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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Guarani-Kaiowá devem aprender a trabalhar como qualquer um


“Esses índios aí, alguns perigam sobrar. O que não sobrar, nós vamos dar para os porcos comerem”, declara Luis Carlos da Silva Vieira, proprietário do município de Paranhos.

"Guarani-Kaiowá devem aprender a trabalhar como qualquer um", diz governo do MS aos EUA, segundo o Wikileaks

Justiça suspende decisão judicial que obrigava os indígenas a sair da reserva em Mato Grosso do Sul. Mas temos de ficar atentos. A luta continua! Até porque a ideologia dos donos do agronegócio é a de obter lucro rápido a qualquer preço. As leis de nada valerão se não estiverem acompanhadas de fiscalização vigilante e persistente! Aumentar o efetivo do IBAMA e da Polícia Federal é questão emergencial para assegurar que os Guarani-Kaiowá e TODOS os demais indígenas do país não continuem sendo assassinados e perseguidos pelos pistoleiros contratados pelo "senhores" invasores de áreas reservadas aos primeiros habitantes deste torrão!

Por Marise Jalowitzki
30.outubro.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/10/guarani-kaiowa-devem-aprender-trabalhar.html

Os conflitos que duram décadas e que, neste momento, estão tendo uma repercussão internacional, tem mesmo uma origem só: a ganância, que a tudo perpassa e tritura a quem quer que esteja na frente dos interesses dos poderosos.

O que se vê é uma clara "filosofia de vida" por parte dos governos brasileiros e donos do agronegócio. Tudo precisa ser transformado em "money", tudo deve ser visto sob a ótica do "quanto-eu-ganho-nisso". Se não for rentável, tem de ser exterminado. Tem sido assim com tudo e, pouco a pouco, mais e mais pessoas estão se dando conta disso, no mundo inteiro. Hoje estamos falando de um povo que vem sendo exterminado há muito tempo e que está resistindo. Os guaranis e os kaigangs do RS estendem-se nos chãos das calçadas, aculturados, para receber alguns trocados por ocasião das festas oficiais dos "brancos". Por mais que alguns movimentos tentem reintegrá-los, a "mistura" com o nosso pobre-rico meio de vida está feita.

A infelicidade de todo o povo indígena, de norte a sul, passa pela simples maneira de ESTAR VIVO, alguns mais velhos querendo resgatar a forma tradicional de vida, os mais jovens tentando se inserir na sociedade "branca", cortando cabelo e vestindo-se ao estilo das cidades. Vão à escola, mas, basta saber que "são índios", para receber o desdém, o desrespeito, a proibição taxativa de inserção; pais "brancos" proíbem as moças de namorar com os rapazes descendentes das aldeias; mães índias que, porventura, tenham se casado com um "branco", lamentam o preconceito e se culpam pela infelicidade dos filhos segregados.

Tudo o que vemos é racismo, é preconceito, é tentativa poderosa de massificar, de tornar "igual" o que nunca foi igual. Não é igual para os negros, não é igual para as mulheres, não é igual para os menos providos. Há castas em tudo. Também para os nossos índios.


Quando um "branco", ligado a uma Ong ou à Pastoral da Terra, se junta na defesa dos indígenas, recebe ameaças. Alguns esbravejam na lembrança da Irmã Dorothy: "É por isso que, de tempos em tempos, a gente tem de estourar algum gringo, como fizeram com a Irmã Dorothy". 


Quando, certa vez, encontrei um Guarani deitado, bêbado, em coma alcoólica em pleno Largo Glênio Peres (centro de Porto Alegre), o homem, desacordado, estava sob o sol inclemente. Pedi ajuda a alguns PMs para que o recolhessem, pelo menos, para a sombra, até que fosse chamada uma ambulância para levá-lo a socorro.
"-Se nós fôssemos pegar todo pinguço que há pelas ruas, não faríamos mais nada!" - foi a resposta.
Argumentei que era só para levá-lo até uma sombra (alguns metros), que era uma vida humana.
"-O que falta para eles é falta de caráter!" - respondeu-me o responsável pela segurança pública. (Mesmo que quem introjetou álcool entre os nativos fomos nós, os" brancos"). E não houve jeito. Começou ele a fica bravo COMIGO por estar reivindicando algo nada-a-ver. Até que chegou um homem (provavelmente o dono do bar que lhe vendeu a cachaça) e o arrastou.

"Guarani-Kaiowá tem de aprender a trabalhar como qualquer um"

Esta mania que temos de querer ver o mundo sob uma mesma ótica (trabalho, emprego, endividamento, financiamentos, mais bens de consumo, mais endividamentos, mais bens de consumo, mais endividamento...)  é que PRECISA URGENTEMENTE SER REVISTA. Nos mais jovens, é claro, para que uma nova geração, de mais respeito e solidariedade, possa herdar o que sobrar desse nosso planeta. Sim, os mais jovens, pois os mais velhos não hão de querer "largar o osso" a não ser que o GOVERNO BRASILEIRO 
TOME AS RÉDEAS DA SITUAÇÃO, com efetividade, e faça cumprir o que sempre deveria ter acontecido: O usofruto de direito às suas áreas reservadas, já bem diminutas em relação ao que tinham há décadas.

Quando o governo do MS salienta que os Guarani-Kaiowá precisam "aprender a trabalhar como qualquer um", ressaltando "não ter base" a reivindicação dos indígenas em relação às suas reservas, fica clara a distância abissal entre o que os índios sentem, pensam e querem e a forma "globalizada" de lucro fácil e imediato a qualquer preço das autoridades e donos do agronegócio.

O documento publicado pelo Wikileaks, em 2009, um telegrama que o governo do Mato Grosso do Sul enviou aos EUA, diz que "autoridades municipais e estaduais perguntaram como os índios dali reivindicavam ser índios, se eles ‘usam carros, tênis, drogas’. Eles reclamaram dos subsídios públicos dados aos índios, afirmando que eles deveriam ‘aprender a trabalhar como qualquer um’”, relata ainda o telegrama."

Leia mais: http://www.revistareciclarja.com/news/wikileaks-governador-de-ms-zombou-de-pedido-de-terra-para-os-guarani-kaiowa/#.UI_RN-zfXIc.facebook


O QUE SE FAZ NECESSÁRIO, URGENTEMENTE, é aprender que as pessoas são diferentes , com interesses diferentes, com necessidades diferentes, necessitando, portanto, tratamentos diferentes. Respeito e Solidariedade, SEMPRE. E, enquanto isso não acontece, leis claras, sua aplicação, cumprimento rígido e fiscalização.


O ÓDIO toma conta dos agropecuaristas. Quem sairá ganhando com essa divergência?

Indígenas, apesar da declaração da FUNAI de que seu direito em permanecer nas terras é legítimo, temem o aumento de assassinatos, movidos pelos agropecuaristas.
(Eu vi a foto do líder morto, rosto esfacelado, um horror!)

Segundo Mariana Boujikian Felippe: "O Estado não pode mais ser conivente com o extermínio velado dos Guaranis"

"MS abriga a segunda maior população indígena do país, mas é um Estado onde a lei pertence aos fazendeiros. Em agosto desse ano, Luis Carlos da Silva Vieira, proprietário do município de Paranhos, declarou abertamente a um site de notícias: “Esses índios aí, alguns perigam sobrar. O que não sobrar, nós vamos dar para os porcos comerem”.

A Constituição Federal prevê que todos os territórios tradicionais deveriam ter sido demarcados até 1993, mas até agora, apenas 1/3 das terras foi demarcado. A luta pela demarcação de terras esbarra na lentidão do Judiciário em julgar processos pendentes, e no descaso do Executivo em homologá-las."



Segundo defensores dos direitos indígenas, a reserva de Dourados tem péssimas condições de vida em função da sobrepopulação ocasionada pela falta de terras: são 11,3 mil pessoas vivendo em 3,5 mil hectares.

O então presidente do Tribunal de Justiça também reclamou de “calúnias” que as autoridades locais sofrem dos ativistas, sendo acusadas de “tortura e racismo”, quando estão simplesmente “tentando cumprir a lei”.

Segundo recentes relatórios do Conselho Indigenista Missionário, há mais assassinatos entre indígenas no Mato Grosso do Sul, e particularmente entre os Guarani-Kaiowá, do que em todo o resto do Brasil: entre 2003 e 2011, foram 279 em MS, e 224 no restante do Brasil. O estado também se destaca pelo número de suicídios entre indígenas e outras mazelas, como desnutrição infantil

Para a vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, essa é "a maior tragédia conhecida na história indígena em todo o mundo". 
Mariana Boujikian Felippe é estudante de Ciências Sociais da USP 
http://uniaocampocidadeefloresta.wordpress.com/2012/10/25/o-estado-nao-pode-mais-ser-conivente-com-o-exterminio-velado-dos-guarani/




Suicídio Coletivo, será mesmo?
Tonico Benites, antropólogo guarani, escreve:
(...)
A possibilidade de se efetivar o suicídio coletivo dos Kayowá se apoia em dados oficiais do Ministério da Saúde: nos últimos onze anos, entre 2.000 e 2011, ocorreram 555 suicídios, uma das taxas mais altas do mundo.
(...)
Se a tragédia acontecer, uma pergunta vai ter que ser respondida: suicídio coletivo? Será mesmo? A ideia de suicídio é, num certo sentido muito cômoda, porque isenta de culpa a terceiros. Mas se você é levado por alguém a se matar, trata-se de suicídio ou de uma forma de homicídio? O artigo 122 do Código Penal Brasileiro estabelece pena de reclusão para o agente que, através de ato, induz ou instiga alguém a se suicidar ou presta-lhe auxílio para que o faça. Quem pode ser incriminado neste caso?
A pergunta deve ser feita ao governador Puccinelli, implicado pela Operação Uragano da Polícia Federal num esquema ilegal de pagamento de propinas a deputados e desembargadores, que em maio de 2010, durante a abertura da Expoagro, em Dourados, incitou os fazendeiros contra os índios.
Tonico Benites




Para os americanos, a situação das terras indígenas em MS e outras partes continuará apresentando desafios à democracia brasileira nos próximos anos. “A única coisa que fica clara é que, sem uma postura mais proativa do governo brasileiro, o assunto não vai se resolver por si mesmo”, conclui outro comunicado de 2008 sobre o tema – intitulado significativamente de “o desastre guarani-kaiowá”.

Leia mais: http://www.revistareciclarja.com/news/wikileaks-governador-de-ms-zombou-de-pedido-de-terra-para-os-guarani-kaiowa/#.UI_RN-zfXIc.facebook




22/10/2012 23:27
Ato em Brasília - Rose Cabrera Kaiowá e Elizeu Lopes Guarani- Kaiowá colocam cruzes, simbolizando os mortos, marcando o protesto em frente ao Congresso Nacional de entidades que pedem proteção a índios da etnia Guarani-Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, ameaçados de expúlsão da área por fazendeiros não índios Assine a petição promovida pela Avaaz na outra matéria: Salvemos os índios Guarani-Kaiowá do
Segue abaixo o texto originariamente publicado por Bob Fernandes e seu video.

Em 19/10 - Ato em Brasília contra o genocídio dos Guarani-Kaiowá

Nas últimas semanas, além do futebol de sempre, dois assuntos ocuparam as manchetes: o julgamento do chamado "mensalão" e, em São Paulo, o programa de combate a homofobia, grotescamente apelidado de "Kit Gay". Quase nenhuma importância se deu a uma espécie de testamento de uma tribo indígena. Tribo com 43 mil sobreviventes.

A justiça federal decretou a expulsão de 170 índios na terra em que vivem atualmente. Isso no município de Iguatemi, no Mato Grosso do Sul, à margem do Rio Hovy. Isso diante de silêncio quase absoluto da chamada Grande Mídia. (Eliane Brum trata do assunto no site da revista Época). Há duas semanas, numa dramática carta-testamento, os Kaiowá-Guarani informaram:
-Não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui, na margem do rio, quanto longe daqui. Concluímos que vamos morrer todos. Estamos sem assistência, isolados, cercados de pistoleiros, e resistimos até hoje. Comemos uma vez por dia.


Em sua carta-testamento os Kaiowá/Guarani rogam:
- Pedimos ao Governo e à Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas decretar nossa morte coletiva e enterrar nós todos aqui. Pedimos para decretar nossa extinção/dizimação total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar nossos corpos. Este é o nosso pedido aos juízes federais.

Diante dessa história dantesca, a vice-procuradora Geral da República, Déborah Duprat, disse: "A reserva de Dourados é talvez a maior tragédia conhecida da questão indígena em todo o mundo".

Em setembro de 1999 estive por uma semana na reserva Kaiowá/Guarani, em Dourados. Estive porque ali já acontecia a tragédia. Tragédia diante do silêncio quase absoluto. Tragédia que se ampliou, assim como o silêncio. Entre 1986 e setembro de 1999, 308 índios haviam se suicidado. Índios com idade variando dos 12 aos 24 anos.

Suicídios quase sempre por enforcamento, ou veneno. Suicídios por viverem confinados em reservas cada vez menores, cercados por pistoleiros ou fazendeiros que agiam, e agem, como se pistoleiros fossem. Suicídio porque viver como mendigo ou prostituta é quase o caminho único para quem deixa as reservas.

Italianos e um brasileiro fizeram um filme-denúncia sobre a tragédia. No Brasil, silêncio quase absoluto: Porque Dourados, Mato Grosso, índios... isso está muito longe. Isso não dá Ibope, não dá manchete. Segundo o Conselho Indigenista Missionário, o índice de assassinatos na Reserva de Dourados é de 145 habitantes para cada 100 mil. No Iraque, esse índice é de 93 pessoas em cada 100 mil.

Desde 1999, quando estive em Dourados com o fotógrafo Luciano Andrade, outros 555 jovens Kaiowá/Guarani se suicidaram no Mato Grosso do Sul. Sob aterrador e quase absoluto silêncio. Silêncio dos governos e da Mídia. Um silêncio cúmplice dessa tragédia.
http://www.revistareciclarja.com/news/cerca-de-863-indios-se-suicidam-e-quase-ninguem-viu-/#.UIX_2Vm0QMM.facebook



Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, Educadora, Ambientalista de coração
Coordenadora de Dinâmica de Grupos,
Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV-RJ,
International Speaker pelo IFTDO-EUA

Porto Alegre - RS - Brasil

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O que todos intuiram - EUA apoiou secretamente a oposição síria, diz WIKILEAKS

Apoio dos USA à oposição síria denunciado pelo Wikileaks

O que todos intuiram - EUA apoiou secretamente a oposição síria, diz WIKILEAKS


Por Marise Jalowitzki
18.abril.2011
http://t.co/LQE4IkK

Quando iniciaram os protestos populares na Tunísia, após o suicídio do jovem trabalhador explorado e, logo após, no Egito, emiti meu parecer sobre os fatos. Discorri sobre o livre e inalienável direito do povo em manifestar sua vontade e ansiar e agir em prol de mudanças, quando essas se mostrarem necessárias.

Quando os conflitos foram ser alastrando pelas nações no Oriente Médio, achei por bem silenciar. Não tenho competência para opinar a respeito. O tema é por demais complexo e envolve muitos e diferentes interesses.

Ficou notório, porém, o quão diferente foi o movimento pacífico gerado no Egito e o armamento bélico e maifestações internacionais para com a situação na Líbia. A coisa, lá, tem outras proporções. Ao mesmo tempo, o silêncio (e o descaso) dos mesmos órgãos internacionais para com outros países, deixa às claras que as intervenções visam, também, interesses mais explícitos das nações que se envolvem em "ajudas humanitárias militarizadas".

Agora, mais uma denúncia do Wikileaks. Washingthon ajudou a oposição síria.
"O Departamento de Estado dos EUA financiou secretamente grupos de oposição da Síria, de acordo com telegramas liberados pelo WikiLeaks, informou nesta segunda-feira o jornal "The Washington Post".

"...o relatório indica que o dinheiro foi posto de lado pelo menos até setembro de 2010."

Já era sabido e pressentido. O apoio financeiro norte americano, iniciado por Bush Filho, continuou com Barack Obama. Ao mesmo tempo em que procurava reconstruir as relações com o presidente sírio Bashar al-Assad. Assim fica difícil de assimilar! Uma entremeada posição, do tipo "morde-e-assopra".

O Wikileaks continua com sua missão de desvendar.

Há poucos dias assinei uma petição em prol da suspensão da prisão e torturas a que está sendo submetido o informante de Wahshingthon para Assange, do Wikileaks.
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WikiLeaks: EUA apoiaram secretamente oposição síria
Plantão | Publicada em 18/04/2011
Reuters

"O Departamento de Estado dos EUA financiou secretamente grupos de oposição da Síria, de acordo com telegramas liberados pelo WikiLeaks, informou nesta segunda-feira o jornal "The Washington Post".

O relatório mostra que o Departamento de Estado financiou US$ 6 milhões desde 2006 para um grupo de exilados sírios para explorar um canal por satélite com sede em Londres, a Barada TV, e financiar atividades dentro da Síria, disse o "Post".

A Barada TV começou a transmitir em abril de 2009, mas aumentou suas operações para cobrir os protestos na Síria, que começou no mês passado como parte de uma campanha de longo prazo para derrubar o presidente Bashar al-Assad, disse o "Post".

O dinheiro dos EUA para figuras da oposição síria começou a fluir no governo do presidente George W. Bush após as relações diplomáticas com Damas terem sido congeladas em 2005, disse o jornal.

O apoio financeiro continuou com o presidente Barack Obama, assim como sua administração procurou reconstruir as relações com Assad, disse o Post.

O artigo diz que não está claro se os Estados Unidos ainda estavam financiando grupos de oposição síria, mas o relatório indica que o dinheiro foi posto de lado pelo menos até setembro de 2010.

O "Post" disse que o Departamento de Estado não quis comentar sobre a autenticidade dos telegramas ou responder perguntas sobre o financiamento da Barada TV.

Fonte: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/04/18/wikileaks-eua-apoiaram-secretamente-oposicao-siria-924264200.asp

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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ex-banqueiro suíço entregou dados sigilosos ao WikiLeaks - Quem serão os brasileiros?

Wikileaks - CDs contendo nome de supostos sonegadores é entregue a Julian Assange

 Nova Bomba - Quem serão os brasileiros?

Por Marise Jalowitzki

Rudolf Elmer passou para o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, dois CDs com dados das contas de clientes suspeitos de sonegação fiscal. Entre os titulares, segundo ele, estão políticos e empresários de vários países, suspeitos de sonegação. A entrega foi solene e oficial, como você pode conferir nas imagens a seguir.

Julian Assange diz que vai investigar e, caso as informações forem procedentes, irá publicar. 

Quem serão os brasileiros que enfeitam a relação? Será que Maluf vai aparecer? Este é um dos brasileiros mais famosos no exterior. Com certeza que há muitos outros.

Resta saber o que vai acontecer após a divulgação.
Os governos hão de querer tomar as providências cabíveis na forma da lei?

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Link relacionado:
http://g1.globo.com/videos/jornal-da-globo/v/ex-banqueiro-suico-entergou-dados-sigilosos-ao-wikileaks/1413152/#/Edi%C3%A7%C3%B5es/20110117/page/1 

Ex-banqueiro suíço entregou dados sigilosos ao WikiLeaks - Assange promete que vai divulgar, caso se confirmarem as denúncias - Quem serão os brasileiros?

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Wikileaks - EUA e o "Cacarejo" de Lula




Wikileaks - EUA e o "Cacarejo" de Lula

Por Marise Jalowitzki

Quando Julian Assange publicou, através do Wikileaks, que os documentos norte-americanos referiam-se às declarações de Lula sobre questões climáticas como "O Cacarejo de Lula", o governo brasileiro preferiu não se manifestar e tudo ficou no limbo, sem nenhum comentário adicional.


O que significa um "Cacarejo"?

Logo que a notícia publicada no Wikileaks foi comentada, um aluno dp ensino médio, perguntou para a professora sobre o motivo dos EUA ter chamado o nosso presidente de "galinha" e não de "galo", já que quem "cacareja" é galinha, não galo. Todos riram. Claro que ele (o rapaz) queria obter esse resultado, mesmo: o riso dos colegas.


Educadamente, a professora explicou a todos o que a expressão (dito popular) significa: galinha cacareja mesmo quando o ovo não foi ela quem postou; galinha cacareja mesmo quando não há ovo nenhum. O que os Estados Unidos quiseram dizer é que o governo brasileiro fala muito em controlar a emissão de GEE - gases de efeito estufa - , mas não faz tudo que diz e promete.


Ficou um ar de desconforto geral, pois, não dizer a verdade, na idade deles, ainda é uma coisa deplorável, um valor desestimulado entre todos.


No discurso, a coisa toda já está pronta e perfeita.


Assim, quando foi anunciado, com muita satisfação por parte da delegação da COP-16, que o presidente brasileiro assinou oficialmente o comprometimento em diminuir o desmatamento e a emissão de gases tóxicos, ninguém fez muita festa, não. Até porque, para acreditar, tem de acontecer.


Só assinar, sem aumentar o efetivo para supervisionar, cuidar, prender, multar, coibir, em nada resultará.


Aí, sim, ficará apenas um cacarejo.


Marise Jalowitzki
Escritora e consultora organizacional
Porto Alegre - RS - Brasil
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

COP-16 - Mudanças Climáticas - AVAAZ e Wikileaks - Mais de 345 mil assinaturas pedem o fim à perseguição ao Site

COP-16 - Mudanças Climáticas - AVAAZ e Wikileaks - Mais de 345 mil assinaturas pedem o fim à perseguição ao Site

Por Marise Jalowitzki
Em 09.12.2010

Em 24 horas, AVAAZ obteve mais de 345 mil assinaturas pró-cessação de ameagas e perseguições à Wikileaks

Em menos de um dia, a AVAAZ obteve mais de 320 mil adesões à petição que pede o fim à "caça" à Assange e sua equipe. Já houve represálias, prisões, demissões, expulsões e ameaças de morte por aqueles que se sentem lesados.

COP-16 e Wikileaks

 Agora, qual a novidade que o Wikileaks trouxe ao publicar que EUA teria feito acordos em Copenhague, com ilhas e pequenos países para que votassem contra a emissão de gases tóxicos, em troca de financiamentos para seus países?
Quem não sabe disso?
Causou alguma surpresa em alguém?

Cop-16 - Conferência do Clima, do jeito que vai, vai terminar novamente sem um acordo efetivo. E não será culpa do "site de fofocas", como é chamado por alguns, não.

Do jeito como as negociações costumam acontecer nos meios chamados diplomáticos, a coisa toda gira numa parceria e troca de favores. Assim, vamos avaliar, mesmo, qual a razão de TANTO espanto?

Tirando sua própria conclusão

É muito fácil ficar com alguma ou nenhuma informação a respeito do que anda acontecendo por aí, já que a velocidade das notícias é muito grande e o desencontro de informações, também.

Nem sempre é possível manter o foco e, por isso, precisamos saber mais e mais, ouvir, ler, comentar, dialogar, para que cada um possa tirar suas próprias conclusões e decidir por si.

Manter o foco

No caso do Wikileaks, há muitas fontes que apóiam e subsidiam as informações que Julian Assange, criador do site, divulga. São documentos ditos secretos mas que, até agora, para quem acompanha a divulgação das notícias, não trouxe nenhuma novidade.

Quem pode deixar de imaginar que, nos bastidores, longe dos microfones e filmadoras, as pessoas teçam comentários pouco elogiosos contra seus desafetos? Quanto maior a arrogância, mais ácida a expressão.

E, nesses meios, quem não é amigo solidário, acaba sendo encarado como inimigo.

Embora se pregue a aceitação das diferenças e a livre convivência com a diversidade, sabemos muito bem que é justamente o contrário que acontece.

Marise Jalowitzki
Escritora e consultora organizacional
http://www.compromissoconsciente.blogspor.com/
Porto Alegre - RS - Brasil

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Links relacionados, neste blog:

COP-16 - China mostra uma saíde inédita para prosperidade com sustentabilidade
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/cop-16-china-mostra-uma-saida-inedita.html

WIKILEAKS, Eu apoio! Assine a petição - http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/wikileaks-eu-apoio.html 

Wikileaks - Como seria viver em um mundo sem véus? -  http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/wikileaks-como-seria-viver-em-um-mundo.html

Wikileaks - Conhecimento é poder
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/wikileaks-conhecimento-e-poder.html


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WIKILEAKS: EU APOIO! - Assine a Petição da Avaaz


Wikileaks: Eu apoio! Assine a petição da Avaaz

Por Marise Jalowitzki
http://t.co/N1Qo9rr
09.dezembro.2010


Volto a dizer: em um mundo onde todos os poderosos, governantes ou não, usam o seu poder ocultando tudo e mais um pouco, quando aparece alguém para balançar um pouco as estruturas e obrigar a esses poderosos uma reflexão sobre seus atos e decisões, o cerco se fecha para silenciá-lo.

Assange já se entregou, aconselhado pelo seu advogado, já que ele está sendo acusado de estupro e assédio ( o que ele nega). Que o julguem com isenção. Agora, é assustadora a forma agressiva com que estão ameaçando a ele e a toda a sua equipe, falando em assassinato e tudo o mais. Uma caçada impiedosa?

Peço aos que pensam igual, que assinem a petição da AVAAZ, para que seja obtido o maior número de adesões à petição que pede o fim da perseguição.

As notícias estão monitoradas em sua importância. O QUE FAZ COM QUE EUA E OUTROS TANTO SE ASSUSTEM, para que queiram, a qualquer custo, tirar o Wikileaks do ar?

O mundo é complicado! Também em vários outros casos, quando as autoridades não conseguem provar e silenciar pelo que estão perseguindo, sempre aparece algum crime sexual ou outro agraco para incriminar "dentro da lei".

Transcrevo a mensagem recebida pela AVAAZ e peço aos amigos que cliquem, endossando a petição contra a perseguição ao Wikileaks e Julian Assange.
 Clique: http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/wikileaks-eu-apoio.html  


From: "Ricken Patel - Avaaz.org" avaaz@avaaz.org

To: "marisej@terra.com.br" marisej@terra.com.br
Sent: Qua 8/12/10 18:09
Subject: Fwd: WikiLeaks: parem a perseguição



Caros amigos,


A campanha de intimidação agressiva de governos e empresas sobre o WikiLeaks (que provavelmente não violou nenhuma lei) é um ataque à liberdade de imprensa e democracia. Nós precisamos de uma manifestação pública massiva para acabar com os ataques -- vamos conseguir 1 milhão de vozes e publicar anúncios de página inteira nos principais jornais dos EUA esta semana!


A campanha de intimidação massiva contra o WikiLeaks está assustando defensores da mídia livre do mundo todo.


Advogados peritos estão dizendo que o WikiLeaks provavelmente não violou nenhuma lei. Mas mesmo assim políticos dos EUA de alto escalão estão chamando o site de grupo terrorista e comentaristas estão pedindo o assassinato de sua equipe. O site vem sofrendo ataques fortes de países e empresas, porém o WikiLeaks só publica informações passadas por delatores. Eles trabalham com os principais jornais (NY Times, Guardian, Spiegel) para cuidadosamente selecionar as informações que eles publicam.
A intimidação extra judicial é um ataque à democracia. Nós precisamos de uma manifestação publica pela liberdade de expressão e de imprensa. Assine a petição pelo fim dos ataques e depois encaminhe este email para todo mundo – vamos conseguir 1 milhão de vozes e publicar anúncios de página inteira em jornais dos EUA esta semana!
http://www.avaaz.org/po/wikileaks_petition/?vl



O WikiLeaks não age sozinho – eles trabalham em parceria com os principais jornais do mundo (NY Times, Guardian, Der Spiegel, etc) para cuidadosamente revisar 250.000 telegramas (cabos) diplomáticos dos EUA, removendo qualquer informação que seja irresponsável publicar. Somente 800 cabos foram publicados até agora. No passado, a WikiLeaks expôs tortura, assassinato de civis inocentes no Iraque e Afeganistão pelo governo, e corrupção corporativa.


O governo dos EUA está usando todas as vias legais para impedir novas publicações de documentos, porém leis democráticas protegem a liberdade de imprensa. Os EUA e outros governos podem não gostar das leis que protegem a nossa liberdade de expressão, mas é justamente por isso que elas são importantes e porque somente um processo democrático pode alterá-las.


Algumas pessoas podem discordar se o WikiLeaks e seus grandes jornais parceiros estão publicando mais informações que o público deveria ver, se ele compromete a confidencialidade diplomática, ou se o seu fundador Julian Assange é um herói ou vilão. Porém nada disso justifica uma campanha agressiva de governos e empresas para silenciar um canal midiático legal. Clique abaixo para se juntar ao chamado contra a perseguição:
http://www.avaaz.org/po/wikileaks_petition/?vl   


Você já se perguntou porque a mídia raramente publica as histórias completas do que acontece nos bastidores? Por que quando o fazem, governos reagem de forma agressiva, Nestas horas, depende do público defender os direitos democráticos de liberdade de imprensa e de expressão. Nunca houve um momento tão necessário de agirmos como agora.


Com esperança,
Ricken, Emma, Alex, Alice, Maria Paz e toda a equipe da Avaaz


Fontes:
Fundador do site WikiLeaks é preso em Londres:


http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/fundador+do+site+wikileaks+e+preso+em+londres/n1237852973735.html  
Visa e MasterCard se unem ao boicote contra WikiLeaks:


http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/visa-e-mastercard-se-unem-ao-boicote-contra-wikileaks  


Hackers lançam ataques em resposta a bloqueio de dinheiro do Wikileaks:


http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5g5_1RyqwzqqSdcdkuXSkRwc3OCbA?docId=CNG.3ee5f70f5e1bc38f749f897810be5a31.6a1  
Conheça o homem por trás do site que revelou documentos secretos americanos:


http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/conheca-a-historia-do-site-que-revelou-documentos-secretos-americanos/  


O criador do WikiLeaks, entre a sombra e a busca pela verdade:


http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5hRW1-BWMeIXP6Spyr_UdQJbqu5_g?docId=CNG.24a480c86aa11494311806f554755ceb.701  
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AVAAZ
WikiLeaks: Parem a Perseguição


A campanha agressiva de intimidação contra o WikiLeaks é errada, perigosa e compromete o Estado de Direito. Políticos importantes dos EUA chegaram ao extremo de chamar o WikiLeaks de uma organização terrorista, sugerindo o assassinato da sua equipe e pedindo para empresas boicotarem o site.




O futuro da liberdade de imprensa e Internet está em jogo. Vamos nos manifestar urgentemente para garantir que governos e empresas ajam com cautela e por vias legais, sem escalar a briga.




WikiLeaks: Parem a Perseguição
Assine a PetiçãoPara o governo dos EUA e empresas ligadas ao WikiLeaks:



Nós pedimos o fim da perseguição ao Wikileaks e seus parceiros imediatamente. Pedimos respeito pelos princípios democráticos e leis de liberdade de expressão e de imprensa. Se o Wikileaks e seus jornalistas parceiros violaram alguma lei eles deverão ser levados à justiça. Eles não devem ser sujeitados a uma campanha de intimidação extra-judicial.
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Fundador do site WikiLeaks é preso em Londres

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/fundador+do+site+wikileaks+e+preso+em+londres/n1237852973735.html



Foto: AP


Julian Assange se apresenta à polícia britânica, que cumpre mandado de prisão internacional emitido pela Suécia


iG São Paulo
07/12/2010 08:31 - Atualizada às 13:20


Compartilhar: Tweet Facebook O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, 39 anos, foi preso em Londres nesta terça-feira e compareceu perante a Corte de Magistrados de Westminster. A corte, que é o tribunal de extradição da capital britânica, determinou que Assange permanecerá em prisão preventiva até a próxima audiência de seu processo de extradição, em 14 de dezembro.
Um mandado de prisão internacional contra Assange foi emitido pela Suécia, onde ele é alvo de um inquérito sobre crimes sexuais cometidos supostamente em agosto, durante uma visita a Estocolmo. Segundo um comunicado da polícia britânica, Assange foi até uma delegacia de polícia no centro de Londres após seu advogado negociar sua entrega com autoridades britânicas.
O advogado Mark Stephen havia anunciado as negociações com a polícia na segunda-feira. Segundo Stephens, horário e local estavam sendo discutidos para que Assange "se encontrasse com a Scotland Yard". "Estamos tomando providências para nos reunirmos com a polícia voluntariamente a fim de facilitar o interrogatório de que precisam", afirmou.




Assange, de rosto virado para a câmera, é visto após prisão em Londres
Em um dos processos, o australiano de 39 anos é acusado de estupro e assédio sexual. Em outro caso, há acusações de assédio sexual e coerção. Assange nega as acusações e afirma que o mandado de prisão faz parte de uma campanha internacional para desmoralizá-lo.


Desde a semana passada, o WikiLeaks divulga um pacote de mais de 250 mil comunicações diplomáticas secretas dos Estados Unidos. Um dos mais recentes vazamentos de informações do WikiLeaks consta de uma longa lista de locais considerados pelo governo americano como vitais para a segurança nacional. A lista inclui oleodutos, centros de comunicação e de transporte, minas e fábricas de produtos médicos.
De acordo com a imprensa britânica, as autoridades britânicas já sabiam onde Assange estava escondido desde a semana passada, mas não puderam prendê-lo antes por causa de um erro processual no mandado sueco.
Aparentemente, o primeiro pedido de prisão não estipulava a pena máxima à qual ele poderia ser condenado na Suécia pelos crimes de que é acusado, uma exigência legal britânica. A Justiça sueca, então, emitiu um novo mandado.
Para enviar Assange para a Suécia, a Scotland Yard teria também de buscar um mandado de prisão na corte de Westminster and City, que lida com extradições no Reino Unido. A Austrália, terra natal de Assange, disse que daria assistência consular caso ele fosse preso no exterior. O procurador-geral da Austrália, Robert McClelland, no entanto, condenou o vazamento de documentos diplomáticos, alegando que ameaçam a segurança. Ele defende também que a Austrália ajude na investigação criminal sobre as atividades de Assange.


Conta bancária
Também na segunda-feira, o banco suíço PostFinance anunciou o fechamento da conta aberta por Julian Assange. Segundo o WikiLeaks, o banco congelou seu "fundo de defesa" e bens pessoais avaliados em 31 mil euros (R$ 69.386).
O PostFinance (braço financeiro dos Correios da Suíça) afirmou ter encontrado dados errados no cadastro do criador do WikiLeaks. "Assange tinha dado informações falsas sobre seu domicílio", afirmou a instituição. Segundo o Post Finance, não há como comprovar que Assange mora em Genebra, na Suíça, conforme indicado na ficha cadastral. Por isso, ele fica impedido de ter conta no banco.
No sábado, a empresa americana PayPal, que oferece um serviço de pagamento pela internet, também anunciou o fim da conta do WikiLeaks, pela qual o site recebia doações de usuários. O WikiLeaks acusou a empresa de ceder à pressão do governo dos Estados Unidos.
Em comunicado, o PayPal afirmou que a medida foi tomada porque o WikiLeaks violou a "política" do site. Um dos requisitos exigidos é que o PayPal "não seja utilizado para atividades que encorajem, promovam, facilitem ou instruam pessoas a realizarem atividades ilegais".
Domínio
Na sexta-feira, o WikiLeaks foi obrigado a mudar de endereço após seu domínio original (wikileaks.org) ser retirado do ar pelo provedor americano EveryDNS. Segundo a EveryDNS, ataques de hackers ao WikiLeaks estavam ameaçando toda a sua rede.
O site passou a funcionar no endereço wikileaks.ch, com base na Suíça. Um rastreamento mostrou que o WikiLeaks também está hospedado em um servidor francês, o OVH, baseado em Roubaix. Mas o Ministério de Economia Digital da França, Eric Besson, iniciou o procedimento para que site deixe de ser hospedado no servidor francês por considerá-lo "criminoso". Besson escreveu ao Conselho Geral da Indústria, Energia e Tecnologias (CGIET) para que acabe com a presença no OVH.


Na quarta-feira, o WikiLeaks anunciou que a Amazon.com o expulsou de seus servidores, forçando o site a voltar para um provedor sueco.


Com BBC, AFP e EFE

Leia: Saiba mais sobre os telegramas diplomáticos:

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/saiba+mais+sobre+os+telegramas+diplomaticos/n1237852399276.html

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Wikileaks - Como seria viver em um mundo sem véus?

Wikileaks - Como seria viver em um mundo sem véus?

Wikileaks - Como seria viver em um mundo sem véus?

Por Marise Jalowitzki
07.dezembro.2010

Sem dúvida, a transparência de um mundo sem véus, há de exigir uma nova postura por parte de todos.

- Todo mundo sendo cuidadoso e bem mais respeitoso naquilo que diz sobre o outro.
- As pessoas sendo como que "obrigadas" a compartilhar o conhecimento que possuem.
- A negociação sendo utilizada como a melhor e maior estratégia para uma convivência harmônica entre nações e pessoas, tentando uma maior convergência de interesses comuns.

Quando se ouve que já existem condições para manejar tv só com a força do pensamento, ligar e desligar aparelhos e luzes, com a força do pensamento e já estão sendo anunciadas as leituras "da mente" de outra pessoa, inegável perceber que novas fronteiras estão sendo transpostas.

Telepatia? Conhecimento à disposição de todos?

Lembro de minha infância, quando íamos assistir um casal de italianos e seu show de "telepatia". Era no domingo pela manhã, às 10 horas, no auditório da Rádio local. Ele amarrava vendas nos olhos da esposa, que ficava a um canto da sala, sentada, de costas e ele circulava por diferentes cantos, abordando pessoas. E perguntava:

- O que tenho aqui? Adivinha, Lisete!

Ela titubeava, demorava, criava um suspense. Ele suava, suspirava. Por fim, ela respondia:

- No te preócupes, Fernando! Vo responder! (Escrevo como ouvia) - e acertava tudo. Depois, em casa, os pais explicavam que as perguntas eram cifradas, cada pergunta remetia a uma resposta.

O que eu mais gostava nestes shows eram os pirulitos Misky que entregavam na saída.
Você quer um pirulito?
Brincar-de-sério é bem diferente de brincar-com-o-sério.
Que venha a nova postura, a nova maneira de conviver.
Transparência é Sabedoria.

Que se arranjem as idéias, as estratégias, as atitudes, as visões e até mesmo as missões de cada um.

Marise Jalowitzki
Escritora e consultora organizacional
http://www.compromissoconsciente.blogspot.com/
Porto Alegre - RS - Brasil
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Link relacionado, neste blog - Wikileaks - Conhecimento é poder -  http://t.co/m6kDofw
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Wikileaks - Conhecimento é poder



Julian Assange - fundador do Wikileaks

 Wikileaks - Conhecimento é poder

Por Marise Jalowitzki
07.dezembro.2010

Quem conhece meu trabalho com grupos sabe da abordagem analógica que faço, em uma das dinâmicas de grupo aplicadas, das eras planetárias com as etapas pelas quais passam as organizações. Pré-história, Idade Média, Era Industrial, Era do Conhecimento, Era da Sabedoria. Igual com o ser humano.


O fenômeno Wikileaks surge como uma forma de romper a Era do Conhecimento para podermos adentrar mais fortemente na Era da Sabedoria. Sem querer ser ingênua ou simplista, claro que consigo aquilatar a gravidade da situação e o que ela poderá acarretar em termos de conflitos internacionais, segurança e tudo o mais.

Agora, permito-me uma análise "mais de cima", mais generalizada: Por que as pessoas, os governantes, as nações, afundaram-se desta maneira nos "segredos", nos subterfúgios, no secreto? Pelo mais totalitário uso do poder. É essa exacerbação em exercer o poder, em esconder o conhecimento, em não divulgar o que já aprendeu, não compartilhar o resultado de pesquisas e experimentos, que acarreta tamanha curiosidade de tudo, em todos, chegando até a estágios de inssurreição e invasão.

E qual a resposta que milhares de pessoas, em todo o planeta, estão dando à "caça" de Julian Assange? Olhem o que é essa "solidariedade" dos 500 clones do site, em 48 horas! É um "monte de gente" querendo que mais e mais informações venham à tona.


Podemos, simplesmente, chamar de "site de fofocas" como já li e ouvi, pode ser apenas um insano desejo de "ver o circo pegar fogo", mas, por que isso está acontecendo?

Uma hipótese, tão provável quanto as demais, é a sede por informações que há muito são esperadas, intuídas, requeridas pela população e que nunca vieram.

Desde a existência, captura, morte e experimentos com ETS até os 500 milhões de caixões da FEMA (veja link neste blog: http://t.co/PKHgdyG ),  eminências, presságios, pesquisas. Verdades sobre o 11 de setembro, sobre Ben Laden. Verdades sobre a ida à Lua, quantidade de armas de devastação (cluster)... Quem fica com o dinheiro de quem. Até onde vão os estragos feitos pelo vazamento de petróleo no Golfo do Mexico.

No início de 2009 foi anunciado que seriam abertos e divulgados todos os documentos de todas as nações sobre a percepção de ovnis - objetos voadores não identificados - lembram? Nada aconteceu!

TANTA coisa que, ao longo das décadas, já poderia ter sido informado a todos, metodicamente.

Sim, pois, no mundo inteiro, coisas acontecem, informações rasas são repassadas e, passado este primeiro momento, silêncio absoluto. Por vezes até mesmo a primeira informação publicada, simplesmente "desaparece". 

Lá no filme 2012 o pesquisador cientista pleiteia o direito de a população saber o que está acontecendo, pois, lá, no filme, está acontecendo, simplesmente, o "fim do mundo"! O personagem pleiteia o direito das pessoas se despedirem!

"Ah! Pára de viagem!" - dirão alguns. Só que, você sabia que até brasileiro já está na fila para ir à Marte "a passeio"? Eu não sabia! E para que são tantos túneis subterrâneos construídos por várias nações, todas em países desenvolvidos? "Arcas", naves? O que eles esperam que aconteça, que nós não sabemos? Sem dúvida, conhecimento é poder!

Difícil prever o que virá. Difícil prever o que vai acontecer com o australiano do Wikileaks, Julian Assange.

"Assange distribuiu através da internet um arquivo codificado que contém todos os documentos diplomáticos dos EUA, assim como outras informações adicionais, cujo conteúdo será acessível caso lhe ocorra algo ou o WikiLeaks desapareça. "

Mas, que é um momento delicado, de extrema fragilidade, que expõe como nunca uma nação que, por séculos, fez questão de mostrar-se invencível e superior, isso é inegável.  

De qualquer maneira, sob qualquer pretexto, deixo meu voto pela PAZ!


Marise Jalowitzki
Escritora e consultora organizacional
wwww.compromissoconsciente.blogspot.com
Porto Alegre - RS - Brasil

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Link relacionado, neste blog: http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/wikileaks-como-seria-viver-em-um-mundo.html
Wikileaks - Como seria viver em um mundo sem véus?

Link do Terra:
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4830618-EI8141,00-Apoio+popular+multiplica+WikiLeaks+e+cria+mais+de+clones.html 
Apoio popular multiplica WikiLeaks e cria mais de 500 clones
06 de dezembro de 2010 • 21h23 • atualizado às 22h40
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