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domingo, 24 de outubro de 2010

Líderes por John Hope Bryant



Líderes por John Hope Bryant
Interpretação: José Roberto Piloto

“Um Mar que eleva todos os botes, e não só os iates, não se limita a fazer ondas ao ritmo de: como posso fazer mais dinheiro”.

Compreender essa frase é dar os primeiros passos para a construção de empresas melhores e porque não, mais sociais. Ex. Grameen Bank e o micro crédito de Bangladesh: Muhammad Yunus.

Ter empresas com esse pensamento sem que entendamos os Líderes, o caminho será mais longo e talvez não tenhamos tempo para chegarmos aos resultados esperados pelas organizações. Podemos então dizer que há duas forças primárias que movem o Ser Humano e a sua mente: o Medo e o Amor. Como via de regra a maioria dos líderes escolhem o “modelo do medo”. Porém, há uma forte tendência a liderança respeitosa, que ouve mais, que prepara sucessores, que é mais responsável pelo ser humano e mais espiritual.







John Hop Bryant aborda em seu livro Liderança Amorosa - Love Leadership: The New Way to Lead in a Fear-Basead World (Ed. John Wiley), cinco princípios básicos:

1- As Perdas criam Líderes. “Logo após a tempestade, sempre teremos um belo arco-íris” – grandes líderes conseguem aplicar os seus pontos fortes em momentos de crises;

2- O Medo acaba debilitando. “O líder que toma suas decisões baseadas no medo está sendo visto como antiquado e em médio prazo este tipo de comportamento será altamente destrutivo para a sua liderança”;

3- O Amor gera dinheiro. “Todos os relacionamentos gerados daqui para frente (colaboradores, comunidade, clientes/fornecedores - inclusive internos), tornarão as relações mais sólidas e duradoras”;

4- A Vulnerabilidade é poder. “Temos ainda a idéia que mostrar a sua “vulnerabilidade” é sinônimo de fraqueza, porém o líder que tem um relacionamento aberto, sincero e que se abre, acaba provocando também uma abertura mais franca e respeitosa com seus comandados – A confiança mútua consolida o poder de maneira genuína”;

5- Dar é obter. “Passa a idéia que os orientais já praticam há muito tempo – primeiro temos que SER e depois TER. Esta atitude inspira lealdade, acaba atraindo as pessoas e fluídos positivos e cria o ambiente propício à colaboração e o real apoio dos colaboradores, provocando uma reciprocidade impar”.

Como resultados dessa análise, acredito que o líder que somar a sua capacidade de gerenciar pessoas aos seus princípios e valores, conseguirá melhores resultados, vale lembrar que sem resultados, esses atributos passam a ser encarados como retóricos e sem importância.

Um fator importante é o estabelecimento de lideranças eficazes – os líderes acabam de alguma forma substituídos, porém a liderança implica em um modelo futuro.

As organizações com grandes líderes se enfraquecem quando esses líderes vão embora; as empresas com grande liderança seguem prosperando independentemente dos líderes.

Os líderes autênticos inteligentemente se cercam de pessoas tão ou mais brilhantes, mais talentosas e, em muitos casos, mais capazes que eles próprios. Possuem a humildade e a autoconfiança necessárias para permitir que outras pessoas consigam ter sucesso.

Desenvolver lideranças e obviamente outras habilidades/capacidades garantirá o aperfeiçoamento de novos líderes. Da mesma forma que a paternidade, segundo Dave Ulrich da Ross Business School, da University of Michigan, a Liderança tem a ver com as próximas gerações.

Portanto, se pudermos identificar um “código de liderança” e desenvolver uma marca sustentável precisamos fazer bem o básico, surgem então cinco habilidades/aptidão listadas abaixo:

a. Capacidade e conhecimentos necessários para estabelecer um rumo e flexibilidade para mudá-lo quando for necessário – Estrategista;

b. Por a mão na massa quando for necessário e acompanhar/controlar a sua execução – Executor;

c. Gostar de gente e incluir as pessoas – Gestor;

d. Desenvolver futuros potenciais (capital Humano) – Responsável Social;

e. Ter credibilidade e competência para criar um legado – Ético.

Quem possuir essas habilidades “chegará” a dominar os diferenciais necessários para os resultados esperados pelas organizações.

Uma boa liderança a todos!

Roberto Piloto

55 11 9147 3080

[ Reprodução autorizada desde que mantida a integridade do texto, mencionando o autor e o site http://www.mcjrtreinamento.com/ e comunicada sua utilização através do e-mail roberto.piloto@mcjrtreinamento.com.br ]
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JOSÉ ROBERTO PILOTO é Sócio diretor da MC& JR Treinamento e Desenvolvimento S/S. Ltda desde 1993 - SP, atua em treinamentos comportamentais, experienciais e jogos de empresa na natureza. Experiência em treinamento há mais de 22 anos na condução de Workshop, Levantamento de Necessidades, dinâmicas de grupo para seleção, Implantação de Projetos de Qualidade, 5 S's, Liderança, Team Work e Técnicas de Vendas. Conceituado consultor, Formado em Pedagogia (Orientação Educacional) pela Campos Salles, com especialização em RH e Treinamento na FMU e pós graduado em Administração voltada para o mercado pela ESPM - atuo em todo o território Nacional.
José Roberto Piloto
http://www.mcjrtreinamento.com/
roberto.piloto@mcjrtreinamento.com
55 11 9147 3080
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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Trabalhando a COMUNICAÇÃO EFETIVA ENTRE AS EQUIPES (com dinâmica)


Trabalhando a COMUNICAÇÃO EFETIVA ENTRE AS EQUIPES
Dinâmica de Grupo


Corpo Real, Corpo Ideal 

(pág 106 do Livro Jogos e Técnicas Vivenciais nas Empresas)


Desenvolvimento:

Os participantes são convidados a se reunir em cinco subgrupos, podendo essa divisão ser espontânea ou conduzida pelo facilitador, que anuncia:

"Como vocês bem sabem, a organização está passando por desafios constantes e ela vem, anunciando, frequentemente, o quanto temos de nos desenvolver em questões de competência e empreendorismo. Aliás, esta é uma exigência nos tempos atuais, caso a empresa queira sobreviver. Para tanto, é preciso que verifiquemos, em nós mesmos, o quanto estamos condizentes com o perfil esperado ou o quanto ainda temos de nos desenvolver. Nesse momento, vamos ter a oportunidade de vivenciar um exercício que nos possibilitará verificar e analisar como estamos, como indivíduos e como time. é preciso, realmente, pensar como um todo, como um único corpo."
Em um saquinho estarão cinco bilhetinhos contendo, em cada um, uma das seguintes palavras: Cabeça, Tronco, Braços, Pernas, Coração. Cada subgrupo retira um dos papeizinhos. No centro da sala, no chão, estarão cinco folhas de flipchart, uma em cima da outra, mais os potes com tinta guache em cores diversas. O facilitador esclarece:
"Cada subgrupo recebeu uma palavra e essa palavra deverá ser reproduzida por um desenho. Bom trabalho!"
Após essa instrução, o facilitador sai literalmente de cena, virando-se de costas para o grupo e indo ocupar-se com algum material sobre a sua mesa. Somente se alguém o interpelar é que declara: "Façam como vocês acharem melhor!". É importante não direcionar caminhos.

Comentários
Geralmente, os subgrupos realizam o trabalgho isoladamente, cada qual desenhando sua parte com esmero, dando o melhor de si. Quando todos tiverem completado suas obras, o facilitador pede que cada subgrupo apresente seu trabalho, comentando sobre a confecção, idéias, participação, etc. Após todos terem concluído, solicita que coloquem as obras no centro do círculo (ou colem na parede) e montem o corpo que, nesse momento, representa o grupo. Logo todo percebem que não há conexão entre as partes, o pescoço não encaixa no tronco, os braços, sem simetria com o restante do corpo (é preciso, inclusive, cortar a folha a fim de possibilitar o encaixe), as pernas são finas ou grossas demais, há pés desproporcionaisou às vezes nem aparecem. Enfim, é importante dedicar um espaço considerável para analisar o contido na figura. O que representam as botas (ou sapatos de salto) colocados nos pés? Muitas vezes o rosto é feminino, com maquiagem, brincos nas orelhas, cabelos cacheados e o restante do corpo é todo masculino (ou vice-versa). A partir dessa verificação e comentários, o time é convidado a refletir sobre o seu cenário atual, o que está sendo requerido pela organização e o que será necessário fazerr para alterar a situação. Muitas vezes, solicitam a oportunidade de confeccionar um novo corpo/grupo, dessa vez ouvindo a todos, delimitando "características de perfil desejado" , delineando estratégias de atuação.
Exemplo de conclusões:
Na folha de flipchart dividida ao meio constam as inscrições - Quais os pontos fortes/os pontos a melhorar? O facilitador vai escrevendo a partir das observações dos participantes e, depois de concluído, sugere que façam uma analogia com a realidade do grupo.


Pontos Fortes
Tem olhar firme (visão de futuro)
Está de frente, não tem medo (aceita desafios)
Tem um grande coração (enxerga as pessoas e as valoriza)


Pontos a melhorar
- O corpo não combina com a cabeça ( geralmente "cabeça" é a Diretoria. As demais partes do corpo são as áreas fim. 
- As botas são muito grossas em relação ao resto do vestuário (será que as ordens e ações na execuçãonão são repassadas com excessiva crueza?)
- As mãos e os pés são pequenos (ação e impulso para o novo, como andam?)


Questões que o facilitador pode fazer:

- Que situações do dia-a-dia ratificam essas constatações com relação ao desenho?
- Quais as atividades/pontos/áreas que não combinam entre si? O que é preciso aprimorar em termos de comunicação e propósitos?
- O que devemos fazer para que fique mais harmônico?
- O que podemos fazer?

A situação ideal é que se consiga, antecipadamente, um delineamento do perfil desejado pela alta cúpula; o trabalho fica bem mais validado, pois possibilita ao grupo lidar realisticamente sobre seus "gaps", os intervalos que existem entre onde estão e o que necessitam treinar/desenvolver em suas habilidades pessoais, ou como área de trabalho.


Uma outra forma de trabalhar os "COMPROMISSOS":

- Em uma única folha, cada um inscreve uma sugestão de aprimoramento. O grupo escolhe quais as que serão implementadas já, estabelecendo prazo e índice de qualidade. Cada participante receberá uma cópia desse Plano de Ação e Metas, sendo incentivada a retroalimentação, o acompanhamento e a avaliação dos resultados, com a respectiva escolha de responsáveis pela efetivação dos encontros posteriores.


Plano de Ação, de Metas, de Melhorias:
Esses compromissos, podem acontecer assim:

Distribuo, ao final, uma folha para cada participante, solicitando que escrevam alguma situação de melhoria em si, que redunde na melhoria do grupo. Peço que leiam em voz alta e se comprometam em praticar com um ou mais colegas. Caso os encontros de desenvolvimento tenham continuidade, no próximo evento o Facilitador destina um tempo para que coloquem as ações efetivas que praticaram neste sentido. 
Permaneço à disposição.

Abraços e votos de muito Sucesso!
Marise Jalowitzki

(Obs.: Conheça mais detalhes da vivência "Corpo Ideal, Corpo Real", incluindo relatos de experiências em: Jogos e Técnicas Vivenciais nas Empresas - pág. 106 a 109 - de Marise Jalowitzki - Ed. Madras - 2000)



Link deste post, neste blog: http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/06/importancia-da-comunicacao-efetiva.html