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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Mexico, epidemia e psicose - Interessante reportagem do Terra Magazine

H1N1 não vira epidemia, apesar das alarmantes notícias 

Mexico, epidemia e psicose - Interessante reportagem do Terra  Magazine



Lição de Planejamento, Estratégia e Ação - 2009


Epidemia de gripe desperta psicose de mexicanos

Rosalía Vergara

Do México

A epidemia da influenza humana espalhou a psicose entre os mexicanos. A informação desencontrada sobre a quantidade de pessoas mortas por esta doença semeou dúvidas em um setor da sociedade sobre a origem da propagação do vírus H1N1 entre os mexicanos.

Nas páginas da Internet, chats, blogs e através de e-mails começaram a circular "lendas urbanas" sobre a epidemia.

Enquanto alguns faziam compras relacionadas ao pânico, outros criavam teorias do complô governamental com intenções de gerar uma psicose social para ocultar medidas como a entrada do Exército americano no território nacional para combater o narcotráfico; aprovar reformas privatizantes ou impedir que o processo eleitoral do próximo dia 5 de julho ocorra democraticamente.

Os mais avessos suspeitaram de um experimento científico, planejado por um cientista louco que no seu laboratório criou um novo vírus e o espalhou pelas ruas do Distrito Federal, para depois, como herói nacional, vender a vacina a um laboratório multinacional para ficar multimilionário negociando os preços com os governos de todo o mundo.

Aqui os exemplos:

Uma mensagem que circulou nos e-mails de trabalhadores, repórteres, jornalistas e políticos refere-se à influenza como "a mentira do ano". Começa desqualificando as pessoas que se deixam "surpreender" pela rádio e pela TV por causa da "influenza suína".

Cita a mensagem, divulgada em nível nacional pelo presidente direitista Felipe Calderón, na qual se referiu ao "novo vírus" como sendo incurável e que havia provocado a morte de uma dúzia de pessoas. "Imediatamente disseram: não saiam, não vão à escola, ao cinema, aos antros, etc. Mas, jamais disseram não tenham medo, se é a única coisa que as autoridades procuram".

Sem citar fontes, datas, locais ou documentos, a mensagem sem a assinatura do autor de tais afirmações, sustenta que "lendo um pouco e não escutando o montão de sandices que falam na televisão", haviam descoberto que o vírus é o mesmo que apareceu há alguns anos e foi batizado como "gripe asiática" e que serviu como "uma cortina de fumaça para ocultar a grave situação econômica pela qual a Ásia passava naquela época".

É necessário citar que a gripe asiática foi conseqüência do vírus H5N1 conhecido como influenza aviária, resultado da mutação do vírus da influenza que atacou aves silvestres; passou para as aves de criação, sofreu mutação e atacou seres humanos. O primeiro caso foi registrado em 2004 na Ásia, em 2005 no Vietnam e em 2006 na África.

Continuando com a mensagem, menciona-se que a situação da crise econômica é semelhante no México. "Informa" que na quinta-feira, dia 24, à noite, quando foi declarado o início da emergência sanitária no país, o Senado da República aprovou o projeto de lei para legalizar as drogas, com o qual passa a ser permitido portar doses mínimas de maconha, cocaína, ópio, crack, entre outras.


Isso é verdade, nessa noite os senadores avalizaram a proposta que está passando por ajustes técnicos e será discutida na terça-feira, dia 5 de maio, em plenário, com alterações para que nem os fármacos-dependentes, nem os consumidores sejam criminalizados por usar uma quantidade mínima de psicotrópicos.

"Perdoem a minha falta de atenção, mas não vi em nenhum telejornal alguém falando sobre o assunto e a lei será colocada em votação pela Câmara dos Deputados amanhã (terça-feira, dia 28)".

Também relata que foi aprovada a lei da Polícia Federal, através da qual foi autorizada "a utilização de agentes policiais sem uniforme quando se fizer necessário. Bravo! Policiais disfarçados, "civis" armados, mais roubos e seqüestros impunes. Também permite intervir nas ligações telefônicas. (Adeus privacidade).

"A Policia Federal agora poderá intervir e inclusive reter os e-mails se assim julgar necessário. Dá todas as facilidades para solicitar às empresas privadas informação pessoal sobre seus clientes para fins de investigação. A corporação realizará ações de vigilância, identificação, monitoramento e rastreamento na Rede Pública de Internet sobre sites com a finalidade de prevenir condutas delitivas. (Ou melhor, para prevenir golpes de Estado, passeatas, movimentos civis, etc. Não esqueceremos que o centenário da Revolução está dobrando a esquina)".

Realmente, nesse dia, a Câmara dos Deputados aprovou a nova lei para criar um corpo policial com fins preventivos, com faculdades de investigação que incluem a intervenção em telefones celulares, a obrigação das empresas de telefonia em informar a posição geográfica de onde são feitas as ligações dos celulares e a observar a informação na Internet para evitar a difusão de pornografia. Este debate já vinha ocorrendo há alguns meses.

A referida mensagem cita que no dia "18 de abril, o Fundo Monetário Internacional aprovou um crédito de US$ 47 bilhões para enfrentar a crise, isto significa que se já havia dívida externa, agora existe e é grande. Mas, como sempre, quem paga é o povo. Os noticiários somente deram a notícia, não falaram do perigo que significa um empréstimo de tamanha magnitude nem como isto afeta a população".

Este crédito foi concedido no dia 17 de abril, mas o próprio FMI disse que as autoridades mexicanas não tinham a intenção de usar os recursos agora.

"E, o último motivo para ter criado a tal psicose por uma doença curável é este: "O presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, visitou o México no dia 16 de abril. O que foi falado? Alguns dizem que falaram sobre segurança nacional; o certo - assinala a mensagem sem assinatura - é que Obama veio para fechar um trato -- O comando Norte - com o qual se permite que os militares americanos entrem no México e aos poucos se apoderem do território, dos poços de petróleo e das reservas dos lençóis freáticos. Caralho! Nem o próprio Antonio López de Santa Anna".

De fato, nos dias 16 e 17 de abril Obama realizou uma visita de Estado ao país e se reuniu pela segunda vez com o presidente Calderón. A agenda não foi divulgada para a sociedade por motivos de "segurança nacional". O porta-voz da Presidência, Maximiliano Cortázar, declarou que os chefes de estado abordariam assuntos de interesse bilateral, como meio ambiente, economia, segurança, bem-estar social e migração.

Durante este furacão com a epidemia da influenza, o governo dos Estados Unidos negou que entre os assuntos abordados por Obama e Calderón, estivesse o surgimento da influenza suína que, conforme o secretário de Saúde, José Angel Córdoba Villalobos, começou na Califórnia, não no México.

Para o desconhecido que redigiu a mensagem que circula entre amigos, vizinhos, colegas de trabalho e familiares, "isto pode ter sido a causa de algumas passeatas, bloqueios de estradas, mobilizações civis e inclusive levantes armados por parte do narcotráfico", mas "tudo foi derrotado pela curiosamente oportuna chamada influenza", tão oportuna que fez com que as dependências do governo e dos sindicatos deixassem de funcionar, as pessoas não saíram às ruas e, pela lógica, ninguém comentou nada.

"O único que podiam fazer era ficar em casa sem outra opção além de ligar a televisão e, a cada 15 minutos, ver algum spot para prevenir a influenza e a cada duas ou três horas assistir algum telejornal falando do mesmo".


A suspeita de um complô governamental não parou por aí.

Em outra mensagem foi divulgada a versão de que no último dia 2 de abril, durante a reunião do G7, integrado por Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão, chegou-se à conclusão de que a economia mundial precisava de uma mudança, motivo pelo qual o FMI destinaria US$ 500 bilhões para ajudar as economias emergentes, ou seja, países pobres dispostos a colaborar.


Também é citada a reunião particular entre Obama e Calderón, para depois, "de surpresa", o chefe de estado mexicano convocar uma reunião de urgência com o seu gabinete, e, durante a noite, anunciar em rede nacional o surgimento do vírus da influenza e a suspensão das aulas desde a pré-escola até o nível universitário em todo o país.

"No dia 24 de abril o G7 declara que a economia mundial deveria movimentar-se neste ano e que seriam adotadas todas as ações necessárias".

Nesse dia, em Washington, começou a reunião do G7 "para coordenar esforços contra a crise". De acordo com a imprensa local, foram apresentados dados recentes que sugerem que o declínio da economia desacelerou e que existem sintomas de estabilização. O G7 considerou que a atividade econômica deveria começar a se recuperar no final do ano, mesmo que a perspectiva de crescimento continuará sendo fraca e o risco de retração continuará.

"Finalmente, na segunda-feira, dia 27 de abril, a empresa farmacêutica Sanofi Aventis anunciou que injetara - 100 milhões em uma nova unidade de produção de vacinas e que doaria 236.000 doses ao México como apoio ao controle da doença". Esta notícia foi publicada no jornal mexicano El Universal.

A análise da mensagem difundida sobre a suposta mentira da epidemia indica que há mais de dois anos a indústria farmacêutica mundial enfrenta problemas econômicos causados pela redução na venda de medicamentos e "se não cria guerras, cria doenças porque a economia mundial deve se aquecer e o México é um perfeito trampolim para lançar a doença, já que os turistas sairiam infectados para qualquer parte do mundo".

"Curiosamente os países que relatam doentes que estiveram no México, e que estão reforçando seu cerco sanitário, são os países que integram o G7. Que interessante!".

Está previsto que sejam suspensas as atividades de todas as empresas do Distrito Federal e do Estado do México. Indica que as escolas foram fechadas até o dia 6 de maio porque o governo está "analisando a farsa e verá se é conveniente que a mesma continue ou seja interrompida", se o fizer, "sairá com a desculpa de que graças às medidas adotadas a tempo e ao apoio da cidadania, conseguimos controlar a doença".


Diante desta séria análise, o redator(a) da mensagem, que não a assina, pede aos leitores que pensem no que está sendo falado em nível internacional nesse momento. Questiona: "Do vírus ou da crise financeira? Isso de antemão é um alívio para o Banco Mundial e para as bolsas de valores do mundo".

Exige que esta mensagem seja enviada a todos os contatos porque "não pode ser que queiram ver o nosso rosto como no passado: carrapatos, ETs, leite contaminado, etc.".

Vai além: "Se for possível, faça cópias para as pessoas que não têm Internet e que, como sempre, é a mais atingida. Olha nas notícias e observa que as vendas das farmácias aumentaram e o preço das máscaras já chegou a 7 pesos. Imagina as risadas de quem orquestrou isto ao ver as pessoas usando as máscaras!".

Adianta-se às críticas sobre quais benefícios teria se o México paralisasse as suas atividades econômicas e responde: "Para isso é o fundo destinado pelo FMI". Disse que os lucros da indústria farmacêutica em nível mundial serão impressionantes. E, como foi anunciado pelo Secretário de Economia, Agustín Carstens, "por dinheiro não paramos para combater a doença", pois será para elevar as milionárias arcas das multinacionais farmacêuticas.

"Por último, os empresários considerariam esta parada um alívio e muitos chefes abusados, como sempre, pagaram a metade aos seus empregados".

Outra dúvida sobre a pandemia é que o presidente anunciou que a doença tem cura, porque já sabe. Do contrário não movimentariam valores pela metade e diriam publicamente onde estão os mortos e onde estão concentrados os doentes.

Segue com sua "análise":

"1. Se realmente é tão contagioso, como estão eles saudáveis e onde estão as famílias dos mortos?

2. Se a influenza suína é uma mutação do vírus original dos porcos, então a infecção não deveria ter começado no campo ao invés das cidades?

3. Por que não mostraram uma entrevista com algum doente? (vi que entrevistam familiares, dizendo que seu familiar está doente e que já está estável graças aos medicamentos, mas se o familiar esteve em contato direto com o vírus o lógico não seria que esteja doente ou em quarentena?)


4. Por que não disseram o nome do retrovírus que está "curando" as pessoas doentes?


5. Por que só existem mortos no México e não aparecem em nenhum outro lugar?"

Outra mensagem diz que será aprovada a lei do Infonavit, de acordo com uma notícia publicada no jornal Reforma "com letras pequeninhas, onde se legaliza o despojo que está sendo feito do patrimônio dos trabalhadores".

Declara que a pretensão é descapitalizar esta instituição que concede créditos habitacionais aos trabalhadores, para transferir estes recursos aos Fundos de Previdência Privada (Afores), que são cotados na Bolsa Mexicana de Valores. Com os Afores, enfatiza, "os bancos ganharam mais de 8 bilhões de pesos administrando os recursos das pensões".

Termina a redação perguntando: "O que mais estão nos escondendo e fazendo por baixo dos panos? Pensa, pesquisa, te informa". Esta mensagem é assinada por Héctor Pineda, analista do HSBC.
(...)

O número de mortos continua aumentando. Nesta sexta-feira, uma semana após declarar a emergência epidemiológica pela epidemia da influenza suína, o secretário de Saúde, José Angeles Villalobos, apresentou um relatório semanal sobre os casos de pessoas doentes, hospitalizadas e mortas. Destacou que até agora 358 pessoas estão infectadas com o vírus suíno, das quais 343 estão vivas e 15 faleceram.

(...)

À pergunta expressa da imprensa estrangeira sobre o papel dos porcos nesta pandemia, Córdoba Villalobos respondeu que é algo que continua a ser questionando em todo o mundo: "Quando o vírus sofreu a mutação e onde isto ocorreu?".

"Na identificação deste vírus, como divulgado em várias ocasiões, existe uma parte que corresponde a um genoma suíno".

Com estes antecedentes, rejeitou que estejam em um período de pré-quarentena, diante do fechamento de locais públicos onde possam existir conglomerados que propaguem o vírus.

Acrescentou que manter as pessoas nas suas casas "é a ação mais efetiva. A ação mais efetiva para evitar a transmissão é justamente que os portadores não andem passeando por aí", indicou este 1º de maio, primeiro dia de paralisação do trabalho e das atividades econômicas e comerciais quase totais no país.
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Publicação original: Epidemia de Gripe desperta Psicose de Mexicanos -
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3742450-EI6580,00-Epidemia+de+gripe+desperta+psicose+de+mexicanos.html
Segunda, 4 de maio de 2009, 09h14 Atualizada às 09h50
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Sentiu firmeza? Não é mera coincidência!


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Assine a Petição: PRESSA NA AJUDA AO HAITI - http://www.peticaopublica.com.br/?pi=haitisim

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Link relacionado: Caixões da FEMA-EUA e o Haiti
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segunda-feira, 31 de maio de 2010

CRIATIVIDADE - O CÉREBRO, O LÚDICO E A COMPETÊNCIA EMOCIONAL




CRIATIVIDADE - Parte 2/2
O CÉREBRO, O LÚDICO E A COMPETÊNCIA EMOCIONAL

Por Marise Jalowitzki
31.maio.2010




Para auxiliar nesse processo do descobrir-se e redescobrir-se, retomar iniciativas e criações, utilizamos o lúdico. Vamos entender porque:


Nosso cérebro está constituído de vários compartimentos que armazenam informações variadas ao longo de toda a nossa existência.


Nosso subconsciente a todas recebe, registra e arquiva, sem questionar nem censurar.


Na medida em que vivemos, o consciente faz algumas eleições, pautadas no “Certo/Errado”, no “Bem/Mal”, no “Culpado/Inocente” aprendido. Sim, aprendido, pois, ao nascer, éramos totalmente livres, “isentos de pecado”, pois nossa visão de mundo era amoral, não tinha conceitos nem preconceitos. Tudo era experiência nova a ser vivida.


(Poderíamos utilizar aqui a trilogia Ego-Superego e ID ou Instinto, Sensação, Sentimento, mas, para nosso foco de aprendizagem, prefiro manter apenas o Consciente e o Subconsciente)


Roger Sperry (1913-1994), prêmio Nobel de Medicina em 1981, foi o primeiro cientista a comprovar cientificamente a lateralidade dos hemisférios cerebrais.


Neste resumo das conclusões do cientista, qual dos hemisférios, no seu entendimento, recebe mais atenção e cuidado em nosso dia a dia?


O cognitivo, o hemisfério esquerdo.


Assim, para equilibrar a ação e intervenção dos hemisférios cerebrais e tornar o indivíduo competente também emocionalmente é preciso exercitar mais as emoções, as sensações e os sentimentos, conhecê-los, entendê-los e conduzi-los.


E em qual fase de nossas vidas deixamos esse hemisfério mais solto e livre?


Na infância.


Qual era a nossa atividade maior, lá na infância?


Brincar.


Os “acertos” que fizemos naquela fase, os contratos internos para “se dar bem na vida” podem ser revistos através das brincadeiras.
E temos a oportunidade de redirecionar.


Competência emocional



Pergunte-se:
1) Ainda preciso “dar beijinhos para receber doces”?


2) Como costumo agir hoje para obter o que desejo?


3) Quais as estratégias de negociação que considero mais válidas?


4) Qual o grau de frustração que experimentei mais fortemente em minha infância?


5) Essa frustração foi motivada por o que?
Exemplos:
- Um irmão ou amigo que me tirou (ou quebrou) um brinquedo
- Um irmão ou amigo que recebeu um presente que eu queria
- Queria brincar mais e não pude, etc...


Enfim, são muitas e muitas as situações em que poderemos ter experimentado frustração. O que importa é verificar o que pode ser feito atualmente para deixar no passado o que é do passado e, finalmente, viver o momento presente com a intensidade que ele tem e merece (contemplar o hemisfério direito) e planejar um futuro mais alvissareiro e feliz (contemplar o hemisfério esquerdo).


6) Quais as coisas que mais me frustram, hoje?


7) Costumo reagir da mesma maneira de quando criança?


8) O que posso (ou imagino que posso) ressignificar nessa percepção?


Retrazer a brincadeira para o nosso dia a dia possibilita deixar emergir os sentimentos mais genuínos e espontâneos, como na infância.


Conhecendo nossos sentimentos frente a essa ou aquela situação, podemos conduzi-los, aumentamos nosso autoconhecimento e, conseqüentemente, aumentamos também o poder sobre nossas vidas, que é a chamada competência emocional.




Sucesso a todos!



(Arquivo e slides contidos no CD Criatividade e Competência Emocional)


Abraços!


Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente




marisejalowitzki@gmail.com
Escritora, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-VA-EUA

Porto Alegre - RS - Brasil



CRIATIVIDADE - ESCOLHENDO AS ESTRATÉGIAS DE BEM VIVER



CRIATIVIDADE - Parte 1/2
ESCOLHENDO AS ESTRATÉGIAS DE BEM VIVER
Marise Jalowitzki




Somos todos naturalmente Criativos!

A Criatividade é inerente ao Ser Humano. As saídas inéditas são uma habilidade inata, seja para sobrevivência, seja para aceitação e inclusão.

As pessoas precisam criar, inovar, fazer diferente, talvez até mesmo chocar, mostrar o fruto de suas ações, de seu trabalho, festejar por ele, mostrar-se e ser reconhecido.

Na Natureza, a Criatividade acontece Naturalmente.
A Natureza é a própria Fonte de Criação em Atividade! As obras de arte se sucedem ininterruptamente. Basta parar e olhar para perceber.

Nas crianças, essa natural criatividade também está plenamente aflorada. Utilizam a imaginação e são felizes. Com simplicidade, o importante é brincar, estar livre! Superam obstáculos e criam estratégias para enfrentar desafios.

Crianças empurram, saem correndo sem olhar para o lado, divertem-se em túneis construídos com caixas de papelão, incorporam papéis novos simplesmente com um “bigodinho de coelho ou gatinho”, um pedaço de papel colado ao peito e lá estão eles, desempenhando seus estilos.
Tudo as empolga, tudo as motiva.
O “Eu Quero!” está sempre em alta!

Então, por que tantas pessoas ainda se economizam na criatividade quando entram para a idade adulta? Quantas pessoas acreditam ser criativas e tudo o que fazem é arrecadar danos a si próprios??
Por que tantas pessoas perdem seu precioso tempo criticando, brigando, reclamando, ao invés de agir e inovar no ambiente em que estão? Quantos vivem a vida insatisfeitos, sem questionar, por vezes sem nem mesmo enxergar, o amplo espaço à sua volta, esperando para ser devidamente ocupado?

A causa está na força dos condicionantes!
Os condicionantes são aquelas “fôrmas” (vou acentuar para que se possa ler “direito”) em que entramos desde cedo e nos “enformamos”, isto é, criamos o formato que, na nossa percepção, irá nos levar por melhores caminhos.



ESCOLHENDO AS ESTRATÉGIAS DE “BEM VIVER”

Assim, ainda bebês, temos a noção do que significa um tom de voz carinhoso ou de recriminação; a diferença entre um aconchego e um apertão; o desconforto gerado pela postergação de quem nos cuida em trocar nossa fralda-com-cocô ou a satisfação de um corpo limpo e higiênico.

Aos dois anos de idade já utilizamos estratégias que garantem ganhar o pirulito que a carinhosa vovó estende :

“- Só ganha o pirulito se der um beijo na Vovó!”

E também entende o que significa um:

“- Eu já te falei prá sair daí!”

De acordo com a internalização que CADA UM FAZ em relação aos diferentes fatos do dia a dia, vamos formatando nosso código de crenças e valores.

Reflexão:
“Eu gosto de doces. Para recebê-los da Vovó, basta dar um beijo (e um abraço) nela. Assim, toda a vez que eu quiser receber doces é só dar um beijo na Vovó.”

Conclusão:
“Se eu der beijos nas outras pessoas, continuarei a ganhar doces, também de outras pessoas.”
Logo:
Beijo = Doces

Ou seja:
Emoção externada = Retribuição concreta

Isso está certo?
Claro que não!
Trata-se de uma inversão significativa, pois retira a espontaneidade de um sentimento para torná-lo um ato mecânico com um objetivo específico: a troca de “favores”!...

Esse é um dos pequenos exemplos que, já na idade adulta, torna-se um enraizado modo de agir. Tão enraizado que parece ser um “modo de ser”.
“Eu sou assim!”
“Eu sempre fui assim!”



Da mesma forma, com as experiências negativas.
1° Aviso
“Menino, não põe o dedo na tomada!”

Proibir por proibir aguça a curiosidade: “ O que será que acontece? O que será que tem ali?”

2° Aviso
“Quantas vezes eu tenho que te dizer isso?”

A importância que se percebe na proibição, desperta sempre mais o interesse, ampliando a insistência em ver o que representa aquilo.

3° Aviso
“Se tu continuar insistindo, vai apanhar!”

Agora, sim! Eu estou correndo um risco. Então, deve ser Muuuuiiitooo importante! Vou lá ver!

4°...ato! Levamos o choque, há o susto, ouve-se o primeiro grito da Mãe: “Eu não te avisei!??”, seguido quase que instantaneamente do gesto físico, que causa uma outra dor e que pode ser um tapa ou um beliscão, ou simplesmente um aperto ou um empurrão.

Balanço:
Toda a vez que eu desobedeço
Toda a vez que eu teimo
Toda a vez que eu insisto – EU VOU ME DAR MAL!!!

(Vou passar ridículo, vou ser um fracassado, vou ser um perdedor, vou ser uma vítima!)

O que significa:
“Toda a vez que eu desobedeço”? – Sair fora dos padrões, inovar, criar! (Censurado) – Lembremos de Einstein e suas descobertas.

“Toda a vez que eu teimo”? – Opor-se ao que está vigente, questionar o instituído (Censurado) – Lembremos das Leis ISO e todo o avanço organizacional, ambiental e de qualidade (instrumentos, processos e pessoas) que essa revisão nas leis concedeu.

“Toda a vez que eu insisto”? – Perseverar, manter a constância de propósito, aval para as conquistas. (Censurado) – Thomas Edison experimentou mais de 1000 vezes suas teorias até conseguir descobrir a Lâmpada Elétrica.

E uma Censura que vem acompanhada de Dor (do choque), Susto (do próprio choque e da voz alterada da Mãe) e, novamente Dor (do apertão ou beliscão). Pior: por vezes ainda há o castigo – “Vai ficar sem olhar desenho!”
Repita essa experiência umas 200 vezes até os seus 6 – 7 anos e teremos uma crença bem enraizada. Uma... Verdade!!! Incontestável quando em idade adulta!


Quero com isso dizer que a Mãe deve deixar o filho arriscar-se? Claro que não! O que deve ser revisto, neste papel de responsável pela educação e condução do pequeno ser, é a maneira como se abordam tais episódios. Mamãe, o melhor é:
- Explicar, sempre acompanhado de tato, de abraço, voz amena.
- Isolar a área (No caso, colar algo ou colocar um suporte isolante sobre a tomada).
- Atrair a atenção da criança para outra atividade
- Incentivá-la a tentar ações inovadoras com objetos e situações menos arriscados e/ou perigosos.

Voltando ao bebê, agora já menino.
À medida em que crescemos, vamos recebendo informações de outras pessoas, geralmente semelhantes às que recebemos em casa. São os mandatos sociais.

Ao chegar à escola, o livre exercício dos mandatos sociais é a tônica.
“Menino educado é quem senta direitinho – de preferência nem se mexe...”
“Menino bonito é o que beija a professora ao chegar e ao sair da aula.”
“Menino aplicado é o que não conversa (com isso, também, não pergunta), copia tudo que precisa ser copiado, faz os temas direitinho (sem nem reclamar que aquilo é quase tudo uma grande chatura!)”
“Menino “bom” – olha o termo – é aquele que não corre atrás das meninas, nem faz travessura.”

E, por favor, não digam que já está mudado, porque não está! Sei de algumas instituições que inovam, sim, mas Piaget e seus adeptos e descendentes, com certeza, estão decepcionados com o alto grau de “história velha” que ainda permeia tantas instituições educacionais.

Sobra o que?

Em nome da pseudo-disciplina perpetuam-se silêncios constrangidos e anulação do caráter interrogativo dos juvenis.
E assim continua. Exército, Igreja, Emprego. Todas as instituições “sérias” com sua cultura própria, seus preceitos e diretrizes arraigados. Por vezes, engessados.

Lógico que é preciso, para ser aceito, concordar e agir de acordo com essas diretrizes e legislações.

O que estamos verificando aqui é o grau de sofrimento que o indivíduo pode trazer para si, caso desconhecer a possibilidade de ter de enfrentar uma mecânica de ações rígidas e engessadas.

Conhecer e entender possibilita conseguir lidar por um tempo determinado, sabendo escolher os melhores momentos para expressar-se, para manifestar vontades, idéias e ideais, para crescer enquanto indivíduo inserido em um determinado contexto.
Abraços a todos!
(Arquivo e slides contidos no CD Criatividade e Competência Emocional)


Link deste post: http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/05/criatividade-escolhendo-as-estrategias.html
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MARISE JALOWITZKI é escritora, consultora organizacional e
palestrante internacional, certificada pela IFTDO-USA, pós-graduação
em RH pela FGV-RJ, autora de vários livros organizacionais.
marisejalowitzki@gmail.com
Porto Alegre - RS - Brasil
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