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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Só consciência ambiental não vale! - diz Connie Hedegaard - o impacto precisa ser no bolso

 Poluição ambiental -  só a consciência não é capaz de salvar o clima , quem polui, tem de pagar! - defende a comissária do Clima Connie Hedegaard 


A dinamarquesa Connie Hedegaard, comissária europeia do Clima, elogia as iniciativas ambientais brasileiras e revela o que a Europa espera da Rio+20
28.fevereiro.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2012/02/so-consciencia-ambiental-nao-vale-diz.html
http://ning.it/xIJAe9

Só consciência ambiental não vale! - diz Connie Hedegaard - o impacto precisa ser no bolso


Se não custar nada poluir o ar, ou despejar químicos na água e destruir rios, o homem terá uma tendência de fazê-lo. Por outro lado, se houver uma taxa cobrada de quem polui, então as empresas, os cidadãos e os governos começam a pensar de modo diferente. Passa a valer mais a pena não destruir a natureza, não poluir, não desperdiçar energia.

Como comissária europeia do Clima, é a primeira vez que Connie Hedegaard visita o Brasil – ela chegou em Brasília em 27.02.2012. Na agenda estão encontros com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e ministro do Exterior, Antonio Patriota. Em conversa com a DW Brasil, a dinamarquesa elogia as iniciativas ambientais brasileiras e revela o que a Europa espera da Rio+20.
Em casa, a comissária enfrenta resistência dura contra a taxa imposta às companhias áreas que atuam na União Europeia por suas emissões. A China, inclusive, boicotou a medida e se recusa a pagar. Hedegaard desafia os países críticos a sugerirem uma melhor solução e confessa, sem romantismo: só a consciência não é capaz de salvar o clima. Quem polui, tem que pagar.
DW Brasil: Como a senhora avalia o papel do Brasil e de outros emergentes na construção desse futuro sustentável?
Connie Hedegaard é categórica: consciência ambiental tem que doer no bolso para funcionarConnie Hedegaard é categórica: consciência ambiental tem que doer no bolso para funcionarConnie Hedegaard: Sei que o Brasil tem feito bastante, inclusive depois da conferência do clima de Copenhague, em 2009. Foi muito importante quando o governo brasileiro estabeleceu uma meta de redução das emissões de 36% a 38% até 2020 em relação ao índice que o país teria se nada fosse feito. Isso foi um grande sinal de conscientização.
Eu diria que o Brasil tem um papel-chave como uma grande economia. E não só isso: o país tem também uma grande responsabilidade. Na última semana de negociações da Conferência do Clima em Durban, o Brasil foi o primeiro dos quatro países do Basic (Brasil, África do Sul, Índia e China) a dizer que poderia aceitar uma meta obrigatória legal de reduzir as emissões num próximo acordo climático, a partir de 2020. Também sob esse aspecto, eu acredito que o Brasil tem um papel político importante a desempenhar.
A Rio+20 também tem o objetivo de apimentar essa discussão. Sob o ponto de vista europeu, o que seria uma conferência bem-sucedida?
Esperamos que a Rio+20 marque uma mudança de paradigmas na discussão global sobre desenvolvimento. O mundo precisa crescer muito nos próximos anos, a Terra tem cada vez mais habitantes, cada vez mais cidadãos passam a fazer parte da classe média – o que é bom –, mas isso também provoca uma grande pressão sobre os nossos recursos naturais.
Temos a esperança de que a conferência nos coloque na trilha de uma economia mais verde. Uma conferência bem-sucedida aconteceria se os participantes acordassem em trabalhar com objetivos de desenvolvimento sustentável. O sucesso também viria se a Rio+20 definisse pontos muito tangíveis, que faria o mundo fazer algo diferente logo no dia seguinte. 
Um exemplo seria o acesso universal à energia sustentável. Poderíamos definir como meta o acesso a esse tipo de energia até 2030, com aumento da energia renovável, da eficiência energética. Isso levaria a uma ação imediata logo depois da Rio+20.
Algumas ações práticas rumo a essa economia verde já estão sendo tomadas em todo o mundo; o sistema europeu de comércio de emissões, que agora taxa as companhias aéreas que atuam na Europa é um delas. A senhora esperava que essa medida provocaria tanta hostilidade?
Não sei se estamos surpresos com essa hostilidade. Eu diria que alguns países não amam o sistema europeu de comércio de emissões cobrado da aviação civil. E eles dizem que prefeririam um sistema global. E quem tem brigado fortemente por um sistema global desde 1997? Bem, a União Europeia.
E foi só depois de mais de dez anos lutando por um sistema global, que dissemos: já que os países não querem pressionar por um sistema global, então vamos fazer um regional. Agora muitos países dizem: "ah, na verdade vamos trabalhar para implementar um sistema global". Ninguém ficaria mais feliz do que a União Europeia. Seria mais fácil se eles não fossem contra o nosso sistema, e se todos os países dessem as mãos no âmbito da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês) e criassem o sistema global. Seria um final feliz.
Oficiais da União Europeia indicaram que as regras poderiam ser mudadas se a ICAO de fato indicasse que introduziria uma solução global.
A linha oficial da União Europeia é: no dia em que um regime global entrar em vigor, está claro que o sistema europeu não será mais relevante. Mas não vamos mudar o nosso sistema porque alguns países estão dizendo que gostariam de "discutir" um método global. Esse é o motivo que me faz desafiar esses países que se uniram contra o sistema europeu. Nós sabemos que eles não gostam do nosso sistema. Mas do que eles gostariam? Qual acordo poderíamos chegar no âmbito da ICAO? Esses países podem apresentar uma proposta que assegure um sistema global, que é o que eles dizem que querem? Vamos ver.
Eu tenho certeza de que boa parte dos passageiros que voaram comigo de Munique para Brasília acham justo pagar dois ou três euros a mais pela poluição emitida num voo de longa distância. Estamos falando de uma quantia que sequer pagaria um café no aeroporto de Munique.
A senhora é a favor de os poluidores pagarem pela poluição emitida. Essa seria a maneira mais eficiente de levar governos e iniciativa privada a considerarem o meio ambiente? Fazendo com que sintam o impacto no bolso?
Se não custar nada poluir o ar, ou despejar químicos na água e destruir rios, o homem terá uma tendência de fazê-lo. Por outro lado, se houver uma taxa cobrada de quem polui, então as empresas, os cidadãos e os governos começam a pensar de modo diferente. Passa a valer mais a pena não destruir a natureza, não poluir, não desperdiçar energia.
Companhias aéreas pagam por poluição na Europa

Poluição aérea - sistema europeu de comércio de emissões taxa as companhias aéreas que atuam na Europa

Quando é necessário que o mundo mude a rota, que faça algo diferente num prazo muito curto de tempo, acho que é muito importante que essa questão da cobrança seja abordada de forma correta. Se você é eficiente, o custo-benefício vale a pena. Se você é ineficiente, isso vai custar algo. Assim há um incentivo para mudar as coisas, é disso que precisamos.
Só a consciência ambiental não vale: no fim, quem ganha a briga é a visão de curto prazo.
Fonte: Deutsche Welle - Entrevista: Nádia Pontes - Revisão: Francis França
Revista Ecológica: http://ning.it/z4sfbX

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Brasil - destaque em políticas anti desmatamento e biocombustíveis, foi escolhido pelo PNUMA para sediar as comemorações de 5 de Junho de 2012


Brasil - Sede das Comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente em 2012


Por Marise Jalowitzki
27.fevereiro.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2012/02/brasil-sede-das-comemoracoes-do-dia.html 






Brasil - Sede das Comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente em 2012

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Por Marise Jalowitzki
27.fevereiro.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2012/02/brasil-sede-das-comemoracoes-do-dia.html


Dia 05 de Junho comemora-se mais um Dia Mundial do Meio Ambiente. 


Neste ano, o PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - escolheu o Brasil como sede das comemorações mundiais do evento, já que nosso país é tido como referência em ações contra desmatamento e no fabrico e uso de combustíveis renováveis.


A Sociedade precisa estar presente!


Desejo, sinceramente, que este encontro traga ações EFETIVAS, não apenas cobrando da sociedade maior consciência ambiental, mas, principalmente, incentivando, recomendando e fiscalizando a potencialização de ações dos governos para a preservação do planeta e do ecossistema como um todo.


Falando só do Brasil:


COMO coadunar preservação ambiental com expulsão de índios de seu território?


COMO expandir projetos verdes e continuar construindo as novas 22 plataformas de petróleo? 


COMO discutir acordos sustentáveis e, ao mesmo tempo, ampliar a exploração de energia nuclear do jeito como vem acontecendo? Os 4 estados candidatos a "receber" as usinas nucleares estão ansiosos, enquanto Angra III continua sendo construída!


COMO implementar ações anti desmatamento e, ao mesmo tempo, construir sempre novas barragens e hidrelétricas? E não é só o mega desmatamento para a construção das usinas. E o desmatamento para levar a energia através dos fios de alta tensão até os demais estados? São 2.500 Km de desmatamento só de Porto Velho até São Paulo, só para falar de um único ponto!


E tantas outras providências desastrosas que estão sendo tomadas, dentro do atual [e falido] modelo econômico e financeiro! 


Considero ÓTIMO e NECESSÁRIO que se discutam e incrementem ações verdes, MAS COMO dizer ao planeta, já com 50 anos de atraso em providências realísticas: Espere mais um pouquinho, espere até 2020? espere até 2050? espere até 2100?



Brasil sedia as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente em 2012, que visa envolver toda a sociedade em práticas sustentáveis

O Tema deste ano é: ECONOMIA VERDE: ELA TE INCLUI?


A ideia é fazer com que todos reflitam na forma como estão vivendo, comprando, consumindo e descartando e coloquem em prática ações simples que contribuam para um mundo mais verde e sustentável.


E adendo: Que os cidadãos conscientes façam cada vez mais ouvir a sua voz a fim de que repercuta a vontade do povo!


Segundo o Subsecretário Geral da ONU e Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner, ao celebrar o WED  (sigla em inglês) no Brasil em 2012, "estamos voltando às raízes do desenvolvimento sustentável contemporâneo para criar um novo caminho que reflita as realidades, mas também as oportunidades do novo século”.
Também em 2012 acontece a Rio +20, a Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável. Segundo Achim Steiner, "três semanas após o WED, o Brasil vai sediar o Rio+20, onde líderes mundiais vão se reunir para projetar o futuro da sustentabilidade como uma locomotiva a caminho de mudanças para as economias crescerem, empregos serem criados, sem empurrar o mundo para fora de fronteiras planetárias”.

Para comemorar em grande estilo o Dia Mundial do Meio Ambiente, o PNUMA almeja promover várias atividades, como maratona, dia sem carro, concurso de blogs verdes, exposições e passeatas em todo o país.

Envolver a sociedade é garantir efetividade nas mudanças necessárias. Também nas reivindicações para dirimir o que está errado.


Respeito aos indígenas!
Respeito aos ribeirinhos!
Respeito à Floresta!
Respeito à Vida!

(Fonte das informações sobre o 05.Junho: PNUMA)



Querendo, leia mais: http://t.co/UM3uePs



Desmatamento na Amazônia cresce 994% em 1 ano! Degradação teve um aumento de 4.818%!
Mato Grosso foi o estado que mais degradou em 2010
Rondônia foi quem mais desmatou em 2010


Desmatamento na Amazônia cresce 994% em 1 ano, diz ONG
- Degradação em 4.818%!





E também: http://ning.it/xIJAe9


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A dinamarquesa Connie Hedegaard, comissária europeia do Clima, elogia as iniciativas ambientais brasileiras e revela o que a Europa espera da Rio+20
28.fevereiro.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2012/02/so-consciencia-ambiental-nao-vale-diz.html 



Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, Educadora, Ambientalista
Coordenadora de Dinâmica de Grupos,
Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV-RJ,
International Speaker pelo IFTDO-EUA

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