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terça-feira, 31 de março de 2020

Em tempos de pandemia, Brasil em descompasso

Especialmente nestes tempos de tanto sofrimento, dúvidas, incertezas, perdas, o que mais precisamos é de União!
(Foto: uma de minhas telas da década de 1980)



Marise Jalowitzki

Qual nosso momento seguinte?
Qual decisão irá prevalecer?
Quem nos governa, realmente, nestes tempos de pandemia?
Vozes cada vez mais dissonantes dentro de um mesmo Poder.
Enquanto o presidente incita apoiadores a atacar jornalistas, ministros reafirmam a necessidade premente de tentar conter a pandemia.
Ontem (30) o Ministro da Saúde e mais outros cinco afirmaram, em rede nacional, que o isolamento horizontal deve continuar e que as reuniões, doravante, terão sempre esta composição. Logo após é divulgada é prevenção direta de casos diagnosticados e óbitos.

O atual mandatário, que não é médico, continua defendendo o isolamento vertical, que nem há condições de realizar, face à configuração social em nosso país. Como realizar isto, com tantas favelas, comunidades de desprovidos, onde chegam a morar uma dezena - ou mais - de pessoas em mesmo e único cômodo??? Não entendo isso! Quando se elegeu, dizia repetidamente que não entendia nada de Economia e que Guedes seria o porta voz de tudo. Como, agora, insiste em entender de Medicina, não tendo esta formação? Não sabendo (e nem podendo) avaliar critérios, fatos e consequências?
Enquanto isso, Ministro Moro autoriza o uso da Força Nacional pelo Ministério da Saúde para garantir ações de combate ao coronavírus e presidente o chama de "egoísta"!

Como disse uma amiga: Só Deus!
Continuar vibrando pela Paz, Assertividade, Saúde de todos!

Hoje (31) jornalistas foram hostilizados pelos apoiadores do presidente, que silenciou os repórteres "Não são vocês que falam! São eles!" - encorajando os apoiadores a aumentar as agressões que, felizmente, foram apenas verbais, já que os jornalistas recuaram em sua plataforma reservada... Senhor!

Agora é com a PGR. Ministro Marco Aurélio Mello enviou uma carta solicitando o afastamento do presidente durante a pandemia, por entender, assim como muitos brasileiros, que o descompasso está segmentando cada vez mais a todos, em um momento que DEVE SER de União de esforços!

Vibrando pelo melhor para o Brasil, já!

Basta de descompasso e dissonâncias!!!Que, em nível de país, mereçamos a Graça de definir esta situação aflitiva de impasse entre participantes do Poder Executivo e também entre os poderes.
Que a PGR seja rápida em analisar o pedido de Marco Aurélio Mello, pedindo o afastamento do presidente, que tudo seja votado muito rapidamente e que a voz da Ciência e do Bem vigorem.
Situação conflitiva que, em sendo resolvida, também deixa a comunidade internacional mais serena, já que, como a própria declarou: "Não é só um problema do Brasil. Enquanto tiver um país sem os devidos cuidados, todos os esforços dos outros países para extinguir a pandemia serão invalidados, pois o problema continuará!".
E os brasileiros, imersos em incertezas, sem saber ao certo o que fazer, recebendo a cada dia a confirmação de novos casos e novas mortes.
Força! Persistência! Muita torcida pelo Melhor!

Seguem nossas melhores vibrações por todos os que sofrem, por todos os que perderam seus entes queridos, por todos os que continuam na linha de frente, tentando obter resultados positivos.

Links mencionados:



Link deste post, neste blog: http://compromissoconsciente.blogspot.com/2020/03/em-tempos-de-pandemia-brasil-em.html
Foto: Um de meus quadros óleo sobre tela



"Nós temos uma ambição com a qual concordamos.
E você pensa que tem de possuir bem mais do que precisa."



Foto: Jeffrey Czum -Pexels




O DIREITO ANIMAL E A EVOLUÇÃO HUMANA






Mundão caótico, onde quase todos seguem uma mesma trilha, sem nem saber onde vão chegar!
Foto: Cameron Cassey - 
Pexels


União, Saúde e Paz!




Marise Jalowitzki é mãe, avó, sogra, irmã, tia, filha, neta, amiga, cidadã.Também é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas.Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano. Querendo, veja aqui





sábado, 30 de outubro de 2010

SE "PARTIDO" FOSSE BOM, NÃO SERIA "PARTIDO" SERIA "UNIDO"!!!


SE "PARTIDO" FOSSE BOM, NÃO SERIA "PARTIDO" SERIA "UNIDO"!!!
Marise Jalowitzki





Utilizar as boas práticas e dar andamento ao que foi iniciado e não concluído na gestão anterior, independente de qual "partido" é, no mínimo, ação de inteligência, ação de respeito com o nosso dinheiro. Sim, pois a expressão "dinheiro público" é o que? Dinheiro que foi arrecadado através dos impostos que nós pagamos aos governos!! Que é o gerador dos altíssimos salários que os parlamentares ganham.




Claro, SE "PARTIDO" FOSSE BOM, NÃO SERIA "PARTIDO" SERIA "UNIDO"!!! Ou, no mínimo, REPARTIDO, no sentido de compartilhar. Assim, não, apenas é uma parte, separada do todo, um pedacinho, sectarizado, diferenciado. Bem ao estilo de nosso mundo moderno, onde todos sabem pouco ou muito de um pedacinho, de uma especialização, ou seja, sabemos pouco ou muito de quase nada!


Embrulhone? Pois é! Não é que é mesmo?

Certa vez Roberto Crema, da Universidade Holística de Brasília comentou: "Especialista é aquele que sabe quase tudo de quase nada!" E se acham!


Na Medicina, olham o joelho pelo joelho, o braço pelo braço, o ouvido pelo ouvido. O paciente não é nem considerado um ser que se movimenta quando vai ser examinado pelo especialista. É "o joelho"! "Manda o joelho!" Você ri? Vá a um hospital de clínicas e pergunte como é que são chamados os pacientes para averiguação, exames e perícias...




Na Política não é diferente. Tudo Partido! Como pode dar certo? Cada um separado do todo, cada um (pior) puxando para o "seu" lado, que é sempre um lado diferente do outro "partido". Diferença ressentida.

Mesmo que cada grupo tenha idéias diferentes, até mesmo divergentes, discordantes, sobre a maneira de ver e abordar um ou outro aspecto da vida social, isso NÃO PODE impedir que os objetivos maiores sejam alcançados! Os políticos são eleitos para REPRESENTAR quem os elegeu e é a eles (povo) que devem atender, ou não??


Entretanto, nos "partidos" pessoas são treinadas e desenvolvidas para ver defeitos [nos outros "partidos"], apontar defeitos [nos outros "partidos"], descobrir - e, por vezes, inventar e aumentar defeitos [nos outros "partidos"]. Bando de partidos! Pobres partidários! Um partidário é um adepto de um partido... triste corredor... um pedacinho acreditando em um pedaço um pouco maior!

Fica perdido o foco, a meta, o objetivo. Interessa mostrar quem é o maior, o mais forte, o mais poderoso, o mais influenciador!...


E mesmo que alguém desses "alguéns", com qualidades e defeitos como todos os seres humanos, mesmo que esse alguém faça alguma coisa boa, por muito tempo, mas muito tempo mesmo, tudo que o "partido" posterior ao "partido" anterior fez, foi denegrir, afundar, tornar inexistente, para que ninguém mais fizesse sequer alusão a esse feito. Assim, por exemplo, aconteceu com prédios e prédios construídos com o nosso dinheiro público, destinados (e utilizados) como escolas de turno integral, quando o outro "partido" assumiu, fechou todos eles, descartou a possibilidade de continuidade. Foi o caso dos Cieps. Obras em fase de conclusão ficaram abandonadas por este país a fora, simplesmente por não fazerem parte do programa do "partido" que estava, nessa ou naquela ocasião, no trono. Obras gigantescas, que se perderam, que foram abandonadas, invadidas pelos matagais. Nosso dinheiro.


Todos sabem disso. Todos já falaram ou ouviram falar nisso. Poucos, pouquíssimos, são os políticos que, de uns 4 anos para cá, ousam declarar abertamente: vamos incorporar tal programa em nosso governo. São as chamadas "coligações" que, "minutos antes" se xingam pra caramba e, pouco depois, estão unidos e abraçados, sorrindo.... confundindo o eleitor que ainda quer acreditar!


Utilizar as boas práticas e dar andamento ao que foi iniciado e não concluído na gestão anterior, independente de qual "partido" é, no mínimo, ação de inteligência, ação de respeito com o nosso dinheiro. Sim, pois a expressão "dinheiro público" é o que? Dinheiro que foi arrecadado através dos impostos que nós pagamos aos governos!! Que é o gerador dos altíssimos salários que os parlamentares ganham.


Enquanto a filosofia for a de "partido" estaremos sempre aos pedaços, perdidos em meio à confusão de idéias. Ideologias (estudo de idéias) só servem quando estiverem a serviço do bem comum.

E, para saber o que o bem comum, isto é, a sociedade, isto é, NÓS, para saber o que NÓS pensamos, faz-se necessário ouvir-nos, não é mesmo? Básico! Como saber o que queremos se não tivermos voz? Se não houver quem nos escute? Quem queira escutar e considerar nossas vontades?


Unidos por grandes causas, aí, sim, haverá Progresso Sustentável.


O discurso de todo político é sempre o mesmo: Saúde, Educação, Moradia, Segurança, não necessariamente nesta ordem. Você e eu também já decoramos essas palavras, até porque elas simbolizam a infra estrutura de todas as vidas.



Unir discurso à ação continuada, independente de quem está "assinando embaixo" NAQUELE MOMENTO/GESTÃO, esta é a grande tacada! Com foco em resultados e não em egolatrias, aí, sim, poderemos falar em Desenvolvimento!

EU ACREDITO QUE É POSSÍVEL MUDAR, EU ACREDITO QUE UM BRASIL DE RESPEITO E SUSTENTABILIDADE É POSSÍVEL!



Querendo, leia também:


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

ABRAÇOS AOS MEUS AMIGOS MARINEIROS!



ABRAÇOS AOS MEUS AMIGOS MARINEIROS!
Marise Jalowitzki



Cheguei agora, já madrugada, para ler as mensagens!


Percebo o sentimento desalentado de alguns, pela "guerra eleitoral" que se formou. Confesso que a situação tocou-me profundamente. Por empatia, por semelhança.


Entretanto, quero dizer que é preciso continuar.


Eu já expliquei para alguns que estou de resguardo, devido a uma cirurgia. O resultado atual é uma convalescença um tanto incômoda.


Devido a isto é que fico um pouco afastada do Movimento dos Amigos Marineiros e procuro manter meu blog atualizado.


Sinto o blog como uma maneira de compartilhar com mais pessoas, pensamentos, idéias e reflexões que nós vislumbramos. No Movimento e, antes disso, em nossos corações: O Novo, a maneira nova de fazer política, o desabrochar de uma NOVA ATITUDE.


Lembro de Mahatma Gandhi, o arauto da não-violência, que conseguiu segurar a revolta, a ira, o descontentamento de milhões de indianos, pregando a resistência pacífica. E conseguiu, durante todo o tempo em que esteve a frente, como Líder que foi. Entretanto, tão logo foi assassinado, aconteceu a mais sangrenta guerra de que se tem notícia na Índia.


Porque?


Porque as pessoas estavam muito felizes por ter encontrado um líder que amavam, cujas idéias faziam eco em suas almas. Sentiam-se pertencendo e pertencentes. Ao perder seu líder, a tristeza, a decepção e o desencanto foram tamanhos, que deram lugar aos velhos sentimentos de agressão e violência. E tudo foi barbárie, como sempre.


Quando se tem esperança em ações mais abrangentes é preciso, simultaneamente, fazer crescer um sentimento de constância, de perseverança, de sólida persistência.


Eu também me afastei um tanto dos grupos, quando vi que a coisa ficou ferrenha, tipo "este" ou "aquele". Claro que as pessoas ficaram "meio sem chão", pois se esperava Marina no 2º turno. Muitas pessoas ficaram indignadas com a veiculação das pesquisas (escrevo sobre isto no artigo "Pesquisas - Entenda o Jogo!").


Milhões e milhões de brasileiros estão febris, hipnotizados pelas promessas de "riqueza" e "bem-aventurança" que, de acordo com os discursos, "já estão aí", para serem usufruídos "por todos". Calma, pessoal. Não é tão simples assim! Vem muita coisa, antes da realidade. Riscos no pré-sal, queda crescente do dólar, desvarios internacionais, além dos conhecidos e famigerados e mesquinhos interesses individuais e de alguns grupos, que sempre se beneficiaram dos favores do poder instituído.


Como vamos nos manter? Em vigília. EXERCITANDO o novo jeito de fazer política. Respeitando uns aos outros, sem entrar em discussões pueris de quem sabe mais ou de quem consegue expor mais podres!
Com tranquilidade, declaro: Respeito cada um, com sua decisão de voto. E convido a todos para que respeitem uns aos outros, concedendo o "poder" de cada um decidir pelo que é melhor para a SUA ALMA!!!


Cada um de nós tem a sua própria história, a sua própria trajetória, cada um sabe de si mesmo, do quanto está cansado de acreditar em promessas que não se realizam! Branco, nulo, candidato um ou candidato dois, muito pouco irá mudar!


Para mim, o que é importante é não permitir que diminuam o espaço florestal à beira dos rios, impedir o avanço do desmatamento, dizer "não" às Angras I, II, III...(!) - dizer "não" a toda esta loucura de extração irrefletida de petróleo; promover ações para garantir coleta seletiva de lixo e a instalação (real) de um lixão em cada município, além da base da pirâmide, que é comida e moradia e escola e saúde!!! É nisso que me mantenho concentrada. É a isso que dispenso minhas energias. Para que mais e mais pessoas digam "NÃO!!!" ao Brasil exportador de Bombas Cluster (isso TEM DE ACABAR!!).


Candidato Um ou Candidato Dois - eles não estão preocupados com isso. Estão contaminados pela onda de "progresso" que prima pela quantidade, pelo tamanho (quanto maior, melhor!), pelo esplendor, independente dos "efeitos colaterais"...


O mundo, o planeta é a razão para continuar!


(Aproveito para convidá-los a ler, opinar e divulgar o artigo "Código de Defesa do Eleitor" - Texto de Marcio Fialho, do RS
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/10/codigo-de-defesa-do-eleitor.html )


Abraços a todos!


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MARISE JALOWITZKI é escritora, consultora organizacional e palestrante internacional, certificada pela IFTDO-USA, pós-graduação em RH pela FGV-RJ, autora de vários livros organizacionais.
marisej@terra.com.br
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Porto Alegre - RS - Brasil
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