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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Pai perde orelha ao ser confundido como gay


Manifestações em parada gay visam reconhecimento e aceitação - Pai perde orelha ao ser confundido como gay


Pai perde orelha ao ser confundido como gay



Por Marise Jalowitzki
20.julho.2011
http://t.co/wInKoIx

Uma vergonha o que aconteceu.
Um pai perder uma orelha por estar com seu filho e ser confundido com gays?


Pois foi o que aconteceu ontem! Aconteceu no Brasil, que já é o (triste) campeão em crimes contra gays, em todo o mundo.


Pai e filho estavam abraçados, foram atacados por uma gang, que os acusaram de gays. O pai respondeu que não, que eram pai e filho. Os delinquentes atacaram assim mesmo. Feriram os dois, o pai perdeu praticamente a orelha!!!


Repúdio total! Ato de barbárie!
Até onde vai levar a intolerância?!
A homofobia está em um patamar terrível. A Bahia lidera o ranking de assassinatos homofóbicos.
Isto é um atentado à democracia!
PRECISA DE PROVIDÊNCIAS!
O assunto não pode ficar entre discussões de parlamentares, algumas agressões, retira-se o "kit" e termina por aí!
O tema precisa ser debatido mais abertamente.


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Confundidos com casal gay, pai e filho são agredidos em São Paulo

O Brasil é o país com o maior número de crimes contra gays no mundo e muitos casos acabam em mortes. Em 2010 foram noticiadas 260 mortes.

Marcelo Ferri
Campinas



Foi um simples gesto de afeto entre pai e filho que motivou um espancamento. Os dois estavam andando abraçados por uma feira agropecuária no interior de São Paulo, quando foram parados por sete homens.


“Eles perguntaram se a gente era gay. Eu disse que não, que éramos pai e filho. Eles ficaram bravos e disseram ‘não, vocês são gays’”, conta o pai.


O grupo foi embora, mas logo voltou. Pai e filho foram abordados novamente, desta vez com chutes e socos. Um dos agressores arrancou com a boca a orelha do pai. O filho teve ferimentos leves. Os dois ainda estão traumatizados.

Para o psiquiatra Geraldo Balone o ataque mostra que só a intolerância justifica essa agressão. “Isso oferece um risco muito grande para o comportamento das pessoas em sociedade, porque pode ser interpretado como homossexual ou como pedófilo e ter uma punição desse tipo com tanta intolerância", diz.


Um casal gay que mora em Porto Alegre sofre com a agressão dos vizinhos. Eles já registraram seis ocorrências na polícia em um ano. “Eu estava de manhã em casa, ele invadiu meu pátio, só que achou que não tinha ninguém. Quando abri a janela, me deparei com ele dizendo que ia me matar. Aí atirou um tijolo em mim”, relata.
 
O Brasil é o país com o maior número de crimes contra gays no mundo e muitos casos acabam em mortes.


Uma pesquisa identificou que o estado com mais casos registrados é a Bahia, seguido por Alagoas e São Paulo.


Em 2007 foram 147 mortes. Em 2010 foram 260, de acordo com o levantamento do Grupo Gay da Bahia. Um aumento de mais 70% em três anos. Na semana passada, o estudante de psicologia Isac Matos, de 24 anos, foi encontrado morto no apartamento onde morava com o namorado na orla de Salvador.


Segundo o psiquiatra, a intolerância aos homossexuais é gerada pelo medo do diferente. Mas ele explica que o problema está mesmo na forma como as pessoas encaram manifestações de afeto. "Isso tira a espontaneidade do relacionamento humano, do carinho, da afeição, do amor, do afeto e pode  causar uma consequência séria no sentido dessa vigilância do comportamento alheio, das atitutes carinhosas em público. Isso pode trazer um constrangimento muito grande", afirma o psiquiatra.


A polícia ainda não encontrou os agressores.
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Leia também:


Homofobia


Mais uma parada Gay?








Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil



Mais uma Parada Gay?


Pai perde a orelha por estar abraçado com seu filho - Homofobia

Mais uma Parada Gay?

Por Marise Jalowitzki
19.julho.2011
http://t.co/7e48Wd8

"- Mais uma parada Gay?" - pergunta a transeunte à amiga. "Agora é todo dia isso! Vamos virar um país homosexual!"
"- É, mesmo!"
O assunto parece terminar ali. Não sei se por temer serem ouvidas, não sei se por esgotado o tema.

Por vezes, parece, realmente, que os manifestantes "estão apelando". Que tanto se mostrar, dançar, invadir as ruas, se pintar, escancarar? Bolsonaro criticava, um montão de gente ía se beijar na praça, no meio da rua. Tudo tão escandaloso!...

Pois é! Agora, como fazer para quebrar um preconceito? Como fazer para assegurar o direito a viver com liberdade? em plena democracia? não se prega que existe a livre manifestação?

O que você faria ao se deparar com dois homens de mãos dadas? Atualmente, até mesmo as meninas estão sendo alvo. Antigamente era "permitido" que as adolescentes andassem enlaçadas, agora já recebem pejoras.

Isso é evolução? Só do preconceito!


É hora de questionar qual a liberdade da manifestação afetiva em nossa sociedade



Mãe, eu sou gay?

Um menino vizinho, de oito anos, chegou em casa e perguntou à mãe:

"- Mãe, eu sou gay?"

A mãe, surpresa, perguntou:
"- Por que essa pergunta, filho?"
"- Porque lá no colégio dois caras disseram que eu sou gay. Como é ser gay?"

Saia justa, a mãe responde:

"- Filho, gay é uma opção sexual. É uma decisão que uma pessoa toma quando quer transar. Homem ou mulher. Uma coisa prá ti te preocupar mais tarde. Agora, tu és meu filho, um menino, estudante. Agora, é se preocupar em fazer os temas. Mais tarde, quando fores maior, vai ser hora de pensar nisso. Nenhum menino ou menina de oito anos tem cabeça formada para esse assunto! Tu és meu filho e um bom filho, entendeu? Eu te amo!"

A conversa aconteceu em clima ameno. Abraçados, o menino pareceu aliviado e satisfeito com a resposta.

A amiga veio me contar mais tarde, parecendo querer a minha opinião.
Dei-lhe os parabéns. Na minha visão de mundo, teria feito igual.

Tudo a seu tempo.
"Há um tempo debaixo dos céus para todas as coisas." 
Antecipar, na maioria das vezes, cria entendimentos artificiais.

Deixai as crianças ser crianças!


O "Kit-Gay"

Eu também não fui a favor do chamado "kit-gay", por achar, assim como a presidência da República, muito apelativo, forte, chocante, profundo, etc. para o público alvo do projeto: as crianças das séries iniciais.

Alguns tentaram declarar, depois, que era endereçado aos pais e não às crianças.

De qualquer maneira, foi uma tentativa. Serviu para chamar a atenção da sociedade como um todo para o tema.

Mas, infelizmente, proibição por proibição, ficou por isso. Até onde sei, nenhum novo projeto está sendo discutido, nem novas ações EDUCACIONAIS - e não meramente revanchistas -, estão sendo objetivadas pelos legisladores.


Parada Gay em Betim, mais um movimento pacífico


Assim, o que faz a população? Continua se manifestando do jeito que sabe e pode. Os que estão "a favor", em paradas, passeatas, usam faixas, cartazes, são pacíficos. São exagerados, algumas vezes. Mas pacíficos. Os que são "contra", agridem, batem, perseguem, ferem, matam.

Alguma diferença entre os dois grupos???? Toda a diferença! Enquanto o primeiro tenta demarcar território pela pacífica presença, o segundo continua manifestando sua opinião pela imposição e pelo medo.


Eu não sou nem "a favor", nem "contra"

Não faço apologias. Como ser "a favor" ou "contra" em relação a algo que sempre existiu? e que é uma opção que diz respeito só a um indivíduo? Optar com quem quer ter um relacionamento mais estreito,  com quem quer ter relações sexuais, diz respeito unicamente às duas partes envolvidas.

Acontecimentos ligados a relacionamentos que realmente me ferem, e para as quais efetivamente me mobilizo, são:
- Sexo por coerção (forçado), seja dentro ou fora do casamento. Estupro.
- Escravidão - prender alguém, manter em cárcere privado, como há pouco tomamos conhecimento na cidade de Viamão-RS.
- Acabar com a infância, detonar com a ingênua meninice, através de atitudes pedófilas, em qualquer nível.
- Assédio sexual, em qualquer nível.

Qualquer relacionamento, para receber o nome de relacionamento, precisa ser baseado em respeito, em cumplicidade, em amizade e compartilhamento.

Relações entre mesmo sexo SEMPRE existiram, apesar da revolta de milhares, da fobia de muitos, do acobertamento de quase todos. Aconteceu e acontece em todas as instituições políticas, religiosas, filantrópicas, etc. A diferença é que isso nunca foi assumido abertamente, honestamente.


Hipocrisia, infelizmente, ainda é a base de muitas relações humanas


Mata-se, morre-se e, enquanto espécie humana, acoberta-se. Hipocrisia! A História está plena de fatos e situações envolvendo homossexualismo.

Particularmente, prefiro exercitar o não-julgamento. "Não julgueis para não serdes julgados. Pois assim como julgardes ao próximo, também vos julgarão a vós!


Meu Amigo Gerente de Banco

Quando iniciei a faculdade, em meus longínquos 18 anos, tive um colega-amigo que era o então gerente do então Banco do Comércio da cidade. Ele era um homem casado, pai de três filhos, homem capaz e conceituado. Gay.

Ele chegou a declarar que gostaria, sim, de assumir sua condição homosexual, mas morria de medo e de vergonha. Por certo, perderia o emprego. Não teria coragem de enfrentar a esposa, a família dela e a dele. Sabia que perderia o amor dos filhos. Assim, entre uma angústia e outra, tivera dois "casinhos" como ele declarou, em toda a sua vida.


Traição hetero é tolerada em muitas situações


A esposa acreditou que foram traições com outras mulheres e o casamento se manteve "intacto". Isso, sim, na minha concepção, é falsidade. É viver uma vida de engodo. Mas, também disso o mundo está cheio. Adianta ser contra ou a favor? Jura-se manter fidelidade, a legislação fala em sociedade monogâmica, praticamente ninguém cumpre, mas as leis e os costumes são preservados, contanto que as contravenções não venham à tona.


Minha Experiência Pessoal

Sou hetero e, de meu primeiro casamento, tive uma filha, também hetero. Ela tinha APENAS ONZE ANOS quando, após a escola, passava em meu trabalho e voltávamos juntas para casa. De mãos dadas. Ou abraçadas. Não sei dizer quantas vezes ouvimos piadas, agressões, ofensas, palavrões. Homens dentro de seus carros, passavam e gritavam:

"- Querem um macho aí, no meio das duas?" e coisas piores.

Para não expor mais uma pequena alminha, em pleno crescimento, iniciando a vida, dando seus primeiros passos como menina-moça, optamos por não andar mais pelas calçadas de mãos dadas, nem abraçadas.

Fraqueza? Talvez. Faria novamente igual? Talvez. Movimentos individuais, isolados, muito dificilmente geram resultados válidos.

Por isso, quando assisto a mais uma parada gay, mesmo achando excessivas as cores e os trejeitos de alguns, entendo que é um movimento para obter reconhecimento e aceitação. Fazer barulho para chamar a atenção faz parte das estratégias de muitos grupos e temas.


Parada gay esbanja cores e tenta chamar a atenção para a erradicação da violência - Homofobia


Nenhuma agressão é justificável. Nenhum crime é justificável. Nenhuma perseguição é justificável.

Com muita tristeza e vergonha de ser brasileira assisto às agressões, violências e ataques a gays em nosso país. Gente! O direito de estar junto! Desculpem os que são contra, mas, quando vi aquele casal gay - dois homens - adotando 5 irmãos órfãos, me emocionei por demais!


Crianças orfãs, traficadas, violentadas, isso, sim, precisa de repúdio!

Em um país onde TANTAS crianças, especialmente as negrinhas, especialmente as maiorzinhas, são condenadas a viver nas ruas, ou em instituições públicas, amargando a solidão afetiva, sem nunca ter conhecido o que é o calor de um lar, o aconchego de uma família.

O desdém, o descaso, o desprezo, o abandono, isso, sim, são coisas trágicas com as quais temos de nos preocupar. Aqui, sim, temos de nos posicionar. São coisas contra as quais temos de agir. Efetivamente.


Agora, um pai perder uma orelha por estar com seu filho e ser confundido com gays?


Repúdio total! Ato de barbárie!
O tema precisa ser debatido mais abertamente.

Leia mais em:


Manifestações em parada gay
visam reconhecimento e aceitação -
Pai perde orelha ao ser confundido como gay



Pai perde orelha ao ser confundido como gay
LINK: http://t.co/wInKoIx





A sociedade humana precisa aprender a conviver respeitosamente com a diversidade


PRECISAMOS ACABAR COM AS AGRESSÕES!

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Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA
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