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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

5 suspeitas sobre a versão oficial do 11 de Setembro, segundo o movimento 9/11Truth


11 de Setembro - Destruição das Torres Gêmeas - World Trade Center - A história oficial não faz o menor sentido, diz  Mike Berger do 9/11Truth

24.agosto.2011
 http://ning.it/odFU5K


5 suspeitas sobre a versão oficial do 11 de Setembro, segundo o movimento 9/11Truth


23/08/2011 07h00 - Atualizado em 23/08/2011 09h09

Investigações paralelas buscam falhas na versão oficial do 11/9

Grupo 911Truth se dedica a estudar os atentados terroristas.
Eles questionam relato do governo, mas evitam teorias da conspiração.

Daniel Buarque
Do G1, em São Paulo

Investigações paralelas buscam falhas na versão oficial do 11/9 (Foto: Editoria de Arte/G1)
Atentado 11 de setembro - destruição das torres gêmeas -
Foto Editorial de Arte do G1

Poucos meses após os atentados de 11 de setembro de 2001, durante um discurso televisionado, o então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, relembrou os fatos do dia dos ataques: “Estava sentado do lado de fora da sala de aula e vi um avião bater na torre, na TV. Eu costumava pilotar, e pensei 'este é um péssimo piloto'. Pensei que havia sido um horrível acidente”.

A narrativa explicaria o fato de o presidente ter continuado sua programação para aquele dia, um encontro com crianças em uma escola da Flórida, apesar de o país estar desde cedo sob o pior ataque terrorista de sua história. A declaração, entretanto, é combustível para milhares de norte-americanos que questionam a versão oficial que o governo do país para os fatos do 11 de Setembro, e apontam falhas no relatório final da comissão que investigou o atentado.

Por todo o país, dezenas de organizações reúnem dados e análises independentes em relatórios que divergem das explicações dadas pelo governo.

“A história oficial não faz o menor sentido”, disse, em entrevista ao G1 Mike Berger, coordenador da organização 911Truth, um dos principais grupos que buscam entender o que de fato ocorreu em 11 de Setembro, discordando do que o governo diz.

“Ninguém viu vídeo do primeiro avião batendo até ele ser divulgado no dia seguinte. Ou o presidente mentiu, ou ele tinha alguma imagem exclusiva do ataque, que ninguém nunca ficou sabendo”, completou.

Dúvidas
Segundo Berger, mesmo após dez anos, há muito que nunca foi satisfatoriamente explicado pelo governo, e também muita informação que foi mantida sigilosa por mais importante que fosse para o país. Tudo isso, ele diz, levanta suspeitas de que há “muitos interesses em esconder a verdade” e cria suspeitas sobre o próprio governo.
Os ataques serviram a muitas causas diferentes. Uma delas foi dar força e dinheiro ao governo americano."
Mike Berger, da organização 911Truth

“O governo Bush tentou evitar uma investigação. O Departamento de Defesa mentiu. Todas as agências de segurança falharam. No fim, tudo foi usado para justificar a decisão de aumentar o orçamento da defesa e jogar o país em guerras. Acreditar na versão oficial dos fatos é impossível”, disse.

O site da organização lista dezenas de questões que seus membros ainda consideram sem resposta. “Muitas pistas e provas foram destruídos, caixas pretas dos voos do WTC nunca apareceram, agentes da Inteligência do Paquistão supostamente mandaram dinheiro para terroristas, o governo ignorou uma série de alertas de que os ataques ocorreriam e a resposta depois deles foi desorganizada. São muitas dúvidas”, disse. “Os ataques serviram a muitas causas diferentes. Uma delas foi dar força e dinheiro ao governo americano.”
O relatório final da comissão de investigação sobre os atentados terroristas, finalizado após dois anos de trabaho por um grupo bipartidário, buscou indicar detalhes de como os ataques ocorreram. O documento indica que o governo americano de fato estava despreparado e reagiu aos ataques de forma improvisada, mas não abre margem para suspeitas sobre responsabilidade de ninguém além dos próprios terroristas. O relatório foi feito com base em provas e análises de especialista, e não se debruça sobre as suspeitas levantadas por teóricos da conspiração.

Ativismo
O grupo liderado por Berger é formado por voluntários, pessoas de todo o país que duvidam da história construída pela investigação sobre o 11 de Setembro. “Nossa missão é educar as pessoas”, disse. São essas mesmas pessoas que analisam dados disponíveis no próprio relatório oficial, na imprensa e na avaliação de supostos especialistas para criar questionamentos sobre os fatos divulgados oficialmente.
É frustrante. Ligam meu nome a teorias da conspiração mesmo sem defender nenhuma"
Mike Berger

O coordenador contou que ele mesmo era “ingênuo” e acreditava na versão oficial dos fatos. “Não acreditava que o governo estivesse mentindo”, disse. Segundo ele, entretanto, ao pesquisar, começou a encontrar questões sem explicação, que o levaram a se tornar parte das investigações paralelas.

Além do grupo 911truth, pesquisadores independentes também levantam problemas na versão oficial dos fatos e no sigilo de documentos importantes. Segundo Anthony Summers e Robbyn Swan, autores do recém-lançado “The eleventh day” (O décimo-primeiro dia), sobre o 11 de Setembro, “sempre haverá dados escondidos”, o que não quer dizer necessariamente uma suspeita sobre a participação de grupos do governo em ataques.


11 de Setembro - Destruição das Torres Gêmeas - World Trade Center - O prédio do WRC7, que não foi atingido por aviões, desabou horas depois dos ataques, "sem um motivo aparente".


Suspeita sem teoria da conspiração
Apesar de não acreditar na versão oficial, Berger e o grupo 911truth rejeitam a ideia de que acreditam em uma teoria da conspiração. “Não teorizamos sobre o que aconteceu. Juntamos fatos, contradições, para mostrar que a versão oficial está errada, mas não criamos nossa própria versão”, disse.

Segundo ele, as teorias da conspiração só dificultam o trabalho de qualquer pessoa que questione a versão oficial. “É frustrante. Ligam meu nome a teorias da conspiração mesmo sem defender nenhuma”, disse. “Não sei explicar o que está em aberto”, completou.

Por ser uma organização aberta, entretanto, o 911Truth acaba abrigando muitas pessoas que defendem teorias conspiratórias e acham até mesmo que o governo americano pode ter sido responsável pelos atentados. Em fóruns do site do grupo é fácil ler comentários deste tipo, apesar de não haver uma postura oficial dos envolvidos nas investigações.

“Numa mesa de bar, de forma informal, diria que houve um plano terrorista da al-Qaeda, sim, mas algumas pessoas ligadas ao governo permitiram que o plano ocorresse para que isso pudesse ajudá-los em seus objetivos”, disse.

Berger acha que é possível que a verdade completa sobre o 11 de setembro nunca seja revelada. “A situação continua péssima para quem quer investigar, mesmo após a eleição de Obama”, disse.

11 de setembro - world trade center - destruição das torres gêmeas - "Os ataques serviram a muitas causas diferentes. Uma delas foi dar força e dinheiro ao governo americano."
Mike Berger, da organização 911Truth - No lugar onde estavam as torres gêmeas, operários encontram restos de um navio.

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Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente





compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA

Porto Alegre - RS - Brasil

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O QUE FAZER COM OS BANDIDOS? Tráfico, polícia e super população carcerária


O QUE FAZER COM OS BANDIDOS? Tráfico, polícia e super população carcerária
Marise Jalowitzki


Estamos vivendo mais um período de horror no Rio de Janeiro. Cenas de violência, morte, insegurança e medo. Brasil, sede da Copa do Mundo. O que temos a oferecer?


Quais as políticas públicas para lidar com o problema da segurança em nosso país? Nos discursos de campanha pré-presidencial estava tudo "sob controle", as medidas "já estavam tomadas e era só continuar". E o que vemos?


As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), hoje ainda projetos-piloto, precisam transformar-se em políticas públicas, urgentemente. Entretanto, no programa da agora presidenta eleita, não havia um item sobre política penitenciária. Mesmo no último debate, realizado nos estúdios da Globo, quando foram arguidos pelos eleitores convidados, os dois candidatos, de forma rasa, repetiam as velhas frases:


- Realmente, o problema existe.
- É um horror! Temos que fazer algo!
- Concordo com você! O problema é grave!


E o máximo que falaram, superficialmente, foi em termos de criar uma força tarefa, uma força de segurança, cuidar das fronteiras, até criar um ministério. Comentou-se também sobre o motor aéreo não tripulado que já está em fase de testes. Tudo vago, sem números ou locais específicos, planejamentos, metas objetivas, prazos.


Respostas que chegavam a ofender, pela superficialidade.




UPPs são Paleativos?


As UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) estão apresentando resultados positivos nas comunidades onde se instalam. O local fica mais seguro, os tiroteios desaparecem (?). As autoridades afirmam ser esta uma ação efetiva, que "garante tranquilidade e segurança à população". PARA AQUELA COMUNIDADE, NAQUELE CURTO PERÍMETRO em que os militares conseguem fazer valer o seu poder de influência e ação.


Não resolvem o problema! Não resolvem! Apenas o transferem! De uma favela para a outra, de uma zona para outra (norte, sul, leste, oeste). E, se chegarem a dotar TODAS as favelas do Rio de soldados, milícias, armas (embora as UPPs originalmente, se propõem a uma intervenção não bélica), para onde irão os bandidos?


Um problema social gravíssimo, levado só no empurra-empurra por décadas, sem que alguém quisesse ver o que estava crescendo, mais e mais.


Gente, é só pensar! Esses seres humanos, hoje bandidos de alta periculosidade, um dia foram bebês, crianças como todos nós. Criados em lugares marginalizados, plenos de estereótipos, forjaram suas crenças e valores naquilo que viam e conviviam. Como acontece com todas as pessoas. Inclusive eu e você. Todos somos frutos daquilo que vemos, ouvimos, vivemos.



Conviver com uma realidade, por mais dura que seja, durante muito tempo, acaba deixando a tragédia como uma "coisa mais natural". O prisma que filtra as informações passa por um crivo diverso.





Super população carcerária


Aí, ao delinquir, prisão. Erros graves, erros menores, tudo nas mesmas celas, ocupando espaços restritos, amontoados. Lá dentro não faz nada. Nenhuma atividade produtiva.






Por vezes, pela absoluta falta de espaço, os reclusos são obrigados a permanecer em redes.


Somente as chamadas "prisões de segurança máxima" é que disponibilizam espaços (celas) individuais para os criminosos. "Segurança máxima" que falhou, como até mesmo admitiram as autoridades, nos dois últimos dias.


Qual o programa para preparar esse preso para o dia de sua soltura? O que é feito no sentido de ressocialização, para que esse cidadão possa se reinserir na sociedade, no mercado de trabalho? Nada. Nem Ministério da Justiça, nem Secretaria Nacional de Direitos Humanos acompanharam/acompanham a situação de perto. O que vemos são celas lotadas, os presos com os braços apoiados "para o lado de fora" das grades, ócio e inatividade. "Banho de sol" em horas/dia específico e só. Puro estímulo para aumentar os planos de bandidagem.


Agora, "evacuando" a área e afastando os criminosos, ameniza-se o problema. Alguém está questionando PARA ONDE IRÁ SE DESLOCAR O BANDIDO? Sim, pois ele é um ser vivo, ele continua vivendo, ele vai exercer alguma atividade quando conseguir (seja da maneira que for) a sua liberdade.


Quem irá implementar um programa sócio-educativo acompanhado?


Tive notícias de que em Tocantins o TJTO estava implementando um programa neste sentido, incluindo, inclusive, as famílias dos apenados.


O tráfico de drogas, considerado um crime hediondo, já se beneficia da progressão prisional. Pequenos traficantes podem não ser encarcerados, prevê a lei. O regime semi aberto, por não abarcar lugar para "retorno" ao presídio à noite, propicia prisão-albergue, que acaba sendo a própria casa, sem controle. Fala-se em chip monitorador.


Mas, eu quero chamar a atenção para a questão formadora. Sócio-educativa. Prática de atividades de aprendizagem ainda dentro dos presídios. Senão, se não for assim, que se pare, de vez, de falar em ressocialização. E fique-se com a irônica declaração do nosso ainda presidente (Lula) que, ao chegar em Cuba e ser notificado da morte por greve de fome do presidiário que ocupou as manchetes internacionais, brincou: "Se esta moda pega no Brasil as celas ficam mais vazias!"


Atualmente, 80% dos apenados, quando libertados, voltam ao crime.
Temos de trazer mais Paz aos nossos dias!
E não apenas remediar situações. Temos de prevenir! Educar! Reeducar!




Links relacionados: 
Violência no Rio - Chacinar não é solução! http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/violencia-no-rio-chacinar-nao-e-solucao.html



Carandiru, Cruzes e o Tempo


Parque da Juventude, em São Paulo, onde antes ficava o complexo carcerário do Carandiru
Filme - Documentário com depoimentos, feito um ano antes da implosão dos prédios


Preso deseja cursar Direito - Como fazer com a segurança?


A polêmica do apenado que se matriculou em Direito - Somente a rua separa o Presídio da UCS - Universidade Caxias do Sul