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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Marfim vegetal, tão perfeito que até especialistas confundem





Por Marise Jalowitzki
17.fevereiro.2014
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/02/marfim-vegetal-tao-perfeito-que-ate.html

Mais uma vez, a Floresta Amazônica e o seu santuário tão violentado abriga o tesouro que a Mãe Natureza legou para o benefício de todos!

Desta vez, trata-se da JARINA, uma palmeira incomum, encontrada principalmente no norte da América do Sul. A árvore tem crescimento lento, com belas frondes que brotam diretamente do chão. "Durante anos não se vê o tronco. Um marfim-vegetal com tronco de dois metros de altura tem pelo menos 35 a 40 anos. Logo abaixo das folhas nascem grandes aglomerados fibrosos que, em geral, pesam 10 quilos e consistem em frutos lenhosos bem compactos. Cada fruto geralmente contém de quatro a nove sementes, mais ou menos do tamanho e formato de um ovo de galinha." (Netuno)


Sementes maduras da Jarina, o Marfim Vegetal

Água, comida e marfim, tudo em uma só árvore

Enternecedor! Mais uma vez a floresta mostra que a tudo provê! As sementes possuem diferentes ciclos de amadurecimento. De início, as cavidades das sementes contêm um líquido refrescante, parecido com água de coco. Depois, o líquido se transforma numa gelatina doce e comestível. Por fim, a gelatina amadurece e vira uma substância branca e dura, incrivelmente parecida com o marfim de origem animal!!!

Seringal São Luis do Remanso/Xapuri-Acre
Seringueiro com cacho de jarina.
Foto: Carlos Carvalho/Brasil Image
"O marfim vegetal é uma alternativa prática, pois se parece com o de origem animal, é extremamente duro, permite bastante polimento e absorve bem os corantes. O marfim vegetal e o animal são tão parecidos que os artesãos em geral deixam um pouco da casca marrom nos seus produtos para provar que não usaram marfim de elefante – proibido em todo o mundo.

O marfim-vegetal não é uma descoberta recente. Já em 1750, o frei sul-americano Juan de Santa Gertrudis mencionou-o em suas crônicas, comparando as sementes a "bolas de mármore" usadas para entalhar estatuetas. No início dos anos 1900, o Equador, principal fonte do marfim-vegetal, exportava milhares de toneladas de sementes todo ano, principalmente para a produção de botões. Depois da Segunda Guerra Mundial, o surgimento de plásticos novos e baratos praticamente acabou com o comércio de marfim-vegetal.

Processamento das sementes maduras
As sementes são deixadas secar sob o sol tropical por um a três meses, dependendo do teor de água. Depois são descascadas numa máquina e classificadas segundo o tamanho.

A Biojoia é uma empresa que lançou a Jarina no mercado internacional da  moda, onde, junto a ouro, prata, pedras e outros materiais nobres, o marfim vegetal compõe colares, pulseiras e brincos. Existem artesãos que esculpem miniaturas na Jarina, usadas como pingentes.

Além de joias, também são confeccionados os botões de "marfim" tirado dessa árvore, que adornam algumas das melhores roupas do mundo. Também peças de xadrez, palhetas para instrumentos de sopro, teclas de piano e cabos de guarda-chuva.

Belas esculturas! Nesta, a arara está sentada sobre uma "pedra". Tudo feito de Jarina, o marfim vegetal. Foto Tia Emilia

Delicadas joias são criadas com a semente de Jarina, o marfim vegetal, uma palmeira da Floresta Amazônica 


Não contribua com a crueldade que acontece pelo mundo, sacrificando animais. Em todo o mundo são caçados e mortos animais indefesos, por possuir presas constituídas de mineral de fosfato, hidroxi-apatite e outros compostos orgânicos. Animais sacrificados: elefante, morsa, hipopótamo, javali, narval e cachalote. Veja quantas vidas podem ser preservadas! Sistemas de plantação sustentada podem suprir esta demanda! 
Nas florestas tropicais da América do Sul o marfim é tão abundante que dá em árvores! 



O tráfico de marfim é um dos grandes desafios.
O animal é cruelmente morto, deixado agonizando
após ter os chifres cortados.

Rinocerontes também tem o mesmo azar
e campanhas mundiais tentam reprimir mais
esta crueldade 


Mais uma vez, fica comprovado que alternativas existem! Basta o ser humano querer mudar!!! E os governantes, mais uma vez, adotar ações efetivas para incluir os cidadãos africanos que hoje retiram o sustento do tráfico ilegal! Proibir, prender, bater, nunca foram estas soluções!!! Nem sair agora desmatando e acabando,como sempre, com nossas florestas! Plantação sustentável! Esperar o tempo certo de cada árvores, sem adulteração (engenharia genética) para produzir mais em menor tempo!!! Chega de adulterações! Desaceleração necessária! Preservação! Tem de correr junto, lado a lado!

CONTRA O TRÁFICO DO MARFIM ANIMAL!!! CONTRA A MORTE DE ANIMAIS!

Fontes:
pedras-preciosas.info/mos/view/Gemas_de_origem_vegetal_e_animal/
artigosimprtantesdalu.blogspot.com.br
blog-do-netuno.blogspot.com.br/2011_05_01_archive.html
segredosdatiaemilia.com.br/2012/06/07/jarina-o-marfim-vegetal/




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Por Marise Jalowitzki
17.fevereiro.2014
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/02/principe-william-quer-destruir-marfim.html



Chifres em humanos são queratina compactada e tumor retirado sem afetar o crânio



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Por Marise Jalowitzki
17.fevereiro.2014
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/02/chifres-humanos-nascem-especialmente-em.html



Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente

Escritora, Educadora, Blogueira,
Ambientalista de coração,Coordenadora de Grupos, 
Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela FGV,
International Speaker pelo IFTDO-VA-USA
compromissoconsciente@gmail.com.br 


terça-feira, 24 de maio de 2011

FLORESTAR É PRECISO!!! PROJETO FLORESTAR BRASIL

Amazonia - o que antes era floresta, agora é pasto e soja
(Foto Margie Moss)

FLORESTAR É PRECISO!!! PROJETO FLORESTAR BRASIL


Por Marise Jalowitzki
24.maio.2011
http://t.co/EuoyZHM


Minha Primeira Tese de Reflorestamento


Meus 09 anos de idade foram muito marcantes. Descobri-me como ser pensante, agente e reagente de idéias e reflexões. Foi bárbaro perceber que as idéias não tinham fronteiras, que se podia construir e desconstruir com a mesma facilidade.


Foi com essa idade que percebi e internalizei alguns conhecimentos importantes sobre geografia. Estudando o Brasil, ficou notório o quão diferentes eram nossos climas, frio e calor; estações bem demarcadas no sul, extrema aridez e seca no nordeste.


Soube das áreas desérticas e a freira, gorda e de pele muito seca, em seu feio e assustador hábito preto (só ficavam as mãos e o rosto de fora) falava do quanto a terra "não tinha nada". Foram as primeiras noções de desmatamento. Ali, eu e meus colegas soubemos que o Brasil inteiro, ao ser "descoberto" era todo com vasta vegetação e que havia sido a mão humana a responsável pelo quadro de pobreza que assolava a população castigada.


Foi há praticamente 50 anos que arrisquei, em meio à severidade das aulas, a minha primeira tese sobre reflorestamento:


"Se foi a mão do homem quem devastou, pode ser a mão do homem a replantar!"


Fiquei feliz com a minha "descoberta", aquele orgulho ingênuo que toma conta do coração de uma criança quando ela acredita que sua "EUREKA" apareceu para resolver todos os problemas.


A ducha fria não demorou. Com ar cético e reprovador, a freira mestra redarguiu, acenando com a cabeça o quanto era tola e impossível a minha tese:


"Não é fácil assim como tu pensas! O clima está todo mudado, o calor queima as mudas, não há água para irrigar!" - sentenciou a mestra.


"Mas, a partir das áreas que ainda possuem árvores, mesmo que rasteiras, podem ser plantadas mais e mais árvores. Elas, encostadas nas outras que já existem, vão dando sombra e assim por diante! Se cada um de nós plantar um metro de árvores a cada ano, daqui 50 anos teremos quase tudo verde de novo!" - respondi.


Feições de desdém, enfado e ceticismo. Risos dos colegas. Nenhuma palavra a mais. E minha tese/teoria ficou por ali, mesmo.


Ao longo da vida fui recebendo algumas doses de desdém em relação a iniciativas que quis tomar. Nunca consegui me juntar a um grupo que pensasse igual. Fiz um trabalho solitário. Nem sei quantas árvores devo ter plantado em minha vida. Nada de assombroso, que mereça concorrer ao Guiness, mas, por todos os lugares em que pisei, Brasil e dois outros países, sempre deixei "marcas verdes", de castanheiras a araucárias, de ipês a ingazeiros e mais.


Fico feliz em lembrar isso.



As chagas do desmatamento




Aí, dia desses (04 de maio.2011), me concede um comentário o Humberto e apresenta seu Projeto FLORESTAR BRASIL.


Eis o comentário no artigo que fala sobre REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação):


"Cara Marise Jalowitzki.
Parabéns pelo obra. Simples e objetiva.
Gostaria de apresentar-lhe a minha, e penso que é do seu interesse.
Venho articulando um projeto de florestamento com dimensão mundial, e ele pode ser acessado pelo site www.florestarbrasil.com.br .
Meu contato é humberto@florestarbrasil.com.br .
Obrigado.
Até.
Humberto Miguez"


Fui visitar o site e conhecer o Projeto. Logo na página inicial, 03 videos. Todos bons. Olha o teor do terceiro:


Bem, vou deixar algumas palhinhas da Introdução sobre o que o Humberto pensa e como está pleiteando atenção e recursos para implantar Ação Prática em suas maravilhosas, simples e eficazes idéias:


"O inexplicável desinteresse do homem pela floresta

O Brasil é líder mundial em degradação florestal, um atributo difícil de compreender. Como é que um país com tanto potencial para cultivar floresta, na verdade é o seu maior devastador?

Afinal, plantar uma árvore nativa é tão fácil quanto plantar um pé de milho, ou de feijão.

O motivo é o nosso desinteresse pela floresta, pois da forma como ela está inserida em nossas vidas, não nos apresenta nenhum atrativo especial, além da sua beleza paisagística e função ecológica.

O homem do campo não é estimulado a plantá-la. Ele prefere criar o boi, ou plantar o milho e o feijão, pois eles lhe garantem a sobrevivência. Não visualiza o valor econômico e ambiental da floresta, nem a identifica como um meio produtivo capaz de gerar trabalho e renda. Nem ele, nem o resto da sociedade.

Nada contra o boi, ou contra o milho e o feijão, mas é incompreensível que eles não sejam criados, consorciados com a floresta. O boi também gosta de
2
sombra. O milho e o feijão também apreciam o equilíbrio biológico e climático, que vem a seu reboque.

Tudo indica que a atitude do homem do campo só mudará a partir do interesse de toda a sociedade pela floresta. Ele planta o milho e o feijão, porque é o que lhe dá o sustento. Então, para que ele se interesse em plantar floresta, ela também terá que lhe servir ao sustento. E isto só acontecerá a partir do momento em que todos nós percebermos, que a melhor forma de protegê-la é transformá-la em bem de consumo.

Não há nada de errado em consumir floresta, desde que antes ela tenha sido plantada. E inseri-la em nossas vidas é a melhor forma de estimular o seu plantio e a sua proteção."

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Por estes dias Humberto Miguez está em Brasília. Foi chamado por um representante da frente parlamentar Brasil União Européia, para apresentação do projeto.
SUCESSO, HUMBERTO!
Estamos torcendo!!


Alpiste, rasteirinho, também é descontaminador do solo. Pode ser plantado juntamente com as árvores.


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Leia mais:

Uma das propostas do Novo Código Florestal é a de perdoar todas as multas por desmatamento ilegal até 2008!!




Ruralistas x Ambientalistas - Novo Código Florestal




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Leia também:


- Porque um Grupo de Políticos quer Mudar o Código Florestal - Chega de impunidade!!!  - LINK: http://t.co/6fFGrIf


- Ambientalistas e ONG's são mais organizados do que pensamos - LINK: http://t.co/YobNsv1


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Desmatamento é chaga difícil de aceitar!
 
O que é REDD, REDD+ e REDD++  Reduções de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal




Novo Código Florestal segue para o Senado - Foto: ação criminosa utiliza os correntões para acabar com a floresta

Não foi o Governo quem perdeu, o Planeta perdeu!



Mais em:
 http://ning.it/gwfVfk

Preservação ambiental e dos animais selvagens

Links sobre Desmatamento, Degradação, atuação do IBAMA, Preservação das Florestas e dos Animais Selvagens, Condições de vida das populações ribeirinhas, Impactos Ambientais, Encontros (títulos ordenados por ordem de publicação)  

Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente





compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil