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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Mulher marcada para morrer recebe apoio de artistas

Protetores da Floresta, que denunciam grilagem, desmatamento e venda ilegal de madeira continuam sendo sumariamente assassinados
01.agosto.2011


Mulher marcada para morrer recebe apoio de artistas

Nome de trabalhadora rural está na lista de pessoas ameaçadas de morte por pistoleiros no Pará. Atores e atrizes vão a Brasília protestar contra a violência no campo.


Apesar da dor pela perda do marido, Maria Joelma da Costa persiste. Eu sonho muito que se faça justiça, diz ela. Nós também!


Maria Joelma da Costa é uma brasileira que, através de seu drama, despertou a solidariedade de estrelas como Wagner Moura, Letícia Sabatella e Camila Pitanga. Ela é uma trabalhadora rural marcada para morrer.

  De acordo com a Pastoral, só este ano, dez pessoas já foram assassinadas por causa de conflitos fundiários no Brasil. O documentário "Esse homem vai morrer", do diretor Emílio Gallo, conta a história de uma outra lista pública de pessoas ameaçadas de morte na cidade de Rio Maria, no sul do Pará.

“Eu também constava em uma lista que tinha preço. Cada um, conforme o cargo que exercia, tinha um preço pela cabeça”, conta um dos ameaçados.

No filme, o padre Ricardo Resende, que teve de ir embora da cidade para não morrer, volta a Rio Maria para rezar uma missa. No sermão, ele fala sobre Joelma. “O marido dela foi assassinado, e ela é ameaçada de morte”, alerta.

“É muito triste ler seu nome na lista. Eu não sou uma pessoa livre. Eu não tenho a liberdade de dizer que quero ir em tal lugar e posso ir”, diz Joelma.

Um policial à paisana armado escolta Joelma aonde quer que ela vá, 24 horas por dia: nas ruas da cidade, no cemitério, em frente ao túmulo do marido, nas reuniões do sindicato, em casa.


“Quem não tem medo da morte? Eu tenho sim. Mas a minha luta é pela vida. Eu tenho certeza de que quero viver”, afirma.

A luta da sindicalista para continuar viva comoveu um grupo de artistas. Eles foram com ela a Brasília entregar ao ministro da Justiça a lista dos marcados para morrer. Em depoimento à cineasta Júlia Barreto, atores e atrizes protestaram contra a violência no campo.

“A gente sabe que a violência tem sua razão na ganância, no lucro imediato e fácil. Nós precisamos mudar essa situação”, pede Letícia Sabatella.

“Não admitimos a exploração de um homem pelo homem de forma covarde e não admitimos, principalmente, esse faroeste primitivo”, diz Wagner Moura.

“Que isso não dê continuidade, que a gente possa parar essa tristeza, essa crueldade, essa barbárie”, completa Camila Pitanga.

Joelma hoje é coordenadora regional da Federação dos Trabalhadores na Agricultura. E apesar do risco não pensa, nem por um segundo, em ir embora do Pará.

“Eu passei a compreender que a gente precisa lutar por nossos direitos. Eu sonho muito que se faça justiça no nosso Brasil. Estou persistindo, estou na batalha. Eu não posso perder a esperança”, finaliza Joelma.


O sonho era envelhecer juntos. “Foi meu primeiro namorado, pai dos meus quatro filhos”, conta a sindicalista Maria Joelma da Costa.

Não houve tempo para isso. “Dezinho foi assassinado em 21 de novembro de 2000. Ele deixou o exemplo de um grande homem, de um pai que não pensava só na sua família, só nos seus filhos. Ele deixou exemplo para outros filhos, para outros jovens”, lembra Joelma.

José Dutra da Costa, o Dezinho, tinha 43 anos quando morreu. Era o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondon do Pará. Ele denunciava a grilagem de terras públicas e a retirada ilegal de madeira.

“Dezinho já mexeu com os interesses do município. Ele foi ameaçado durante mais de oito anos. Um pistoleiro foi visto atrás da nossa casa. E várias emboscadas foram feitas para Dezinho”, conta Joelma.

A sindicalista lembra o dia preciso em que a filha do casal foi buscar o pai para a morte. “Eu mandei a minha filha caçula chamar o pai porque tinha uma pessoa necessitando de falar com ele urgentemente”, lembra.

Enquanto o marido não vinha, Joelma serviu café e ficou fazendo sala para o assassino.

“O cidadão estava ali do meu lado. Eu nunca imaginei que fosse um pistoleiro armado para matar meu esposo”.

Em frente de casa, três tiros foram disparados. O pistoleiro foi preso e condenado há 29 anos, mas já fugiu da prisão. O fazendeiro José Décio Barroso Nunes foi acusado de ser o mandante, ficou 13 dias preso, mas nunca foi julgado. Em nota enviada ao Fantástico, o fazendeiro nega a acusação.

“Geralmente, quando alguém chega a ser preso, é o pistoleiro. Alguém mandou ele matar. Mas quem manda matar não está preso”, ressalta Joelma.

Quando Dezinho morreu, Joelma achou que tinha o dever moral de continuar a luta do marido. Primeiro, cobrando por justiça. E depois assumindo ela própria a presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondon do Pará. Desde então, o nome dela nunca mais saiu da lista dos marcados para morrer.

A lista dos jurados de morte pela pistolagem é divulgada todo ano pela Comissão Pastoral da Terra da Igreja Católica. A última tem 125 nomes. São camponeses, padres, ativistas políticos e sindicalistas que receberam ameaças de morte em 16 estados.


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Leia mais no link http://t.co/3PKfaUT



Camila Pitanga, junto com os colegas artistas, entregou ao Ministro da Justiça um ofício pedindo o fim da barbárie que persiste na ilegalidade dos desmatamentos e grilagem de terras na Amazônia


Artistas entram na luta contra a morte dos extrativistas no Norte do Brasil

01.agosto.2011
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E mais:
Zé Claudio e Maria, ativistas ambientais
assassinados por defender a floresta
(Foto CNS)


Ativistas ambientais são executados no Pará e vaiados na Câmara dos Deputados quando suas mortes foram anunciadas!!!






Mais um ambientalista assassinado!
Dinho também se despede prematuramente


 
Morte de Dinho - mais um crime! Vão fazer uma "limpeza" nos defensores da Floresta?

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Leia mais sobre Preservação, Desmatamento e Condições do Planeta:


Preservação ambiental e dos animais selvagens







Pra ter opinião, tem de conhecer!



Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente

Escritora - Pós-graduação em RH pela FGV-RJ
International Speaker pelo IFTDO - USA
Porto Alegre - RS - Brasil








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Publicado também em http://www.direitoshumanos.org/ no link http://ning.it/r1DAHj
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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Morte de Ambientalistas e Governo: Só coibiremos essa violência absurda quando acabarmos com a impunidade!

Desmatamento ilegal é causa de assassinatos de ambientalistas - Nos últimos 25 anos, mais de 1,5 mil pessoas foram assassinadas em conflitos agrários

Morte de Ambientalistas e Governo: Só coibiremos essa violência absurda quando acabarmos com a impunidade!

Por Marise Jalowitzki
27.maio.2011
http://t.co/1C9YGaV


O momento que estamos vivenciando, Novo Código Florestal e Preservação Ambiental faz com que os olhos internacionais estejam focados no Brasil, na Amazônia e no Governo e suas providências. Tem muito dinheiro investido! E a situação é altamente perigosa, atrasada, constrangedora e no contra-pé da sustentabilidade.

Os criminosos matam os que denunciam, espalham medo entre a população simples, mas, ao mesmo tempo, estão apressando as providêcias efetivas para esta chaga social.

Esperamos sinceramente que o governo cumpra o que está prometendo em sua Nota (publicada adiante).

Após a morte de três ambientalistas em uma semana, mais ameaças de morte estão sendo espalhadas. Desta vez é a agricultora Nilcilene Miguel de Lima, de Lábrea, que está na mira das ameaças. Ela é presidente da Associação “Deus Proverá”, no sul do Amazonas.

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Do Terra:
Assentada na região há sete anos, Nilcilene desenvolve atividades de cultivo familiar ligadas à conservação do meio ambiente, da floresta e ao ativismo social.
A rica e exuberante região de Lábrea, na divisa dos estados do Acre, Rondônia e Amazonas, tem sido palco de muitos conflitos nas últimas décadas por causa da luta pela posse terra, principalmente para pecuária e exploração madeireira.

Presidência da República manifesta “total repúdio e indignação”

Os ministros Gilberto Carvalho  (Secretaria-Geral da Presidência da República) e Maria do Rosário Nunes (Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República) divulgaram uma nota sobre o assassinato do líder camponês Adelino Ramos. Eles manifestam “total repúdio e indignação”.

Eis a nota:

“1 – Adelino era uma liderança reconhecida na região Norte do país, sendo presidente do Movimento Camponeses Corumbiara e da Associação dos Camponeses do Amazonas. Dinho, como era conhecido, morava em um assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) com outras famílias e seu grupo buscava regularizar sua produção. Segundo lideranças locais, ele vinha recebendo ameaças de morte de madeireiros da região. Na manhã de hoje, na companhia de sua família, ele foi executado a tiros no município localizado na divisa dos estados de Rondônia, Acre e Amazonas. Cabe ressaltar que ele era um remanescente do massacre de Corumbiara, ocorrido em 9 de agosto de 1995, que resultou na morte de 13 pessoas.

2 – O assassinato de Adelino Ramos merece o nosso total repúdio e indignação. Há três dias o Brasil se chocou com a execução de duas lideranças em circunstâncias semelhantes, no Pará. Hoje, mais uma morte provavelmente provocada pela perseguição aos movimentos sociais. Essas práticas não podem ser rotina em nosso país e precisam de um basta imediato.

3 – Segundo levantamento conjunto da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos e da Ouvidoria Agrária Nacional, desde 2001, já foram registrados 71 assassinatos em Rondônia motivados por questões agrárias. Mais de 90% dos casos ficaram sem punição.

4 – Imediatamente ao recebimento da notícia, entramos em contato com a Polícia Civil, com o governador do estado de Rondônia e com a Polícia Federal, exigindo a mais rigorosa atitude para investigar o caso e punir os criminosos, tanto os executores como os possíveis mandantes. É necessária uma ação enérgica e exemplar. Só coibiremos essa violência absurda quando acabarmos com a impunidade.

5 – O governo brasileiro não tolera que crimes como esses aconteçam e fiquem impunes no nosso país. Nesta semana, a presidenta Dilma Rousseff já determinou que a Polícia Federal acompanhe as investigações no Pará, numa atitude enérgica e clara de que crimes como esses não podem se tornar uma prática rotineira em nosso país. Acompanharemos de perto os desdobramentos para garantir justiça. É isso que se espera de um Estado democrático de direito e é assim que o governo procederá.”

Do Blog da Amazônia - Altino Machado

------- Leia também:


Zé Claudio e Maria, ativistas ambientais assassinados
 por defender a floresta (Foto CNS)

 Ativistas ambientais são executados no Pará e vaiados na Câmara dos Deputados quando suas mortes foram anunciadas!!!

LINK: http://t.co/gd4YmhS







Mais sobre desmatamento e violações da floresta: http://ning.it/gwfVfk

Página de Links sobre Desmatamento, Degradação, atuação do IBAMA, Preservação das Florestas e dos Animais Selvagens, Condições de vida das populações ribeirinhas, Impactos Ambientais

Preservação ambiental e dos animais selvagens


Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente



compromissoconsciente@gmail.com
Escritora - Pós-graduação em RH pela FGV-RJ
International Speaker pelo IFTDO - USA
Porto Alegre - RS - Brasil

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ativistas ambientais são executados no Pará e vaiados na Câmara dos Deputados quando suas mortes foram anunciadas!!!


Zé Claudio e Maria, ativistas ambientais assassinados por defender a floresta
(Foto CNS)


Ativistas ambientais são executados no Pará e vaiados na Câmara dos Deputados quando suas mortes foram anunciadas!!!

Por Andre Luiz Santos Monteiro, Marise Jalowitzki, Miguel Jorge, Carlos Mendes e Daniela Chiaretti
26.maio.2011
http://t.co/gd4YmhS

Andre diz:
"Fico muito indignado por um ato que, sabemos, parece que pre-sentimos que iria acontecer, e aconteceu de forma muito trágica, ainda arrancaram uma orelha que supostamente o bandido iria levar para o co-assassino, algum ruralista, pecuarista da região, vai saber...  a prova da crueldade.  

Quando um casal dessa envergadura morre, um pedaço do progresso da Amazônia morre junto, porque o medo toma conta, quem quer morrer pela natureza?  ninguém quer virar lenda, querem ficar vivos. Com isso continuamos vendo o progresso da Amazônia decair a cada dia, e um buraco sem fim, aliás, um dia vai ter fim.

Fica meu luto.
A palestra do José Claudio na conferência TEDxAmazônia por favor confiram. abraços"
Andre Luiz Santos Monteiro
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Chico Mendes hoje também é lembrança viva



Marise diz:
"Quando Chico Mendes foi assassinado, houve um silêncio por anos. O medo se instala. Quem quer morrer, ainda que a causa seja assim nobre?

Eles denunciaram que vinham sendo ameaçados.
Até quando os instintos de barbárie vão ser a tônica das ações humanas?

As coisas não se resolvem assim!

Negociação, pressão, diálogo, leis, aplicação de leis. Diminuição da corrida desenfreada pelo lucro imediato a qualquer custo. Crescimento compartilhado. Temos tanto a aprender!"


Casa onde morou Chico Mendes, hoje ponto de visitação, também foi rondada à noite pelos assassinos



Irmã Dorothy Stang, covardemente assassinada com um tiro nas costas, no Pará, por defender a floresta e os seus povos.

Ela não acreditava que poderia ser morta. Estava convicta do bem que praticava e não dimensionou o egoísmo e a maldade de alguns, que matam sem piedade para conservar seus lucros.

Queríamos os líderes ambientalistas vivos!

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Ativistas ambientais são executados no Pará
A reportagem é de Carlos Mendes e publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, 25-05-2011.


De acordo com testemunhas, o casal foi surpreendido por pistoleiros na estrada que leva ao assentamento agroextrativista Praia Alta Pirandeira, uma área de 22 mil hectares à margem do lago da usina hidrelétrica de Tucuruí. No local vivem cerca de 500 famílias. José Cláudio e Maria eram conhecidos na região como defensores da floresta.

Familiares afirmaram que nos últimos dias alguns homens "em atitudes estranhas" estavam rondando a residência do casal, principalmente à noite. Eles contaram ainda que, para intimidar, os suspeitos disparavam tiros para o alto e depois desapareciam.

Há suspeita de que os homens estariam a serviço de madeireiros incomodados com a vigilância que o casal exercia para que as florestas em volta do assentamento não fossem derrubadas. Segundo os familiares, até animais da propriedade do casal foram mortos como aviso para que eles parassem com as denúncias de desmatamento.

O secretário de Segurança Pública, Luiz Fernandes Rocha, enviou uma equipe de peritos e um grupo de policiais civis para apurar as circunstâncias dos crimes. Segundo Rocha, o governo do Pará realizará todos os esforços necessários para que os assassinatos não fiquem impunes.

"O Estado não vai tolerar mais esse tipo de violência em nosso território. Mobilizamos uma grande equipe para ir até o local e investigar o problema e, se possível, voltar com os responsáveis presos", afirmou o secretário. O delegado-geral adjunto de Polícia Civil, Rilmar Firmino, está coordenando a equipe e chefiará pessoalmente as investigações.

Vigilância

Toda a área da reserva extrativista do assentamento é rica em espécies de madeira nobre, como angelim e jatobá. A propriedade do casal tinha 80% da mata preservada. Eles viviam há 24 anos na região e faziam parte da Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), uma organização não governamental criada por Chico Mendes, assassinado no Acre na década de 80 por também defender a floresta amazônica.

Para o diretor da Regional Belém do CNS, Atanagildo Matos, as vítimas deixam uma lição: permitir que o povo da floresta possa viver com qualidade, de forma sustentável, com o meio ambiente. Ele pediu que o Ministério Público Federal e a Polícia Federal investiguem o caso.

Em nota, o Fórum da Amazônia Oriental (FAOR) condenou o assassinato, afirmando que o casal estava "marcado" para morrer. "Mais uma vez tombam aqueles que insistem em defender a floresta", diz o manifesto, exigindo que as autoridades investiguem com seriedade o crime e prendam os mandantes e executores para que o fato "não faça parte da imensa lista de impunidade que assola o Pará".

Investigação

O Ministério Público Federal enviou ofício para a Polícia Federal pedindo que acompanhe as investigações sobre o assassinato do castanheiro José Cláudio Ribeiro da Silva e de sua mulher.

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A inacreditável vaia ocorrida na Câmara dos Deputados ao ser anunciada a morte do casal, dá a dimensão do ódio e ganância que impera na questão do desmatamento X a preservação da floresta


Ruralistas vaiam anúncio de morte


Era perto das 16h quando uma cena grotesca aconteceu no plenário da Câmara dos Deputados. O líder do Partido Verde, José Sarney Filho, lia uma reportagem sobre o extrativista José Claudio Ribeiro da Silva, brutalmente assassinado pela manhã no Pará, junto com sua mulher Maria do Espírito Santo da Silva, também uma liderança amazônica.
Ao dizer que o casal que procurava defender os recursos naturais havia morrido em uma emboscada, ouviu-se uma vaia. Vinha das galerias e também de alguns deputados ruralistas.
A indignidade foi contada no Twitter e muito replicada. "Foi um absurdo o que aconteceu", diz Tasso Rezende de Azevedo, ex-diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro. "Ficamos estarrecidos".

A reportagem é de Daniela Chiaretti e publicada pelo jornal Valor, 25-05-2011.

O assassinato de Zé Claudio, como era conhecido, e de Maria do Espírito Santo aconteceu às 7h da manhã, a 50 km de Nova Ipixuna, sudeste do Estado, na comunidade de Maçaranduba. "Eles vinham no carro deles, indo para a cidade. Tinha uma ponte meio danificada no igarapé. Ele desceu para ver e ali foi a emboscada", conta Atanagildo Matos, diretor da regional Belém do Conselho Nacional das Populações Extrativistas, o ex-Conselho Nacional dos Seringueiros. Zé Claudio foi morto fora do carro, Maria foi baleada dentro do veículo. Uma orelha foi arrancada pelos pistoleiros, conta Atanagildo, o primeiro a ser avisado por Clara Santos, sobrinha de Zé Claudio.
O casal vinha sofrendo ameaças desde 2008. "É um área muito tensa, que vinha sofrendo muita pressão de madeireiros e carvoeiros", conta Atanagildo. "Era a última área da região com potencial florestal muito bom. Claudio e Maria resistiam muito ao desmatamento." Os dois viviam em Nova Ipixuna há 24 anos, em um terreno de 20 hectares no Projeto de Assentamento Agroextrativista (Paex) Praialta- Piranheira, às margens do lago de Tucuruí. Extraíam óleo de andiroba e castanha.
Em palestra em novembro, no evento TEDx Amazônia, Zé Claudio denunciava o desmate. "É um desastre para quem vive do extrativismo como eu, que sou castanheiro desde os 7 anos da idade, vivo da floresta e protejo ela de todo jeito. Por isso, vivo com a bala na cabeça, a qualquer hora".
Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência estava no Fórum Interconselhos quando um dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) deu a notícia. Foi ao Palácio, relatou à presidente Dilma Rousseff e ela determinou ao ministro da Justiça José Eduardo Cardozo que a Polícia Federal apure o assassinato dos sindicalistas.

Link para RedePV - Miguel Jorge: http://redepv.ning.com/profiles/blogs/ativistas-ambientais-sao
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Leia também:

Mais um ambientalista assassinado!
Dinho também se despede prematuramente

 
Morte de Dinho - mais um crime! Vão fazer uma "limpeza" nos defensores da Floresta?

LINK: http://t.co/eCHRf6X






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Marise Jalowitzki
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