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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Violência - CORTE esta herança cruel e faça diferente - Semear para colher

Princípios de Precaução e de Prevenção devem ser aplicados enquanto é tempo




- "Ela me bateu muito quando eu era criança e ainda não tinha idade ou coragem pra me defender. Já vai ser muito se eu não bater nela agora que tá velha!"

- "Esmolei por anos a atenção dele e tudo que ganhei foi esculacho e desprezo. Agora querem que eu vá no velório? Só se for pra cuspir no caixão!"

- "Sempre tivemos desentendimentos. Em uma ocasião, já pré-adolescente, disse a ele que só estava esperando ficar um pouco mais velho pra me mandar de casa. Ele me amarrou na cadeira e raspou minha cabeça. Rindo muito, tirou uma foto minha, chorando, com aquele corte horrível e disse: Agora, sim, já estás mais velho. Pode ir embora!"





- "Minha mãe nos abandonou quando eu tinha 5 anos. Lembro daquele dia como se fosse hoje. Vieram uma pessoas desconhecidas e nos levaram a um orfanato. Não perdôo. E se ela aparecesse agora eu não ia querer sequer ver de novo."

- "Era Páscoa e eu era um moleque de 6, 7 anos quando meu pai reuniu uns amigos lá em casa e, de repente, falou bem alto: Vem cá, meu filho, que o pai tem um presente pra ti! Fui sorrindo, sabendo que um amigo dele estava filmando. Ele me deu um ovo, do tamanho de um kinder, que disse ser de chocolate e disse pra eu morder. Tinha uma cobertura de chocolate, mas era um ovo estranho. Sabe quando a criança sente que está sendo troçada? Ainda assim eu fui. Peguei o ovo e ele disse: morde! Tentei morder, mas tava duro. Eu disse: Tá muito duro! Ele respondeu: morde com força que dá certo. Não seja molenga! Eu apertei com força os dentes e o ovo (que era de galinha) estourou em minha boca. Minha primeira reação foi de susto. TODOS riram, sem exceção! Eu me senti tão humilhado que caí em choro e todos riram ainda mais! Ainda hoje sinto uma mistura de pena de mim mesmo - aquele menino desamparado e só - e a raiva que a humilhação provoca. Não tem como esquecer!"

Bem, estes são alguns relatos que me chegam à mente, relatos que ouvi em minha trajetória em eventos de Desenvolvimento Humano. São centenas, uns bem mais agressivos, com surras e machucaduras, com espancamentos e humilhações pesadas. Escolhi estes que, aparentemente mais leves, também deixaram marcas profundas naquelas crianças do passado. Hoje são todos adultos, e todos com problemas de relacionamento interpessoal.

Bem, você já percebeu que este texto fala dos Princípios de Precaução e de Prevenção. E visam ajudar a refletir sobre aquele velho ditado: "A semeadura é livre, a colheita é obrigatória!". 

Por que os pais fazem isto de troçar com seus filhos, de humilhar, de ignorar ou de expor aos amigos, não sei. Desde sempre aprendi que BRINCADEIRA ONDE SÓ UM SE DIVERTE, NÃO É BRINCADEIRA. É ZOMBARIA. É BULLYING. E, quem pratica, até pode se divertir às custas da exposição do outro, mas, quem recebe, quem é o alvo, com certeza, não acha nada divertido. E provavelmente vai desenvolver sentimentos imprevisíveis.

Pense nisso, pois, mais tarde, todos nós precisamos do auxílio daqueles mais jovens (filhos, sobrinhos ou netos) e a maneira como seremos tratados pode muito bem ser influenciada positivamente, de acordo com nossos feitos no presente.

AMOR É CONVIVÊNCIA. Ódio, também. Cada dia tem 24 horas e tudo vai se construindo devagar, dia após dia. 




O trato recebido é como uma herança. Costuma repetir-se. "O que se recebe, se dá!" - dizem alguns especialistas. É possível, no entanto, cortar este círculo vicioso e mudar as atitudes, o jeito de pensar, o jeito de sentir, de ser. Mesmo que você seja fruto de maus tratos em criança, CORTE esta herança cruel e faça diferente!


segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Antidepressivos na terceira idade não diminuem a depressão, diz estudo

Para aqueles que vivem com a família e estão inseridos na comunidade, a prevalência de sintomas depressivos gira em torno de 15% da população idosa. Esse número pode dobrar quando nos deparamos com idosos institucionalizados, que estão em casas de repouso ou asilos



"Em 1980 a população brasileira com 60 anos ou mais de idade era de 7.197.964 pessoas, em 2010 este número saltou para quase 20 milhões. E a previsão é de que em 2050 a população com 60 anos ou mais seja de mais 60 milhões de brasileiros. A pirâmide está se invertendo, característica de países desenvolvidos, por isso é importante pensarmos em como queremos envelhecer e nos males que mais acometem os idosos. 

A depressão é uma das doenças mentais que mais atinge os idosos. A prevalência da doença e como ela se manifesta pode variar de acordo com a situação vivida pelo idoso. “Para aqueles que vivem com a família e estão inseridos na comunidade, a prevalência de sintomas depressivos gira em torno de 15% da população idosa. Esse número pode dobrar quando nos deparamos com idosos institucionalizados, que estão em casas de repouso ou asilos. Em pacientes hospitalizados por problemas de saúde, a prevalência chega a quase 50%”, explica Fabio Armentano, coordenador da equipe de psicogeriatria do AME Psiquiatria Dra. Jandira Masur." (SPDM)



os casos de depressão não registraram uma redução, mesmo na presença de um aumento de receitas de antidepressivos


"Em 20 anos, o número de pessoas com idade acima de 65 anos que passaram a consumir antidepressivos duplicou. Estes são os resultados de um estudo publicado na Revista Britânica de Psiquiatria. 
Os pesquisadores da Universidade de East Anglia, em Norwich, Inglaterra, entrevistaram mais de 15 mil pessoas que responderam a questões gerais sobre a sua saúde mental, atividades diárias, e medicamentos que tomavam.  
Analisadas as entrevistas, os responsáveis pelo estudo identificaram um grupo de pessoas que apresentava sintomas de depressão - entre 2008 e 2011, mais de 10% dos inquiridos com idades acima dos 65 anos receberam uma prescrição para a tomada de antidepressivos. Segundo a imprensa britânica, no início de 1990 a percentagem era de 4,2%.
Para Carol Brayne, responsável pelo estudo e diretora do Instituto de Saúde Pública de Cambridge, não é certo se o aumento dos tratamentos reflete um sobrediagnóstico ou uma melhor capacidade de identificação da doença. Ainda assim, considera que esta pesquisa indica que os casos de depressão não registraram uma redução, mesmo na presença de um aumento de receitas de antidepressivos." (LifeStyle)
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