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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Arena do Grêmio: Após morte, incêndio e demissão de 150, vereadores se reúnem para discutir condições de trabalho

Arena do Grêmio - Incêndio após morte de trabalhador e mais de 150 demissões



Arena do Grêmio: Após morte, incêndio e demissão de 150, vereadores se reúnem para discutir condições de trabalho

Por Marise Jalowitzki
06.outubro.2011
http://ning.it/ridzDh

Ficou muito fácil dizer que o trabalhador que morreu só foi atropelado porque estava bêbado, que as pessoas reclamam demais e que "não é culpa" da empreiteira se não tem um viaduto bem ali! Todos sabemos como é movimentada esta rodovia, um abuso, desde que foi construída. As passarelas são distantes umas das outras.



Arena do Grêmio - Tráfego intenso na rodovia - trabalhadores tem seu alojamento do outro lado do canteiro de obras

Os trabalhadores estão certos em se manifestar e exigir melhores condições de trabalho. O alojamento ficar do outro lado da rodovia, dificultando o acesso e colocando em perigo a vida de muitos, é fator a ser revisto, já que é fator de alto risco. Os 150 trabalhadores que pediram demissão são quase todos do Maranhão e, revoltados, estão voltando para seu estado.


Os últimos dias foram turbulentos na obra da Arena Grêmio. Foto: João Paulo Fontoura/Especial para Terra Os últimos dias foram turbulentos na obra da Arena Grêmio
Foto: João Paulo Fontoura/Especial para Terra

Desde domingo, os problemas envolvendo as obras da Arena do Grêmio crescem. Nesta quarta-feira, 150 funcionários pediram demissão à OAS, empresa responsável pela construção do novo estádio. A demissão coletiva é uma forma de protesto pelas condições de trabalho impostas pela empreiteira. A maioria dos trabalhadores é do Maranhão e retornará ainda hoje para seu estado natal.

A onda de revolta iniciou na noite de domingo com a morte do funcionário José Elias Machado, de 40 anos, atropelado na BR 290, em frente à nova casa do Grêmio. Muitos obreiros alegam falta de segurança no local. A principal reclamação é que o alojamento onde eles residem fica no outro lado da via. A OAS afirma que fornece transporte aos trabalhadores e que o dia em que ocorreu o acidente era uma folga.



Incêndio aconteceu no domingo, após atropelamento de trabalhador

O atropelamento revoltou muitos trabalhadores e um incêndio teve início logo depois do ocorrido. Nesta quarta, a polícia apontou um homem de 22 anos como o autor do crime.

Na quinta-feira, em reunião da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, será discutida e analisada a condição de trabalho no local.

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Leia também:


Arena do Grêmio pode estar sendo construída sobre um lixão. É preciso que as autoridades se pronunciem.



Gás Metano em Porto Alegre - Estádio do Grêmio Futebol Portoalegrense e o Shopping de São Paulo

29.setembro.2011



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Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente




compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA

Porto Alegre - RS - Brasil

sexta-feira, 18 de março de 2011

Fecha a mais cara obra do PAC - Baixos salários e condições de trabalho são a causa da revolta


UHE Jirau - Canteiro de Obras destruído - Maior obra do PAC

Fecha a mais cara obra do PAC -
Baixos salários e Condições de trabalho são a causa da revolta
Hidrelétrica de Jirau 




Por Marise Jalowitzki
18.março.2011


Por mais que Camargo Correa reafirme que não recebeu nenhuma pauta de reivindicações, ela é sabedora da situação de insatisfação reinante entre os trabalhadores. Nada justifica tamanha violência, mas a empresa terá de rever, sim, as condições de trabalho oferecidas aos trabalhadores nas obras das hidrelétricas de Jirau e Santo Antonio, ambas no Rio Madeira, em Rondônia.


Faz tempo que os trabalhadores tentam romper o silêncio e chamar a atenção nacional para um problema que permaneceu, até agora, na área da floresta destruída. Parece que chegou este momento. A imprensa nacional está dando destaque devido. Infelizmente, após violentos ataques ao canteiro de obras de Jirau, que culminou na sua destruição.


A última paralisação pacífica em Jirau aconteceu de 11 a 17 de janeiro.2011, com bloqueamento da entrada da usina em construção. A suspensão foi decretada pela justiça, recomendando negociações por ocasião do dissídio da categoria, que ocorreria neste mês. O protesto foi dissolvido, sem nenhuma manifestação mais agressiva por parte dos trabalhadores. Agora, entornou.


UHE Jirau - Após protesto violento, obra fica fechada

As obras, desde o dia de ontem (17.março.2011) estão paralisadas. Todos os empregados estão retornando a suas cidades de origem. Nesta noite (18) estão alojados no SESI de Porto Velho, aguardando os ônibus que os levarão de volta.

A Camargo Correa terá, primeiramente, de reconstruir o canteiro. Não sobrou nenhum alojamento.
Após fechamento, empregados são devolvidos às suas cidades de origem até reconstrução


Como o local estoca uma grande quantidade de gasolina e outros produtos inflamáveis, aliado ao clima quente, os incêndios ganham proporções gigantescas em pouco tempo.

 São várias as causas que disseminam a insatisfação entre os trabalhadores em Jirau
- Salários baixos
- Big card baixo (120,00)
- Trabalhadores são tratados como escravos
- Condições de trabalho precisam melhorar
- Abuso de autoridade e assédio estão entre as denúncias
- Pressão causada pela pressa em concluir a obra causa acidentes de trabalho e mortes são ocultadas


Hidrelétrica de Jirau - Aumento salarial é só uma das reivindicações dos trabalhadores.

 

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Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


Escritora, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil