quinta-feira, 7 de maio de 2015

Ritalina e a indução à psicose





Excerto de Entrevista a Robert Whitaker, autor do impressionante livro MAD IN AMERICA 


Por Marise Jalowitzki
publicado neste blog em 07.maio.2015
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/05/ritalina-e-inducao-psicose.html

Quero ver se consigo este livro do Whitaker, pois "a história se torna até mais assustadora quando nós olhamos para as táticas agressivas com que estas poderosas companhias farmacêuticas costumavam silenciar seus críticos proeminentes, difamando-os na imprensa, e usando seu dinheiro e poder para dispensar cientistas amplamente respeitados e eminentes pesquisadores médicos se ousassem assinalar os perigos e os riscos de suicídio e morte prematura causados por tais drogas."

Hoje mantive contato com algumas mães (amizades de longa data em minhas relações) e, com perplexidade e tristeza, soube que continuam dopando seus filhotes. O que mais me aterroriza, mesmo, é constatar o número de mães que parecem subestimar estes dados e informações, preferindo seguir videos de associações que são financiadas pela fabricante desses psicotrópicos que, lógico, só utilizam depoimentos a seu favor!!

Depois, quando os problemas recrudescem (como tantos casos por aí!), tudo que vai acontecer é induzir a mais e mais remedios! Algumas mães choram quando os filhos passam pela contenção em reuniões do caps... "ele não era assim, no início..." mas, parecem hipnotizadas e continuam medicando! A-b-s-u-r-d-o o que algumas mães relatam! Crianças de 7 - 8 anos tomando 4, 5 psicotrópicos! Já nem sabem mais o que estão "tratando"!

Segue o excerto da entrevista de Whitaker:

"- Existe um número surpreendente de crianças recebendo Ritalina® para tratar hiperatividade. Mas qual menino de 10 anos de idade, confinado em um banco escolar, não é hiperativo? Você descreve que o efeito da Ritalina® no sistema da dopamina é bem parecido com a cocaína e as anfetaminas.

Whitaker: Ritalina® é metilfenidato. De fato o metilfenidato afeta o cérebro exatamente do mesmo modo que a cocaína. Eles dois bloqueiam uma molécula que é envolvida na re-captação da dopamina.

- Então ambos aumentam os níveis de dopamina no cérebro?

Whitaker: Exatamente. E eles fazem isto com um grau semelhante de potência. Então o metilfenidato é bem parecido com a cocaína.

Agora, uma diferença é se você está aspirando isto ou se está em uma pílula. Esse aspecto modifica o quão rápido é sua metabolização. Mas de qualquer forma, basicamente afeta o cérebro da mesma forma.

Veja, o metilfenidato foi usado em estudos de pesquisa para deliberadamente manipular a psicose em esquizofrênicos. Uma vez que eles descobriram que você podia tornar uma pessoa com uma propensão para psicose, dê a eles metilfenidato, e produza a psicose. As  anfetaminas, como o metilfenidato, podiam criar psicose nas pessoas que nunca tinham sido psicóticas anteriormente.

Então pense sobre isso. Nós estamos dando uma droga para crianças que reconhecidamente tem a possibilidade de ativar uma psicose. Agora, o estranho sobre o metilfenidato e as anfetaminas é o seguinte: em crianças, eles são reconhecidos de produzir um efeito paradoxal. O que a anfetamina faz nos adultos? Torna-os mais nervosos e hiperativos. Por alguma razão, para as crianças as anfetaminas as deixam realmente mais lentas e aquietam sua atividade; realmente as manterá em suas cadeiras e as tornam mais focadas.

Então você captura as crianças em escolas tediosas.

Os meninos não estão prestando atenção e eles são diagnosticados como TDAH e são colocados a ingerir uma droga que é conhecida em promover psicose.

O próximo passo, você já sabe, um número considerável delas não estarão funcionando bem quando elas tiverem uns 15, 16, ou 17 anos."


Para ler a entrevista na íntegra: http://www.umaoutravisao.com.br/secoes/Mental/drogaspsic.htm

E este é um site igualmente bastante interessante: http://ritalinsideeffects.net/ 


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:

Nenhum comentário:

Postar um comentário