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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Rafinha Bastos - Quando a fama faz perder os limites!

Rafinha Bastos, talentoso sem limites

Rafinha Bastos - Quando a fama faz perder os limites!


Por Marise Jalowitzki
05.outubro.2011
http://ning.it/pOT62G


Qual a linha que separa o talento do escracho? O humor inteligente e sagaz da intromissão e ingerência? A brincadeira e o abuso?
Pois é! A polêmica gerada com o afastamento de Rafinha Bastos, do programa humorístico da Band CQC - Custe o que custar! - parece que custou demais, de uma vez por todas.


Sinceramente? Demorou para que a emissora tomasse providências para que o profissional da comunicação, talentoso, sim, parasse com tanta bandalheira. O rapaz é inteligente, logo no início do programa apresentou excelentes trabalhos. Depois, veio a fama e, com ela, a falta de limites. É certo que vivemos um momento ímpar em nosso país de ofensas, babaquices, alienações e intromissões de toda ordem. Reflexo de toda uma bagunça de um mundo em contradições. Mas, há que se preservar pelo menos alguns valores.


O comunicador disse, ao vivo, que "comeria" a cantora Wanessa Camargo e seu bebê.Se mexer com adultos fere, insulta, mexer com crianças, que nem podem se defender, é crime.
Não bastasse a invasão em relação à Wanessa, mas, dizer que iria "comer" também o seu bebê, foi demais!!! Se ficar impune, please! Nada mais será proibido, então!


Outro case de invasão e ofensa

Lembro de um caso que já relatei em outro meio da web, ocorrido em empresa estatal, há mais de 20 anos, onde um supervisor falou algo semelhante para um subordinado quando este, orgulhoso, trazia nos braços a menininha recém nascida, linda, toda enfeitadinha em cor-de-rosa. Trouxe-a para que a conhecêssemos. O pai feliz, foi duramente agredido quando o supervisor, riso mordaz, declarou:

"- É bem bonita, mesmo! Quando tiver 15 anos trais aqui prá nóis cumê!"

O choque foi terrível. Empresa estatal, plena era do regime militar, mesmo assim, como chefe de sessão, encaminhei a ocorrência e solicitei providências. Qual foi a resposta? Incrível, até hoje não acredito! O gerente respondeu:

"-Não, mesmo! Isso não acontece aqui! Isso não aconteceu!"

E ponto final! Sequer chamou o supervisor para que confirmasse ou desmentisse. Nada!
Assim, ao longo do tempo, noto que muitas pessoas também o fazem. Simplesmente negam os deslizes. Para não ter de se comprometer.

Com o gaúcho Rafinha também aconteceu assim. COMO não recebeu advertências ANTES desse último comentário infeliz? Tantas outras situações "deram pano pra manga", isto é, suscitaram comentários. Mas, deve ter acreditado a emissora, dava notoriedade, dava manchete, então, tudo bem! Agora, a suspensão. Há quem esteja em franca campanha para que ele não seja mais contratado por nenhuma emissora!

Continua a lei do cão. Oito ou oitenta. Preferível julgar do que prevenir! Céus!


 
Algumas declarações polêmicas de Rafinha Bastos:

 - "Ae órfãos! Dia triste hoje, hein?", mensagem publicada no Dia das Mães
- "Tô sendo processado por homofobia. Atenção homens com quem transei: Preciso que testemunhem a meu favor"
- "Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra c... Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus"
- "A mina ficou famosa porque cantou com o Roberto Carlos. Se tivesse feito um boq..., tava em Hollywood" - sobre a cantora Paula Fernandes
- "Mano, a Mara Maravilha tá parecendo o Seu Milton, o zelador do meu prédio"
- "Com o pescoço da Luiza Brunet, eu chegava a 2m20cm fácil"
- "O Amaury Jr. tem o incrível poder de transformar festas em shows de bizarrices. Involuntariamente"
- "O Ronaldo dizer deixa o futebol é tipo aqueles caras que falam que deram o fora numa mina que tá em outra há anos"
- "Se sou eu com a testa do Santoro, neguinho zoava fácil" - sobre o ator Rodrigo Santoro
- "Ô Ana Hickmann, desce das pernas-de-pau que fica mais fácil sambar" - sobre o episódio em que a Ana Hickmann se machucou durante o Carnaval carioca
- "Toda passista da ala das baianas de longe parece o Milton Nascimento"

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Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente



compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, especialista em Desenvolvimento Humano,
pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA

Porto Alegre - RS - Brasil

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

ESCOLA DE LÍDERES


ESCOLA DE LÍDERES

Por Marise Jalowitzki
02.dezembro.2010


Tanto se estuda sobre liderança. Primeiramente, foi a era da disseminação de que liderança era um talento nato. Tal idéia pretendia que algumas pessoas "nasciam líderes" e outras, "nasciam para servir". pronto. Simples assim. Este argumento vigorou por muito tempo. Depois, paulatinamente, o mundo organizacional, carente de mais liderança, não apenas de chefia e gerenciamento, começou a investir em desenvolvimento de lideranças. Surgiram os cursos que indicavam passos, caminhos, atitudes e comportamentos que grandes líderes forjaram na sua prática.


No Brasil, os primeiros movimentos bem marcados em desenvolvimento de lideranças aconteceram na década de 70 do século XX, com Modelo X Y, com Líder 9.9. E os movimentos sindicais passavam dicas importantes, construindo lideranças fortes e pautadas em situações reais, criando confiança e incutindo confiabilidade.


A organização, caracteristicamente conhecida no cenário do mundo dos negócios, está pautada na relação cliente-fornecedor, foco no lucro e liquidez de caixa. Visão mecaniscista e pautada no binômio despesa/receita; aspectos preponderantemente econômico-financeiros.


De mais de uma década para cá, passou-se a dedicar mais atenção à questão da Motivação. Aconteceram os mega eventos, as palestras-show, o teatro e a interatividade através da dinâmica de grupo aplicada a diferentes segmentos organizacionais. Motivação ncessária para, no entendimento dos gestores e também do RH de então, "deixar o pessoal mais alegre", com mais interesse pelas atividades; "vestir a camiseta".

Aos poucos, porém, tais gestores deram conta de que Motivação é mais do que "estar alegrinho" e "vestir a camiseta". Tem a ver, profundamente, com o motivo, a razão que mobiliza INTERNAMENTE o profissional; se ele (profissional) está percebendo, sentindo que aquilo que está fazendo, todos os dias, tem a ver com sua natureza interna; se ele gosta do que faz, se sente que é importante para a organização. Se percebe que sua contribuição soma para a empresa, a comunidade, a família e, principalmente, para ele próprio. Isto é Motivação. Um motivo que impulsiona para a ação.

Mais recentemente, iniciou-se a contratação de pessoas fora do mundo estritamente empresarial, entendido até então como a organização quase ortodoxa do mundo dos negócios. Hoje, são contratados atletas, técnicos e jogadores (e ex-jogadores) de diversos esportes, navegadores e artistas. Pessoas que fazem o que fazem porque amam o que fazem. Quem tem uma boa experiência para contar, ensina os passos trilhados para quem está tentando uma carreira de sucesso.

A ação é bastante positiva e comprova que, mesmo em segmentos diferentes, a liderança se expressa sempre que alguém consegue motivar a outro, ou a um grupo de pessoas, a seguir por um caminho que, sozinho, esse liderado (pessoa ou grupo) não se atreveria a seguir.

Isso faz com que, igualmente, o gestor, aquele que está frente ao grupo, revise seu papel de líder influenciador. Está nas mãos dele auxiliar os componentes do grupo a perceber sua importância e contribuição. Uma equipe onde todos contribuem, num processo de contínua troca e aprendizado, não permanece elencado a denominações e categorias profissionais, torna-se uma escola de líderes, onde todos influenciam e são influenciados para o desenvolvimento eficaz.

Marise Jalowitzki
Escritora e consultora
marisej@terra.com.br
www.compromissoconsciente.blogspot.com
Porto Alegre - RS - Brasil
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