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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Mel azul e verde aparece na França - Apicultores se espantam



Mel feito a partir de dejetos - Usina de reciclagem de alimentos, que produz biogás, é a maior suspeita. Abelhas produzem mel verde e azul provavelmente a partir de restos industriais dos Chocolates M&M's


Mel azul e verde aparece na França - Apicultores se espantam

Por Marise Jalowitzki
08.outubro.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/10/mel-azul-e-verde-aparece-na-franca.html

A criação de abelhas e cultivo de mel, pólen e derivados, como vimos nas publicações anteriores sobre a questão do sumiço das abelhas e todas as mudanças que envolvem a vida delas, as modificações genéticas e tudo o mais, agora dão mostras em alterações no próprio produto. E, desta vez, não é uma questão programada, não. 


Lembram, lá nos 'primórdios' as abelhas se alimentavam apenas do néctar das flores e colhiam o néctar e o pólen. Foto Manalaus
Os apicultores mostram-se surpresos, espantados mesmo. Foi um resultado inesperado. Alteradas as condições iniciais de alimentação (que previa a coleta do pólen e néctar da flor, lembram? lá nos primórdios!) as abelhas agora são alimentadas com água e açúcar. Assim, seu instinto (modificado) não seleciona mais apenas a levulose (açúcar das frutas) e, sim, as instiga a capturar tudo o que é doce, seja de água e açúcar, seja de guloseimas industrializadas (glicose), plena de corantes!


Atualmente, para acelerar a produção do mel, abelhas recebem água com açúcar como alimento, 'economizando' a energia de ter de voar e procurar as flores (além de que, as africanizadas precisam ficar, pelo menos, 300m de distância de áreas habitadas, devido à agressividade)

Aconteceu na França, mais especificamente na cidade de Ribeauvillé, na Alsácia, nordeste do país. Os produtores do "mel" azul, verde e marrom (lembram que ele é, 'originalmente', amarelinho, não é?), intrigados, procuraram o sindicato e pediram uma averiguação. O sindicato verificou as indústrias do entorno e constatou a existência de uma usina de reciclagem, com reaproveitamento de dejetos. Ali, "eles encontraram grandes concentrações de produtos com as mesmas cores que chamaram a atenção nas colmeias. Nessa usina de reciclagem, mantida pela empresa Agrivalor, restos de outros produtos são transformados em biogás, entre outros tipos de reaproveitamento."


Apicultores, surpresos, estão alarmados, pois um grande prejuízo pode acontecer . O mais provável é que o produto "mel com corante" seja rejeitado pelos consumidores, até porque as causas verdadeiras foram explicitadas. 

Tivesse sido um 'jogo de marketing' quem garante que o consumidor alienado, sempre ávido por inovações e pouco preocupado com sua saúde, não iria aderir à 'inovação'?
E você? Sabe de que é feito o mel que você come?
Desta vez ficou evidente. E quando não fica?


abelhas - apiários - colmeias artificiais - alimentação com água e açúcar 'dispensa' a necessidade de haver flores (Foto capturada no Facebook)



"Em entrevista ao “Le Monde”, Alain Frieh, presidente do sindicato local de apicultores, acredita que o mel colorido tenha relação com um dos produtos reciclados pela empresa.
“Os recipientes contêm resíduos da confeitaria industrial dos estabelecimentos Mars”, afirmou. A multinacional produz os chocolates M&M’s, que têm corantes azuis, verdes e marrons, como os que foram encontrados no mel.
A Agrivalor não quis comentar a reportagem do “Le Monde”, mas confirmou ao jornal que “valoriza” restos da produção de doces. Ainda segundo o jornal, a empresa disse aos apicultores que “lamenta muito sinceramente a situação” e prometeu melhorar as condições de armazenamento dos dejetos.

Jornais franceses destacaram que, além de curiosa, a situação pode gerar grande prejuízo aos produtores, já que eles não vão conseguir vender o mel." ( http://www.planetaviavel.com.br/?p=2309 )


Leia mais sobre o tema, neste blog:

Série O 'MISTÉRIO' DA EXTINÇÃO DAS ABELHAS



Abelhas em extinção - A quem mais
responsabilizar?

Extinção das Abelhas, Há Mais embaixo do Tapete!
Parte 1

http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/06/extincao-das-abelhas-ha-mais-embaixo-do.html 








Porque essa história de "MISTÉRIO"
 DO DESAPARECIMENTO DAS 
ABELHAS continua sendo 
INCESSANTEMENTE alardeada. 

Extinção das Abelhas - Mistério ou Verdade Encoberta?

Parte 2
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/06/extincao-das-abelhas-misterio-ou.html







Competição canadense envolve
apicultores e abelhas sem ferrão

Extinção das Abelhas - Consequência Planejada ou Plano Inconsequente? 
Parte 3 









Extermínio dos zangões

As alardeadas possíveis causas para o sumiço da Apis mellifera e o cultivo tradicional do mel 
Parte 4 







Extinção das Abelhas - Chega
de Mistério - Curso para criação
de apiário é vendido na web por
14,90 reais. 



Os donos das Sementes, Polinização das lavouras e a Sobrevivência das Abelhas
Parte 5













Abelhas que produzem apenas
mel, abelhas que recolhem apenas
pólen – IBAMA agora informa que
reavaliará 4 agrotóxicos associados
a efeitos nocivos aos polinizadores
- Imidacloprido, Tiametoxam,
Clotianidina e Fipronil.
Mas n
ão são só os pesticidas.  

A Realidade Atual das Colmeias - Pólen Apícola - Sistema Natural X Sistema Atual - Interferência Humana 
Parte 6


Abelhas sem ferrão - silvestres - não
atacam - o perigo é não saber quais as
 espécies agressivas. O melhor é não arriscar

Ataques de Abelhas - Quantas picadas matam

Parte 7

Por Marise Jalowitzki
09.setembro.2012









Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


Escritora, Educadora, Ambientalista,
Coordenadora de Dinâmica de Grupo,
Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV,
International Speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil 



quarta-feira, 20 de junho de 2012

Extinção das Abelhas - Consequência planejada ou Plano Inconsequente?


Competição canadense envolve apicultores e abelhas sem ferrão



Extinção das Abelhas - Consequência Planejada ou Plano Inconsequente? 



Por Marise Jalowitzki

Muitos, como eu, colocam em dúvida a realidade do ‘acidente’ que liberou desastrosamente as abelhas africanas, trazidas ao Brasil para estudos, em 1956. Nos agrupamentos humanos há sempre alguém mais ganancioso, mau caráter ou inescrupuloso (tudo igual) infiltrado em meio a indivíduos mais sérios. O ‘acidente’ pode sim, ter sido um ato criminoso. Nunca saberemos. O que resta é lidar com as consequências.

A intenção primeira era obter uma espécie (ou subespécie – geneticamente  modificada) de abelhas mais resistentes às pragas ‘novas’ e venenos ‘novos’ – os agrotóxicos. Em minha infância, lembro do pavor com que as pessoas se referiam às abelhas africanas, consideradas um verdadeiro desastre. A notícia correu mundo, mais uma vez o Brasil foi notoriedade negativa nos meios da imprensa da época, filmes foram produzidos em Hollywood. Até hoje o termo killer-bee é usado nos EUA. Entendido como alarmismo exagerado pelas autoridades brasileiras, a verdade é que a questão assustou e apavorou pacíficos apicultores. No México, oficialmente catalogadas, há o registro de 200 homens que morreram em curto espaço de tempo, após a entrada das abelhas africanas no país, vítimas de picadas. Animais, especialmente cães (que são muito curiosos) estão entre as principais vítimas, nos relatos de todos os países.

Essa situação continuou, sendo que nos anos 1970 houve uma proliferação ainda mais intensa das abelhas africanas, e muitos enxames de abelhas europeias, que eram mansos, ficaram agressivos, pegando apicultores desprevenidos." (Wikipedia)

As "abelhas assassinas" eram consideradas pragas da apicultura e começaram a surgir campanhas para a sua erradicação, não só dos apiários, mas também das matas, com a aplicação de inseticidas em todo o País. "Essa atitude, além de ser uma operação de alto custo, provocaria um desastre ecológico de tamanho incalculável”. (Embrapa)

Necrópsia de um animal que recebeu múltiplas picadas de abelhas africanas, demonstrando a hemorragia dos tecidos Foto Wikipedia


Toda essa situação acabou provocando o abandono de muitos apicultores da atividade e uma queda na produção de mel no País. Na verdade, o que acontecia era uma completa inadequação da forma de criação e manejo das abelhas africanas. Embora as técnicas usadas fossem adaptadas às abelhas europeias, para as abelhas africanas,
as vestimentas eram inadequadas;
os fumigadores, pequenos e pouco potentes;
as técnicas de manejo, impróprias para as abelhas africanas  e
as colmeias dispostas muito próximas das residências, escolas, estradas e de outros animais.

Todos esses fatores, em conjunto com a maior agressividade, facilitavam o ataque e os acidentes.

Os cruzamentos das abelhas africanas com as outras espécies existentes, criou um tipo de abelha híbrida que passou a ser conhecido como africanizado, considerada o mais agressivo dentre as abelhas manejadas em apiários, sendo imprópria para o exercício da apicultura tradicional." (Wikipedia) 

Ou seja, não era mais possível ter as colmeias próximas às habitações ou animais, era necessário usar uma proteção pesada, mas, o aumento na produtividade do mel estava garantido! As abelhas africanizadas produziam mais e pareciam ser bem mais resistentes às doenças que as tradicionais.

A partir de então, os apicultores que decidiram permanecer na atividade, tiveram de se profissionalizar. Receberam orientações de como lidar com a nova espécie criada. Mão de obra especializada e equipamento de segurança individual. 

Como as abelhas 'comuns' (as europeias, as nativas - entre elas as tuim) continuavam (e continuam) morrendo, em 1980 houve um movimento do governo brasileiro em tentar resgatar a situação anterior - de apiários menos agressivos. Foram importadas abelhas rainhas europeias já fertilizadas por zangões europeus. Apicultores inescrupulosos, porém, seduzidos pelo aumento na produção do mel, receberam as rainhas mas, logo após, mataram-nas, continuando com a proliferação das africanizadas.

Quantos responsáveis na situação!!!


Abelha Uruçu, abelha indígena sem ferrão

Por isso, reafirmo sempre mais e mais a necessidade de disseminar o conhecimento sobre as mais diversas situações para os envolvidos (nesse caso, alguns apicultores tradicionais) não continuar posando de bobos, de ingênuos, enquanto alguns cientistas 'tarja branca(que aceitam divulgar os resultados encomendados pelos que lhes financiam), continuem levando a situação ad infinitum, como se não houvessem, já, muitas respostas.

Se são elas, as grandes corporações, que tudo decidem, mesmo - sim, pois nós apenas lidamos com as consequências e procuramos driblar tudo o que pudermos de nefasto - porque não divulgar? Até para que leis ambientais sejam estabelecidas, e fiscalização mais rígida seja aplicada? Ou, então, que se interrompa o carrossel de encontros, mega eventos (como a Rio + 20), tratados e negociações, se pare de enganar tantas pessoas, movimentos e ongs sérias, que tentam promover a preservação e se trabalhe exclusivamente naquilo que também chamam de nova era, a era do novo, do inusitado, da transgenia, da robotização. A modificação das espécies (o que inclui a extinção de outras tantas).



(continua)

Série O 'MISTÉRIO' DA EXTINÇÃO DAS ABELHAS



Abelhas em extinção - A quem mais
responsabilizar?

Extinção das Abelhas, Há Mais embaixo do Tapete!
Parte 1

http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/06/extincao-das-abelhas-ha-mais-embaixo-do.html 








Porque essa história de "MISTÉRIO"
 DO DESAPARECIMENTO DAS 
ABELHAS continua sendo 
INCESSANTEMENTE alardeada. 

Extinção das Abelhas - Mistério ou Verdade Encoberta?

Parte 2
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/06/extincao-das-abelhas-misterio-ou.html







Competição canadense envolve
apicultores e abelhas sem ferrão

Extinção das Abelhas - Consequência Planejada ou Plano Inconsequente? 
Parte 3 









Extermínio dos zangões

As alardeadas possíveis causas para o sumiço da Apis mellifera e o cultivo tradicional do mel 
Parte 4 








Extinção das Abelhas - Chega
de Mistério - Curso para criação
de apiário é vendido na web por
14,90 reais. 



Os donos das Sementes, Polinização das lavouras e a Sobrevivência das Abelhas
Parte 5













Abelhas que produzem apenas
mel, abelhas que recolhem apenas
pólen – IBAMA agora informa que
reavaliará 4 agrotóxicos associados
a efeitos nocivos aos polinizadores
- Imidacloprido, Tiametoxam,
Clotianidina e Fipronil.
Mas n
ão são só os pesticidas.  

A Realidade Atual das Colmeias - Pólen Apícola - Sistema Natural X Sistema Atual - Interferência Humana 
Parte 6


Abelhas sem ferrão - silvestres - não
atacam - o perigo é não saber quais as
 espécies agressivas. O melhor é não arriscar

Ataques de Abelhas - Quantas picadas matam

Parte 7

Por Marise Jalowitzki
09.setembro.2012







Parte 8 - É possível interromper o Colapso das Abelhas (CCD - colony collapse disorder)? O que dizem os pesquisadores


Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


Escritora, Educadora, Ambientalista,
Coordenadora de Dinâmica de Grupo,
Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV,
International Speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil