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quinta-feira, 24 de abril de 2014

TDAH - Não à medicalização como intervenção de primeira linha





TDAH - Não à medicalização como intervenção de primeira linha


Pais e educadores, os grandes atores desta necessária campanha para a diminuição de diagnósticos infantis de transtornos mentais, emitidos apressadamente, por vezes em apenas uma consulta de 10 ou 15 minutos, sem mais aprofundamentos ou verificações. A receita é entregue a uma mãe angustiada. Não há acompanhamento posterior, a não ser para emissão de uma nova receita. Nas mãos dos pais estão o manuseio das informações e a coragem para dizer não à pressão do entorno (escola e especialistas) e procurar outros tratamentos, menos invasivos. Nas mãos dos educadores está a implantação de metodologias inovadoras e inclusivas, juntamente com a capacidade de alertar e se posicionar a eventuais diretores e orientadores pedagógicos adeptos da aplicação de psicotrópicos em crianças commo forma de normatização de comportamentos esperados.  Felizmente existem alguns professores amorosos e dedicados que tentam fazer diferente, muitas vezes por suas próprias iniciativas, diminuindo consideravelmente a lacuna entre o que se costumou, tão levianamente, chamar de 'problema neurológico'.
"A Associação de Psiquiatria Americana (APA) recomenda que, para crianças, a terapia seja indicada como primeiro passo e a ação conjunta (terapia + medicamento), somente quando o medicamento seja comprovadamente necessário. Mais de 90 por cento dos especialistas desconsideram tais recomendações. Lá (EUA), como aqui, não faltam legislações. Falta quem se disponha a segui-las. Falta ética. Seriedade. E respeito pela criança e até mesmo pelos pais que, muitas vezes, nem entendem o alcance das providências tomadas pelos profissionais. É obscuro porque tantos médicos que se especializam na gestão de ADHD (sigla em inglês para TDAH) – pediatras, neurologistas e psiquiatras infantis - não seguem as diretrizes recentemente publicadas para o tratamento,” declara Andrew Adesman, DM, que é investigador superior e chefe da pediatria de desenvolvimento comportamental em Nova York."

As opiniões continuam divergindo, pois nomes de peso, de ambos os lados, tentam convencer os maiores interessados, os pais e os professores, sobre a procedência ou não de administrar tarja-preta em crianças e mais, tarja-preta em crianças de cada vez mais tenra idade. Há crianças com dois anos de idade recebendo psicotrópicos por apresentarem "sintomas" como: pular demais, não parar quieto, não esperar a sua vez para falar, interromper a conversa dos outros, envolver-se com mais de um projeto-tema ao mesmo tempo, não concluir as coisas que não lhe motivem diretamente.



O que posso dizer e destacar: Psicotrópicos para crianças são um crime! Há 60 anos estão aplicando em crianças, de repente, nos últimos anos, um crescimento de 3.200%? Todas as crianças nasceram com 'transtorno mental"? 
E como, TANTO TEMPO DEPOIS, ainda não possuem pesquisas conclusivas sobre os efeitos? Como assim? Estarão mesmo realizando tais pesquisas? Ou é como a história dos agrotóxicos e transgênicos?
Bem, desejo que cada pai e mãe consiga colocar a mão em sua consciência. Tarjas-preta não são brincadeira.

“Com a APA estendendo agora suas diretrizes do diagnóstico e do tratamento para crianças abaixo da idade pré-escolar, é provável que mais crianças ainda mais novas estarão sendo diagnosticadas com TDAH, mesmo antes de entrar no jardim de infância. Os médicos da atenção primária e os especialistas pediatras devem recomendar a terapia de comportamento como a primeira linha do tratamento.”
"O tratamento medicamentoso deve acontecer somente quando as outras providências não tiverem fornecido o resultado esperado."
Andrew Adesman, do Centro Médico das Crianças de Cohen, em Hyde Park, NY, coordenou um levantamento onde foram analisados dados de um total de 560 médicos pediatras especializados, incluindo cerca de 240 crianças que recebem receituário da psiquiatria infantil (tarja preta).
(os trechos entre aspas constam na pág 57 - Livro TDAH Crianças que Desafiam)

Inclusão e Inserção podem resolver muitos dos comportamentos de crianças que custam um pouco mais para aprender os comportamentos sociais pré-estabelecidos.

Educadores, continuem sua amorável tarefa de trabalhar a inclusão de seus pequenos, respeitando o tempo de cada um! 
Tabelas e estatísticas são para se ter uma ideia do que é o mais usual em uma sociedade. NÃO PARA DETECTAR QUEM É DOENTE MENTAL!! 
E lembrando sempre que MAIORIA É 50% + 1! Ou seja, sempre que se divulgam resultados é importante não generalizar, tirando conclusões absolutas! 
Mesmo as pesquisas do nosso IBOPE entrevistam 2 mil pessoas em um universo de 200 milhões e acontecem em certas regiões e classes sociais. 
E todos os demais, que não participam das pesquisas, não existem? Não contam? Não tem suas próprias histórias? 
Claro que sim! 
Por não aparecer não significa que, com suas verdades, deixem de existir e ser!


Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente

Escritora, Educadora, 
Idealizadora e Coordenadora do Curso Formação para Coordenadores em Jogos e Vivências para Dinâmica de Grupos,
Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela FGV,
Facilitadora de Grupos em Desenvolvimento Humano,
Ambientalista de coração, Vegana.
Certificada como International Speaker pelo IFTDO-VA-USA
marisejalowitzki@gmail.com 
compromissoconsciente@gmail.com 



Livro: TDAH Crianças que desafiam 
Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família
Contra o uso indiscriminado de metilfenidato - Ritalina, Ritalina LA, Concerta

Acesse: 
http://www.compromissoconsciente.com.br/
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/
ou entre em contato direto:
marisejalowitzki@gmail.com 
TDAH Crianças que Desafiam - Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família

TDAH Crianças que Desafiam


quinta-feira, 7 de março de 2013

Elton John em Porto Alegre - Turnê 40 anos de Rocket Man

Estádio Zequinha recebeu mais de 15 mil fãs que viveram momentos inesquecíveis! - Foto Dizy Ayala
Elton John em Porto Alegre - Turnê 40 anos de Rocket Man
Sir Elton John - Brilho, Luz e Voz!!!

Por Marise Jalowitzki
07.março.2013
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2013/03/elton-john-em-porto-alegre-turne-40.html

Gigante, leve, simpático, UM VOZEIRÃO QUE EMOCIONA!!! Quem disse que pianista tinha de ter dedos finos e compridos? Os dedos do consagrado artista, ágeis como há bem mais de 4 décadas, desafiam preconceitos e elevam aos céus luzes sonoras que falam de AMOR, DE RESPONSABILIDADE SOCIAL, de VALORES ÉTICOS, de CARINHO e EMOÇÃO! 

Sir ELTON JOHN esteve entre nós!!!

Na tarde do dia 05, eu e a filha trocamos conversas:
- É o helicóptero dele!
- Deve ser para o ensaio!
De nossas janelas avistamos o helicóptero descendo e, dali um pouco, o som veio forte. Reconhecemos a voz. Parecia incrível que um ícone mundial, um artista que Cresceu comigo, esteve por algumas horas respirando os ares do Rio Grande do Sul, um reduto que tantos consideram "tão, tão distante"!!! à noite, lá estava ele, com seu smoking azul marinho, todo bordado nas costas e ombros, simpatia pura.


Melodias e letras lindas, que fizeram a existência, Elton John é o cara! - Foto Juarez Rodolpho dos Santos

A filha Dizy dançou e cantou junto! Ela nasceu e cresceu ouvindo as canções que eu sempre tocava em casa. "Essa vem do útero!", exclamou em dado momento. Verdade! 
Eu dancei o tempo todo! Ora de olhos fechados, ora de olhos abertos, embalando sonhos e lembranças boas, guardando tudo o que estava vivendo em um quartinho lindo do coração. Feliz, pois já nem me permitia soltar-me assim em público. Resguardada por eles (filha e genro), fiquei tranquila e aproveitei AO MÁXIMO estes instantes de êxtase. Duas horas e vinte minutos de muita felicidade. Muitos, muitos aplausos!


O que há de mais bacana do que receber e dar felicidade? - Foto Juarez Rodolpho

"Estar aqui e receber esta calorosa recepção, este carinho, faz tudo valer a pena!", exclamou em sorrisos a Alma do Artista! Nós, também, John, agradecemos e, plenos, sorrimos muito. De felicidade!


Estrelas no painel, estrela ao piano, estrela tirando a foto! Foto Dizy Star Ayala

Muito Grata, ELTON JOHN, pela sensibilidade! Podia estar lá, entre suas almofadas e confortos e prefere andar de voo em voo, Argentina, Brasil, Paraguai. Igual cometa, deixa seu breve rastro luminoso. Um artista precisa estar perto de seus fãs. Os fãs precisam estar perto de seus preferidos. Saudades.

Eu sou a Geração Camisetas, dançar pulado, vibrar muito. FOI MUITO BOM! 
Lisete, comprei uma camiseta pra ti também!


Riso e Choro, combinação perfeita quando a Felicidade mostra a cara! Amei! Foto Juarez Rodolpho 

Gracias, Gracias, Gracias, Filha Dizy e Genro Juarez por me proporcionarem momentos assim lindos!


Que Deus abençoe vocês e seus lindos filhos, sempre!

Engraçado, os dias ainda estão impregnados da voz sonora, límpida e forte!
M-A-R-A-V-I-L-H-A!!! 

VIDEO: http://www.facebook.com/photo.php?v=427009920718680&set=vb.100002290265614&type=2&theater

Elton John, Simpatia e Arte - Dia 08 em Brasília, dia 09 em Belo Horizonte, dia 10 em Recife - Foto Dizy Ayala



Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente

Escritora, Ambientalista de coração,
Coordenadora de Grupos,
Pós-Graduação em RH pela FGV,
International Speaker pelo IFTDO-VA-USA
compromissoconsciente@gmail.com.br 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Avalie o SEU GRAU DE FELICIDADE NO TRABALHO

Felicidade no trabalho - Infelizmente, muitos tem a tendência a se acomodar em situações "oferecidas". Primeiro, quando uma coisa  desagrada, vem o incômodo. Depois, a acomodação.





Avalie o SEU GRAU DE FELICIDADE NO TRABALHO

Por Marise Jalowitzki
16.dezembro.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/12/2013-avalie-o-seu-grau-de-felicidade-no.html

Como tenho escutado pessoas reclamando de seus empregos!!!

"Temos empregos que odiamos para comprar merdas que não precisamos!" Embora esta frase de Tyler Durden possa parecer um tanto agressiva, ainda mais nesta época, pense você também o quanto de verdade ela pode conter e avalie o SEU GRAU DE FELICIDADE NO TRABALHO e dos que estão próximos a você. Faça um balanço dos prós e contras, quantifique ganhos e perdas e abra sua mente para novas perspectivas. Se você está insatisfeito com seu trabalho, com seu dia a dia e não faz nada além de reclamar, está mal! Ou melhore as coisas dentro de você e tente aguentar o mais possível (estabeleça um tempo para isso), ou tente ver um outro ramo de atividade onde possa se sentir mais realizado.

Se sequer você se dá a chance de imaginar, nunca vai mudar nada!

Já está bastante difícil ser feliz em um mundo pleno de agrotóxicos; de produtos transgênicos que não foram avaliados devidamente no que diz respeito aos efeitos colaterais; ar envenenado por pesticidas e toda sorte de descargas tóxicas; lixo indevidamente descartado, irresponsavelmente. 

Se você tiver sua base emocional bem estruturada, uma família, ou, pelo menos, algum afeto onde expressar o seu melhor e mais verdadeiro, pratique o mais e o melhor possível. Para tanto, tem de estar o menos estressado possível. Um bom ambiente de trabalho é essencial para que tal aconteça!



 COMO oferecer felicidade no trabalho com um modelo que visa apenas o lucro imediato e crescente?



Suicídios no Trabalho

Aqui no Brasil não temos estatísticas divulgadas sobre o número de suicídios no ambiente de trabalho, mas sabemos que eles acontecem. E os motivos, ou não são explorados, ou são convenientemente taxados de "problemas em família". Em minha vida profissional como consultora organizacional, deparei-me mais de uma vez com estas situações singulares, em que, sem maior (aparente) aviso, algum colega do grupo se tirava a vida. Em uma dessas situações, fui chamada para realizar um encontro vivencial, os colegas todos sob o forte impacto, a gerência conhecida como problemática (ficou de fora do encontro, só foi convidada ao final; foi recebida com silêncio do início ao fim). A assistente social (pasmem!) veio vestida de luto, tipo "carpideira-sexy", com meia de nylon preta e todos os demais acessórios que  compõem o traje típico, como se viúva fosse... 

Naquela situação, o grau de infelicidade no ambiente de trabalho era incrível. Pessoas com 10, 20, 25 anos de empresa, sentindo-se à margem de qualquer perspectiva de felicidade no dia a dia, face as condições e tratamento que enxergavam em sua área de trabalho. Incrível, também, o desconhecimento (conveniente) que os detentores-mor do poder diziam ter sobre determinados fatos, desconhecimento que pareciam fazer questão de perpetuar. Além daquele encontro-velório, nenhuma mudança posterior aconteceu!!! Nem o diretor presidente foi notificado das circunstâncias denunciadas no evento!

Mundo hipócrita, na maioria das vezes, o mundo empresarial, embora todas as campanhas e propagandas tentem passar o contrário. COMO oferecer felicidade no trabalho com um modelo que visa apenas o lucro imediato e crescente? Onde fica o espaço para o humano quando as metas de produtividade e lucratividade precisam crescer no mínimo 10% a cada período, sem que se pense em aumento de efetivo ou melhoria das condições de trabalho? (... "melhor se for 100%!", dizem os empresários.)

Infelizmente, muitos tem a tendência a se acomodar em situações "oferecidas". Primeiro, quando uma coisa  desagrada, vem o incômodo. Com perspectivas estreitas, na maioria das vezes advém uma submissa acomodação, adquirindo coisas (consumo irrefreado) e arrumando algum "hobby" (geralmente um sofá, uma cerveja e um jogo de futebol na tv). Vida difícil, alienada e vazia. Afinal, mudar exige "tanto esforço"!

Aqui no Brasil não temos estatísticas divulgadas sobre o número de suicídios no ambiente de trabalho, mas sabemos que acontecem.


É possível dar uma guinada?

Conheço algumas pessoas que deram uma guinada geral em suas vidas; abandonaram emprego "seguro", muitos com carreira conquistada e foram viver de um modo bem mais simples. Há poucos dias ainda participei de um encontro de um engenheiro-hoje-artesão que faz trabalhos lindos com papel de revistas. Seus parentes não o "entendem"; o máximo que os mais compreensivos conseguem expressar é: "tu pareces feliz assim, né?" 

Uma das premissas para romper com laços que aprisionam é refletir e decidir:
- quais as implicações para os outros de minhas decisões?
- quantas pessoas dependem, efetivamente, de meus resultados atuais e o que posso fazer para libertar (a elas e a mim) dessa dependência (que pode ser financeira, mas, também, emocional)
- até quando penso que vou poder aguentar tudo isso?

Um outro amigo, aos 38 anos, condição humilde, tinha já família constituída e seis (!) filhos. COMO abandonar tudo? Só se fosse para levá-los consigo em uma situação diferente. Entretanto, 4 deles já estavam na adolescência e não queriam mudar para o interior. Já haviam fixado raízes no urbano. O jeito foi ELE arranjar uma outra atividade (além do trabalho convencional) que o mantive-se ligado em uma vida mais realizada. Tinha talento para a escrita e dedicou-se à prosa (contos). Editou, conquistou algumas premiações.

Faça você também algo de MELHOR PARA VOCÊ MESMO! E por favor, não desista!
Pergunte-se:
- Como estou vivendo meus dias? Deixo-me absorver por tudo o que faço, sem pensar em mim?
- Que sensação eu tenho ao final de cada Dia? Da Semana? Mês? Ano?
- Minha vida pode ser considerada satisfatória? (E não se trata de avaliar, aqui, o nível de riqueza financeira, e sim, o grau de alegria, harmonia, paz, vontade de estar presente)
- Como estou escrevendo a minha história de vida neste planeta?
- Sou alguém em que outro(s) pode(m) se espelhar?
- O jeito como vivo e encaro a vida pode servir de modelo para alguém?



FELIZ 2013!!!

Mais sobre o tema, neste blog:

Grau de insatisfação e infelicidade no trabalho está
ligado ao número de suicídios




TRABALHO, SUICÍDIO E FELICIDADE


Natal e suicídios - Você sabia que o
 maior número ocorre nesta data?



NATAL E SUICÍDIOS
Link: http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/natal-e-suicidios-voce-sabia-que-o.html







Rio Grande do Sul - maior índice
de suicídios

Rio Grande do Sul lidera índice nacional de suicídios - AJUDE A PROMOVER A VIDA!

Por Marise Jalowitzki




Leia mais em:



Medicamentos usados para tratar
Deficit de Atenção - TDAH -
podem acarretar depressão
e ideias suicidas 


TDAH - Remédio pode desenvolver ideia suicida como efeito colateral

Link: 
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2012/02/tdah-remedio-pode-desenvolver-ideia.html  






Zuckerberg, o criador do Facebook crê
poder ajudar os candidatos a suicidas
a partir de agora - Telegraph

Facebook inaugura serviço para prevenir suicídio - Índice é maior em época de Natal





Direito à Vida


Suicídio - O que leva uma pessoa a desistir

Link: 
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2012/01/suicidio-o-que-leva-uma-pessoa-desistir.html










Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


Escritora, Educadora, Ambientalista de oração,
Coordenadora de Dinâmica de Grupo,
Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV,
International Speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil 







domingo, 11 de novembro de 2012

Minha quase morte


O Amor sempre transforma, dá Força e Fé!


Minha quase morte

Por Marise Jalowitzki
11.novembro.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/11/minha-quase-morte.html


- Vovó?

A pequena voz me chama e eu olho para o lado direito. Estou com um pé na escada de 3 degraus e, antes de entrar, vislumbro a voz criança que pronuncia o meu “nome” de carinho. Ele está sentado sozinho em um banquinho de madeira, baixinho, próprio para as crianças. Ainda estuda em um ‘prézinho’, como chamavam anteriormente as escolas maternais. Um grande círculo de crianças, mais outro, e outro mais, todos assistem a tv, colocada em algum lugar, à espera que os pais os venham buscar, ao término do período.

Eu sorrio para ele, aceno, sorrio e sigo subindo os dois degraus restantes.

Entro em uma grande estação de metrô e, logo mais, estou atravessando uma avenida. Não percebo que um ônibus T7 se aproxima. Quando o vejo, ele já está muito perto, perto demais para que eu consiga sair para o lado. “-Oh, Meu Deus! Vai ser agora!”, penso. Em um átimo, me atiro ao chão; em menos de um segundo, percebo que as rodas se aproximam e que meu braço direito será decepado. Puxo o braço mais para perto do corpo e percebo que o ônibus parou. As rodas traseiras estão a alguns centímetros de meu corpo e, ainda que o ônibus não parasse, caso ele continuasse assim retinho, eu ficaria ilesa! Mas o ônibus para. Eu ali no meio dele, ali deitada, tendo por infinito a parte debaixo do ônibus, uma grande “lata” meio marrom escura. Ouço a voz das pessoas, assustadas, que tentam ver o que sobrou de mim depois do acidente. Vão se surpreender. Eu estou viva! Enquanto eles providenciam as ações práticas, eu saio, volto alguns passos e ouço novamente:

- Vovó?

Olho para o lado e o pequeno neto, o amado netinho, em seus assustados 2, 3 anos, ainda está sentado no banquinho redondo, sem abas, esperando o término de sua jornada, quando os pais o virão buscar. Todos os demais também ainda esperam. Chego até perto dele, abaixo-me até sua altura, olho ao redor. Sempre ciosa do cumprimento das regras, de não deixar furo para que os outros reclamem, eu não o abraço. Somente pego em sua mãozinha e peço que procure a “tia” para ver se ela deixa eu ficar ali com ele. Ele sorri seu sorriso largo, encantador e sai correndo.

Amor, Alimento para a Alma e Saúde para o Corpo

Acordo de todo este episódio sem susto, quase sem fôlego, neste início de domingo sem sol, com um ventinho brando e fresquinho, depois desses dias tão quentes e abafados.  A manhã se espalha calma, serena, bela e pacífica, entre os verdes alimentados que reguei na noite anterior e que vejo do quarto-perto-do-terraço onde dormimos. Olho para o lado e, na cama próxima, meu neto, agora com 16 anos, dorme. Não espero mais. Vou até ele e dou-lhe um abraço leve, para não acordá-lo. Um abraço imenso, com todo o carinho e gratidão do mundo. Ele se mexe um pouquinho, sem acordar. Barba feita, alguns sinais de minúsculos cortes nas faces já mais amadurecidas, tão plenas de sonhos e esperança! Dou-lhe um beijo suave em uma das faces.

Nunca mais quero esperar para dar um abraço. Nunca mais quero ter de receber “autorização”, para ver se é “permitido”. Posso até querer a permissão para ficar, mas, o abraço, esse quero dar antes, antes de tudo, antes mesmo de pensar se ainda existo ou não.

Ontem, sábado, 23h30min, ele telefonou para ver se podia dormir em minha casa. Claro que sim! Eu o amo. Amo  toda a minha família. São sempre bem vindos.  São sempre queridos. Convivemos amiúde, e, estranho isso do amor: quanto mais convivemos, mais amor cresce!

Claro que sei que muito do “sonho” foi uma transmissão de meu subconsciente, aquele medinho alojado lá no fundo, mesmo que a mente ensine o tempo todo que, quando o tempo de cada um chegar, será o tempo chegado. Não adianta espernear. Ensino-me sempre isso. Todos os dias, para entender a partida dos outros. Para entender o ciclo da vida. Para entender mais as pessoas e a mim.

Terça-feira retomo um exame interno meio complicado, que vai referenciar a necessidade – ou não – de uma nova cirurgia. Espero que não. Quero que a saúde de meu corpo vença. Adoro a vida bem mais simples do que aquela que levam os que sofrem muito. Quem não quer o Riso? A Paz? A Alegria? O Entendimento? O Respeito? A Harmonia? Seja o percentual que for, quero fazer a minha parte para que o melhor seja alcançado, e realizado, sempre!

Amo a Vida, amo os Amores que Deus colocou em meu caminho!

Deixo a todos um convite para que Abracem seus Afetos, Sempre! 


Agora, que já escrevi, vou voltar a dormir.A manhã continua bem fresquinha e ainda nem acordou direito. Nem eu.
À tarde a filha chega e vamos ter uma tarde alegre, com direito a um velho carteado e tudo. Sorvete vegano caseiro, suco gelado orgânico, frutas fresquinhas, bolo de chocolate vegano, nuggets de legumes.

Gratidão, Vida, Deus, por esses Dias Tão Serenos!


Abrace os seus. Quem ama não espera! Quem ama, demonstra!









terça-feira, 12 de junho de 2012

Dona Deolinda-dos-dentes-com-tártaro, adoção e o abuso infantil


Menina de sorriso triste - Adoção e Abuso Infantil


Dona Deolinda-dos-dentes-com-tártaro adoção e o abuso infantil

Por Marise Jalowitzki
12.junho.2012

A penumbra da quase-manhã se anuncia quando acordo, ainda vislumbrando a imagem de uma menina sentada ao lado de uma mulher velha, que tenta sorrir. Não sei bem de quem se trata, mas parecem conhecidas. É num terceiro andar de edifício que passa por reformas, desabitado.
Dirijo-me à menina, com seus oito anos, talvez sete, meias vermelhas listradas de branco, vestidinho fino para esta estação fria, casaquinho, toca e tudo o mais. Pego-a por um dos tornozelos e, balançando carinhosamente, digo:

- Levanta! Vem cá, vamos fazer um lanche!

Ela sorri um meio-sorriso, entre alegre, encabulada e temerosa. Olha em direção à velha senhora que, continuando o esforço de mostrar-se amigável, diz:
- Vamos, vamos!

“Já aqui”, procuro lembrar de onde as conheço e que lembrança é essa e o que quer transmitir.
Puxa, mas era a Dona Deolinda-dos-dentes-com-tártaro”!!! E a menina, de quem nunca soube o nome, que a acompanhava!

Tinha eu meus 12, 13 anos, quando morávamos na rua Marques do Herval, em Santo Ângelo, uma casa antiga, enorme, estilo português colonial. A situação financeira escassa, a mãe subalugava uma casa menor, nos fundos do pátio. E, naquela ocasião, como estava ocupada pelo pessoal do circo, acabou alugando também uma pecinha nos fundos de nossa casa para uma mulher com uma menina que havia aparecido por lá.
De onde vieram e para onde foram, nunca soube. Foi uma passagem, breve e longa o suficiente para marcar presença.

A mulher, uma descendente de portugueses, árida, magra, envolta em saias e mantos que lhe davam um ar ainda mais nebuloso, beges e pretos. Não sorria nunca, falava asperamente e dirigia-se à menina sempre de modo grosseiro. Horrível aquela cena. A pequena, sempre assustada e submissa, nunca ergueu os olhos em nossa direção, nem brincou com meus irmãos menores em nenhuma ocasião. Apenas obedecia às ordens de “me traz a bacia”, “derrama a água”, “guarda a sacola”, “me traz um copo d’água” e ouvia “vai de uma vez!”, “quantas vezes já te falei!”, “quer ganhar mais bordoadas?”...

Não que nossa mãe também não fosse do estilo severo e também não batesse na gente, mas não era sempre, não era todo o dia, como ali.

Como não tínhamos como nos aproximar da pequena menina, pela absoluta falta de acesso que a idosa nos proporcionava, achamos por bem armar uma “vingança”! Demos um apelido: Dona Deolinda-dos-dentes-com-tártaro! Isso! Ríamos sorrateiramente e nos divertíamos, por vezes apenas balbuciando o codinome. Ela tinha mesmo muito tártaro na boca enrugada. Diferente de envelhecer é envelhecer ranzinza. As rugas adquirem um ar de maldade, a voz tem uma entonação daninha, faz mal a quem ouve. E aquela cor horrorosa nos dentes, um amarelo-laranja de quem não se escovava nunca, “combinava” com o odor da falta de banho periódico.

A garotinha, adotada, servia de pajem, de serviçal. A tristeza da abstenção da alegria em seu corpo inteiro foi esquecida por muitos anos. Até esta quase-manhã, quando recebi a visita em sonho.

O que significaria? Que a mulher 'agora' conseguia rir um pouco mais e estava tratando melhor a menina? Que elas 'agora' já não tinham  o mesmo compromisso de permanecer juntas e vinham anunciar sua nova caminhada? Ou era para eu escrever sobre isso? Como para as duas primeiras questões não tenho resposta, apostei naquela que  posso tornar concreta: comentar e compartilhar.

Pais, antes de jogar a toalha e passar um filho adiante, seja através de uma adoção oficial, seja pelas clandestinas (que ainda são inúmeras) pensem melhor e não entreguem seus filhos! Muitas vezes, acreditando dar 'um futuro melhor', os pais roubam a coisa mais preciosa, que é o respeito, o carinho, o senso de pertencimento! A criança, em uma decisão assim, não tem voz, a criança é um instrumento nas mãos dos adultos. A criança é apenas uma consequência das decisões dos adultos,  tem de arcar, infelizmente, com tudo de errado que os adultos possam realizar. A falta de sorrisos, de afagos, de carinho, de bons tratos, de compreensão, de folguedos, de amiguinhos, tudo irá determinar a maneira como aquele serzinho irá ver o mundo e se comportar nele. Maus tratos também são considerados abuso infantil. Abusam de sua fragilidade. Abusam de sua incapacidade de tomar suas próprias decisões. Aviltam sua visão de felicidade no mundo.

Nesse momento envio um abraço mundial a todas as crianças que precisam de um carinho e de um afago. Envio, também, um apelo aos adultos, para que consigam ser mais generosos consigo e com aqueles por quem são responsáveis. Por um  mundo melhor e mais compreensivo!

E, pra menininha deste relato, que hoje deve ter seus 50 anos, um soprinho de felicidade!

Soprinho de felicidade


(E, ao final, se alguém quiser aproveitar esse episódio para disseminar questões de higiene, fique à vontade. No sonho, Dona Deolinda-dos-dentes-com-tártaro apareceu com os dentes brancos, escovados e limpos. Era só Dona Deolinda!!)

Querendo, leia também:
http://ning.it/mTNKZj

CRIATIVIDADE - O CÉREBRO, O LÚDICO E A COMPETÊNCIA EMOCIONAL


E mais:


Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


Escritora, Educadora, Ambientalista,
Coordenadora de Dinâmica de Grupo,
Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV,
International Speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil 

terça-feira, 8 de junho de 2010

TRABALHO, SUICÍDIO E FELICIDADE

Grau de insatisfação e infelicidade no trabalho está ligado ao número de suicídios




TRABALHO, SUICÍDIO E FELICIDADE



Mais uma vez estamos sendo bombardeados com as notícias dos altos índices de suicídio que continuam acontecendo nas empresas japonesas. Sim, mais uma vez, pois há pelo menos 17 anos lembro de já estar levando reportagens para ler aos grupos de desenvolvimento gerencial da época, dando conta dos suicídios cometidos pelos trabalhadores, especialmente os jovens, que não enxergavam futuro algum que valesse a pena.

Até quando modelos mecanicistas, ilógicos e anti naturais continuarão a ditar o ritmo da existência humana?

É inacreditável que, apesar de todos os sinais que o planeta está enviando, de todas as catástrofes, fenômenos sísmicos, doenças e abalos emocionais e psíquicos, decorrentes de modelos errados, os macro sistemas continuem com seus velhos padrões de funcionalidade!

Quantos jovens pelo mundão afora ainda terão de se suicidar para que a classe empresarial e os legisladores comecem a repensar as leis e dogmas sociais aos quais obrigam o cidadão comum a passar toda a sua vida?

O que faz uma pessoa cometer suicídio? Alguns itens passam por:
- Um desalento imenso em relação às práticas do dia a dia
- A total descrença no sistema em que está inserido
- A ausência de perspectiva de uma mudança mais alvissareira
- Desânimo e desprazer em continuar a viver do jeito que vem vivendo
- Uma sensação de incompreensão, solidão e abandono existencial.

Dentro do contexto organizacional, quais as providências que os empresários estão tomando para conter a onda de suicídios nas instituições? Inacreditavelmente, na realidade japonesa, as providências adotadas foram:

1) GRADEAR AS ABERTURAS, AS JANELAS dos andares superiores, para impedir que os mais desesperados se joguem!!!

2) REFORÇAR com estofamentos o chão ao redor das construções para que diminuam o impacto quando um corpo se arremessar ao solo!!!

3) AUMENTAR O SALÁRIO em até 100%, SEM REVER horários, condições ambientais e modo de tratamento dos superiores hierárquicos!!!

!!!Tudo inútil!!! Tudo desfocado! Por vezes o mundo "civilizado" dá mostras de total insanidade!

Ser humano precisa de acolhimento, precisa se sentir pertencente a um grupo, é nosso instinto gregário reconhecer a inclusão, receber elogio, ser reconhecido positivamente por aquilo que produz!

Quando as metas são por demais escravizantes, quando os índices a serem alcançados são desmedidos, não será um aumento de salário que irá possibilitar atingi-las! É muita pressão! Tudo aquilo que é demasiado, é gerador de desespero e saídas irrefletidas!!!

Quais os fatores a considerar quando se estabelecem metas?
- Que elas sejam MENSURÁVEIS - portanto, possíveis de serem medidas, sentidas, observadas, avaliadas.
- Que elas sejam TANGÍVEIS - isto é, que sejam baseadas na concretude, na realidade. Quem toma conhecimento delas precisa sentir que elas (as metas) estejam conectadas com o REAL.
- Que elas sejam POSSÍVEIS - o trabalhador precisa saber-se APTO, em termos de habilidades e conhecimentos, para realizá-las dentro de um determinado tempo.

Esta realidade que se escancara está a exigir revisões internacionais! Olhar de fora para tentar sensibilizar. Fazer a nossa parte, também individualmente. Revisão dos índices de consumo, que estão mundialmente encharcados da filosofia do descarte. É mais do que sabido que aumentar o consumo não é fator de aumento de felicidade!

E o olhar, também, para o umbigo de cada um. Sim, pois apesar de não estarmos, felizmente, inseridos naquela realidade, neste alarmante índice, não podemos negar que, também aqui as coisas se encaminham para elevados níveis de stress. Qualquer empresa que tenha um sistema de medição emocional de seus empregados, que seja pura e simplesmente o acompanhamento do número de atestados por mês (com códigos específicos), vai facilmente verificar que 25%, em média, dos trabalhadores, apresenta nível significativo de esgotamento emocional.

Recentemente estava ao telefone com uma gestora de SP, tratando de um evento de desenvolvimento humano e o dia marcado foi o 1º de Maio (Dia do Trabalhador). Falei a ela que seria interessante uma vivência inicial de acolhimento, como uma forma de compensar o feriado que eles não estariam usufruindo e ela, até um pouco surpresa, declarou que "a realidade aqui nem nos deixa lembrar de feriados!"...

Os parâmetros para o nosso jeito de viver precisam modificar-se, urgentemente! O índice de FIB (Felicidade Interna Bruta) tem de estar no topo das preocupações dos empresários e da sociedade como um todo.

FELICIDADE é fonte de saúde! Felicidade brota ao nosso lado, com as pessoas que amamos, brota em conversas simples, em brincadeiras diárias. Felicidade está dentro de nós, só que, para percebê-la, temos de dedicar-lhe espaço para que se manifeste!

Abraços a todos!
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Marise Jalowitzki
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Escritora, Educadora, Ambientalista,
Coordenadora de Dinâmica de Grupo,
Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV,
International Speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil