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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Crianças arriscam suas vidas para chegar à escola - Abuso e negligência dos governos


Irresponsabilidade dos pais - Dentro do saco a menina leva o irmão de 5 anos - Educação, um direito de todos
Situações inaceitáveis como estas e a negligência de tantas autoridades em condições de modificar o quadro, faz lembrar aquela rainha que, ao ser interpelada por um de seus signatários sobre o que iria fazer, já que o povo estava se manifestando por não ter pão, respondeu: "Não tem pão? Que comam bolo!"


Crianças arriscam suas vidas para chegar à escola - Abuso e negligência dos governos, irresponsabilidade dos pais

Por Marise Jalowitzki
02.agosto.2013
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2013/08/criancas-arriscam-suas-vidas-para.html


Aqui no Brasil, uma pesquisa aconteceu pela ONG Todos pela Educação, denunciando que, somente em 2010, 3,8 milhões de alunos, com idade entre 4 e 17 anos, estavam fora da escola no Brasil. A falta de condições, ambiente precário, conteúdos que não são considerados úteis e acesso difícil, causando extremo cansaço, estão entre as principais causas da evasão. Aqui em nosso país, temos muitas situações onde crianças se arriscam para poder chegar à escola, sempre em comunidades carentes, sejam povos indígenas, sejam na aridez do sertão, seja em alguns pontos dos climas mais frios. Especialmente aqueles caminhões abertos, onde as crianças se apinham, sem bancos, sem nenhum cinto. Agora, o que vemos em determinadas situações em outros países é, simplesmente, absurdo.

Considero, sim, um abuso para com os pequenos.
Nem iria escancarar este tema, já conhecido por muitos, quando uma amizade virtual publicou uma imagem das que constam nesta página, comentando como "aventura" e, quando coloquei considerar abuso, respondeu com a seguinte frase:
"Uma coisa que aprendi em comunidades escolares, é que as crianças e os jovens conhecem muito bem o seu território, os seus riscos e melhor que ninguém, viver onde vivem Marise Jalowitzki lembre-se das crianças indígenas, por exemplo entre seu povo. Na simplicidade, pode se encontrar objetivamente, a felicidade."


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Arriscar a vida para ir à aula? é assim que funciona?

Claro que é preciso louvar a resolução dos pequenos em encarar esta situação indigna. Agora, SERÁ QUE ELES ESTARIAM FAZENDO O QUE FAZEM se pudessem opinar e decidir??? 


Maranhão, Brasil
São 12 quilômetros de solavancos por uma estrada empoeirada. Meninos e meninas desafiam o perigo no alto de paus-de-araras para estudar no município de Lago da Pedra.



O mundo está cheio de adultos com graves sequelas emocionais por acatar as ordens impostas na infância. Aí, após ler este comentário, veio-me a necessidade de comentar, pois percebo que esta mania adulta do cidadão confortavelmente sentado frente a um pc, de achar que "acostumar-se" é sinônimo de "gostar" é, igualmente, absurdo! Recordo em minha infância/juventude de uma professora trazendo um poema para todos se emocionar, onde falava do frio (que enregela e mata). E o poema falava de um homem (o poeta) que se deparava com uma casinha humilde onde uma duzia de pequenos se amontoavam em um único "montinho" para se aquecer e fugir do frio. E ele, embevecido, falava em aconchego, enternecido, comparando-os a um ninho de passarinhos. "Que belo quadro!", dizia. Nenhuma alusão a sair daquela situação, nenhuma alusão à intervenção governamental para retirar estas crianças (e tantas outras) do caos social em que viviam/vivem. Quando externei isso na sala, fui duramente criticada (como muitas outras vezes) frente a todos os colegas, por "não saber interpretar o texto".

Agora, passadas décadas, retomo a cena e dedico a todos os que tem as lentes da justiça embaçadas pela pseudo-sensibilidade. Falta de conforto, falta de condições básicas de segurança e tudo o mais é, sim, uma falha social grave!!! Embora a energia das crianças nos brinde com seus maravilhosos sorrisos, ELES TAMBÉM MERECEM UMA VIDA CONFORTÁVEL e bem suprida. Que se mantenham o meio de vida requerido (espaço e natureza, por exemplo, como anseiam os indígenas) mas, em condições de risco, nunca!


Na Rio + 20, os indígenas mais velhos aceitaram dançar e voltaram desolados e tristes após ter um de seus líderes morto por intoxicação. Os jovens, porém, revoltaram-se e, ao sair, viraram alguns dos cenários montados para o espetáculo para "gringo ver". Um deles declarou: "Dão comida deteriorada, dão algumas tendas e colchões em um salão. Dá pra ver que ainda nos consideram selvagens." Ele, queria, sim, ter recebido um quarto de hotel para dormir. Não é isso que pregam a tantos quando colocam uma transmissora-repetidora da Globo em suas aldeias??? E, nós, "brancos" querendo sentir uma bucólica nostalgia... Eita, mundão caótico!!!


Ongs no mundo todo se mobilizam para que pontes e meios de transporte sejam instalados visando a melhoria de condições dos pequenos. Inúmeros acidentes acontecem sem que ganhem as páginas da grande mídia. Veja as fotos.


ARRISCANDO SUAS VIDAS PARA CHEGAR À ESCOLA


Para a maioria dos pais e filhos, atravessar a rua para pegar o ônibus da escola é talvez a parte mais arriscada. 
Mas olhe estes estudantes chineses da aldeia de Genguan. 
Todos os dias, essas crianças caminham ao longo de um caminho precário esculpido na encosta de um penhasco, a caminho para a classe em Bijie, na província sudoeste da China de Guizhou. Escola primária de Banpo está localizado a meio caminho até uma montanha e o caminho para serpenteia pela encosta traiçoeiras passagens e túneis talhados na rocha. 
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O caminho coberto de seixos é menor que 0,5 metros de largura, o que significa que as crianças tem que andar de fila única. Este percurso foi criado há 40 anos, como uma vala de irrigação, e embora haja outra rota mais segura, mas isso significa que as crianças tem que gastar duas horas a pé para a escola. Assim, a decisão envolve os adultos. A única garantia para os pais é que o diretor Xu Liangfan acompanha as 49 crianças para a escola. Grande coisa! Se algum deles cai e morre, o que faz o diretor???


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Em Sumatra, na Indonésia, cerca de 20 alunos da aldeia de Batu Busuk aldeia usam uma  corda bamba 30 pés acima de um rio que flui para chegar à sua classe em tempo e, em seguida, percorrer mais sete milhas na floresta a sua escola na cidade de Padang. As crianças vem se arriscando nos últimos dois anos desde que a ponte pênsil desabou em chuva pesada.


Em outra aldeia indonésia, Sanghiang Tanjung, crianças que vivem do outro lado do Rio Ciberang, tem que atravessar uma ponte  suspensa quebrada para chegar onde sua escola está localizada. A maior produtora de aço na Indonésia, aço de Krakatau do PT e algumas ONGs prometeram construir uma nova ponte para substituir aquele que foi danificada após enchentes em janeiro de 2012.

Em mais outra aldeia Indonésia, crianças perfazem seu caminho ao longo de um aqueduto que separa a aldeia de Suro da aldeia de Plempungan, em Java. As crianças usam o aqueduto em sua viagem para a escola como um atalho, mesmo que ele não foi feito para o tráfego de pessoas. ONDE ESTÃO OS PAIS E RESPONSÁVEIS QUE PERMITEM QUE ISSO ACONTEÇA???? Mesmo que seja perigoso, os filhos disseram prefiro usá-lo de pé a uma distância de mais de seis quilômetros, declaram os adultos omissos.
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INDONESIA/
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APTOPIX Indonesia Daily Life
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Nas Filipinas, alunos do ensino fundamental usam uma 
câmera de pneu inflado para cruzar um rio em seu 
caminho para a escola em uma remota aldeia na província
 de Rizal, leste da capital, Manila.

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Os alunos têm que andar pelo menos uma hora por dia e às vezes são forçados a faltar às aulas ou se abrigar em casas de parentes, quando o rio está cheio após fortes chuvas. A Comunidade tem exigido do governo local a colocação de uma ponte de suspensa, a fim de tornar a travessia mais fácil, mais rápido e mais seguro. Até agora, nada.

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As crianças Filipinas têm as câmeras de pneus, usados à guisa de boias. Estudantes vietnamitas nem isso. Dezenas de crianças da 1ª a 5ª série do primeiro grau nadam duas vezes por dia eaté chegar à escola na comunidade de Trong Hoa, distrito de Minh Hoa. A fim de manter as roupas e livros secos, os alunos usam sacos de plástico grandes e vedados, atravessando o rio semi nus. Estes sacos plásticos também servem como boias, mantendo-os à tona ao nadar. Ao chegar do outro lado do Rio, vestem suas roupas e vão para a escola. O Rio tem 15 metros de largura e 20 metros de profundidade.

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Pontes de gôndola são comuns no país montanhoso do Nepal onde boas estradas são, em suma, demanda. As crianças usam pontes artesanais feitas com tábuas, improvisadas de cordas e polias, sem cintos de segurança e de retenção de dupla segurança. Durante décadas, essa falta de segurança tem causado inúmeros acidentes. Felizmente, várias ONG atualmente estão preocupadas com a construção de pontes seguras e gôndolas para reduzir acidentes.

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Na Colômbia,filhos de uma comunidade que vive na floresta tropical, 40 km a sudeste da capital Bogotá, utilizam-se de cabos de aço que conectam um lado do vale ao outro. Esta é a única maneira de chegar a escola. Os cabos de aço de 800 metros de comprimento são amarrados 400m acima do Rio Negro. 


O fotógrafo Otto de Christoph produziu esta incrível foto de Daisy Mora e seu irmão Jamid, fazendo o seu caminho em uma alta velocidade de 50 km por hora. Ela leva o saco contendo o seu irmão, que é muito pequeno - apenas cinco anos - e faz a travessia sozinha em uma polia. Um ramo em forma de um gancho constitui um travão bruto. Toda a viagem leva 60 segundos.Quem vai trabalhar nessas crianças o pavor? Será mesmo que o costume irá apagar tais memórias?

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Na China, cerca de 80 crianças em idade escolar que vivem no internato em Pili, tem que embarcam em uma perigosa viagem de 125 milhas através das montanhas de Xinjiang Uighur, ao final do ano letivo. As crianças também precisam percorrer quatro rios congelados, atravessar uma ponte de corrente de 200 metros e quatro pontes de prancha-simples. A viagem demora dois dias.
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E aqui está mais uma imagem marcante, capturada pelo fotógrafo Reuter Ammar Awad em 2010. Durante confrontos entre tropas israelenses e palestinos de Shuafat de acampamento de refugiados, perto de Jerusalém, uma menina é vista caminhando devagar em direção de sua escola. O que será que ia na mente desta criança, andando sozinha em meio aos confrontos e toda sorte de violências?. A rua estava repleta de pedras lançadas por manifestantes na direção da tropa israelense, que pode ser vista atrás da garota, com seus escudos de proteção.

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Sério. Muito mais do que admiração por esses pequenos, tenho é compaixão pelo que fazem com elas. E muita indignação pela negligência dos adultos!!!

Grata ao Edukavita, e sua original publicação. As adequações formatam a minha visão de mundo.
Fonte consultada e traduzida:  Kids Risking Their Lives to Reach School

sobre a rio + 20
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/06/morte-do-lider-karaja-na-rio-20-e-saga.html

A Morte do Líder Karajá na Rio + 20 e a Saga Indígena



Após a morte do líder Karajá, indígenas cancelaram o show de encerramento na Rio + 20 -  16 etnias abandonam a Kari-Oca

Brasil


Na estrada empoeirada, pau-de-arara vira transporte escolar - Foto: Reprodução / TV Globo
“Tem um monte de ônibus guardado e a gente passando esse sofrimento assim, no meio da poeira”, lamenta a aluna Talia Lisboa Branco.
Sem o transporte escolar, a única alternativa que resta aos alunos é esperar por uma carona. Caso contrário, são sete quilômetros de caminhada e a sensação térmica passa dos 40°C.
“É muito ruim. A gente vem andando e a escola é longe”, conta uma aluna.
Quando aparece carona, começa um desafio para os alunos: a turma disputa lugar na carroceria de um veículo utilitário.
“É um carro para cargas. Ele é projetado só para duas pessoas. Mas estou levando seis, sete crianças”, diz o comerciante João Santos. 
Bom Dia Brasil de 27/11/12; reportagem de Sidney Pereira
Sem pavimentação e escoamento adequado, uma ponte localizada nas imediações da Escola Municipal Cleuzemir Pereira, em Salgueiro, torna-se obstáculo para os alunos da citada unidade escolar, toda vez que chove. Flagrante em fotos enviadas pelo internauta João Rafael para a redação do Blog Alvinho Patriota nesta quarta-feira (07), mostram crianças menores de 10 anos, arriscando a vida para não se sujar na lama da ponte alagada.
Curitiba: Crianças saltam trilhos de trem duas vezes ao dia
Henry Milleo/ Gazeta do Povo / Ao sair da escola, crianças e adolescentes “pulam trem” na Vila Audi, na última quarta-feira. Ritual se repete duas vezes por dia


Amazonas - Barco é a única alternativa
Cenários de uma infância cabocla, de barranco em barranco o dia amanhece e o barco fica lotado.
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL147023-5598,00.html

Murici - Alunos vão em trator, lama, amontoado
http://www.youtube.com/watch?v=Cm_w4tsP9iQ

Indaiatuba - Crianças saem de madrugada
http://www.youtube.com/watch?v=uXY8JcPXqmY

MG - 10 km e evasão escolar
http://www.youtube.com/watch?v=M58a8QTI5-g






terça-feira, 30 de outubro de 2012

Guarani-Kaiowá devem aprender a trabalhar como qualquer um


“Esses índios aí, alguns perigam sobrar. O que não sobrar, nós vamos dar para os porcos comerem”, declara Luis Carlos da Silva Vieira, proprietário do município de Paranhos.

"Guarani-Kaiowá devem aprender a trabalhar como qualquer um", diz governo do MS aos EUA, segundo o Wikileaks

Justiça suspende decisão judicial que obrigava os indígenas a sair da reserva em Mato Grosso do Sul. Mas temos de ficar atentos. A luta continua! Até porque a ideologia dos donos do agronegócio é a de obter lucro rápido a qualquer preço. As leis de nada valerão se não estiverem acompanhadas de fiscalização vigilante e persistente! Aumentar o efetivo do IBAMA e da Polícia Federal é questão emergencial para assegurar que os Guarani-Kaiowá e TODOS os demais indígenas do país não continuem sendo assassinados e perseguidos pelos pistoleiros contratados pelo "senhores" invasores de áreas reservadas aos primeiros habitantes deste torrão!

Por Marise Jalowitzki
30.outubro.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/10/guarani-kaiowa-devem-aprender-trabalhar.html

Os conflitos que duram décadas e que, neste momento, estão tendo uma repercussão internacional, tem mesmo uma origem só: a ganância, que a tudo perpassa e tritura a quem quer que esteja na frente dos interesses dos poderosos.

O que se vê é uma clara "filosofia de vida" por parte dos governos brasileiros e donos do agronegócio. Tudo precisa ser transformado em "money", tudo deve ser visto sob a ótica do "quanto-eu-ganho-nisso". Se não for rentável, tem de ser exterminado. Tem sido assim com tudo e, pouco a pouco, mais e mais pessoas estão se dando conta disso, no mundo inteiro. Hoje estamos falando de um povo que vem sendo exterminado há muito tempo e que está resistindo. Os guaranis e os kaigangs do RS estendem-se nos chãos das calçadas, aculturados, para receber alguns trocados por ocasião das festas oficiais dos "brancos". Por mais que alguns movimentos tentem reintegrá-los, a "mistura" com o nosso pobre-rico meio de vida está feita.

A infelicidade de todo o povo indígena, de norte a sul, passa pela simples maneira de ESTAR VIVO, alguns mais velhos querendo resgatar a forma tradicional de vida, os mais jovens tentando se inserir na sociedade "branca", cortando cabelo e vestindo-se ao estilo das cidades. Vão à escola, mas, basta saber que "são índios", para receber o desdém, o desrespeito, a proibição taxativa de inserção; pais "brancos" proíbem as moças de namorar com os rapazes descendentes das aldeias; mães índias que, porventura, tenham se casado com um "branco", lamentam o preconceito e se culpam pela infelicidade dos filhos segregados.

Tudo o que vemos é racismo, é preconceito, é tentativa poderosa de massificar, de tornar "igual" o que nunca foi igual. Não é igual para os negros, não é igual para as mulheres, não é igual para os menos providos. Há castas em tudo. Também para os nossos índios.


Quando um "branco", ligado a uma Ong ou à Pastoral da Terra, se junta na defesa dos indígenas, recebe ameaças. Alguns esbravejam na lembrança da Irmã Dorothy: "É por isso que, de tempos em tempos, a gente tem de estourar algum gringo, como fizeram com a Irmã Dorothy". 


Quando, certa vez, encontrei um Guarani deitado, bêbado, em coma alcoólica em pleno Largo Glênio Peres (centro de Porto Alegre), o homem, desacordado, estava sob o sol inclemente. Pedi ajuda a alguns PMs para que o recolhessem, pelo menos, para a sombra, até que fosse chamada uma ambulância para levá-lo a socorro.
"-Se nós fôssemos pegar todo pinguço que há pelas ruas, não faríamos mais nada!" - foi a resposta.
Argumentei que era só para levá-lo até uma sombra (alguns metros), que era uma vida humana.
"-O que falta para eles é falta de caráter!" - respondeu-me o responsável pela segurança pública. (Mesmo que quem introjetou álcool entre os nativos fomos nós, os" brancos"). E não houve jeito. Começou ele a fica bravo COMIGO por estar reivindicando algo nada-a-ver. Até que chegou um homem (provavelmente o dono do bar que lhe vendeu a cachaça) e o arrastou.

"Guarani-Kaiowá tem de aprender a trabalhar como qualquer um"

Esta mania que temos de querer ver o mundo sob uma mesma ótica (trabalho, emprego, endividamento, financiamentos, mais bens de consumo, mais endividamentos, mais bens de consumo, mais endividamento...)  é que PRECISA URGENTEMENTE SER REVISTA. Nos mais jovens, é claro, para que uma nova geração, de mais respeito e solidariedade, possa herdar o que sobrar desse nosso planeta. Sim, os mais jovens, pois os mais velhos não hão de querer "largar o osso" a não ser que o GOVERNO BRASILEIRO 
TOME AS RÉDEAS DA SITUAÇÃO, com efetividade, e faça cumprir o que sempre deveria ter acontecido: O usofruto de direito às suas áreas reservadas, já bem diminutas em relação ao que tinham há décadas.

Quando o governo do MS salienta que os Guarani-Kaiowá precisam "aprender a trabalhar como qualquer um", ressaltando "não ter base" a reivindicação dos indígenas em relação às suas reservas, fica clara a distância abissal entre o que os índios sentem, pensam e querem e a forma "globalizada" de lucro fácil e imediato a qualquer preço das autoridades e donos do agronegócio.

O documento publicado pelo Wikileaks, em 2009, um telegrama que o governo do Mato Grosso do Sul enviou aos EUA, diz que "autoridades municipais e estaduais perguntaram como os índios dali reivindicavam ser índios, se eles ‘usam carros, tênis, drogas’. Eles reclamaram dos subsídios públicos dados aos índios, afirmando que eles deveriam ‘aprender a trabalhar como qualquer um’”, relata ainda o telegrama."

Leia mais: http://www.revistareciclarja.com/news/wikileaks-governador-de-ms-zombou-de-pedido-de-terra-para-os-guarani-kaiowa/#.UI_RN-zfXIc.facebook


O QUE SE FAZ NECESSÁRIO, URGENTEMENTE, é aprender que as pessoas são diferentes , com interesses diferentes, com necessidades diferentes, necessitando, portanto, tratamentos diferentes. Respeito e Solidariedade, SEMPRE. E, enquanto isso não acontece, leis claras, sua aplicação, cumprimento rígido e fiscalização.


O ÓDIO toma conta dos agropecuaristas. Quem sairá ganhando com essa divergência?

Indígenas, apesar da declaração da FUNAI de que seu direito em permanecer nas terras é legítimo, temem o aumento de assassinatos, movidos pelos agropecuaristas.
(Eu vi a foto do líder morto, rosto esfacelado, um horror!)

Segundo Mariana Boujikian Felippe: "O Estado não pode mais ser conivente com o extermínio velado dos Guaranis"

"MS abriga a segunda maior população indígena do país, mas é um Estado onde a lei pertence aos fazendeiros. Em agosto desse ano, Luis Carlos da Silva Vieira, proprietário do município de Paranhos, declarou abertamente a um site de notícias: “Esses índios aí, alguns perigam sobrar. O que não sobrar, nós vamos dar para os porcos comerem”.

A Constituição Federal prevê que todos os territórios tradicionais deveriam ter sido demarcados até 1993, mas até agora, apenas 1/3 das terras foi demarcado. A luta pela demarcação de terras esbarra na lentidão do Judiciário em julgar processos pendentes, e no descaso do Executivo em homologá-las."



Segundo defensores dos direitos indígenas, a reserva de Dourados tem péssimas condições de vida em função da sobrepopulação ocasionada pela falta de terras: são 11,3 mil pessoas vivendo em 3,5 mil hectares.

O então presidente do Tribunal de Justiça também reclamou de “calúnias” que as autoridades locais sofrem dos ativistas, sendo acusadas de “tortura e racismo”, quando estão simplesmente “tentando cumprir a lei”.

Segundo recentes relatórios do Conselho Indigenista Missionário, há mais assassinatos entre indígenas no Mato Grosso do Sul, e particularmente entre os Guarani-Kaiowá, do que em todo o resto do Brasil: entre 2003 e 2011, foram 279 em MS, e 224 no restante do Brasil. O estado também se destaca pelo número de suicídios entre indígenas e outras mazelas, como desnutrição infantil

Para a vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, essa é "a maior tragédia conhecida na história indígena em todo o mundo". 
Mariana Boujikian Felippe é estudante de Ciências Sociais da USP 
http://uniaocampocidadeefloresta.wordpress.com/2012/10/25/o-estado-nao-pode-mais-ser-conivente-com-o-exterminio-velado-dos-guarani/




Suicídio Coletivo, será mesmo?
Tonico Benites, antropólogo guarani, escreve:
(...)
A possibilidade de se efetivar o suicídio coletivo dos Kayowá se apoia em dados oficiais do Ministério da Saúde: nos últimos onze anos, entre 2.000 e 2011, ocorreram 555 suicídios, uma das taxas mais altas do mundo.
(...)
Se a tragédia acontecer, uma pergunta vai ter que ser respondida: suicídio coletivo? Será mesmo? A ideia de suicídio é, num certo sentido muito cômoda, porque isenta de culpa a terceiros. Mas se você é levado por alguém a se matar, trata-se de suicídio ou de uma forma de homicídio? O artigo 122 do Código Penal Brasileiro estabelece pena de reclusão para o agente que, através de ato, induz ou instiga alguém a se suicidar ou presta-lhe auxílio para que o faça. Quem pode ser incriminado neste caso?
A pergunta deve ser feita ao governador Puccinelli, implicado pela Operação Uragano da Polícia Federal num esquema ilegal de pagamento de propinas a deputados e desembargadores, que em maio de 2010, durante a abertura da Expoagro, em Dourados, incitou os fazendeiros contra os índios.
Tonico Benites




Para os americanos, a situação das terras indígenas em MS e outras partes continuará apresentando desafios à democracia brasileira nos próximos anos. “A única coisa que fica clara é que, sem uma postura mais proativa do governo brasileiro, o assunto não vai se resolver por si mesmo”, conclui outro comunicado de 2008 sobre o tema – intitulado significativamente de “o desastre guarani-kaiowá”.

Leia mais: http://www.revistareciclarja.com/news/wikileaks-governador-de-ms-zombou-de-pedido-de-terra-para-os-guarani-kaiowa/#.UI_RN-zfXIc.facebook




22/10/2012 23:27
Ato em Brasília - Rose Cabrera Kaiowá e Elizeu Lopes Guarani- Kaiowá colocam cruzes, simbolizando os mortos, marcando o protesto em frente ao Congresso Nacional de entidades que pedem proteção a índios da etnia Guarani-Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, ameaçados de expúlsão da área por fazendeiros não índios Assine a petição promovida pela Avaaz na outra matéria: Salvemos os índios Guarani-Kaiowá do
Segue abaixo o texto originariamente publicado por Bob Fernandes e seu video.

Em 19/10 - Ato em Brasília contra o genocídio dos Guarani-Kaiowá

Nas últimas semanas, além do futebol de sempre, dois assuntos ocuparam as manchetes: o julgamento do chamado "mensalão" e, em São Paulo, o programa de combate a homofobia, grotescamente apelidado de "Kit Gay". Quase nenhuma importância se deu a uma espécie de testamento de uma tribo indígena. Tribo com 43 mil sobreviventes.

A justiça federal decretou a expulsão de 170 índios na terra em que vivem atualmente. Isso no município de Iguatemi, no Mato Grosso do Sul, à margem do Rio Hovy. Isso diante de silêncio quase absoluto da chamada Grande Mídia. (Eliane Brum trata do assunto no site da revista Época). Há duas semanas, numa dramática carta-testamento, os Kaiowá-Guarani informaram:
-Não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui, na margem do rio, quanto longe daqui. Concluímos que vamos morrer todos. Estamos sem assistência, isolados, cercados de pistoleiros, e resistimos até hoje. Comemos uma vez por dia.


Em sua carta-testamento os Kaiowá/Guarani rogam:
- Pedimos ao Governo e à Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas decretar nossa morte coletiva e enterrar nós todos aqui. Pedimos para decretar nossa extinção/dizimação total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar nossos corpos. Este é o nosso pedido aos juízes federais.

Diante dessa história dantesca, a vice-procuradora Geral da República, Déborah Duprat, disse: "A reserva de Dourados é talvez a maior tragédia conhecida da questão indígena em todo o mundo".

Em setembro de 1999 estive por uma semana na reserva Kaiowá/Guarani, em Dourados. Estive porque ali já acontecia a tragédia. Tragédia diante do silêncio quase absoluto. Tragédia que se ampliou, assim como o silêncio. Entre 1986 e setembro de 1999, 308 índios haviam se suicidado. Índios com idade variando dos 12 aos 24 anos.

Suicídios quase sempre por enforcamento, ou veneno. Suicídios por viverem confinados em reservas cada vez menores, cercados por pistoleiros ou fazendeiros que agiam, e agem, como se pistoleiros fossem. Suicídio porque viver como mendigo ou prostituta é quase o caminho único para quem deixa as reservas.

Italianos e um brasileiro fizeram um filme-denúncia sobre a tragédia. No Brasil, silêncio quase absoluto: Porque Dourados, Mato Grosso, índios... isso está muito longe. Isso não dá Ibope, não dá manchete. Segundo o Conselho Indigenista Missionário, o índice de assassinatos na Reserva de Dourados é de 145 habitantes para cada 100 mil. No Iraque, esse índice é de 93 pessoas em cada 100 mil.

Desde 1999, quando estive em Dourados com o fotógrafo Luciano Andrade, outros 555 jovens Kaiowá/Guarani se suicidaram no Mato Grosso do Sul. Sob aterrador e quase absoluto silêncio. Silêncio dos governos e da Mídia. Um silêncio cúmplice dessa tragédia.
http://www.revistareciclarja.com/news/cerca-de-863-indios-se-suicidam-e-quase-ninguem-viu-/#.UIX_2Vm0QMM.facebook



Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, Educadora, Ambientalista de coração
Coordenadora de Dinâmica de Grupos,
Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV-RJ,
International Speaker pelo IFTDO-EUA

Porto Alegre - RS - Brasil

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Lixo Hospitalar de Porto Alegre - Segue o empurra-empurra


Hospitais de Porto Alegre dizem que seringas e bolsas de sangue e soro, junto aos jalecos e demais materiais gerados nos blocos cirúrgicos são recicláveis. Moinhos de Vento, Hospital Conceição e Cristo Redentor (GHC) e Hospital de Clínicas são os responsáveis.


Lixo Hospitalar de Porto Alegre - Segue o empurra-empurra


Por Marise Jalowitzki
03.agosto.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/08/lixo-hospitalar-de-porto-alegre-segue-o.html



Anunciados os nomes dos hospitais responsáveis pela produção do lixo hospitalar descartado irregularmente no Arroio Luiz Rau, no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo, região metropolitana de Porto Alegre - RS. São 4: Moinhos de Vento (particular), Hospital de Clínicas, Hospital Conceição (GHC), Cristo Redentor (GHC). A fabricante de material hospitalar Planitrade Assessoria, comércio e representações, que é também responsável pelo destino final dos produtos, também foi autuada.
O que as instituições alegam:
A Planitrade informou que "atendeu todas as exigências da prefeitura de Novo Hamburgo e que a responsabilidade pelo descarte não é das fabricantes". Não posso opinar sobre isso, pois desconheço as cláusulas dos contratos firmados. O nome da empresa (que inclui o termo Assessoria) é uma repassadora de produtos (representações). Fica a dúvida: O que Novo Hamburgo tem a ver com um descarte a céu aberto de um material de Porto Alegre? QUEM, ENTÃO, fica como o responsável pelo descarte correto?
Agora, o absurdo maior vem por parte dos hospitais que, em NOTA CONJUNTA afirmam que OS RESÍDUOS ENCONTRADOS SÃO RECICLÁVEIS, SEM CONTAMINAÇÃO  e devem ser transportados pelo DMLU (Departamento Municipal de Limpeza Urbana de PORTO ALEGRE). Não entendi! DMLU é de Porto Alegre, o descarte foi em Novo Hamburgo! E MATERIAL RECICLÁVEL? Seringas, Bolsas de sangue e de soro???
O DMLU diz que não tem responsabilidade sobre este caso.
O lixo hospitalar foi removido ontem (o2.agosto) das margens do Arroio.
Não houve informação sobre o efetivo pagamento da multa de R$ 100 mil reais.
Ponto e pronto. 
Enquanto isso, alguns professores idealistas continuam entusiasmando seus alunos para que se mobilizem em ações conjuntas para ir limpar algum córrego, recolher o lixo, com o intuito de criar consciência ambiental... Gente, modelo e exemplo tem de vir dos adultos também!!!
LIXO HOSPITALAR - Porque ser pobre é sinônimo de ser humilhado?
Lixo hospitalar - produto altamente contaminante - 12 toneladas descartadas a metros de onde vive uma comunidade pobre em Novo Hamburgo, região metropolitana de Porto Alegre, deixa cidadãos indignados pelos alto risco à saúde daquela comunidade



Mais sobre lixo hospitalar, neste blog:

FBI investiga em solo brasileiro, as denúncias de exportação de lixo hospitalar.
Descobriram que a prática é corriqueira também nos hospitais brasileiros! Que Vergonha!


Links diversos sobre o escândalo que envolve EUA, Europa e Brasil
(publicados em ordem cronológica de publicação)




Receita barra 20t de lixo de hotéis e
hospitais espanhóis em Itajaí, SC -
Foto Divulgação ALF Itajaí

Lixo Hospitalar apreendido - Da Espanha para Itajaí - SC


Por Marise Jalowitzki
24.maio.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/05/lixo-hospitalar-apreendido-da-espanha.html   






Leia também: http://ning.it/o4N2Ju


Menino vítima de bombas cluster
que o Brasil fabrica e exporta

Lixo, armamento, petróleo e carros
Exclusão social, intoxicação dos mares e falta de saúde



Brasil importador de Lixo

e Exportador de 

Bombas Cluster






Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente



Escritora, especialista em Desenvolvimento Humano,
Ambientalista de coração, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil