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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Atenção, Mundo! Os Brasileiros não aceitam a declaração presidencial. Não é bom ver EUA, Europa, Japão, nenhum país em crise!


Brasileiros não se comprazem com a crise mundial!!!


Atenção, Mundo! Os Brasileiros não aceitam a declaração presidencial. Não é bom ver EUA, Europa, Japão, nenhum país em crise!

Por Marise Jalowitzki
29.dezembro.2010

As recentes e infelizes declarações do (ainda) presidente do Brasil ferem a diplomacia mundial. Triste evidência de insensatez, mais uma vez o (ainda) presidente fala da crise internacional nos seguintes termos: "Foi gostoso passar pela Presidência da República e terminar o mandato vendo os Estados Unidos em crise, vendo a Europa em crise, vendo o Japão em crise"... Onde a diplomacia? Onde, mais uma vez, o respeito? SINCERAMENTE, esta pessoa me envergonha, como envergonha milhões de brasileiros. 87% de aprovação? Eu não fui entrevistada. Você foi? Conhece alguém que foi?

Atenção, Mundo! Muitos e muitos Brasileiros não aceitam a declaração presidencial. Não é bom ver EUA, Europa, Japão, nenhum país em crise!

Como a maioria planetária, continuamos torcendo para que todos os países possam se recuperar economicamente, possam evoluir em termos de consciência humanitária, possam praticar a verdadeira solidariedade, onde há lugar para o desenvolvimento de todos e o progresso de todos.

Parodiando o dito popular : "Uma andorinha só não faz verão!" é de se questionar: Um Homem Sozinho faz alguma coisa? É saliente o quanto o (ainda) presidente arvora-se a autoria dos resultados (publicados) sobre "o milagre" que foi operado no país. Estranho tudo isso, pois, ao longo dos mandatos, a frase mais famosa, que "carimbou" a ação presidencial foi "Eu não sabia!" - ou então, mais recentemente, "Assinei sem ler!" - Então, com uma situação desse jaez, onde a autoria?

E os assessores, aplaudindo! Vergonha! Vergonha! O povo não para de comentar, em toda a mídia nacional, a Vergonha sentida pelas infelizes declarações!

Como diz Marcos Braga, de Salvador, Bahia - "Um  presidente abençoar a desgraça alheia, é de doer.
 (...)
Ainda pagaremos caro pela nossa ignorancia política, pela nossa ausencia de educaçao básica e autocrítica, pelo nosso comodismo social, por uma vontade histórica de (...) estranhar a legalidade.

Parece que respiramos uma fumaça tóxica que nos deixa desmemoriados, sem vontade, sem opinião, sem civismo ou pujança partidária. Parece que tudo que este senhor nos disser, nao importa que nos ofenda a inteligência, é algo sábio, merecedor de aplausos, corroboramos com essa bravata .

A mistura inflamável de ignorância política e poder ainda vai explodir na nossa cara (...).


As coisas estão assim por nossa causa."

Eu continuo torcendo pela PAZ, pelo RESPEITO, pelas crescentes oportunidades de DESENVOLVIMENTO PARA TODOS!

Marise Jalowitzki
Escritora e cronista
www.compromissoconsciente.blogspot.com
Porto Alegre - RS - Brasil
 

 Lula diz que é bom terminar mandato e ver EUA em crise
29 de dezembro de 2010 • 20h19 •  atualizado 20h33

Lula se emocionou em discurso em Pernambuco
Lula se emocionou em discurso em Pernambuco
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deixa a presidência da República no sábado, afirmou nesta quarta-feira, na Bahia, que é bom terminar o mandato vendo os Estados Unidos e a Europa em crise, enquanto o Brasil conseguiu superá-la.
"Foi gostoso passar pela Presidência da República e terminar o mandato vendo os Estados Unidos em crise, vendo a Europa em crise, vendo o Japão em crise, quando eles sabiam tudo para resolver os problemas da crise brasileira, da crise da Bolívia, da crise da Rússia, da crise do México", afirmou Lula, em sua última viagem oficial como presidente.
Segundo Lula, foi importante provar que na crise não foi nenhum doutor, nenhum americano e nenhum inglês, mas um torneiro mecânico, pernambucano, presidente do Brasil que soube lidar com a crise junto à sua equipe econômica.
"É por isso que a crise demorou mais para chegar aqui e foi embora depressa", afirmou em discurso durante cerimônia do programa habitacional do governo federal "Minha Casa, Minha Vida".
Mais uma vez, o presidente não evitou o tom de despedida e se emocionou ao lembrar de sua trajetória e das conquistas de seus oito anos de governo, como tem feito nos últimos eventos públicos que participou.
Lula disse que se sente muito satisfeito com a criação dos 15 milhões de empregos com carteira assinada nesses oito anos e com o fato de que mais de 20 milhões de brasileiros saíram da miséria.
"Eu estou mais alegre hoje do que quando tomei posse, quando tomei posse eu estava nervoso e apreensivo (para ver) se eu ia dar conta do recado. Hoje estou tranquilo, porque demos conta do recado", disse Lula a jornalistas após a cerimônia.
O programa, que tinha como meta 1 milhão de habitações contratadas até o fim de 2010, atingiu 1 milhão e 3 mil moradias contratadas, segundo informou no evento a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho.
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BOM SENSO É, E SEMPRE SERÁ, INGREDIENTE NECESSÁRIO PARA A MANUTENÇÃO DAS BOAS RELAÇÕES!
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domingo, 12 de dezembro de 2010

Reajustes na APOSENTADORIA pagamento ainda neste ano - Você acreditou, de novo, no governo?


Aposentadoria no Brasil - Reivindicações

Reajustes na APOSENTADORIA pagamento ainda neste ano - Você acreditou, de novo, no governo?

Por Marise Jalowitzki
12.dezembro.2010
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/aposentadoria-voce-acreditou-de-novo-no.html

Sente, novamente, o gosto amargo que dá a sensação de ser idiota? Pois é! Quem mandou acreditar, outra vez, no governo? Uma vezinha só, que seja?

O anúncio de que as diferenças havidas nos reajustes das aposentadorias, de 1988 para cá, seriam pagas ainda neste ano, foi divulgado em setembro. Por ocasião da notícia, o porta-voz falou com todas as letras: "Não é preciso entrar na justiça. Vamos pagar ainda este ano. É só aguardar, que será depositado na conta de cada aposentado".

Tchârâââân! Acreditou? Pois então, se ferrou! O que resta ao povo fazer? Quem sabe um novo protesto, como os dos aposentados da Petrobras, em 2007, no Rio? Além de chamar a atenção, ser alvo de gozações, resolve?  

Protesto de aposentados da Petrobras no Rio, em 2007
 
O que fazer? Correr [de novo] atrás do prejuízo. Arrumar um bom advogado (*) e aguardar, aguardar e aguardar a decisão morosa do judiciário, como sempre.

(*) Eu, aqui no RS, vou procurar o Daisson Portanova (filho do Raul), que é o citado na reportagem a seguir, foi quem cuidou, com pertinência, da aposentadoria de minha mãe.

Esperar, esperar, esperar! Até parece que há todo este tempo! E não falo só em tempo de "permanecer vivo", não. Para muitos e muitos aposentados a vida continua plena de compromissos. Para muitos aposentados, que servem de esteio para a família (e esta situação é crescente), ou que auxiliam, de alguma forma, esse ou aquele parente, foi, mais uma vez, um soco no estômago!

Eita, Brasil! Eita, brasileiros! Eita, povo crédulo - ou acomodado, ou pacífico, com medo de [se ] "incomodar"?! E me incluo em algumas dessas definições. O que importa, agora, não é identificar-se (se idiota, bobo ou acomodado) e, sim, mudar a postura, tomar uma atitude.

Mesmo quem quer ser otimista, simpatizante e confiante, tem de abrir os olhos! Agora, a uma quinzena para encerrar o ano, claro que vai se arrastar ainda mais!

 Você, que já está aposentado, quem sabe sacode de vez esta arcaica idéia de que está "no fim da vida"?

Esta postura, ainda tão comum, de pessoa sofrida e rejeitada?

De coitadinho (a)? 

De quem precisa da compreensão dos outros para sobreviver?

Claro que pode chegar algum dia, quando as forças e/ou a consciência dão, de vez, pra trás. Mas, não acontece para todos. Não necessariamente.

Não viva isto antes do [seu] tempo.

As rugas estão na pele, não na Alma. As prováveis dores estão no corpo, não na Alma. Esta, permanece ansiosa por ação, reação, mudança e progresso.


Boa sorte a todos!

Marise Jalowitzki
Escritora e consultora organizacional
www.compromissoconsciente.blogspot.com
Porto Alegre - RS - Brasil

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Leia na íntegra:
http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201012120816_ODI_79431668

Supremo aprova, mas tranca texto que reajusta 150 mil aposentadorias

12 de dezembro de 2010 • 06h16 •  atualizado 10h53

O Dia



Mais de três meses após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu o direito à correção dos benefícios do INSS concedidos pelo teto, segurados que se aposentaram de 1988 a 2003 estão ansiosos, aguardando a publicação do acórdão. Com a demora, o Ministério da Previdência descarta pagar esse ano as diferenças, porque não haverá tempo de estruturar um acordo para efetuar a correção de forma administrativa, sem que os segurados precisem ir à Justiça, como se previa em setembro, quando a decisão sobre o julgamento foi anunciada.

Segundo o Supremo, ainda há cinco peças (votos dos ministros) sendo revisadas por seus autores.

Enquanto não chegam, não é possível publicar o acórdão que mudará a vida de pelo menos 150 mil beneficiários. De acordo com o órgão do Judiciário, assim que os votos chegarem, o acórdão será publicado em dois dias no Diário Oficial.

O ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, havia assegurado o pagamento dos atrasados e da correção ainda este ano, caso o Supremo adiantasse as condições. "Queremos pagar essa diferença, que é de R$ 1,5 bilhão e deve beneficiar 150 mil aposentados e pensionistas no País, sem deixar o esqueleto para o próximo governo. Cada segurado receberá, em média, R$ 10 mil", disse Gabas, em setembro, quando a decisão do Supremo foi anunciada. Enquanto isso, segurados que entraram na Justiça continuam recebendo os valores normalmente, porque o INSS não recorre mais.

Ganho de até 39,35%

Prejudicados pela Emenda Constitucional 20 (1998) ganham até 10,96%. Na Emenda 41 (2003), o índice é de até 28,39%. Os dois períodos podem acumular 39,35%. O especialista Daisson Portanova cita caso de segurado aposentado em maio de 1995, com média de R$ 785,22: "o teto era R$ 582,86. O excedente foi de 34,72%, aproveitado em parte no primeiro reajuste (11,97%) e, depois, nos 10,96% em dezembro de 1998. E de 8,51% em dezembro de 2003. A renda ficará em R$ 2.931,08, enquanto o INSS só deu R$ 2.464,15, diferença de R$ 466,92".

Só acórdão define se prazo retrocede a 1988 ou 1991

Aposentados do INSS beneficiados pela decisão receberão correção de até 39,35% . Prejudicados pela Emenda Constitucional 20 (1998), têm correção de até 10,96%. Na EC 41 (2003), o índice é de até 28,39%.

Têm direito os titulares de todos os tipos de aposentadoria, auxílio doença previdenciário ou acidentário, pensão por morte e auxílio-reclusão. A AGU defende data de início de benefício de 1991 a 2003, enquanto advogados acreditam que deva ser de 1988 a 2003. Só o acórdão vai tirar essa dúvida.

Nem todos os meses têm ganho: segundo o advogado Daisson Portanova, de outubro de 1988 a maio de 1991, todos os benefícios ganham. De junho de 1991 a fevereiro de 1994, não há direito. De março de 1994 a abril de 1996, há direito. De maio de 1996 a dezembro de 1998, cai a correção. De dezembro de 1999 a dezembro de 2003, todos ganham. O período já é afetado pelo fator previdenciário. Nesse caso, só têm direito quem ficou com fator acima de 1.

Nem todos têm direito

A tabela divulgada pelo escritório Portanova Advogados não estabelece padrão após 1999, porque, a partir da adoção do fator previdenciário, naquele ano, os cálculos são bastante individualizados. É preciso um especialista para avaliar se o segurado tem direito.

O ganho mensal de quem deveria receber o teto de R$ 3.467,40 hoje seria R$ 766,40. Isso porque o segurado que não foi reajustado quando a EC 41 elevou o limite a R$ 2.400 (ficando com o anterior, de R$ 1.869,34). ganha hoje R$ 2.701 agora. Atrasados vão a R$ 49 mil.

A Advocacia Geral da União estima em 1 milhão os beneficiários, enquanto a Previdência prevê 150 mil titulares de benefícios, com ganho médio de R$ 10 mil por segurado. Há advogados que avaliam que as perdas são superiores, preveem revisão para quem se aposentou desde 1988 e alertam que nem todos os períodos são vantajosos.
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Justiça tarda, tarda, tarda... mas, é a ela que precisamos recorrer. PERSISTÊNCIA!

Aposentadoria - Considerações, Esclarecimentos, Possibilidades
Página de links

Maturidade e Aposentadoria

Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


compromissoconsciente@gmail.com


Escritora, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil





sábado, 27 de novembro de 2010

Rio - Cidadãos do Complexo do Alemão, saiam saí! Será descrédito?


Rio - Cidadãos do Complexo do Alemão, saiam saí!


Por Marise Jalowitzki
27.novembro.2010 - 21h15min


Cidadãos, saiam daí! 

Poucos foram os moradores que saíram de suas casas, mas estão todos estão sentindo que será para valer. Será que eles não acreditam na ação militar? Será que o risco e a insegurança já fazem parte de suas vidas, a ponto de não sentirem firmeza em largar de viver seu cotidiano e sair? Será descrédito nas autoridades instituídas? Pode ser! Há tanto tempo largadas, governo após governo, apenas promessas. Todos sabem que quem manda, mesmo, no morro, nas favelas, são os líderes do narcotráfico.


Agora há pouco houve o comentário de famílias que continuam seu dia a dia, saindo para a balada, indo para festas de aniversário:


- "A vida continua. Não vamos largar tudo para que outros venham e roubem tudo."


- "A própria polícia também já roubou. Olha o caso do nosso vizinho, que é pastor evangélico, foi a polícia que entrou hoje pela manhã no barraco dele! Ele tinha acabado de receber todo o seu fundo de garantia e ía comprar uma casinha longe daqui. Roubaram tudo!"


- "Ele até registrou BO na delegacia, mas a gente sabe que não vai acontecer nada! Sempre sobra pro mais pequeno!"


Não devia o governo anunciar a gravidade da situação e solicitar a evacuação da área?


Amanhã saberemos.


Em 2007 já houve um confronto violento, nesse mesmo Complexo. Só que, agora, o olho do mundo está mais forte do que nunca sobre o Brasil e o Rio de Janeiro. Afinal, o Brasil alardeia ao mundo que estamos "emergentes". Também, seremos palco de Copa do Mundo, temos o presidente mais popular de nossa história e, afinal, "a classe média chegou para 14 milhões de brasileiros"!!!  Palavras da presidenta eleita. Assim, com certeza, há que dar uma resposta ao mundo.


Certamente, para os que moram nas favelas, os ares de classe média estão bem distantes. O que os acompanha são o terror, a insegurança, o medo. Quem pode, está saindo.

Marise Jalowitzki
Escritora e Consultora
http://www.compromissoconsciente.blogspot.com/
Porto Alegre - RS - Brasil

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Links relacionados:
- Violência no Rio - O Anel do Papa e as Ações Sociais - ONGs http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/violencia-no-rio-o-anel-do-papa-e-as.html 

- Violência no Rio - Chacinar não é solução!http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/violencia-no-rio-chacinar-nao-e-solucao.html

- O que fazer com os bandidos? - super população carcerária http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/11/o-que-fazer-com-os-bandidos-trafico.html
 

Que Deus abençõe a todos!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

AFINAL, O QUE É VERDADE? Dívida Interna e Externa - Waldir Serafim analisa

AFINAL, O QUE É VERDADE? Dívida Interna e Externa!
Marise Jalowitzki 


Você, que, assim como eu, não é economista, deve estar se perguntando: Afinal, o que é verdade em tudo isso que está sendo alardeado em relação à dívida do Brasil? Confesso que estou lendo prá caramba para entender melhor, já que os desencontros das declarações são crassos!!!

De um lado, do lado do governo, discursos de "bem aventurança"! Discursos empolgados, de um momento alvissareiro, onde a riqueza acena cândida e sorridente.

De outro lado, reportagens com economistas afirmando que o momento é difícil, que "precisa haver ajustes", que é hora de "apertar os cintos". Que a única saída é reduzir gastos públicos e reduzir a dívida.

Em paralelo, uma crise mundial e a desesperada (e única saída) dos EUA em injetar dólares e dólares e dólares, em um país já com juros zero, numa tentativa (e única saída, repito, segundo os economistas) para tentar driblar a severa crise.

Então, como ficamos? Tremulando as bandeirinhas ou apertando os cintos?

Numa tentativa de entender, apresento algumas opiniões de economistas que, assim como a presidenta eleita, estão mais "familiarizados" com o economês. Transcrevo, neste primeiro texto, uma explilcação que considero bastante didática de Walter Serafim, economista.

Boa leitura! E tire suas conclusões.
Eu, estou ao lado de todos aqueles que trazem a seriedade do momento brasileiro, considerando os enormes gastos públicos e as políticas [irresponsáveis] até agora adotadas.

Não é possível que, face a perspectiva de ganhar com o pré-sal, o aumento da dívida se agigante sempre mais e mais. Irresponsabilidade, sim!

Leiam a análise ponderada, muito bem explicada, didática do Economista Waldir Serafim.


PROCURANDO ENTENDER!
Divida Interna e Divida Externa - Análise Didática
Por Waldir Serafim


Mesmo quem não é economista pode entender o que lerá.

DE 2002 A 2010

Você ouve falar em DÍVIDA EXTERNA e DÍVIDA INTERNA em jornais e TV
e não entende direito. Vamos explicar a seguir:

DÍVIDA EXTERNA = é como uma dívida que você deve para bancos e outras pessoas...

DÍVIDA INTERNA = é como uma dívida que você deve para sua mãe, pai ou parente...

Quando LULA assumiu o Brasil, em 2002, os montantes eram:
* dívida externa 212 Bilhões
* dívida interna 640 Bilhões
* Total de dívidas: 852 Bilhões


Em 2007 Lula disse que tinha pago a dívida externa. E é verdade.
Só que ele não explicou que, para pagar a externa, ele aumentou a interna!

Em 2007, no governo Lula:
* Dívida Externa = 0
* Dívida Interna = 1 Trilhão e 400 Bilhões
* Total de dívidas = 1 Trilhão e 400 Bilhões


Ou seja, a dívida externa foi paga, mas a dívida interna mais do que dobrou.

Agora, em 2010, você pode perceber que não se vê mais na TV e em jornais algo dito que seja convincente sobre a Dívida Externa quitada.

Sabe por quê?

Porque ela voltou.

Em 2010:
* Dívida Externa= 240 Bilhões
* Dívida Interna = 1 Trilhão e 650 Bilhões
* Total de dívidas = 1 Trilhão e 890 Bilhões

Ou seja, a dívida do Brasil aumentou em 1 Trilhão no governo Lula.

Daí é que vem o dinheiro para o PAC, bolsa família, bolsa educação, bolsa faculdade, bolsa cultura, bolsa para presos, dentre outras bolsas...

Não é com dinheiro de crescimento; é com dinheiro de ENDIVIDAMENTO, o que é preocupante.

(...)
Quer mais detalhes sobre dívida interna e externa do Brasil?

Acesse:
http://www.sonoticias.com.br/opiniao/2/100677/divida-interna-perigo-a-vista


Dívida Interna: perigo à vista
Autor: Waldir Serafim


A dívida interna do Brasil, que montava R$ 892,4 bilhões quando Lula assumiu o governo em 2003, atingiu em 2009 o montante de R$ 1,40 trilhão de reais e, segundo limites definidos pelo próprio governo, poderá fechar 2010 em R$ 1,73 trilhão de reais, quase o dobro. Dívida com crescimento de 94% em oito anos de governo.

Para 2010, segundo Plano Nacional de Financiamento do Tesouro Nacional, a necessidade bruta de financiamento para a dívida interna será de R$ 359,7 bilhões (12% do PIB), sendo R$ 280,0 bilhões para amortização do principal vencível em 2010 e R$ 79,7 bilhões somente para pagamento dos juros (economistas independentes estimam que a conta de juros passará de R$ 160,0 bilhões em 2010). Ou seja, mais uma vez, o governo, além de não amortizar um centavo da dívida principal, também não vai pagar os juros. Vai ter que rolar o principal e juros. E a dívida vai aumentar.

A dívida interna tem três origens: as despesas do governo no atendimento de suas funções típicas, quais sejam, os gastos com saúde, educação, segurança, investimentos diversos em infraestrutura, etc..

Quando esses gastos são maiores que a arrecadação tributária, o que é recorrente no Brasil, cria-se um déficit operacional que, como acontece em qualquer empresa ou família, terá que ser coberto por empréstimos, os quais o governo toma junto aos bancos, já que está proibido, constitucionalmente, de emitir dinheiro para cobrir déficits fiscais, como era feito no passado.

A segunda origem são os gastos com os juros da dívida. Sendo esses muito elevados no Brasil, paga-se um montante muito alto com juros e os que não são pagos é capitalizado, aumentando ainda mais o montante da dívida.

A terceira causa decorre da política monetária e cambial do governo: para atrair capitais externos ou mesmo para vender os títulos da dívida pública, o governo paga altas taxas de juros, bem maior do que a paga no exterior, e com isso o giro da dívida também fica muito alto.


Família
A gestão das finanças de um governo assemelha-se, em grande parte, a de uma família.

Quando se faz um empréstimo para comprar uma casa para sua moradia, desde que as prestações mensais caibam no seu orçamento familiar, é visto como uma atitude sensata. Além de usufruir do conforto e segurança de uma casa própria, o que é um sonho de toda família, depois de quitado o empréstimo restará o imóvel.

No entanto, se uma família perdulária usa dinheiro do cheque especial para fazer uma festa, por exemplo, está, como se diz na linguagem popular, almoçando o jantar. Passado o momento de euforia, além de boas lembranças, só vão ficar dívidas, e muito pesadelo, nada mais.

No caso, o Brasil está mais assemelhado ao da família especificada no exemplo: gastamos demais, irresponsavelmente, e entramos no cheque especial. Estamos pagando caro por isso.

Como o governo não está conseguindo pagar a dívida no seu vencimento, e nem mesmo os juros, ao recorrer aos bancos para refinanciar seus papagaios, está tendo de pagar um “spread” (diferença entre a taxa básica de juros, Selic, e os juros efetivamente pagos) cada vez mais alto (em 2008 no auge da crise, o governo chegou a pagar um “spread” de 3,5% além da Selic). E isso, além de aumentar os encargos da dívida, é um entrave para a queda dos juros, por parte do Banco Central.

O governo tornou-se refém dos bancos: precisa de dinheiro para rolar sua dívida e está sendo coagido a pagar juros cada vez mais altos (veja os lucros dos bancos registrados em seus balanços).

Em 2009, em razão das altas taxas de juros pagas, o montante da dívida cresceu 7,16% em relação ao ano anterior, mesmo o PIB não registrando qualquer crescimento.

O problema da dívida interna não é somente o seu montante, que já está escapando do controle, mas sim qual o destino que estamos dando a esses recursos.

Como no caso da família que pegou empréstimo para comprar uma casa própria, se o governo pega dinheiro emprestado para aplicar em uma obra importante: estrada, usina hidroelétrica, etc. é defensável. É perfeitamente justificável que se transfira para as gerações futuras parte do compromisso assumido para a construção de obras que trarão benefício também no futuro.

Mas não é isso que está acontecendo no Brasil. O governo está gastando muito e mal. Tal qual a família perdulária, estamos fazendo festas, não obras. Estamos deixando para nossos filhos e netos apenas dívidas, sem nenhum benefício a usufruir.

Deixo para o prezado leitor, se quiser, elencar as obras que serão deixadas por esse governo.

Não tenho bola de cristal para adivinhar quem vai ser o próximo presidente da República: se vai ser ele ou ela, mas posso, com segurança, afirmar, que seja quem for o eleito vai ter que pisar no freio, logo no início do governo. Vai ter que arrumar a casa.


Waldir Serafim é economista em Mato Grosso.

(O texto é de outubro 2010 e foi enviado por Valdemar Trindade - RN)

plataforma de petróleo
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