Mostrando postagens com marcador promessas de campanha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador promessas de campanha. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Qual o Brasil que temos? O do governo ou o do povo? - Inflação é a maior dos últimos seis anos

Inflação acumulada em 12 meses é a maior dos últimos seis anos - Feliz Dia da Independência!

Qual o Brasil que temos? O do governo ou o do povo? - Inflação é a maior dos últimos seis anos


Por Marise Jalowitzki
06.setembro.2011
http://ning.it/qCAWWK

Há pouco escutamos a voz da presidência da República, sorrindo, desejando um feliz feriado pelo dia de nossa independência (?), continuou falando em riquezas, encerrando o discurso com Vivas. Vivas, como?

Segundos após o término do discurso em rede nacional, inicia o noticiário da noite e a primeira manchetes é:
- Inflação mais alta dos últimos seis anos. Atinge principalmente os alimentos de primeira necessidade e, portanto, o bolso da classe menos favorecida. São os desprovidos que comprometem um maior percentual em alimentação.

Mas não são somente os alimentos. 65% de tudo que envolve nosso dia a dia entram no cálculo do índice ionflacionário.

Durante o dia, ouvimos mais:

Número de empréstimos consignados para aposentados bate recorde
Em muitas situações os empréstimos concedidos a juros mais baixos do que os empréstimos pessoais são afetuados pelos aposentados para ajudar a família.

- Número em empréstimos consignados para os aposentados em número recorde
- Caos na saúde pública, com médicos utilizando furadeiras de parede ao invés do craniótomo para realizar cirurgias na cabeça dos pacientes do SUS.
- Diminuição dos investimentos em 40% no Programa Minha Casa, Minha Vida, que asseguraria morada própria para as classes menos favorecidas.
- Inadimplência por financiamentos (financiamentos estes amplamente incentivados no eleitoreiro ano anterior) a que grande parte da população de baixa renda aderiu.

Mas, para bom entendedor, meia palavra basta.
O discurso é correto: Retirar 16 milhões de brasileiros da miséria extrema - ou da pobreza extrema, é isso mesmo! Retira-se da extrema, continua na miséria, continua na pobreza!

Feliz Feriado de Independência a todos!
Um povo só será livre quando tiver mais conhecimento e consciência da realidade que o cerca. Um povo só será realmente livre quando decidir enxergar as coisas como são e não como gostaria que fosse. Um povo só será livre quando quiser se manifestar honestamente, sem aceitar alguns trocados para calar sua voz e enterrar seus direitos.

A alardeada contenção de gastos atinge os programas sociais, não os tapetes vermelhos.

------
Video
Jornal Nacional - 6 de setembro de 2011reportagem 1 de 23
Inflação acumulada em 12 meses é a maior dos últimos seis anos
A inflação oficial, medida pelo IPCA, foi de 0,37% em agosto. Em 12 meses, chega a 7,23%, a mais alta desde 2005 e acima do teto estipulado pelo governo para 2011, que é de 6,5%. O grupo da alimentação respondeu por quase metade do índice.
    ------
    Marise Jalowitzki
    Compromisso Consciente
      compromissoconsciente@gmail.com Escritora, pós-graduação em RH pela FGV, international speaker pelo IFTDO-EUA Porto Alegre - RS - Brasil

domingo, 7 de novembro de 2010

Cimento e Concreto financiaram campanhas de 54% dos políticos




Cimento e Concreto financiaram campanhas de 54% dos políticos 
Marise Jalowitzki



As ações convergem para onde vão os interesses.  

As construtoras ajudaram a financiar a campanha de 54% dos políticos que se elegeram para a Câmara e o Senado neste ano, segundo dados de levantamento feito pelo jornal Folha de S.Paulo, com base nas prestações de contas disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


"O levantamento aponta que as construtoras mais que triplicaram o volume de doações na campanha de 2010, em relação a 2006". Só a dupla Aécio Neves (PSDB-MG) e Itamar Franco (PPS-MG), eleitos em chapa conjunta, receberam R$ 9 milhões de empreiteiras.


Cimento, argamassa, concreto. Os caminhos da insustentabilidade ou, como queiram, da sustentabilidade passageira, onde alguns ganham pra caramba, muitos e muitos ganham por um tempo e todos perdem em médio tempo.


- Os "alguns" são as construtoras, que enriquecem a passos largos neste país. E os políticos que, em reconhecimento ao apoio financeiro recebido, aprovam projetos de interesse com rapidez. Tudo para erradicar a miséria.


- Os "muitos e muitos" são a quase totalidade dos brasileiros que, alienados ao longo de séculos, continuam acreditando (convenientemente, necessariamente) que precisam de um "Pai" (agora, uma "Mãe") no governo para ajudá-los. 



E, extremamente gratos por poderem adquirir e financiar uma casa simples, em série, na periferia, com transporte escasso e frágil infra estrutura, num financiamento de 30 anos.


- E "todos", claro, nem precisa explicar. "Todos" somos nós, os carrapatos grudados na crosta terrestre que, insanamente, continuamos acreditando que somos donos deste planeta e que, "nada se cria, tudo se transforma". E que, portanto, não importa poluir, poluir e poluir, nada acontecerá de nefasto.


Ainda nesta semana escutei uma justificativa tão conveniente e descomprometida de um cidadão: "Não se preocupe, eles dão um jeito! Na hora "h" vai aparecer uma outra saída! Não viu como fizeram com o leite (em pó, longa vida)? Com os grãos, que, conservados, viraram farinha e duram até um ano? E com o plástico, que agora tão reciclando?" ... E continuou discorrendo, tentando [me] convencer de que estava tudo certo e de que eu é quem deveria sacudir e ser mais otimista.

Com certeza, as pessoas acreditam naquilo em que querem acreditar. E o descompromisso, para grande parte da população é a postura mais conveniente e acomodada.


Em um dos sites em que transcrevo meus artigos, quando foi para mostrar que, efetivamente, o governo vendeu ações da Petrobras em setembro, um dos leitores escreveu o seguinte comentário: "Não importa. O povo não acredita. E isso é o que importa!" ...!


E é assim!
Quando os interesses individuais estão acima dos interesses coletivos, aí, os argumentos de sustentabilidade, de preservação ambiental, de conexão entre todas as partes (e interferências destas entre si) parece discurso vazio. É o quadro que estamos vivendo.


Tantos e tantos projetos disponíveis para a construção de casas ecologicamente sustentáveis. E não falo apenas dos mega projetos sustentáveis, com casas lindíssimas, inacessíveis para a nossa realidade popular. Falo de projetos sustentáveis de baixo custo.

Casa feita com garrafas pet

Basta uma ação inovadora. Uma decisão.

E, os milhares e milhares e milhares de imóveis usados que, estrategicamente, estão em melhores posições geográficas, um plano responsável para incentivar a aquisição desses imóveis, pela população que necessita de um empréstimo a longo prazo.


________________
Referências:
Construtoras doaram dinheiro a 54% dos congressistas eleitos -
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4778113-EI7896,00-Construtoras+doaram+dinheiro+a+dos+congressistas+eleitos.html

Governo consegue empréstimo de R$ 343,8 milhões para o Bolsa Família -

http://noticias.r7.com/economia/noticias/brasil-consegue-emprestimo-internacional-de-r-343-8-milhoes-para-o-bolsa-familia-20100917.html
_________________

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

PROMESSAS DE CAMPANHA E DESMATAMENTO ZERO


PROMESSAS DE CAMPANHA E DESMATAMENTO ZERO
Marise Jalowitzki



Promessas de Campanha


Enquanto a COP-10 e a COP-15 intentam trazer consciência e prática para a questão ambiental, enquanto alguns segmentos tentam levar adiante projetos de consciência sustentável através da utilização de energias limpas, nossos candidatos, às vésperas da eleição, incluem a frase "desmatamento zero" em seus discursos. Muito provavelmente nem sabem o que isso, efetivamente, implica. A candidata já cometeu erros vergonhosos (em discurso lido), inclusive em eventos mundiais, demonstrando desconhecer até a linguagem, que dirá a filosofia, as premissas ou, que dirá, ainda mais, a concretização deste caminho.


Promessas vãs, não nos enganemos. Promessas de campanha. Promessas que não dizem O QUE vão FAZER, EM QUANTO TEMPO vão fazer, QUANTO vão fazer e, principalmente COMO vão fazer, são propagandas enganosas!


É importante que os candidatos se comprometam em apresentar, antes das eleições de domingo, seu comprometimento, em números reais, do que realmente pretendem fazer e como pretendem fazer em termos de meio ambiente, sustentabilidade, desmatamento, emissão tóxica. Há alguns dias a candidata gritou: "Eu não vou assinar, eu não vou assinar isso!" para a ativista do Greenpeace. O candidato, há algumas semanas, declarou que não iria rever o código florestal "agora". Depois, os dois falaram em desmatamento zero. 

Será que não vai acontecer nada? Cadê os quase 20 milhões que votaram a favor de um plano baseado em sustentabilidade? "Fogo de palha"? Outros interesses?

Não consigo entender como há tanta movimentação para xingar os candidatos, xingar-se entre si, falar inverdades, inventar mentiras e, para dar um clique por uma causa nobre, onde todos sairão ganhando, aí, não acontece!

Idéias novas precisam de espaço! Espaço que cabe a nós abrir! Jeitos ultrapassados de resolver problemas não dão certo, já sabemos disso! Falar de "energias limpas" usando "energias sujas", não dá!


Gente, se não acordarmos agora, quando será?




Ontem fui à feira de hortifruti que acontece uma vez por semana aqui pertinho. Os feirantes torcendo para que os clientes chegassem em sua banca, para comprar de si e não do outro “concorrente”.


Um deles, já conhecido, falava das eleições de domingo e da perspectiva das riquezas alardeadas. Tive de perguntar se eles realmente acreditavam que, agora, seria o éden, e se acreditavam, realmente, que “todos irão compartilhar as riquezas do pré-sal”... Eles sorriram, meio sem jeito, não conseguindo sustentar o conto. Aí, um outro, desabafou:
“- Bom, eles dizem que vão fazer muita coisa pela gente. Se, pelo menos, ficar assim como está, tá bom...né? Pelo menos a gente pode trabalhar...”, comentou com o olhar baixo, enquanto colocava mais algumas batatas na sacola para ficar mais pesado. “Leva este pacotinho de pepino. É um real!”

Claro que é compreensível a falta de esperança ou a necessidade de agarrar-se a um “novo” sonho. Bem que eu gostaria, também, de acreditar que agora era chegada a hora da melhoria. Condições temos, os governos alardeiam. Só que os caminhos que o tempo de agora pede para trilharmos, é outro!


Não é mais possível que a bíblia que nossos governos utilizam, seja a bíblia do Lucro Fácil!

Passou-se o tempo em que o carro movido a gasolina e óleo diesel era o objeto de consumo. Sei que alguns estão rindo ao ler esta frase. As manchetes estão cheias com belas ilustrações de carros caríssimos, com designs arrojados, e movidos a energia suja. A Feira do Automóvel exibe, na quase totalidade, carros que utilizam combustíveis fósseis, poluentes.

Mas não é para essas pessoas que dirijo os termos "passou-se o tempo". É para os que já acordaram, para os que já estão despertos. Mesmo que ainda estejamos encharcados dessas notícias e publicidade, ainda que as garotas-exposição ainda sejam foco de atração para modelos de carros "modernos", moderno, mesmo, é acreditar no arrojo do futuro-presente-futuro com visão global de melhoria.
__________________________________________________________