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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Dilma defende usinas e critica fantasia de ambientalistas

Se ninguém quer abrir mão de nada do que já tem, claro que é fantasia. O que VOCÊ está fazendo para mudar o atual modelo de vida, desenvolvimento e consumo? 14 lontras são sacrificadas para formar um casaco de peles


Dilma defende usinas e critica fantasia de ambientalistas


Por Marise Jalowitzki
05.abril.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/04/dilma-defende-usinas-e-critica-fantasia.html


O Jornal O Estado de São Paulo publica hoje a posição da presidente brasileira, Dilma Rousseff com relação ao que chama "Fantasia" dos ambientalistas.


Claro que as críticas se acendem. Os prós e os contras ficam na pauta. Ataques de idéias controversas. A mim não surpreende, pois todo o plano do governo (e não só do PT, não)  sempre deixou bem claro qual o projeto e o modelo de desenvolvimento que seguem. A visão de mundo é imediatista e comprometida com as mega corporações mundiais. O governo (e a maior parte dos governos do mundo) tem projetos que apresentam resultados a curto prazo; querem (e precisam) mostrar resultados como bam-bam-bans. Aí, sim, não dá para, nem sequer, "perder tempo" avaliando a utopia. Melhor classificar como fantasia.


Ao invés de aplaudir ou criticar os feitos do continuísmo, necessário SERÁ que os ambientalistas, os utopistas e os que pensam saber das coisas, se conscientizem de que é preciso, sim, abrir mão de alguns benefícios para que se possa desenvolver as energias alternativas - viáveis, sim. E, em conjunto, diminuir o consumo dos que já tem os provimentos básicos necessários (e há os que os tem exageradamente) e, assim prover aos excluídos e necessitados. ISTO É POSSÍVEL!!!


Quando, há mais de vinte anos, aconteceu a proposta de haver um rodízio no uso dos carros, como forma de diminuir o consumo acelerado de combustível e despoluir a atmosfera, as pessoas se recusaram. Meses depois, estava aí uma enxurrada de montadoras, se instalando com isenção de 20-25 anos de impostos, trazendo seus modelos (já rejeitados na Europa) de veículos movidos a combustíveis fósseis, enchendo o olhos e a estupidez humana de que "riqueza" também se traduzia em mais e mais e mais carros. Afinal, "todo brasileiro é louco por carros", não é mesmo??? O povo comprou a ideia, se sentiu "valorizado" em curtir esse vício (inicialmente vendido pela midia) e, irrefletidamente, passou a comprar, comprar, comprar, consumir, consumir, consumir!!! Sem nem pensar se precisava, mesmo, daquilo tudo. 


Gerações passam a vida inteira apenas pagando financiamentos e carnês.


Nossa atenção tem de se voltar para o novo, o inédito, o que podemos e devemos e precisamos mudar em nosso dia a dia e PARAR com tanta destruição que gera lucros, sim, a curtíssimo prazo, mas que detona com o planeta a médio, longo e perene prazo.


Perguntas:
- Você sabe o que é o Projeto de Decrescimento?
- Você apóia o Projeto de Decrescimento?
- Quanto VOCÊ se compromete a diminuir em seu consumo?
- O que Você faz com as coisas que julga que não quer mais? Que não precisa mais?
- O que mais o motiva para comprar coisas novas? A vontade ou a necessidade?
- No que VOCÊ está ajudando aos governos e ao planeta para que possamos criar novas bases de consumo e desenvolvimento?






Informações:
Data: 05/04/2012
http://www.linearclipping.com.br/imagens/item.jpgVeículo: O ESTADO DE S. PAULO - SP
http://www.linearclipping.com.br/imagens/item.jpgEditoria: VIDA 
http://www.linearclipping.com.br/imagens/item.jpgAssunto principal:
MEIO AMBIENTE 

http://www.linearclipping.com.br/cimi/detalhe_noticia.asp?cd_sistema=42&codnot=2651239http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/04/belo-monte-sera-hidreletrica-menos-produtiva-e-mais-cara-dizem-tecnicos.html


BRASÍLIA
A presidente Dilma Rousseff (PT) aproveitou uma reunião com os integrantes do Fórum do Clima, no Palácio do Planalto, para avisar de vez aos grupos ambientalistas que lutam contra a construção de usinas hidrelétricas na Amazônia que o governo não mudará seu projeto de aumento da oferta de energia e de desenvolvimento da região. Ela chegou a dizer que essas pessoas contrárias à construção das hidrelétricas vivem num estado de "fantasia".

Ao se referir à participação do Brasil na Rio+20, a conferência das Nações Unidas que será realizada em junho, na capital do Rio de Janeiro, a presidente lembrou aos que estavam na reunião que o mundo real não trata de tema "absurdamente etéreo ou fantasioso". "Ninguém numa conferência dessas também aceita, me desculpem, discutir a fantasia.

Ela não tem espaço para a fantasia. Não estou falando da utopia, essa pode ter, estou falando da fantasia", afirmou Dilma.

Dilma disse que o Brasil vai trabalhar pelo desenvolvimento sustentável, para tirar as pessoas da pobreza e para encontrar formas de conciliar o progresso com o respeito ao meio ambiente.

Pouco antes, ao se pronunciar no Fórum do Clima, a representante das ONGs, Sílvia Alcântara, acusara o governo de promover um retrocesso na questão ambiental e de, com o pré-sal, levar o Brasil a ocupar o terceiro lugar entre os países que mais emitem gases de EFEITO ESTUFA já em 2020. Num pequeno pedaço de papel, Dilma anotou tudo o que a ambientalista falou.

Sem se referir diretamente ao que Sílvia havia dito, Dilma defendeu a energia de fontes hidráulicas e desdenhou da energia eólica e solar, ambas defendidas pelos grupos mais radicais como alternativa às hidrelétricas.

Disse que, como presidente, tem de explicar como as pessoas vão comer, ter acesso à água e energia.

"Eu não posso falar: "Olha, é possível só com eólica iluminar o planeta." Não é. Só com solar? De maneira nenhuma." A presidente disse que foi à Espanha, país citado sempre como referência no aproveitamento da energia eólica, e viu que há oito meses as pás de vento não funcionavam. "Não havia vento", afirmou. "Eu, quando comecei a mexer com esse negócio de energia, cheguei a contar vento. Isso foi no Rio Grande do Sul", disse a presidente.

Para Dilma, a energia eólica deve servir como uma espécie de reservatório alternativo para a energia de fonte hidráulica, quando houver escassez de chuvas.

"Reservatório de água a gente faz. Mas não faz reservatório de vento", disse a presidente. "Deus nos ouça que a eólica consiga ser reservatório de hidrelétrica no Brasil. Deus nos ouça. Vamos ter de suar a camiseta tecnicamente. Não é falta de vontade política, é tecnicamente." 

Na Rio+20

A respeito da participação do Brasil na Rio+20, a presidente afirmou que o País pretende exercer um papel de líder na conferência.

"Encontrar um caminho comum é um processo difícil. Desta vez, eu acho que temos uma missão até mais difícil, que é propor um novo paradigma de crescimento", afirmou.

Para Dilma, na Rio+20 todos os temas vão se encontrar: "Mudança de clima, biodiversidade, redução da pobreza, direito a energia, melhores condições de vida. Enfim, como é o futuro do mundo, é isso que vamos discutir na Rio+ 20. É um ponto de partida, mais que ponto de chegada.

Desta vez temos de mudar o patamar da discussão. Nós acumulamos muitas coisas, acumulamos em todas as conferências do clima, em todas as discussões sobre florestas, água. Agora vamos ter de discutir isso na ótica das populações, dos governos, das comunidades científicas, dos organismos da sociedade civil, organizados ou não."

Querendo, leia e assista ao video:


OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA - COMPRAR, DESCARTAR, COMPRAR


Obsolescência programada - Indústria lança sempre novos modelos e o consumidor embarca, sem refletir no ônus, sem pensar se realmente PRECISA daquele produto, por aquele valor





Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, Educadora, Ambientalista
Coordenadora de Dinâmica de Grupos,
Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV-RJ,
International Speaker pelo IFTDO-EUA

Porto Alegre - RS - Brasil
 



quarta-feira, 14 de março de 2012

OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA - COMPRAR, DESCARTAR, COMPRAR (Leg. Pt)

Obsolescência programada - Indústria lança sempre novos modelos e o consumidor embarca, sem refletir no ônus, sem pensar se realmente PRECISA daquele produto, por aquele valor

OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA - COMPRAR, DESCARTAR, COMPRAR


Por Marise Jalowitzki
14.março.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2012/03/obsolescencia-programada-comprar.html 


Hoje meu celular, simplesmente, não carregou mais. Estava tudo certo, nenhuma queda, nada quebrado ou torcido. Simplesmente fui conectar para recarregar e não deu sinal. Ele ainda não tem dois anos, além de pouco uso. O que aconteceu? Fui até a operadora e disseram: 
- É o tempo regular dele! 
Há alguns dias, entrei em contato com uma tele-entrega e disse para a atendente: 
- O mouse pifou e não tinha 3 meses! 
- Tudo isso? Muito tempo! - ela respondeu.


Lembrei de um seminário que assisti na tv Senado, final de 2011, onde ouvi o nome oficial que a indústria criou para destacar a "validade" de tudo. É OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA. Um tempo regulado, em alguns aparelhos inclusive com chip, para que o produto estrague e o consumidor seja obrigado a adquirir um  novo.


Isso já comentei há uns 3 anos, quando tive de adquirir um duplex novo (refrigerador+freezer), pois o que eu tinha - inacreditável - havia apenas 5 anos, simplesmente SOLTOU A PORTA! Quando fui procurar conserto na loja autorizada, a porta era 70% (ISSO MESMO, 70%) do valor de um eletro novo, modelo mais atualizado. Ao comentar com o vendedor da loja, com tranquilidade, passou-me a informação:
- Agora é tudo assim! Nada mais é feito para durar mais de 5 anos! E as pessoas não querem, mesmo. Querem sempre trocar por um modelo mais atual!


Quando, em outra ocasião, procurei por grades de fogão, recebi a resposta: 
- Este modelo é muito novo. Agora eles não fabricam mais peças de reposição. Aqui só temos dos modelos mais antigos!


E aí? Como ser mais econômico e não entrar na roda viva do consumo irrefreado? Realmente, estamos passando por um momento que aqui se diz "dá-ou-desce!", em linguagem chula. O lance é cuidar MUUUIIITOOO de tudo que temos e, sempre que o descarte for realmente necessário, procurar os postos de coleta seletiva e algumas lojas que se propõem a isso. Responsabilidade ambiental é totalmente necessário.


Quando o Senador Cristóvam Buarque (quem dirigiu os trabalhos no Seminário), trazia as informações, os convidados que compartilhavam a mesa (painelistas) exaltavam a coragem dele em promover o seminário e alertavam para possíveis retaliações.


Depois, encontrei este video, com o mesmo nome, contendo informações preciosas para aqueles que quiserem entender um pouco mais do mecanismo manipulativo em que todos estamos imersos e de onde alguns, conscientemente, tentam sair.


Decrescimento não significa fazer com que os fabricantes produzam menos, nem os atacadistas vendam menos. Decrescimento significa produzir bens de consumo e móveis de forma tal a contemplar os que ainda não os tem, e nós, os que temos com que prover nosso sustento, testar um modelo onde se viva melhor, com menos.


Você está disposto?


http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=YCuoS251ius (legendado)








Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, Educadora, Ambientalista
Coordenadora de Dinâmica de Grupos,
Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV-RJ,
International Speaker pelo IFTDO-EUA

Porto Alegre - RS - Brasil