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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

DDA - Déficit de Atenção sem Hiperatividade


O que vai no interior desta criança - No início de sua vidinha, lá nos primeiros anos, a criança não tem noção das diferenças e convenções impostas pelo mundo adulto e ela se crê (e é!!) uma "igual", com direito e mérito a receber Amor, Carinho, Aceitação e Compreensão.



Por Marise Jalowitzki
04.fevereiro.2015

Há no mundo uma crença generalizada de "vencer". Sim, as vitorias são importantes, elas deixam nosso coração feliz, mas os pais tem sempre de lembrar que a vitória maior é a manutenção da Vida. Se for possível uma Vida saudável, melhor ainda! Depois, ou em igual patamar, vem a Felicidade, que não significa estar em êxtase o tempo todo e, sim, sabedor do dever cumprido. Chegar a noite, deitar a cabeça no travesseiro e sentir-se tranquilo por ter feito o seu possível.
Vi o final do semestre chegar e algumas mães de crianças com dda (apenas o déficit de atenção, sem hiperatividade) pertencentes ao grupo, simplesmente silenciarem.
Outras, entraram em desespero pela reprovação do(a) filho(a), apesar de todos os esforços.
Poucas as que se conformaram.
Digo-lhes que a batalha continua, mamães. Que não há tempo a perder!


Uma sólida parceria com a Escola, que deve focar no esforço que a criança despende, não apenas no resultado.

Providências na escola
- Acertar horários específicos, para as avaliações, o que significa parcelar os conteúdos (fazer em partes)
- Acertar local para que ele(a) possa fazer em separado as provas (preferencialmente na biblioteca, onde pode se concentrar sem ficar nervoso)
- Não aglutinar várias provas em mesmo dia/turno
- Solicitar que o filhote receba um lugar para sentar na primeira fila (onde fica um tanto mais difícil distrair-se), longe de janelas ou corredores envidraçados.
- Promover a sua participação em trabalhos de grupo, sem expô-lo demasiadamente.
- Explicar com outros métodos, avaliando inclusive as respostas orais ou sensoriais (aprender fazendo). (1)

 Eles são crianças que primam pelo tátil, que é a verdadeira aprendizagem efetiva (aprender fazendo, não apenas ouvindo ou lendo!!)
Bora, queridas! Muito, muito Amor e Decisão!



Sim, o DDA é diferente!

O caso do DDA (Déficit de Atenção) - sem hiperatividade tem características diferentes do tdah (transtorno de déficit de atenção com hiperatividade). Essas crianças se empenham, elas tem vontade de acertar, chegam a passar boa parte da tarde (ou manhã) debruçadas sobre os cadernos, choram, se negam a fazer, voltam de novo, mas parece que não conseguem mesmo! Geralmente têm uma atitude indolente, não gostam muito de exercício, fazem planos mas não os levam adiante.

Empenham-se em fazer os temas, chegam a dar respostas certas quando a mãe ajuda, em casa, e, dali um pouco, parece que 'dá um branco', esquecem tudo e voltam à estaca zero! 

Desespero da mãe, imagina a criança! 


O que vai no interior desta criança

No início de sua vidinha, lá nos primeiros anos, a criança não tem noção das diferenças e convenções impostas pelo mundo adulto e ela se crê (e é!!) uma "igual", com direito e mérito a receber Amor, Carinho, Aceitação e Compreensão.

Com o tempo, vai percebendo a não aceitação do meio (geralmente acontece quando vai para a escolinha, mas pode ocorrer no seio familiar, também!) e, confusa, começa a ter reações diversas, que vão desde esconder-se, ficar mais tímida e retraída, não querer participar das atividades, também pode tornar-se agressiva e reagir intempestivamente aos que lhe agridem, admoestam ou humilham.

Algumas ainda tentam fazer-se respeitar! Como uma situação que presenciei, de um amado de 2 pra 3 anos que falava 'chiado' em solo gaúcho (falava como carioca) e os coleguinhas riam dele, sem que a 'tia' esboçasse nenhuma ação. Ele correu até o colo dela e pediu:
"-Elich tenqui rechpeitá u cheitu di cada um falá!"
E o que a profe fez? Riu junto com todos os outros, deixando o garotinho com os olhos cheios de lágrimas!!!
Isto, com o decorrer do tempo, e em não se modificando, pode trazer sérias lesões à autoestima, pois vai fortalecendo a sensação de 'ser menos', de ser 'errado'. Coisas que mais tarde até o analista terá dificuldades em modificar!

E quando a criança começa a manifestar inadequações ainda mais fortes, os pais não devem se apavorar e, sim, buscar ajuda e entendimento. Auxílio de especialistas, sendo a medicação a intervenção a ser usada somente quando todos os outros tratamentos tenham sido utilizados, a caso ainda se faça necessário.



Algumas dicas:

1 - Atividades físicas ao ar livre, sem competição, nem avaliação de resultados. Passeios sem pressa, piqueniques, brincar com animaizinhos domésticos. (2)

2 - Dar um pet para o(a) filho(a) ajuda a regulação. Ele(a) tornar-se responsável pelos horários e quantidade de alimento, horário de sono e de brincar, aprender alguns hábitos, vai, naturalmente, também ajudando à criança a internalizar deveres e direitos.

3 - Muito, muito carinho e atenção, verbalizar o amor, reafirmar o quanto ele(a) é importante e querido(a). Brincadeiras de abraços, rolar no chão, de mangueira d'água, de correr. Brincar muito.

4 - Auxiliar na hora das tarefas escolares para fazer em casa. Não significa fazer pela criança, e, sim, ajudá-la a pensar. Inventar maneiras lúdicas, com figuras, cores e inserção sensorial, para assimilar melhor os conteúdos repassados. Aqui é sumamente importante que pai-mãe-avó-tia entendam que há diferentes maneiras de realizar o aprendizado e que cada criança possui seus próprios mecanismos de aquisição. 

Ninguém é igual a ninguém. Existem as inteligências 

- auditivas (escutam e gravam - cerca de 4 a 5%)

- cinestésicas (que precisam por-a-mão-na-massa para entender, isto é, a atividade física deve envolver grandemente o processo de aprendizagem - 20 a 21%) e as 

- visuais (representam cerca de 75% - gravam por ver, visualizar, entender e gravar os sinais). E, mesmo nas visuais, há aquelas que entendem por imagens isoladas (individuais) e aquelas que entendem por blocos-grupos de imagens (associativas).

5 - Proporcionar, mais adiante, aulas de reforço, caso a escola ainda não disponibilize ou a qualidade (método) deixe a desejar. Muitas mães são as mestras do reforço em casa, nas séries iniciais, mas, depois, elas também não conseguem acompanhar a complexidade dos conteúdos. Aí, contratar/matricular em alguma instituição, como o Kumon, por exemplo,pode fazer toda a diferença!

6 - Proporcionar o mais possível uma regularidade no sono. A criança é totalmente afetada quando tem um sono irregular ou curto demais. Chazinhos de camomila, erva doce, mulúngu, folhas de maracujá, erva cidreira ajudam a melhorar o sono. Retirar os eletrônicos do quarto, já que eles continuam a emitir radiação mesmo após desligados (ou, pelo menos, desplugar todas as noites e cobrir com um blackout).

7 - Manter a casa arejada-ventilada e com plantas ornamentais específicas, que ajudam a retirar a toxicidade do ar.

8 - Massagem com óleo de camomila, ajuda a relaxar e cria um ambiente de parceria e intimismo entre mãe e filho(a).

9 - Retirar o mais possível os farináceos, o leite, o açúcar (especialmente o refinado), os industrializados (o que inclui os refrigerantes, salgadinhos e etc.), mantendo uma dieta equilibrada.

10 - Procurar uma terapia psicológica, que inclua ouvir a história da criança, pela criança - e que, portanto, não deve ser apenas pelo aspecto cognitivo-comportamental.(3)

11 - Proporcionar práticas esportivas e-ou terapias alternativas (Reiki, Meditação, Yoga, Crânio-Sacral, Quiropraxia, etc.), auxiliando no equilíbrio biopsicossocial da criança, ajudando-a a se apropriar do espaço no mundo que é seu por direito e merecimento.

12 - E, caso a mãe e-ou os especialistas (saúde e educação) entenderem que a criança carece de alguma ajuda medicamentosa, optar primeitamente por um homeopata (medicina com medicações sem os riscos dos efeitos colaterais danosos da alopatia), a terapia floral ou a fitoterapia. 
Alguns são:

* Ginkgo Biloba (medicina chinesa, também receitado na homeopatia) ajuda a focar.

* Rescue (Floral de Bach) ajuda contra a ansiedade. 
Muitas mães tem relatado o efeito positivo (e, por vezes, mais rápido que a homeopatia) que os florais promovem em crianças. Geralmente as gotinhas (3 -4 ) são pingadas sublingual. Caso for menor que 9 - 10 anos, melhor se as gotinhas forem diluídas em água, pra não recber a influência do álcool (brandy) com que são diluídas as essências. Uma boa conversa com o médico floralista (homeopata, fitoterápico) vai ajudar. Na própria farmácia de manipulação eles costumam indicar um médico conhecido!.

* Erva-de-São-João para ativar a memória e afastar os estados depressivos e-ou de tristeza.

* Alecrim, tomado como chá, duas vezes ao dia (mesmas indicações da Erva-de-São-João).

* Espinheiro Marítimo (Pycogenal) - entre outros.



E Compreensão e muito Amor. 



Fonte: Livro TDAH Crianças que Desafiam
(1) Cap. 14 - A melhor escola para seu filho 
(2) Cap 13 - Relações familiares e TDAH
(3) Cap 7 - Sintomas e tipos de tratamento de TDAH, efeitos colaterais e riscos pelo uso do metilfenidato


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

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quinta-feira, 19 de junho de 2014

HOMEOPATIA PARA CRIANÇAS DIAGNOSTICADAS COM OS SINTOMAS DE TDAH



Fica o incentivo, aqui, para que homeopatas brasileiros que, conhecidamente, estão tratando crianças que os pais encaminham a seus consultórios já diagnosticados como TDAH, registrem seus dados, se unam e publiquem. A sociedade carece de tais informações.



HOMEOPATIA PARA CRIANÇAS DIAGNOSTICADAS COM OS SINTOMAS DE TDAH

Por Marise Jalowitzki

Face várias solicitações sobre as homeopatias que são transcritas para crianças, transcrevo um trecho do capítulo 7 - "Sintomas e tipos de tratamento de TDAH, efeitos colaterais e riscos pelo uso do metilfenidato" (pág.103 a 133 do Livro TDAH Crianças que Desafiam).
A Homeopatia tem, sim, vários medicamentos indicados para crianças diagnosticadas com tdah. Porque digo vários: porque NENHUM diagnóstico é igual a outro, já que os sintomas enumerados são múltiplos e se apresentam em cada crianças em índices e qualificações diversos. Tanto que alguns falam em déficit de atenção e hiperatividade; só hiperatividade; só deficit de atenção; agressividade; impulsividade e por aí vai. Ainda juntando episódios traumáticos (muitas, muitas crianças passam por eles), entram em depressão, tristeza, insatisfação, se defendem (ofendem), se aquietam (não falam); ficam avariadas em sua auto estima (tem medo, sentem-se inseguras, falam atrapalhado). Assim, é preciso ver com o homeopata qual o específico para cada caso. Stramonium geralmente é receitado para agressividade ou impaciência excessiva, embora o que li (e transcrevi) fale em stress pós traumático.
Segue o trecho do livro:
"Os resultados de um estudo publicados no British Homeopathic Journal mostraram que, em 10 dias de tratamento com Stramonium, Cina e Hyoscyamus Niger, as crianças demonstraram melhoras significativas no comportamento e atenção, constatadas por pais e responsáveis. Segundo a Organização Healing-Arts, o Stramonium foi especificamente indicado quando a criança tinha muitos medos, ou sofrendo sintomas de transtorno de estresse pós-traumático. As crianças que eram fisicamente agressivas apresentaram melhores resultados com a ingestão de Cina, e, as crianças com sintomas maníacos ou sexualizadas responderam mais favoravelmente ao Hyoscyamus niger. Dois meses após a interrupção do tratamento, 19% das crianças que participaram do estudo continuavam apresentando melhora.
Fica o incentivo, aqui, para que homeopatas brasileiros que, conhecidamente, estão tratando crianças que os pais encaminham a seus consultórios já diagnosticados como TDAH, registrem seus dados, se unam e publiquem. A sociedade carece de tais informações.
As citações são para mostrar que já há o conhecimento disponível junto aos terapeutas credenciados. Em nenhum momento sugere a automedicação. (pág. 118)
Marise Jalowitzki


Uma professora escreveu:
"Sou professora e meu filho é bem agitado...mas pra mim é coisa de criança.  
Tenho um aluno que não tem encaminhamento da psicóloga, mas o pai se recusa a levá-lo. Muitos o criticam por essa atitude. 
Na escola que trabalho tem um aluno com laudo e ele já está tomando remédio... e confesso que fiquei muito triste ao vê-lo sob os efeitos da medicação.  
O meu aluno é muito querido e agora ao ver como é uma criança que usa essa medicação concordo com o pai que devem existir outros meios que ajudem essas crianças. E também o meu filho. Vou sim entrar no blog. Muito obrigada pela atenção."

Sinto contigo a mesma tristeza! Vi (e vejo ainda) muitas crianças que simplesmente viram autômato com a ritalina ou outros psicoativos. São, sim, pílulas de adestramento, de enformamento, de adequação e isto é MUITO triste! Não entendo como pais podem aceitar que façam isto com seus filhos e, pior, ao ver os efeitos, não suspender!!! SIM, a grande maioria dos casos são apenas crianças saudáveis, cheias de energia, que "incomodam" a alguns pais que não querem se preocupar, e "incomodam" a professores que precisam despender mais atenção do que gostariam. Nosso mundo e o futuro de nossas crianças estarão perdidos se os pais não acordarem pra esta realidade! Há homeopatias que substituem os psicotrópicos quando a medicação for realmente necessária. Há terapia psicológica que resolve casos de abusos, depressão, traumas, desajustes, não entendimento, comportamentos inadequados. E vários outros tipos de tratamentos, que não os tarja-preta que tantas reações nefastas causam nos pequenos!
Bênçãos!


Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente

Escritora, Educadora, Blogueira e Colunista
Idealizadora e Coordenadora do Curso Formação para Coordenadores em Jogos e Vivências para Dinâmica de Grupos,
Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela FGV,
Facilitadora de Grupos em Desenvolvimento Humano,
Ambientalista de coração, Vegana.
Certificada como International Speaker pelo IFTDO-VA-USA
marisejalowitzki@gmail.com 
compromissoconsciente@gmail.com 



Livro: TDAH Crianças que desafiam 
Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família
Contra o uso indiscriminado de metilfenidato - Ritalina, Ritalina LA, Concerta

Para conhecer mais e adquirir, acesse: 
TDAH Crianças que Desafiam - Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família





www.marisejalowitzki.blogspot.com.br



sábado, 14 de junho de 2014

TDAH - Trocar de especialista - Relação cliente-fornecedor


"Os pais precisam conversar com o médico sempre que aparecer uma dúvida, tirar todas as suas dúvidas, estar sem dúvidas quanto à decisão que irão tomar, que é de administrar um psicotrópico para seu filho, pais precisam formar o hábito de ler a bula do medicamento para obter informações completassobre os efeitos colaterais. Suspender a medicação quando julgarem necessário, dizer isso ao psiquiatra, seguir sua intuição, não ter medo de se posicionar e, se for preciso, procurar um outro especialista ou mesmo mudar o filho de escola." (pág. 125 - Cap 7 Livro TDAH Crianças que Desafiam)



TDAH - Trocar de especialista - Relação cliente-fornecedor

Por Marise Jalowitzki
14.junho.2014
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/06/trocar-de-especialista-relacao-cliente.html

Uma mãe trouxe o seguinte:
"Sou nova no grupo. Meu filho, hoje com 7 anos, foi diagnosticado aos 6 como sendo portador de TDAH e,através dele, descobri clinicamente que também faço parte deste grupo. Tenho 46 anos e meu maior sonho é ver meu filho reconhecendo as letras e números. Ele faz tratamento com fono,psicopedagoga e neuropediatra, fez uso dar ritalina 10mg e LA 20mg, minha pergunta a vc, não dou mais a ritalina tem um mês e não darei nunca mais. O tratamento só funciona com esta droga ou existe outra forma de tratar? Não consigo mais, desculpe, muito difícil acreditar que um dia verei meu filho lendo e escrevendo.
Meu filho com 23 dias de vida teve sepse tardia, coma treze dias e internação total 21 de abril de 2013 dengue hemorrágica e chega agosto 2013 temos o tdah e uma dislexia que ninguém assina; ele é totalmente normal; ele só não fica quieto um segundo, tem memória curta como eu também tenho,fico me policiando o tempo todo, grande abraço."

Agora vejam quanta coisa em um só relato! Eu não sou profissional da saúde, trago as informações que colhi, que tomei conhecimento e alio àquilo que passamos em casa, que conheço em parentes e vizinhos, colegas de meus netos, relatos de mães amigas. Sinto-me, porém, na responsabilidade de dizer algumas coisas para esta mamãe.

A primeira, foi em relação a ela mesma e seu 'diagnóstico' obtido clinicamente de que também ela 'é tdah'. O que comentei:

"Mamãe! Escreves BEM, lês BEM, tens uma coerência verbal MUITO BOA, nem vou te perguntar com quantos anos te alfabetizaste pois isso não é relevante, não é o que importa! O importante é saberes que tu e teu filhote são vencedores!!! Que tudo que vocês passaram foi MUITA COISA E TUDO MUITO IMPORTANTE e se saíram maravilhosamente!

MUITO tenho escrito sobre esta questão da exigência de "ler, escrever e identificar os números!" Teu filhote só tem 7 anos! Se todos os outros já conseguiram, legal! Mas não tem nada de diferente com ele! Só vai acontecer algo diferente (e desagradável) se ele for coagido a dar respostas antes do tempo, se ele se sentir pressionado, rotulado! Tanto nos artigos como no livro especifico declarações de especialistas internacionais que dizem isso!
Cada criança tem o seu tempo certo para a aprendizagem, embora as escolas e médicos querem que seja nesta ou naquela idade!

Tivemos situações sérias na família,  com muita pressão da escola para medicar. GRAÇAS A DEUS, hoje estão adolescentes e lindos, cabeça no lugar, coração de ouro!
SE tu achares que ele precisa de algum medicamento, procura um homeopata, querida. QUE BOM que ele parou com a tarja preta!"

Retirar o tarja-preta

Quanto ao lance de retirar a ritalina há um mês, tens notado alguma diferença nele? tanto para melhor como para pior? porque os especialistas, mesmo os que são contra a medicalização de psicoativos em crianças, dizem que a retirada dos psicotrópicos tem de ser gradativa, para não dar reação ainda pior nos pequenos!

A atitude dentro de casa é a única que realmente importa e influencia as crianças (Gina Bolognini)



A consulta com a homeopata não deu certo

"Obrigada pelo carinho, consegui uma homeopata por indicação de uma mãe,que tem também um anjo em casa, iremos a consulta amanhã,estou muito esperançosa, tenho muita fé que no tempo dele tudo vai acontecer, é muito ruim o colégio ficar cobrando a ritalina,mas juntos vamos conseguir superar esta pressão,um grande abraço,Namastê"

Após a consulta, a mãe relatou não haver gostado da homeopata, pois "ela falou algumas coisas na frente do meu filho que ele não precisava ouvir, por isto marquei outro homeopata para fazer, pelo menos, um comparativo na avaliação. As esperanças se renovam a cada tentativa."

Esta é uma das realidades com as quais temos de aprender a conviver. Independente de qual área de atuação, especialistas são seres humanos como nós. Sujeitos a falhas e acertos e, mais que tudo, a relação cliente-fornecedor precisa ser contemplada para todas as partes envolvidas!

E a atitude da mãe está muito certa. Vai ouvir uma segunda opinião, Sim, pode ser que não se queira ouvir algo que doa, e não concordamos. Ouvir de outra pessoa, caso forem as mesmas recomendações, pode ajudar a refletir.

Mas é muito importante verificar qual a visão de mundo que aquele profissional tem. Quando aprofundei a questão da auto mutilação em jovens, por exemplo, surpreendi-me com um psiquiatra famoso no Brasil que ressalta como maior característica a "vontade de chamar a atenção e obter algum ganho com isto", no fato dos cortes. O psi simplesmente deixou em segundo plano a questão do sofrimento, do altíssimo senso de rejeição que este adolescente sofre (e uma coisa que, provavelmente, se arrasta desde a infância). Sem contar que a maioria deles se cortam em locais que não aparecem (cobertos pelas roupas) e os pais ou nem descobrem ou vão descobrir bem mais tarde... Assim, a questão de levar em consideração, com seriedade, a história da criança, por mais estranhas que possam parecer as suas razões, é questão importantíssima!

Freud já dizia: só quando se consegue entrar na realidade do outro é que pode acontecer um aceno possível de cura!


Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente

Escritora, Educadora, Blogueira e Colunista
Idealizadora e Coordenadora do Curso Formação para Coordenadores em Jogos e Vivências para Dinâmica de Grupos,
Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela FGV,
Facilitadora de Grupos em Desenvolvimento Humano,
Ambientalista de coração, Vegana.
Certificada como International Speaker pelo IFTDO-VA-USA
marisejalowitzki@gmail.com 
compromissoconsciente@gmail.com 



Livro: TDAH Crianças que desafiam 
Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família
Contra o uso indiscriminado de metilfenidato - Ritalina, Ritalina LA, Concerta

Para conhecer mais e adquirir, acesse: 
TDAH Crianças que Desafiam - Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família





sábado, 31 de maio de 2014

Efeitos colaterais e riscos devido ao uso de medicamentos psicotrópicos em crianças e adolescentes





Efeitos colaterais e riscos devido ao uso de medicamentos psicotrópicos em crianças e adolescentes

Homeopatia, Alopatia e Medicina Alternativa

Por Marise Jalowitzki

"As reações desejadas pelos indivíduos que consomem medicamentos psicotrópicos (reações como alegria, euforia, serenidade, sensação de paz) é obtida, como se sabe, pelo menos nos estágios iniciais, sempre que ocorre a ingestão desses psicoestimulantes. Entretanto, a estimulação artificial dessensibiliza a procura por prazeres na vida cotidiana, provocando a busca contínua pelo prazer artificial produzido pela droga". A afirmação é da psicóloga Roseli Caldas, da Abrapee (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional), que também alerta: “O metilfenidato pode causar reações adversas no sistema nervoso central como psicose, alucinações, convulsões, sonolência, ansiedade, agitação, agressividade e, até mesmo, desejo de suicídio”. A reação mais comentada, e que acabou apelidando a Ritalina de “droga da obediência”, é o efeito zumbi que costuma causar uma espécie de apatia ou letargia.
Também incluem arritmias cardíacas, hipertensão, insuficiência cardíaca e até mesmo a morte. 

De acordo com especialistas norte-americanos, as drogas do tipo das anfetaminas como Ritalina, Adderall (usado em narcolepsia, TDAH e como emagrecedor) e Dexedrine (EUA) e os inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS), como Prozac, Zoloft (usado em casos de distúrbios do humor, transtornos do humor, pânico, depressão maior, distimia), Paroxetina (Seroxat, Paxil, Paxtrat, Arotin... entre outros nomes comercias) e Luvox (maleato de fluvoxamina), Vyvanse e Strattera (EUA) podem causar efeitos secundários graves.

Outra pesquisa, da FDA (Food and Drugs Administration), órgão de vigilância sanitária dos EUA, e do NIMH (National Institute of Mental Health), feita em 2009, traz mais dados assustadores. 

O risco de morte súbita para adolescentes que tomaram Ritalina é de dez a 14 vezes maior do que para aqueles que nunca usaram o metilfenidato. Nos EUA há uma forte associação nacional criada em 2000, presidida por pais que perderam seus filhos (incluindo suicídio) devido ao uso de Ritalina e Concerta.

Os pais precisam conversar com o médico sempre que aparecer uma dúvida, tirar todas as suas dúvidas, estar sem dúvidas quanto à decisão que irão tomar, que é de administrar um psicotrópico para seu filho, pais precisam formar o hábito de ler a bula do medicamento para obter informações completas sobre os efeitos colaterais. Suspender a medicação quando julgarem necessário, dizer isso ao psiquiatra, seguir sua intuição, não ter medo de se posicionar e, se for preciso, procurar um outro especialista e-ou mudar de escola."
(pág 124 e 125 do Livro TDAH Crianças que Desafiam)


Homeopatia, Alopatia e Medicina Alternativa



Embora poucos especialistas comentem com os pais os outros métodos igualmente com êxito utilizados para TDAH, há sim, vários outros tipos de tratamento para os diferentes sintomas tidos como de hiperatividade ou déficit de atenção.

"Dr. Luiz Alberto Chaves de Oliveira, coordenador de Políticas Sobre Drogas no Estado de São Paulo, apresenta dados do Centro de Estudos de Ciência e Genética da Universidade de Utah-USA, destacando que 30% a 50% dos jovens em tratamento por dependência química declararam já ter abusado de metilfenidato, por ter efeitos semelhantes ao da cocaína, que também é estimulante." (pág 104 do Livro TDAH Crianças que Desafiam)
Assim, além do uso de psicotrópicos, e seus riscos, os pais possuem outros tipos de tratamento para proporcionar a seus filhos, sem todas as implicações dos tarja-preta.
"Tipos de Tratamentos oferecidos para diagnósticos de TDAH

As informações fornecidas neste tópico são as disponíveis atualmente. São mencionadas independentemente de critérios de aceitação individual. Também, não visam a substituir o parecer médico de um profissional de saúde. 
(...)
Avaliar os resultados do tratamento regularmente a cada seis meses constitui uma prática responsável, recomendada.

Tratamento Psicológico segundo a fenomenologia
Tratamento Psicológico comportamental
Tratamento Homeopático (adultos e crianças)
Tratamentos Complementares ou Alternativos
Reiki, Yoga (reconhecidos também pela Comissão de Bioética Médica da Suíça)
Dieta alimentar específica
Prática de natação (recomendação dada pela psicóloga ao hiperativo e campeão Michael Phelp - EUA)

Quiropraxia (sessões com adaptação da coluna vertebral)

Cinesiologia (Esta técnica baseia-se em realinhar o crânio, que é uma extensão da coluna)

Neurofeedback


As citações são para mostrar que já há o conhecimento disponível junto aos terapeutas credenciados. Em nenhum momento sugere a automedicação.
(maiores detalhes: pags 114 a 123)


Estava conversando com uma amiga e resolvi postar parte do que falamos.

Há alguns anos passei por uma fase pesada, com muita doença e perdas na família. Luto que se estendeu, até que tive a certeza de não conseguir sair daquela sozinha e fui consultar com um homeopata. Fui. Na 2ª consulta, após ter tomado Licopodium para reforçar a auto estima, perguntei para ele:
- Afinal, dr, o q eu tenho? Depressão, bipolaridade ou hiperatividade?

(Falei em hiperatvidade porque, desde sempre fui muito agitada, faço várias coisas ao mesmo tempo, tenho um turbilhão de pensamentos, projetos e planos na mente e fica bem difícil, muitas vezes, colocar um deles em prática (tenho isso desde que me conheço por gente, o que faz com que eu desenvolva vários projetos ao mesmo tempo.)

O que ele me respondeu: 

- Eu prefiro não dar nenhum rótulo. Eu prefiro dizer que tenho a minha frente uma pessoa que está passando por um momento frágil e que precisa de um suporte!

Fiquei um ano tomando homeopatia, alternando os homeopáticos.
Agora, estou em alta. Quando sentir alguma fragilidade novamente, com certeza vou procurar um homeopata novamente!
Psicotrópico, nem pensar!


Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente

Escritora, Educadora, Blogueira e Colunista
Idealizadora e Coordenadora do Curso Formação para Coordenadores em Jogos e Vivências para Dinâmica de Grupos,
Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela FGV,
Facilitadora de Grupos em Desenvolvimento Humano,
Ambientalista de coração, Vegana.
Certificada como International Speaker pelo IFTDO-VA-USA
marisejalowitzki@gmail.com 
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Livro: TDAH Crianças que Desafiam 
Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família
Contra o uso indiscriminado de metilfenidato - Ritalina, Ritalina LA, Concerta
TDAH Crianças que Desafiam - Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família





Para conhecer mais e adquirir, acesse: