sexta-feira, 29 de agosto de 2014

POBRE MENINO BERNARDO!! - Crueldade Familiar inaudita

Que os pérfidos assassinos lavem o chão onde pisam os pequenos órfãos, que lavem as caquinhas dos bebês que lotam os orfanatos, que limpem os vômitos dos pequenos! Amém! Que se faça Justiça!


POBRE MENINO BERNARDO!! 
Crueldade Familiar inaudita


Por Marise Jalowitzki

Gente, este tema da violência doméstica precisa ser mais comentado e discutido! Que se tenham divulgados mais e mais fones de denúncias anônimas! A sociedade precisa se movimentar em caráter preventivo!

Sério, há muitos crimes perpetrados em nosso país, mas os requintes de crueldade a que este pobre menino foi submetido, durante meses e meses, torturado pelo próprio pai e madrasta, só pode ser concebido em filmes de terror!
Não é apenas mais um crime! Não é apenas uma situação extrema de conflito familiar!
Tem de servir de reflexão, tem de servir de alerta!
- Os pais filmavam muito o menino, a contragosto dele, com a nítida impressão de querer irritá-lo, de levá-lo a extremos emocionais. Sempre filmando, como para contrapor as denúncias do menino e a versão dos adultos. O que pode um menino contra um casal de adultos, ricos, de renome, em uma cidade pequena?

- As cenas de violência - psicológica e física - faziam da vida familiar um verdadeiro inferno para um menino de 11 anos que, seguidamente, era posto para fora de casa, para dormir na casa de algum amigo, que não tinha um lar, que era órfão de mãe, que era rejeitado pela madrasta e, covardemente, abandonado por um pai omisso, que parecia querer fazer de tudo para provar que o menino era insano (inclusive ameaçando-o disso!) Nem um adulto iria aguentar tamanha pressão!

- Um pai que dopa o próprio filho e, após ele estar bem grogue, obriga-o a pedir desculpas pelas ofensas verbais à madrasta, mesmo ele recebendo o mesmo nível de ofensas e, ainda, sendo surrado fisicamente! O menino pede desculpas enquanto repete: "Eu vou me matar! Eu vou me matar!" Sabemos que há muitos psicotrópicos que podem desenvolver ideias suicidas! O que o pai pretendia?

- Como o pai fala mal da mãe do menino (que, se diz, supostamente, se suicidou), e os dois - pai e madrasta, ameaçam o menino de ter um fim "igual ao da tua mãe"? Como ficava o coração do menino ouvindo falar mal da mãe morta?

Gente, os gritos de socorro desta criança, mesmo além-túmulo, continuam ecoando!

- Omissão do Conselho Tutelar - Eu entendo que ninguém está olhando para isso agora, já que a necessidade primordial é de reunir o maior número de provas para poder condenar esses torturadores que não podem levar o nome de pai e madrasta e, sim, simplesmente, assassinos cruéis. Mas é preciso lembrar que era o próprio menino que ía apresentar as queixas no Conselho Tutelar, sem ser ouvido.

NADA justifica uma vida doméstica assim mesquinha! O que eles queriam fazer? Realmente enlouquecer o menino para que ele mesmo se tirasse a vida? Por que a madrasta chega a pedir ao marido: "Dá uma faca pra ele, Leandro"!?

A tristeza, o horror, a revolta, a vergonha que todo o povo gaúcho - que tem um mínimo de decência - sente, precisa receber justiça!

Triste, triste, muito triste!

E o pisca alerta:
Família é nicho de Amor e Compreensão!
Adultos, não permitam que as relações descambem! Se as coisas começam a escorregar sem controle, procurem ajuda, mas ajuda de verdade, se é que o objetivo seja mesmo a União, o Bem Estar!

Pobre Avó, que sempre suspeitou da morte da filha, agora perde o neto. O dinheiro (provável pivô de tudo) era dela; a guarda do neto quando ainda vivo, foi negada... Não posso nem imaginar esta senhora ouvindo as gravações que são divulgadas com os gritos de seu neto, o inferno que ele viveu antes de ser covarde e sordidamente morto!

Que o Amor possa florescer no coração de todos!
Até de todos os maus, que, presos, precisam trabalhar dia e noite em assistência social vigiada, na tentativa de que desenvolvam compaixão e, se isso não for possível nesta vida, que trabalhem em prol dos que necessitam de Inclusão e Compreensão!
Que os pérfidos assassinos lavem o chão onde pisam os pequenos órfãos, que lavem as caquinhas dos bebês que lotam os orfanatos, que limpem os vômitos dos pequenos! Amém!
Marise Jalowitzki


(sorry pelo desabafo! Eu morei nesta cidade em minha infância; conheço a ética da maioria daqueles cidadãos, eu estudava no Colégio Espírito Santo - hoje extinto, da Igreja Católica e íamos no Colégio Ipiranga (protestante) nos torneios olímpicos - colégio onde o menino Bernardo estudou. Não tem como não lincar.)

Mais sobre este triste caso:



Castigos Físicos
Por Marise Jalowitzki





Mais sobre crianças e suas relações e tratamento:


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

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