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terça-feira, 23 de novembro de 2010

ELEITOR RUIM, PRESIDENTE RUIM



No Movimento Marina há uma interessante discussão que leva o título: ELEITOR RUIM, PRESIDENTE RUIM, postado por "Ética Profissional"

Considerei bastante interessantes algumas postagens de marineiros e as transcrevo aqui:

Marcelo Augusto Ferreira diz:

Olha... a democracia representativa é um sistema cheio de problemas. Muito mais quando se tem a obrigatoriedade do voto. Concordas? Nem todos têm a obrigação de gostar de política, portanto, não vejo porque deveriam ser julgados por isso...


Na maioria das vezes que falo em política, vejo reações de desinteresse, deboche...


Melquisedec Gomes da Silva diz:

Eu acredito que o processo eleitoral é muito sério e a maior parte da população brasileira ainda não está preparada para exercer o seu papel como eleitor de maneira plena, falta informação sim, mas muito mais que isso falta educação e formação.

O Brasil precisa de um projeto para estabelecer um sistema educacional eficiente com qualidade para formar os seus eleitores e mudar o cenário atual.

De forma prática, o eleitor atualmente é desinformado, de um lado pela falta da informação de qualidade e de outro por falta de interesse do povo brasileiro em uma discussão politica séria (a maioria infelizmente), partindo do ponto de vista de que política é um assunto banalizado pelos nossos representantes e não reflete a sua importância como um processo de mudança na mão do eleitor.


O eleitor brasileiro é ruim sim, e o presidente e todos os nossos representantes irão refletir essa imagem, mesmo que o motivo seja a falta de informação e a falta de acesso à educação de qualidade, o fato é que o eleitor é ruim e essa característica vai espelhar no planalto e no congresso; falta ideologia no mundo político brasileiro.


Está na hora de desobrigar o voto e libertar a massa de uma tarefa que lhe é muito pesada, o voto precisa ser exercido pelo cidadão interessado nesse processo, precisa deixar de ser uma loteria popular onde palhaços e corruptos são eleitos e re-eleitos.


Precisamos proibir a divulgação da pesquisa eleitoral no período de campanha (a quem interessa essa industria? - certamente não ao povo brasileiro).


Precisamos acreditar em um país livre que assume a postura de eleitor responsável e que será capaz de construir bons eleitores com a liberdade de ser um cidadão brasileiro.

´Transcrito de: http://www.movmarina.com.br/forum/topics/se-o-eleitor-e-ruim-o?groupUrl=anticorrupcao&commentId=3228169%3AComment%3A412588&xg_source=msg_com_forum

Link relacionado, neste blog:

Política atraente nas escolas e voto livre - "Dinheiro na cueca" é atraente? - http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/politica-atraente-nas-escolas-e-voto.html









Povo anestesiado? - http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/10/povo-anestesiado.html 
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POLÍTICA ATRAENTE NAS ESCOLAS E VOTO LIVRE - "Dinheiro na cueca" é atraente?


POLÍTICA ATRAENTE NAS ESCOLAS E VOTO LIVRE - "Dinheiro na cueca" é atraente?
Marise Jalowitzki


O interesse por política, definitivamente, não é um ponto forte para os brasileiros. Descaso, ironia, deboche, descrédito é o que a maioria sente e declara quando o assunto vem à tona. Entretanto, querendo ou não, nossas vidas são norteadas pelas decisões que os políticos tomam. Somos atingidos "corpo-e-alma" por tudo o que eles aprovam ou desaprovam: salários, rodovias, aeroportos, preços, tipos de mercadorias, políticas públicas e sociais. Muito ruim ficar alheio a tudo que acontece, apenas pagando e realimentando os efeitos!


Assim, o que fazer para despertar a consciência política? Para que alguma coisa chame a atenção de alguém é preciso que seja atrativa.


Natal-comércio é um grande exemplo: tem tantos adeptos devido a um constante bombardeamento de ofertas, artigos coloridos, enfeitados, saborosos, de conforto, que chegam aos olhos dos consumidores sempre associados a belas cenas de família, afeto, união, alegria e compartilhamento. Difícil resisitir, não é mesmo?


Qual a atração que a política oferece? Desvios, corrupção, conchavos, interesses próprios, desmandos, fraudes, brigas e sopapos, divergência de opiniões... o tempo todo! Durante os mandatos, ao invés de discutir e implementar ações e programas importantes para o desenvolvimento do país, a maioria das questões giram apenas ao redor de quem é mais podre do que quem! Projetos necessários ficam engavetados mandato após mandato!


Agora, esperar que qualquer um dos lados - eleitor ruim ou político ruim - mude, não vai acontecer por si só.


O aceno de mudança positiva continua sendo a educação.


É na sala de aula, desde pequeno, que o cidadão precisa receber informações, as mais isentas possíveis, ter acesso a leituras diversas, de diferentes correntes políticas, o professor incentivar fóruns e ginkanas de debates. Isto torna possível a cada um criar o seu próprio conceito político, associar-se (ou não) mais tarde a um determinado grupo e defender sua voz. Desta maneira conseguirá construir idéias próprias, o que leva a decisões mais conscientes.




Voto Livre

Ser meramente compelido a votar nunca irá retratar a vontade de um povo. 

Está claro que mudar isso não interessa aos políticos de hoje, pois ninguém dá atenção aos recados passados pelas abstenções, votos nulos e brancos. Só nesta aleição foram quase 30%. Quem comentou sobre isso? Quase 1/3 da "massa eleitoral" se absteve, justificou de alguma forma ou, simplesmente, manifestou seu protesto e descontentamento. Quem realmente quis votar em alguém, o fez conscientemente; mesmo pessoas as mais humildes, pouco instruídas, vieram com seu "santinho" e "colaram" os números. Por isso, desconsiderável o possível argumento de que os "brancos" foram de quem "não sabia votar".

A ação continua sendo diretamente proporcional ao interesse.

Desobrigar o cidadão do voto é trabalhar com a população que efetivamente se interessa pelas causas que são de todos e que interferem no dia a dia de todos.


Entretanto, se até a antiga OSPB (Organização Social e Política Brasileira) foi extinta como disciplina nas instituições educacionais, qual a largueza de pensamento a que o cidadão comum tem acesso? Mensalão, "dinheiro na cueca", o quanto o presidente é chegado a um trago, essas coisas. Pois é isso que é divulgado. Ah, tem mais: a briga entre os políticos se o salário vai ficar em 536,00 ou 538,00....!


É preciso começar e o lugar desta mudança é, principalmente, na sala de aula.



Motivação só existe quando o Motivo para a Ação é atraente!


Educação já!


Link relacionado, neste blog:
Abstenções, Votos Nulos e Brancos - É um Recado? - http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/tse-justica-eleitoral-resultado-das.html









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MARISE JALOWITZKI é escritora e consultora empresarial
e-mail: marisej@terra.com.br
Porto Alegre - RS - Brasil
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

CENSURA - EXCESSO DE LIBERDADE DE IMPRENSA




CENSURA - EXCESSO DE LIBERDADE DE IMPRENSA
Marise Jalowitzki

Sou de 1953 e uma das coisas que mais marcaram minha infância e juventude, bem como boa parte da idade adulta, foi o "tapa-boca" físico e mental a que fomos sujeitos. Até meus 11 anos de idade, falávamos de muitas coisas, incluindo política, governo, ações sociais e comunitárias, música, letras, bandas.

Sou uma pessoa simples, criada em uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul. De repente, a partir de 64, ninguém mais falava nada, não se podia nem sequer desenhar a bandeira nos desenhos infantis, as pessoas não se reuniam mais. As músicas passaram a ter uma letra boba, surgiram algumas bandas novas e todos ficaram a ver a banda passar... canções estrangeiras com letras onde quase ninguém entendia o que era falado; jornais fechados, partidos políticos fechados. Mudou tudo. Regime militar de exceção.

A gente se cria, assim mesmo. Fica meio que um vazio, não há acesso a literaturas de livre pensar. Nem em arte, nem em história, que dirá em política, economia. Aos poucos se vai ouvindo de alguns fossos onde são encontrados cadáveres de quem ousou falar contra o regime, mais tarde se escuta de um Araguaia. E todos comentam que, para ter opinião, é preciso restabelecer, antes de mais nada, o direito à informação e ao conhecimento. Liberdade de imprensa. Esta foi a bandeira que da década de 80 para cá, foi a mais levantada.

Agora, com muito espanto, escutamos que a mesma liberdade de imprensa tão cortejada, ansiada e conquistada, está novamente ameaçada!!! Pelos mesmos que antes a defendiam??? Escutamos do próprio presidente que não é preciso formar opinião, que há informação demais...

Gente, agradeço TANTO à liberdade de imprensa que nas últimas décadas esteve presente neste país! Quanta coisa foi esclarecida, quanta coisa se pode saber! É certo que SEMPRE houve manipulação de dados, por todos os lados, políticos ou não. Continua-se a esconder da população informações importantes, continuam sendo os programas de madrugada (que o trabalhador não pode escutar/assistir), continuam sendo estes programas os mais esclarecedores da real situação...mas, querer cortar até isso? Onde vamos chegar se jornais e redes televisivas forem novamente silenciados?

Notícia divulgada pela CBN, onde Heródoto recebe informações de Lúcia Hipólito.

Assistam o video da CBN e tirem suas próprias conclusões: 
http://cbn.globoradio.globo.com/Player/player.htm?audio=2010%2Fcolunas%2Flucia_100915&OAS_sitepage=cbn/comentarios/luciahippolito
 
BRASIL, ABRE TEUS OLHOS!

 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

CÓDIGO DE DEFESA DO ELEITOR


CÓDIGO DE DEFESA DO ELEITOR



Propaganda enganosa merece punição.
E propaganda enganosa na política, por que não???

Por Marcio Fialho - RS
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2010/10/codigo-de-defesa-do-eleitor.html

Se uma empresa vai a TV, oferece determinado serviço, e depois se verifica que era propaganda enganosa, tal empresa é processada e tem que pagar indenizações a quem contratou o serviço.


Felizmente, as empresas são obrigadas cada vez mais a falarem a verdade sobre seus serviços e produtos, ou repor ou indenizar os danos que causam por vender uma coisa, dizendo que é outra, dizendo que tal produto faz uma coisa, mas faz outra, ou mesmo induzindo o cliente a pensar que o produto faz algo que ele não faz.


Há multas, há indenizações, há danos à imagem e à confiabilidade da empresa.


E há concorrentes trabalhando bem o suficiente para tomar os clientes desapontados e enganados.


Já pensaram como será bom, a partir do momento em que com a política acontecer igual?


Que maravilha será! As promessas de campanha terão de ser cumpridas, sob pena de rescisão de contrato, multas e indenizações!


Ao existir algo parecido com isso, os políticos mentirão bem menos, e suas promessas serão bem mais cuidadosas, pois terão que cumpri-las, ou serão tirados do cargo, deixando a vaga para o concorrente. Em curto espaço de tempo.
Que maravilha!!!


Não será mais preciso esperar mais 4 anos remoendo o erro, eleitor!


Também haverá menos boicotes às propostas um do outro, e os políticos serão obrigados a trabalhar em equipe, para o bem da Sociedade e do Estado (como reza a teoria), pois é uma questão de sobrevivência no cargo que tanto querem...


Assim, ao invés de boicotar, os políticos terão de combinar a ordem de aprovação das idéias e promessas que cada um fez para se eleger.


Teremos propostas de verdade, e não promessas vazias!
Poderemos selecionar os que têm os melhores projetos para Educação, para Saúde, para Segurança, para a Sustentabilidade e Preservação do Meio Ambiente e para cada setor individualmente, já que muitos representantes são escolhidos a cada eleição.


Não cumpriu? Indeniza o cliente... nós... o Estado!


E fica com o “filme queimado”.


E entra o suplente, já sabendo o que lhe espera se agir da mesma forma.


Não será preciso descobrir e provar imoralidades para nos livrarmos desses políticos... Bastará não ser o que nos “venderam” na época das eleições...


Bastará o fato de nos ludibriarem dizendo tudo que queríamos ouvir, nos iludindo com promessas maravilhosas e, na hora de cumprir, não cumprir!
Se uma empresa fizesse na TV o que faz um político... ai dela! E olha que o dano causado pela propaganda enganosa do político ainda é imensamente maior do que o dano causado por um produto que não é tudo o que nos fizeram pensar que era.

Vamos pensar seriamente em criar uma forma efetiva de colocar em prática uma Lei que venha, de fato, em defesa do eleitor?

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Nota de Marise: 
A única alteração que fiz, foi no tempo verbal. "Puxei" mais para perto a idéia bem bolada, para que o sonho possa se tornar uma realidade, e nossa reflexão nos levar para novas possibilidades.

Mesmo que já exista algo parecido, não está sendo devidamente analisado ou observado na prática legislativa. Sem contar o teeemmmmmpo em que uma situação se arrasta até que, ou não leva a nada, ou cai no esquecimento.... o que vem dar no mesmo.

Caminhando para o Voto Consciente (e não, simplesmente, obrigatório), com certeza os cidadãos ficarão muito mais envolvidos e comprometidos a partir do momento em que souberem que terão o Direito, garantido por Lei, para cobrar, realmente, o não cumprimento das promessas de campanha.

Atualmente, mesmo quando se acessa o site do candidato em que votamos, e se encaminha um e-mail, na esmagadora maioria das vezes, nem resposta recebemos, que dirá uma adoção diferenciada de qualitativa ação!
O original está publicado em http://ning.it/c7ilTE  

Mudanças acontecem quando muito se fala sobre o que se deseja.
Vamos refletir?