segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Educação Sexual nas Escolas - 2013 - Pais, observem o que seus filhos recebem como orientação

Crianças são serzinhos em formação. Precisam de orientação digna de pais e educadores. Entrem em contato com a escola, sempre que necessário!


Conheça também as Cartilhas e os videos produzidos pelo MEC e que foram objeto de tanta polêmica, a ponto de serem recolhidas. Depois de todo o escândalo envolvendo as Cartilhas do MEC, como o Caderno das Coisas Importantes - Mamãe, como eu Nasci? - além dos videos, como os professores desenvolvem a disciplina continua sendo orientação de cada estado e prefeitura.



Educação Sexual das Escolas - 2013 - Pais, observem o que seus filhos recebem como orientação e entrem em contato com a escola, sempre que necessário! 

Por Marise Jalowitzki
02.dezembro.2013
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2013/12/educacao-sexual-nas-escolas-2013-pais.html

Uma pergunta importante: QUEM SÃO as pessoas responsáveis pela aprovação do material didático relativo à educação sexual pelo Brasil afora? Não falo apenas em pessoa responsável pelo ministério, ou os encarregados estaduais. Questiono cada mesa de trabalho, a formação de quem está ali, analisando efetivamente, qual a sua formação e visão de vida? Tais pessoas levam em consideração a comunidade a que pertence a criança que irá receber tal material didático?

Há questão de dois anos tivemos todo o arrocho e comoção provocados pelo material que ficou conhecido como kit gay. Uma ação vista por muitos (onde me incluo) irresponsável do MEC já que não supervisionou (orientou?) convenientemente a efetiva adequação à faixa etária dos educandos.

Atualmente, a maioria dos professores parece estar novamente tateando, tentando encontrar a melhor forma. Melhor assim, do que aquela inconveniente forma imparcial e descabida. Cada estado e-ou prefeitura libera determinados conteúdos, sem que haja debate entre os educadores que ministram a disciplina, fator fundamental para o êxito no repasse.

Preconceito entre os professores

Juliana Batista Diniz Valério é responsável pela coordenação de um programa de combate a homofobia, racismo e sexismo nas escolas públicas municipais de Contagem, e ressalta que houve avanços no debate do assunto, mas ainda há resistência em relação ao tema por parte dos próprios educadores.
“Muitos professores e estudantes se mostram reticentes em relação ao tema. Tivemos, por exemplo, um número significativo de educadores que não conseguiu concluir os cursos ofertados em função de sua resistência pessoal com esse debate.”
Para ela, a diversidade sexual ainda costuma ser tratada de maneira individual por educadores militantes ou sensibilizados com o problema, não como tema da educação.
“As questões de ordem moral e religiosa, ainda, são um grande obstáculo para que esse debate realmente se incorpore ao cotidiano escolar. O princípio da laicidade do Estado ainda não está de fato efetivado nas instituições públicas”, 



O programa “Gênese” (Gênero, Sexualidade e Educação), tem entre seus objetivos capacitar o educador para que ele replicasse o combate ao sexismo, à homofobia e ao racismo com os alunos. 
Abordar o tema da diversidade sexual na escola ainda é visto por alguns como ensinar a ser gay, afirma o professor Júnior Diniz, 31, que trabalha com o assunto em aulas de ética no município de Contagem (região metropolitana de Belo Horizonte).
“Algumas pessoas argumentam que qualquer discussão a respeito da diversidade sexual, no ambiente escolar, seria uma forma de incitarmos as crianças a se tornarem gays ou lésbicas. A gente sabe, no entanto, que a sexualidade é particular e algo próprio do ser humano. O importante é eles [alunos] perceberem que o diferente merece respeito e que respeitar as diferenças não significa que eu queira ser igual”, afirma. (UOL)

No material didático, uma das formas de apresentar a diversidade é mostrar aos alunos que nem sempre uma família é composta por pai, mãe e irmãos. 

Muitos moram somente com a avó, com o avô, ou com tios, ou só com a mãe, exemplifica. Apesar de ter de enfrentar o preconceito de alguns pais em relação a abordagem do tema, o professor conta ter recebido muitos pais com dúvidas sobre como tocar no assunto com os filhos.





No trabalho que desenvolve com crianças de seis a dez anos na Escola Municipal Domingos José Diniz Costa Belém, o principal foco é o respeito à diversidade e não a discussão da sexualidade dos alunos."As ilustrações foram feitas pelos estudantes, dei destaque a ilustração que se refere a uma família homoafetiva.



Como falar sobre sexo com seu filho - A homossexualidade é um dos piores tabus entre os assuntos que envolvem a sexualidade - segundo os especialistas. Os pais costumam ficar desesperados, não sabem o que fazer
Como puxar papo: Saber se o o filho será receptivo é essencial. Caso esteja em dúvida, demonstre que está aberto à conversa, mas espere que a iniciativa parta do jovem ou da jovem
Como NÃO agir:Condenar, culpar (os filhos ou a si mesmo) ou ver a orientação sexual como algo de outro planeta. Leia mais salienta Juliana Valério.


Ao longo do tempo vimos coisas bastante irresponsáveis acontecendo, como a distribuição de uma prova para 16 mil alunos DA PRIMEIRA SÉRIE DO FUNDAMENTAL da rede pública, dias 11 e 12 de novembro.2010, contendo uma ilustração denominada "O Fazendeiro Solitário". Tem de ter estômago para divulgar uma imagem dessas, mas, com certeza, visa ALERTAR OS PAIS para barbaridades que podem acontecer sem que seus filhos comentem em casa!!! 
"Avaliação aplicada na semana passada a 16 mil alunos da primeira série municipal do ensino fundamental em Curitiba usou uma imagem pornográfica.
A Secretaria Municipal da Educação lamentou o erro. A prova, aplicada nos dias 11 e 12 para crianças de seis e sete anos, trazia um cartoon pornográfico com o título ‘Fazendeiro Solitário’.
A imagem foi copiada da internet e mostra galinhas com as cloacas violentadas, insinuando relação sexual entre as aves e o fazendeiro.
Na imagem, o volume do pênis do fazendeiro é realçado em um macacão. Na ilustração apresentada aos alunos, esses detalhes não são perceptíveis, pois a reprodução na prova é pequena.
‘Foi um pequeno, mas gravíssimo erro. Vamos apurar a responsabilidade no fato’, afirmou a superintendente de Gestão Educacional da secretaria, Merouji Cavet.
Segundo ela, como a imagem apareceu com apenas quatro centímetros na prova de geografia, minimizou o erro. ‘A imagem ampliada, como está sendo divulgada, tem característica pornográfica, mas em quatro centímetros passou despercebida por alunos e até professores’. (Folha, 20.11.2010)

CONVERSEM COM SEUS FILHOS!!! AMPLIEM O DIÁLOGO, SEMPRE!!!


Gente! Só depois de uma denúncia, após toda a aplicação acontecer, o material foi arquivado, novas cópias da prova não foram divulgadas e a pessoa responsável (cujo nome não foi divulgado) foi exonerada. Ninguém indenizou o estrago feito aos alunos do fundamental, nem ciclos de palestras de esclarecimento foram promovidos.

"Prova de 1ª série de escolas mostra imagem pornográfica - Educação - Bonde. O seu portal
Veja mais em: http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-12--132-20101119"

As Cartilhas e videos do MEC recolhidos

Como já comentei em artigo anterior: uma cartilha de per si não atende a nenhum objetivo proposto. Ainda mais um tema assim delicado (necessário, mas delicado). A maneira como será abordado, e dependendo da série onde aplicado, pode causar mais confusão do que auxiliar na educação sexual de um pequeno ou adolescente.

As imagens do conteúdo do livro constam na web. Basta digitar o nome da cartilha que aparecem em várias publicações.






Há questões que precisam ser esclarecidas. COMO tais conteúdos são abordados nas escolas públicas? Questionando alguns professores conhecidos, a resposta foi: "A cartilha é entregue. Como ela é confidencial, ninguém fala mais nisso, não parece claro?"

Juro que não parece claro, não.
Também, tomo conhecimento de muitas críticas, mas, exceto aquela decisão do juiz em Rondônia, em Recife e no centro do país, parece que os demais estados, todos, estão em silêncio.

Será que UNICEF realmente leu, tomou conhecimento do conteúdo antes de aprová-lo?

Sabe-se que a situação no país deixa crianças e jovens à deriva, especialmente nas questões que envolvem a atividade sexual. Agora, um "arquivo" como o autor deixa bem claro (não é uma cartilha... você não precisa mostrar para ninguém se não quiser) que lida com tanta naturalidade com a "transa", que "orienta" a meninos e meninas do ensino fundamental e médio o que fazer quando aparecerem sintomas de DST, institucionaliza como "normal" o "virar-se sozinho(a)", como se ninguém, neste país, tivesse família, conversasse e confiasse em pessoas mais velhas (sejam pais, parentes, educadores). Uma ideia de desestruturação crassa. De abandono familiar total.





Houve todo aquele escândalo sobre o chamado kit gay que, após muita discussão, foi recolhido. O que aconteceu com este "arquivo", em especial? Ele foi recolhido, também? E a orientação aos educadores, em relação ao tema, recebeu, também, uma atenção especial do ministério?

Pelo que sei, em algumas capitais, nenhuma aula específica utiliza as tais cartilhas-arquivos. Voltou-se às antigas pesquisas (só que agora via web) do que são as DSTs, o que é AIDS, alguns professores passam o filme sobre Cazuza.











Sempre atual este questionamento:


Foi aprovado em uma reunião de duas comissões, uma do MEC e outra contra a homofobia, a distribuição de um kit nas escolas públicas contra a homofobia.
Até aí tudo certo, não fosse o kit ter 2 dvds que mostram um menino se apaixonando pelo outro no banheiro e depois assumindo sua homossexualidade e querendo ser chamado de Bianca e no outro, duas meninas de 13 anos se beijando...
Isso para CRIANÇAS DE 7 ANOS EM DIANTE!!!!!!!!!!!!!


Não sou homofóbico, mas a escolha sexual tem de ser na adolescência, este tipo de campanha tbm.
Mostrar tal tipo de histórias para crianças é altamente inapropriado...
Acredito que Bolssonaroo tenha total razão, algo tem de ser feito.
Homossexuais, nada contra, mas, crianças?


Video que apresenta 3 videos do kitgay - http://www.youtube.com/watch?v=D1Bkv70SEr8



Leia também, neste blog:

Ilustração do livro de Marcos Ribeiro - Mamãe, como eu nasci? - Distribuído pelo MEC para crianças das séries iniciais
Pais precisam acompanhar os conteúdos a que seus filhos tem acesso nas escolas. A Escola é fonte de educação e aquisição de conhecimento, mas não substitui a força e a base da família. E, sempre que necessário, a família tem de interferir, sugerindo melhorias, auxiliando nas decisões e até mesmo, barrando aquilo que julgar inconveniente ou fora de contexto.

Educação Sexual nas Escolas - Cartilhas do MEC



Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente

Escritora, Ambientalista de coração,
Educadora, Coordenadora em Dinâmica de Grupos,
Pós-Graduação em RH pela FGV,
International Speaker pelo IFTDO-VA-USA
compromissoconsciente@gmail.com.br 

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