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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Nanotecnologia usa Luz Solar e CO2 para produzir medicamentos


Energia solar e CO2 produzem medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos

As florestas de nanofios capturam os fótons da luz solar, gerando elétrons que são usados para fixar o CO2, iniciando uma série de reações em cadeia que produzem os elementos básicos de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios. [Imagem: Angewandte Chemie]

Nanotecnologia usa Luz Solar e CO2 para produzir medicamentos



Sabem o que é isto? Saídas em meio ao caos. O CO2 - dióxido de carbono - o mesmo GEE - Gás Efeito Estufa, responsável pelo alardeado [e por muitos contestado] aquecimento global é agora usado para produzir medicamentos. A inusitada combinação é resultado de estudos e pesquisas de dois cientistas - Dunwei Wang e Kian Tan, da universidade de Boston - EUA.
O dispositivo criado disponibiliza uma espécie de fotossíntese artificial, já utilizado por várias outras equipes, com o objetivo de produzir hidrogênio ou eletricidade. 
Usando a nanotecnologia, eles usaram a energia captada da luz do Sol para induzir reações químicas capazes de sintetizar os componentes básicos de dois medicamentos de largo uso, um analgésico e um anti-inflamatório.
Seletividade
"Segundo os pesquisadores, a técnica possui a seletividade necessária para produzir compostos orgânicos intermediários necessários para produzir não apenas produtos farmacêuticos, mas também outras substâncias da química fina, de alto valor agregado.
"Há um benefício gigantesco na possibilidade de usar dióxido de carbono e luz para alimentar reações da química orgânica. Isso vai permitir que você elimine a etapa intermediária de uso de derivados de combustíveis fósseis, substituindo-os pela luz do Sol," disse Tan.
A demonstração inédita foi obtida pela junção de dois campos de pesquisas, o desenvolvimento de materiais e a química sintética.
Ataque ao dióxido de carbono
Durante a fotossíntese, as plantas capturam a luz do Sol e usam essa energia e o dióxido de carbono para alimentar as reações químicas das quais dependem para viver.
Os pesquisadores usaram uma malha de nanofios de silício como célula solar. Os elétrons liberados pelos átomos nos nanofios são transferidos para as moléculas orgânicas para induzir as reações químicas.
Na demonstração, os elétrons atingiam acetonas aromáticas, que se tornavam ativas, "atacando" e se ligando às moléculas de dióxido de carbono.
A seguir, depois de fixado o CO2, o sistema gera ácidos αhidroxi, que permitiram a criação dos precursores do ibuprofeno e do naproxeno.
"O esquema de reação lembra muito de perto a fotossíntese natural, e apresenta um rendimento de 98% e alta seletividade," disseram os pesquisadores.
O feito mereceu a capa da edição de Julho da renomada Angewandte Chemie."
Bibliografia:

Silicon Nanowires as Photoelectrodes for Carbon Dioxide Fixation
Rui Liu, Guangbi Yuan, Candice L. Joe, Thomas E. Lightburn, Kian L. Tan, Dunwei Wang
Angewandte Chemie International Edition
Vol.: 51, Issue 27, page 6537
DOI: 10.1002/anie.201204212

quinta-feira, 31 de março de 2011

Mercado de Carbono e o Roubo de Certificados!


Roubo de Certificados põe em xeque credibilidade do Mercado de Carbono, que possibilita comprar créditos de países que poluem menos

Mercado de carbono


Por Marise Jalowitzki
31.março.2011
http://t.co/aNjmDOT


O mercado de carbono foi criado a partir da convenção no Japão, onde, em 1997, foi assinado o Protocolo de Kyoto. Mas, foi só em 16.fevereiro.2005 que ele entrou em vigor.

Foram ali estabelecidas as primeiras metas de redução de gases poluentes no planeta, a fim de evitar o aumento do aquecimento global. Metas singelas de 5%, já criticadas pelos especialistas, que defendiam a necessidade de reduzir em 60% a emissão dos gases tóxicos, os chamados GEE - gás efeito estufa.


Para haver uma mudança significativa, seriam necessários 60% de redução dos gases de efeito estufa

Na época, o encontro e o tratado receberam o ceticismo e o desdém de muitos, pois "era coisa de ambientalistas" dizer que gases emitidos pelas grandes indústrias, como o dióxido de carbono, "seguravam" o calor na atmosfera, causando o chamado efeito estufa.

O documento foi assinado por 141 nações, mas apenas 30 países industrializados estão sujeitos a essas metas. EUA não assinou alegando que isso estava contra suas metas econômicas, defendendo a livre iniciativa. Russia o fez em 2004. O documento toma por base os princípios do Tratado da ONU sobre Mudanças Climáticas, de 1992.

O Brasil ratificou o tratado, mas não teve de se comprometer com metas específicas porque está entre os considerados "países em desenvolvimento".  


O que é o Mercado de Carbono

Como as nações argumentaram que não poderiam simplesmente parar de produzir, que isso geraria um verdadeiro colapso, foi encontrada a seguinte saída: o comércio de emissões tóxicas.

Os países e empresas poluidoras continuam com suas atividades normais e, para "compensar" suas emissões, compram cotas de emissões de gás carbônico dos países pobres ou em desenvolvimento. Ou seja, como num jogo de cartas, o país "poluidor" "compra" a "não poluição" do outro país - que polui pouco -, que "ganha" dinheiro com isso para o seu desenvolvimento. Quem polui mais compra os créditos de quem polui menos.


Mercado de Carbono consta do Tratado de Kyoto

Dessa forma, países que poluem muito podem comprar "créditos" não usados daqueles que (acredite) "têm direito a poluir", mas suas emissões são menores do que o "condenado".

Gerenciamento do caos. Mas que movimenta muito dinheiro.

Inicialmente, era destinar dinheiro a esses países que poluem menos. Depois de muitas negociações, acordaram que os países também podem ganhar créditos por atividades que aumentam a sua capacidade de absorver carbono, como o plantio de árvores, a conservação do solo, a utilização das energias sustentáveis (eólica e solar).

Os países poluidores em potencial podem financiar projetos, em qualquer parte do planeta, projetos esses que apresentem soluções para reduzir o lançamento de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, e outros gases danosos à camada de ozônio.

Assim, sempre que um país comprovar que houve redução do efeito estufa no planeta e que ele, país, foi o responsável por essa diminuição, ele recebe um Certificado de Redução de Emissão, também chamados de Créditos de Carbono.

Com o tempo, em se confirmando as novas práticas, os países iriam adotando as soluções sugeridas pelos projetos inovadores - sustentáveis - e o modus operandi das indústrias e fábricas iriam se adaptando aos novos tempos. Idéia boa, se todos fossem comprometidos e admitissem a urgência.

O Tratado de Kyoto entrou em vigor em 2005, com uma meta de redução de GEE (gás de efeito estufa) de 5%, quando os especialistas declaravam que era preciso, no mínimo, 60%.

De 2005 para cá, os diferentes encontros e conferências pelo mundo vem tentando diminuir o índice de emissões de gases tóxicos - GEE - por parte das indústrias, sem grandes avanços. Connie Hedegaard, comissária européia para o clima, alega que o atual preço do carbono não estimula as tecnologias limpas.



Países que mais aplicam em energia renovável

EUA e vários outros países estão desenvolvendo projetos sustentáveis, em ritmo não condizente com o necessário.
China, que é o 1º lugar em poluição do mundo (o 2º é USA), também é o maior investidor em energias renováveis (USA é o 2º).

Brasil fala em contenção e diminuição do desmatamento, mas não compila em seus dados a destruição da floresta para criação das hidrelétricas, o que totalizou, só em 2010, um aumento em quase 1.000% (isso mesmo, mil por cento!) de devastação florestal.


O Brasil vê na venda de seus créditos de carbono, um grande negócio!


Faz-se necessário maior controle, para que distorções não continuem a acontecer.


Roubo de Certificados de Carbono

Como tudo que é criado sem pensar em todas as etapas, criaram-se as leis, MAS NÃO SE DESTACOU UM GRUPO FORTE, DETERMINADO, PONTUAL, PARA FISCALIZAR!

Agora, a venda de créditos de carbono passa por uma constrangedora (mas tão previsível) situação de descrédito. Aconteceram roubos de certificados no valor total de € 40 milhões de euros. Gente que ganhou e não fez!

Aconteceu em janeiro - 475.000 créditos foram roubados do Registro de Créditos da República Tcheca, órgão público presente em todos os países que participam do mercado de carbono. Houve uma ameaça de bomba no prédio da entidade e todos os funcionários evacuaram o local. Os certificados sumiram. Soube-se depois que foram vendidos a uma conta no Registro de Créditos da Estônia.

O escândalo envolveu o inventário mantido pela Áustria, Grécia e República Tcheca.

Houve suspensão das negociações na bolsa ICE Futures Europe por conta disso, por duas semanas. O valor é considerado pequeno no mundo dos grandes investimentos, mas coloca em xeque a credibilidade do sistema.


Mercado de carbono - negócio que afunda se não tiver controle e fiscalização

Os volumes no mercado à vista devem permanecer baixos até que se revele em detalhes quais permissões de emissão foram roubadas em janeiro.2011.
Em 24.fevereiro.2011, a primeira-ministra australiana Julia Gillard anunciou a proposição de um preço fixo por tonelada de dióxido de carbono liberado já a partir de 1 de julho de 2012, com vistas a estimular o mercado de carbono.

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Leia mais sobre GEE e Mercado de Carbono, neste blog:
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/12/cop-16-medidas-para-frear-o-aquecimento.html
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Tema fonte: Isto é Dinheiro
Para saber os valores: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/analise_financeira/noticia=727015
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  • Leia mais sobre Preservação, Desmatamento e Condições do Planeta:


    Preservação ambiental e dos animais selvagens



    DECRESCIMENTO FELIZ! Modelo propõe Menos Consumo, Mais Felicidade!
    


    Decrescimento Feliz - FGV País poderá alcançar nível de países desenvolvidos em 20 anos - Com esse modelo sócio-econômico, chegaremos ONDE - VOCÊ também decide!!



    Pra ter opinião, tem de conhecer!


    Marise Jalowitzki
    Compromisso Consciente




    compromissoconsciente@gmail.com
    Escritora, especialista em Desenvolvimento Humano,
    pós-graduação em RH pela FGV,
    international speaker pelo IFTDO-EUA

    Porto Alegre - RS - Brasil