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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

LEI QUE NÃO PERMITA O CULTIVO AGRÍCOLA EM TERRA DESMATADA PODE INIBIR DESMATAMENTO ILEGAL E QUEIMADAS


CADEIA PARA QUEM PLANTAR EM TERRA DESMATADA PODE INIBIR DESMATAMENTO ILEGAL E QUEIMADAS - BINGO!!! INDEPENDENTE DO MOTIVO PELO QUAL ACONTECEU O INCÊNDIO, OU O DESMATAMENTO (criminoso ou na base do "eu não sabia!" como muitos ainda tentam enrolar-argumentar), PRECISA HAVER UMA LEI QUE NÃO PERMITA O CULTIVO AGRÍCOLA 
Queimadas - De acordo com os pesquisadores do Inpe- Brasil, o crescimento está associado, principalmente, ao clima - que está muito mais seco do que no ano passado... e o terrível aumento das queimadas??? Claro que fica bem mais seco!


LEI QUE NÃO PERMITA O CULTIVO AGRÍCOLA EM TERRA DESMATADA PODE INIBIR DESMATAMENTO ILEGAL E QUEIMADAS

Por Marise Jalowitzki e Armando Calel
08.novembro.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/11/lei-que-nao-permita-o-cultivo-agricola.html

Quando o amigo do Face Armando Calel - da Guatemala - encaminhou este link (veja ao final), referindo-se à situação das queimadas na Guatemala, comentei:
Problema que só se vá resolver con intensa fiscalizacion, ya que, en la mayoria de las veces, el iincendio és criminoso!

Já com muita tristeza, POIS AQUI NO BRASIL a situação continua catastrófica!!!

Olha o que ele respondeu:


  • Armando Calel no se va a resolver; es muy cierto, pero al haber un articilo especifico que estipule el no aprovechamiento forestal como consecuencia de un incendio, sea accidental, provocado o por situaciones climatologícas (ray-Trueno), minimiza en gran manera los incendios......



BINGO!!! INDEPENDENTE DO MOTIVO PELO QUAL ACONTECEU O INCÊNDIO, OU O DESMATAMENTO (criminoso ou na base do "eu não sabia!" como muitos ainda tentam enrolar-argumentar), PRECISA HAVER UMA LEI QUE NÃO PERMITA O CULTIVO AGRÍCOLA, SOMENTE O REFLORESTAMENTO (com árvores nativas). COM CERTEZA, vai inibir novos desmatamentos e queimadas!

Claro que será preciso fiscalização, aumento do contingente do IBAMA e da Polícia Federal, mas olha como será melhor, inclusive para eles (os agentes policiais), denunciar e cobrar um reflorestamento que não está acontecendo do que, simplesmente, multar pela tombada de árvores (o que pode ser contestado em processos intermináveis, ad infinitum!

Esta su idea, Armando Calel, de no permitir que la tierra tenga aprovechamento agricola es sumamente importante. Voy a publicarla en mi blog Compromisso Consciente . Saludos desde Brasil - Marise Jalowitzki

LEVE ESTA IDÉIA ADIANTE!!!
CONVERSE COM SEU POLÍTICO CONHECIDO!!!
INCENTIVE PARA QUE ELE APRESENTE ESTE PROJETO EM CARÁTER DE URGÊNCIA!!!

Indígenas são expulsos de suas terras para permitir o aproveitamento agrícola - plantações de cana de açúcar estão entre as prioridades, para produção do etanol 


 MESMO SABENDO QUE FAZ PARTE DO PLANO DO GOVERNO DESMATAR PARA O PLANTIO DA CANA DE AÇÚCAR, PROGRAMA ANUNCIADO EM 2007 PELO ENTÃO PRESIDENTE LULA (veja o video Delírio Verde - http://ning.it/S0p6IH ) pelo menos, a máscara deverá cair! Ou, então, irão dizer que cana-de-açúcar é floresta e ainda ganhar créditos de carbono por isto! No video, mostra claramente a declaração do então presidente, chamando o acordo com os EUA de mudança no caminho da Humanidade!

Eis o texto referido:

Más de siete mil hectáreas afectadas por incendios forestales

Según cifras del Ministerio de Ambiente y Recursos Naturales (Marn), en el 2012 se registraron 493 incendios forestales que consumieron cinco mil 302 hectáreas forestales y mil 768 hectáreas de vegetación no forestal.


http://www.prensalibre.com/noticias/comunitario/Guatemala-bosques-incendios-Ministerio_de_Ambiente_0_805119738.html


POR PRENSA LIBRE.COMGuatemala
Ciudad de Guatemala - La información ministerial detalla que se registró una disminución de 169 incidentes respecto del 2011 y en total fueron siete mil 070 hectáreas afectadas, principalmente en Petén, Chiquimula, Zacapa, Quiché y Jalapa.
Entre las principales causas de incendios prevalece la quema agrícola y la quema de basura entre un 29 hasta un 52 por ciento de incidentes por estas dos razones.
Según Luis Ríos, coordinador de la Unidad Contra la Desertificación y Sequía del Marn, uno de los principales daños de los incendios es que dejan vulnerable los suelos a la erosión y dificulta la recuperación, además que el suelo pierde nutrientes y se altera el ecosistema.

Armando Calel 
Trabalhou no Ministerio de la Defensa Nacional en Guatemala

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Ecologia e a morte de um amigo



Para que as coisas mudem para melhor temos de mudar nossa maneira de ver o mundo, viver no mundo, consumir no mundo. Se não revisarmos o modelo, não haverá melhoria.

Ecologia e a morte de um amigo

Por Marise Jalowitzki
18.outubro.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/10/ecologia-e-morte-de-um-amigo.html

Consciência Ambiental - Se você tem, pratique!
Violência gera violência!
Vingança só acarreta mais desgraça.
Mudanças estruturais não acontecem do dia para a noite.
Para mudar a visão que as pessoas tem sobre a vida, o planeta, a natureza, a conservação dos recursos naturais e da necessidade de mantê-los para MANTER A VIDA é preciso muita, mas muita persistência.

Hoje foi um dia de lembranças.
Hoje fez 8 anos que perdi um amigo, um irmão. Coube a mim e a outro amigo reconhecer o corpo no DML. Ele, após ter sido convidado para participar de uma empresa de turismo ecológico no centro do país, quando chegou lá, constatou que se tratava de grilagem de terras e comércio ilegal de madeira. Revoltou-se, apanhou, voltou, uma mão na frente outra atrás, mas não adiantou. Tinha de ser queima de arquivo. Ele levou consigo seus conhecimentos e segredos. Nunca revelou detalhes para nenhum parente. Cinco golpes de 'arma branca' silenciaram-no para sempre. Casa revirada, desordem nos papéis, revistas e livros. As marcas de piche encontradas nos dedos foram identificadas pelo delegado como "comprovação da execução". Ele foi apenas mais um dos executados, anônimos neste mundo de fachada ecológica.

Um outro amigo, mais recentemente, também voltou do norte, convidado que havia sido para exercer o cargo de 'supervisor' em empresa madeireira. 
"É tudo certo, tudo legal?" - assegurou-se antes de partir.
"Tudo nos conformes, não se preocupe!" - asseguraram os contratantes.
Chegando no Amapá, viu tratar-se de comércio ilegal de madeiras.
"-Tô muito velho pra este tipo de coisa!" - disse ele, e voltou ao RS. Por enquanto, está vivo.

O cenário não muda. Notícias de toda 'sorte"/azar continuam sendo noticiadas. Desmatamento alarmante, o maior da história do Brasil, pessoas se aproveitando [como sempre] do tempo que leva para que as autoridades tomem decisões, sancionem leis, aprovem projetos; do beneplácito que um país do tamanho do nosso proporciona, onde, mesmo após aprovadas as leis, há tão pouca vigilância que a impunidade permanece. E os que ocupam os cargos, exatamente por serem em tão reduzido número, como exigir deles que arrisquem as suas vidas e as de suas famílias em uma luta até agora inglória? 

Nesta mesma data a presidente Dilma veta 9 itens no [arrastado] Código Florestal. De que adianta, se os poderes, o efetivo e os veículos, tanto do Ibama como da Polícia Federal não forem reforçados? 

O avião leva os funcionários do Ibama até uma clareira. Lá, milhares de árvores tombadas estão nos caminhões, prontas para seguir sua rota clandestina e criminosa. O que podem fazer dois, três funcionários contra toda uma quadrilha, crime organizado? O QUE ganharia o país com mais alguns mortos, a não ser a dor dos seus familiares sobreviventes?


A promessa do governo é de que o "Brasil tem condições de suprir a demanda de alimentos do mundo".


Os acontecimentos se sucedem, seja em noticiários, seja em revistas, artigos, relatos pessoais. 

O que dizer para tantos agricultores gaúchos falidos, somente neste ano, em função das desgraças ambientais? Ciclones, ventanias sequentes de mais de 100 km, enchentes que arrastam tudo, granizo em  pedras enormes, lavouras perdidas, casas inundadas. Os mais velhos, as crianças, as mulheres, os mais pobres, os pequenos agricultores, ficam chorando. Declaram não saber como pagar os empréstimos bancários. Não adiantou comprometer-se em usar pesticidas com o banco que concedeu o empréstimo,  usar vários agrotóxicos, fertilizantes de todo estilo, para assegurar ao banco uma garantia de retorno com uma colheita certeira. As plantas modificadas geneticamente cresceram, sim, neste lamentável momento alimentar em que vivemos, onde a quantidade, o tamanho, a 'beleza estética' de uma fruta, de um legume, vale muito mais do que seu valor nutricional. E, infelizmente, como nos anos anteriores, as extensas queimadas da Amazônia, especialmente do Mato Grosso, trouxeram ventos muitos quentes, durante praticamente todo o inverno no sul, ventos secos (e tóxicos), chocando-se com as massas polares que vem, especialmente, pela Argentina, transformando em enchentes e granizo destruidor o que era para ser chuva e frio. Acabaram com muitas plantações, ampliando os bolsões da miséria camuflada - sim, pois o RS recebe apenas a propaganda de um estado riquíssimo. Ninguém fala QUAL O PERCENTUAL dos que estão 'se dando bem' na agricultura.

Muita gente sabe de tudo isso.

Agora, inicia-se um novo êxodo dos adultos jovens, sadios e 'espertos' que largam tudo e vão desmatar na Amazônia, como há 50 anos atrás, derrubando sem piedade as árvores centenárias. Derrubar primeiro, ver o que acontece, depois. No máximo, algumas multas que poderão ser contestadas à exaustão. Há processos que simplesmente prescrevem e continua tudo 'no limbo'. Esses 'espertos' sonham com colheitadeiras eletrônicas, onde o ato de colher as sementes é monitorado como em um jogo de video game. Diversão e lazer.

"O que você vai fazer  com os lucros da boa colheita?"
"Vou comprar mais um trator e uma colheitadeira moderna, que rende muito mais!"

A promessa do governo é de que o "Brasil tem condições de suprir a demanda de alimentos do mundo". A que preço? Quais as bases de sustentabilidade para contemplar e compartilhar ganhos reais? Nas pessoas, no ecossistema? 

Enquanto isso, pequenas associações vendem sementes naturais, ecológicas, adquiridas por alguns poucos que acreditam que ainda é possível 'salvar' o planeta.

Os cinco furos que deixaram no corpo de meu amigo, não foram em vão. Ao meu amigo-irmão, meus votos de que, esteja onde estiver, seja MUITO FELIZ e que possa trilhar caminhos mais alvissareiros, em um lugar com menos violência e ganância. Com mais PAZ, HARMONIA E FELICIDADE. RESPEITO E COMPARTILHAMENTO.


Pai Nosso, que estais no céu, santificado seja o Teu Nome!


Perguntam-me como posso ter fé em um mundo como esse. EU PRECISO ter Fé para continuar fazendo a minha parte para a melhoria em um mundo melhor!



Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


Escritora, Educadora, Ambientalista de coração,
Coordenadora de Dinâmica de Grupo,
Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV,
International Speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil 




terça-feira, 2 de outubro de 2012

1500 raios em uma única noite - Mudanças Climáticas e política



Tempestades, rajadas fortíssimas, raios e granizo assolam a região Sul, especialmente o RS . Cidadãos desabrigados esperam há mais de uma semana e os partidos políticos disputam entre si para ver quem vai levar os "louros" pela "doação" de telhas, lonas e cestas básicas! Doação? UM POUQUINHO de todos os impostos que pagamos TODOS OS DIAS!


O G1 diz que "Ventos fortes de calor com baixa umidade, provenientes da Amazônia", são as causas para as fortes tempestades no RS e SC (JN de 02.outubro). 

PORQUE vem TANTA NUVEM DE CALOR e BAIXA UMIDADE da Amazonia? Por causa das QUEIMADAS, que, ao terem os criminosos responsáveis identificados, recebem, no máximo, MULTAS do IBAMA. MULTAS QUE PODEM SER CONTESTADAS pelos multados! 


Os pesquisadores do Inpe, dizem que o crescimento das queimadas está associado, principalmente, ao clima - que está muito mais seco do que no ano passado... lacônico e simples assim!

Em noticiários de diferentes emissoras (incluindo o G1) ouvimos que a crise mundial, a queda das safras em determinados países e a possibilidade brasileira em aumentar as exportações são as maiores causas dos desmatamentos criminosos! Mais terra para os agropecuaristas!

Governo que não admite as VERDADEIRAS CAUSAS dos incêndios e desmatamentos, COM CERTEZA, também não fará nada para acabar com elas! Multas também são convenientes para rechear os cofres públicos. ACASO MULTAS, DINHEIRO, PODEM substituir as árvores queimadas, as árvores cortadas, a floresta devastada? 

1500 raios em uma única noite - Mudanças Climáticas e política

Por Marise Jalowitzki
02.outubro.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/10/1500-raios-em-uma-unica-noite-porque.html

- Mãe, tudo bem aí?

O telefone tocou forte e eram 02h30min. Os relâmpagos mostravam toda a sua magia e força luminosa. Os raios se sucediam sem cansaço. O estrondo da eletricidade adentrando as entranhas da Terra é algo indescritível. Que pode o ser humano fazer além de recolher-se e refletir, em um momento assim?

É como estar em um avião em meio à turbulência. Não adianta desesperar-se. Se for pra morrer, se irá morrer. Simples assim. Repito o que já disse em outros momentos: não sei se em minha hora "H" ou nas horas D,F e G terei toda essa serenidade, mas, juro, naquela madrugada de domingo pra segunda, dia 30 de setembro para 01 de outubro.2012, tudo que eu fiz foi "permanecer firme", esperando a fúria dos ventos e raios se aplacar! 

Gente, foram quase 1.500 raios em uma madrugada, no estado do Rio Grande do Sul! Sabem o que é isso? Simplesmente não se dorme!

- Sim, filha, tudo bem! Vamos desligar para não atrair mais eletricidade! Pode ser que interfira! 
- Beijo! Amanhã a gente se fala!
- Fiquem todos com Deus! Tô aqui rezando!
- Também!

No outro dia, já tudo mais calmo, mas ainda tão cinzento, nos falamos. 
- Que susto, heim?
- Deu o raio e eu já estava no quarto dos guris! Peguei a mão dos manos, a luz dos relâmpagos entrando em cada frestinha da persiana!
- Tenso! - dizem os rapazes.

E os milhares que tiveram as casas destelhadas, as plantações totalmente destruídas, o granizo inclemente machucando, quebrando e destruindo?

Desde que me conheço por gente, as chuvas de final de primavera sempre eram esperadas com preocupação. A chamada "enchente de São Miguel" inundava tudo, mas, granizo, não havia nessa intensidade, não! Não em tão largas faixas geográficas, destruindo vinhedos por completo, lavouras de soja e milho arrasadas. Nem falar em hortifrutigranjeiros!

E,  o que acontece? 

Santo Cristo, que há uma semana já foi alvo de um dos piores vendavais de sua historia, sofre de novo nesta segunda. Telhas e lonas, embora destinadas, não foram ainda entregues por...disputa política!!! Os partidos políticos brigam entre si para saber quem leva os "louros" da dotação de lonas, telhas e cestas básicas, enquanto a população afetada permanece na penúria!!! QUEM ENVIOU? O governo estadual ou o municipal - é mais importante do que socorrer crianças, idosos e adultos desesperados! Mais importante é saber quem é o pu.a "Partido" que conseguiu a "esmola". Esmola? Ajuda? É o MÍNIMO de retorno de um governo a um cidadão que SEMPRE pagou seus impostos e agora se vê em situação de emergência.

Uma a uma, ouvimos as cidades das diferentes regiões, assoladas pelas tempestades, destelhamentos, destruição: Chiapeta, Putinga, Santo Augusto, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, nossa área metropolitana, o estado inteiro!

Não sei onde tudo isso irá acabar! As desgraças que se abatem sobre o estado "rico" do Rio Grande do Sul são abafadas pela midia que teima em divulgar apenas aquelas conhecidas (e cada vez mais miúdas) brechas de prosperidade e bem aventurança, na tradicional filosofia de vender turismo para o estado da neve, o estado do chocolate, o festival do cinema, a festa da uva e o Natal Luz!!! Ei, pessoal, atenção! o RS não é feito só de palco, não! Tem gente, muita gente mesmo, nos bastidores e além deles! Aonde vai levar toda essa encenação? 

Em Bagé, OITO MESES de racionamento de água, em pleno inverno, ano após ano! QUAL O PROJETO DE CAPTAÇÃO DE ÁGUA DA CHUVA existente, para que as coisas não continuem do jeito que estão?

Em Rio Grande, os atuns estão em extinção, todos sendo caçados (adultos e filhotes) pelos japoneses (com autorização do Ministério da Pesca)! 





Bolotas de granizo permanecem mais de 24 horas sem se decompor - Em 2010 o granizo permaneceu intacto por mais de 40 dias. "Tudo normal", disseram os cientistas. Gente, em mais de 5 décadas nunca ouvi falar nisso! - Foto Emerson Bernardi - Prefeitura de Santo Cristo - RS

Agora que empestaram o solo com agrotóxicos e transgênicos vão querer "abandonar o barco" e transformar todos os agricultores em petroleiros?! Ei, psiu, um alerta! Não bebemos petróleo!

Modelo econômico falido, que continua favorecendo apenas a uns poucos, em detrimento da escancarada exclusão de milhares e milhares de pessoas, plano irresponsável que teima em posar de vitorioso!


Céu das queimadas no Xingu - Chão de granizo no RS - setembro 2012

Ventos fortes de calor com baixa umidade, provenientes da Amazônia, são as causas para as fortes tempestades no RS e SC, diz o JN de 02.outubro. PORQUE vem TANTA NUVEM DE CALOR e BAIXA UMIDADE da Amazonia? PELAS QUEIMADAS, que, no máximo, recebem MULTAS do IBAMA (QUE PODEM SER CONTESTADAS pelos multados! ACASO MULTAS, DINHEIRO, PODEM substituir as árvores queimadas, as árvores cortadas, a floresta devastada? O que vai sobrar para o momento (que, espero, chegue mesmo, e logo!) em que venha algum governo que pense diferente?  Que destrua menos? Que pense mais em termos planetários e menos no seu próprio benefício?

O choro da desesperança dos agricultores adultos, que perderam tudo, se mistura aos pingos grossos das chuvas tecnologicamente intensificadas e ao granizo 'duradouro' que, há pouco tempo, sequer era conhecido. Como um granizo permanece por tanto tempo sem se decompor?

E Viva o "Progresso"!!! Vamos festejar a hipocrisia!
Voto é direito do cidadão... para fazer o que mesmo dele? Na prática, na ação diária, você consegue reivindicar o que mesmo?
Falácias!!!

RS - Tupaciretã volta a sofrer com queda de granizo - Foto Jean Pimentel


Terça feira deve ser "o pior dia" das tempestades no Rio Grande do Sul
(http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2012/10/terca-feira-deve-ser-o-pior-dia-das-tempestades-no-rio-grande-do-sul-3903158.html)

"No Oeste, no Noroeste e na Região Central, a chuva deve ser acompanhada de muitas trovoadas, rajadas de vento de mais de 70 km/h e queda de granizo. Apesar da tempo instável, as temperaturas permanecerão elevadas — em parte devido à grande cobertura de nuvens, o que deverá aumentar a sensação de abafamento. As máximas devem ficar em torno dos 28°C na Fronteira Oeste, dos 27°C, na Região Metropolitana, e dos 26°C, no centro do Estado." 

Governo libera R$ 4 milhões para atender municípios atingidos por temporais



Santo Cristo - RS é atingida por 4 rajadas de granizo em dois dias
O município de Santo Cristo, no Noroeste do Rio Grande do Sul, foi atingido por quatro rajadas de chuva de granizo entre a noite desta segunda-feira (1) e a manhã desta terça-feira (2), de acordo com a assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal. O fenômeno não foi intenso a ponto de destelhar casas, mas perfurou lonas de residências que haviam sido danificadas na chuva do último dia 19 e ainda não foram restauradas.
Cidade foi atingida por cinco rajadas de granizo (Foto: Emerson Bernardi/Prefeitura de Santo Cristo)Cidade foi atingida por cinco rajadas de granizo Foto: Emerson Bernardi - Prefeitura de Santo Cristo




A rajada mais forte foi registrada às 19h30min de segunda. Quedas de granizo mais fracas ocorreram às 23h10min e às 2h de terça-feira. Por volta das 8h25, uma nova rajada atingiu o município, com menos força que as anteriores. Algumas casas ficaram alagadas porque as pedras de gelo entupiram as bocas de lobo.
Muro quebrado com a força da água em Santo Cristo, RS (Foto: Emerson Bernardi/Prefeitura de Santo Cristo)Muro quebrado com força da água em Santo Cristo
(Foto: Emerson Bernardi/Prefeitura de Santo Cristo)
Ainda segundo a prefeitura, as rajadas foram acompanhadas de uma chuva de até 100 mm. Parou de chover sobre a cidade por volta das 11h15, mas o céu seguia com nuvens carregadas por volta das 12h. A Defesa Civil Municipal está em alerta para a possibilidade de outros temporais ao longo do dia.
Também no noroeste gaúcho, uma escola de Santo Augusto teve as aulas suspensas após ter ficado completamente alagada devido à chuva que cai desde segunda no município. O telhado foi destruído por uma chuva de granizo há duas semanas e ainda não havia sido consertado.
Na Fronteira Oeste foi registrada chuva de granizo na madrugada. No entanto,o fenômeno foi fraco e não causou estragos. De acordo com o Corpo de Bombeiros de Uruguaiana, a chuva com pedras pequenas ocorreu na área central do município por cerca de cinco minutos. "Nem chegou a fazer riscos nas tinturas dos carros", disse ao G1 o soldado Jonni Santos.
Neste blog:
Rios Voadores - Gérard Moss - Entenda porque é tão importante manter a Floresta Amazônica - Link http://t.co/qmxCE4q
Chuvas sobre florestas são determinantes para as nuvens que carregam água para outras regiões



Pedras de Granizo com mais de 20 dias em São Lourenço do Sul - RS - Brasil


Neste momento - 20h42min do dia 02.outubro.2012, em que concluo este artigo, recomeçam os raios. Mais uma noite de tempestades está prevista.








  • Internautas registram queda de neve ao amanhecer no Sul do país (Divulgação/Elton Policastro/Prefeitura de Bom Jesus)
  • RS registra neve na primavera pela primeira vez em 12 anos, diz Inmet (Elton Policastro/Prefeitura de Bom Jesus)

PRIMAVERA GELADA 




  • Serra do Rio Grande do Sul registra neve nesta quarta-feira (Divulgação/Raquel Jacoby Silveira/Prefeitura de Bom Jesus)
  • Cidades do interior do RS têm neve e geada nesta quarta-feira (Stéfano Cardoso/VC no G1)
  • Produtor rural registra geada fora de época em Jóia, RS (Ramão Trindade Oliveira/VC no G1)

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Ouro do Brasil vai para o Canadá - Maior Projeto de Exploração acontece no sigilo - Belo Monte e Belo Sun

Belo Sun - Ouro do Brasil vai para o Canadá - Maior Projeto de Exploração acontece no sigilo. A  60 km de Altamira, a Belo Sun canadense explora Volta Grande do Xingu, na mesma área onde está sendo erguida a maior hidrelétrica do país, avança o maior projeto de exploração de ouro do Brasil.  Recursos financeiros serão solicitados ao BNDES. Grupo TSX - BSX

Além do Pará, Brasília também receberá o grupo Belo Sun - Projeto Arco-Íris



"PROJETO ARCO-ÍRIS – BRASÍLIA


VISÃO GLOBAL

O 100% Projeto Arco-Íris propriedade está localizada a aproximadamente 7 horas por estradas pavimentadas e cascalho ao norte da cidade de Brasília. A área de exploração do Projeto Arco-Íris abrange cerca de 30.000 hectares a noroeste de Minaçu, no estado de Goiás, no Brasil. As licenças de mineração são 805.597/77 e 860.691/89 cada um dos 1.000 hectares. Cerca de 2% do total das propriedades de mineração de licença 805.597/77 estão sujeitos a um acordo de royalties que resulta em 10% do minério recuperado a partir da propriedade a ser fornecida ao garimpeiro original para o seu próprio processamento. Ler mais"



"PROJETO VOLTA GRANDE - A 60 KM DE ALTAMIRA - PARÁ

VISÃO GLOBAL

Os 100% de propriedade do Projeto Volta Grande está localizado cerca de 60 quilômetros a sudoeste da cidade de Altamira (pop. 100.000) na região norte do Estado do Pará. A configuração geológica ( Tres Palmeiras greenstone belt ), nas áreas de projeto é parte das mesmas seqüências presentes no "Word Class" Província Mineral de Carajás. A Companhia atualmente controla os direitos de mineração e exploração sobre uma área de 130.541 hectares (1.305 km ²) da área conhecida pela mineração artesanal de ouro.

Volta Grande, foco principal da Companhia, é um projeto de exploração em estágio avançado, onde um recurso ouro indicadas e inferidas já foi delineado. O recurso é composta de 2,85 milhão onças medidos e indicados de ouro (grau médio de 1,69 g / t) e 2000000 onças inferidos de ouro (grau médio de 1,70 g / t), usando uma de 0,50 g / t de corte (ver Prima Solte datado 25 de abril de 2012). Este recurso está em conformidade com os padrões NI 43-101 e do respectivo Relatório Técnico será arquivado no SEDAR no devido tempo.

A fim de mover o Projeto Volta Grande para a viabilidade, Belo Sun lançou um programa de perfuração de grande diamante em 2010 visando a atualização e expansão dos recursos atuais. Resultados de perfuração continuam a confirmar o potencial para aumentar ainda mais os recursos de Volta Grande, e um programa de perfuração de 70.000 metros foi proposto para 2012. " (do site da Belo Sun)


Ouro do Brasil vai para o Canadá - Maior Projeto de Exploração acontece no sigilo - Belo Monte e Belo Sun



Por Marise Jalowitzki

Bem ao estilo que todos os cidadãos brasileiros já conhecem, sem divulgação, "em uma região conhecida como Volta Grande do Xingu, na mesma área onde está sendo erguida a maior hidrelétrica do país, avança discretamente um megaprojeto de exploração de ouro. O plano da mineradora já está em uma etapa adiantada de licenciamento ambiental e será executado pela empresa canadense Belo Sun Mining, companhia sediada em Toronto que pretende transformar o Xingu no maior programa de exploração de ouro do Brasil."

Soube da notícia em primeira mão pelo Fabio T Fernandes, amigo do Facebook, do grupo Jaguar Negro. Ali, ele escreveu: “Todo esse estardalhaço em relação à Usina de Belo Monte, não passou de fachada para encobrir o verdadeiro interesse nas terras indígenas, que nada tem a ver com necessidade de geração de energia e sim com extração de OURO.
Descobrimos a tempo as verdadeiras intenções do governo em secar a volta grande do rio Xingu dentro da reserva indígena e retirar os habitantes daquela região afim de que uma empresa CANADENSE - a BELO SUN MINING CORPORATION possa explorar o ouro existente naquela região sem que encontre oposição de nenhuma etnia ou mesmo da população da região. 
(VEJA ARTIGO -
http://www.belosun.com/Projects/Volta-Grande/default.aspx )

Diante desse novo fato ficam aqui as dúvidas. 
1º - Será que os grupos ambientalistas presentes naquela região em função da RIO+20 tinham conhecimento desse fato?
2º - Porque razão todos eles se retiraram da região e nunca mais se manifestaram a respeito?
3º - O que será feito com esse ouro que será retirado? Ficará aqui no País ou como sempre, será REM
Fabio T Fernandes
Fui pesquisar no próprio site da empresa. O Projeto bilionário já está sendo festejado pelos integrantes da Belo Sun, o grupo oficialmente canadense comemora os ganhos obtidos com as explorações já feitas e nós, aqui no Brasil nem conhecimento tomamos.
O grupo canadense  tem vários brasileiros na Gestão

O Maior Projeto de Ouro desenvolvido no BRASIL

Logo da Belo Sun (do site da  empresa)

TSX: BSX

BELO MINERAÇÃO SUN - VISÃO GERAL

"Belo dom mineração está explorando o ouro ao longo das faixas principais mineralizadas do Norte do Brasil, região que ostenta uma vasta riqueza mineral e uma vibrante, moderna indústria de mineração. O Brasil é o lar de uma indústria de mineração de classe mundial, com potencial de exploração notável. O Brasil também tem um clima político favorável, com um código de mineração moderna, e, apesar de sua geologia excelente, permanece em grande parte pouco explorado.

O programa de perfuração em andamento na propriedade de Volta Grande vai continuar ao longo de 2012 e os resultados do ensaio divulgados.  Um estudo de viabilidade para a Volta Grande Projeto está atualmente em andamento. Ela está prevista para ser concluída até 1 º trimestre de 2013. Para se inscrever para lançamentos de Belo dom de imprensa por e-mail, por favor clique aqui."


Brasileiros que fazem parte da Gestão da Belo Sun


(do site da Belo Sun)

Helio Diniz , VP Exploração


O Sr. Diniz tem mais de 30 anos de experiência, mais recentemente como Diretor de Exploração, Brasil pela Xstrata (anteriormente Noranda - Falconbridge). Neste papel, ele foi um descobridor principal dos depósitos de níquel de classe mundial Araguaia (100 milhões de toneladas, 1,5% Ni), que esteja em curso estudos de escopo de níquel da Xstrata. Ele também reuniu um dos portfólios de propriedade mais impressionantes do Distrito prolífico Mineral de Carajás e da posição da terra em Mangabal. Antes disso, ele trabalhou com Gencor África do Sul, e foi envolvido na avaliação e desenvolvimento da mina de ouro São Bento no Brasil que operava há 25 anos.


Carlos Cravo da Costa , Country Manager


O Sr. Costa é um geólogo profissional (P. Geo) com dezoito anos de experiência de trabalho em metais de base, ouro e platina elementos do grupo projetos de exploração em todo o Brasil. Além disso, o Sr. Costa tem dez anos de experiência profissional em geologia mina, incluindo experiência subterrânea com Fazenda Brasileiro e experiência a céu aberto com Andrade, Brucutu e Córrego do Meio, onde ele conseguiu os seus departamentos de geologia. Ao longo de sua carreira, ele participou e conseguiu vários programas de exploração, de estágios regionais de base, através de estudos escavar. Sr. Costa graduou-se pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e também possui uma pós-graduação em Análise de Sistemas do Instituto Brasileiro de Pesquisa em Informática (IBPI), em 1988.


Ricardo de Freitas Lopes , Gerente de Projeto


Sr. Lopes tem 21 anos de experiência trabalhando com ouro regional e detalhada, platina, paládio, cobre, níquel e fósforo projetos de exploração no Brasil, Bolívia, Peru, Canadá, Noruega e Suécia. Sr. Lopes tem mais recentemente como Gerente Técnico para Ventures internacional do níquel e Country Manager da Blackstone Ventures na Suécia. Antes disso, ele atuou como geólogo chefe do projeto da Falconbridge / Xstrata Nickel no Araguaia Laterita projeto (greenfield Ni descoberta) no Brasil. Também fazem parte da equipe que revisada e testada com baixo grau de projetos de ouro Aurizona, que está atualmente em produção por Luna Gold Corp Sr. Lopes também tem um MBA da Fundação Getulio Vargas no Brasil.



Em Agosto houve um reforço:
TORONTO, ONTARIO- (Marketwire - 9 de agosto de 2012) - Belo dom Mining Corp (TSX: BSX) (a "Companhia" ou "Belo Sun") tem o prazer de anunciar a adição de três novos indivíduos-chave para a sua equipa de gestão: Ian Pritchard, Que foi nomeado para o cargo o diretor de operações, Joaquim Alvarenga que foi contratado como Gerente Geral de Operações Brasil e Donald W. Clarke que foi contratado como um conselheiro para Belo dom.

Joaquim Alvarenga
(ainda sem foto no site)
Sr. Alvarenga é um engenheiro de minas profissional com mais de 15 anos de experiência em operações de minas, gerenciamento de projetos e engenharia no Brasil. Ele ocupou cargos seniores em empresas como Alcoa Inc, Yamana Gold Inc. e Anglo American plc.




Belo Sun - Grupo festeja bons resultados com o Projeto de Extração de Ouro em Altamira - Pará - o Maior Projeto de Ouro Desenvolvido no Brasil


Artigo publicado no site da Unisinos - São Leopoldo - RS

Projeto bilionário de grupo canadense quer extrair ouro no Xingu.

O rio Xingu vai deixar de ser palco exclusivo de Belo Monte, a polêmica geradora de energia em construção no Pará. Em uma região conhecida como Volta Grande do Xingu, na mesma área onde está sendo erguida a maior hidrelétrica do país, avança discretamente um megaprojeto de exploração de ouro. O plano da mineradora já está em uma etapa adiantada de licenciamento ambiental e será executado pela empresa canadense Belo Sun Mining, companhia sediada em Toronto que pretende transformar o Xingu no "maior programa de exploração de ouro do Brasil".

A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 17-09-2012.

O projeto é ambicioso. A Belo Sun, que pertence ao grupo canadense Forbes & Manhattan Inc., um banco de capital fechado que desenvolve projetos internacionais de mineração, pretende investir US$ 1,076 bilhão na extração e beneficiamento de ouro. O volume do metal já estimado explica o motivo do aporte bilionário e a disposição dos empresários em levar adiante um projeto que tem tudo para ampliar as polêmicas socioambientais na região. A produção média prevista para a planta de beneficiamento, segundo o relatório de impacto ambiental da Belo Sun, é de 4.684 quilos de ouro por ano. Isso significa um faturamento anual de R$ 538,6 milhões, conforme cotação atual do metal feita pela BM & FBovespa.

A lavra do ouro nas margens do Xingu será feita a céu aberto, porque "se trata de uma jazida próxima à superfície, com condições geológicas favoráveis". Segundo o relatório ambiental da Belo Sun, chegou a ser verificada a alternativa de fazer também uma lavra subterrânea, mas "esta foi descartada devido, principalmente, aos custos associados."

Para tirar ouro do Xingu, a empresa vai revirar 37,80 milhões de toneladas de minério tratado nos 11 primeiros anos de exploração da mina. As previsões, no entanto, são de que a exploração avance por até 20 anos. Pelos cálculos da Belo Sun, haverá aproximadamente 2.100 empregados próprios e terceirizados no pico das obras.

O calendário da exploração já está detalhado. Na semana passada, foi realizada a primeira audiência pública sobre o projeto no município de Senador José Porfírio, onde será explorada a jazida. Uma segunda e última audiência está marcada para o dia 25 de outubro.
Todo processo de licenciamento ambiental está sendo conduzido pela Secretaria de Meio Ambiente do Pará. 

O cronograma da Belo Sun prevê a obtenção da licença prévia do empreendimento até o fim deste ano. A licença de instalação, que permite o avanço inicial da obra, é aguardada para o primeiro semestre do ano que vem, com início do empreendimento a partir de junho de 2013. A exploração efetiva do ouro começaria no primeiro trimestre de 2015, quando sai a licença de operação.

Todas informações foram confirmadas pelo vice-presidente de exploração da Belo Sun no Brasil, Hélio Diniz, que fica baseado em Minas Gerais. Em entrevista ao Valor, Diniz disse que o "Projeto Volta Grande" é o primeiro empreendimento da companhia canadense no Brasil e que a sua execução não tem nenhum tipo de ligação com a construção da hidrelétrica de Belo Monte ou com sócios da usina.

"Somos uma operação independente, sem qualquer tipo de ligação com a hidrelétrica. Nosso negócio é a mineração do ouro e trabalhamos exclusivamente nesse projeto", disse Diniz.

O "plano de aproveitamento econômico" da mina, segundo o executivo, ficará pronto daqui a seis meses. Nos próximos dias, a Belo Sun abrirá escritórios em Belém e em Altamira. Hélio Diniz disse que, atualmente, há cerca de 150 funcionários da empresa espalhados na Volta Grande do Xingu, região que é cortada pelos municípios de Senador José Porfírio, Vitória do Xingu e Altamira.

O local previsto para receber a mina está localizado na margem direita do rio, poucos quilômetros abaixo do ponto onde será erguida a barragem da hidrelétrica de Belo Monte, no sítio Pimental. A exploração da jazida, segundo Diniz, não avançará sobre o leito do rio. "A mina fica próxima do Xingu, mas não há nenhuma ação direta no rio."

Para financiar seu projeto, os canadenses pretendem captar recursos financeiros no Brasil. De acordo com o vice-presidente de exploração da Belo Sun, será analisada a possibilidade de obter financiamento no BNDES. "Podemos ainda analisar a alternativa de abrir o capital da empresa na Bovespa. São ações que serão devidamente estudadas por nós."

Segundo a Belo Sun, o futuro reservado para a região da mina, quando a exploração de ouro for finalmente desativada, será o aproveitamento do projeto focado no "turismo alternativo", apoiado por um "programa de reabilitação e revegetação". Na audiência pública realizada na semana passada, onde compareceram cerca de 300 pessoas, a empresa informou que haverá realocação de pessoas da área afetada pelo empreendimento e que a construção de casas será financiada pela Caixa Econômica Federal. A Belo Sun listou 21 programas socioambientais para mitigar os impactos que serão causados à região e à vida da população.


Site da Belo Sun:


Belo Sun e a extração do ouro no Pará - Projeto prevê programas sociais de realocação da população indígena e ribeirinha


AMELIA GONZALEZ13.9.2012 9h00m
Um novo texto do Código de Mineração brasileiro, sob a responsabilidade da Casa Civil, deve ser enviado ao Congresso Nacional até dezembro. E, até hoje, a sociedade civil não se sentiu ouvida para opiniar sobre o assunto. Para organizar um pouco as ideias que surgem e tentar levantar  outras, um grupo de organizações não-governamentais se reuniu durante dois dias em Brasília. O encontro terminou ontem e a grande preocupação das pessoas ficou bem clara: os prejuízos socioambientais causados pelo crescimento acelerado da indústria extrativista mineral no Brasil. Dados apontam, segundo o site do Inesc (Instituto de Estudos Sócioeconômicos), que nos últimos dez anos a participação da indústria extrativa mineral no PIB cresceu 156%. Em 2000 representava apenas 1,6% e em 2011 passou para 4,1%.

Entrevistado pelo Inesc, Bruno Milanez, professor e pesquisador da Universidade Federal de Juiz de Fora, alerta para o fato de que o comportamento do setor de mineração nos últimos anos se deve à volatilidade e ao aumento dos preços. E alerta: “É arriscado uma política de desenvolvimento que fortalece esse setor sem uma proteção sócio ambiental que possa diminuir os impactos nos momentos de crise ou nos momentos de esgotamento do recurso explorado”.

Segundo o site do Ibase, organização que está à frente do encontro, Além de uma reflexão crítica sobre o novo marco legal da mineração, os pesquisadores traçaram um cenário do pós-extrativismo, em que a exploração de recursos é feita de forma racional, com a participação das comunidades afetadas, rigoroso controle social e inclusão dos custos ambientais e sociais no valor dos produtos. No site do Instituto (ibase.org.br) há mais detalhes sobre a reunião

Belo Sun e a exploração de ouro com o consequente aumento de mercúrio na Amazônia - o som que ninguém ouve

Ouro e Mercúrio no Amazonas
Cientistas temem aumento de mercúrio na Amazônia
Publicado em 21/07/2012 às 18h10
Uma medida do governo do Amazonas para regulamentar os garimpos de ouro no estado está sendo questionada pela comunidade científica local, que teme o agravamento dos altos níveis de mercúrio nos rios da Amazônia. Usada na extração do minério, a substância tóxica é manejada pela crescente leva de pequenos garimpeiros que chega à região.

Publicada em 15 de junho, a resolução 011/2012 tem o objetivo de combater os garimpos clandestinos, estabelecendo normas para as cooperativas locais. Segundo os pesquisadores, porém, a normativa - feita sem que os estudiosos sobre os impactos ambientais fossem consultados - legitima o uso do mercúrio com uma fiscalização pouco eficiente.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o nível máximo aceitável para o ser humano é de 50 partes por milhão (ppm) de mercúrio no organismo. Os pesquisadores lembram que em regiões amazônicas como o Alto do Rio Negro, com alto grau da substância naturalmente presente no solo, a concentração média em populações ribeirinhas chega a 70 ppm.

"Correr o risco de aumentar esse nível é uma temeridade, especialmente em áreas de alto consumo de peixe", afirma o diretor-geral do Museu da Amazônia, Ennio Candotti, que enviou ao governo estadual uma carta aberta de protesto.

A resolução propõe a fiscalização do uso obrigatório do cadinho, ferramenta que auxilia na extração do ouro e recupera o mercúrio queimado para evitar a contaminação. "Não há notícia de fiscalização eficaz no estado, o que torna pouco razoável acreditar que isso vá ocorrer. É preciso dizer qual o efetivo e com que frequência será feita a vigilância", afirma Candotti.

Hoje, segundo o Conselho Estadual de Meio Ambiente do Estado do Amazonas, apenas no Rio Madeira cerca de 3 mil famílias dependem da atividade garimpeira. Pesquisadores da região alertam que a forte alta no preço internacional do ouro pode causar um aumento drástico na extração clandestina, que pode se refletir em maior contaminação de mercúrio.
Fonte: Agência Estado 



Belo Monte - no lugar das florestas - "Vamos dividir a riqueza do Brasil com os brasileiros!" - Lembram dessa frase de campanha?


Edição: Milana Santos 

SÁBADO, 8 DE SETEMBRO DE 2012

Novo estudo aponta graves consequências do desmatamento da Amazônia



 Stéphane Foucart
"A hidreletricidade amazônica cobre cerca de 65% da demanda em energia elétrica do país. Só que a eficiência
das usinas hidrelétricas está condicionada à vazão dos rios, e, portanto, parcialmente às chuvas"
  
As precipitações poderão diminuir 21% durante a estação seca até 2050, segundo um estudo

As florestas úmidas não são somente reservatórios de biodiversidade e de carbono: elas também contribuem amplamente para abastecer as regiões tropicais com chuvas. Ao associar observações por satélite a simulações digitais, pesquisadores britânicos conseguiram avaliar essa contribuição. Seus resultados, publicados na quinta-feira (6) na revista “Nature”, preveem uma forte queda nas precipitações na bacia amazônica caso o desmatamento continue no ritmo atual.

“Para mais de 60% das terras tropicais, o ar que circulou acima das zonas de densa vegetação produz pelo menos duas vezes mais chuvas do que aquele que circulou acima de zonas esparsas”, escrevem, na conclusão do estudo, Dominick Spracklen (Universidade de Leeds, Reino Unido) e seus coautores.

“Esses resultados são importantes, ainda que não fossem inesperados”, comenta Simon Lewis, pesquisador no departamento de geografia da Universidade de Leeds, que não participou do estudo. “As florestas tropicais reciclam a água da chuva devolvendo-a à atmosfera: elas participam do transporte da umidade por centenas de quilômetros. Esses estudos mostram, cuidadosamente, que o desmatamento em grande escala em um local pode afetar uma vegetação muito distante de lá, ao reduzir as precipitações”.

Em 2007, um estudo publicado na “Geophysical Research Letters” já havia sugerido que uma redução de 40% da superfície da floresta amazônica poderia desencadear uma mudança irreversível do clima regional para condições áridas.

Na mesma linha, mas com outros indícios, os trabalhos de Spracklen indicam que até 2050 a continuidade do desmatamento da Amazônia no atual ritmo levaria a uma queda média de 12% das precipitações sobre essa bacia durante a estação úmida e de 21% durante a estação seca.
A projeção desse declínio é ainda mais preocupante pelo fato de que envolve regiões que “já têm uma forte probabilidade de sofrer secas mais fortes até o final do século, caso a temperatura global aumente 3 graus Celsius”, escreve Luiz Aragão, pesquisador na Universidade de Exeter (Reino Unido), em um comentário publicado pela “Nature”.

As consequências dessa sobreposição de efeitos “aridificantes” – desmatamento e aquecimento – “poderão ser enormes”, diz Luiz Aragão. Em termos ambientais, mas também econômicos.

Primeiro, esse duplo efeito “teria um severo impacto sobre aquilo que restaria da floresta, possivelmente levando a condições secas demais para que ela consiga resistir”, detalha Simon Lewis. Começaria então uma espiral de declínio e, mesmo considerando que o desmatamento possa cessar completamente, o maciço florestal estaria condenado a longo prazo.

Segundo, uma grande redução das precipitações não ameaçaria unicamente a floresta em si, mas também as atividades agrícolas da bacia amazônica, que hoje geram cerca de US$ 15 bilhões por ano (cerca de R$ 30 bilhões) de rendas segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Além disso, como ressalta Luiz Aragão, a hidreletricidade amazônica cobre cerca de 65% da demanda em energia elétrica do país. Só que a eficiência das usinas hidrelétricas está condicionada à vazão dos rios, e, portanto, parcialmente às chuvas.

No entanto, os trabalhos conduzidos por Spracklen não são o que se chama de estudo de “atribuição”: eles não avaliam o peso relativo da variabilidade natural do clima, do aquecimento em andamento e do desmatamento nos últimos grandes episódios de seca que atingiram recentemente a área.
Em 2005, uma primeira grande seca havia sido chamada de “seca do século”, antes de ser destronada, somente cinco anos mais tarde, por um episódio ainda mais grave.

A análise desses dois fenômenos excepcionais, conduzida por Simon Lewis e publicada em fevereiro de 2011 na revista “Science”, havia mostrado que em caso de reincidência de tais acontecimentos a floresta amazônica poderá não só deixar de exercer seu papel de esponja de dióxido de carbono (CO2) – ela absorve e armazena mais de 1 bilhão de toneladas de CO2 a cada ano - , como também poderia se tornar emissora de gás de efeito estufa.

Uma perigosa reviravolta, que perturbaria o ciclo do carbono, mas também... os mecanismos econômicos internacionais de compensação de carbono baseados no papel de regulador climático da floresta tropical.
De qualquer forma, Lewis acredita que o estudo publicado é “uma razão a mais para utilizar as terras já esvaziadas de maneira mais eficaz e parar de transformar a floresta tropical em terras agrícolas”.


Tradutor: Lana Lim
Fonte: le monde 07/09/2012


Brasileiros - o poder de um povo livre! 500 anos depois, novamente, nosso ouro vai para além de nossas fronteiras!


Mais excertos do site da Belo Sun:

Mineração Garimpeiros 

Muitas partes da propriedade Volta Grande foram minadas no passado por garimpeiros (mineradores artesanais). De 1960 para 1990, a nota média de material extraído de numerosos pequenos depósitos de ouro de aluvião da área é relatado para ser de até 3 oz / ton de ouro (relatos de garimpeiros locais).Estes incluíram a Ouro Verde, Gaúcho, Canela, Serrinha, Grota Seca, Galo, Japão, Nobelino, e outros trabalhos por garimpeiros perto da aldeia de Itata. Alguns desses trabalhos garimpeiros ainda estão ativos.

 

Exploração no passado

De 1996 a 1998, e Batalha TVX Gold Mountain Mineração (BMG), em parceria com a Companhia Nacional de Mineração (CNM), realizado exploração sistemática incluindo os de reconhecimento de mapeamento geológico, amostragem geoquímica fluxo de sedimentos, a perfuração do trado, perfuração de circulação reversa e diamante perfuração. TVX, em nome das outras duas empresas, concluída algumas 21.920 metros de perfuração de diamante e delineou poços preliminares para o desenvolvimento em quatro áreas-alvo. Em 2004, fundiu-se com TVX Kinross Gold Corporation (Kinross) e BMG foi adquirida pela Newmont Mining Corporation (Newmont).
Em 1998, a TVX encerrado a sua joint venture com a CNM e transferiu todos os seus interesses em relação à Volta Grande propriedade para a Confab, o proprietário original. Em 2003, Belo Sol (então Verena) compraram os direitos de propriedade e é a operadora atual. Relato detalhado de exploração passado é fornecido em uma Nota Técnica anterior por Scott Wilson RPA (Agnerian, 2004).


Lula e Dilma recebem cocar dos indígenas do Amazonas, em 2010, como sinal de confiança e gratidão pela segurança que ele acreditavam ter de que suas terras seriam preservadas


O que você diz de tudo isso?
O que pode o povo opinar, quando as coisas acontecem sem seu conhecimento?








Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, Educadora, Ambientalista de coração
Coordenadora de Dinâmica de Grupos,
Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV-RJ,
International Speaker pelo IFTDO-EUA

Porto Alegre - RS - Brasil