sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

TDAH - 10 dicas para lidar com a incompreensão social, incluindo familiares, em relação aos pequenos e seus pitis










Por Marise Jalowitzki
09.janeiro.2015
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/01/tdah-10-dicas-para-lidar-com.html

Com relação aos familiares que costumam não entender as crianças com TDAH, Asperger, Hiperatividade, Impulsividade, Agressividade e outros: quem já não passou pela incompreensão de parentes que acabam "culpando" os pais por "não saber educar"?



Conheça 10 dicas que podem ajudar no tratar a situação familiar e do entorno






1 - Primeiro, sim, a melhor estratégia é se afastar um pouco socialmente, até os próprios pais aprenderem a lidar melhor com todo o quadro.

Quando o casal está unido, sem acusações mútuas, fica mais fácil fortalecer-se para dizer aos parentes que são eles que precisam de mais  compreensão e entendimento.

E que criticar e discriminar, apontar e recriminar não vai ajudar em nada.











2 - Segundo, os pais precisam tomar posse de mais informações sobre o comportamento do(a) filho(a), suas características e condições de resposta. Varrer da mente e do coração que o filho "tá se fazendo!", que é "mau caráter!", que "está inventando!" ... Já chega o que ele sente dos outros, fora de casa! Quanto mais a criança perceber o rechaço e a desconfiança dos genitores, mais vai se ressentir e responder com cada vez mais agressividade.









3 - Conhecer diferentes pontos de vista, escutar as diferentes correntes de tratamento e, aí, usar a voz de seu coração para tomar a melhor decisão (medicar ou não medicar, com que tipo de medicina medicar, por quanto tempo, aplicar Reiki, meditação, Yoga, artes marciais ou, simplesmente, muitos passeios ao ar livre).










4 - Fortalecer-se para os ataques dos que pensam diferente, procurar não se ofender ou magoar com outras mães competitivas que só fazem rebaixar a mamãe com seu filhote com as características de tdah.

Nisso se inclui também a escola (algumas tem uma forte filosofia de medicalizar já na primeira!). A escola pode até sugerir a medicação, etc. mas não é ela a entidade apta para emitir diagnósticos, que dirá exigir que a criança tome tarja preta (embora isto esteja acontecendo com frequência, é indevido, é irresponsabilidade).







5 - Sempre que for possível, escolher um parente que demonstre mais entendimento e tentar fazer dele um aliado para ajudar no reconhecimento e entendimento dos demais membros da família. Para isso, é importante munir-se de artigos, reportagens, livros e videos, mostrar a esta pessoa, discutir e comentar, para que não seja interpretado como "achismo".





6 - Os pais precisam mudar sua maneira de ver o mundo, entendendo que críticas e julgamentos de terceiros não pagam as suas contas e que falar de fora da situação é sempre mais fácil do que ajudar! Quem apenas reprova os pais e, consequentemente, condena o filhote não colabora com nada. Só deixa a situação mais crítica. Criar um filho diferente é, isto sim, uma chance incrível de ver de jeito diferente costumes arraigados e crenças engessadas. Nem todo mundo nasceu para ser "advogado, médico ou engenheiro", crença que antigamente já incomodou muita e muita gente. Jeitos diferentes para profissões diferentes. Os mesmos psicotrópicos continuam sendo receitados para um número incrível de situações! Cada criança é única, com histórias únicas, todos os médicos sabem disso! Habilidades diferentes para produzir resultados diferentes. Não dá para colocar tudo na mesma "carta" e ritalinizar...



7 - Livrar-se dos preconceitos é libertador! Filhotes que correm nos restaurantes, que andam embaixo das mesas, que não param quietos, não devem ser motivo de vergonha. Até os pitis que tiram todos do sério devem ser encarados com firmeza.

Se for preciso, saia do ambiente público com a criança nos braços na "hora do show", abraçando-a (até mesmo p impedir que você se machuque), mas não grite, nem fale alto, na tentativa de mostrar aos outros que exerce autoridade sobre o filho.

Quem critica é ignorante do que verdadeiramente se passa na cabecinha do pequeno. Não permita que "todo mundo" venha dar seu "pitaco". Só quem pode emitir um diagnóstico preciso são os especialistas envolvidos no processo, e quem emite o parecer "oficial" é o profissional da saúde (neuropediatra, preferencialmente, no caso dos pequenos).





8 - Reiki, terapia cognitivo-comportamental, coach são estratégias importantes que vão mostrando à criança como é melhor ser mais pacífico. Os pais precisam apostar, mesmo que demore um pouco.

Mas, também, precisam assegurar-se de que o terapeuta sabe mesmo lidar com crianças com características de hiperatividade, asperger, impulsividade, agressividade e demais. Há terapeutas que são muito moles e outros, severos demais. Os pais precisam conhecer e acompanhar. Esta parceria é imprescindível, tão mais importante quanto menor a criança. Se você não sentir empatia pelo terapeuta que vai cuidar de seu filho, procure outro profissional.

O que não dá é acreditar que, em uma única consulta a um médico (por vezes, mesmo um clínico geral!), a mãe já saia com a papeleta azul, obtêm o remédio e... "ok, tamos resolvidos!" - Não é assim!! O processo é longo, exige persistência e dedicação e precisa envolver todos os adultos que influenciam na formação da criança.




9 - O exercício da paciência é um dos grandes desafios exigidos dos pais. Filhos que deram shows imensos, crescem e tendem a ser comportados, acreditem!

Sem medicação pesada, com muito Amor e Compreensão (o que inclui fazer exigências e limites, como em qualquer processo de criar um filho!). Os pais vão revisando muitas vezes os mesmos passos, acordos e ajustes. A criança vai aprendendo, vai se acostumando, vai entendendo.




10 - Um ambiente onde não seja constantemente desafiada, vai contribuir significativamente para que a criança aprenda a confiar e, consequentemente, relaxe. Quer antídoto melhor para uma alminha ansiosa do que uma convivência harmoniosa?

Felicidades!


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

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