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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

A última noite de um amigo

Lidando com a impotência (Foto: Marise Jalowitzki - Arquivo Pessoal)




Marise Jalowitzki

Mundo hipócrita que não quer falar dos fatos do jeito que são, sendo que cada cidadão enche sua cabeça com o que quiser, com este monte de filmes horríveis que estão sempre disponibilizados em qualquer canal. E geralmente tudo tão assustador e exacerbado - "Ah! Mas daí é ficção!". 

Hipocrisia! Como se não soubessem o quanto os filmes, as séries, as reportagens, as novelas influenciam as massas e são responsáveis por tantos fatos de igual teor que acontecem sempre, em todas as áreas. Pro Bem, como pro sofrimento. 

Mas, falar de fatos reais, de situações que realmente envolvem o sentimento e a problemática das relações humanas, o não saber fazer, e... Sabe-se lá o que é o certo, né? - isto considero libertador, esclarecedor, e, de quebra, pode ajudar a muitos.

Então, quero abordar isso hoje, nesta época sazonal de final do primeiro mês do ano.




Lembranças que chegam sem aviso

Quero dizer que, em pleno movimento de me aprontar para sair, agora de tarde, me vieram lembranças que a gente não sabe porque chegam assim sem aviso. Eu tenho anos de psicodrama, então, podem, sim, ser coisas do processamento cerebral, da gente mesmo; pode ser também ondas advindas da pessoa que já se foi, a energia prânica, dela, que veio se manifestar... sei lá, acho que nunca, nós, que estamos aqui, saberemos direito, nem poderemos afirmar cem por cem, o que é que acontece."

Mas, agora de tarde, nesta sexta-feira bem quente, recebi esta...esta solução, digamos assim: “Não, não tava na tua mão nada que pudesse frear o que estava por vir, tu foi sim, pró-ativa, tu te disponibilizou... e tu não conseguiu! Ponto. Como ele também não conseguiu".
Então, quero só dizer que... que é isso...! Né? Cada um faz aquilo que pode.
Este não é uma ponderação sobre ações e, sim, uma reflexão de aceitação.


Uma época de sombras

Estávamos nos meses finais do pós ditadura, o país se preparando para as Diretas, Já! - todos embalados por um sentimento de libertação, os brados ardorosos do Ulisses Guimarães. 

Eu chefiava uma seção de informação para faturamento, em uma empresa de economia mixta onde trabalhava. Havia muitos erros no preenchimento dos formulários, o que demandava mais tempo para processar (manualmente, com o auxílio de uma máquina contabilizadora). Também sabia que o clima organizacional daqueles trabalhadores era bem ruim, com punições e suspensões seguidas. Com humilhações públicas que eu mesma presenciara, sem que ninguém tomasse uma providência junto à gerência que, mais tarde, tive a certeza que era conivente com os maus tratos.

Resolvi que, pelo bem de meus funcinários e também por aqueles que trabalhavam na operacional, algo tinha de ser feito. Peguei a pasta com os documentos de normatização e instruções de preenchimento, levei o assunto para meu gestor direto e pedi autorização para, após o meu expediente, comparecer na área deles, no horário de intervalo deles, e lermos juntos os documentos básicos, tirando todas as dúvidas possíveis. Ele concordou e eu fui.

Foi assim que começou a minha trajetória, digamos, 'popular' entre a área operacional daquele grande centro de coleta e distribuição. Claro que a notícia logo se espalhou. E quando irrompeu um movimento nos centros de distribuição do centro e nos setores de telecomunicações (também no centro da capital), logo me instigaram a participar do movimento, representando-os. Primeiramente não quis ir, mas, depois, senti que este momento tinha de ser enfrentado e vivido.

Em outro post talvez me decida a abrir um tanto deste episódio tão significativo em minha vida, onde entrei 'meio no susto' e que foi uma experiência muito forte. 

Bem, só posso dizer que vivemos momentos muito densos, muito tensos naqueles meses. Todo o ambiente estava coagido, mil olhos, muita censura, muitas ameaças e insinuações. De todos os tipos.

Naquela noite, sem nenhum aviso, eu sozinha em casa (por sorte havia levado minha filha para dormir na casa da avó), apertou o interfone um amigo nem tão próximo, que eu conhecera só pelas reuniões e encontros. Vou chamá-lo aqui de Vinicius. Queria falar comigo. Disse que era importante.

Eu me preocupei um tanto em deixá-lo entrar. Uma, por eu estar sozinha, ser noite. Outra, pelo que os vizinhos iriam dizer... Sim, eu recebi umas duas vezes um grupo de colegas do movimento paredista para estudarmos ações, mas era um grupo. Todos entraram e saíram ao mesmo tempo.


As pressões no trabalho


Decidi que o deixaria entrar. Vinícius estava calmo, uma 'calmeza' quase apática, pensei que estivesse meio drogado. Sentou no sofá, eu em frente a ele, começou a falar das pressões que estava recebendo de seu chefe imediato, que todos sabíamos ser um ditador, um humilhador, um arrogante feroz (que vontade de escrever seu nome completo aqui!).

Eu escutava e intervinha, também, pedindo, o tempo todo, que ele mantivesse a calma e persistisse. Apontou para a sandália que estava usando, mostrando as várias e grandes bolhas que tinha nos pés. E que queria ter ido ao médico e o chefe não deixou, obrigando-o a usar o vulcabrás pesado que fazia parte do uniforme. Ele não conseguia andar tão rápido, pela dor das bolhas que estouravam e esfregavam, aumentando ainda mais as feridas. Havia recebido ameaça de demissão caso não conseguisse "deixar o serviço em dia". 

Pedi novamente que tivesse calma. Que, quando a turbulência era por demais, talvez fosse um sinal para ele sair deste emprego, ele, que era um rapaz muito bonito, boa compleição física, sorriso aberto, bom, poderia candidatar-se a modelo. Tantas outras coisas.


A traição da noiva


Ele ouvia, sorriso meio bobo, desesperançado. Quando resolveu falar de novo, apareceu a dor mais atroz: sua noiva havia desfeito o noivado, assim, sem mais nem menos, dizendo-se apaixonada por um conhecido de ambos, morador da janela em frente, no prédio vizinho ao que ele morava. E, pior: na noite anterior, ao chegar em casa, a janela do vizinho-ex-amigo estava escancarada e ele (vizinho) e a ex-noiva estavam fazendo sexo "às ganha!" (expressão nossa, da época, e que significa "furiosamente"). Ele disse que não queria mais voltar pra casa. Que não sabia o que estava sentindo ao certo. Que não tinha mais rumo.

Falei tanto, aconselhei o melhor que pude, oferece chazinho, coloquei minha mão em seu ombro. Tentei reforçar sua auto estima, comentei de meus momentos cruciais já vividos e do quanto, depois de um tempo, aquilo tudo se dissolve, ou, pelo menos, diminui de intensidade. Sugeri que não fosse ao trabalho no outro dia, que fosse ao médico, que avaliasse a possibilidade de sair do emprego. Dar um tempo. Talvez ir morar com a mãe por uns meses, ou na casa de alguém conhecido. Até melhorar.

Foi quando me disse que havia uma arma em sua mochila.
Eu tentei dissimular o mais que pude, pois aquilo mostrava o descontrole emocional em que ele estava. Temi por ele, temi por mim, pensei em minha filha, no quanto estava exposta. Sozinha. Em segundos chamei meu Anjo-da-Guarda (ou o nome que se quiser dar quando se invoca uma Força Extra) e procurei manter a calma.

Comentei o quanto ele deveria repensar sobre isto. Que agora ele estava sofrendo muito, e com toda a razão, pois o mundo estava ruindo e ele dentro, mas que era nestes momentos que a gente tem de manter a cabeça fria. Que ela não merecia, pelo que fez a ele, que agora ele tentasse revidar com violência pois, sim, poderia dar cabo da moça e do novo companheiro, mas - ponderei - "e a tua vida? Também vai estar destroçada, pois, ao invés de um futuro promissor, cadeia!" 


A última noite de um amigo


"Um novo amor sempre se encontra", ponderei. Um novo emprego, nas tuas condições, também! É uma idade de muitas possibilidades, usa a cabeça, meu amigo!" 

Ele estava titubeante. Continuava desorientado. Já estava ficando tarde. Pensei em convidá-lo para dormir em minha casa. Receei que ele tentasse sexo comigo, ou me apontasse a arma no meio da madrugada (que já estava adiantada). 

Não convidei para ficar. 

Ficamos em silêncio por um tempo.

Ele se levantou, devagarinho, silencioso. Pegou sua mochila, colocou em um dos ombros e foi se dirigindo à porta. Tenho de confessar que, internamente, eu estava meio aliviada. Pensei que havia conseguido dissuadi-lo a não matar a ex, nem o novo companheiro dela. 

Ele foi indo pelo longo corredor, devagar. Apertei sua mão, dei uma abraço. Pedi que mantivesse a calma. Que iria vê-lo no seu local de trabalho no outro dia pela manhã, apesar da proibição que eu havia recebido de 'não pisar mais lá'. Que ele era meu amigo. E que era importante tê-lo como amigo. 

Ele foi descendo as escadas, eu fiquei em cima, olhando. Ele parou, me olhou longamente, eu disse ainda: "Por mais que um amor, hoje, seja importante, há um outro esperando pra te conhecer. Por amor não se morre."

Desejei Felicidades e disse: "Até amanhã!" Ele só continuou com aquele sorrisinho bobo, desolado, triste. Entrei em minha casa. Agradeci à Força Divina por eu estar a salvo, por minha filha continuar a ter mãe, rezei muito, muito, por ele, para que tivesse Luz, para que sossegasse seu coração tão ferido.

No outro dia, mal cheguei à minha sala, veio um colega dele e avisou: "O Vinicius se matou! Um tiro na orelha!"

Chorei muito.

Sensação de impotência geral.


Seguindo em frente


Ainda hoje me machuca bastante todo este episódio. E tantos outros, vividos nesta minha longa vida. Queria que as coisas fossem diferentes. Mais amenas. Mais saudáveis. Mais alegres.

Este querido amigo não conseguiu ultrapassar os momentos difíceis daqueles tempos. Sim, poderia haver outros mais lá na frente (pois assim é a vida!), mas haveria tantos momentos felizes, também!!

Se estivesse ainda aqui, seria um homem já maduro (ele tinha creio que uns 5 anos a menos que eu, era seu primeiro emprego). 

E talvez, se ainda mantivéssemos contato, poderíamos sorrir, lembrando, e erguer um brinde à persistência dele, à resiliência, tão necessária, para enfrentar desafios e lutas, mesmo quando parece tudo terminar na próxima esquina. 

Não termina. E pode mudar pra melhor.

Fica a lembrança doída, pois sempre tem alguém que se importa.

Fica a tentativa de que mais pessoas façam o seu possível para ajudar o outro. Ainda que não consigam. Algumas vezes dá certo. E é assim, de tentativa em tentativa, que se vai conseguindo.

Fica a certeza de que viver vale a pena, que não se deve desistir, que o peso de hoje fica mais leve amanhã, que a auto estima p-r-e-c-i-s-a  ser aumentada e validada todos os dias.

Fica a certeza que sempre há quem nos ama! Sempre!








 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano.






sábado, 19 de março de 2011

Nick Vujicic, o australiano cujo sinônimo é GARRA! Lição de persistência!


Nick Vujicic, exemplo de alegria e otimismo!
 
Nick Vujicic, o australiano cujo sinônimo é GARRA! Lição de persistência!



Por Marise Jalowitzki
19.março.2011
http://t.co/PCKlLsT


Este é um artigo do tipo "para todas as idades"!
Filhos, para que cresçam acreditando em si!
Jovens, para que persistam e continuem construindo e realizando aspirações!
Adultos, para que mantenham as expectativas em alta e aprendam o delírio que é viver o Agora!
Pais, para que entendam o valor que é incentivar e acreditar em seus filhos, sejam como eles forem!
Velhos, para que curtam a sabedoria que é cumprir a jornada de cada um.


Nick Vujicic bebê - os pais foram
fundamentais em sua formação,
incentivando-o.



A todos, enfim, para que se entenda com o coração, que somos seres espirituais com missões materiais.
O tamanho da missão, não importa. Se para um grande público, se para o filho único, se para o bem de um cachorro ou gatinho, se para o bem de uma plantinha ou de uma floresta, se somente para si próprio, sem violar os direitos dos demais.


Mesmo quando nossa vida apenas se restringe a não encher o mundo com lamúrias, ressentimentos, fraudes, as pequenas sabotagens do dia a dia e tudo o mais, já teremos escrito uma bela história!




http://www.youtube.com/watch?v=et9hV3TmpRE&feature=player_embedded
 

Quando ministrei os cursos PPA - Programa de Preparação para Aposentadoria, um dos convidados era um geriatra, Dr. Carlos Durgante, da PUC-RS. Entre muitas preciosidades, ele assegurava que, em seus atendimentos com doentes terminais, idosos ou não, a força daqueles que tinham fé, que professavam uma fé em Deus (diferentes religiões), demonstravam ter uma maior resistência à dor, uma melhor maneira de encarar o sofrimento e as adversidades, uma maneira mais tranquila de morrer.


Assim, independente se você tem ou não uma crença em Deus, seja como for a maneira que você concebe essa Força maior; independente se você pratica ou não uma determinada religião, assista a mais este video, onde Nick conta um pouco de seus desalentos e de suas diárias superações; um menino que nasceu sem os braços e pernas e que, aos 08 anos, tenta se suicidar, afogando-se em uma banheira, pela  pressão de  e desesperose saber diferente e excluído.

E resolve fazer diferente, aceitar a vida como ela veio destinada para ele.




E ao concluir que:
- Ah, eu não sou Nick!
- Eu não tive os pais que ele teve!
- Eu não nasci em uma casa com piscina!
- Eu...
lembre assim mesmo: Você é tão importante para o mundo como todo mundo!

 Dedico esta matéria a todos os jovens, adolescentes, meninos e meninas, para que acreditem sempre em si e no quanto são importantes! Bonitos! E queridos!
Dedico a mim e a você, que tantas vezes já quisemos jogar a toalha!


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Marise Jalowitzki





Escritora, pós-graduação em RH pela FGV, international speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil


Nick Vujicic - percorre o mundo compartilhando garra, otimismo, aceitação e fé!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Reajustes na APOSENTADORIA pagamento ainda neste ano - Você acreditou, de novo, no governo?


Aposentadoria no Brasil - Reivindicações

Reajustes na APOSENTADORIA pagamento ainda neste ano - Você acreditou, de novo, no governo?

Por Marise Jalowitzki
12.dezembro.2010
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/aposentadoria-voce-acreditou-de-novo-no.html

Sente, novamente, o gosto amargo que dá a sensação de ser idiota? Pois é! Quem mandou acreditar, outra vez, no governo? Uma vezinha só, que seja?

O anúncio de que as diferenças havidas nos reajustes das aposentadorias, de 1988 para cá, seriam pagas ainda neste ano, foi divulgado em setembro. Por ocasião da notícia, o porta-voz falou com todas as letras: "Não é preciso entrar na justiça. Vamos pagar ainda este ano. É só aguardar, que será depositado na conta de cada aposentado".

Tchârâââân! Acreditou? Pois então, se ferrou! O que resta ao povo fazer? Quem sabe um novo protesto, como os dos aposentados da Petrobras, em 2007, no Rio? Além de chamar a atenção, ser alvo de gozações, resolve?  

Protesto de aposentados da Petrobras no Rio, em 2007
 
O que fazer? Correr [de novo] atrás do prejuízo. Arrumar um bom advogado (*) e aguardar, aguardar e aguardar a decisão morosa do judiciário, como sempre.

(*) Eu, aqui no RS, vou procurar o Daisson Portanova (filho do Raul), que é o citado na reportagem a seguir, foi quem cuidou, com pertinência, da aposentadoria de minha mãe.

Esperar, esperar, esperar! Até parece que há todo este tempo! E não falo só em tempo de "permanecer vivo", não. Para muitos e muitos aposentados a vida continua plena de compromissos. Para muitos aposentados, que servem de esteio para a família (e esta situação é crescente), ou que auxiliam, de alguma forma, esse ou aquele parente, foi, mais uma vez, um soco no estômago!

Eita, Brasil! Eita, brasileiros! Eita, povo crédulo - ou acomodado, ou pacífico, com medo de [se ] "incomodar"?! E me incluo em algumas dessas definições. O que importa, agora, não é identificar-se (se idiota, bobo ou acomodado) e, sim, mudar a postura, tomar uma atitude.

Mesmo quem quer ser otimista, simpatizante e confiante, tem de abrir os olhos! Agora, a uma quinzena para encerrar o ano, claro que vai se arrastar ainda mais!

 Você, que já está aposentado, quem sabe sacode de vez esta arcaica idéia de que está "no fim da vida"?

Esta postura, ainda tão comum, de pessoa sofrida e rejeitada?

De coitadinho (a)? 

De quem precisa da compreensão dos outros para sobreviver?

Claro que pode chegar algum dia, quando as forças e/ou a consciência dão, de vez, pra trás. Mas, não acontece para todos. Não necessariamente.

Não viva isto antes do [seu] tempo.

As rugas estão na pele, não na Alma. As prováveis dores estão no corpo, não na Alma. Esta, permanece ansiosa por ação, reação, mudança e progresso.


Boa sorte a todos!

Marise Jalowitzki
Escritora e consultora organizacional
www.compromissoconsciente.blogspot.com
Porto Alegre - RS - Brasil

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Leia na íntegra:
http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201012120816_ODI_79431668

Supremo aprova, mas tranca texto que reajusta 150 mil aposentadorias

12 de dezembro de 2010 • 06h16 •  atualizado 10h53

O Dia



Mais de três meses após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu o direito à correção dos benefícios do INSS concedidos pelo teto, segurados que se aposentaram de 1988 a 2003 estão ansiosos, aguardando a publicação do acórdão. Com a demora, o Ministério da Previdência descarta pagar esse ano as diferenças, porque não haverá tempo de estruturar um acordo para efetuar a correção de forma administrativa, sem que os segurados precisem ir à Justiça, como se previa em setembro, quando a decisão sobre o julgamento foi anunciada.

Segundo o Supremo, ainda há cinco peças (votos dos ministros) sendo revisadas por seus autores.

Enquanto não chegam, não é possível publicar o acórdão que mudará a vida de pelo menos 150 mil beneficiários. De acordo com o órgão do Judiciário, assim que os votos chegarem, o acórdão será publicado em dois dias no Diário Oficial.

O ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, havia assegurado o pagamento dos atrasados e da correção ainda este ano, caso o Supremo adiantasse as condições. "Queremos pagar essa diferença, que é de R$ 1,5 bilhão e deve beneficiar 150 mil aposentados e pensionistas no País, sem deixar o esqueleto para o próximo governo. Cada segurado receberá, em média, R$ 10 mil", disse Gabas, em setembro, quando a decisão do Supremo foi anunciada. Enquanto isso, segurados que entraram na Justiça continuam recebendo os valores normalmente, porque o INSS não recorre mais.

Ganho de até 39,35%

Prejudicados pela Emenda Constitucional 20 (1998) ganham até 10,96%. Na Emenda 41 (2003), o índice é de até 28,39%. Os dois períodos podem acumular 39,35%. O especialista Daisson Portanova cita caso de segurado aposentado em maio de 1995, com média de R$ 785,22: "o teto era R$ 582,86. O excedente foi de 34,72%, aproveitado em parte no primeiro reajuste (11,97%) e, depois, nos 10,96% em dezembro de 1998. E de 8,51% em dezembro de 2003. A renda ficará em R$ 2.931,08, enquanto o INSS só deu R$ 2.464,15, diferença de R$ 466,92".

Só acórdão define se prazo retrocede a 1988 ou 1991

Aposentados do INSS beneficiados pela decisão receberão correção de até 39,35% . Prejudicados pela Emenda Constitucional 20 (1998), têm correção de até 10,96%. Na EC 41 (2003), o índice é de até 28,39%.

Têm direito os titulares de todos os tipos de aposentadoria, auxílio doença previdenciário ou acidentário, pensão por morte e auxílio-reclusão. A AGU defende data de início de benefício de 1991 a 2003, enquanto advogados acreditam que deva ser de 1988 a 2003. Só o acórdão vai tirar essa dúvida.

Nem todos os meses têm ganho: segundo o advogado Daisson Portanova, de outubro de 1988 a maio de 1991, todos os benefícios ganham. De junho de 1991 a fevereiro de 1994, não há direito. De março de 1994 a abril de 1996, há direito. De maio de 1996 a dezembro de 1998, cai a correção. De dezembro de 1999 a dezembro de 2003, todos ganham. O período já é afetado pelo fator previdenciário. Nesse caso, só têm direito quem ficou com fator acima de 1.

Nem todos têm direito

A tabela divulgada pelo escritório Portanova Advogados não estabelece padrão após 1999, porque, a partir da adoção do fator previdenciário, naquele ano, os cálculos são bastante individualizados. É preciso um especialista para avaliar se o segurado tem direito.

O ganho mensal de quem deveria receber o teto de R$ 3.467,40 hoje seria R$ 766,40. Isso porque o segurado que não foi reajustado quando a EC 41 elevou o limite a R$ 2.400 (ficando com o anterior, de R$ 1.869,34). ganha hoje R$ 2.701 agora. Atrasados vão a R$ 49 mil.

A Advocacia Geral da União estima em 1 milhão os beneficiários, enquanto a Previdência prevê 150 mil titulares de benefícios, com ganho médio de R$ 10 mil por segurado. Há advogados que avaliam que as perdas são superiores, preveem revisão para quem se aposentou desde 1988 e alertam que nem todos os períodos são vantajosos.
............................
Justiça tarda, tarda, tarda... mas, é a ela que precisamos recorrer. PERSISTÊNCIA!

Aposentadoria - Considerações, Esclarecimentos, Possibilidades
Página de links

Maturidade e Aposentadoria

Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


compromissoconsciente@gmail.com


Escritora, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil





sexta-feira, 15 de outubro de 2010

ABRAÇOS AOS MEUS AMIGOS MARINEIROS!



ABRAÇOS AOS MEUS AMIGOS MARINEIROS!
Marise Jalowitzki



Cheguei agora, já madrugada, para ler as mensagens!


Percebo o sentimento desalentado de alguns, pela "guerra eleitoral" que se formou. Confesso que a situação tocou-me profundamente. Por empatia, por semelhança.


Entretanto, quero dizer que é preciso continuar.


Eu já expliquei para alguns que estou de resguardo, devido a uma cirurgia. O resultado atual é uma convalescença um tanto incômoda.


Devido a isto é que fico um pouco afastada do Movimento dos Amigos Marineiros e procuro manter meu blog atualizado.


Sinto o blog como uma maneira de compartilhar com mais pessoas, pensamentos, idéias e reflexões que nós vislumbramos. No Movimento e, antes disso, em nossos corações: O Novo, a maneira nova de fazer política, o desabrochar de uma NOVA ATITUDE.


Lembro de Mahatma Gandhi, o arauto da não-violência, que conseguiu segurar a revolta, a ira, o descontentamento de milhões de indianos, pregando a resistência pacífica. E conseguiu, durante todo o tempo em que esteve a frente, como Líder que foi. Entretanto, tão logo foi assassinado, aconteceu a mais sangrenta guerra de que se tem notícia na Índia.


Porque?


Porque as pessoas estavam muito felizes por ter encontrado um líder que amavam, cujas idéias faziam eco em suas almas. Sentiam-se pertencendo e pertencentes. Ao perder seu líder, a tristeza, a decepção e o desencanto foram tamanhos, que deram lugar aos velhos sentimentos de agressão e violência. E tudo foi barbárie, como sempre.


Quando se tem esperança em ações mais abrangentes é preciso, simultaneamente, fazer crescer um sentimento de constância, de perseverança, de sólida persistência.


Eu também me afastei um tanto dos grupos, quando vi que a coisa ficou ferrenha, tipo "este" ou "aquele". Claro que as pessoas ficaram "meio sem chão", pois se esperava Marina no 2º turno. Muitas pessoas ficaram indignadas com a veiculação das pesquisas (escrevo sobre isto no artigo "Pesquisas - Entenda o Jogo!").


Milhões e milhões de brasileiros estão febris, hipnotizados pelas promessas de "riqueza" e "bem-aventurança" que, de acordo com os discursos, "já estão aí", para serem usufruídos "por todos". Calma, pessoal. Não é tão simples assim! Vem muita coisa, antes da realidade. Riscos no pré-sal, queda crescente do dólar, desvarios internacionais, além dos conhecidos e famigerados e mesquinhos interesses individuais e de alguns grupos, que sempre se beneficiaram dos favores do poder instituído.


Como vamos nos manter? Em vigília. EXERCITANDO o novo jeito de fazer política. Respeitando uns aos outros, sem entrar em discussões pueris de quem sabe mais ou de quem consegue expor mais podres!
Com tranquilidade, declaro: Respeito cada um, com sua decisão de voto. E convido a todos para que respeitem uns aos outros, concedendo o "poder" de cada um decidir pelo que é melhor para a SUA ALMA!!!


Cada um de nós tem a sua própria história, a sua própria trajetória, cada um sabe de si mesmo, do quanto está cansado de acreditar em promessas que não se realizam! Branco, nulo, candidato um ou candidato dois, muito pouco irá mudar!


Para mim, o que é importante é não permitir que diminuam o espaço florestal à beira dos rios, impedir o avanço do desmatamento, dizer "não" às Angras I, II, III...(!) - dizer "não" a toda esta loucura de extração irrefletida de petróleo; promover ações para garantir coleta seletiva de lixo e a instalação (real) de um lixão em cada município, além da base da pirâmide, que é comida e moradia e escola e saúde!!! É nisso que me mantenho concentrada. É a isso que dispenso minhas energias. Para que mais e mais pessoas digam "NÃO!!!" ao Brasil exportador de Bombas Cluster (isso TEM DE ACABAR!!).


Candidato Um ou Candidato Dois - eles não estão preocupados com isso. Estão contaminados pela onda de "progresso" que prima pela quantidade, pelo tamanho (quanto maior, melhor!), pelo esplendor, independente dos "efeitos colaterais"...


O mundo, o planeta é a razão para continuar!


(Aproveito para convidá-los a ler, opinar e divulgar o artigo "Código de Defesa do Eleitor" - Texto de Marcio Fialho, do RS
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/10/codigo-de-defesa-do-eleitor.html )


Abraços a todos!


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MARISE JALOWITZKI é escritora, consultora organizacional e palestrante internacional, certificada pela IFTDO-USA, pós-graduação em RH pela FGV-RJ, autora de vários livros organizacionais.
marisej@terra.com.br
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Porto Alegre - RS - Brasil
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