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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Quais são os resultados obtidos nas mudanças violentas

Será que Paz no mundo é possível - Foto AP mostra população egípcia reivindicando reformas prometidas

Quais são os resultados obtidos nas mudanças violentas


Por Marise Jalowitzki
28.novembro.2011
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/11/sera-que-paz-no-mundo-e-possivel-foto.html


Após divulgar os últimos informes sobre a triste realidade em que se encontra o Oriente - agora também o Egito está vivendo uma onda de violência, além da Síria e tantos outros - estendi um pouco as reflexões, que compartilho.


Não existem mudanças benéficas, efetivas, pra valer, quando os meios utilizados são a força e a violência. As coisas até se ajustam, algumas leis são promulgadas, mas o sabor ácido se perpetua. Foi assim com todas as guerras, com todas as revoluções, com todo o domínio e escravidão. Mudam-se práticas, mas o estado interno de segregação, de separação, este permanece.


Só haverá Paz no Mundo quando as armas forem depostas e o coração humano aprender a praticar a solidariedade, o entendimento e o respeito pelo seu semelhante. O compartilhamento dos benefícios. 
Quando os interesses econômicos consumistas não forem mais a tônica e o bem estar comum deixar de ser um ideal, para se tornar realidade praticada.


A proposta tão criticada de Obama (EUA) de aumentar os impostos dos mais ricos como forma de equalizar a crise interna nos Estados Unidos poderia ser uma solução, sim. Claro que teria de estar em consonância com o enxugamento dos gastos públicos. Quem tem mais, pagaria um pouco mais de impostos para normalizar a crise. Creio que o que impede de aprovar esta prática é o medo em abrir precedentes, e que isso possa se tornar uma práxis. Deve ser este o principal motivo de tantas resistências.


No "Rencontre" de França, Alemanha e Itália, em 24 de novembro último, novos acordos foram firmados entre os expoentes da União Européia. Os leigos, como eu, enxergam com certa surpresa e estupefação tantos países com sérios problemas em sua economia e finanças. COMO o mundo está TÃO em colapso? COMO tantos administradores públicos deixaram seus países chegar onde chegaram? É em função deste modelo que os ultra-ricos estão tomando conta de tudo e ditando as leis e as normas.


Ao ver o semblante de Merkel irritadíssima ante a proposta de que os países mais abastados deveriam auxiliar os países endividados, na grande crise mundial/européia, deu para perceber o quanto o pensamento de que o "problema-de-cada-um" é "o-problema-de-cada-um" e não há, na verdade, união. A filosofia continua sendo a de aumentar o número de parcelas em infinitos empréstimos e refinanciamentos, a juros elevados, mantendo na subserviência as classes mais desprovidas, já que o enxugamento dos programas sociais são os primeiros na abordagem proposta para diminuir a dívida.


Especialistas afirmam que não existe a possibilidade do euro acabar. UE procura saídas viáveis.




Crescimento responsável acontece ao proporcionar ajustes e dar condições para o reerguimento. Agora, quando há uma crise (como o próprio nome explica), aí, as soluções precisam ser emergenciais e, porque não, inéditas.


Claro que é preocupante pensar em um mundo globalizado, onde as distâncias entre ricos e pobres são sempre maiores. Claro que preocupa pensar o que será de um mundo com uma única moeda, retirando a chance de ser diferente, de pensar diferente, de agir diferente. As cláusulas terão de ser muito bem negociadas, para que não continue acontecendo como vem acontecendo em tantas situações. 


Compromissos precisam ser honrados. Contratos precisam ser cumpridos. É preciso analisar muito bem ANTES de assinar, de se comprometer.


Temos muitas mudanças pela frente.


Ainda mais importante conscientizar pessoas para que ajudem aos governantes, trazendo novas e boas idéias. Só criticar não vai ajudar em nada. Atos violentos ou pejorativos não resolvem nada, pois as rivalidades, as rixas, as contendas, as vinganças, os ressentimentos, permanecem. Podem até calar a boca de muitos por algum tempo, mas mudança, mesmo, pra valer, só acontece com conscientização, novas e efetivas boas práticas, conhecimento. Conhecimento para opinar, argumentar e, quiçá, convencer.


Fazer como vem acontecendo, de colocar uma bandeirinha com algumas inscrições nas mãos de pessoas que nem sabem ler ou escrever e levá-las para um ato público, só faz os mal-intencionados rir e mofar das iniciativas.


O trabalho de esclarecimento, de educação, de formação para poder ter opinião consistente, esse, sim, é efetivo.


Ajude a ser a mudança que você quer no mundo!


Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente



Escritora, especialista em Desenvolvimento Humano,
Ecologista, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil









VIOLÊNCIA
Do G1 - Jornal Nacional
Edição do dia 24/11/2011

Conselho militar do Egito pede desculpas pelas mortes de civis

Major-general lamentou a violência das Forças de Segurança. ONU acusou os egípcios de excessos na repressão às manifestações.




O Conselho Militar que comanda o Egito desde a queda de Hosni Mubarak pediu desculpas pelas mortes de manifestantes nos protestos dos últimos dias. E foi anunciado o nome do chefe de um novo governo de transição.
Em um dos acessos à Praça Tahrir, os militares montaram barricadas, supostamente em um gesto de boa vontade, para evitar a entrada de veículos do próprio exército. Em cima dos blocos de concreto, manifestantes criaram uma barreira humana, também para conter a violência.
Muita gente dormiu na rua e o dia foi mais calmo. O major general Mohammad al-Assar foi à televisão para pedir desculpas à população pela morte de 39 pessoas desde o fim de semana. "O sangue dos egípcios é precioso para todos nós", disse o militar, ao lamentar a violência das Forças de Segurança.
Na quarta-feira (23), as Nações Unidas acusaram os militares egípcios de cometer excessos na repressão aos protestos, inclusive com o uso de um tipo venenoso de gás lacrimogêneo.
O Conselho Supremo das Forças Armadas prometeu punir os responsáveis pelas mortes, soltar manifestantes presos e até pagar indenização às famílias das vítimas.
Apesar da trégua da quinta-feira (24), alguns partidos defenderam o adiamento das eleições parlamentares. Mas as Forças Armadas confirmaram o início da votação para segunda-feira (28). E três dias depois da renúncia do primeiro-ministro Essam Sharaf, o Conselho Militar anunciou que pediu a Kamal Ganzouri para formar um novo governo. Ganzouri já ocupou o cargo de primeiro-ministro do Egito no final da década de 90.
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Novo encontro entre França, Alemanha e Italia 


CRISE NA EUROPA
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/11/franca-e-alemanha-querem-mudar-tratados-por-causa-da-crise.html


A França e a Alemanha propuseram modificações nos tratados da União Europeia para evitar uma nova crise da dívida na área. O anúncio foi feito depois de uma reunião dos líderes dos dois países com o novo primeiro-ministro italiano.
Pela primeira vez nesta crise, a Alemanha e a França deram espaço a Itália em uma reunião de cúpula. A desconfiança que demonstravam no governo Berlusconi agora se dissipou. O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, conhecido admirador do modelo germânico, foi elogiado pela primeira-ministra da Alemanha. “Temos confiança na Itália e nas suas impressionantes reformas estruturais”, disse Angela Merkel.
Os líderes das três maiores economias da Zona do Euro avaliaram o momento crítico e afirmaram que farão o que for preciso para defender a moeda única até mudar os tratados do continente para aumentar a integração e reforçar a disciplina no orçamento de toda a região.
A intenção é punir os governos que gastarem além do limite estabelecido. A proposta será apresentada na próxima reunião do bloco, no mês que vem, informou o presidente da França Nicolas Sarkozy.
Alemanha, França e Itália concordaram sobre a necessidade de respeitar a independência do Banco Central Europeu, como deseja Merkel. Mas as mudanças nos tratados da União Europeia exigem a aprovação dos 27 países da União Europeia, e isso poderá levar meses
O primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, prometeu fazer o dever de casa e quer trabalhar também junto com a Espanha. A nota de Portugal foi rebaixada pela Agência Fitch e classificada no mercado como lixo. Na quinta-feira (24), houve greve geral no país contra as medidas de austeridade do governo português. Com os juros das dívidas em alta, a Europa está mais vulnerável.
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Eurocéticos - Mundo em colapso - União Européia em crise - O que não está em crise?




"Estou cansado de que você nos critique e nos diga o que fazer!" - Sarkozy (França) para Cameron (Grá-Bretanha)





Eurocéticos - Mundo em colapso - União Européia em crise - O que não está em crise?


Por Marise Jalowitzki
24.outubro.2011
http://ning.it/pPLnYV


Este post é para aquelas pessoas que, como eu, entendem quase nada dos pilares que movem o planeta e seu sistema falido de finanças e desenvolvimento. Pessoas que, ainda assim, procuram minimamente entender o que está passando nas cabeças dos mandatários-que-mandam-no-mundo, o que eles estão deliberando às claras e, pelo menos a intuição do que está acontecendo por "debaixo dos panos".


Quem são os paises em crise, que precisam da ajuda da União Européia


Grécia (que está na pauta há semanas), Portugal, Irlanda, além das pressões em relação à Espanha e Itália. Silvio Berlusconi tem o compromisso de agir, comprometeu-se a tomar medidas, nomeadamente em matéria de pensões, anúncio esperado por esses dias


Grã-Bretanha quer sair da UE


Mais uma vez acontece um movimento ostensivo de, pelo menos, 78 parlamentares ingleses que pressionam David Cameron, primeiro ministro britânico para que a Grã-Bretanha abandone a União Européia. São os chamados "eurocéticos".


Quem são os eurocéticos na Grã-Bretanha


São, pelo menos 78 parlamentares, muitos deles conservadores,que aderiram a uma moção em prol da convocação de um referendo sobre a conveniência de a Grã-Bretanha deixar a UE ou renegociar os termos da sua participação. O assunto deve ser votado na noite desta segunda-feira no Parlamento.


Eles consideram que a crise da dívida que atualmente aflige a zona do euro (da qual a Grã-Bretanha não participa) seria uma oportunidade de recuperar poderes ou mesmo de deixar a UE.


Mesmo Cameron sendo um conservador, recebe críticas acirradas de Sarkozy


Ontem, domingo (23) o presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse a Cameron numa cúpula da UE:


"Estou cansado de que você nos critique e nos diga o que fazer!", segundo relato feito por diplomatas à imprensa britânica.


Para o mundo leigo, como o meu, parece mesmo que União Européia tem apenas duas vozes: Merkel, da Alemanha e Sarkozy, da França.


União Européia em um mundo com emergentes, enfrenta crises crescentes


Qual o futuro da UE?

Qual a validade do euro como moeda representativa? Dolar norteamericano em constante oscilação, Euro em crise, Oriente sendo esfacelado, America Latina continuando no descrédito de muitos, qual o aceno? Quais os acordos, dentro do atual modelo, capaz de mudar o rumo para um desenvolvimento eficaz, que contemple a emergência dos que ainda passam fome para um patamar digno de vida?

Já existe uma nova moeda internacional preparada, aguardando o momento de ter seu propósito negociado e aceito. Entretanto, as bases parecem seguir o atual caminho: desenvolvimento que tem como fundamento energético o petróleo, as escavações, o depauperamento do meio ambiente, a exclusão dos que hoje já não tem voz e a imposição das vontades dos que podem mais.

Já existe uma nova moeda internacional preparada - O modelo econômico, entretanto, segue nas velhas bases de exploração do meio ambiente

Mesmo que os rótulos sejam colados em novas testas, de que adianta se são sempre os mesmos rótulos?

Para acontecer uma mudança positiva, há que se rever os valores da humanidade.

1. Empréstimos a juros altos não funcionam, nem altas prestações podem ser honradas - Novas dívidas para quem já está superendividado, nos moldes como são concedidos os empréstimos, a juros altos, não tira ninguém da crise. Qualquer cidadão comum sabe como é isso. É por isso que a Grécia gritou logo após o "fechamento do acordo": Não vamos poder pagar!

Há quanto tempo o modelo está baseado em empréstimos? Um constante conviver com endividamentos crescentes? Sustentabilidade, como o próprio nome diz, é um modelo que se sustenta, que se firma em suas próprias ações, levando em conta a não degradação do entorno. estamos tão longe disso!



Fome na Somália - Quais as entidades que estão se movimentando para enviar auxílio aos que tem fome?

Fome na Somália - O termo "FOME" tem sido evitado pela ONU - Entretanto, o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) declarou que a Somália enfrenta novamente uma grande crise de falta de alimentos. A última vez que o termo foi usado na Somália, foi em 1991-92, apesar de vários períodos de seca prolongada e outros problemas nos anos seguintes. http://www.tim.co.mz/Noticias/Internacional/Fome-pode-espalhar-se-na-Somalia


2. Calar os insurgentes à base de fogo e morte, traz lucros a curto prazo, sim, mas, é isso o que irá resolver? Claro que não! Vejam quanto cimento e argamassa serão necessários, agora, para que a Líbia se reconstrua! Isso é ganho imediato para algumas indústrias exportadoras, à custa de mais destruição de florestas e solo para retirar calcáreo e argila. As mentes das pessoas, entretanto, continuam as mesmas, as estratégias que permanecem no coração delas continuam as mesmas: "Quando apertar demais a gente vai pro ataque e detona com tudo!" Daí, novos destroços e novas reconstruções. Até o próximo evento.

Velho modelo de desenvolvimento precisa ser revisto. Ao invés disso, UE - União Européia - discute como conceder empréstimos para paises endividados sair da crise


Do MSN
"O Fundo de Alívio Europeu dispõe atualmente de uma capacidade de empréstimo de 440 bilhões de euros, parte dos quais já estão comprometidos para a Irlanda e Portugal. Este envelope é considerado insuficiente para prevenir o contágio da crise da dívida em países grandes como Itália e Espanha, cada vez mais na linha de fogo das agências de dotação de crédito.Daí a idéia, sugerida pelos Estados Unidos, para aumentar o poder de fogo do dispositivo sem aumentar as garantias previstas pelos governos pois neste caso alguns países, como França, poderiam perder sua classificação de excelência da sua dívida, o triplo A."
http://finances.fr.msn.com/actualites/fonds-de-secours-de-la-zone-euro-la-solution-fran%c3%a7aise-recal%c3%a9e


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Atualizando: Em 27.10.2011
Do Terra - É fechado acordo, a dívida da Grécia é reduzida em 50% e líderes da UE comemoram: http://ning.it/vjQnqj
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Do MSN
http://finances.fr.msn.com/dossier/dette-france-crise-mondiale
Dívida da França e da Crise Global



Premiê britânico enfrenta rebelião partidária contra a
União Européia


Reuters-Brasil On Line
Por Peter Griffiths
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/10/24/premie-britanico-enfrenta-rebeliao-partidaria-contra-ue-925640396.asp

LONDRES (Reuters) - O primeiro-ministro britânico, David Cameron, enfrentou nesta segunda-feira a maior rebelião em seu partido desde o início do seu governo, quando dezenas de parlamentares conservadores manifestaram apoio a um referendo que pode tirar a Grã-Bretanha da União Europeia.

Esse debate já dividiu os conservadores na década de 1990, e Cameron se mostra desesperado para evitá-lo desde que assumiu a liderança do partido, há seis anos.

Dificilmente a proposta do referendo irá passar no Parlamento, e mesmo assim ela não tem valor legal. Mas trata-se de um teste para a autoridade do líder conservador, e o assunto pode causar tensões dentro da coalizão, que inclui também o Partido Liberal-Democrata, pró-Europa.

No domingo, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse a Cameron numa cúpula da UE que está "cansado de que você nos critique e nos diga o que fazer", segundo relato feito por diplomatas à imprensa britânica.

O chanceler William Hague, ele próprio um "eurocético" conservador, disse que a proposta do referendo vai "completamente contra a política do governo". "Ela criaria uma incerteza econômica adicional neste país, num momento econômico difícil", afirmou o ministro à BBC.

Pelo menos 78 parlamentares, muitos deles conservadores, já aderiram a uma moção em prol da convocação de um referendo sobre a conveniência de a Grã-Bretanha deixar a UE ou renegociar os termos da sua participação. O assunto deve ser votado na noite desta segunda-feira no Parlamento.

Cameron ordenou que os conservadores votem contra, mas o partido está dominado pelos "eurocéticos", para os quais a soberania britânica foi abalada pelas repetidas transferências de poder para Bruxelas.

Eles consideram que a crise da dívida que atualmente aflige a zona do euro (da qual a Grã-Bretanha não participa) seria uma oportunidade de recuperar poderes ou mesmo de deixar a UE.

"Há anos criticamos a UE (...), vemos a UE indo pelo ralo. O que temos feito para renegociar nossa posição na Europa? A resposta é: nada", disse à Sky News o deputado conservador Richard Drax, um dos rebeldes.

Partidários do envolvimento britânico na UE lembram que 40 por cento do seu comércio é com a zona do euro, e que deixar o bloco poderia prejudicar a economia e os investimentos estrangeiros.

Com apoio dos aliados liberal-democratas e do Partido Trabalhista, o principal da oposição, Cameron tem praticamente assegurada a vitória sobre os rebeldes.

Uma revolta maior do que a esperada, no entanto, pode despertar questionamentos sobre a autoridade dele.

(Reportagem adicional de Tim Castle, Adrian)


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/10/24/premie-britanico-enfrenta-rebeliao-partidaria-contra-ue-925640396.asp#ixzz1bhoHEtNV
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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Quais as alternativas para a obtenção de energia? O Desastre de Chernobyl - Narração Brasil ( 7 de 9 )

Alternativas energéticas - Como evitar novos acidentes radioativos como em Chernobyl

Quais as alternativas para a obtenção de energia?
O Desastre no Japão e em Chernobyl - Narração Brasil (7 de 9)

Por Marise Jalowitzki
13.abril.2011
http://t.co/8KxYwet

No domingo (10.abril.2011) 2 mil pessoas se reuniram em Tokyo e outras mil em Koenji - ao norte da capital, para protestar contra a anergia nuclear e pedir o fechamento de Fukushima. Também, pediram  fechamento de Hamaoka, usina  a ser implantada na provincia de Shizuoka. A manifestação era em prol das energias alternativas.

 Confirmação do grau 7 para o acidente em Fukushima
Protestos no Japão pedem fim de usinas nucleares


Após as autoridades japonesas recenhecerem a gravidade do acidente nuclear em Fukushima como Grau 7 - o grau máximo, cujo equivalente só aconteceu em Chernobyl, 25 anos atrás, a população está ainda mais preocupada e angustiada.

Como está, também, o restante do mundo, devido aos perigos de contaminação, em caso de exposição.

(Veja confirmação de grau 7, no Japão - http://terratv.terra.com.br/Noticias/Especiais/Tsunami-no-Pacifico/5026-359569/Nivel-do-desastre-em-Fukushima-se-iguala-ao-de-Chernobyl.htm

Estamos a 13 dias dos 25 anos do maior desastre nuclear do mundo, em Chernobyl, na Ucrania. Há 3 dias atrás o Japão reconheceu ter sido 7 o nível máximo já concebido por uma explosão nuclear. Igualam-se, assim, os dois acidentes.

O pérfido silêncio internacional


Trabalhadores, no Japão, tentam conter os danos
  O mundo continua silencioso, comentando quase nada sobre os efeitos, contaminação, perigos, doenças e alastramento tóxicos aos demais países e continentes, tal como aconteceu em 1986.

Nunca entendi esta pérfida filosofia de silêncio, sempre subestimando a população comum.

Em nome de seus interesses mesquinhos, os governos, os mesmos que são os responsáveis por todas essas "invencionices" em nome do avanço e progresso tecnológicos, esses mesmos governos, escondem os efeitos de suas sandices, tornando, mais uma vez, o povo como refém das consequências.

Os videos do Discovery Channel, sobre Chernobyl

Um grão de areia - Em uma decisão de auxiliar pessoas iguais a mim a ter um tanto mais de conhecimento da verdade dos fatos, me propus a divulgar os videos que, responsavel e primorosamente, o Discovery Channel disponibiliza no youtube e que, no meu entender, deve receber sempre mais e mais acessos. Quanto mais forem divulgadas as informações sobre o que realmente aconteceu em Chernobyl, mais condições terão as pessoas de opinar sobre a continuidade ou não da construção e manutenção das usinas nucleares.

Não acredite quando algumas pessoas disserem para você que, hoje, a tecnologia avançou bastante e os reatores atuais são muito mais seguros. Os parâmetros de medição mudaram. A utilização de alguns componentes (como o grafite, por exemplo) mudaram. Mas, os perigos continuam potencialmente gigantescos, como sempre.

Desta vez, no Japão, não foi jogado chumbo - como em Chernobyl - , como tentativa de resfriamento (pelo menos não foi divulgado). Lá, resfriou na hora, evitando o que teria sido uma segunda explosão, que teria acabado com metade da Europa. Mas, o chumbo jogado sobre a usina ucraniana, evaporou para a atmosfera, contaminando e poluindo. Os 600 pilotos que, em 1986, jogaram o chumbo, morreram em poucos meses.

No caso de Fukushima, por certo, não foram divulgadas todas as desesperadas tentativas utilizadas pelos técnicos japoneses para conter os vazamentos e evitar uma nova explosão. O tempo irá mostrar as danosas devastações causadas por uma energia pérfida: A energia nuclear.

Energias alternativas, como a eólica, a solar, a gravitacional, existem! Não poluem, não causam danos à saúde. São renováveis. Isso é sustentabilidade.

É preciso divulgar, MAIS E MAIS, a existência de outras possibilidades para captação de energia. Quando eu era criança tinha conhecimento de agricultores isolados que, em suas fazendas ou chácaras, abasteciam seus tratores com combustível natural, utilizando o gás metano do esterco dos bovinos. 

Já existe a transformação do esgoto em eletricidade.

O lixo que gera energia. O Projeto Natureza Limpa (link neste blog: http://t.co/xZslfoX ) trabalha o lixo em sua totalidade e gera energia elétrica. Sabe-se que mesmo os trilhões de lixo tóxico que permeiam o mundo, quando utilizados, também são fonte de energia. São alternativas para o que aí já está, embora ainda poluentes. E sem o risco que o urânio traz.

Nem as hidrelétricas são necessárias. Repressar e desviar cursos de rios, utilizar lernçóis freáticos, tudo isso tem um tempo limitado.

É PRECISO, E URGENTE, VOLTAR-SE ÁS FORMAS RENOVÁVEIS E LIMPAS DE CAPTAÇÃO DE ENERGIA!

Como fontes alternativas e limpas, sem nenhum poluente, temos a maravilhosa força do sol e dos ventos, as energias solar e eólica, com possibilidades infinitas de reutilização e toxicidade zero! E mais: A energia gravitacional (Conheça o Projeto Linro, neste blog - Link: http://ning.it/pxLr7C ).



Há alternativas, sim.
Nuclear, não!  


Toda essa "fumacinha" é energia nuclear, devastadoramente tóxica!


Chernobyl - 1986

Quando, dois meses após o desastre em Chernobyl, na Ucrania, o maior de todos os desastres nucleares havidos até agora, a ex URSS estava de posse de todas as informações sobre o acidente e quais as previsões sobre os efeitos colaterais para as populações atingidas e o planeta como um todo.

Em agosto de 1986, aconteceu uma conferência internacional em Viena, a portas fechadas, sem a presença da imprensa. O Brasil esteve presente.

Quando a verdade foi promulgada, o Ocidente se recusou a aceitar estes números. E mais: ficou estabelecido, peremptoriamente, que nenhum dos mandatários dos países presentes iria divulgar o resultado desse encontro. Quem mais ferrenhamente se opôs à divulgação dos fatos foi a França, a mesma que, hoje, é a principal cliente do Japão no consumo de energia nuclear.


Por ser mais barata, passou-se sobre todos os riscos, efeitos e perigos. A exposição direta causa câncer ou morte imediata. Queimaduras horríveis aparecem e se alastram. Os sobreviventes de Chernobyl chamam de "O Monstro Invisível", que está em suas entranhas a comê-los como verme. Gente, olha a expressão terrível de um mal provocado em nome do "progresso".


Como em Chernobyl, Fukushima também espalha o "Monstro Invisível"

Trilhões são necessários para a manutenção de sarcófagos anti radiação, depois de algum desastre.

As autoridades ucranianas declaram não ter este dinheiro. Os projetos apresentados por entidades internacionais estão com 10 anos de atraso. Há vazamentos contínuos, sem que providências efetivas estejam sendo tomadas.

O perigo de contaminação do ar, solo e água é constante, e acontece, sem que a população saiba. Muitas vezes, nem os governos tomam conhecimento. As usinas nucleares são comandadas e monitoradas por empresas que detem a tecnologia e, essas, custam a informar, ou informam com imprecisão, ou nem informam aos governantes, quando acontece um desastre, um vazamento, uma rachadura que demande conserto imediato. O descaso e a irresponsabilidade co-existem, em nome do crescimento do lucro.

Entre as informações cedidas pela ex-URSS - União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, estava a previsão de que, nos próximos 20 anos (1986-2006) haveria 40 mil mortes por câncer devido a radiação. A estimativa não foi aceita pelas autoridades, mas, também, nenhum estudo aconteceu para corroborar ou negar...

Dois componentes dessa energia, urânio e plutonio causam fissões nucleares.

As radiações gama, beta e alfa, todas, causam danos à saúde!
Iodo, xenônio e césio são os piores.






Diga NÃO às usinas nucleares!!!




Mais em:
Detalhes da tragédia que assolou o Japão


Japão e Chernobyl nível 7!

Link: http://t.co/jbksFiU








Leia também: http://t.co/jImAZ8H


Alternativas Energéticas - Sustentabilidade - Lixo em Energia - Tecnologias Inovadoras



Energias Alternativas - Geração de Energia e Reciclagem

15.julho.2011
LINK: http://t.co/jImAZ8H




Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente



Escritora e pós graduada em RH, pela FGV.
International speaker pela FGV-RJ
compromissoconsciente@gmail.com
Porto Alegre - RS - Brasil