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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Belo Monte - Advogado Marcos Alves Pintar opina sobre Comunicado de OEA


Comissão Interamericana de Direitos Humanos - OEA e Itamaraty reabrem discussão sobre Belo Monte

Belo Monte - Advogado opina sobre Comunicado de OEA




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http://www.conjur.com.br/2011-abr-05/oea-brasil-suspenda-obras-belo-monte-proteger-indigenas



Comentário nº 3

5/04/2011 14:18
Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária) Disputa




Haverá uma disputa muito interessante agora. Sabemos que ninguém no Governo está interessado em energia elétrica ou índios, mas sim nos bilhões de reais que serão liberados para a monumental obra, e nos desvios que certamente existirão. Assim, o lobby das empresas e funcionários do Governo vão fazer (e estão fazendo) tudo o que podem e o que não podem para fazer a coisa andar, surgindo agora Comissão Interamericana de Direitos Humanos no meio do caminho. A disputa assim promete.



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OEA - Parlamentares chamam de "Absurdo" e "Infeliz" o comunicado sobre Belo Monte

Comunicado da OEA causa indignação em muitos - Belo Monte urgente!

OEA - Parlamentares chamam de "Absurdo" e "Infeliz" o comunicado sobre Belo Monte

Por Marise Jalowitzki
06.abril.2011
http://t.co/AE5DIy3

Quando a OEA comunicou ao Brasil que suspendesse as obras de Belo Monte, por falta de cumprimento das condicionantes, uma jornalista interpelou dois parlamentares, de partidos pseudo-opostos.

Os entrevistados foram Flexa Ribeiro, do PSDB e Jorge Viana, do PT. Ambos estavam solidários na indignação frente ao que chamaram de "ingerência externa" por parte da OEA. Ribeiro classificou de "Absurdo!" e Viana de "Infeliz!". Muita indignação, também por parte dos comunicadores globais, que não esconderam o que pensavam. Acho isso tão estranho!

Por parte dos comunicadores: em temas que são verdadeiras calamidades, mantem a sua cara-de-paisagem e não denotam nenhuma emoção. Então, tomar partido tem a ver com assuntos que indignam o governo?

Por parte dos parlamentares: porque cumprir as condicionantes causa tanta indignação?

Por dezenas e dezenas de vezes os indígenas e as associações que os representam tentaram ser ouvidos, para ampliar as negociações. Mesmo as promessas dadas ao Movimento Xingu Vivo para Sempre, de que participariam das tratativas, foram sequer cumpridas. Um dia depois de uma promessa pessoal desse teor, foi assinada a liberação parcial para Belo Monte, sem o conhecimento de nenhum dos órgãos representativos dos povos indígenas. Se as organizações não fossem pedir socorro externo, quem, aqui dentro, os ouviria?

A OEA acusa o Brasil de violação dos direitos humanos.
Pelo menos, agora, alguns senadores estão se mobilizando para ouvir os índios. E serão realizadas reuniões públicas. Tomara que não acabe só em turismo.

(Viana era esperança de Marina Silva para que levasse adiante as idéias de preservação e sustentabilidade. Ambos são do Acre.)
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Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


Escritora, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil





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terça-feira, 5 de abril de 2011

Brasil diz que exigências da OEA sobre Belo Monte são precipitadas e injustificáveis


Brasil se diz perplexo com a decisão da OEA de parar Belo Monte
 http://t.co/rvZN8wc

Brasil diz que exigências da OEA sobre
licenciamento de Belo Monte são precipitadas e injustificáveis

Brasília - O Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, respondeu hoje (5), por meio de nota oficial, à solicitação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) que pede a suspensão do processo de licenciamento da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Rio Xingu (PA). O governo disse ter recebido com "perplexidade" a recomendação e considerar as orientações "precipitadas e injustificáveis".

"O governo brasileiro considera as solicitações da CIDH precipitadas e injustificáveis", diz a nota. "O governo brasileiro tomou conhecimento, com perplexidade, das medidas que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) solicita que sejam adotadas", acrescenta.

Em cinco parágrafos, o Itamaraty conta o histórico de Belo Monte, lembrando que o processo de licitação foi autorizado pelo Congresso Nacional, em 2005, com base em estudos técnicos de ordem econômica e ambiental. Também ressalta que houve consulta a órgãos, como a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

"O governo brasileiro está ciente dos desafios socioambientais que projetos como o da Usina Hidrelétrica Belo Monte podem acarretar. Por esta razão, estão sendo observadas, com rigor absoluto, as normas cabíveis para que a construção leve em conta todos os aspectos sociais e ambientais envolvidos. O governo brasileiro tem atuado de forma efetiva e diligente para responder às demandas existentes", finaliza a nota.

Ao cobrar a suspensão do processo de licenciamento de Belo Monte, a OEA deu um prazo de 15 dias para o governo brasileiro adotar uma série de medidas em defesa da proteção dos povos indígenas da Bacia do Rio Xingu.

No documento, a OEA recomenda que nenhuma obra seja feita na região até o cumprimento de algumas medidas como a realização de consulta com as comunidades indígenas afetadas, a disponibilização dos estudos de impacto ambiental e a adoção de medidas para proteção da integridade pessoal dos povos indígenas, além de programas de prevenção à disseminação de epidemias e doenças.

A decisão da CIDH é uma resposta à denúncia encaminhada, em novembro de 2010, por entidades como Movimento Xingu Vivo Para Sempre, Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Prelazia do Xingu, Conselho Indígena Missionário (Cimi), Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), Justiça Global e Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente (Aida).

De acordo com a denúncia, as comunidades indígenas e ribeirinhas da região não foram consultadas de forma apropriada sobre o projeto.

Belo Monte será a maior hidrelétrica totalmente brasileira (levando em conta que a Usina de Itaipu é binacional) e a terceira maior do mundo. A usina terá capacidade instalada de 11,2 mil megawatts de potência e reservatório com área de 516 quilômetros quadrados.

Até o momento, o empreendimento tem apenas uma licença parcial do Ibama para iniciar o canteiro de obras.
Autor: AGÊNCIA BRASIL
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