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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Abelha Irapuá, a sem ferrão que virou uma praga - Desequilíbrio Ambiental


Seu nome, derivado do tupi eírapuã - mel redondo - é uma referência ao formato de sua colmeia. Ninho_Irapuá







Por Kalhil Pereira França e Paulo Cesar
Abelha Irapuá, ou abelha-irapuã, abelha-de-cachorro, arapica, arapu, arapuá, arapuã, aripuá, axupé, caapuã, cabapuã, enrola-cabelo, guaxupé, irapuá, mel-de-cachorro, torce-cabelo, cupira, e urapuca. 

A irapuã (Trigona spinipes) é uma abelha social brasileira, da subfamília dos meliponíneos, de coloração negra reluzente e extremamente agressiva. Não possui ferrão, nem ferroa, mas se enrosca agressivamente nos pelos e nos cabelos das pessoas. Isso acontece pois seu corpo está normalmente coberto por resinas de árvores como do pinus ou eucalipto. Quando se sentem ameaçadas, essas abelhas procuram penetrar orifícios de percebidos inimigos, como nas orelhas e nas narinas de animais mamíferos, inclusive de seres humanos. (Paulo Cesar - Cesinha)



Uma das consequências do atual desequilíbrio ecológico que vivemos é a extinção de espécies, ou pela ausência do seu bioma natural ou do próprio animal.

Todavia, em alguns casos ocorre exatamente o contrário, ou seja, espécies que estavam em harmonia acabam, devido a ausência dos fatores de controle natural anteriormente existentes, se tornando, literalmente, pragas.

No mundo das abelhas sem ferrão isso também acontece. É o caso atualmente da abelha Irapuá (trigona spinipes), também conhecida como abelha cachorro, este himenóptero é conhecido do Oiapoque ao Chui e devido há muitos fatores, mas principalmente pela ausência das plantas (principalmente a balsa, Ochroma logopus) que fazem o seu controle natural, vem se proliferando com grande facilidade.

Esse inseto tem grande capacidade polinizadora, mas em contrapartida se utiliza de comportamentos prejudiciais para muitas plantas. Esse abelha aprendeu que não precisa esperar pela abertura dos botões florais para sugar o néctar das flores, ela simplesmente descepa os botões florais na base e coleta o néctar desejado, acontece que esse "inteligente" comportamento acaba por inviabilizar os frutos, prejudicando assim a planta.



Além disso, essa abelha, devido ao material utilizado para construção do ninho, acaba por cortar as pontas das folhas, base de frutos e brotações novas no intuito coletar a secreção (resinas) expelida pela planta que nessas regiões são mais aglutinadas.

Em alguns Estados do Brasil essa abelha tem se tornado uma grande dor de cabeça, principalmente para as grandes monoculturas agrícolas como a da Citrus ssp (laranja etc) e Musa ssp (bananeiras).

Sabe-se ainda que em épocas de pouca florada tem comportamento furtivo, ou seja, acabam pilhando diversas outras abelhas, em especial as do gênero melipona. Certa vez me surpreendi com uma ataque fulminante dessa abelha a uma de minhas colônias de Jandaíra.

Seu mel é tóxico e não deve ser consumido por humanos. Há na literatura nordestina, principalmente a de cordel, relatos que o mel dessa abelha acaba por deixar o cabra "embreagado". Muitos pesquisadores tem recomendado a destruição dos seus ninhos no intuito de controlar o crescimento de suas populações, principalmente em regiões onde há concorrência direta com as outras nativas do gênero melipona, bem como em regiões agrícolas de monoculturas atacadas.

Bem, me parece que alguma coisa tem que ser feita, pois realmente esta abelha está fora de controle. Mas antes de qualquer coisa é preciso esclarecer que a culpa não é do inseto, e sim do homem que desequilibra seu ambiente proporcionando esse tipo de situação.

De toda forma, acredito fielmente que esse inseto deve possuir alguma qualidade econômica, principalmente pela sua grande capacidade polinizadora. há de existir culturas que sejam beneficiadas pelo trabalho desse inseto, bem como pela grande produção de cera que produzem, já coletei muita cera de irapuá e vejo que misturada a cera de jandaíra pode ser aproveitada para fortalecer muitas espécies de meliponas.

att,

Mossoró-RN, em 05 de setembro de 2011.

Kalhil Pereira França
Meliponário do Sertão

FONTES: 
http://paulocesar67gmailcom.blogspot.com.br/2013/08/esse-aqui-e-abelha-arapuaou-enrola.html 

Querendo, conheça a série:

A Realidade Atual das Colmeias 
- Pólen Apícola 
- Sistema Natural X Sistema Atual 
- Interferência Humana 


Abelhas africanizadas - grandes cultivos longe das comunidades, também sem matas ou flores - Colapso das Abelhas 


Subespécies africanizadas que só recolhem o pólen também interferem na sobrevivência das abelhas nativas, que ficam sem alimento.




sábado, 7 de setembro de 2013

Salve os animais - Alternativas - cosméticos veganos - Multivegetal


Coelhos e camundongos estão entre os animais mais usados em testes para cosméticos

O animalzinho é submetido durante semanas a diferentes dosagens do produto em teste, nos olhos e na pele. Muitos acabam morrendo. Quanto vale a sua vaidade?

Salve os animais - Alternativas - cosméticos veganos - Multivegetal

Em 09.09.2013 recebi um comentário: "Coitadinhos, um dia isto vai mudar!" - Não dá para ficar só na lamentação. Tem de agir. Localmente. Individualmente. Diariamente. Sim, cada um fazendo a sua parte! Cosméticos é nossa primeira atitude. Rejeitar e não adquirir nenhum cosmético (cremes, shampoos, sabonetes, óleos,maquiagem, etc.) que contenham ingredientes de origem animal ou tenham sido testados em animais. Uma dica está no artigo.


Por Marise Jalowitzki
07.setembro.2013
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2013/09/salve-os-animais-alternativas.html

Quando recebi o comentário da Lucinda Rolnik, não pude deixar de sorrir. Ela escreveu em um dos artigos publicados neste blog sobre o tema:

Eu tenho a solução para a não utilização dos animais como cobaias.
Que o inventor teste suas façanhas nele mesmo ou alguem proximo do seu convívio, que queira colaborar com suas descobertas e ainda poder congratula-lo ou retribui-lo com uma dose cavalar de um bom PONTAPÉ!
Respondi:
Por mais sério e triste que seja o tema, querida Lucinda, fizeste-me sorrir com teu comentário! Realmente, a arrogância do ser humano não tem limites. E olha que muitos até utilizam a Bíblia para assegurar que é "politicamente correto" usar, "submeter" os animais! Quando se sabe que já em 1959 importantes cientistas tentavam acabar com a prática, é muito, muito difícil acreditar que ainda agora se perpetuem as crueldades! Eu, graças a Deus, encontrei uma empresa (em SP) que produz cosméticos somente à base de vegetais e sem testes em animais. É a Multivegetal. Vou publicar em breve sobre isso. Vou utilizar teu comentário nesse novo artigo, ok? Abraços e votos de Felicidades!

Multivegetal


E é sobre a Multivegetal que vou comentar nesta página.
É uma empresa nacional, com ampla linha de produtos (pele, cabelo). Estou utilizando seus produtos há mais ou menos três meses e, para mulheres maduras, como eu, vai uma dica: É tudo de bom!
Aos 19 anos, fui inadvertidamente exposta a um sol inclemente em plena praia do Leblon e sofri queimadura de 2º grau, o que me deixou acamada por quase um mês, suando e tiritando de frio o tempo todo. Um horror. Distante da família, despedi-me dela espiritualmente, tal o sofrimento. O médico que me socorreu declarou: Tua pele vai se recuperar, mas, após os 50, vais sentir muito desconforto, pois uma camada mais interna foi queimada e não se recupera. 
O vegetarianismo, não fumar nem beber álcool em demasia, tomar bastante água, comer muitas frutas e vegetais ajudaram bastante, mas, após a menopausa, com a queda de estrogênio, veio uma sensação de secura na face, especialmente ao redor dos lábios, que foi muito desconfortante. Comentando com mulheres da mesma faixa etária, soube que muitas (especialmente as que fumam) sentem a mesma angustiante inconveniência. Chamam isso de "sensação craquelê.

Fui em vários dermatologistas, experimentei alguns cremes. Nada. 
E mais: a crise ética!

Quando a PETA publicou seu "abecedário" das principais substâncias utilizadas em cosméticos, todos de origem animal, além do sofrimento impingido em animais vivos, à guisa de experimentos, não deu mais! COMO passar em meu rosto um produto feito com e à base de sofrimento de semelhantes? Camundongos, coelhos, símios, todos entram no filme de terror que são os laboratórios. Nem a natura, que tem natureza como sua bandeira, assegura o não uso de testes em animais! Uma consultora aqui do bairro dobra a esquina ao me ver, pois peço que ela interceda junto ao grupo para que cessem os testes e a utilização de substância animal! 

Picadas de abelhas são usadas em cremes antiage - podem causar reação alérgica
Picadas de Abelhas
Quando veio a propaganda do creme contendo as picadas das abelhas, que servem como estimulante "natural" de colágeno, pensei: Legal! Fui pesquisar para saber como eram obtidas as doses do veneninho, fruto das picadas. Funciona assim: O apicultor põe uma série de fios na entrada da colmeia e quando as abelhas, após voar todas as dezenas de quilômetros diariamente, cansadas, carregando o fruto de seu trabalho, finalmente chegam "em casa" para repousar, recebem uma dolorosa descarga elétrica e, com o sofrimento do choque, defendme-se, picando o tecido exposto! Ah, não! Todo o dia recebendo choques!! Imaginei o trabalhador cansado, voltando ao final do dia, após uma dura jornada de trabalho, recebendo um "más vindas!" desse jeito! Não bastam todas as outras alterações que elas já sofrem, incluindo as modificações genéticas! Não.


Sei de muitas pessoas que se revoltam contra a crueldade aos animais, mas continuam consumindo os produtos oferecidos no mercado! Mas, não adianta só se revoltar! Tem de fazer a sua parte!
Multivegetal


MULTIVEGETAL
Comecei a procurar na web possíveis empresas brasileiras que não usassem material animal na composição dos cosméticos, nem fizessem testagens. Encontrei a Multivegetal. Deixo o endereço: http://www.multivegetal.com 
Não é comercial nem estou ganhando nada com isso. A empresa nem sabe que estou divulgando. Consciência!

Deixo, também, o convite para que mais empresas que, porventura, lerem este artigo, que encaminhem seus dados que incluirei. QUANTO MAIS DIFUNDIRMOS, MELHOR! Se não formos nós a defender esses queridos, quem o fará? O grito deles não chega a nossos ouvidos, mas pode chegar até nossa consciência!

Mais sobre o tema, neste blog:

Na Declaração Universal dos Direitos
dos Animais está assegurado que eles
não passem por testes que lhes causem dor

Experimentos Científicos em Animais - É possível substituir?

Por Marise Jalowitzki

http://t.co/q8QmUfX





Cientista Philip Low Já sabemos
que os mamíferos e aves possuem
consciência. Manifesto com
assinaturas de cientistas de todo o
 mundo foi assinado em 07.julho.2012

Cientistas reconhecem que animais tem consciência









Âmbar, resultado do vômito de baleias,
usados para fixar perfumes, podem ser
substituídos por substância encontrada
em pinheiros .

JÁ NÃO CHEGA DE TANTA "BELEZA"?

Vômito de Baleias como fixador de perfumes já tem substituto sintético

Por Marise Jalowitzki




E aqui está a página de links: http://t.co/7Z4PBPu
Animais são nossos irmãos e tem Direito à VIDA DIGNA!

DIGA NÃO AOS EXPERIMENTOS CIENTÍFICOS COM ANIMAIS! 
DIGA NÃO À UTILIZAÇÃO DE PELES DE ANIMAIS!
DIGA NÃO AO RETROCESSO!!
DIGA NÃO ÀS QUEIMADAS!
DIGA SIM AO DIREITO À VIDA!
Manifeste-se! Participe!


Do site da Multivegetal:


O que são fitocosméticos?
O que são fitocosméticos


Fitocosméticos são cosméticos naturais elaborados com óleos, manteigas vegetais e extratos de plantas medicinais.
Com vantagens cientificamente comprovadas, os fitocosméticos são a opção de quem busca a beleza sustentável.
A formulação com ativos naturais resulta em efeitos significativamente superiores em relação aos produtos sintéticos, sempre buscando o equilíbrio da pele e dos cabelos para que a saúde deles realce a beleza natural.


Fitocosméticos Multi Vegetal

Quatro razões que fazem nosso fitocosmético especial

 Rigor científico no desenvolvimento de fórmulas naturais de verdade

 Preservação da qualidade original das matérias primas

 Técnicas de extração eficientes dos ativos das plantas

 Fabricação com qualidade sempre artesanal

domingo, 9 de setembro de 2012

Ataques de Abelhas - Quantas picadas matam


Sumiço das Abelhas ou Colapso das Abelhas ou Extinção das Abelhas - Como evitar ou reagir ao ataque de abelhas africanas e africanizadas




Ataques de Abelhas - Quantas picadas matam
Parte 7

Por Marise Jalowitzki
09.setembro.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/09/ataques-de-abelhas-quantas-picadas-matam.html

Há cerca de 20.000 espécies de abelhas no mundo. O seu tamanho varia de 2 mm a 4 cm. "Trate as abelhas como você faria com qualquer outro animal venenoso, tal como uma cobra ou escorpião. Esteja alerta e afaste-se!"

Muitas das chamadas ao Corpo de Bombeiros relacionam-se a ataques de enxames de abelhas. No Recife, por exemplo, as ocorrências relacionadas a enxames representam 33%.

Mais de 15 (quinze) picadas de abelhas necessitam de auxílio médico imediato. E mesmo sendo em menor número, caso surgir qualquer sintoma além de dor e inflamação nos locais das picadas, procure atendimento médico. Cada indivíduo reage de uma maneira: enquanto em alguns a picada provoca apenas dor e inchaço, em pessoas alérgicas pode desencadear o choque anafilático, com parada cardíaca e morte.

Abelhas africanizadas podem estabelecer-se "em cavidades pequenas e em áreas protegidas, tais como: caixas, latas e baldes vazios, carros abandonados, madeira empilhada, moirões de cercas, galhos e ocos de árvores, garagens, muros, telhados, etc." Chame a Vigilância Sanitária se descobrir um enxame em um desses locais.


A legislação prevê a existência de colmeias com, no mínimo, 300m de distância das habitações humanas. As africanizadas 
- atacam seres humanos ou animais a menos de 15m de onde estão. 
- detectam vibrações no ar até 30m e 
- passam a perseguir os 'intrusos' por 400m ou mais. 

Quem fiscaliza, em nosso país, para saber se esta distância é observada? E quando acontece uma mudança de local? Cabe a cada um manter-se vigilante, denunciando qualquer irregularidade conhecida.

No MS um casal que passava por uma ponte com sua caminhonete foi atacado por um enxame 'em transferência'. Quando as abelhas estão por criar um novo lar (colmeia) tornam-se ainda mais agressivas. 

O homem acabou morrendo, não aguentando o envenenamento. Era um senhor jovem, forte, a imagem saiu em vários jornais. Não a reproduzo aqui por ser uma foto trágica. Ele não recebeu mais de 100 picadas, foi fatal.


Abelhas africanizadas são parecidas com as europeias, só um especialista sabe distinguir - as nativas - ou indígenas - é que são mais facilmente identificáveis



Ao longo desta série (veja nos links ao final da página) sobre o chamado "Sumiço das Abelhas" ou "Colapso das Abelhas" ou "Extinção das Abelhas" temos visto que a ação humana, que está modificando todo o ciclo produtivo desses laboriosos insetos, está por trás, mais uma vez, de toda esta mudança, que, inexoravelmente, muda o que convencionalmente sabíamos sobre abelhas e cultivo do mel. Assim:

1) vários são os fatores responsáveis pelo "sumiço": agrotóxicos, telefones celulares, ácaro (especialmente o Varroa). Desmatamento e queimadas. Sistema de monocultivo, fumigando, expulsando e matando as abelhas quando seu trabalho 'já não serve mais'. 

2) as abelhas africanizadas (africanas modificadas geneticamente), paulatinamente, estão substituindo as abelhas nativas ou europeias, pois, mesmo sendo bem mais agressivas, produzem mais mel e seus derivados (pólen, melitina - agora usada em cosméticos -, própolis) e é isso - QUANTIDADE - o que, infelizmente, mais conta para a esmagadora maioria.

3) há espécies africanizadas que apenas recolhem pólen e outras espécies modificadas geneticamente que apenas produzem mel. Desta forma, abelhas nativas correm risco de extinção se estiverem em áreas próximas às africanizadas, pois ficam sem a energia que lhes recarrega. Além do que, recebem o ataque daquelas.

4) as abelhas africanizadas, sendo mais agressivas, dificultam a limpeza das colmeias, o que fez com que muitos meliponarios tivessem de ser destruídos (queimados), tomados que foram pelo fungo Nosema Ceranae, ácaro Varroa ou vírus diversos.

5) Para garantir a limpeza nas colmeias (higiene é fundamental para que o mel não acabe sendo prejudicial) os produtores utilizam os fumigadores ("fumaça" tóxica, veneno) para afastar as abelhas da colmeia. 

6) Quando o enxame é expulso da colmeia, todo o grupo fumigado se afasta, tonto - e sempre agressivo -. Sem rumo, na maioria das vezes elas morrem bem próximas. E novas pupas (larvas - abelhas em estado fetal) são usadas na reposição.


É preciso louvar e incentivar os meliponarios preservacionistas, que continuam apostando no cultivo do mel de forma sustentável, sem uso de fumigadores, sem queimar as abelhas  quando estas atingem a maturidade e já não produzem tanto quanto as mais jovens. Sem matar o zangão (esmagando-lhe a cabeça) para que ejacule e assim, proceder à inseminação artificial das abelhas rainhas.


abelhas - queima do apiário tomado pelo ácaro Varroa - veja abelhas no chão, ainda grudadas nas caixas,  tontas


Por todo este processo cruel impetrado a mais esta espécie animal, que os veganos abominam o uso de mel e de todos os produtos derivados das abelhas. Também neste cultivo, os animais são usados apenas como meros instrumentos, sendo-lhes roubado o cumprimento de seu instintivo e primevo ciclo de vida.

As abelhas nativas, quase todas elas, são sem ferrão, ou o tem inibido, não causando danos  a quem, eventual ou acidentalmente, é picado por elas. Abelhas nativas só atacam quando são agredidas e não costumam causar grandes distúrbios, mesmo sendo em grande quantidade. Já houve registros de mais de 500 picadas, sem que a situação acabasse em tragédia. A vítima ficou em observação durante algumas horas, sendo, após, liberada. Com as africanizadas, a situação é outra: elas atacam pela simples aproximação e, portanto, todo cuidado é pouco. Cem picadas bastam para matar! (Veja os dois artigo ao final, com os relatos).

Aqui no RS, tivemos vários dias de muito calor, calor de 30 graus, como se verão fosse. Certa tarde estava fazendo um doce de amendoim quando entraram algumas abelhas africanizadas. Pela primeira vez. Elas são fáceis de identificar, pois tem o dorso rajado em amarelo e preto e o zumbido é bem mais forte do que as outras. Confesso que me assustei, pois outras poderiam também chegar. Tampei imediatamente a panela com o doce, busquei um ventilador grande, liguei e saí do aposento. Mais tarde, felizmente, ao voltar, verifiquei que não havia mais nenhuma.


Transcrevo:

"CUIDADOS GERAIS PARA EVITAR PICADAS DE ABELHAS


 colméia de abelhas africanas
  • Use roupas claras, pois as escuras atraem as abelhas
  • Não use perfume, sabonete, loção pós-barba e spray fixador para cabelo
  • Evite movimentos bruscos e excessivos quando próximo à colmeia
  • Não grite: as abelhas são atraídas por ruídos, principalmente os agudos
  • Evite operar qualquer máquina barulhenta próximo à colmeia
  • Preste atenção ao zumbido característico de um enxame
  • Tenha cuidado ao entrar em local que possa abrigar colmeia
  • Examine a área de trabalho antes de usar equipamentos motorizados
  • Idem, idem ao amarrar animais domésticos ou gado
  • Mantenha-se alerta ao executar as práticas culturais
  • Para remover colmeias, chame os bombeiros, um apicultor ou firma especializada
  • Ensine as crianças a se precaverem e não molestarem as abelhas
  • Pergunte ao Médico sobre Primeiros Socorros e o que fazer se for alérgico a picadas
  • Observe se há abelhas entrando ou saindo do mesmo lugar



OS ESPECIALISTAS CONCORDAM QUE O MELHOR MÉTODO PARA ESCAPAR DE UM ATAQUE DE ABELHAS É COBRIR A CABEÇA E CORRER PARA UM ABRIGO.




cubra a cabeçaComo regra geral, mantenha-se afastado de todo enxame ou colméia. Se encontrar alguma, afaste-se imediatamente. Ao correr, trate de proteger o rosto e os olhos, tanto quanto possível. Refugie-se num carro ou casa. A água (mergulhar no rio) e a vegetação densa não oferecem proteção suficiente. Não fique parado e nem trate de sacudir-se ou afugentá-las: os movimentos rápidos (e os sons agudos) provocam que as abelhas piquem.




 capuz para a cabeçaAo ser atacado, se você não tiver um pano (lenço, toalha, etc.) para cobrir a cabeça, faça-o com a própria camisa. As picadas nas costas e no peito que você deverá levar serão menos graves do que as que ocorreriam no rosto.
Uma medida preventiva recomendável é levar sempre no bolso um capuz de pano ou de tela de mosquiteiro.

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

 Os Equipamentos de Proteção Individual - E.P.I. utilizados no trato com as abelhas compõe-se de chapéu, capuz, macacão, luvas, fumigador, botas, etc. Praticamente só são utilizados por apicultores e equipes especializadas em remoção de colméias, seja do Corpo de Bombeiros ou de firmas especializadas no controle de insetos.
O capuz citado logo acima, seria um EPI recomendado para o agricultor comum.

O QUE FAZER APÓS TER SIDO ATACADO POR UM ENXAME DE ABELHAS

Os efeitos das picadas das abelhas variam de intensidade, na dependência do número de ferroadas e da sensibilidade do indivíduo ao veneno.
Quando perturbadas, as abelhas emitem um feromônio de alarme (iso-pentil acetato) e altas concentrações são depositadas com o ferrão no local da picada. Uma só abelha pode armazenar 0,1 mg de veneno e até 500 ferroadas (ou bem menos se a pessoa for alérgica) podem ameaçar a vida de um adulto.



O VENENO DA ABELHA É UMA SUBSTÂNCIA (NA VERDADE, VÁRIAS) QUE PENETRA NA PELE COM O FERRÃO.




O veneno contem diversos componentes. Os de princípio mais ativo são: histamina, melitina e duas enzimas: hialuronidase e fosfolipase.
O veneno apresenta 3 efeitos no organismo:
a) neurotóxico --- atua sobre o sistema nervoso;
b) hemorrágico--- aumenta a permeabilidade dos capilares sanguíneos;
c) hemolítico --- destrói os glóbulos vermelhos do sangue.

COMO O VENENO SE MANIFESTA


  1. Forte dor, nos primeiros 2 a 3 minutos, proporcional ao número de picadas e conforme o local do corpo
  2. Inchação mais ou menos acentuada, de acordo com o local do corpo atingido
  3. Vermelhidão no local da ferroada
  4. Coceira local ou generalizada (nas pessoas alérgicas)
  5. Aumento da temperatura corporal, principalmente no local da picada
  6. Falta de ar (dificuldade de respirar)
  7. Os lábios adquirem cor azulada (em casos de alergia)

PRIMEIROS SOCORROS

 Uma pessoa alérgica vai apresentar os primeiros sintomas 3 a 4 minutos após receber a(s) picada(s): dificuldade de respirar, pele avermelhada e até desmaio. Nesses casos, o melhor é não tentar atender em casa, mas levá-la ao Hospital para os Primeiros Socorros, o quanto antes."

http://www.abelhas.noradar.com/ataques.htm





  Conheça a realidade sobre os fatos - Abelhas sem ferrão - silvestres - não atacam - o perigo é não saber quais as espécies agressivas. O melhor é não arriscar




Mais dados:

Como evitar ou reagir ao ataque de abelhas africanas

Os cães são curiosos, territoriais e agressivos contra invasores. Entretanto, eles geralmente estão presos em quintais ou canis e não podem fugir se forem atacados. As abelhas consideram os cães como predadores, porque são barulhentos, emitem vibrações, odores e calor.

O ataque das abelhas africanizadas era tido como um problema rural, porque as pessoas e os animais permanecem na maior parte do tempo no campo, sem proteção das construções. Na realidade, os ataques têm sido muito mais frequentes nas cidades, onde a população humana e a de animais de companhia são maiores, e moradores da cidade plantam muitas flores ornamentais que fornecem alimentos para as abelhas e também os animais vivem mais confinados que nas áreas rurais. As cidades também fornecem água abundante e vários tipos de cavidades protegidas, como prédios em construção, que são excelentes lugares para as abelhas durante todas as estações do ano.

Como prevenir ataques:
· Se descobrir colméias em seu jardim ou na parede de sua casa, chame profissionais para removê-las. Não faça você mesmo;
· Inspecione sua casa e as outras estruturas da sua propriedade mensalmente. Tampe buracos e remova objetos que possam servir de abrigo para as abelhas, como casinhas de cachorro velhas, caixas, entulhos ou objetos ocos;
· Se notar um enxame próximo a uma árvore no quintal, não se aproxime dela por três dias. Se não for embora, chame o serviço especializado;
· Antes de confinar um animal, seja cão ou cavalo, inspecione o lugar;
· Antes de operar um equipamento barulhento (cortadores de grama, tratores, etc.), cheque a área para verificar a presença de abelhas voando. Não opere o equipamento se houver abelhas por perto;
Como agir frente ao ataque:
· Segure a respiração até descobrir de onde vem as abelhas;
· Se apenas uma ou duas abelhas estão rodeando você, afaste-se da área cuidadosamente;
· Se você for atacado ou se estiver sendo rodeado por várias abelhas, corra imediatamente. Cubra a boca e o nariz com as mãos enquanto estiver correndo;
· Se seu animal está sendo atacado por poucas abelhas, deixe-o entrar em casa ou abra o portão para que ele possa fugir. Se o ataque for sério, não tente socorrê-lo, mas sim chame o serviço especializado imediatamente para isso.

http://www.bichoonline.com.br/artigos/gcao0013.htm

Relatos de duas situações em que vítimas foram picadas por abelhas:

21/02/2011 - 18:26
Em Três Lagoas, homem é internado ao levar 500 picadas de abelhas

Gelson ficou internado na UTI por algumas horas
Um homem identificado como Gelson Nascimento Junior, de 47 anos, leva mais de 500 picadas em ataque de abelhas, na manhã de ontem (20) no bairro Jardim Alvorada em Três Lagoas, cidade distante 338 quilômetros de Campo Grande.
Gelson encostou-se a um posto de energia e segundos depois teve o corpo coberto por abelhas.
A vítima foi encaminhada ao Hospital Auxiliadora onde foi constatado pela equipe médica que ele tinha levado aproximadamente 500 picadas. Gelson ficou internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) por algumas horas.
O Corpo de Bombeiros isolou a área onde aconteceu o ataque para remover as abelhas. De acordo com a assessoria do hospital, Gelson continua internado e o estado de saúde dele é estável, mas que inspira cuidados.


Viviane Oliveira
27/12/2010 - 20h44min

 100 picadas mata na Paraíba
Um homem de 45 anos morreu após levar cerca de 100 picadas de abelhas na tarde desse domingo (26), no Sertão do Estado da Paraíba.

Conforme o Samu, Severino Joaquim da Silva e sua esposa estavam trafegando em seu carro pelas proximidades da cidade de Poço José de Moura quando foram surpreendidos por um enxame de abelhas.

As abelhas invadiram o automóvel e atacaram as vítimas, que conseguiram sair do veículo. O Samu foi acionado, mas Severino não resistiu às picadas e morreu antes de ser levado para o Hospital Regional de Cajazeiras.

A esposa da vítima conseguiu sobreviver ao ataque das abelhas, que ocorreu quando o carro do casal passava por uma ponte.



(continua)

Série O 'MISTÉRIO' DA EXTINÇÃO DAS ABELHAS



Abelhas em extinção - A quem mais
responsabilizar?

Extinção das Abelhas, Há Mais embaixo do Tapete!
Parte 1

http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/06/extincao-das-abelhas-ha-mais-embaixo-do.html 








Porque essa história de "MISTÉRIO"
 DO DESAPARECIMENTO DAS 
ABELHAS continua sendo 
INCESSANTEMENTE alardeada. 

Extinção das Abelhas - Mistério ou Verdade Encoberta?

Parte 2
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/06/extincao-das-abelhas-misterio-ou.html







Competição canadense envolve
apicultores e abelhas sem ferrão

Extinção das Abelhas - Consequência Planejada ou Plano Inconsequente? 
Parte 3 









Extermínio dos zangões

As alardeadas possíveis causas para o sumiço da Apis mellifera e o cultivo tradicional do mel 
Parte 4 








Extinção das Abelhas - Chega
de Mistério - Curso para criação
de apiário é vendido na web por
14,90 reais. 



Os donos das Sementes, Polinização das lavouras e a Sobrevivência das Abelhas
Parte 5













Abelhas que produzem apenas
mel, abelhas que recolhem apenas
pólen – IBAMA agora informa que
reavaliará 4 agrotóxicos associados
a efeitos nocivos aos polinizadores
- Imidacloprido, Tiametoxam,
Clotianidina e Fipronil.
Mas n
ão são só os pesticidas.  

A Realidade Atual das Colmeias - Pólen Apícola - Sistema Natural X Sistema Atual - Interferência Humana 
Parte 6


Abelhas sem ferrão - silvestres - não
atacam - o perigo é não saber quais as
 espécies agressivas. O melhor é não arriscar

Ataques de Abelhas - Quantas picadas matam

Parte 7

Por Marise Jalowitzki
09.setembro.2012








Parte 8 - É possível interromper o Colapso das Abelhas (CCD - colony collapse disorder)? O que dizem os pesquisadores


Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


Escritora, Educadora, Ambientalista,
Coordenadora de Dinâmica de Grupo,
Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV,
International Speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil