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segunda-feira, 7 de março de 2016

Novo Estudo aponta Terapia Comportamental como melhor tratamento à criança com TDAH - The New York Times


William E. Pelham liderou um novo estudo sobre as opções de tratamento para crianças com problemas de déficit de atenção e-ou hiperatividade. Na imagem, Dr. Pelham em um acampamento de verão com foco em treinamento de habilidades sociais. CréditoFlorida International University





 É preciso promover atividades onde o aluno possa identificar quais as coisas que mais lhe despertem interesse: são os fios, a eletricidade, os projetos eletrônicos; é o teatro, a dança, a pintura, a música? É a questão ambiental, os projetos de agroecologia? É a questão humanitária, auxiliando a comunidade carente do entorno em projetos simples e que podem proporcionar melhor qualidade de vida? É a literatura, promovendo ações sociais de conscientização, distribuindo panfletos? Ou é a construção de histórias e romances? Ou a mistura de soluções químicas? A análise biológica? Tanta, tanta coisa que pode cativar, tornando menos áspero o dia a dia escolar, incentivando, inclusive, para as disciplinas que menos gosta.    

(Marise Jalowitzki - Pág 194 – Livro TDAH Crianças que Desafiam)












O que temos comentado, defendido e praticado sempre, começa a se tornar uma práxis. Cada vez mais cientistas focam no atendimento emocional, em proporcionar ambientes amplos e livres, em deixar a criança à vontade para efetivar seu aprendizado. Terapia comportamental que envolve a família e os educadores, o contexto integral onde a criança atua. Viva!

 
 

 

Realidade Brasileira
Como a nossa realidade ainda apresenta carência de tratamento comportamental gratuito ou de baixo custo, deixo um apelo aos profissionais desta área (psicólogos, psiquiatras, psicopedagogos, coaches: PROMOVAM MAIS ESTE TIPO DE ENCONTROS, também com preço acessível, estimulando pais e educadores a participar com seus filhos e-ou alunos! Toda a sociedade ganha com isto!

 Outro dia escutei de um juiz, ao fazer declarações após ocorrencias de crimes promovidos por jovens para comprar drogas. "O que notamos é que a maior incidencia são jovens que desistiram de estudar por não se sairem bem nos estudos e-ou nas relações. Pais e professores precisam se unir para segurar estas crianças e adolescentes em sala de aula. Isto irá diminuir o índice de criminalidade, pois o jovem estará com o tempo ocupado, fazendo atividades atrativas. Quando ele não encontra nada disto, envereda para o mundo das drogas!"

 Este artigo - resultado de pesquisa - comenta sobre o envolvimento dos pais e professores, aprimoramento emocional. Os Capítulos 13, 14, 15 e 16 do Livro TDAH Crianças que Desafiam tratam especificamente deste tema. O Capítulo 16 traz várias atividades, técnicas comportamentais, para aplicação com grupos de pais, educadores, com ou sem a presença das crianças.
Avante!
Tudo está interrelacionado. Tudo que fazemos em prol de uma criança para que viva em um mundo mais saudável, estamos fazendo por nós mesmos.

 


Terapia Comportamental como melhor tratamento à criança com TDAH



 Crianças com problemas de déficit de atenção melhoram mais rapidamente quando o primeiro tratamento que recebem é comportamental - como instrução em habilidades sociais básicas - do que quando eles começam imediatamente a medicação, aponta um novo estudo. Começando o tratamento com a terapia comportamental acaba se tornando, também, uma opção mais barata a longo prazo, de acordo com análise feita.

Especialistas dizem que a eficácia desta abordagem comportamental como primeira intervenção, se replicado em estudos maiores, poderia mudar a prática médica padrão, que hoje favorece os estimulantes como Adderall e Ritalin como tratamentos de primeira linha. Atualmente, os Estados Unidos registram mais de quatro milhões de crianças e adolescentes com um diagnóstico de transtorno de hiperatividade do déficit de atenção ou ADHD 

A nova pesquisa, publicada em dois artigos pelo Journal of Clinical & Criança Psicologia do Adolescente , descobriu que os estimulantes (psicotrópicos) foram mais eficazes como um tratamento suplementar, de segunda linha e administrados para aqueles vistos como efetivamente necessário - e muitas vezes em doses que foram inferiores ao normalmente prescrito

O estudo é o primeiro de seu tipo nesta área (técnicas comportamentais para tdah) e foi projetado para avaliar o efeito de alterar os tipos de tratamento em médio prazo - como a adição de uma droga para a terapia de comportamento, por exemplo, ou vice-versa.
"Nós mostramos que a sequência que você dá aos diferentes tratamentos faz uma grande diferença nos resultados", disse William E. Pelham, da Universidade Internacional da Flórida, um dos líderes do estudo com Susan Murphy, da Universidade de Michigan. "As crianças que começaram com terapia comportamental estavam significativamente melhor do que aquelas que começaram com a medicação e continuaram com ela até o final, não importa com qual combinação de tratamento elas acabaram."
Outros especialistas advertiram que o estudo rastreou o comportamento, mas não outras habilidades que a medicação pode rapidamente melhorar, como atenção e desempenho escolar, e dizem que as drogas continuam a ser o tratamento de primeira linha para as questões centrais.

Baixo Custo
"Eu acho que este é um estudo muito importante, pois, além de eficaz, trata-se de uma abordagem de low-cost(baixo custo), o que torna o tratamento comportamental muito eficaz", disse Mark Stein, professor de psiquiatria e pediatria na Universidade de Washington, "mas a ironia é que essa opção está raramente disponível para os pais. "
O estudo envolveu 146 crianças com diagnóstico de TDAH entre as idades de 5 a 12 anos - distribuídos aleatoriamente: metade com uma dose baixa de genéricos Ritalin. A outra metade não recebeu nenhuma medicação, e seus pais começaram a frequentar reuniões de grupo para aprender técnicas de modificação do comportamento. 
A modificação de comportamento para o TDAH é baseado em um sistema bastante simples de recompensas e consequências. Os pais recompensam os bons ou cooperativos atos que vêem; coisas sutis, como prestar atenção por alguns momentos, pode ganhar um tapinha nas costas ou um "bom menino". Concluindo a lição de casa sem reclamação pode ganhar tempo em seu smartphone. Os pais reter privilégios, como playtime ou jogos de vídeo, ou aplicar um "time out" (tempo-esgotado) em resposta ao desafio ou outro mau comportamento.
E eles (pais) aprendem a ignorar propostas irritantesdos filhos, mas inofensivas, feitas para ganhar a atenção, como fazer barulhos estranhos, batendo ou agindo como um bebê.
Os pesquisadores acompanharam pais e professores das crianças, avaliando os seus comportamentos, incluindo a gravação de problemas disciplinares. A avaliação da escola incluiu um "cartão de relatório diário", descrevendo o dia da criança.



Relato de Mãe
Jacqueline Vaquer de Miami e seu marido levou seu filho Alec, que recebeu um diagnóstico de TDAH em 5 anos, a um curso de modificação do comportamento e aprendi, entre outras coisas, como reduzir suas andanças em sala de aula.
"Nós criamos um limite em torno de sua mesa com fita adesiva, e o professor manteve controle de quantas vezes ele ultrapassou", disse Vaquer. A cada semana, ela disse, "se ele reduziu o número de voltas, ele tem uma pequena recompensa, como um brinquedo ou sua sobremesa favorita", disse ela. Alec, 6, é agora capaz de sentar-se ainda que por longos períodos em sala de aula e não tem ido à medicação, disse sua mãe.


Depois de dois meses, o estudo - que durou um ano - tomou um rumo inovador. Se uma criança não tinha melhorado, ele ou ela foi atribuído aleatoriamente em um dos dois campos: uma versão mais intensa de um mesmo tratamento, ou um suplemento adicional, como a adição de uma dose diária de medicação para a modificação de comportamento. Cerca de dois terços das crianças que começaram com a terapia comportamental necessitaram de reforço, e cerca de 45 por cento das pessoas que começaram com a medicação também necessitaram intensificar.
Mas o grupo que tinha começado com a terapia comportamental como primeira intervenção, tinha uma média de menos quatro violações de regras por hora na escola, em relação ao grupo que tomou medicação em primeiro lugar.

Envolvimento dos pais


Uma provável razão, declararam os autores do estudo, era que pais de crianças que iniciaram o tratamento com a droga estavam menos interessados ​​em seguir com as classes de comportamento, que envolveu oito sessões de grupo ao longo do ano e uma lição individualizada. "A modificação comportamental dá um monte de trabalho, e eles podem ter pensado:" Bem, isso não vai fazer muita diferença ", disse Dr. Pelham.
Em um artigo separado, Dr. Pelham e um conjunto diferente de autores compararam os custos das diferentes sequências de tratamento, tendo em conta o preço dos medicamentos, 'o tempo dos médicos e o tempo dos pais'.

Relação custos financeiros e psicológicos
Pais que começaram com o tratamento comportamental para si e para os filhos, - utilizando medicação, só se necessário, têm um custo médio de US $ 700 a menos por ano por criança do que o tratamento costumeiro, em que um médico escreve prescrições e monitora periodicamente o comportamento, observa a equipe.
A análise não considerou o custo psicológico para os pais - em termos de acessos de raiva de uma criança, portas batidas e utensílios de mesa atirados - [que o que vão aprendendo a lidar com a] realização de técnicas comportamentais.

Uma versão deste artigo aparece na imprensa em 18 de fevereiro de 2016, na página A12 da edição de New York com a manchete: Terapia Comportamental encontrado como sendo melhor como primeiro passo".


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:
www.tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br


LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade




quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

DDA - Déficit de Atenção sem Hiperatividade


O que vai no interior desta criança - No início de sua vidinha, lá nos primeiros anos, a criança não tem noção das diferenças e convenções impostas pelo mundo adulto e ela se crê (e é!!) uma "igual", com direito e mérito a receber Amor, Carinho, Aceitação e Compreensão.



Por Marise Jalowitzki
04.fevereiro.2015

Há no mundo uma crença generalizada de "vencer". Sim, as vitorias são importantes, elas deixam nosso coração feliz, mas os pais tem sempre de lembrar que a vitória maior é a manutenção da Vida. Se for possível uma Vida saudável, melhor ainda! Depois, ou em igual patamar, vem a Felicidade, que não significa estar em êxtase o tempo todo e, sim, sabedor do dever cumprido. Chegar a noite, deitar a cabeça no travesseiro e sentir-se tranquilo por ter feito o seu possível.
Vi o final do semestre chegar e algumas mães de crianças com dda (apenas o déficit de atenção, sem hiperatividade) pertencentes ao grupo, simplesmente silenciarem.
Outras, entraram em desespero pela reprovação do(a) filho(a), apesar de todos os esforços.
Poucas as que se conformaram.
Digo-lhes que a batalha continua, mamães. Que não há tempo a perder!


Uma sólida parceria com a Escola, que deve focar no esforço que a criança despende, não apenas no resultado.

Providências na escola
- Acertar horários específicos, para as avaliações, o que significa parcelar os conteúdos (fazer em partes)
- Acertar local para que ele(a) possa fazer em separado as provas (preferencialmente na biblioteca, onde pode se concentrar sem ficar nervoso)
- Não aglutinar várias provas em mesmo dia/turno
- Solicitar que o filhote receba um lugar para sentar na primeira fila (onde fica um tanto mais difícil distrair-se), longe de janelas ou corredores envidraçados.
- Promover a sua participação em trabalhos de grupo, sem expô-lo demasiadamente.
- Explicar com outros métodos, avaliando inclusive as respostas orais ou sensoriais (aprender fazendo). (1)

 Eles são crianças que primam pelo tátil, que é a verdadeira aprendizagem efetiva (aprender fazendo, não apenas ouvindo ou lendo!!)
Bora, queridas! Muito, muito Amor e Decisão!



Sim, o DDA é diferente!

O caso do DDA (Déficit de Atenção) - sem hiperatividade tem características diferentes do tdah (transtorno de déficit de atenção com hiperatividade). Essas crianças se empenham, elas tem vontade de acertar, chegam a passar boa parte da tarde (ou manhã) debruçadas sobre os cadernos, choram, se negam a fazer, voltam de novo, mas parece que não conseguem mesmo! Geralmente têm uma atitude indolente, não gostam muito de exercício, fazem planos mas não os levam adiante.

Empenham-se em fazer os temas, chegam a dar respostas certas quando a mãe ajuda, em casa, e, dali um pouco, parece que 'dá um branco', esquecem tudo e voltam à estaca zero! 

Desespero da mãe, imagina a criança! 


O que vai no interior desta criança

No início de sua vidinha, lá nos primeiros anos, a criança não tem noção das diferenças e convenções impostas pelo mundo adulto e ela se crê (e é!!) uma "igual", com direito e mérito a receber Amor, Carinho, Aceitação e Compreensão.

Com o tempo, vai percebendo a não aceitação do meio (geralmente acontece quando vai para a escolinha, mas pode ocorrer no seio familiar, também!) e, confusa, começa a ter reações diversas, que vão desde esconder-se, ficar mais tímida e retraída, não querer participar das atividades, também pode tornar-se agressiva e reagir intempestivamente aos que lhe agridem, admoestam ou humilham.

Algumas ainda tentam fazer-se respeitar! Como uma situação que presenciei, de um amado de 2 pra 3 anos que falava 'chiado' em solo gaúcho (falava como carioca) e os coleguinhas riam dele, sem que a 'tia' esboçasse nenhuma ação. Ele correu até o colo dela e pediu:
"-Elich tenqui rechpeitá u cheitu di cada um falá!"
E o que a profe fez? Riu junto com todos os outros, deixando o garotinho com os olhos cheios de lágrimas!!!
Isto, com o decorrer do tempo, e em não se modificando, pode trazer sérias lesões à autoestima, pois vai fortalecendo a sensação de 'ser menos', de ser 'errado'. Coisas que mais tarde até o analista terá dificuldades em modificar!

E quando a criança começa a manifestar inadequações ainda mais fortes, os pais não devem se apavorar e, sim, buscar ajuda e entendimento. Auxílio de especialistas, sendo a medicação a intervenção a ser usada somente quando todos os outros tratamentos tenham sido utilizados, a caso ainda se faça necessário.



Algumas dicas:

1 - Atividades físicas ao ar livre, sem competição, nem avaliação de resultados. Passeios sem pressa, piqueniques, brincar com animaizinhos domésticos. (2)

2 - Dar um pet para o(a) filho(a) ajuda a regulação. Ele(a) tornar-se responsável pelos horários e quantidade de alimento, horário de sono e de brincar, aprender alguns hábitos, vai, naturalmente, também ajudando à criança a internalizar deveres e direitos.

3 - Muito, muito carinho e atenção, verbalizar o amor, reafirmar o quanto ele(a) é importante e querido(a). Brincadeiras de abraços, rolar no chão, de mangueira d'água, de correr. Brincar muito.

4 - Auxiliar na hora das tarefas escolares para fazer em casa. Não significa fazer pela criança, e, sim, ajudá-la a pensar. Inventar maneiras lúdicas, com figuras, cores e inserção sensorial, para assimilar melhor os conteúdos repassados. Aqui é sumamente importante que pai-mãe-avó-tia entendam que há diferentes maneiras de realizar o aprendizado e que cada criança possui seus próprios mecanismos de aquisição. 

Ninguém é igual a ninguém. Existem as inteligências 

- auditivas (escutam e gravam - cerca de 4 a 5%)

- cinestésicas (que precisam por-a-mão-na-massa para entender, isto é, a atividade física deve envolver grandemente o processo de aprendizagem - 20 a 21%) e as 

- visuais (representam cerca de 75% - gravam por ver, visualizar, entender e gravar os sinais). E, mesmo nas visuais, há aquelas que entendem por imagens isoladas (individuais) e aquelas que entendem por blocos-grupos de imagens (associativas).

5 - Proporcionar, mais adiante, aulas de reforço, caso a escola ainda não disponibilize ou a qualidade (método) deixe a desejar. Muitas mães são as mestras do reforço em casa, nas séries iniciais, mas, depois, elas também não conseguem acompanhar a complexidade dos conteúdos. Aí, contratar/matricular em alguma instituição, como o Kumon, por exemplo,pode fazer toda a diferença!

6 - Proporcionar o mais possível uma regularidade no sono. A criança é totalmente afetada quando tem um sono irregular ou curto demais. Chazinhos de camomila, erva doce, mulúngu, folhas de maracujá, erva cidreira ajudam a melhorar o sono. Retirar os eletrônicos do quarto, já que eles continuam a emitir radiação mesmo após desligados (ou, pelo menos, desplugar todas as noites e cobrir com um blackout).

7 - Manter a casa arejada-ventilada e com plantas ornamentais específicas, que ajudam a retirar a toxicidade do ar.

8 - Massagem com óleo de camomila, ajuda a relaxar e cria um ambiente de parceria e intimismo entre mãe e filho(a).

9 - Retirar o mais possível os farináceos, o leite, o açúcar (especialmente o refinado), os industrializados (o que inclui os refrigerantes, salgadinhos e etc.), mantendo uma dieta equilibrada.

10 - Procurar uma terapia psicológica, que inclua ouvir a história da criança, pela criança - e que, portanto, não deve ser apenas pelo aspecto cognitivo-comportamental.(3)

11 - Proporcionar práticas esportivas e-ou terapias alternativas (Reiki, Meditação, Yoga, Crânio-Sacral, Quiropraxia, etc.), auxiliando no equilíbrio biopsicossocial da criança, ajudando-a a se apropriar do espaço no mundo que é seu por direito e merecimento.

12 - E, caso a mãe e-ou os especialistas (saúde e educação) entenderem que a criança carece de alguma ajuda medicamentosa, optar primeitamente por um homeopata (medicina com medicações sem os riscos dos efeitos colaterais danosos da alopatia), a terapia floral ou a fitoterapia. 
Alguns são:

* Ginkgo Biloba (medicina chinesa, também receitado na homeopatia) ajuda a focar.

* Rescue (Floral de Bach) ajuda contra a ansiedade. 
Muitas mães tem relatado o efeito positivo (e, por vezes, mais rápido que a homeopatia) que os florais promovem em crianças. Geralmente as gotinhas (3 -4 ) são pingadas sublingual. Caso for menor que 9 - 10 anos, melhor se as gotinhas forem diluídas em água, pra não recber a influência do álcool (brandy) com que são diluídas as essências. Uma boa conversa com o médico floralista (homeopata, fitoterápico) vai ajudar. Na própria farmácia de manipulação eles costumam indicar um médico conhecido!.

* Erva-de-São-João para ativar a memória e afastar os estados depressivos e-ou de tristeza.

* Alecrim, tomado como chá, duas vezes ao dia (mesmas indicações da Erva-de-São-João).

* Espinheiro Marítimo (Pycogenal) - entre outros.



E Compreensão e muito Amor. 



Fonte: Livro TDAH Crianças que Desafiam
(1) Cap. 14 - A melhor escola para seu filho 
(2) Cap 13 - Relações familiares e TDAH
(3) Cap 7 - Sintomas e tipos de tratamento de TDAH, efeitos colaterais e riscos pelo uso do metilfenidato


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

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sábado, 31 de maio de 2014

Efeitos colaterais e riscos devido ao uso de medicamentos psicotrópicos em crianças e adolescentes





Efeitos colaterais e riscos devido ao uso de medicamentos psicotrópicos em crianças e adolescentes

Homeopatia, Alopatia e Medicina Alternativa

Por Marise Jalowitzki

"As reações desejadas pelos indivíduos que consomem medicamentos psicotrópicos (reações como alegria, euforia, serenidade, sensação de paz) é obtida, como se sabe, pelo menos nos estágios iniciais, sempre que ocorre a ingestão desses psicoestimulantes. Entretanto, a estimulação artificial dessensibiliza a procura por prazeres na vida cotidiana, provocando a busca contínua pelo prazer artificial produzido pela droga". A afirmação é da psicóloga Roseli Caldas, da Abrapee (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional), que também alerta: “O metilfenidato pode causar reações adversas no sistema nervoso central como psicose, alucinações, convulsões, sonolência, ansiedade, agitação, agressividade e, até mesmo, desejo de suicídio”. A reação mais comentada, e que acabou apelidando a Ritalina de “droga da obediência”, é o efeito zumbi que costuma causar uma espécie de apatia ou letargia.
Também incluem arritmias cardíacas, hipertensão, insuficiência cardíaca e até mesmo a morte. 

De acordo com especialistas norte-americanos, as drogas do tipo das anfetaminas como Ritalina, Adderall (usado em narcolepsia, TDAH e como emagrecedor) e Dexedrine (EUA) e os inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS), como Prozac, Zoloft (usado em casos de distúrbios do humor, transtornos do humor, pânico, depressão maior, distimia), Paroxetina (Seroxat, Paxil, Paxtrat, Arotin... entre outros nomes comercias) e Luvox (maleato de fluvoxamina), Vyvanse e Strattera (EUA) podem causar efeitos secundários graves.

Outra pesquisa, da FDA (Food and Drugs Administration), órgão de vigilância sanitária dos EUA, e do NIMH (National Institute of Mental Health), feita em 2009, traz mais dados assustadores. 

O risco de morte súbita para adolescentes que tomaram Ritalina é de dez a 14 vezes maior do que para aqueles que nunca usaram o metilfenidato. Nos EUA há uma forte associação nacional criada em 2000, presidida por pais que perderam seus filhos (incluindo suicídio) devido ao uso de Ritalina e Concerta.

Os pais precisam conversar com o médico sempre que aparecer uma dúvida, tirar todas as suas dúvidas, estar sem dúvidas quanto à decisão que irão tomar, que é de administrar um psicotrópico para seu filho, pais precisam formar o hábito de ler a bula do medicamento para obter informações completas sobre os efeitos colaterais. Suspender a medicação quando julgarem necessário, dizer isso ao psiquiatra, seguir sua intuição, não ter medo de se posicionar e, se for preciso, procurar um outro especialista e-ou mudar de escola."
(pág 124 e 125 do Livro TDAH Crianças que Desafiam)


Homeopatia, Alopatia e Medicina Alternativa



Embora poucos especialistas comentem com os pais os outros métodos igualmente com êxito utilizados para TDAH, há sim, vários outros tipos de tratamento para os diferentes sintomas tidos como de hiperatividade ou déficit de atenção.

"Dr. Luiz Alberto Chaves de Oliveira, coordenador de Políticas Sobre Drogas no Estado de São Paulo, apresenta dados do Centro de Estudos de Ciência e Genética da Universidade de Utah-USA, destacando que 30% a 50% dos jovens em tratamento por dependência química declararam já ter abusado de metilfenidato, por ter efeitos semelhantes ao da cocaína, que também é estimulante." (pág 104 do Livro TDAH Crianças que Desafiam)
Assim, além do uso de psicotrópicos, e seus riscos, os pais possuem outros tipos de tratamento para proporcionar a seus filhos, sem todas as implicações dos tarja-preta.
"Tipos de Tratamentos oferecidos para diagnósticos de TDAH

As informações fornecidas neste tópico são as disponíveis atualmente. São mencionadas independentemente de critérios de aceitação individual. Também, não visam a substituir o parecer médico de um profissional de saúde. 
(...)
Avaliar os resultados do tratamento regularmente a cada seis meses constitui uma prática responsável, recomendada.

Tratamento Psicológico segundo a fenomenologia
Tratamento Psicológico comportamental
Tratamento Homeopático (adultos e crianças)
Tratamentos Complementares ou Alternativos
Reiki, Yoga (reconhecidos também pela Comissão de Bioética Médica da Suíça)
Dieta alimentar específica
Prática de natação (recomendação dada pela psicóloga ao hiperativo e campeão Michael Phelp - EUA)

Quiropraxia (sessões com adaptação da coluna vertebral)

Cinesiologia (Esta técnica baseia-se em realinhar o crânio, que é uma extensão da coluna)

Neurofeedback


As citações são para mostrar que já há o conhecimento disponível junto aos terapeutas credenciados. Em nenhum momento sugere a automedicação.
(maiores detalhes: pags 114 a 123)


Estava conversando com uma amiga e resolvi postar parte do que falamos.

Há alguns anos passei por uma fase pesada, com muita doença e perdas na família. Luto que se estendeu, até que tive a certeza de não conseguir sair daquela sozinha e fui consultar com um homeopata. Fui. Na 2ª consulta, após ter tomado Licopodium para reforçar a auto estima, perguntei para ele:
- Afinal, dr, o q eu tenho? Depressão, bipolaridade ou hiperatividade?

(Falei em hiperatvidade porque, desde sempre fui muito agitada, faço várias coisas ao mesmo tempo, tenho um turbilhão de pensamentos, projetos e planos na mente e fica bem difícil, muitas vezes, colocar um deles em prática (tenho isso desde que me conheço por gente, o que faz com que eu desenvolva vários projetos ao mesmo tempo.)

O que ele me respondeu: 

- Eu prefiro não dar nenhum rótulo. Eu prefiro dizer que tenho a minha frente uma pessoa que está passando por um momento frágil e que precisa de um suporte!

Fiquei um ano tomando homeopatia, alternando os homeopáticos.
Agora, estou em alta. Quando sentir alguma fragilidade novamente, com certeza vou procurar um homeopata novamente!
Psicotrópico, nem pensar!


Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente

Escritora, Educadora, Blogueira e Colunista
Idealizadora e Coordenadora do Curso Formação para Coordenadores em Jogos e Vivências para Dinâmica de Grupos,
Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela FGV,
Facilitadora de Grupos em Desenvolvimento Humano,
Ambientalista de coração, Vegana.
Certificada como International Speaker pelo IFTDO-VA-USA
marisejalowitzki@gmail.com 
compromissoconsciente@gmail.com 



Livro: TDAH Crianças que Desafiam 
Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família
Contra o uso indiscriminado de metilfenidato - Ritalina, Ritalina LA, Concerta
TDAH Crianças que Desafiam - Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família





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