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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A mulher que dava luz a coelhos

Experiente no assunto há 30 anos na área de geriatria, John Howard, identificou três tipos de animais diferentes entre as partes entregues pela família, entre eles um gato e uma enguia.

A mulher que dava luz a coelhos

Por Marise Jalowitzki
31.janeiro.2014
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/01/a-mulher-que-dava-luz-coelhos.html



Certas histórias, mais do que causar indignação ou vergonha, dão pena. E mostram o quão longe ainda estamos, enquanto espécie humana, de acessar os verdadeiros valores pelos quais estamos aqui neste planeta. A má distribuição de renda faz com que os desprovidos queiram ter as mesmas regalias que os ricos. Nada mais justo. E, para alguns, isto parece possível através da fama que, presumem eles, lhes trará a fortuna almejada.

É o caso desse relato bizarro e, ao mesmo tempo, bastante triste em seu primarismo. A moça queria ter uma vida melhor e fama. Alguns médicos também encontraram ali uma forma de ficar famosos.

Mas, além do simples relato, quero ir mais além nesta reflexão:

Quando todos se assombram com a divulgação de que, dos 7 bilhões de habitantes terrestres, 1% deles (sim, exatos UM POR CENTO de TODA a população do planeta!) detêm, sozinhos, 50% (CINQUENTA POR CENTO) de toda a riqueza existente, dá para avaliar UM POUCO das desigualdades que assolam determinadas populações, regiões inteiras e mesmo países. Somente quando os mais ricos começarem a pensar no coletivo (o que fica cada vez mais raro!) e os medianos começarem a consumir menos - comprando só o que necessitam, evitando desperdícios e gastos inúteis -  é que poderá acontecer uma mudança de valores, padrões e ética.

ATÉ LÁ, vamos continuar conhecendo histórias bizarras, desesperadas, estúpidas de pessoas que tentaram sair de seu modus vivendi em prol de uma vida melhor. Ou A PERPETUAÇÃO DA MESMICE, como tem acontecido com bilhões, que apenas se curvam ao instituído, trabalhando até a morte por pequenos retornos. Ou, como esperamos, que os POUCOS FAZEDORES DE MUDANÇAS, PESSOAS DO BEM, continuem perseverando em suas ações de conscientização planetária!


http://www.jornalciencia.com/sociedade/comportamento/3472-a-historia-de-mary-toft-a-mulher-que-dava-a-luz-a-coelhos

A história de Mary Toft: A mulher que dava à luz a coelhos





QUI, 30 DE JANEIRO DE 2014 13:56




DE PRISCILA NAYADE

Em 1726, em uma época em que circo de horrores era algo extremamente apreciado pelo povo, um caso estranho apareceu em Londres.
A jovem Mary Toft, de 25 anos, entrou em trabalho de parto. A moça, que trabalhava nos campos ingleses, pediu a uma vizinha, Mary Gill, ajuda para realizar tal processo. A jovem gritava de dor durante o parto, mas depois de muito sofrimento é que apareceu o real problema: o que saiu de Mary Toft não era algo humano.
Desesperada e horrorizada, Mary Gill entrou em contato com a cunhada de Toft, relatando que o resultado do parto havia sido algo extremamente incomum, mais parecido com pedaços de animais mortos em estado de decomposição inicial. Rapidamente, a família da jovem foi atrás de um médico que pudesse esclarecer o caso.
Experiente no assunto há 30 anos na área de geriatria, John Howard, identificou três tipos de animais diferentes entre as partes entregues pela família, entre eles um gato e uma enguia. Apesar da situação inusitada, o médico não desistiu da moça e acompanhou seu estado durante alguns dias. Foi logo após esses dias que Mary apareceu com outra surpresa parindo um coelho e a partir daí começou a acreditar no testemunho da vizinha.
A notícia se espalhou rapidamente pela pequena cidade e Toft acabou ficando famosa pela aberração. Cartas e mais cartas foram enviadas a vários conselhos médicos e a vários profissionais renomados da época, buscando respostas e explicações para o fato ocorrido. Um dos médicos a receber a carta foi Nathaniel St. André, cirurgião do rei George I. Apesar de ser renomado e reconhecido por sua posição ao lado do rei, Nathaniel era conhecido por não seguir muito explicações lógicas e científicas, então, logo foi seduzido pela estranheza nos partos de Mary Toft.


Mary Toft - 1726

Rapidamente, o cirurgião visitou Mary com interesse árduo em investigar o caso. Analisou sua barriga e deduziu que os coelhos estavam se formando na sua trompa de falópio (atualmente, denominada tuba uterina) direita. Seu diagnóstico ficou confirmado quando ele viu com seus próprios olhos a mulher dar à luz ao 15º coelho.
O caso de Mary Toft e seus coelhos virou manchete de jornal, afetando a crença das pessoas e inclusive o comércio da época. As pessoas não conseguiam mais comprar o animal pelo asco que tinham quando ouviam a história. Com a celebridade de Toft, vários comerciantes tiveram grandes prejuízos nas vendas. A essa altura, a população e os médicos começaram a acreditar que se tratava de um caso de “impressão maternal”, uma teoria pseudocientífica bastante popular que circulava na época. Esta teoria afirmava que as emoções e a imaginação da mãe poderiam afetar no desenvolvimento do filho ainda em período de gestante. Por exemplo, se uma mulher tivesse medo de coelhos ou sentisse algo muito forte por eles, isso poderia interferir na formação do feto, fazendo que a mãe realmente parisse coelhos. Essa teoria ainda manteve seu sucesso até meados do século XX.
Não acreditando muito na história, o rei mandou mais um de seus profissionais para checar novamente. Cyriacus Ahlers era um médico bem mais cético, não acreditava na teoria da “impressão maternal” e não foi seduzido tão facilmente pelo boato dos partos de Mary Toft que corriam à solta pela população.
O médico assistiu alguns partos de coelhos da jovem, mas se manteve agarrado às explicações científicas possíveis. Curioso com o caso, o médico tomou algumas providências necessárias para validar ou invalidar a história. Alguns meses depois, a jovem foi levada à força para a capital para ser analisada e teve de ficar trancada vários dias sendo observada intensamente pelos médicos e enfermeiros. Passou por várias dificuldades, como febre e perda da consciência. Entretanto, misteriosamente, Toft não dava mais à luz aos coelhos. Continuando suas pesquisas, Ahlers resolveu dissecar os coelhos que saiam do ventre de Toft e percebeu que eles possuíam feridas oriundas de instrumentos afiados e havia vestígios de feno e milho em suas penugens.
Cerca de um mês depois da internação, Mary foi desmascarada. Um dos porteiros foi flagrado transportando um filhote de coelho para dentro da sala onde Mary estava isolada e ainda afirmou ter sido subornado pela moça para realizar tal serviço. Outras fontes também confirmaram que a família havia feito uma compra razoável de coelhos nos últimos meses. Além de tudo isso, quando o procedimento cirúrgico experimental foi aprovado e os médicos preparavam-se para operá-la, Mary confessou a farsa. Com isso, levou vários médicos à falta de credibilidade, inclusive Nathaniel, que havia dado diagnóstico falso e publicado seu caso em livros.
A verdade é que Mary Toft havia engravidado pouco antes do escândalo, mas o bebê faleceu. Aproveitando o dilatamento oriundo da gravidez ainda presente em seu corpo, a jovem introduziu as partes de diversos animais e forjou o parto. Quando viu que o caso fez sucesso, investiu em manter coelhos consigo e, quando os médicos não estavam olhando, ela colocava os pedaços dentro de si e fingia um parto. Obviamente, esse processo gerou altas rejeições corporais e isso explicaria as altas febres que Mary tinha, inclusive quando foi internada.
A “impostora de coelhos”, como ficou conhecida, realizou essa loucura pela necessidade de sair da miséria que a assolava. Era época de esquisitices e circo de horrores terem fama dentro da população. Toft acreditou que, com seu truque de parir coelhos, ela poderia ganhar algum dinheiro pela fama de aberração humana. Como seu plano não funcionou plenamente, a jovem teve de cumprir uma pena de cinco meses sob a acusação de fraude. Após sair da cadeia, ainda continuou vivendo na pobreza até a sua morte, que aconteceu em 1763.


Tudo na vida tem vários jeitos de ver! Na imagem, você pode encontrar a mulher idosa ou a jovem elegante! Na vida, podemos apenas rir ou desdenhar, ou fazer algo de concreto em prol do comunitário.


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cobaias Humanas - 100 picadas do mosquito da malária por noite!! - Parceria Florida-EUA e Brasil

Bancada federal acreana se mantém num estranho silêncio, 24 horas depois de a Associação Brasileira de Apoio e Proteção dos Sujeitos de Pesquisa Clínica (Abraspec) ter anunciado, na Agência Amazônia, que ingressará com ação civil pública no Ministério Público Federal contra o Governo do Acre e o Ministério da Saúde, pelo uso de cobaias humanas em experiências de combate ao anofelino – mosquito transmissor da malária. Foto -  Marcilio da Silva Ferreira, auxiliar de entomologia  - 


Cobaias Humanas na Amazônia - 100 picadas do mosquito da malária por noite!!! 
Parceria Florida-EUA e Brasil


Por Marise Jalowitzki
18.novembro.2010

Experimentos científicos e regiões pobres!
100 picadas do mosquito da malária, no braço de cada "voluntário", por noite! Muitos não aguentaram e largavam correndo o "emprego"! Gente que mal sabia ler o "contrato" que estavam assinando... Direitos Humanos! Como uma "proposta" destas pode acontecer? 

Os órgãos responsáveis por tal "proposta", alegam haver "contradições" entre o texto original (em inglês) e o que ficou oficial no Brasil (em português). "Eu não sabia!" continua sendo a grande frase que a tudo tenta justificar! 

Em Junho (9) deste ano, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou um projeto de lei que prevê indenização para as pessoas que sofreram danos à saúde provocados por experimentos científicos no Brasil.

Pessoas desprovidas de recursos, com parcos conhecimentos, inclusive para ler e entender um contrato, serviram de "cobaias humanas" no Amapá, entre 2003 e 2006. A Universidade da Florida (o mesmo estado norte-americano que abriga 46% dos imigrantes haitianos nos EUA) havia feito um contrato em parceria com o Brasil que consistiu no seguinte:

- Os ribeirinhos saíam a capturar o mosquito da malária e, durante 9 noites, recebiam em seu próprio corpo 100 picadas do mosquito!!!  Além do pagamento recebido, havia a promessa da construção e implementação dos serviços de um posto de saúde, além da "honra" em servir ao progresso da ciência e da medicina. Todos os voluntários foram contaminados e a doença se espalhou para os demais moradores.


A matéria ainda terá de passar por votação na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) e na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). Se for aprovada nesses colegiados, poderá ser enviada à Câmara. 

Enquanto isso...
Conheça os temas divulgados:
- Cobaias humanas "made in Brazil"
- Projeto prevê indenização para vítimas de experimentos científicos
- Cristovam surpreende-se com situação das "cobaias humanas" da Amazônia
- Responsáveis se dizem enganados pela tradução do contrato
- "Eles não querem saber de gente; só querem saber de mosquito"
- Bolsas da Europa se recuperam com força de farmacêuticas

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COMISSÕES
09/01/2006
Cobaias humanas "made in Brazil"
Malária - 2 milhões de mortes ano

À medida que as catraias, pequenos barcos usados para o traslado de Santana (AP) às comunidades ribeirinhas, avançam no meio da floresta, parcos casebres de madeira, sustentados sobre plataformas de tábua, surgem às margens do rio Pirativa.

Bandeirinhas de papel de seda colorido enfeitam o barracão, que funciona como salão de festas, para receber os visitantes ilustres. Após uma longa conversa, servem-se café, suco de frutas da Amazônia e bolo de macaxeira, enquanto as mulheres dançam o "Marabaixo".

São Raimundo do Pirativa é uma comunidade quilombola de 175 habitantes, que vive, essencialmente, da agricultura. A renda média mensal das famílias, formadas por, no mínimo, 12 pessoas, é de R$ 300. Lá, é difícil encontrar uma mulher de cerca de 35 anos com menos de 10 filhos.

- Tem muita gente que dá pena, passa fome mesmo - contou Maria Ribeiro Siqueira, líder comunitária do município visitado no último fim de semana pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), Cristovam Buarque (PDT-DF), que foi ao local verificar a situação das cobaias humanas utilizadas em pesquisa financiada por instituições norte-americanas.

Atualmente, as crianças estudam num grupo escolar improvisado. A maioria dos adultos, no entanto, só saber escrever o próprio nome. O posto de saúde mais próximo fica em Santana, a uma hora e meia de barco. Não há saneamento básico, mas há luz elétrica gratuita, "graças a Deus", diz Maria.
A denúncia
Em 2003, segundo contam os moradores, um certo Allan Kardec Gallardo, funcionário da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) cedido à Secretaria Estadual de Saúde do Amapá, acompanhado por um americano que eles não sabem identificar, desembarcou no povoado com uma proposta: por nove noites de trabalho, duas vezes por ano, os ribeirinhos receberiam R$ 108 e, de quebra, contribuiriam para o progresso da ciência ao ajudar a combater a malária.

Em 15 minutos, Kardec arrebatou dez "voluntários", que assinaram, sem ler, um contrato que dizia, em seus itens 6 e 7, o seguinte: "Você será solicitado como voluntário para alimentar cem mosquitos no seu braço ou na sua perna para estudos de marcação-recaptura", acompanhado da advertência: "O risco é que você poderá contrair malária". O termo de compromisso tem o carimbo da Universidade da Flórida.

E, assim, começou o infortúnio de Pirativa. Segundo Rosirene dos Santos Nunes, moradora do local e funcionária da prefeitura de Santana, a incidência de malária aumentou muito depois que a pesquisa começou. Dez pessoas participaram do projeto e todas elas foram contaminadas, mas a doença se espalhou entre os outros ribeirinhos.

- Para se ter uma idéia, em outubro do ano passado, tivemos cerca de 30 casos. Depois que eles foram embora, só registramos quatro contaminados - contou ela. A pesquisa foi suspensa em 14 de dezembro pelo Conselho Nacional de Saúde.


Raíssa Abreu - Agência Senado



COMISSÕES / Direitos Humanos
09/06/2010 - 20h56
Projeto prevê indenização para vítimas de experimentos científicos
http://www.senado.gov.br/noticias/vernoticia.aspx?codNoticia=102764&codAplicativo=2

Senador  Cristovam Buarque ouve os cidadãos que serviram de cobaias - verimagem aspx

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou nesta quarta-feira (9) um projeto de lei que prevê indenização para as pessoas que sofreram danos à saúde provocados por experimentos científicos. Esse projeto (PLS 78/06), de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), determina ainda que o pesquisador, o patrocinador e a instituição realizadora da pesquisa são corresponsáveis pelos "aspectos éticos e legais" do experimento. A matéria ainda tem de ser votada em outras duas comissões do Senado.
O texto, com dez artigos, já tramitou na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde recebeu parecer pela sua rejeição elaborado pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE). Entre os argumentos apresentados para justificar o voto contrário, Valadares citou inconstitucionalidades do projeto e o argumento de que os casos de criminalização indicados já são previstos pelo Código Penal.
Mas, no relatório que apresentou à CDH, o senador Jefferson Praia (PDT-AM), recomendou a aprovação da proposta. Ele disse que se alinha com os que defendem a concessão de status de lei aos regulamentos já existentes que tratam da questão.
Cristovam Buarque diz que apresentou o projeto motivado por denúncias da imprensa, posteriormente constatados por ele próprio, "relacionados à utilização de moradores de comunidades ribeirinhas como cobaias humanas em pesquisa sobre a malária conduzida no estado do Amapá" no início de 2006.
A matéria ainda terá de passar por votação na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) e na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). Se for aprovada nesses colegiados, poderá ser enviada à Câmara. 
Ricardo Koiti Koshimizu / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)




ESPECIAL
09/01/2006
Cristovam surpreende-se com situação das "cobaias humanas" da Amazônia
http://www.senado.gov.br/noticias/verNoticia.aspx?codNoticia=52955&codAplicativo=2
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal, que esteve no Amapá na última sexta-feira (6) para apurar pessoalmente as denúncias de utilização de cobaias humanas em pesquisa sobre a malária, se disse surpreso com o que presenciou.

- Antes de chegar aqui, achei que pudesse estar havendo um certo exagero. Mas, depois de conversar com as pessoas, vi que a coisa é muito mais séria do que eu imaginava - disse ele.

O senador enfatizou que não é contrário ao avanço da ciência, mas que esse processo tem que se dar respeitando-se determinadas regras éticas e humanísticas.

- Faz parte da pesquisa científica que as pessoas ajudem a capturar mosquitos, mas sem ser picadas. Elas não poderiam ter cedido seu corpo para que os mosquitos se alimentassem de seu sangue - observou.
Para Cristovam, o Ministério da Saúde cumpriu sua obrigação ao aprovar um documento que era perfeitamente legal. No entanto, o órgão, assim como as outras instituições brasileiras que participaram do projeto, falharam ao não fiscalizar sua execução.

O senador informou que não cabe à CDH punir os responsáveis, mas garantiu que a comissão fará o que estiver ao seu alcance para colaborar com as investigações do Ministério Público e evitar que situações como as que se passaram em São Raimundo do Pirativa e São João do Matapim se repitam em outros rincões do Brasil.

- Certamente, há outros locais do país onde ocorrem coisas parecidas com essas que nós estamos observando aqui. Uma verdadeira tortura, como disse um morador - declarou ele.

Quando o calendário regular do Congresso for retomado, a CDH fará uma audiência pública com os ministros da Saúde, Saraiva Felipe e da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, para prestarem esclarecimentos sobre o caso. Vai ouvir também o coordenador da pesquisa no Amapá, Allan Kardec Gallardo, o promotor de Santana, cidade próxima aos povoados, Haroldo Franco, o presidente do Conselho Regional de Medicina do estado, Dardeg Aleixo, e a líder comunitária de São Raimundo do Pirativa, Maria Siqueira.
Cristovam está preparando um relatório sobre o assunto para os membros da comissão


Raíssa Abreu - Senado
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COMISSÕES
09/01/2006
Responsáveis se dizem enganados pela tradução do contrato
Oficialmente, a pesquisa "Heterogeneidade Vetorial e Malária no Brasil" foi coordenada pela Universidade da Flórida e financiada pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NHI), com a parceria da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Universidade de São Paulo (USP), da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e da Secretária de Vigilância em Saúde do Amapá.

O projeto foi previamente aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da USP, pelo Comitê de Ética do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, unidade da Fiocruz em Pernambuco, pelo Comitê de Ética da Universidade da Flórida e pelo Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), órgão subordinado ao Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que as entidades brasileiras que participaram da pesquisa foram "enganadas" por quem fez a tradução do projeto de pesquisa do inglês para o português.

Em nota oficial e em diversas manifestações na imprensa, a Fiocruz explicou que uma frase do texto original previa a utilização de cobaias humanas, mas esse parágrafo teria sido omitido na versão em português, à qual as instituições brasileiras teriam tido acesso.

Causa estranhamento, no entanto, que o termo de compromisso assinado pelos ribeirinhos, que deixa claro que eles teriam que alimentar os mosquitos com o próprio sangue, estivesse escrito em português. A Fiocruz declarou que vai apurar o caso.

O responsável pela execução do projeto, pelo relato dos ribeirinhos, foi Allan Kardec Gallardo. Kardec está desaparecido.
Raíssa Abreu / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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COMISSÕES
09/01/2006
"Eles não querem saber de gente; só querem saber de mosquito"
Francisco Siqueira do Nascimento tem 65 anos e, antes de ser "cobaia humana", nunca tinha pegado a doença.
- Agora, não posso mais trabalhar. Tenho mulher e sete filhos - lamenta.

O caso de Francisco, que teve de ser operado devido às complicações da enfermidade e quase perdeu a vida na mesa de cirurgia, foi o mais grave. Ele não recebeu nenhuma espécie de assistência por parte dos pesquisadores. Os ribeirinhos se responsabilizaram pelo seu tratamento.

- O contrato que nós assinamos dizia que médicos iriam cuidar de nós, e isso não aconteceu. Podíamos ter morrido. Mas eles não querem saber de gente; só querem saber de mosquito - protesta Sidney Siqueira, agente de saúde voluntário, que também serviu de cobaia.

"Tortura"
Sidney foi quem usou a palavra "tortura" para descrever como se dava o processo de alimentação do "carapanã", o mosquito transmissor da malária.

- Quando nós estávamos capturando, colocávamos em um recipiente como aquele lá (mostrou o copo de plástico coberto com tela, cheio de mosquitos). Depois, colocávamos a borda do copo em nossos braços e pernas, e os mosquitos nos picavam. Eram 25 por vez, até completar os cem. Alimentamos esses mosquitos durante nove noites - explicou ele, narrando o que ele chamou de "ato desumano".
Segundo Raimundo Picança, a dor, às vezes, era insuportável, e alguns desistiam antes de atingir a meta de cem mosquitos. Nesses casos, eles não recebiam a diária.

- Não faziam nem um curativo. O curativo era a gente chegar na beira do rio e passar uma água, para ver se abaixava aquela coceira, que era demais - lembrou ele.

"Por que participar, então?", pergunta um jornalista. "Porque achávamos que a pesquisa traria benefícios para a comunidade", respondeu Sidney, sem hesitar, confirmando o que já havia afirmado a líder Maria Siqueira, segundo a qual Allan Kardec Gallardo, coordenador da pesquisa no Amapá, havia prometido um posto de saúde para o povoado.

Denúncia
Cientes de que estavam sendo explorados, os moradores passaram, então, a se mobilizar para reverter a situação, tentando reunir provas do que havia acontecido, com a ajuda de um advogado voluntário. A visita do promotor Haroldo Franco, de Santana, que foi a Pirativa em novembro de 2005 investigar outro assunto, revelou-se a oportunidade ideal para romper o silêncio.

O promotor imediatamente notificou Kardec e comunicou o caso ao Ministério Público Estadual e ao Ministério Público Federal. Apesar de ainda não ter recebido nenhuma resposta, ele continua tomando depoimentos dos moradores.

- Não se pode fazer esse tipo de pesquisa que coloca a vida em risco. A malária é uma doença séria. O projeto original dizia que eles usariam sangue de animais domésticos presos em gaiolas - revelou ele.
Raíssa Abreu / Agência Senado
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Bolsas da Europa se recuperam com força de farmacêuticas
http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201011171656_RTR_1290012962nN17211390
17 de novembro de 2010 • 14h56 •  atualizado 15h59
O principal índice de ações da Europa recuperou-se nesta quarta-feira, em meio ao salto nas ações de Actelion por notícias sobre um interesse de compra por parte da Amgen, o que impulsionou os papéis do setor farmacêutico.
(...)
Os papéis da Actelion dispararam mais de 9%, após notícias de que a Amgen, maior empresa de biotecnologia do mundo, está estudando uma oferta de aquisição da farmacêutica suíça, que disse estar em um "diálogo regular" com outras companhias do segmento. GlaxoSmithKline, Roche Holding e Sanofi-Aventis subiram entre 1,3% e 2,4%.

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http://www.horadopovo.com.br/2006/fevereiro/08-02-06/pag5a.htm


Ministério manda suspender “pesquisa” com isca humana por Universidade da Flórida

O ministro Saraiva Felipe anunciou a suspensão da “pesquisa” criminosa que utilizava moradores de S.Raimundo do Pirativa como iscas humanas para atrair e levar picadas dos mosquitos que transmitem malária, doença que pode levar à morte. Ministério Público do Amapá e Comissão de Direitos Humanos do Senado apuram denúncias

“O Conselho Nacional de Saúde tomou a decisão correta ao suspender imediatamente a pesquisa”, afirmou o ministro da Saúde e presidente do Conselho, Saraiva Felipe. Segundo ele, “membros do Conselho e uma comissão técnica do Ministério da Saúde visitarão, ainda esta semana, a comunidade envolvida, garantindo, junto ao Sistema Único de Saúde, o atendimento a todos e quaisquer danos à saúde que possam ter afetado a população envolvida”, afirmou o ministro, sobre as denúncias de utilização de cobaias humanas, ou seja, de ribeirinhos do interior da Amazônia, numa pesquisa promovida pela Universidade da Flórida.

 No último dia 14, o Ministério suspendeu a pesquisa chamada “heterogeneidade de vetores e malária no Brasil”, que estava utilizando os moradores de São Raimundo do Pirativa como iscas humanas para atrair e levar picadas dos mosquitos que transmitem malária, doença que pode levar à morte. A “pesquisa”, que está sendo investigada pelo Ministério Público do Amapá e pela Comissão de Direitos Humanos do Senado, “pagava” 10 reais por “voluntário” que ficava por mais de seis horas coletando e “alimentando” com o próprio sangue os mosquitos transmissores da malária. Segundo depoimentos dos ribeirinhos, cada cobaia chegava a levar até 100 picadas do mosquito apenas numa noite.

O coordenador da pesquisa, Robert Zimmermenn, assumiu que o estudo utilizava iscas humanas mas, segundo ele, com o decorrer das atividades “percebemos que não era boa idéia”. Não era boa idéia, no entender de Zimmermenn, porque os mosquitos não responderam da forma que os pesquisadores norte-americanos esperavam, e não por causa das pessoas que estavam expostas ao risco de vida. “O problema é que (os mosquitos) eram muito manipulados e acabavam não picando o coletores (os ribeirinhos)”, ressaltou o norte-americano.

Muito preocupado com os mosquitos, Zimmermenn, que não vê nenhum problema em expor a população dessa forma, esclarece que “o dinheiro não é para comprar remédio nem melhorar de vida. É apenas porque estão ajudando na pesquisa. Além disso, quem tem que dar o remédio é o governo”.

De acordo com o relatório da promotoria do Amapá, os agentes da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) foram impedidos até de borrifar os repelentes utilizados pelo Ministério da Saúde no combate ao mosquito transmissor da malária, como forma de propagar ainda mais o número de mosquitos na região.

A “pesquisa” norte-americana foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), em 19 de outubro de 2001, mas na época omitiu a utilização de iscas humanas. Segundo o professor de epidemiologia José Maria Barata, da Universidade de São Paulo (USP), que apoiava a pesquisa, “nós nos sentimos logrados. Isso tem de ser esclarecido”. 

Segundo ele, “o protocolo da pesquisa que recebemos não tinha nada sobre submeter as pessoas às picadas de mosquitos. Isso não teria sido aprovado aqui”.
“O Conselho também já convocou os pesquisadores responsáveis e os comitês de Ética em Pesquisa envolvidos no projeto para prestar os devidos esclarecimentos”, afirmou o ministro Saraiva Felipe.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Caixões da FEMA-EUA e o Haiti - Vacinas, Epidemias, Caixões e Campos - Planejamento e Organização!

Planejamento e Organização - FEMA, Haiti, Epidemias, Vacinas

Sobre os caixões da FEMA e o Haiti

 

Por Marise Jalowitzki
16.novembro.2010
http://t.co/PN2AQGK

As coisas não mudam, ou, simplesmente, deixam de existir, por você acreditar ou não acreditar!

Vacinas, Epidemias, Caixões e Campos - Planejamento e Organização!

Bem, estamos diante de novas especulações: Os caixões da FEMA, os trens e os caminhões blindados e a catástrofe de cólera no Haiti.


Mundo caótico, miscelânea, ou organização e planejamento?

A falta de informação do público faz com que especulações se tornem cada vez mais frequentes. As pessoas buscam respostas. Tanto as pessoas curiosas quanto aquelas que escutam algo que, para elas, soa como fantástico.

Estados Unidos, assim como outras nações desenvolvidas, possuem uma visão agudamente voltada para a defesa, do mesmo jeito que para o ataque. Tais nações se aprimoraram em armamento bélico, em produção nuclear. É bastante lógico lembrar que também se empenham em construir abrigos subterrâneos para se resguardar de ataques de qualquer natureza. Em caso de doenças, devastações, terremotos, enchentes, tsunamis, poluição tóxica, vacinas, auxílio medicamentoso, ajuda financeira para reerguer a população afetada, essas coisas. Também, em caso de epidemias em larga escala, estão antenadas para poder abarcar os mortos, as vítimas fatais. Transporte de cadáveres, caixões para colocar os mortos, lugares para enterrar. Lúgubre? Não. Verdadeiro. É preciso pensar em tudo, de forma organizada e planejada.


Algo extraordinário até aqui? Penso que não, não é mesmo?

Durante os dois mandatos de Bush, foram frequentes os comentários, em diferentes fontes, de quem havia financiado a campanha dele, principalmente a da reeleição. Segundo essas fontes, foi a indústria armamentista, tendo Bush se comprometido a guerrear com alguns inimigos para poder escoar a produção bélica. Ainda agora há especulações sobre o 11 de setembro, o fabrico da figura de Bin Laden, a [des]necessária e catástrófica invasão ao Iraque. Mas, as armas foram vendidas, independente do que diz o seu livro, hoje. Verdade ou mentira? Nunca saberemos ao certo.

Bem, quais as indústrias mais fortes no mundo? A da Morte - armamentos bélicos - e a da Vida - a indústria farmacêutica.


Você, por certo, ainda deve lembrar dos sorrisos de mofa e ironia que viu nos rostos de muitas pessoas quando aconteceu todo o terror em relação ao surto de gripe suína no Mexico, não é? De como a própria população mexicana não estava acreditando, apesar do toque de recolher e tudo o mais.


Vamos então analisar o que está acontecendo agora em nosso planeta: estamos ou não estamos passando por momentos de extrema angústia?! Falando apenas no Ocidente: Chile, México, Haiti, são os países das Américas até agora mais atacados por catástrofes.


É hora de olhar, perceber, rezar, conclamar.


A velha filosofia de que "se acontece na casa do vizinho, ufa! nada temos a ver com isso!" não pode se perpetuar.




O triste e caótico caso do Haiti, volta a ocupar as manchetes, face o desespero crescente do povo haitiano, que parece jogado às traças. Ajuda humanitária insuficiente, médicos decidindo quem será atendido e quem não. SÃO MAIS DE 1000 MORTOS vitimados pelo cólera e vai aumentar! As condições precaríssimas, o povo pobre estendido no chão, vivendo ao relento, sem água potável ou esgoto.


Tem coisas que não dá para entender: O devastador terremoto aconteceu em 12 de janeiro, deixando 300 mil pessoas mortas. Diversas entidades se mobilizaram. No mesmo mês de janeiro (estamos em novembro) a Sanofi-Aventis enviou um milhão de euros em ajuda financeira para iniciativas de reconstrução a longo prazo e à reabilitação da população do Haiti. A Sanofi Pasteur, divisão de vacinas do Grupo, é líder mundial na produção e comercialização de vacinas de uso humano. Em 10 de março entregou ao Unicef 300 mil unidades de medicamentos e 80 mil doses de vacinas para Haiti. Quantas outras entidades enviaram auxílio financeiro para a reconstrução do Haiti?

Estamos em novembro, a população desabrigada ainda permanece em condições desumanas, instaladas em barracos improvisados a céu aberto e esgoto escorrendo.



Sem água potável condizente com as necessidades. Para piorar, novo desastre no Haiti. O furacão Tomas passou causando inundações e aumentando a incidência de casos de cólera, já que é uma doença que se propaga pela água. (Ainda assim, as eleições estão mantidas para 28 de novembro.)

Há mais de 50 anos não havia mais surtos de cólera no país. Em menos de um mês, mais de 1.000 pessoas!

Mesmo sendo cólera uma doença de pobres, não se proliferando, costumeiramente, em países desenvolvidos,  a Florida-EUA dista apenas 2 horas do Haiti e concentra 46% da população de origem haitiana nos EUA. Cidadãos da Florida estão indo visitar seus familiares no Haiti, o que aumenta o risco de levar a doença para território norte-americano.


O povo protesta



O que mais ele pode fazer?

Gritam, agridem com suas mãos desesperadas, tentam chamar a atenção de qualquer jeito, revoltadas pela lentidão das providências. Gás lacrimogêneo nelas! Várias ficaram feridas. Há registro de duas mortes nestes confrontos.
Dizem que moradores locais acusam as forças humanitárias da ONU de trazer o cólera para o Haiti. Mas, não são somente os moradores locais que fazem esta acusação.


A senadora do departamento haitiano de Plateau Central, Edmonde Suplice Beauzile, pediu em 12 de novembro uma investigação independente sobre a responsabilidade da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) na propagação da epidemia de cólera, que já deixou mais de mil mortos no país.
A investigação está acontecendo?  Qual o andamento/resultados?


Porque as pessoas continuam naquelas trágicas situações? Há MESMO a intenção de salvá-las?


Quando algo beira o absurdo, as pessoas tendem a buscar respostas. E, muitas, estão a dizer: "Como não está dando para criar novas guerras, embora se fale em Irã muitas vezes, a busca é por vítimas de epidemias. Incrementa-se a indústria farmacêutica e potencializa-se o concreto e o plástico (derivado do petróleo)".



Pronto, chegamos aos caixões da FEMA, aos trens e ônibus blindados. São 5 milhões de caixões de plástico, além dos de concreto, os campos preparados. São caixões que permitem alojar até 3 corpos, e podem permanecer hermeticamente fechados por 100 anos ou mais.



Os videos circularam muito em 2009(*), agora retomam seu lugar de destaque. São visões que impressionam pelo tamanho, pela imensidão. 5 milhões de caixões, empilhados em filas enormes, em vários estados dos EUA, a espera de que(m)? Eles estão lá, não foram comprados em vão.

As macro indústrias farmacêuticas se dedicam a produzir vacinas, como nunca. Epidemais e pandemias são anunciadas todos os dias. Claro que há de se pensar que alguém estaria lucrando, também, com os enterros.


É hora de refletir e agir. Manifeste-se. Crie sua própria Petição. Divulgue seu parecer sobre os fatos. Procure não xingar demasiado, pois faz perder a credulidade. Mas, manifeste-se! Peça soluções. Amplie seu diálogo. 
Triste, mas pior é não saber. Pior é não querer ver. Não querer comentar. 


Sabemos que providências, quando são realmente desejadas, são realizáveis. Apenas o que se quer perpetuar é que não tem solução.


Como foi com New Orleans, quando passou o Katrina? O povo, na esmagadora maioria de negros, ficou ao abandono. Ainda agora há muito por ser feito.
No Brasil, temos inúmeras situações do mesmo teor que, também, carecem de providências urgentes.


A do Haiti, entretanto, neste momento, é desesperadora!

Ajude a clamar por este povo!

Os órgãos internacionais, além de oferecer ajuda humanitária  - distribuir alimentos e água, organizar barracos de lona, receber em hospitais (que já estão super super lotados) e distribuir vacinas, precisam trabalhar em mutirões para assegurar higiene e limpeza! Alimentação em condições dignas e água potável!


Sempre a mesma história! Sempre a falta de infra estrutura. A carência do básico!
Haiti, estamos contigo! Povo Haitiano, rezamos pela tua recuperação saudável!


(Os médicos já estão a decidir quem vão escolher para atendimento e quem vão ter de deixar para trás, face a crescente incidência de casos!)

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Links relacionados neste blog, por Marise Jalowitzki:

http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/haiti-3333-mortos-muito-triste-so-ficar.html

http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/haiti-verdade-que-nao-agrada-demissao.html
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/haiti-dinheiro-nao-utilizado-o-que-se.html

http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/saiba-mais-sobre-ricardo-seitenfus-o.html

http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/haiti-o-depoimento-de-ilda-e-familia.html
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Sobre os links do youtube sobre os caixões, campos, trens e ônibus blindados da Fema:
(Se você for procurar no youtube, procure por "Caixões da FEMA", procure ver as imagens, ainda que sem audio. Os que estão em português trazem músicas de filmes de terror, sensacionalismo, essas coisas. Há alguns videos em inglês, sérios. Baseando-se nas imagens, vale ver: http://www.youtube.com/watch?v=3X0VOIHtZbY&feature=fvw - Há videos, principalmente dos estoques no estado da Georgia. Também são impressionantes os videos que levam como chamada "campos de concentração nos EUA" - Mera especulação?)

Um link sobre abrigos subterrâneos:http://www.youtube.com/watch?v=ePc8IDgVFAI&feature=related
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Um link sobre a denúncia da epidemia "importada":
Senadora Haitiana acusa ONU de propagar cólera no país
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4789531-EI8140,00-Senadora+haitiana+acusa+ONU+de+propagar+colera+no+pais.html
(...)
"Segundo ela, está claro que soldados nepaleses da Minustah foram responsáveis pela contaminação de um afluente do rio Artibonite em sua passagem por Mirebalais, no leste do Haiti. "Os sedimentos contaminaram o rio, causando a morte de muitas pessoas neste departamento e no de Artibonite, no norte", ressaltou. "Pedimos à Minustah" que solicite a "um organismo independente que abra uma investigação", disse a senadora.


Análises realizadas pelos Centros de Detecção e Controle das doenças (CDC) dos Estados Unidos revelaram que a bactéria responsável pela epidemia de cólera no Haiti é similar a uma encontrada na Ásia meridional. Diante das acusações que relacionam a Minustah à origem do surto, o porta-voz da missão, Vincenzo Pugliese, afirmou nesta quinta-feira que "é errado tentar estabelecer um vínculo direto entre a propagação da doença no Haiti e a missão do Nepal".


Ele ressaltou que "as denúncias de que os soldados" foram responsáveis pela contaminação do rio "são totalmente falsas" e acrescentou que a bactéria "pode alcançar qualquer ponto do território do Haiti."
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As coisas não mudam, ou, simplesmente, deixam de existir, por você acreditar ou não acreditar!

E é isso!
Se souberem de algum outro meio para auxiliar e se solidarizar, entre em contato!
Recebam meu abraço!
Marise Jalowitzki

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Assine a Petição: PRESSA NA AJUDA AO HAITI - http://www.peticaopublica.com.br/?pi=haitisim

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MARISE JALOWITZKI é escritora, consultora organizacional e
palestrante internacional, certificada pela IFTDO-USA, pós-graduação
em RH pela FGV-RJ, autora de vários livros organizacionais.
compromissoconsciente@gmail.com
Porto Alegre - RS - Brasil

Reflita e alargue as fronteiras do pensamento!


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Leia mais em:

Vários links sobre mistérios que desafiam 
Mistérios


Vários links sobre mistérios que desafiam os conhecimentos científicos e tecnológicos - ovnis, extraterrestres, descobertas,
capacidades humanas, entre outros 



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Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA

Porto Alegre - RS - Brasil

terça-feira, 17 de agosto de 2010

CORPOS DE BORRACHA E ELEIÇÕES EM 2010 - SAÚDE!


Corpos de Borracha e Eleições em 2010 - SAÚDE!
Marise Jalowitzki

http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/08/corpos-de-borracha-e-eleicoes-em-2010.html

As brincadeiras nas aulas de Anatomia. SAÚDE - MAIOR PREOCUPAÇÃO DOS BRASILEIROS. Respeito aos corpos. Simuladores para cirurgias. Eleições em 2010.


Hoje, foram divulgados resultados de pesquisas envolvendo todo o território nacional. O que mais preocupa o povo brasileiro? Em todas as regiões, o primeiro lugar nas preocupações foi para... A SAÚDE, o atendimento, os prazos, as condições.


Hoje, também, recebi com MUITA ALEGRIA uma notícia que desejava desde sempre! Trinta e dois países já estão adotando simuladores nos treinamentos dos estudantes de medicina!!!

O que são simuladores?
Simuladores são órgãos internos e externos, além de corpos inteiros, confecionados em borracha, com tamanho, cor, textura e resistência semelhantes ao corpo de um paciente, um ser humano vivo. Assim, torna-se possível simular todos os tipos de doenças para que os residentes possam desenvolver suas habilidades em identificação e simulação de cirurgias.


Sabem o que isso significa?

- Significa deixar de usar os corpos dos indigentes, dos não procurados, dos não identificados e ampliar em larga escala o expertise dos profissionais da saúde, que poderão testar e treinar sem reservas, até alcançar o grau de excelência necessário e desejado.

- Significa diminuir o tempo de estudos que, por falta de corpos, disponíveis para as aulas práticas, demandavam anos para que um profissional da saúde, sério, se sentisse verdadeiramente competente.

- Significa, senão acabar, diminuir com os roubos de corpos, sejam em hospitais e necrotérios, até mesmo em cemitérios, notícias que, de tempos em tempos, escandalizam e, depois, são abafadas. "Professora-doutora acusada de desviar corpos foi flagrada com mais um corpo em seu porta-malas", "somem três corpos do IML" e algumas barbaridades que já se ouviram por aí.

- Significa, também, manter a coerência de uma cultura de respeito e, para muitos, até mesmo de preservação do corpo humano, mesmo após a sua morte.


As "brincadeiras" nas aulas de Anatomia
Com a adoção dos simuladores, também as brincadeiras acabarão ficando mais inofensivas, ainda que permaneçam em igual patamar às que agora são praticadas.


"- Essas brincadeiras servem para diminuir o stress e o pânico gerado em alguns estudantes de medicina, para que tratem cada parte do corpo com naturalidade, com isenção, sem tabus." - afirmam os professores-doutores.


Mesmo assim, há situações que chocam, não só o público leigo que ouve determinada narrativa, como o próprio profissional-estudante, que possa ter seus valores arraigados no respeito e, por que não dizer, na compaixão.


Lembro de uma narrativa ocorrida em um trabalho de Desenvolvimento Pessoal e de Equipes que coordenei em uma das muitas cidades do interior do RS-Brasil.  A médica participante, formada e atuando há 15 anos, comentou de um trauma que trazia desde os tempos das aulas de anatomia.


"- No primeiro dia de aula prática" - narrou ela - "quando fui vestir meu jaleco" - (uniforme branco) - "coloquei a mão no bolso e senti algo gelado, semelhante a um pedaço de mangueira. Dei um grito, assustada, e acabei atirando longe o que trazia no bolso. Quando a coisa caiu no chão, fiquei ainda mais indignada: era um pênis! Todos riram. Acharam a maior graça do meu susto. Eu achei de um desrespeito sem tamanho ao morto, ao ser que um dia ocupara aquele corpo."


Pelo menos naquele dia, ninguém riu ao ouvir o relato, ainda ressentido, da médica de todo o grupo.


"- Não precisava ser assim!" - concluiu ela. - "Para mim, se era para descontrair, revoltou!"


É isso aí.


Imagens na internet
Após ter conhecimento dessa maravilhosa notícia, procurei imagens para ilustrar este artigo, como costumo fazer. Queria uma foto-imagem de Marcos Lyra o pesquisador da UFPE e de Selice Ribeiro Leite, a artista plástica responsável pelo trabalho paciente e delicado das reproduções dos órgãos do corpo humano e suas minúsculas estruturas, como os vasos sanguíneos. Não achei. Nessa nossa cultura social, que enaltece crimes, desvios e falcatruas, os verdadeiros arautos das boas novas permanecem incógnitas. Por isso, coloquei um coração "de verdade", aberto, que concebe um significado todo especial, o do Amor e da Gratidão.


Olhem a simplicidade das declarações
-  de Selice Ribeiro Leite, a artista plástica: “A gente está ajudando muitas pessoas. Os médicos a terem mais habilidade e a gente a não usar o ser humano para aprender técnicas e sim através dos simuladores".
- de Marcos Lyra, o médico pesquisador: “Cada doença, cada tumor, cada localização do órgão pode ser moldado de acordo com a necessidade de cada professor e de cada especialidade médica que deseja utilizar um simulador específico”.


"Dificilmente o professor passa os instrumentos e a responsabilidade pelo ato cirúrgico para os residentes para não colocar a vida dos pacientes em risco. Isso prolonga muito o tempo de treinamento dos profissionais que querem fazer este tipo de cirurgia. Com os simuladores é muito mais rápido aprender e sem nenhum tipo de risco."



Pernambuco, sim, é Brasil!
E onde foram desenvolvidas as pesquisas? Em PERNAMBUCO, BRASIL, há dez anos!!! "Há dez anos um pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco criou os primeiros simuladores para o treinamento dos estudantes nas cirurgias endoscópicas, consideradas menos invasivas." Os simuladores são tão perfeitos, com reações tão semelhantes às do organismo, que podem até sangrar durante os treinamentos. Os simuladores podem substituir as aulas práticas de hoje, que acontecem nos hospitais universitários, com os pacientes do SUS - Sistema Único de Saúde.


Agora, a nossa realidade
Vejam, um resultado assim promissor, já aceito e utilizado em mais de 30 (trinta!!!) países, no Brasil, onde a pesquisa foi desenvolvida, apenas 3 (três!!!) por cento dos simuladores produzidos são utilizados por e para brasileiros! Noventa e sete por cento dos simuladores produzidos vão para o exterior! Nas universidades brasileiras eles ainda são raros. Além da universidade de Pernambuco, apenas outras cinco instituições, todas em São Paulo, têm simuladores.O argumento é de que "falta dinheiro para comprar os equipamentos. Um laboratório completo, custa 250 mil reais."

Pois é. Falta dinheiro. Para emprestar ao FMI, não. Para desvios, não falta dinheiro. Para aumentar a produção de petróleo, não faltam verbas para investimento. Para dar 25 anos de isenção de impostos para que a indústria automobilística venha produzir aqui os carros que no primeiro mundo já não são desejados, para isso, há incentivo. E, o mesmo povo que vota, também é o povo que padece.


Será que é o momento de solicitar a inclusão de mais esse projeto aos candidatos às eleições deste ano? E, em havendo a promessa, podemos confiar no cumprimento?
Em minha pequena parcela, quero divulgar, promover e solicitar divulgação a todos os amigos. Boas práticas precisam ser enaltecidas! Vamos celebrar e apostar! SAÚDE!
 
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Fontes:
- A reportagem - http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2010/08/pesquisadores-reproduzem-orgaos-humanos-para-simulacao-de-cirurgias.html


- O video - http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1320106-7823-PESQUISADORES+DE+PERNAMBUCO+CONSEGUEM+REPRODUZIR+ORGAOS+HUMANOS+PARA+TREINAR+ESTUDANTES,00.html
 
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MARISE JALOWITZKI é escritora, consultora organizacional e
palestrante internacional, certificada pela IFTDO-USA, pós-graduação
em RH pela FGV-RJ, autora de vários livros organizacionais.
marisej@terra.com.br
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Porto Alegre - RS - Brasil
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