Mostrando postagens com marcador tráfico de drogas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tráfico de drogas. Mostrar todas as postagens

sábado, 27 de novembro de 2010

Rio - DESCASO DE GOVERNOS RECAI SEMPRE NA DESGRAÇA DA POPULAÇÃO



Rio - DESCASO DE GOVERNOS RECAI SEMPRE NA DESGRAÇA DA POPULAÇÃO


Por Marise Jalowitzki
27.novembro.2010 - 20h50min

Desculpem a minha ignorância!!!? Mas, não é o caso de pedir para as pessoas "de bem" deixar a favela?  As autoridades não devem ordenar à população para evacuar a área? Ok que o Complexo do Alemão é muito grande. Mas, é certo, também, que a segurança desta população está por um fio!
Fala-se em táticas e recursos utilizados no Iraque e Haiti. E então? Não vai acabar chegando na população?


Noite de tensão.

Apesar de a Polícia anunciar que o tempo está se esgotando para que os criminosos se entreguem, eles não se rendem. Poucos foram os que, até agora, se entregaram. A noite, e sua cúmplice escuridão, o que irá acobertar?

Os militares podem ter a melhor artilharia e o melhor preparo tático, mas, em primeiro lugar, não se sabe, exatamente, o quanto os traficantes, como crime organizado, estarão também preparados para situações de conflito como esta que estamos vivenciando. E, mais, eles conhecem a área, conhecem as surpresas da mata, dos valos, das escarpas.

Como vai ser?
Paz, Paz, Paz! Agitam-se bandeirinhas, panos e pequenos cartazes.

Marise Jalowitzki
Escritora e consultora
http://www.compromissoconsciente.blogspot.com/
Porto Alegre - RS - Brasil


-------------------------
Links relacionados:

 - MC Ferrow e MC Deu Mal no Complexo do Alemão - mau gosto
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/mc-ferrow-e-mc-deu-mal-no-complexo-do.html
- Violência no Rio - Chacinar não é solução!
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/violencia-no-rio-chacinar-nao-e-solucao.html

- O que fazer com os bandidos? - super população carcerária http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/o-que-fazer-com-os-bandidos-trafico.html

 - Cidadãos do Complexo do Alemão, saiam já daí! - http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/rio-cidadaos-do-complexo-do-alemao.html

 - Rio - "The Day After" - Sensação de Vitória ou Impotência?
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/rio-day-after-qual-o-destino-da-droga.html

 - Era só pra "botar pra correr"?
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/rio-era-so-pra-botar-pra-correr.html

- O anel do papa e as ações sociais
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/violencia-no-rio-o-anel-do-papa-e-as.html

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Violência no Rio: Chacinar não é solução!


Violência no Rio: Chacinar não é solução!
Marise Jalowitzki

Já são 33 os mortos desde  o início da onda de violências no Rio de Janeiro, onde o BOPE tenta reprimir a ação dos traficantes que dominam as favelas há décadas.

Resolveu-se, agora, tomar uma medida radical e emergencial: "varrer" os traficantes das áreas dominadas.


O tráfico se arrasta há décadas, tráfico de drogas e de armas. Qual o maior? Qual o pior? Qual o mais impactante? Um reforça o outro. A arma intimida e confere poder. Poder é o que os traficantes precisam para se manter como donos, para obter o silêncio da população.

Repreensão é o caminho? Talvez neste momento. Talvez neste estágio. O nível de repreensão,o grau de violência que irá marcar a intervenção, é que, esperamos, continue sendo com o menor número de "abates" possível. Trinta e três mortes já é um número triste e apavorante. Pois as ações acontecem em meio ao "cotidiano" de cidadãos que trabalham, tem seus filhos no colégio e tudo o mais.

Mas, certamente, repreender, matar, chacinar, expulsar, nunca resolveu nada. Lembram como há poucos anos o Bush anunciava a todos que havia "exterminado" os talibãs? Estão aí, mais fortes que sempre. Em 2007, no mesmo complexo do Alemão, assistimos à chacina. Só serviu para fortalecer o tráfico.

O problema social existe. Quando observamos as tristes fotos, vemos rostos e corpos jovens, rapazes que nasceram em meio ao tráfico, conviveram com a droga, com as armas e com o estado de marginalização desde que vieram ao mundo. Suas crenças foram moldadas na dura realidade da exclusão.

Que fizeram as autoridades, década após década? Panos quentes, empurrar com a barriga, colocar a sujeira por debaixo do tapete. Minimizar o problema.

Agora, Brasil e Rio de Janeiro mais uma vez manchete para o mundo todo, creio que as autoridades querem, efetivamente, dar um "Basta!" na situação, e "acabar" com o cenário de guerra que acompanha a beleza natural do Rio de Janeiro. Será que a "limpeza" vai resolver? Caso as políticas públicas não forem implementadas com rapidez e precisão, provando efetiva inclusão social, com certeza, a resposta é: "Não!"

O que se estará dando é "um tempo" para que pobres crianças de hoje se tornem os novos líderes do tráfico daqui há poucos anos.

Marise Jalowitzki
Escritora e Consultora organizacional
Porto Alegre - RS - Brasil
------------------------------
Link relacionado: O que fazer com os bandidos? Super população carcerária -   http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/o-que-fazer-com-os-bandidos-trafico.html


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O QUE FAZER COM OS BANDIDOS? Tráfico, polícia e super população carcerária


O QUE FAZER COM OS BANDIDOS? Tráfico, polícia e super população carcerária
Marise Jalowitzki


Estamos vivendo mais um período de horror no Rio de Janeiro. Cenas de violência, morte, insegurança e medo. Brasil, sede da Copa do Mundo. O que temos a oferecer?


Quais as políticas públicas para lidar com o problema da segurança em nosso país? Nos discursos de campanha pré-presidencial estava tudo "sob controle", as medidas "já estavam tomadas e era só continuar". E o que vemos?


As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), hoje ainda projetos-piloto, precisam transformar-se em políticas públicas, urgentemente. Entretanto, no programa da agora presidenta eleita, não havia um item sobre política penitenciária. Mesmo no último debate, realizado nos estúdios da Globo, quando foram arguidos pelos eleitores convidados, os dois candidatos, de forma rasa, repetiam as velhas frases:


- Realmente, o problema existe.
- É um horror! Temos que fazer algo!
- Concordo com você! O problema é grave!


E o máximo que falaram, superficialmente, foi em termos de criar uma força tarefa, uma força de segurança, cuidar das fronteiras, até criar um ministério. Comentou-se também sobre o motor aéreo não tripulado que já está em fase de testes. Tudo vago, sem números ou locais específicos, planejamentos, metas objetivas, prazos.


Respostas que chegavam a ofender, pela superficialidade.




UPPs são Paleativos?


As UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) estão apresentando resultados positivos nas comunidades onde se instalam. O local fica mais seguro, os tiroteios desaparecem (?). As autoridades afirmam ser esta uma ação efetiva, que "garante tranquilidade e segurança à população". PARA AQUELA COMUNIDADE, NAQUELE CURTO PERÍMETRO em que os militares conseguem fazer valer o seu poder de influência e ação.


Não resolvem o problema! Não resolvem! Apenas o transferem! De uma favela para a outra, de uma zona para outra (norte, sul, leste, oeste). E, se chegarem a dotar TODAS as favelas do Rio de soldados, milícias, armas (embora as UPPs originalmente, se propõem a uma intervenção não bélica), para onde irão os bandidos?


Um problema social gravíssimo, levado só no empurra-empurra por décadas, sem que alguém quisesse ver o que estava crescendo, mais e mais.


Gente, é só pensar! Esses seres humanos, hoje bandidos de alta periculosidade, um dia foram bebês, crianças como todos nós. Criados em lugares marginalizados, plenos de estereótipos, forjaram suas crenças e valores naquilo que viam e conviviam. Como acontece com todas as pessoas. Inclusive eu e você. Todos somos frutos daquilo que vemos, ouvimos, vivemos.



Conviver com uma realidade, por mais dura que seja, durante muito tempo, acaba deixando a tragédia como uma "coisa mais natural". O prisma que filtra as informações passa por um crivo diverso.





Super população carcerária


Aí, ao delinquir, prisão. Erros graves, erros menores, tudo nas mesmas celas, ocupando espaços restritos, amontoados. Lá dentro não faz nada. Nenhuma atividade produtiva.






Por vezes, pela absoluta falta de espaço, os reclusos são obrigados a permanecer em redes.


Somente as chamadas "prisões de segurança máxima" é que disponibilizam espaços (celas) individuais para os criminosos. "Segurança máxima" que falhou, como até mesmo admitiram as autoridades, nos dois últimos dias.


Qual o programa para preparar esse preso para o dia de sua soltura? O que é feito no sentido de ressocialização, para que esse cidadão possa se reinserir na sociedade, no mercado de trabalho? Nada. Nem Ministério da Justiça, nem Secretaria Nacional de Direitos Humanos acompanharam/acompanham a situação de perto. O que vemos são celas lotadas, os presos com os braços apoiados "para o lado de fora" das grades, ócio e inatividade. "Banho de sol" em horas/dia específico e só. Puro estímulo para aumentar os planos de bandidagem.


Agora, "evacuando" a área e afastando os criminosos, ameniza-se o problema. Alguém está questionando PARA ONDE IRÁ SE DESLOCAR O BANDIDO? Sim, pois ele é um ser vivo, ele continua vivendo, ele vai exercer alguma atividade quando conseguir (seja da maneira que for) a sua liberdade.


Quem irá implementar um programa sócio-educativo acompanhado?


Tive notícias de que em Tocantins o TJTO estava implementando um programa neste sentido, incluindo, inclusive, as famílias dos apenados.


O tráfico de drogas, considerado um crime hediondo, já se beneficia da progressão prisional. Pequenos traficantes podem não ser encarcerados, prevê a lei. O regime semi aberto, por não abarcar lugar para "retorno" ao presídio à noite, propicia prisão-albergue, que acaba sendo a própria casa, sem controle. Fala-se em chip monitorador.


Mas, eu quero chamar a atenção para a questão formadora. Sócio-educativa. Prática de atividades de aprendizagem ainda dentro dos presídios. Senão, se não for assim, que se pare, de vez, de falar em ressocialização. E fique-se com a irônica declaração do nosso ainda presidente (Lula) que, ao chegar em Cuba e ser notificado da morte por greve de fome do presidiário que ocupou as manchetes internacionais, brincou: "Se esta moda pega no Brasil as celas ficam mais vazias!"


Atualmente, 80% dos apenados, quando libertados, voltam ao crime.
Temos de trazer mais Paz aos nossos dias!
E não apenas remediar situações. Temos de prevenir! Educar! Reeducar!




Links relacionados: 
Violência no Rio - Chacinar não é solução! http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/violencia-no-rio-chacinar-nao-e-solucao.html



Carandiru, Cruzes e o Tempo


Parque da Juventude, em São Paulo, onde antes ficava o complexo carcerário do Carandiru
Filme - Documentário com depoimentos, feito um ano antes da implosão dos prédios


Preso deseja cursar Direito - Como fazer com a segurança?


A polêmica do apenado que se matriculou em Direito - Somente a rua separa o Presídio da UCS - Universidade Caxias do Sul