em tratamento contínuo com o remédio. A conclusão da Justiça é que essas práticas tiveram potencial de induzir erro ou abuso nas prescrições.
Quando um remédio consegue registro no órgão regulador (Anvisa, no Brasil; FDA, nos EUA), o fabricante só tem permissão para promover a medicação para o tratamento indicado na bula. Mas o médico pode prescrever, por conta e risco, para uso off-label (fora da bula, em tradução livre), para qualquer condição, se analisar as evidências disponíveis e julgar adequado.
É que uma substância química costuma ter várias ações no organismo, boas e ruins. De repente, uma droga contra um tipo de câncer funciona para outro, um antidepressivo pode curar ejaculação precoce, um comprimido para tratar epilepsia se mostra eficiente para ataques de pânico.
Acontece com a bupropiona, o princípio ativo de antidepressivos que promovem a circulação de dopamina no cérebro. Ela é receitada para combater a perda de libido causada por outra classe de antidepressivos, a dos serotoninérgicos, que bombam a serotonina. Estes últimos são os mais populares, tendo o Prozac (fluoxetina) e o Lexapro (escitalopram) na família. Já os próprios serotoninérgicos são muitas vezes receitados contra ejaculação precoce. O efeito deles na redução da libido pode ser benéfico para quem se afoba demais na cama, promovendo relações sexuais mais duradouras, desde que administrados na dose exata para evitar broxadas.
O caso mais famoso de remédio em que o efeito colateral passou a ser visto como o principal é o do Viagra. Os pesquisadores faziam testes com o princípio ativo da droga, a sildenafila, para tratar uma doença cardiovascular e perceberam que os voluntários relatavam ereções frequentes e duradouras, mesmo aqueles com impotência sexual crônica. Então os estudos caminharam nessa direção e a companhia entrou com pedido de aprovação no FDA para o tratamento de disfunção erétil.
Nos casos em que a droga já está no mercado, aprovada para outro fim, o laboratório precisa voltar uma casa e fazer testes específicos de eficácia e segurança das novas utilizações se quiser tirar proveito comercial delas. O processo leva tempo, custa dinheiro e nem sempre termina bem. Acontece, por exemplo, de os estudos mostrarem que o remédio não faz efeito para outros males ou, pior, que aumenta o risco de morte em determinados grupos de pacientes. Pode ser também que o trâmite da aprovação demore e saia quando a patente do produto estiver para expirar.
Por conta disso, a indústria às vezes tenta pegar atalhos e aumentar, ela própria, o número de consumidores de seus comprimidos vendendo-os pelo efeito colateral. Escondida.
Receitar essas alquimias não tem nada de ilegal, como já dissemos. É parte da função de um médico. Esse poder que os doutores têm, por outro lado, atiça os laboratórios a dar-lhes mais agrados, começando o círculo vicioso.